Capítulo 31

Vários Caminhos, Um Ponto.

Brandon Stark de Winterfell; agindo como Senhor de Winterfell até que o seu irmão mais velho volte; agora Bran se sentia como seu tio Benjen se sentiu quando que teve que ocupar essa posição, não confortável e o sentimento que não pertencia a essa posição, Bran não reclamou em seus prestes a completar quatorze dias de seu nome; desde que seu irmão Robb fora para a guerra com o seu rei e primo Jon Targaryen, somente ouvia as notícias de vitória e da ascensão de Jon a rei e levando aqueles que aderiram a sua causa a vitória, nesse tempo, sua irmã Arya e sua mãe tinham voltado para casa; eles ainda esperavam que Sansa voltasse também; mas, com alguns convidados, os bastardos do Rei Robert Baratheon, Gendry Waters, Edric Storm, Mya Stone e Bella Rivers e nesse tempo como convidados de Winterfell aprenderam a serem verdadeiros homens e mulheres do Norte; Bran pode ousar dizer que se pareciam mais como os Primeiros Homens do que Ândalos.

Bran levou o governo do Norte como o seu pai faria; garantindo a segurança do povo, assegurando que todos teriam a colheita e sempre pronto para mandar reforços para frente de batalha se seu irmão assim necessitasse, além de garantir a rota de suprimentos sempre aberta e protegida e até agora, tudo corria muito bem, mas, nesses dias recebeu a notícia da morte de seu avô Lord Hoster Tully e sua mãe teve que viajar para Correrrio para o seu enterro, por mais que Arya quisesse ir, ela tinha recusado, as últimas notícias vieram de que ela e a comitiva real se dirigiam as Gêmeas para o casamento de seu tio, Lord Edmure Tully, desde então não havia mais notícias e isso deixa Bran inquieto, Arya cada vez mais impaciente e Rickon cada vez mais selvagem, mas, eles tinham Meistre Luwin e Ser Rodrik Cassel para aconselhá-los.

Foi nessa espera que eles recebam uma visita totalmente inesperada, Shireen Baratheon acompanhada por Ser Davos Seaworth, ele estava no salão principal com a sua irmã Arya que estava preste a completar dezesseis dias de seu nome e cada vez mais as pessoas diziam que ela é a reencarnação de Lady Lyanna Stark e seu irmão Rickon que havia completado onze dias de seu nome e os principais conselheiros e os lobos estavam presentes, mesmo que aparentavam despreocupação, ainda sim intimidavam bastante:

- Ser Davos Seaworth; seu nome é famoso, me lembro de meu pai falar bem de você; o que traz a Casa Stark? – perguntou Bran:

- Meu senhor; venho aqui procurando asilo! – respondeu Davos sendo direto:

- Por quê? – perguntou Arya:

- Creio que sabem que o Rei Stannis Baratheon está morto! – afirmou Davos:

- Sabemos! – disse Bran – Ouvimos também que os Florents começaram um combate dentro de Pedra Do Dragão para controlá-lo, mataram todos os habitantes que nasceram naquela ilha, eles mataram todas as sementes de dragão e agora eles reinam sobre a ilha; agora, os Lannisters estão se preparando para tomar a ilha!

Davos estava surpreso e chocado; assim como Shireen; podia-se imaginar que ela tinha amigos na ilha:

- Podemos crer que Stannis deu ordens de fugir da ilha com a filha dele? – perguntou Bran

- Está correto, meu senhor! – disse Davos – O Rei Stannis não queria que usasse a sua filha como ponto de encontro para colocar a sua linhagem no trono, por isso ele mandou que eu fugisse com Shireen e com as cartas de legitimação aos bastardos do Rei Robert Baratheon!

- Ao perceber que tudo estava perdido, ele quis salvar a única coisa que lhe restava; o seu bem mais preciosos no momento! – disse Brandon:

- Sim; meu senhor! – disse Davos sendo direto:

- Claro que lhe concedo asilo! – disse Bran para alívio de Davos – Ela não pode pagar pelos pecados de seu pai e espero que as escolhas errôneas de Stannis e Renly não levem a extinção da Casa Baratheon!

- Assim eu também espero meu senhor! – disse Davos:

- Ótimo! – disse Bran – A vocês dois será dado acomodações, mas, de qualquer forma, terei que escrever ao rei sobre a vinda de vocês!

- Não esperaria algo diferente! – disse Davos se curvando em respeito.

Aos dois, Davos e Shireen foram dadas acomodações de acordo com as suas estações, Bran logo apresentou Shireen aos seus primos que a receberam muito bem, mesmo que ainda estavam surpresos com as cartas de legitimação que receberam, tiveram reações diferentes e aceitações diferentes, Edric aceitou muito bem, ele que havia sido criado entre a nobreza, mas, ele confidenciou que esperava ser legitimado pelo rei, Bella aceitou imediatamente, uma mudança de vida que ela queria, Mya pareceu tentado a recusar, mas, ela acabou aceitando, se tivesse a chance, manteria a sua vida antiga, mas, as coisas mudaram e ela olhava para frente agora, Gendry imediatamente recusou, ele não tinha vontade de ser um lorde ou de jogar o jogo dos tronos ou até entrar em guerra por motivos mesquinhos, mas, no final ele acabou aceitando, Bran realmente não sabia o que levou ele a aceitar e Gendry não estava dizendo a ninguém, nem mesmo Arya.

Os dias se seguiram na rotina para dentro do castelo, a diferença é que havia uma guerra no sul que estava devastando o reino e o povo do Norte sabia, sentia que o inverno estava chegando e estavam se reparando, mas, havia parte de seu povo morrendo em uma guerra e todos rezavam para que a guerra acabasse logo antes do inverno chegar e as estradas ficassem intransitáveis para que eles pudessem voltar; Brandon especialmente temia as notícias da Parede a qualquer momento ele poderia receber mensagens de pedidos de ajuda para lidar contra Mance Ryder e mais uma tentativa do povo livre de atravessar a parede, de qualquer forma, ele já havia enviado mensagens para os seus vassalos advertindo sobre que poderiam ser convocados para ajudar a Patrulha Da Noite contra mais uma invasão, advertiu para não pararem os preparos para o inverno, mas, que ficassem em alerta caso fosse necessário marchar para a Parede.

Brandon estava no solar onde o seu pai e seu irmão comandou o Norte, agora ele estava lá quando o Meistre Luwin entrou; não houve cumprimentos ao qual alertou Bran que olhou para o velho meistre e viu a sua face de melancolia, tristeza e dor segurando uma carta que certamente tinha acabado de chegar; ele sentiu um frio em suas costas, seja qual for à notícia ele não iria gostar:

- Eu sinto muito Lord Brandon! – disse Luwin, Brandon sentiu que iria apagar esperando que o meistre dissesse a notícia, mas, ele apenas entregou a carta, Bran a abriu e começou a ler, mas, em todas as palavras, seus olhos ficavam nublados por lágrimas que começavam a escorrer pelo o seu rosto, ele não leu toda a carta, mas, ainda não queria acreditar no que estava escrito, ele se recusava a acreditar e parecia que o Meistre Luwin viu isso:

- É a letra de seu irmão, mestre Bran, Lord Robb! – disse o Meistre Luwin.

Não tinha como recusar a isso, Bran apenas entrou em desespero, na sua alma, enquanto o seu corpo permanecia parado sem derramar lágrimas; sua mão, Lady Catelyn Stark estava morta:

- Eu... Não terminei de... Ler toda... A carta! – disse Bran pausadamente:

- Compreensível jovem mestre! – disse Meistre Luwin de voz baixa.

Bran não disse mais nada, ele apenas ficou lá sentado com lágrimas escorrendo de seus olhos, o Meistre Luwin não disse mais nada também, apenas saiu, sabendo que seria ele a dar a notícia que certamente abalaria Winterfell e o Norte com a perda de Lady Stark, a reação de Rickon foi de negação e de ele sair para o Represeiro para apenas se sentar nas raízes da árvore e negar a morte de sua mãe, Arya entrou em um estado de pura fúria e indo para o pátio de treinamento acertando com uma espada sem corte os bonecos de madeira de treinamento, seus lobos presentes demonstraram em alguns momentos o humor de seus donos, ficando triste, frustrado e com muita raiva, mas, à noite eles uivariam para a lua em lamento de Lady Catelyn Stark, logo a notícia de sua morte se espalhou para o Norte, assim como aconteceu, o Casamento Vermelho, logo o nome Frey estava sendo amaldiçoados, todos estavam satisfeitos com a extinção da Casa Frey, lamentando por eles mesmos não estarem lá para fazer a sua parte, logo o Grande Walder Frey e o Pequeno Walder Frey foram mortos por Guardas de Winterfell para a alegria do povo, Bran não puniu nenhum deles; sabendo que ele teria feito o mesmo, e vendo que eles tiveram sorte que não foi a sua irmã Arya que não chegou a eles.

Os dias seguiram de luto, eles ainda mantinham a rotina de treino e de trabalho, mas, desde a morte de sua mãe, nem Bran, Rickon ou Arya recebia notícias do o que aconteceu no Casamento Vermelho, palavras vinham dos viajantes que é praticamente muitas versões eu exige trabalho para separar a verdade das histórias, mas, Bran e nem os outros queria levar a verdade de fato até que tenham notícias de seu irmão ou do rei; de fato; os irmãos Starks tinham outra coisa em mente, algo que somente eles discutiam e eles o mantinham para se mesmos; não iriam compartilhar com ninguém; os sonhos de lobos que estavam tendo; sonhos de estarem na mente dos lobos, caçando com eles, correndo, sentindo o sabor do vento frio da noite, uivando, o sangue de suas presas escorrendo de sua boca manchando o chão de sangue; a cada dia mais ficava intenso, mais real, até eles notaram que Lady, o loba de Sansa estava diferente em alguns momentos; eles estavam tentando resolver sozinhos, não queriam recorrer à ajuda de outros para não serem chamados de loucos, mas, dessa maneira estava cada vez mais difícil encontrar as respostas; Bran poderia dar essa respostas, mas, eles assim como os outros tinham medo de admitir essa possibilidade.

Bran já tinha dado ordens para construir uma estátua de sua mãe que ficaria ao lado de seu pai, ele já tinha dado as ordens de fazer uma estátua de seu pai nas criptas e ficou com mais significado quando os ossos de seu pai vieram para casa, Bran é claro que nunca esperava dar esse tipo de ordem, se via mais uma vez a descer para as criptas para rezar por seus pais; foi nesses dias em que uma comitiva havia voltado, não com as cinzas de sua mãe, mas, daqueles que morreram nas Gêmeas, Bran apenas recebeu a espada de sua mãe enquanto as suas cinzas estavam sendo levadas para serem depositadas nas criptas, foi ao receber o aço de sua mãe que a verdade o atingiu de fato, de que ela estava morta e nada a traria de volta; um sentimento de dor e aceitação estava dentro de Bran, mas, ele percebeu que estavam dentro de seus irmãos; Bran não queria chorar, ele é claro que faria, mas, somente quando se reunisse com todos os seus irmãos; mais do que nunca ele torcia para que Robb e Jon trouxessem a fúria do inverno para cima daqueles que tentaram matar a sua família.

Tyrion Lannister nunca foi uma pessoa de manhã, não como o seu pai que regiamente acordava sempre no mesmo horário para governar as Westerlands ou planejar a extinção da casa de qualquer um que o ofendeu; Tyrion nunca acordou devidamente bem, bebendo até desmaiar e acordando com uma incrível dor de cabeça e sempre com uma prostituta ao seu lado, claro que depois de que se casou com Sansa Stark, ele se mantinha o celibatário, ele teria rido há um ano se lhe dissessem que ele estaria casado e seco sem abaixar as calças, mas, o fato é isso, ele casou contra a sua vontade e tinha o seu pai bufando na sua nuca querendo que ele produza filhos com ela; ele não queria fazer nada com Lady Stark e além do mais, ele tinha Shae que estava causando problemas com esse fato e o perigo que sua irmã e seu pai causariam se descobrissem sobre ela; além de ser o Mestre Da Moeda e desvendar os livros de números do Mindinho para encontrar provas de sua corrupção e roubo, ele estava chegando cada vez mais perto.

Tyrion se levantou, se lavou para acordar, ele teria uma reunião do Pequeno Conselho em breve, comeu frutas e carnes e bebeu água, sem vinho essa manhã; fora de quem ele é, mas, a cada dia vinha notícias sobre a guerra e discussões sobre o que fazer, todos estavam andando em círculo no Pequeno Conselho e ele sabia que durante a reunião começaria a beber vinho e terminaria a reunião bêbada; andando calmamente, ele chegou ao salão da reunião, onde parecia que todos haviam chegado; o Rei Joffrey sentado no centro na mesa, como um pavão exibindo o poder que ele acha que tem; sua querida irmã, a Rainha Cersei, sentada a esquerda do rei, seu pai, Lord Tywin, a Mão Do Rei sério e de face neutro sentado à direita; Meistre Qyburn, o Grande Meistre sentado ao lado de sua irmã, aparentemente dormindo, Kevan Lannister sentado ao lado de seu pai; Lord Varys, o Mestre Dos Sussurros sentado ao lado de seu tio; Lord Renfred Rykker, o Mestre Das Leis sentado ao lado do Meistre Qyburn, Lord Mace Tyrell, o Mestre Dos Navios sentado ao lado de Lord Varys, Ser Addam Marbrand, o Comandante Da Guarda Da Cidade sentado ao lado de Lord Rykker, Ser Bennard Brune, o Comandante Do Exército Da Coroa sentado ao lado de Lord Tyrell, Ser Arys Oakheart, o Comandante Da Guarda Real sentado ao lado de Ser Marbrand, Mathis Rowan sentado ao lado de Ser Bennard Brune e Paxter Redwyne sentado ao lado de Ser Oakheart e Tyrion se sentando na outra ponta da mesa de frente para o seu neto:

- Agora que o conselho está completo, podemos começar a reunião! – disse Lord Tywin:

- Já não era sem tempo! – disse Joffrey que foi silenciado por um olhar de Lord Tywin:

- Vamos começar! – disse Cersei – Ser Arys, fale sobre a Guarda Real!

- O treinamento está progredindo conforme eu previ minha senhora, todos eles apresentaram melhoras nas suas técnicas com espadas, lanças e escudos, além de estarem mais fortes, mas, eu ainda devo ressaltar que desaprovo que Ser Bolton traja preto ao invés de branco!

- Foi explicado quando Ser Bolton surgiu de preto pela primeira vez, ele sendo o último da Casa Bolton, sua veste negra representa o fato que ele é o herdeiro inconteste e que ainda expressou a servir lealmente ao rei! – disse Lord Tywin claramente aborrecido com esse assunto – Quando chegar a hora de Ser Bolton assumir o que é seu por direito, discutiremos o substituto para a posição!

Relutante, Ser Arys parecia concordar, mas, Tywin estava em pensamentos mais uma vez sobre Ser Ramsay Bolton, fato, que sabia que o bastardo veio até ele como uma chance de recuperar o que os Starks tiraram de sua casa, talvez ele quisesse até mais; Tywin estava disposto a dar mais ao bastardo Bolton se isso significasse que ele colocasse o Norte na rédea, mas, agora ele é útil em esfolar os inimigos e os dissidentes nas fileiras, em tirar informações deles, claro que Lord Tywin decidia se é importante ou não, com isso; o Bolton estava feliz e fazia bem o seu trabalho e garantia assim a sua lealdade, é claro que o inconveniente é mantê-lo longe de Sansa Stark:

- Ser Marbrand; tem a palavra! – disse Lord Tywin:

- Tenho muito trabalho para treinar e organizar a Guarda Da Cidade; antes da queda da Casa Targaryen ela sempre foi corrupta e fraca, pareceu que no reinado do Rei Robert deixou tudo isso a mostra; tenho que agradecer a Tyrion por ter começado a mudar, eu simplesmente tenho que continuar com o seu trabalho em treinar e organizar a guarda para melhor servir a cidade de Porto Real e ao rei! – disse Ser Marbrand:

- Eu tenho certeza que está fazendo um ótimo trabalho Ser Marbrand! – disse Cersei:

- Obrigado, minha rainha! – agradeceu Ser Addam Marbrand.

Tywin estava satisfeito com o que ouviu, ele mesmo é favor de uma guarda da cidade bem treinada e bem equipada e também bem organizada:

- Pode falar Ser Brune! – disse Joffrey:

- Obrigado, sua graça! – disse Ser Brune que respirou fundo e voltou a falar – Como vocês sabem, o exército está em constante treinamento, aprimorando as habilidades e formando as unidades, já temos a unidade de infantaria, arqueiros, cavalaria, lanceiros; eles somente não têm a experiência que sempre é tão necessários, sessenta mil homens prontos para lutar pelo reinado!

- Concordo, ainda falta experiência para que seja seguro mandar combater o usurpador Targaryen! – disse Lord Tywin – Mas, no momento não quero mandar pessoal inexperiente para a morte!

- Eu vejo isso meu senhor! – disse Ser Brune – Esse exército é formado por homens que ouviram as histórias da Companhia Sombra e de seus feitos e de que o Norte é capaz, além dos outros exércitos que se aliaram ao usurpador!

- Eu prefiro discutir isso mais tarde depois dessa reunião! – disse Lord Tywin com um aceno positivo de concordância de Ser Bennard Brune – Lord Tyrell é claro que é a sua vez!

- Sim, Senhor Mão! – disse Lord Tyrell estufando o peito de orgulho – A Frota Real está pronta com uma centena de navios de guerra à espera do comando do rei para atacar!

- Ótimo! – disse Joffrey – É claro que Lord Tyrell fez um ótimo trabalho em recuperara frota depois da vitória incrível sobre as Ilhas De Ferro; essa vitória e a extinção desses ilhéus que sempre se rebelavam contra a coroa será comemorada no mesmo dia do casamento! Casarei com a sua linda filha, Lord Tyrell e ao mesmo tempo vamos comemorar a vitória sobre as Ilhas De Ferro e a partilha sobre elas!

- Muito generosos, meu rei! – disse Lord Tyrell agradecendo com um sorriso ambicioso:

- Tivemos uma grande experiência nas ilhas De Ferro, sua graça; estamos mais do que prontos para atacar o usurpador! – disse Lord Redwyne:

- Gostaria de discutir mais sobre essa questão ao final dessa reunião! – disse Lord Tywin – Por agora, vemos nos ater ao que os outros têm a dizer!

- Passamos a palavras ao Lord Rykker! – disse Cersei:

- Obrigado; sua graça! – agradeceu Lord Rykker – Bem, como devem saber, as leis estão sendo seguidos nos reinos que juraram sobre a coroa do nosso Rei Joffrey, os senhores das Terras Da Coroa estão seguindo a lei, pagando os impostos e mantendo a ordem em suas terras, o mesmo pode se dizer da Campina, mesmo com os problemas de dissidentes ainda mantém a ordem dentro dos conflitos que o resto dos reinos enfrenta; o mesmo se pode dizer de Dorne!

- O importante é que continue assim, Lord Rykker, não podemos permitir que entre o caos; o caos trará revoltas e mortes e agora com esses tempos escuros não podem dar o luxo de isso acontecer! – disse Lord Tywin:

- Eu continuarei fazendo o meu trabalho, senhor mão! – disse Lord Rykker:

- Acho que podemos continuar com as palavras que Lord Varys traz para nós! – disse o Rei Joffrey:

- Obrigado, sua graça! – disse Lord Varys pomposo – Eu trago muitas notícias! Acontecimentos que certamente mudaram as coisas em Westeros!

- Que notícias são essas Lord Varys? – perguntou Cersei impaciente:

- Primeiramente, as Stormlands estão em tensão que pode chegar ao ponto de eclodir uma guerra civil! – disse Lord Varys:

- Como? – perguntou Cersei incrédula:

- Simples, minha rainha! – respondeu Lord Varys – Com a morte de Stannis Baratheon, os lordes das Stormlands ficaram sem um senhor; eles seguiram fielmente a Casa Baratheon por muitos anos desde Conquista e agora estão sem ninguém para representá-los, necessitam de um senhor para mostrarem o quão são fortes para os outros reinos!

- Basta mandarmos Tommen para governá-los e trazê-los ao nosso redil! – disse Joffrey:

- Creio meu rei, que o Príncipe Tommen seja muito jovem para passar pela aprovação dos senhores da Stormlands! – disse Lord Varys:

- Eles vão aceitar o meu irmão, por que eu sou o rei e eles vão me obedecer! – disse Joffrey:

- Aquele que diz "eu sou o rei", não é um rei de verdade! – disse Lord Tywin fazendo o próprio neto ficar com a face vermelha; vermelha de raiva e parecia que sua cabeça iria estourar:

- O caso, meu senhor, mão, é que Lady Shireen, a filha de Stannis está no Norte sobre a proteção da Casa Stark onde não pode ser alcançada no momento e a não ser que o Príncipe Tommen prove a sua força diante do Stormlords, temo que uma guerra civil se inicie!

- Se isso chegar a uma guerra civil; vamos trabalhar lentamente para que demore a acontecer e tenhamos tempo para trazê-los ao nosso redil! – disse Lord Tywin:

- Qualquer outra notícia Lord Varys? – perguntou Cersei:

- De fato, sua graça, meus passarinhos em Bravos me contaram que o Banco De Ferro está aumentando a pressão para cobrar as dívidas da coroa e estudam a possibilidade de mandar um representante, mas, creio que Lord Tyrion tenha mais detalhes do que eu! – respondeu Lord Varys.

Tyrion suspirou, aborrecido, desanimado, o trabalho que ele estava fazendo é altamente desgastante:

- De fato, o Banco de Ferro está pressionando cada vez mais com força, ele quer o pagamento dos empréstimos que tomamos para manter o reino funcionando e sustentar essa guerra, aviso logo, que não podemos mais tomar nenhum empréstimo, ficaríamos como tolos na frente dos banqueiros; temo que vá mandar um representante para nos cobrar as dívidas em breve! – disse Tyrion – O casamento próximo do rei com Lady Margaery está chegando e se a coroa fosse realizar o casamento teríamos que contrair mais empréstimos que certamente nos colocaria na falência, sorte para todos e abençoado que a Casa Tyrell decidiu custear as despesas do casamento!

Lord Tyrell estufou o peito como um pavão orgulhoso:

- O problema com o Banco de Ferro deve ser tratado com cautela e muita negociação; temos problemas demais e acrescentar o Banco De Ferro a eles somente vai acabar com tudo o que construímos até agora! – disse Lord Tywin – Por isso, devemos enviar alguém para Bravos para discutir pessoalmente com o Banco; creio que não terá problemas em ir, Tyrion!

- Não, meu senhor pai! – disse Tyrion:

- Ótimo; leve a sua esposa com você! – disse Tywin – Acho que ele será feliz com uma mudança de ambiente!

- Falarei isso com ela! – disse Tyrion:

- Creio que tenha algo a mais a dizer Lord Varys! – disse a rainha:

- Sim; minha rainha! – disse Lord Varys – Como todos sabem, na última reunião em que todos nós tivemos, eu disse que Jon Targaryen estava indo para as Gêmeas da Casa Frey para o casamento de Edmure Tully; com ele estava Robb Stark e vários senhores principais no comando das forças do usurpador! O casamento ocorreu como deveria, mas, Lord Frey atacou os convidados!

Suspiros de surpresa dos ocupantes, menos de Lord Tywin que Tyrion viu o seu pai com um pequeno e quase imperceptível sorriso:

- Os nossos inimigos estão mortos? – perguntou Cersei:

- Eu quero a cabeça desses traidores para colocar nos muros e vou fazer questão de mostrar para Sansa! – disse Joffrey com um sorriso insano:

- Você não fará isso, meu rei, Sansa é minha esposa e não mais o seu brinquedo para atormentá-la! – disse Tyrion:

- Eu sou o rei e posso fazer o que eu quiser! – disse Joffrey entrando em sua fúria:

- Discutiremos isso depois, agora, quero saber o que Lord Varys tem a dizer! – disse Lord Tywin que para Tyrion percebeu que seu pai estava ansioso:

- Aparentemente, o Targaryen parecia estar a par da traição da Casa Frey e logo estava virando o jogo a favor dele e de seus aliados que durante toda a noite exterminaram a Casa Frey! – disse Lord Varys; houve sentimentos mistos, mas, para alguns era de pura decepção, mas, Tyrion viu Lord Tywin consternado e com raiva, muita raiva em seus olhos:

- Eles sobreviveram? – perguntou Lord Tywin:

- Sim, senhor mão! – respondeu Lord Varys – Nesse momento tomaram o castelo para eles e estão usando como base agora, mas, infelizmente para o senhor, Lord Mão, eles conseguiram acessar cartas que o senhor trocou com o Lord Walder e com o seu sucessor, mostrando claramente que você planejou isso com a Casa Frey!

Murmúrios de incredulidade encheram a sala, levou um tempo, mas, todos se acalmaram para ouvir o resto:

- Claro, o usurpador espalhou as suas descobertas para todos os reinos! – disse Lord Varys – Em alguns dias todos em Westeros saberão que você; Lord Mão, junto a Casa Frey planejou quebrar o Direito Do Convidado e, além disso, fez com que outros fizessem a sua jogada, já que contra você, Lord Mão, o usurpador e seus comandados estão invictos!

Lord Tywin não disse mais nada, ele apenas tinha que ficar com os seus pensamentos, mais um plano seu tinha dado errado, ele não havia conseguido eliminar a ameaça ao reinado de seu neto e agora, tudo o que lutou; tudo o que construiu; o seu legado estava a um fio de cair, mesmo que o casamento com a Casa Tyrell continuasse; agora estava em um campo nublado, se Lord Tyrell teria sua ambição vencer a razão e continuar o casamento ou a razão tomar conta da mente desse homem e pular fora, para jurar o mais rápido possível para o Targaryen Bastardo e assim acabar com todas as chances de manter o Legado Lannister vivo.

Logo, Lord Tywin Lannister percebeu que a reunião havia terminado e que somente ele e sua família havia ficado:

- Pai? – perguntou Tyrion:

- Há uma diferença entre sacrificar vinte pessoas em uma mesa de jantar do que sacrificar vinte mil soldados no campo de batalha! – respondeu Lord Tywin:

- Você pode ter razão irmão! – disse Ser Kevan Lannister – Mas, de uma forma distorcida, usando essa resposta para tentar vencer essa guerra que para todos os meios a perdemos!

- Especialmente quando resolveu quebrar o Direito Sagrado Do Convidado! – disse Tyrion – Você abriu um precedente, mas, Jon Targaryen estabeleceu outro que é aceitável exterminar uma casa que quebre esse direito; para todos os meios, não teremos que nos preocupar com facadas nas costas durante o jantar como convidados!

Lord Tywin mostrou um esgar em sua face:

- Não perdemos essa guerra até que o último homem morra por mim! – disse Joffrey – Todos vocês devem ser felizes em morrer por mim, seu rei!

- Teremos problemas para manter todos unidos por causa do que pai fez! – disse Tyrion – Devemos estar preparados para qualquer coisa; inclusive quando todos os nossos aliados virarem a suas capas contra nós!

Cersei tinha um rosto e um olhar de pura fúria em seu rosto, ela sabia que o seu irmão odioso estava certo:

- O que podemos fazer? – perguntou Cersei:

- Preparar um ataque junto com a Casa Tyrell! – respondeu Lord Tywin – Traga Lord Tyrell de volta e um mapa; temos muito a discutir!

Ser Kevan se levantou e saiu da sala para mais tarde voltar com um rolo debaixo do braço e com Lord Tyrell atrás dele:

- Soube que quer montar um ataque contra o usurpador, Meu Rei! – disse Lord Tyrell:

- Queremos Lord Tyrell! – respondeu Cersei – Sua ajuda e sua opinião serão de grande valor para esse ataque!

Lord Tyrell estufou o peito de orgulho enquanto o mapa era desenrolado e colocado na mesa, os totens foram distribuídos:

Quanta da força da Campina pode estar disponível Lord Tyrell? – perguntou Lord Tywin:

- Sessenta mil; Senhor Mão, gosto de pensar de que a Campina tenha uma reserva para necessidades, por isso conto com vinte mil defendendo as minhas terras enquanto aumento a reserva, além dos dez mil que estão em Porto Real, posso colocar trinta mil em campo para lutar! – respondeu Lord Tyrell:

- É pouco! – disse Cersei:

- São o suficiente dado as condições de que existem trinta mil homens traidores da Campina que estão ao lado do usurpador Targaryen! – disse Lord Tywin pegando o totem da rosa e o colocando sobre a cidade de Stone Sept – Creio que Lord Tyrell deve deslocar uma força para atacar inicialmente a cidade de Stone Sept!

- Concordo! – disse Tyrion pegando um totem do leão e o colocando sobre Harrenhall – Harrenhall deve ser garantida, assim teremos uma base nas Terras Fluviais para atacar o usurpador e voltar para as Westerlands!

- Eu vou levar os soldados que recuperei! – disse Lord Tywin, eles somam mais de dezoito mil, com uma forma inteligente e com esses números posso tomar Harrenhall novamente!

- Devemos ter uma força para tomar as terras da Casa Lolliston, eles controlam as pontes sobre o Rio Balerion, se tomarmos essas pontes somente deixamos uma passagem para que Jon Targaryen possa avançar para Porto Real e como o Entroncamento é uma ponte estreita, podemos lutar lá com a vantagem de cercá-lo e abater os números que ele detém a vantagem e assim empurrar para vencer a guerra no nosso lado!

- Mas, para isso, seu pai deve esquecer Harrenhall! – disse Ser Kevan – Ou fazer a Passagem Do Rio!

A Passagem Do Rio, um estreito de montes no qual nesse estreito se está uma estrada que leva diretamente para as terras da Casa Lolliston; qualquer exército teria que ser afunilado para fazer a passagem, mas, sempre se evitou essa passagem quando se invada a partir da Campina, sempre se preferiu ir diretamente para a cidade de Stone Sept; quando isso acontecia, as casas da região se alertavam e já levantavam as defesas; podia atacar, mas, custariam muitas vidas, mas, se tinha a necessidade de controlar o rio ligado ao Olho De Deus, teria que passar pela Passagem Do Rio para atacar de surpresa:

- Harrenhall está nos planos, não vamos desistir dele! – disse Lord Tywin:

- Posso dividir as minhas forças e fazer a Passagem Do Rio! – disse Lord Tyrell – Vinte mil atacam a cidade e dez mil fazem a passagem!

Lord Tywin olhou pensativo:

- Muito bem, Tyrion, seu plano tem mérito, vamos usá-lo! – disse Lord Tywin – Lord Tyrell prepare as suas forças, vamos atacar o usurpador!

Claro que Lord Tywin não permitiu que Joffrey e sua filha Cersei expressassem a suas ideias, ele queria sugestões sólidas para atacar e não delírios de seus familiares, mas, agora, estava na hora de revidar e lutar mais uma vez em um campo de batalha pelo legado de sua casa; Tyrion cuidaria das coisas enquanto estivesse fora, infelizmente, ele teria que confiar no monstro de seu filho para manter a sua filha e seu neto na linha. Tyrion Lannister sabia que isso seria mais uma chance de seu pai ganhar alguma batalha nessa guerra, ele havia perdido no capo de batalha e no campo político, ele fez um jogo arriscado e agora havia deixado e respeito pela Casa Lannister na lama para ser mais odiado ainda, não demoraria muito para que todo o reino soubesse o que aconteceu, seu pai estava fazendo isso principalmente por orgulho; seu orgulho manchado por ser mostrado que é incapaz de liderar tropas para a guerra ou comandar no jogo político; Tyrion não quer imaginar o que vai acontecer se ele perder dessa vez.

O Príncipe Doran Martell estava sentado em sua cadeira móvel na varanda dos Jardins De Água, o palácio de verão da Casa Martell, na sua frente estava os jardins verdes exuberantes, fontes e piscinas com águas cristalinas, um ambiente calmo e prazeroso para Doran que em sua doença, o deixou imóvel e em uma cadeira de rodas; a gota o destruiu fisicamente, mas, não mentalmente, o desejo de vingança enchia a sua alma desde que recebeu a notícia da morte horrível de sua irmã e sobrinhos, ele estava nos jardins desse mesmo palácio aproveitando o fim de tarde, preocupado com sua família quando recebeu a notícia, seu irmão Oberyn apenas gritou indignado em uma fúria avassaladora, gritando de dor, jurando vingança, Doran apenas ficou em sua face de choque, parado, olhando para o vazio; sentindo como parte de seu mundo havia sido tirada e forma brutal dele; tirado com a mesma crueldade que fora usado contra a sua irmã e os seus sobrinhos.

As notícias chegavam para Doran, mesmo em seu estado de choque, indignadas com Rhaegar ter se escondido em Dorne com a sua amante loba; um fato que ele tinha descoberto no fim da guerra levou a refazer a sua rede de espionagem, mais eficiente; também soube do combate que teve na Torre Da Alegria que somente Arthur Dayne, o Stark e um Reed haviam sobrevivido, Dayne voltou para Starfall jurando nunca levantar armas contra o Usurpador e Stark e Reed voltaram para o Norte com o corpo de Lyanna Stark e um bebê que Lord Stark afirmou que era dele; Doran aprendeu que Lord Stark ficou furioso com o que os Lannister fizeram terminados de vez a amizade com o Usurpador, já que ele recompensou Tywin Lannister pelos seus atos cruéis; Lord Stark voltou para o Norte sem avisar a Robert Baratheon em que ele soube depois da morte de Lyanna Stark; o lobo assumiu uma política de um semi isolamento governando o Norte ao seu gosto; depois de negociar com Jon Arryn para a paz do reino, Doran resolveu usar a mesma política e assim garantir que Dorne fosse uma força econômica a militar poderosa para então começar a sua vingança contra aqueles que fizeram mal a sua família.

Doran teve dificuldades de frear o seu irmão de estragar os seus planos e à medida que ele preparava tudo para a sua vingança, a sua saúde estava ficando cada vez pior, em dez anos estava usando bengala sentindo os seus movimentos ficando cada vez mais restritos e nos últimos quatro anos estava em uma cadeira de rodas, vivendo permanentemente nos Jardins De Água para evitar que seus inimigos vejam a sua fraqueza; Doran esperou pacientemente e agora, uma guerra havia começado e ele viu a oportunidade de colocar os planos de vingança em movimento; a Guerra Dos Cinco Reis havia começado, agora, somente resta dois:

- Pai! – chamou uma voz que trouxe a atenção de Doran para a sua filha mais velha, a Princesa Arianne Martell, ela acenou para Areo Hotah, o Capitão Da Guarda e em seguida ficando na altura de seu pai:

- Diga minha princesa! – disse Doran:

- Você soube das novas notícias? – perguntou Arianne preocupada:

- Se refere à jogada estúpida de Tywin Lannister contra Jon Targaryen? – perguntou Doran em resposta:

- Sim! – respondeu Arianne:

- De fato! – disse Doran – Tywin foi extremamente idiota com esse plano de usar a Casa Frey para quebrar o Direito Sagrado Do Convidado e fazer o seu lance; coisa que ele foi incapaz de fazer para vencer Jon Targaryen! Agora, ele afundou mais a Casa Lannister na lama e mantém a aliança com a Casa Tyrell por um fio, mas, essencialmente, eles perderam a guerra!

- Quando poderei ir ao encontro ao meu futuro marido, meu pai? – perguntou Arianne:

- Paciência minha princesa! – respondeu Doran – A Guerra Dos Cinco Reis não acabou; o Lannister certamente vai tentar um último suspiro e certamente vamos garantir que o poder que eles têm diminua cada vez mais!

- Por isso tio Oberyn está se preparando para viajar a Porto Real? – perguntou a Princesa Arianne:

- Sim! – respondeu Doran – Estamos aceitando o cargo no Pequeno Conselho e então poderemos dar o início a nossa vingança; vamos acertar todos eles de dentro!

Ambos; pai e filha sorriram, agora; eles fariam os seus inimigos lembraram que a Casa Martell não deve ser antagonizada; a Casa Martell deixaria uma marca tão profunda que eles vão se lembrar por incontáveis eras.