Capitulo 30
O Casamento Vermelho
O Rei Jon Targaryen, o Lobo Branco, o Dragão Branco, para a ironia, estava vestindo a sua armadura negra com o símbolo do dragão de três cabeças no peitoral, em vez do elmo, uma tiara negra com um rubi vermelho no centro, quase obscurecida por seus cabelos negros que estavam chegando à altura dos seus ombros, a barba negra e cheia cobrindo o seu rosto e com os olhos violetas se destacando, sentando no Trono De Rock em Casterly Rock, com a sua espada de aço valiriano Sombra em seu colo, os dias passaram desde que terminara a conquista das Westerlands e agora, esses senhores ocidentais estavam se acalmando, com a perda de recursos materiais, financeiros e humanos, eles não tinham condições de abastecer os Lannister em Porto Real sem matar o povo e eles mesmos de fome; é claro que a tirada desses recursos foi para recompensar os senhores das Terras Fluviais pelos estragos, os senhores do Norte, do Vale e da Campina que se comprometeram com essa guerra e além, de qualquer forma, muitos desses senhores não queriam acreditar na extinção dos homens de ferro e se dedicariam a reforçar as suas defesas de uma possível invasão que nunca viria.
Com os senhores do oeste acalmados, Jon tinha agora que colocar a sua atenção na Casa Lannister, pelo menos aqueles que ficaram em Casterly Rock e Lannisporto, com a sua Guarda Real o protegendo, os Lannister entraram, aparentando uma boa situação, dado que estavam em celas sendo vigiado o tempo todo; Lady Genna Lannister, o seu marido, Lord Emmon Frey é morto por Ser Jaime Lannister na invasão de Casterly Rock, uma pequena ofensa para a Casa Frey, mas, parece que eles não dão a mínima para o seu parente morto, Lady Genna é a primeira a chegar, Joy Collins, filha bastarda de Gerion Lannister entra em seguida; Ella Lannister entra com os seus filhos, Ser Damion Lannister que traz o seu filho, Ser Lucion Lannister ferido na defesa de Casterly Rock; o marido de Ella, Ser Damon Lannister é morto nas paredes de Lannisporto; Janei Lannister surge em seguida, a única filha de Ser Kevan Lannister a ter ficado no oeste; é trazido ainda, Ser Daven Lannister, o filho de Ser Stafford Lannister, morto em Cruzaboi; Ser Daven entra com as suas irmãs, Cerenna e Myrielle Lannister; todos ficam na frente do rei vendo-o sentado no trono de sua casa:
- É bom ver que todos puderam comparecer; os Senhores e Ladys! – disse o rei:
- É uma honra estar a sua frente; sua graça! – disse Lady Genna Lannister:
- Não! – disse Jon – Você odeia a minha presença nas terras que sua família comanda; você odeia a presença de exércitos invasores, você odeia o fato de eu estar sentado no Trono De Rock; encare os fatos, Lady Genna, trouxe vocês para essa conversa, uma conversa franca em que deixaremos as nossas cartas à mostra na mesa!
Lady Genna olhou por um tempo em silêncio:
- Muito bem! - disse Lady Genna Lannister:
- Eu sei que você odiou que de fato o seu irmão, Lord Tywin Lannister escolheu Porto Real ao invés de sua casa, Casterly Rock; enquanto ele senta um rei para saciar a sua obsessão de ter um sangue Lannister no Trono De Ferro! - disse Jon, isso pegou os Lannister presentes de surpresa - Enquanto ele está lá em Porto Real, o resto de vocês está aqui de joelhos perante a mim!
Lady Genna manteve uma cara neutra, mas, as palavras dele faziam efeito, de fato, ele odeia a cada momento que o seu irmão escolheu Porto Real em nome de uma obsessão de fazer um legado para Casa Lannister para durar mil anos, ele nunca superou o pai, Tytos Lannister que quase levou as Westerlands a ruína; quase levou as casas nobres das Westerlands a se matarem e ameaçou o país em mergulhar em uma guerra civil que pareceria não ter fim; Genna e seus irmãos deixaram a memória de seu pai no mais profundo de sua mente, menos Tywin, que nunca esqueceu ou se deixou esquecer e ultrapassou todas as linhas para preservar a família e o país:
- Nós juramos para Joffrey Baratheon! - disse Lady Genna - Juramos as nossas espadas e nossas riquezas para manter e preservar por muitos anos o reinado de Joffrey Baratheon!
- Ele não é um Baratheon, ele é um Waters! - disse o rei - Nascido do relacionamento de Cersei com o seu irmão gêmeo!
- Isso é uma mentira! - gritou Daven Lannister - Mentiras espalhadas para minar o poder do Rei Joffrey Baratheon e que bom o governo que ele traria!
- Não é mentira; é a verdade! - disse Jaime Lannister, se pronunciando pela primeira vez - Joffrey, Tommen e Myrcella são os meus filhos que tive com Cersei!
- Você está sendo forçado a dizer isso! - disse Daven:
- Não Daven! - disse Jaime com força e uma certeza inabalável - Pela primeira vez, eu estou falando livremente, sem amarras, sem ninguém dizendo o que eu devo dizer!
Lady Genna Lannister suspirou, ela realmente está entendendo a situação:
- Está não é uma conversa entre iguais, você claramente tem toda a vantagem, todos os castelos se curvaram a sua regra, não podemos levantar qualquer exército sem deixar os nossos castelos, vilas e o povo desprotegido a ataques, saques, mortes e estupros das mulheres, não temos recursos disponíveis para abastecer o reinado de Joffrey! - disse Lady Genna Lannister - Quando vi os três filhos de Cersei; custei a acreditar que eles eram também filhos de Robert Baratheon, não vi neles, nada que indicasse que havia sangue Baratheon; sempre desconfiei que eles não fossem filhos Baratheon, muito sangue Lannister em suas veias, mas, quando recebi as cartas proclamando a bastardia deles, eu acreditei, somente precisava de um empurrão para ver que Tywin estava lutando por uma causa perdida, mas, ele nunca abriu os olhos para isso, está tão centrado e preservar o seu legado, em acreditar que seus gêmeos são perfeitos,...!
Lady Genna Lannister olhou para Jaime Lannister diretamente ao dizer essas palavras que o homem parecia bastante envergonhado:
-... Que ele não percebe que está tudo perdido! - disse Lady Genna Lannister; os outros membros de sua família a olham surpresos, incapazes de acreditar em suas palavras - O que quer de mim e de minha família?
- Curve-se a mim e a minha regra, jure lealdade ao meu reinado e ao reinado dos meus descendentes que virão e você será feita Lady Regente Das Westerlands até Tyrion Lannister se encontre apto para tomar acento de Casterly Rock! - respondeu Jon com uma voz dura – Sua família será poupada, cada um deles, apenas aqueles que cometeram crimes irão enfrentar um julgamento e com eles; se os Deuses permitirem, a morte como castigo!
Lady Genna Lannister sabia o que viria a seguir e então ela se ajoelhou perante o Rei Jon Targaryen I:
- Eu juro pela Casa Lannister, pelo meu sangue e pela a minha família, que a Casa Lannister e as Westerlands vão servir ao Rei Jon Targaryen e aos seus descendentes! – disse Lady Genna; os outros Lannister se ajoelharam jurando servir ao rei Targaryen; cada um deles se ajoelhou, cada um deles jurou; menos Daven Lannister e isso deixaram a Guarda Real de prontidão:
- Eu somente vou me ajoelhar e jurar para servi-lo; Sua Graça se eu tiver um combate um contra um contra Lord Rickard Karstark pelo direito de conseguir justiça pela morte de meu pai, Stafford Lannister! – disse Daven:
- Para isso, terei que consultar Lord Karstark se concorda com os termos! – disse Jon – Isso é claro que se os dois lados concordam que dependente do resultado, vão aceitá-lo!
- Eu concordo! – disse Daven:
- A Casa Lannister concorda! – disse Lady Genna imediatamente temendo que o filho de Stafford estivesse em um caminho para a morte:
- Um acordo então! – confirmou o rei Jon.
Foi preciso um dia, para uma conversa entre o rei e Lord Karstark que estava junto com os seus filhos ao qual o rei Jon explicou a situação, Lord Rickard Karstark logo concordou um lutar um a um contra Ser Daven Lannister e não haveria repercussão entre as famílias dependente do resultado; com a sua guarda real, com Robb Stark ao seu lado e Lady Genna Lannister no mesmo ambiente com todos os presentes na área de treinamento da Casa Lannister para assistirem a luta um contra um:
- Sua família já dobrou o joelho a mim, Lady Lannister! – disse Jon – As Westerlands se renderam e sei que vai se preocupar mais em garantir a sobrevivência dessas terras a mandar um exército para salvar uma parte de sua família em Porto Real!
- Eu sei; meu rei! – disse Lady Genna Lannister, mesmo a contragosto, tinha que concordar com o seu mais novo rei:
- Conversou com Jaime Lannister? – perguntou Jon:
- Sim; meu rei! – respondeu Genna:
- Sei que Jaime disse todos os segredos escuros que levaram a essa situação em que nos encontramos; sei que você e parte de sua família custaram a acreditar em qualquer coisa que ele disse, mas, agora, depois de um tempo, vocês que aqui ficaram em Casterly Rock, perceberam que estavam lutando por nada; sacrificando vidas do povo de seu país por nada! – disse o Rei Jon:
- Sim! – confirmou Genna Lannister – Não acreditei quando Jaime disse a todos o que ele fez; o que ele fez de fato para manter esse segredo; agora, eu lembro que Joanna expressou preocupação por ter tanto Jaime quanto Cersei muito próximos, mas, nunca passou pela minha imaginação mais selvagem que eles começariam a praticar incesto como a Casa Targaryen!
Jon sabia que Lady Lannister disse essas últimas palavras como uma direta a sua família, mas, ele de fato, não ligava, ele sabia dos pecados de sua família paterna, além do mais, ele tinha outras coisas para se preocupar; Jon é claro que não mostrou nenhum sinal de ofensa para Lady Lannister:
- Minha senhora; sabendo da situação em que se encontram as Westerlands, você será a regente desse país! – disse o Rei Jon:
- Sim! – disse Lady Genna – Uma decisão questionável já que você tem a disposição Damion!
- Mas, você é a mais experiente e mesmo com o casamento com um Frey, você é ainda respeitável entre os lordes do oeste! – disse Jon:
- A quem devo esperar o próximo senhor? –perguntou Lady Lannister:
- Se tudo correr como planejado, Tyrion Lannister! – respondeu o Rei Jon – Se não; a linha de Kevan Lannister!
Lady Genna fica calada pensando no que foi dito, assistindo o que parece a ser o começo da luta entre Daven e Lord Rickard Karstark:
- Muito bem; meu rei! – disse Lady Genna; Jon sorriu:
- Tem Jaime falado do outro assunto? – perguntou Jon:
- Sim; meu rei! – respondeu Lady Genna – Quero agradecer por ter voltado os ossos do Rei Tommen II e de meu irmão Gerion, além de a espada da casa Lannister: Brightroar; para isso, a Casa Lannister deve muito a Eddard Stark e a Casa Stark!
Jon sorriu para esse fato, mas, agora, não é mais tempo de falar; pois, a luta que eles estavam esperando para assistir teve início.
O fato, a luta que tanto Ser Daven Lannister queria desde que soube da morte de seu pai havia começado contra Lord Rickard Karstark; todos os interessados assistiam os dois homens brandirem as suas espadas em vários movimentos, não parecia que dariam descanso e não havia por vários minutos, mesmo que cada um conseguiu pousar um golpe que debilitava o corpo de cada; eles; ambos estavam no mesmo nível de luta, empenhados para vencer um ao outro; nenhuns dos dois diziam nada, não se provocavam, apenas brandiam as espadas; eles lutavam com a intenção de alcançara a vitória; cada golpe que trocavam, a cada movimento, um mostrava uma abertura em seu estilo de luta para o outro e assim pousavam um golpe para desestabilizar, até que ambos se afastaram, respirando ruidosamente, cansados, o suor escorrendo de seus rostos; com suas armaduras danificadas onde escorriam sangue; para eles, as espadas pesavam mais do que os seus corpos; sem pensar muito, Lord Rickard tirou o elmo e deixou que o ar refrescasse a sua cabeça, ele fechou os olhos e rapidamente e os abriu; Ser Daven viu isso e entendeu, também tirou o elmo encarando o homem que matou o seu pai:
- Eu não sei quanto tempo pode mais aguentar! – disse Ser Daven – O último movimento?
- O último movimento! – confirmou Lord Karstark.
Ambos gritaram e avançaram brandindo a suas espadas que se chocaram mais uma vez e mais outra vez em vários movimentos; eles sabiam que estavam nas suas últimas forças, eles sabiam que somente um deles poderia sair vivo dessa luta e então eles deferiram o último golpe; Lord Karstark de cima para baixo com uma mão e Ser Daven de baixo para cima com as duas mãos; Lord Karstark acertou primeiro atravessando a sua espada no peito de Ser Daven, logo o Lannister abriu um grande corte de baixo para cima no peito de Lord Rickard e então ambos caíram no chão; a luta deu empate; todos os que assistiam ficaram surpresos:
- Por essa; eu não esperava! – disse Jon:
- Daven! – lamentou Lady Genna; Jaime apenas abaixou a cabeça triste, lamentando mais um familiar caindo nessa guerra enquanto quaisquer uns relacionados aos dois corriam na direção em que ambos estão caídos, lá, Jon os vê dando um último suspiro para aqueles que ficaram ao redor deles, mas, inevitavelmente, os ferimentos, a fadiga e o ferimento mortal lhes tiraram a vida; eles estavam mortos, naturalmente, os gritos de dor e desesperos daqueles que presenciam a morte; Jon não pode fazer mais nada, a não ser declarar empate e lamentar um homem fiel a sua causa; fiel a Casa Stark e ao Norte, Lord Rickard Karstark; ele fará muita falta.
Uma semana veio e passou e finalmente um navio da Frota Do Norte atracou em Lannisporto, comando por Lady Maege Mormont, para levar o corpo de Lord Rickard Karstark de volta para o Norte para ter o enterro que merece; Ser Daven Lannister já enterrado recebendo as homenagens dos membros presentes da Casa Karstark; o motivo vindo de Harrion Karstark, o novo senhor de Karhold que não via nenhuma animosidade pelo aconteceu na luta, ao contrário, tinha expressado que seu pai preferiria morrer em combate como um guerreiro e que Daven foi um guerreiro de igual com o seu pai e por isso merece o respeito de todos; os Lannister ficaram agradecidos.
O barco estava se distanciando do porto com o corpo de Rickard Karstark enquanto Jon estava parado no cais assistindo a isso quando um meistre se aproximou lhe entregando uma mensagem, Jon apenas pegou a mensagem e voltou para olhar o navio se distanciando; o meistre já tinha ido embora, Jon se virou para voltar para Casterly Rock, agora, com as Westerlands garantidas, ele tinha que planejar os seus próximos movimentos, ele abriu a mensagem e leu o seu conteúdo, notícias escuras vinham dessas palavras, os seus planos tinham que ser atrasados:
- Sua graça! - uma voz chamou a atenção de Jon que olhou para ver Robb; Jon não disse nada, apenas entregou a mensagem para Robb e leu, ele ficou pálido e sua respiração estava difícil; Lord Hoster Tully estava morto, Lord Walder Frey também estava morto, essa mensagem é um chamado para os funerais e um novo Lord Tully tomar o seu posto.
Garantindo mais um juramento por parte de Lady Genna Lannister, a marcha para voltar para as Terras Fluviais e especialmente Correrrio começaram, eles estavam nos últimos meses do ano de 299 AC, Jon não podia se imaginar passar quase dois anos de guerra, mas, aqui está ele ao lado de Robb e de vários lordes, levando um exército vitorioso de volta para aonde começaram a campanha de conquista das Westerlands, claro que muitos desses homens e mulheres mais do que queriam voltar para casa, mas, ainda faltava muita coisa e Jon garantiria para apressar as coisas e terminar essa guerra o mais rápido possível; uma semana e meia e finalmente saíram das Westerlands para entrar nas Terras Fluviais e serem recebidos com chuva; chuva quase todos os dias, ninguém podia reclamar por verem o sol banhando os seus corpos; eles tinham isso para enfrentar as chuvas que caiam; mais uma semana e meia; finalmente, puderam avistar Correrrio.
Mesmo com a morte de seu senhor, eles são recebidos com festas; são recebidos como heróis; claro que tem a ver com o que saquearam as Westerlands e trouxeram tudo para reparar as Terras Fluviais em alimento e manutenção dos castelos e vilas, além do ouro, Jon desmonta ao lado de Robb, Lord Yronwood, Lord Royce e Lord Tarly:
- Meus senhores; bem-vindo! – disse Edmure Tully – Gostaria de recebê-los com mais festa e pompa, mas, eu os recebo diante de uma perda que fará falta a muitos!
- Você tem o meu pesar Lord Tully! – disse Jon – E assim como de todos que vieram até aqui comigo!
- Eu agradeço por isso; sua graça! – disse Edmure:
- Tio! – disse Robb – Eu sinto muito!
- Tudo bem sobrinho; seu avô morreu no sono; ele estava delirando, perdendo a sanidade! – disse Edmure; explicando – Foi melhor assim; quero me lembrar do meu pai com um homem forte e capaz, não o seu estado nesses últimos dias!
Edmure, Robb e o Rei Jon entraram no castelo, eles seguiram pelos corredores até chegarem a uma sala onde Lady Lysa Arryn e Lady Catelyn Stark se encontra, ambas estavam chorando, podia se vir pelo rosto inchado e as lágrimas caindo de seus olhos:
- Mãe! – disse Robb se adiantando para Lady Stark e ela levantou a cabeça e viu o seu filho, em meio às lágrimas, ela sorriu e se levantou para abraçar o seu filho:
- Meu lindo menino, agora, você é um homem de verdade, Lord De Winterfell; estou feliz que esteja aqui! – disse Catelyn:
- Lady Stark, Lady Arryn; eu sinto muito pela sua perda! – disse Jon:
- Obrigada; sua graça! – agradeceu Lady Arryn enxugando as lágrimas com um lenço:
- Obrigada; meu rei! – agradeceu Lady Stark depois de sua irmã ainda a braçada a Robb:
- Quando vai ser a cerimônia fúnebre? – perguntou Robb:
- Em algumas horas! – respondeu Edmure – Tempo para que descansem e se limparem da viagem!
Assim foi feito e nas horas seguintes, o exército que havia retornado descansou e no meio da tarde; Lady Arryn, Lady Stark, o mais novo Lord Tully, Robb e Ser Brynden Tully se reuniram no cais onde na frente deles estava uma canoa onde depositaram Lord Hoster Tully, ricamente vestido e com as suas armas, a sua família libertou o barco que navegou ao sabor do rio; o Rei Jon estava mais atrás em respeito com a sua Guarda Real e outros lordes em silêncio assistindo a cerimônia; Lord Edmure Tully pegou um arco e uma aljava de flechas de um dos guardas próximos, pegou uma flecha deixando aljava no chão, acendeu a flecha em um braseiro ao seu lado, tencionou o arco e disparou a flecha, apenas para errar o tiro que caiu na água; constrangido, especialmente com os olhares duros dos membros de sua família, Edmure pegou outra flecha, a acendeu e dessa vez olhou para a bandeira percebendo a direção do vento e disparou a flecha e dessa vez acertando a canoa que se incendiou; o fogo consumiu toda a canoa quando ele virou na curva do rio:
- É isso! – disse Ser Brynden – Droga irmão; você se foi antes de termos mais uma conversa; você não podia esperar seu velho ranzinza!
Os convidados voltaram para o castelo deixando os familiares de Lord Hoster vendo a curva do rio, ambos se perdendo em lembranças, mas, de fato, agora, que havia terminado; todos tinham que voltar aos seus afazeres e o fato foram que Jon estava sentado na mesa do grande salão com vários outros lordes e especialmente os representantes da Casa Frey:
- Bem; eu gostaria de fazer isso na manhã seguinte quando vamos empossar Lord Edmure Tully como novo Lord De Correrrio, mas, o fato que mostrou na sua necessidade de viajar para a cerimônia de seu pai, Stevron, eu entendo! – disse Jon
- Obrigado; sua graça! – agradeceu Stevron Frey – De fato, quero deixar tudo claro, para a senhoria antes de partir para casa!
- Você pediu por essa reunião; Ser Stevron; você pode começar! – disse Edmure:
- Primeiro, venho aqui expressar o quão foi absurda a proposta que meu pai fez para que o Exército Do norte atravessasse a ponte! - disse Ser Stevron - Por isso estou aqui, com o meu filho Ryman e meu neto Edwyn para discutir a essa assunto!
- Tem a intenção de renegociar os termos? - perguntou o Rei Jon:
- Sim; sua graça! - respondeu Stevron - Em face de velhice de meu pai, achamos que ele não estava em seu perfeito juízo e por isso, em nome da honra da Casa Frey, queremos renegociar os termos!
Jon olhou para Robb, é uma decisão que o afetaria diretamente, Robb olhou para Jon e decidiu:
- Vamos discutir novos termos senhores! - disse Robb.
Os três Freys presentes pareciam respirar mais aliviados, algo que Jon não entendeu; o acordo que Walder Frey fez foi mais do que vantajoso e oportunista para a Casa Frey; Jon também viu que Ser Brynden também olhava desconfiado para isso, assim como o resto de sua guarda e certamente alguns lordes ao qual Jon não podia confirmar sem tirar os olhos dos Freys:
- Então o acordo de casamento entre Robb e um dos membros femininos de sua casa está cancelado? - perguntou Jon:
- Sim! - respondeu Stevron:
- Assim como o de Arya Stark? - perguntou Jon mais uma vez:
- Sim; sua graça! - respondeu Stevron mais uma vez:
- Em face que podemos manter o resto do acordo, podemos substituir os dois casamentos por um! - afirmou Robb:
- Sim, Lord Stark! - respondeu Stevron - Isso é mais do que aceitável para a Casa Frey!
- Edmure Tully está solteiro! - disse Jon - Isso é aceitável para a Casa Frey?
- Sim; sua graça! - respondeu Ser Stevron parecendo feliz - Mais do que aceitável!
- Então estamos de acordo? - perguntou Jon:
- Sim; sua graça! - respondeu Lord Stevron Frey:
- Ótimo! - disse o Rei Jon - Sei da sua necessidade de viajar para as gêmeas para a cerimônia fúnebre de Lord Walder Frey, mas, gostaríamos que sua casa deixasse um representante para a posse de Edmure Tully e então, somente poderemos ir ao casamento nas Gêmeas!
- Isso é aceitável; meu rei! - disse Stevron - Meu filho Edwyn ficará com vocês e espero ansiosamente para a nossa reunião e realizar o casamento!
Os Freys saíram da sala deixando os outros presentes:
- Meu rei! - disse Edmure - Não disse nada, por que não queria trazer nenhum desrespeito a você a minha casa, mas, tenho que dizer que não gosto desse casamento!
- Devidamente ouvido Lord Edmure! - disse Jon - Mas, de qualquer forma, a Casa Frey faltou com o respeito à Lord Hoster Tully, eles ainda tem que ser punidos; o casamento vai nos proporcionar a abertura para puni-los; certamente já começou com Lord Stevron Frey tendo a sua regra ameaçada por aqueles ambiciosos para se sentarem na cadeira das Gêmeas!
Até o momento a discussão parecia encerrada, mas, então, eis que surge Benjen Stark, o Lobo Sangrento e Comandante da Companhia Sombra:
- Tio Benjen! – disse Robb se levantando e abraçando o seu tio sendo seguido por Jon:
- Sua Graça! – disse Benjen se sentando na frente de Robb e do rei:
- O que tem para nos dizer Ser Benjen? – perguntou o Rei Jon:
- O agente que infiltramos entre os servos de Walder Frey relatou uma clara divisão na família, aparentemente o velho Walder gostava de ver os seus familiares brigarem pelo acento de sua casa! – respondeu Benjen – Mas, eu creio que sua maior ambição é ser o Lord Protetor Do Tridente!
- De fato! – disse Edmure – Eu sei que Walder foi um merda ambicioso, quando há guerra, ele espera para ver quem vencerá para tirar o máximo de proveito!
- Ele é tão ambicioso que começou a trocar cartas com Lord Tywin Lannister! – disse Benjen colocando várias cartas em cima da mesa para que todos pudessem pegar e lê-las – A Casa Frey nos traiu; se venderam para os Lannister e tinham a intenção de nos matar!
Claro que com as palavras de Benjen Stark e as letras trocadas entre os dois conspiradores, os lordes presentes estavam em fúria máxima pedindo o sangue dos Lannister e dos Frey; se esperou um tempo até que todos pudessem se acalmar:
- Por isso mandei um agente meu que está infiltrado matar velho Walder Frey! – disse Benjen – Mas, infelizmente, com ele morto, o plano continua com a intenção de destruir tudo o que fizemos até agora!
- Como eles vão fazer isso? - perguntou Ser Jaime Lannister - Se não percebeu, estamos em maior número do que os Freys!
- Eles vão drogar o vinho para nos fazer mais lento e mais fácil ao abate! - respondeu Benjen Stark - Os planos já foram idealizados por Walder Frey; mercenários já foram contratados, todo o massacre vai começar com As Chuvas De Castamere!
- Você garante que não vai haver nenhuma alteração por parte de Stevron Frey? - perguntou o Rei Jon:
- Eles não fizeram nenhuma alteração no plano; meu rei! - respondeu Ser Benjen - Eles gostaram tanto do plano do velho Walder Frey que vão seguir com ele!
- Devemos tomar algumas medidas para colocar a situação ao nosso favor! - disse Lord Umber - Eles querem violar o Direito Do Convidado, isso é imperdoável de várias formas!
Os senhores presentes concordaram; Jon já havia feito a sua mente, nada do que ele diria seria menos do que a Casa Frey merece:
- A Casa Frey deve ser extinta! - disse o Rei Jon - Cada membro presente deve ser morto, homens, mulheres, crianças, idosos, todos devem ser passados a espada; ninguém fica vivo!
Gritos de concordância dos senhores presentes, todos pareciam satisfeitos com as palavras do rei; os gritos morreram quando perceberam que o rei não havia terminado de falar:
- Vamos decidir o que fazer com as Gêmeas depois de resolver s situação com os Freys, mas, agora devemos decidir o nosso curso de ação! - disse Jon:
- Nem todo o exército deve ir; sua graça! - disse Ser Brynden - A maioria deve ficar estacionada em Correrrio enquanto levamos uma força representativa para as Gêmeas e uma força oculta para ser o reforço quando à hora chegar para fazermos o nosso lance!
- Concordo! - disse o Rei Jon - Devemos também deixar os senhores presentes decidirem se querem ir conosco; todos sabem o que é esperado nas Gêmeas; por isso não posso ordenar que seguissem para a possível morte!
- Eu jurei um voto para você Jon! - disse Robb com a seriedade e também a liberdade que ele tinha para si dirigir ao rei - Por isso vou acompanhá-lo até o inferno dos Antigos Deuses e os Sete Infernos dos Novos Deuses!
Os senhores presentes rugiram de acordo; evidente que todos eles queriam ir para o casamento e acabar com os traidores:
- Muito bem! - disse Jon silenciando os senhores imediatamente - Vamos acabar com todos os traidores!
Todos dentro da sala rugiram de acordo, mas, agora, eles tinham que deixar as comemorações de lado de planejar como sobreviveriam a um possível massacre que estava vindo até eles:
- Primeiro; nenhum soldado vai beber nenhuma gota de vinho! - disse Jon - Fingir está nos limites, mas, se qualquer Frey insistir para que bebam, deem um jeito para matá-los antes de o sinal ser dado, para isso tem que ser feito de forma discreta e silenciosamente!
Os senhores estavam concordando:
- Se os malditos Freys insistem em usar as Chuvas De Castemere como sinal para iniciar o massacre; devemos fazer o mesmo! - sugeriu Ser Arthur Dayne:
- Muito bem; Ser Arthur! - disse Jon - Ser Benjen; existem membros dentro da sua companhia que sabem tocar instrumentos para substituírem os músicos?
- De fato; existem alguns membros dentro na minha companhia que vão corresponder com suas expectativas! - respondeu Ser Benjen Stark:
- Garanta que eles estejam carregando muitas flechas! - disse Jon:
- É claro; sua graça! - disse Ser Benjen:
- Então tocaremos as Chuvas De Castemere e então iniciaremos o extermínio da Casa Frey? - perguntou Robb:
- Parece muito bom para mim; meu senhor! - disse Lord Umber - Vamos garantir que eles estejam cercados por todos os lados e que não a escapatória para esses desgraçados!
Todos os detalhes foram combinados e tudo estava pronto para quando o dia chegasse, mas, hoje, é um grande dia, mesmo na cerimônia de enterro de Lord Hoster Tully, agora é a hora de ver o seu filho Edmure Tully subir ao Trono dos Rios como o mais novo Lord De Correrrio; o castelo que foi tomado por um ar pesado, agora estava sendo tomado por um ar alegre e de festa, os preparativos estavam sendo feitos para que as Terras Fluviais recebam Lord Edmure Tully como o seu mais novo governante; claro, que a festa não terá tanta abundância como ela merece; por causa da guerra; a guerra que ainda paira sobre a cabeça de todos que começou com cinco reis disputando tudo e agora somente sobra dois reis; um embate direto está preste a acontecer, mas, hoje, é dia de festa.
Os senhores dos rios estavam no salão principal de Correrrio, assim como os senhores do Norte, do Vale, da Campina e de Dorne; todos estavam lavados, com as suas melhores vestes, impecáveis esperando que a cerimônia de posse pudesse começar, o Septão De Correrrio estava ao lado do trono esperando para começar, assim como Robb e Jon que conversavam entre si para discutir outras coisas; o grande portão da sala se abriu e Edmure Tully entrou ao lado de suas irmãs, Lady Lysa Arryn e Lady Catelyn Stark, os três sendo recebidos por aplausos dos presentes, mas, claro que esses aplausos sendo dirigidos e Edmure.
Edmure se sentou no Trono dos Rios, a sua frente estavam principalmente os senhores do rio:
- Todos saúdam Lord Edmure Tully; da Casa Tully de Correrrio! - disse o septão - O novo Lord De Correrrio, Lord Supremo Do Tridente, Protetor Dos Rios e Das Colinas!Há alguém nesse salão que não concorda com isso?
Gritos de não vieram dos senhores dos rios; eles mesmos esperavam que houvesse alguém contra, mas, ninguém estava contra, todos os senhores das Riverlands queriam a subida de Edmure Tully e na esperança com a Aliança Targaryen trazer um futuro muito melhor do que eles tinham desde que a Rebelião De Robert havia terminado; Edmure aceitou os seus senhores, feliz, e agora recebendo presentes de todos os que estavam dentro do salão, os senhores dos Rios, do Vale, do Norte, da Campina e de Dorne; por último, o Rei Jon Targaryen e Lord Robb Stark se aproxima:
- Desde a Conquista, a Casa Tully sempre é nomeada como os Senhores Suprema Do Tridente! - disse Jon Targaryen - Eu ainda mantenho esse título para a Casa Tully, mas, agora, eu acrescento outro para a sua casa, como o Protetor Dos Rios E Das Colinas, como uma forma de mostrar o apreço pela lealdade que as Riverlands tenham mostrado para a Casa Targaryen e espero que mantenha esse título por incontáveis eras!
Os convidados aplaudiram ruidosamente; dessa vez foi à vez de Robb Stark se aproximar segurando um pacote alongado em suas mãos:
- Meu pai, Lord Eddard Stark fez esse presente para Lord Hoster Tully como um bom sinal da união das duas casas, mas, Lord Hoster recusou em favor de agraciar para o seu filho, Lord Edmure Tully! - disse Robb Stark descobrindo o presente revelando uma espada em uma bainha azul e vermelha, lá se podia ver o cabo da espada, o guarda mão é prateado e as pontas têm a forma da barbatana de uma truta, o cabo em si é em vermelho e azul e o pomo prateado da forma de uma cabeça de uma truta; Robb entregou a espada para Edmure que a pegou e sentiu o seu peso leve, somente pelo cabo e a bainha, sabia que tinha ganhado uma linda espada, ele tirou a espada da bainha para causar suspiros de surpresas entre os convidados, todos podiam ver que a lâmina é de aço valiriano; Edmure surpreso e admirado via a sua espada, a lâmina prateada e havia relevo de uma truta salteadora em cada lado da lâmina perto do cabo, uma da cor vermelha e no outro lado, da cor azul em cada lado da lâmina estava escrito as palavras de sua casa, "Família, Dever, Honra":
- É lindo meu senhor! - disse Edmure sorrindo:
- Que bom que tenha gostado Lord Edmure, mas, agora, essa lâmina que você e seus descendentes exerceram deve ter um nome!
- Sim! - concordou Edmure - Um nome! Silverriver!
Parecia haver uma concordância entre os presentes, um nome condizente com as terras que Lord Tully agora governava; assim a festa seguiu com os homens e as mulheres presentes comendo e bebendo, não havia crianças, boa parte morreu nessa guerra e a outra parte estava escondida e protegida, crianças sempre completavam a alegria da festa, mas, hoje não e eles teriam que trabalhar muito para que pudessem trazer o riso das crianças; foi-se mais tarde quando todos os presentes na festa foram para os seus quartos descansar, eles teriam que viajar para assistir o casamento do seu senhor; Edmure estava andando pelo corredor até o rei que estava sendo escoltado pela guarda real:
- Meu rei! - chamou Lord Tully:
-Sim, Lord Tully! - respondeu Jon parando e se virando para o homem que se aproximava:
- Com tudo o que aconteceu desde a sua chegada, a cerimônia para o meu pai e minha posse, ainda não lhe mostrou um prisioneiro que lhe interessa bastante, meu rei! – disse Lord Tully:
- E quem seria ele, Lord Tully? – perguntou Jon:
- Seria melhor se o visse pessoalmente, meu rei! – respondeu Edmure Tully.
Jon e sua guarda real seguiram Edmure Tully até as masmorras, claro, que Jon Targaryen não tinha motivos para suspeitar de Lord Tully, até agora, ele havia mostrado a mais alta fidelidade e trazendo os senhores dos rios mais comprometidos com a sua causa; por isso o seguiu sem mais questioná-lo; eles chegaram a celas passando por elas onde estavam prisioneiros da Casa Lannister e seus apoiadores, mas, Edmure os levou até uma cela em especial onde havia um homem magro que já estava ganhando cabelos longos e uma barba cheia:
- Ser Amory Lorch! – disse Edmure.
Surpreso, Jon olhou para o homem e se virou para Edmure:
- Onde o capturou? – perguntou Jon:
- Em Harrenhal! – respondeu Edmure – Estou aguardando a sua decisão do que fazer com ele!
Antes que Jon pudesse responder, Amory se aproximou das barras e olhou para Jon:
- Ora se não é o bastardo Stark! – disse Amory – Você o trouxe até mim, Tully, para zombar de mim; você realmente desceu tão baixo para servir a esse filho de uma cadela!
Um membro da guarda real se aproximou rapidamente e acertou um soco no rosto de Amory Lorch que caiu no chão gemendo de dor:
- Meu nariz; meu nariz! – gemeu Amory – Você quebrou o meu nariz!
- Eu poderia ter feito isso Ser Jaime! – disse o Rei Jon:
- Não está a sua altura sujar as mãos com esse inseto, meu rei! – disse Jaime com a concordância com os outros irmãos jurados:
- Ser Jaime! – disse Amory se aproximando das barras novamente com o nariz sangrando e quebrado – Você está aqui Ser Jaime! Ótimo! Mate o bastardo e me liberte e todos os nossos problemas serão resolvidos!
- Acho que não idiota! – disse Ser Robar Royce:
- O que? – perguntou Ser Amory confuso olhando para Ser Jaime que estava vestido de branco:
- Ele serve ao Rei Jon Targaryen! – disse Brienne De Tarth:
- Não, isso é impossível! – disse Amory – Sabe o que fez? Sabe que nem o seu pai vai salvá-lo dessa vez traidor?
- Prefiro me arriscar! – disse Ser Jaime.
Ser Amory Lorch perdeu qualquer compostura que ainda lhe restava e começou a gritar ofensas para todos a sua frente, cuspindo também; Jon saiu sendo seguido pelos outros, ele já tinha visto e ouvido tudo de Amory Lorch para tomar a decisão sobre o destino dele:
- Avise Lord Yronwood sobre ele; diga tem a minha permissão para entregá-lo aos Martell! - disse Jon - Dê-lhe um sonífero, limpe-o e faça a sua barba e o cabelo e o coloque em um navio para Dorne com um representante para a Casa Tully e a Casa Yronwood!
- Assim será feita sua graça! - disse Lord Tully.
O início da manhã seguinte foi dado os trabalhos para aprontarem Ser Amory Lorch, depois de ser visto por Lord Yronwood, ele escolheu um representante para a sua casa que seria o intermediário para a entrega de Amory Lorch para a justiça ser feita; Archibald Yronwood seria o intermediário e Ser Marq Piper representaria as Terras Fluviais e a Casa Targaryen. Com isso decidido e pronto, partiram para As Gêmeas, a sede da Cada Frey onde o casamento de Lord Edmure Tully se realizaria; a viagem foi calma; a calma que se encontra em tempos de guerra quando se decide viajar por estradas que podem estar infestadas de ladrões e mercenários, mas, felizmente, Lord Tully fez um excelente trabalho em garantir a segurança das terras e de seu povo enquanto Jon e a maior parte do exército estavam guerreando nas Westerlands; agora, eles iriam para um diferente tipo de guerra.
A chuva veio atrasando a viagem em pelo menos mais um dia, mas, felizmente para Jon e os lordes presentes, estavam quase entrando nas terras da Casa Frey, para isso, uma parte importante do plano tinha que ser começado; eles tinham vindo com dez mil homens e mulheres prontos para uma batalha, a maioria é do Exército Das Riverlands que foram reformados; verdes e sem o gosto da guerra, mas, capazes quando fosse necessário; as chuvas não davam trégua, pelo menos no momento; aproveitando o fato que as forças da Casa Frey convergiram todas para a sua sede para o casamento que iria ocorrer, ficou fácil para que quatro mil homens se separassem e marchassem escondidos para As Gêmeas; com a chuva cessando, mas, ainda ter de encarar a lama e com seis mil homens e mulheres, Jon retomou a viagem e dois dias depois, estavam finalmente nas Gêmeas, o clima de festa para o casamento, todos sorrindo, mesmo com o clima de guerra entre eles, por mais que Jon e os outros estivessem lá para mais uma batalha decisiva, ele podia deixar um pouco de imaginação que não existia nenhum plano para o abate deles e de seus aliados e amigos e que teria um raro momento para diversão e comemorar.
A noite estava chegando e em breve o casamento seria realizado; Lord Stevron Frey faria a cerimônia; por isso lançaria um alerta para os convidados; lordes tinham direitos de realizar cerimônias de casamento, mas, já um costume que os septãos a realizassem, mas, ninguém olharia duas vezes se o lorde presente quisesse realizar a cerimônia, poderia justificar que o septão não estava presente ou que talvez não chegasse a tempo; mas, de fato, todos estavam no salão da Casa Frey, todos devidamente arrumados, limpos, perfumados e com as melhores roupas para assistir ao casamento, além de Lord Stevron fariam o casamento, ele estava trazendo a noiva, Roslin Frey, diferente de todas as mulheres da Casa Frey, esta tinha claramente puxado a beleza da mãe e não a beleza cara de fuinha dos Freys; Lord Frey entregou Roslin a Edmure que a aceitou, Lord Stevron seguiu para ficar de pé bem atrás do trono da sua casa enquanto, ambos os noivos estavam a sua frente, imediatamente Edmure tirou a capa de Roslin e a substituiu pela capa de sua casa e em seguida, ambos deram as mãos estendidas na frente de Lord Frey que se aproximou:
- Que aqui, Roslin da Casa Frey que recebeu a capa de Edmure da Casa Tully; se unam diante dos Sete; sobre a sua benção! – disse Lord Stevron Frey pegando o pedaço de pano ricamente ornamentado e amarrando sobre as mãos entrelaçadas dos noivos – Que Edmure, da Casa Tully receba Roslin, da Casa Frey para amá-la, protege-la e que Roslin receba Edmure para amá-lo, confortá-lo e que os corações dos dois se unam para se tornar um só!
Lord Frey desfez o laço e ambos os casados ergueram as mãos entrelaçadas para o alto:
- Tem alguém presente que é contra essa união? – perguntou Lord Frey. Ninguém disse nada:
- Eu prometo o meu amor, a minha proteção e o meu conforto! – disse Edmure:
- Eu prometo o meu amor, a minha proteção e o meu conforto! – disse Roslin.
Então Edmure beijou Roslin, um beijo casto selando o casamento dos dois; os presentes convidados bateram palmas. A festa começou, todos estavam se divertindo, comendo e bebendo; todos felizes neste casamento, uma alegria para esquecer, mesmo que por um dia, os horrores da guerra que ainda enfrentavam; os risos compartilhados, os brindes que derramavam vinho na mesa, a comida sendo partida e consumida, uma verdadeira festa para homenagear os novos casados, mas, por debaixo disso tudo havia planos em andamento, planos que envolviam sangue e morte, planos que fariam lembrar a todos que mesmo nessa alegria, eles ainda estavam na guerra; um clima falso escondendo a carnificina que aconteceria a qualquer momento. Jon estava em uma mesa luxuosa com Robb, Lady Stark e Lady Arryn, Ser Arthur Dayne, Ser Brynden Tully e a Mulher Escudo Brienne De Tarth estavam guardando eles, enquanto os outros guardas estavam espalhados pelo salão, atentos a qualquer movimentação suspeita:
- Roupa de cama! – gritou um dos Freys presentes.
Todos os homens gritaram e rapidamente se dirigiram para Roslin, as mulheres já estavam arrastando Edmure para o quarto onde consumaria o casamento com sua esposa, claramente pedaços de suas roupas já estavam saindo, assim como Roslin que vinha logo atrás, todos os convidados que ainda estavam presentes riram e brindaram mais uma vez, a música continuava a tocar animadamente, mas, então Lord Stevron Frey interrompeu a música se levantando de seu trono com a taça na mão sorrindo orgulhosamente:
- Meus caros convidados! – gritou Lord Frey um pouco bêbado – Fico extremamente feliz por todos estarem aqui nesse dia especial para compartilhar um pão e minha água para a união da Casa Frey e da Casa Tully e que seja uma união duradoura!
Todos gritavam de aprovação e então o rei se levantou erguendo a taça:
- Eu, como o rei, agradeço pela hospitalidade, aceitamos a sua água e o pão e estamos felizes por esse dia especial; aos mais novos casados! – disse Jon.
Gritos seguidos pelos muitos brindes em honra aos noivos, a música voltou a tocar, tocando baladas alegres em que todos se divertiam, comiam e bebiam, gritavam de alegria; Jon olhou para todo o ambiente e então mais sóbrio do que nunca da festa, ele olhou para os músicos e viu que um deles estava olhando para ele, esperando o sinal; discretamente Jon considerou que é a hora de fazer o que todos vieram fazer e então deu o sinal e os músicos terminaram a música e começaram a tocar as Chuvas De Castamere:
- "Então que comece"! – pensou Jon.
Fora das Gêmeas, às coisas já tinham começado, Small Jon Umber comandava as forças que estavam fora, eles deixariam o rei e seu lorde resolverem essa questão dentro do castelo, junto com ele, no comando, estavam, Harry Rivers, filho bastardo de Lord Bracken das Terras Fluviais, Ser Symond Templeton do Vale, Lord Martyn Mullendore da Campina e Ser Geris Drinkwater comandava a parte do exército escondido esperando sinal para agir, eles atacariam pelo castelo oeste para reforçar as forças presentes e assim, esperando acabar com a carnificina mais rápida; Small Umber saiu de uma tenda com a sua adaga manchada de sangue, ele estava no lado leste do castelo, mais uma morte de Frey que vinha em sua direção lhe oferecendo vinho; Small Umber somente tinha que admitir que esses Freys fossem persistentes, mas, cada um deles estava morrendo aos poucos, mas, por suas contas, em breve começaria o abate, havia forças prontas para ver os portões de o salão ser fechados e assim começar o abate real; Lord Mullendore se reuniu a ele com a sua espada manchada de sangue, ele que parecia ter matado a sua cota de Freys e ambos foram em direção a uma tenda onde forças inimigas se reuniam; forças mercenárias para reforçar as forças Freys, imediatamente se posicionaram e derrubaram as estrutura da barraca em cimas desses homens e os soldados jogaram suas tochas em cima da lona que começou a pegar fogo com eles dentro, os gritos de dor e desespero começaram:
- Começar a matança! - disse Small Jon Umber.
Não havia mais silêncio, não havia mais discrição, apenas o exército aliado atacando os campos matando todos os Freys e seus apoiadores; os gritos da morte ecoavam pelo campo, Ser Symond Templeton havia acabado de matar mais um soldado Frey e estava avançando para os canis para então libertar Fantasma e vento Cinzento:
- O rei precisa de vocês! - disse Ser Symond; os lobos não fizeram nenhum ruído, apenas correram em direção aos seus donos passando por todos os Freys que começaram a entrar em caos e desespero, claro que estavam pulando em alguns arrancando as suas gargantas; Ser Templeton saiu dos canis com sua espada em mão e a balançou matando um Frey que estava preste a matar um soldado aliado; rapidamente esse soldado foi ajudado e imediatamente voltou para a batalha no pátio do Castelo das Gêmeas; Ser Geris Drinkwater avançava rapidamente a pé com outros quatro mil homens e mulheres para o castelo oeste, ele havia mandado uma pequena força que havia matado as sentinelas e aberto às portas, gritando, Ser Drinkwater entrou no castelo empurrando a sua lança em um soldado, no seu peito e com a força de seu empurrão o forçando ao chão com a lança ainda afundando mais em sua carne; os soldados aliados e os Freys que ainda resistiam se encontram no pátio do castelo em um combate acirrado; Ser Geris tinha que vencer no pátio para entrar no castelo, mas, com quatro mil homens, isso se tornou fácil e logo eles estavam forçando as portas; os dois castelos gêmeos entraram em total estado de desespero.
As Chuvas de Castamere estavam tocando, lentamente ela começou a acabar com o ambiente de alegria da festa, essa música sempre volta para as histórias de massacres, o medo e o terror daqueles que foram mortos sem nenhuma misericórdia, uma música usada para intimidar e colocar qualquer rebelde na linha, uma música para mostrar o monstro que Tywin Lannister sempre mostrou aos seus aliados e inimigos e até hoje ela foi usada de maneira eficiente, mas, hoje ela seria usada para começar a balançar a espada da punição com aqueles que queriam quebrar o Direito Do Convidado. Lord Frey estava satisfeito com a festa, com o casamento; tudo estava correndo como o seu pai havia planejado e que ele estava executando o seu plano e assim colocando a Casa Frey como um das mais poderosas e respeitadas dos Sete Reinos, nada o impediria de alcançar a grandeza que a sua casa tanto queria; ele estava pronto; assim como os seus parentes que estavam se posicionado para matar os alvos chaves, Lady Tully, Lady Arryn, a Guarda Real; mas, Robb Stark e Jon Targaryen seriam mortos por último, ele faria a escritura e dar as suas cabeças como presentes para os Lannister; as Chuvas De Castamere começaram a tocar e os portões foram fechados para impedir qualquer fuga; a hora de começar havia chegado.
Sem fazer movimentos bruscos, Lord Frey tinha a intenção de chegar a sua espada que estava atrás do trono de sua casa enquanto os seus parentes avançaram tranquilamente para cima dos seus alvos escolhidos, para a sua satisfação, Lady Stark seria a primeira a ser atingida, mas, então, para a sua surpresa e a surpresa de seus familiares, uma seta atingiu o templo da cabeça de seu parente caindo morto no chão e imediatamente, Lord Stevron Frey olhou para cima onde estavam os músicos e para o seu horror haviam abandonado os seus instrumentos e estavam com bestas na mão prontos para disparar e então à verdade única o atingiu, eles sabiam a verdade, havia trocados os músicos por seus soldados leais e os prepararam para atingir qualquer Frey que os ameaçasse, eles tinham vindo com a intenção de acabar com a Casa Frey; ele havia percebido que havia entrado no inferno.
Jon Targaryen se levantou sério com um olhar frio e duro:
- Sua casa nos deu água e pão, Lord Frey e aceitamos na mais alta estima, mas, então descobrimos que pretendia quebrar o Direito Sagrado Do Convidado para satisfazer os seus próprios interesses e seu ego! – disse Jon – Mas, então, achamos que os seus músicos escolhidos, estavam abaixo da qualidade que Lord Tully merece por isso os trocamos por nossos próprios músicos e decidimos que a Casa Frey não merece viver mais!
- Eu faço as minhas palavras ao rei! – disse Lord Edmure Tully entrando no salão com a sua espada ensanguentada – Devo dizer que eu enviuvei muito rápido, devo ter estabelecido um precedente que acho que ninguém quebrará pelos próximos anos!
- Se escutar melhor, Lord Frey! – disse Robb – Vai perceber que são os homens e as mulheres de sua casa gritando por misericórdia, o fim para a sua casa chegou!
- Por isso, pelos crimes de traição, quebra de uma tradição tão antiga como a Cultura Andal e dos Primeiros Homens, eu, o Lord Do Tridente e Protetor Dos Vales E Dos Rios, sentencia a sua casa a ser passada pela espada!
- Meu rei! – gritou Ser Arthur Dayne jogando a espada de Jon para o seu dono, a espada anda estava na bainha quando Jon a pegou e amarrou na cintura; Ser Brynden entregou a espada para Robb, enquanto Ser Jaime entregou a espada para Lady Stark, os homens leais ao rei se posicionaram e a chuva de setas começou a cair sobre os Freys:
- Matem todos! – gritou Jon entrando no combate. O primeiro Frey veio para combater Jon e com dois movimentos, ele já tinha derramado o primeiro sangue abrindo um corte em seu peito, rapidamente movimentou a sua espada cotando o segundo Frey que apareceu, os seus aliados estavam fazendo o mesmo, matando qualquer um que estava Frey ou o apoiando, as setas choviam matando cada Frey que ficava a sua vista, os gritos de dor e desespero enchiam o salão enquanto o abate acontecia, depois de matar mais dois Freys, Jon chegou a Stevron Frey:
- Está na hora de terminarmos isso, milorde! – disse Jon:
- Muito bem, meu rei! – disse Stevron com nojo – Vamos dançar!
Jon gritou assim como Stevron e ambos lançaram os seus golpes e as lâminas se encontraram, os dois se encararam com ferocidade em seus olhos e o duelo começou; cada um deles balançando a sua espada um contra o outro, Jon fazendo isso rapidamente para o lado direito, o lado esquerdo, de baixo para cima e de cima para baixo, Stevron aparava os golpes e devolvia na mesma medida, mas, ele é um homem velho e estava cansando rápido, não Jon que ainda ataca no mesmo ritmo, mas, o que o Frey não notou é que Jon está abrandando, pelo simples fato de quando ele brandiu a sua espada com mais força, partiu a espada de Lord Stevron Frey que surpreso, olhou para a sua espada e em seguida olhou para Jon que tinha um sorriso no rosto:
- Aço valiriano idiota! – disse Jon e com um movimento rápido balançou a sua espada cortando a garganta de Stevron Frey que largou o resto de sua espada e segurou a sua garganta com as duas mãos tentando parar o sangramento, mas, é tarde demais quando ele cai, morrendo, se afogando no próprio sangue; ele estava derrotado e sabia que sua casa seria extinta; Jon não desperdiçou mais um olhar para o corpo e se virou para ver como as coisas estavam se saindo, mas, ele viu um Frey enlouquecido vindo em sua direção brandindo a sua espada, Jon levantou a sua espada, pronto para voltar a lutar, mas, o Frey foi parado por Ser Arthur Dayne que com dois golpes de sua espada havia matado mais um inimigo.
Jon estava manchado de sangue pelo seu corpo, mas, ainda não tinha sido o início do extermínio da Casa Frey, o rei olhou para cima vendo que os homens da Companhia Sombra cansaram das bestas e estavam usando o arco longo; o resto da companhia junto com Benjen Stark entrou para reforçar os aliados assim como vários soldados Freys entraram para reforçar o inimigo, mas, esse foi o momento em que as portas foram abertas e mais reforço aliado entrou, assim como Vento Cinzento e Fantasma e os dois lobos não perderam tempo em abater mais inimigos, imediatamente Jon aparou um golpe de um soldado inimigo e rapidamente trouxe a sua espada para a direita e sem deixar que o inimigo reaja, Jon cortou com um único movimento o peito do inimigo, Jon então colocou com força a sola de sua bota no peito do inimigo o mandando para o chão, logo Jon estava cortando a espada de um Frey que surpreso não reagiu quando Jon cortou a sua cabeça com um golpe; um grito de um Frey vindo em sua direção e Jon colocou a lâmina de sua espada para a direita aparando o golpe do Frey e com um grito, Jon trouxe a sua espada e a espada dela para a esquerda e então Jon puxou a sua espada de baixo para cima em diagonal um corte no peito do Frey que foi ao chão.
Sombra, a espada de Jon estava pingando sangue e ele pode assistir aos outros lutarem, Robb com a sua espada Granizo balançando e acertando os inimigos que caiam como moscas; Lady Stark parecia imparável com a sua espada, Lady Minisa abatendo cada inimigo que via a sua frente. Robb Stark estava com muita raiva, essa raiva estava sendo descarregado nos Freys por sua traição, ele que não tinha feito nada para realizar esse plano de matar ele e sua família além de seus vassalos; Robb não queria pensar muito, apenas sair disso tudo vivo, imediatamente correu para cima da mesa a sua frente para chutar um Frey na cabeça e então voltar no chão aplicando um golpe com sua espada cortando a cabeça de outro Frey a sua frente, Robb se distraiu aparando um golpe do inimigo que não percebeu que um Frey veio a sua direção pronta para apunhalá-lo; Robb não viu, por isso ficou surpreso quando se virou e viu que sua mão havia levado uma facada entre o pescoço e o ombro, local que não havia proteção; Robb logo percebeu que o golpe mortal seria para ele; o sangue de sua mãe respingou em seu rosto quando o Frey tirou a faca grosseiramente e sua mão foi ao chão; um grito distinto que Robb reconheceu de sua tia Lady Arryn, mas, outro gritou se sobrepôs ao dela, o seu grito, o grito selvagem em que avançou para homem que feriu a sua mãe, balançando a sua espada para então o homem ter vários cortes em seu corpo, um braço decepado e terminando com a sua cabeça decepada, rapidamente Robb se virou e foi até a sua mãe, momento em que faziam um círculo de proteção ao seu redor:
- Mãe, você vai ficar boa! – disse Robb desesperado pressionando o ferimento:
- Nós sabemos que não, meu lindo menino! - disse Catelyn - O ferimento é muito profundo, eu senti!
Lady Lysa Arryn chega e se ajoelha para a sua irmã chorando e desesperada, Lady Stark sorriu:
- Não chore minha irmã querida, eu sei que você teria feito o mesmo se fosse o seu filho! - disse Catelyn - Depois de muitos anos estamos juntas para em que pouco tempo fosse parado, mas, eu sei que verei o meu Ned, pai, mãe; eu posso ir em paz!
- Não! - gritou Lady Arryn - Não se atreva a me deixar!
- Eu sei que você vai conseguir sem mim, minha doce irmã! - disse Lady Stark começando a tossir sangue - Robb!
- Sim mãe! - disse Robb:
- Você se tornou um grande homem, um grande senhor que tenho certeza que seu pai estaria orgulhoso; assim como eu estou! - disse Catelyn - Continue sendo sempre assim, tenho fé que você sairá da crise e alcançará a grandeza junto ao rei!
Robb não escondia mais as lágrimas vendo a sua mãe partindo; Vento Cinzento estava perto de Robb choramingando sentindo o seu mestre, sentindo a sua tristeza:
- Você dois vão viver depois dessa guerra, assim como o rei; eu tenho certeza! - disse Lady Stark dando um último esforço - Eu gostaria de ver os meus outros filhos também; Arya, Sansa, Bran e Rickon! Ned, mãe, pai; eu estou indo!
Foi o último suspiro de Lady Catelyn Stark quando os seus olhos fecharam e seu coração parou de bater, seu rosto, manchado de sangue, ainda mostrou uma serenidade e uma paz; ela estava morta, mas, tinha ido em paz; nenhum som do caos é mais ouvido, pelo menos para Robb Stark, apenas os gritos de desespero de Lysa Arryn para a sua irmã; Robb estava com o olhar vidrado quando se levantou segurando a sua espada fortemente, ele gritou; um grito selvagem e avançou atacando qualquer inimigo que ainda estava de pé com Vento Cinzento ao seu lado. A batalha continuou até o amanhecer; o sol se levantava quando tudo terminou, ainda de manhã cedo podia se ver fumaça negra saindo dos dois castelos, fora dos castelos e na ponte, soldados aliados arrastavam aqueles que sobreviveram para blocos improvisados e tinham a cabeças separadas de seus corpos, eles ainda gritavam resistindo, mas, tirando isso, havia corpos no castelo, na ponte e nos campos; o sangue manchava o chão e a parede, corpos estavam espalhados por todos os lados, membros decepados também, cachorros disputavam partes dos mortos, abrutes rodavam o lugar as centenas e aumentavam caindo sobre os corpos, nos campos, o sangue virou lama vermelha, a luta tinha acabado, mas, agora, tinham que lidar com o que veio depois dela; o Rei Jon Targaryen estava com a sua espada em mão ainda coberta de sangue andando por entre os corpos verificando os dois castelos, a ponte e os campos; ele queria olhar para tudo, garantir que os Freys e seus aliados estavam sendo mortos e distribuindo ordens; aqueles que não estavam totalmente cansados eram enviados em patrulhas para garantir que ninguém havia fugido e também que começasse o trabalho de enviar os feridos aliados para as tendas de cura e que providenciasse funeral adequado para os mortos e juntasse os corpos dos Freys para queimar:
- Meu rei! - chamou uma voz, Jon se virou e viu Lord Harrion Karstark vindo em sua direção:
- Sim milorde! - disse Jon:
- Tudo verificado! - disse Harrion - A primeira impressão é que ninguém dos inimigos escapou com vida!
- Ótimo, mas, continue verificando! - disse Jon - Agora, mais do que nunca não temos que abaixar a guarda!
- Assim será feito! - disse Harrion curvando a cabeça e em seguida saindo.
Jon voltou para tenda de comando montada hoje, lá ele encontrou; Lord Anders Yronwood, Lord Randyl Tarly, Lord Yohn Royce, Lord Robb Stark, Lord Edmure Tully e mais outros lordes que vieram para o casamento estavam presentes, ninguém se limpou, todos tinham os ferimentos e o sangue manchando as suas roupas e a sua face e ainda mantinham as suas espadas em mãos:
- Meus senhores! – disse Jon se sentando – Temos muito trabalho a fazer ainda!
- Sabemos; meu senhor, mas, gostaríamos desse momento para discutir! – disse Lord Royce. Jon suspirou:
- Acho que não temos o tempo para isso, talvez quando tudo isso acabar e se estivermos vivo! – disse Jon – Mas, como eu disse, temos trabalho a fazer!
Ninguém disse nada contra:
- Envie batedores, quero saber a situação das terras ao redor das Gêmeas; envie mensageiros com as notícias da nossa vitória; acho que não temos mais corvos para fazer isso! - instruiu Jon – Conte os mortos e os feridos e vamos organizar um funeral para eles!
Jon saiu da tenda, ele tinha coisas para fazer, assim, os seus senhores ficaram parados, mas, um a um começaram a sair para cumprir as suas ordens. O dia se seguiu, corpos dos inimigos eram jogados de qualquer maneira na margem oeste; os aliados começaram a amontoá-los em um monte de corpos e membros decepados, para aqueles que caíram defendendo o Rei Jon Targaryen, a eles foram trazidos com toda a pompa para a margem leste, onde foram arrumados e limpos, eles seriam queimados junto com a sua armadura e armas; suas cinzas serão mandadas de volta para casa; enquanto o trabalho da retirada de corpos acontecia, baldes de água são retirados do rio e jogados para apagar o fogo e limpar ao sangue derramado, a água vermelha escorria das escadas para o chão, escoavam para a ponte e em seguida para o rio, eles jogaram água nos campos onde a batalha aconteceu fora dos castelos, isso não eliminava o cheiro de sangue, mas, nem o rei e nenhum dos lordes queriam dormir nesse castelo; ao final do dia as piras funerárias foram acessas para os mil duzentos e cinquenta homens e mulheres que serviam ao Rei Targaryen morreram no combate das gêmeas que já estavam chamando de o Casamento Vermelho.
Eles estavam parados, solenes; sabiam que demoraria em sair desse lugar, sofreram muitas perdas, muitos feridos, eles mesmos tinham muitas feridas; tinham que se curar para dar o avanço final nessa guerra; na manhã seguinte, Jon estava na tenda em sua mesa trabalhando; ele deu ordens para saquear a fortuna dos Freys que seria distribuída igualmente entre os soldados; grupos já seriam organizados para enviar as cinzas dos mortos para as suas casas, Robb conseguiu um corvo mandando-o para Winterfell avisando sobre a morte de Catelyn Stark e que as cinzas dela estariam voltando para casa; Jon também já havia decretado que as gêmeas seriam uma guarnição da Casa Tully não heráldica; o Lord Tully escolheria o capitão que comandaria cinco mil soldados; caberia ao Lord Tully o critério de escolha do capitão; claro, que também enviou mensagens para as principais casas de Westeros avisando sobre o Casamento Vermelho, sobre os planos de Tywin Lannister que mandou a Casa Frey fazer a escritura e seu descaso em quebra o Direito Do Convidado, no futuro a Casa Frey será lembrada como "disjuntores amaldiçoados" e muitas mães passaram a evitar colocar nomes que remetiam aos Freys em seus filhos com medo que os amaldiçoasse; Jon estaria ciente disso no futuro, agora, ele estava esperando as repercussões do plano dos Lannisters que falhou e o quão Tywin se arrependeria pelo Casamento Vermelho; deuses; como ele adoraria estar no momento em que os Lannisters recebem essa mensagem; ele adoraria ver a cara deles; com certeza renderia muitas risadas por muitos anos.
