Capítulo 32
O Espinho Da Rosa E O Rugido Do leão
O Rei Jon Targaryen, junto com os seus assessores de maior confiança estava nas Gêmeas, o lar da extinta Casa Frey, por seus crimes de quebrar o Direito Sagrado Do Convidado, ali, estavam descansando, curando as feridas e planejando os próximos passos; antes, por causa de Joffrey, os Lannister estavam perdendo aliados aos poucos, com muita luta e muito esforço; estavam tirando o poder que a Casa Lannister acumulou desde que Tywin Lannister organizou o casamento de sua filha Cersei com Robert Baratheon, mas, agora, com os acontecimentos no que estava sendo chamado de o Casamento Vermelho, o poder da Casa Lannister estava escorrendo por seus dedos muito rapidamente, eles ainda mantinham esse poder ou parte dele por uma coisa; que tem o nome da Casa Tyrell.
A Casa Tyrell veio apoiando Renly Baratheon para rei, mas, ele foi morto antes mesmo de suas forças fossem envolvidas em batalha, mas, a morte de Renly trouxe um vazio que foi aproveitado nas negociações por Lord Baelish que trouxe a Casa Tyrell ao redil da coroa Lannister e são eles que seguram o governo de Joffrey, por isso, não foi surpresa quando Jon em pé, olhando para o mapa de Westeros focando na fronteira da Campina, Terras Fluviais e as Terras Da Coroa, posicionando totens de acordo com as informações que receberá, cuidadosamente por Lord Varys; três posições onde foram colocados os totens do leão e da rosa, três posições onde seriam atacados em mais uma tentativa de retomado do controle para a Casa Lannister:
- Foram essas informações que eu recebi! - disse Jon para os seus assessores presentes - Onde seremos atacados por forças Lannister e Tyrell!
- Meu rei! - disse Ser Brynden - É claro que eles estão desesperados, estão fazendo esse ataque para dar impressão que ainda tem força nessa guerra!
- Eles não têm mais força, eles perderam muito sem perder nenhum soldado na Travessia e nesse plano de Tywin Lannister! - disse Lord Yronwood cuspindo no chão ao pronunciar o nome de Lord Tywin:
- São três posições de ataque que se forem bem sucedidas; será um caos para retomarmos de volta! - disse Lord Tully - O Septo De Pedra pode ser uma cidade, mas, pode se tornar uma fortaleza dependendo da vontade de quem está dentro! A Passagem Do Rio se for tomado pode fechar qualquer acesso das Terras Fluviais a qualquer terra que fique ao sul! Tomar Harrenhall significa uma perda de moral muito grande já que ele representa o símbolo da expulsão de invasores dessas terras!
- Como vamos fazer isso? - perguntou Lord Royce - Dividir em três forças de ataque e expulsar os invasores das Terras Fluviais?
- Não temos escolha Lord Royce! - respondeu Robb - Três ataques que são por poucos dias de diferença a acontecer! Eles vêm determinados a vencer!
- A Casa Tyrell vai atacar em duas frentes, na cidade do Septo De Pedra com Lord Tyrell no comando, na Passagem Do Rio ao que parece não ter um comandante definido e a Casa Lannister vai atacar Harrenhall! - disse Jon:
- Meu rei; eu peço para liderar as forças da Campina contra Lord Tyrell! - disse Lord Tarly:
- Tem certeza Lord Tarly? - perguntou Jon:
- Sim, meu rei! - respondeu Lord Tarly convicto - Tenho total intenção de encontrar com Lord Tyrell no campo de batalha!
- Por todos os meios! - disse Jon - Prossiga, mas, leve Lord Royce para a reserva, para o caso de haver maiores surpresas; aconselho a reunir as forças e partir o mais rápido possível!
Lord Tarly e Royce curvaram a cabeça:
- Sim, meu rei! - disseram os dois ao mesmo tempo saindo da tenda de comando:
- Lord Tully! - chamou o rei:
- Sim, meu rei! - respondeu Lord Tully:
- Quanto de sua força pode reunir e defender a Passagem Do Rio? - perguntou Jon:
- Poucos, meu rei! - disse Lord Tully suspirando – Trabalhamos em distribuir as forças pelo Entroncamento, Harrenhall e agora nas Gêmeas, levo em conta os meus senhores defender as suas terras e além de manter uma força considerável para defender as minhas terras e Correrrio!
- Como é a passagem? - perguntou Jon:
- Uma cadeia de montanhas que formam um estreito que permite a passagem de uma carroça por vez em um único sentindo, dois cavalos lado a lado ou três homens a pé lado a lado! - respondeu Lord Tully:
- Quanto pode reunir? - perguntou Jon:
- Quinhentos homens e mulheres a pé! - respondeu Lord Tully - É o suficiente para que a forças que defendem as minhas terras não sejam comprometidas e que haja respostas favoráveis em caso de chamado de meus senhores por ajuda!
- Faça isso! - disse o Rei Jon Targaryen - Vou organizar reforços para você!
- Eu agradeço meu rei! - disse Lord Tully saindo da tenda:
- Robb! - disse Jon - Vamos trabalhar para impedir Tywin Lannister de se estabelecer nas Terras Fluviais!
- Há muito que quero uma chance com o Velho Leão! - disse Robb - Especialmente agora, com o que aconteceu nas Gêmeas!
- Temos que partir agora, reunir as forças que podemos e atacar Tywin Lannister quando ele chega a Harrenhall; não podemos permitir que eles tivessem sucesso, se vencermos, podemos terminar essa guerra no tempo certo! – disse o Rei Jon
- Então é isso que faremos! – disse Ser Barristan Selmy.
Deixando uma força de até cinco mil homens nas Gêmeas das Terras Fluviais, Edmure Tully partiu depois de Lord Royce e Lord Tarly, ele teria que reunir no máximo quinhentos homens para proteger a Passagem Do Rio torcendo para ter ajuda, claro que o rei já havia organizado isso quando ele partiu com as forças do Norte e de Dorne para enfrentar Tywin Lannister em Harrenhall.
Lord Tarly e Lord Royce voltaram para Correrrio onde reuniram as suas forças e partiram para a cidade de Septo De Pedra; trinta mil homens comandados por Lord Tarly avançavam pela estrada junto com as forças comandadas por Lord Royce de cinco mil homens que ficariam na reserva; dez mil homens estavam no Entroncamento, cinco mil estavam avançando em outras direções para acabarem com quaisquer batedores do exército de Lord Tyrell que havia entrado antes, além de ladrões e saqueadores, eles haviam recebido notícias de que os rumores de ataque na região estavam se espalhando entre o povo que estava saindo da região deixando um lugar fértil para ladrões; os outros cinco mil voltaram por ordens do rei para juntar ao comando de um membro da Guarda Real para ajudar Lord Tully, mas, eles estavam sendo acompanhados por um Guarda Real; Ser Robar Royce estava acompanhando pela Mulher Escudo Brienne De Tarth; o exército fez o último acampamento antes de chegarem para o campo de batalha, as ordens foram dadas, batedores mandados a frente para olhar para as condições em que estavam essas terras; na tenda de operações, tinham um mapa em cima de uma mesa mostrando as terras ao redor de Stone Sept; um batedor entrou na tenda:
- Meus senhores! – disse o capitão dos batedores – Meus homens viram o Exército Tyrell cercando a cidade, aparentemente é um cerco que está no começo!
O batedor posicionou totens da figura de um rosa na posição em volta da cidade:
- Eles cercaram a cidade meus senhores! - disse o batedor, eles têm armas de cerco e soldados posicionados por todos os lados esperando uma brecha para entrar e tomar a cidade!
- Conhecendo Lord Tyrell; aquele gordo estúpido vai cercar a cidade e aguardar que todos dentro dos muros morram de fome! - disse Lord Tarly - Talvez essa seja a nossa chance de acabar com isso e expulsar eles das Terras Fluviais; esse exército vai levantar o cerco e descansar; estarão todos distraídos com a comida e a bebida para não aguardarem um ataque que certamente vamos fazer!
- Eu concordo, mas, se atacarmos um lado, vamos ter a chance de os outros lados se armem e se preparem para dar uma resistência que custará muito a nós! - disse Lord Royce:
- Então atacaremos em quatro direções avançando em forma de uma lança onde entraremos na área dos inimigos e onde poderemos dispersar para atacar a todos! - disse Lord Tarly posicionando totens em quatro pontos diferentes da cidade, atrás dos totens da flor da Casa Tyrell - Mandamos duas barragens de flechas em simultâneo e avançamos para atacar com força e com a surpresa esse exército!
Mais detalhes foram discutidos, ninguém queria deixar de fora à disposição das forças da Casa Tyrell e quem estava presente; eles queriam acertar com força, tomar de refém os mais importantes presentes nesse Exército Tyrell de vinte mil soldados, cavaleiros, lanceiros, arqueiros e mais outras funções que estavam presentes; a surpresa seria a sua maior arma, se não funcionasse, seriam muitas vidas perdidas e eles ainda tinham uma guerra à frente; tinham que conquistar Porto Real e eles queriam estar perto do rei quando isso acontecesse; todos os detalhes definidos e eles partiram em silêncio; Lord Tyrell havia mandado os seus próprios batedores que já haviam sido cuidados; Lord Tyrell estava cego e eles usariam isso, os arqueiros foram posicionados, assim como os cavaleiros que iriam à frente, a infantaria seguiria logo atrás, mas, os lanceiros ficariam atrás para a proteção e para garantir alguma retirada casso as coisas saíssem erradas.
Lord Tarly atacaria pelo norte, Lord Royce pelo sul, Ser Robar Royce atacaria pelo oeste e a Mulher Escudo Brienne De Tarth atacaria pelo leste; nesse momento Brienne estava se sentindo orgulhosa e surpresa por estar com parte da liderança do ataque, nesses meses que havia chegado a Correrrio e se tornado parte da Guarda Real, ela admitia que estivesse totalmente leal a Jon Targaryen, ela via a mesma vontade de mudar, de fazer o bem; essa mesma vontade que também viu no Rei Renly Baratheon, agora, ela não queria decepcionar o rei, lhe havia sido confiado como muitos outros para defender a cidade de Stone Sept e não podia falhar; o sinal foi dado, Brienne tirou a sua espada da sua bainha e esperou para dar as ordens. Então veio, levantando a espada para cima, para que todos pudessem ver, ela abaixou a espada e os arqueiros que ela podia ver tencionaram os seus arcos e dispararam as suas flechas, avançando cortando o ar e então de surpresa atingiu os soldados distraídos de Lord Tyrell, gritos de dor e desespero além da surpresa de vários homens caindo mortos e feridos, mas, essa surpresa não se fixou como uma segunda onda de flechas os atingiu mais uma vez; Brienne ouvia os gritos e de longe podia ver as figuras caindo mortas no chão abatidas.
Então as cornetas foram tocadas e os rugidos dos soldados encheram o ambiente, Brienne apontou a sua espada a frente, esporou o cavalo e avançou assim como o cavalaria que ela comanda, em todas as direções estabelecidas pelos comandantes; avançando na forma de lança, rapidamente mal dando tempo dos invasores se prepararem para se defender e então eles entraram na mal formada linha de defesa dos inimigos, se espalhando e atacando o máximo de inimigos possível, Brienne estava balançando a sua espada já manchada de sangue abatendo os vários inimigos, eles que gritavam de dor e desespero além de gritar para tentar colocar um pouco de ordem para revidar e se defender, mas, ele já havia percebido que alguns desses soldados já haviam começado a fugir; Brienne continuou balançando a sua espada indo pelo lado direito e pelo lado esquerdo, com golpes fortes e precisos derrubando os inimigos; eles caiam aos montes manchando a terra de sangue a transformando em lama vermelha e logo já tinha mais aliados do que inimigos.
Assim como começou rápido, terminou rápido; a intenção de levar essa batalha estava somente em libertar a cidade e impedir de que os inimigos tivessem a frente para atacar as Terras Fluviais; eles conseguiram; respingos de sangue cobriam a armadura de Brienne, ela olhava para aqueles que fugiam desesperados para salvar as suas vidas, ela não se importa com eles; membros decepados no chão, cabeças espalhadas e corpos dilacerados enchiam o ambiente, os pássaros carniceiros estavam presentes cobrindo o céu e começando a descer e se banquetear; logo Brienne viu Ser Robar, Lord Tarly e Lord Royce se aproximando:
- Vamos descansar um pouco, logo vamos começar a contar! – disse Lord Tarly:
- Viram Lord Tyrell? - perguntou Ser Robar:
- Não! – respondeu Brienne:
- Não! – respondeu Lord Royce:
- Eu o vi; lutei contra ele e ele fugiu! – respondeu Lord Tarly:
- Se ele tem a intenção de deixar a Campina desprotegida, ele não vai mais atacar! – disse Lord Royce:
- Concordo! – disse Lord Tarly – A flor gorda é um idiota, mas, não tanto assim a ponto de deixar as suas terras desprotegidas; se isso acontecer, ele vai ter uma rebelião e os Lannister não terão ninguém a se apoiar!
- Achei que a batalha não seria tão rápida! – disse Brienne – Tenho a certeza que as flechas fizeram o trabalho, mas, eu esperava que demorasse mais para derrotar vinte mil homens!
- Eu concordo! – disse Ser Robar – Mas; eles estavam se preparando para um cerco na cidade, eles tiraram as armaduras e deixaram as armas encostadas de lado e já era tarde demais para uma reação e que boa parte fugiu!
- Não vale a pena caçá-los, devemos descansar; curar as feridas e se preparara para atacar Porto Real! – disse Lord Royce.
Eles fizeram isso, contaram os mortos, queimaram os seus corpos, contaram e trataram dos feridos, cuidaram de suas próprias feridas; suprimentos deixados pelo inimigo foram aproveitados pelo povo de Stone Sept, assim como qualquer material deixado para trás; de qualquer forma, depois de dias, Lord Tarly estava levando de volta o seu exército para Correrrio; pronto a relatar detalhadamente o que aconteceu na batalha.
Lord Edmure Tully, Lord De Correrrio, Lord Protetor Dos Rios e Dos Campos, Lord Do Tridente; ele estava levando um total de quinhentos homens e mulheres, a maioria verdes de nunca terem visto uma batalha, poucos veteranos capazes de transmitir a sua experiência tão necessária aos novos; isso é o que causa temor em Lord Tully, os soldados que ele estava levando não tinham nenhuma experiência em combate, mas, ele tinha que fazer isso; dez mil homens, soldados da Campina iriam passar pela Passagem Do Rio e tentar fechar um dos caminhos para um possível ataque as Terras Da Coroa; Edmure espera que o reforço que o rei estava organizando o ajudasse a alcançara essa vitória; Edmure sentia estar em um momento decisivo.
A Passagem Do Rio, uma cadeia de montes e montanhas que formavam um vale estreito, esse vale foi transformado em uma estrada para acessar a Campina, não é ideal para caravanas de suprimentos, nem para a marcha de soldados, apenas viajantes usam de vez em quando; sendo estreito torna difícil para uma guarda avançar plenamente para proteger a estrada de ladrões, mas, mesmo ladrões evitam essa estrada por que não oferece caminhos alternativos para fuga, ou vai para frente ou vai para trás. Não havia muito espaço para as manobras dos soldados; três filas, a fila da frente com os seus grandes escudos; levantados formando uma parede para defesa, Edmure Tully tentando andar pelo terreno acidentado deixando a estrada para os seus soldados; sabendo que está em desvantagem para lutar, ele faria assim mesmo, lutaria em desvantagem mesmo; tinha a total intenção de não deixar que nenhum soldado inimigo passasse; não deixaria nenhuma flor e seus apoiantes idiotas tocassem na sua terra, no seu povo, em sua casa, já tivera a experiência com os Lannister e não tinha nenhuma vontade de repetir essa experiência.
Uma ordem de parada foi dada, Edmure mandou batedores a frente; mas, eles não podiam ir pela estrada, a única escolha deles foram escalares os montes, e seguir no alto deles para assim ter a chance de ver o avanço do exército inimigo; guardas se espalharam pelo terreno e os soldados descansaram esperando o momento em que retornariam a marcha; uma hora e sem a volta dos batedores; Edmure deu as ordens e a marcha continuou em ritmo constante; eles continuaram até chegar a um alargamento do caminho, não tão grande, mas, o suficiente para se erguer uma tenda, Edmure não teria isso, por isso de ordens para que os homens avançassem para montarem acampamento, ele ficou no espaço maior; claro que não montou uma tenda, barracas pequenas envolta de uma fogueira onde estava discutindo as tácticas com os seus comandantes, se não mais, os batedores haviam voltado relatando a marcha do exército inimigo pela passagem, em breve a batalha iria começar; Lord Tully apenas esperava que o reforço chegasse a tempo.
Lord Tully resolveu que não marcharia de encontro aos inimigos, agora que a batalha estava próxima, ele não tinha a intenção de cansar os seus soldados, tão pouco em comparação aos inimigos que ousavam invadir as suas terras, ele teria que extrair cada grama de força de seus soldados para sobreviver a isso; a espera é uma tensão constante e pesada que completamente invade cada parte de seu corpo, Edmure estava esperando os inimigos para aparecer; a espera parece fazer o tempo abrandar, mas, mesmo assim, os passos pesados das botas de metal e couro começaram a ser ouvidos com os soldados inimigos marchando em sua direção; Edmure sentiu que fez bem em esperar a chegada deles, entendeu que os inimigos mantinham um ritmo constante e certamente cansativo:
- Preparem-se! – disse Lord Edmure Tully, ele não gritou; não precisa; os soldados das Terras Fluviais estavam em silêncio esperando o momento de começar. Os inimigos se aproximavam em que todos podiam ouvir as botas dos soldados inimigos batendo no chão, Edmure estava respirando cada vez mais rápido com um olha concentrado esperando o ataque, o som constante martelando em seu ouvido e em seu coração, mas, então para a sua surpresa e a surpresa dos soldados; o barulho parou; o silêncio se tornou mais desesperador do que o barulho sempre crescente que os assombrava antes, mas, então o som do ar sendo cortado surgiu despertando todos para o que acontecia e a todos que olharam para cima:
- Levantem os escudos! - gritou Edmure em ordem e assim os soldados levantaram os escudos; o próprio Edmure levantou o seu escudo se protegendo no exato momento em que milhares de flechas caiam sobre eles, acertando os seus escudos, acertando o chão; calmamente Edmure esperou e então o som das pontas de metal das flechas acertando os alvos cessou, lentamente; calmamente, Edmure ousou espiar para fora da proteção do seu escudo e então percebeu que não havia mais flechas caindo, todos os presentes se levantaram e se prepararam; o inimigo estava vindo, não demorou muito tempo para que os gritos dos soldados inimigos fossem ouvidos, gritos de guerra e os sons de homens correndo, mas, foi outro som que atingiu Lord Tully que o pegou de surpresa, o som de cascos de cavalos:
- Lanças a frente! - gritou Edmure - Fiquem firmes!
Os homens à frente se posicionaram com as suas lanças a frente, Edmure estava surpreso, ele sabia que cavalos não podiam ser usados nesse terreno, o fato é que ele queria saber o que acontece na cabeça dos líderes desse Exército Da Campina; os cavaleiros vieram rápidos e então se chocaram com a primeira fila do Exército Das Terras Fluviais, os gritos de dor e desespero começaram além do som do metal se chocando contra metal, carne rasgando no metal; o som da queda dos cavalos; Edmure assistiu a primeira fila cair esmagada pelos cavalos em queda junto aos seus cavaleiros:
- Fiquem firmes! – gritou Edmure em suas ordens e os soldados se mantinham firmes, segurando fortemente as suas lanças, mas, para os outros soldados que estava nas fileiras de trás começarem a jogar suas lanças acertando cavaleiros e cavalos que caiam no chão; eles estavam começando a se amontoar a frente e Edmure viu que eles estavam prestes a dar a volta subindo em terreno íngreme; Edmure não deixa de orientar os seus soldados que atiram flechas e lanças em cima dos cavaleiros os derrubando, mas, há sempre aquele que escapa; Edmure viu o primeiro que vem a sua frente entre cavalgando e correndo, rapidamente Edmure com um único movimento corta a perna do cavalo derrubando o animal e o cavaleiro que é imediatamente morto por um soldado cravando a sua lança em seu peito.
Edmure anda para a linha de frente e logo nota que os corpos estavam se acumulando formando uma parede que obrigava os cavaleiros a passarem por cima ficando abertos para as flechas e lanças; não se pode dizer o tempo que passou, mas, logo se notou que havia mais do exército da Campina caído do que das Terras Fluviais e então os cavaleiros começaram a recuar, eles fugiram em desgraça; não ouve grito de vitória; Edmure não faria isso diante de tamanha carnificina; eles apenas recuam para o acampamento onde podem descansar e discutir a próxima estratégia para segurar o ataque do inimigo, mantendo vigias o resto do dia todo e a noite para então voltar no dia seguinte.
O dia seguinte veio e com ele mais uma vez estava uma parede de escudos posicionada por Lord Tully, mas, dessa vez havia manchas de sangue na terra onde os mortos caíram barrados pela parede de escudos, mais, uma vez, a tensão da batalha enchia Edmure esperando para ela começar; então os gritos surgiram no ar chegando aos ouvidos de todos, mais uma vez iria começar a batalha, mais um dia de guerra; os gritos se tornaram maiores e então eles surgiram, soldados inimigos avançando correndo em seus gritos de guerra e eles vieram se chocando contra a parede de escudos, Edmure logo viu os inimigos caindo mortos pelas lanças e espadas dos seus soldados segurando os escudos parando a barragem dos inimigos que insistiam em empurrar para quebrar a parede de escudos:
- Empurrem! - gritou Edmure Tully em ordem para os seus soldados e eles começaram a empurrar enquanto deferiam golpes com suas espadas e lanças deixando corpos caindo dos soldados inimigos, mortos ou gritando de dor, feridos que eram mortos por aqueles que vinham atrás da parede, Edmure se aproximou e com sua espada desferiu um golpe cortando o primeiro soldado inimigo no peito e este caiu no chão, mais uma golpe e mais uma morte; o aço valiriano que Edmure ganhara para a sua casa se mostrava manchada de sangue que pingava no chão, a luta seguia em meio aos gritos dos soldados presentes e dos corpos que estavam se acumulando, sem esquecer os membros decepados; Edmure continua a balançar a sua espada para todos os lados derrubando todos os inimigos que vinham o desafiar na sua frente e então eles fugiram, eles haviam vencido mais uma vez, deixando para trás corpos espalhados pela área; mais uma vez o sangue tomava conta, encharcando a terra e a transformando em lama.
Edmure queria fazê-los recuar para descansar, mas, mais gritos surgiram e os inimigos voltaram para mais uma tentativa:
- Segurem firmes! - gritou Edmure.
O inimigo lutou e recuou e então ele veio pela terceira vez, mais uma luta sangrenta teve início e todos ali, naquela estrada estreita, lutando para chegar uns contras os outros, lutando para desferir golpes mortais, lutando para derrotar um ao outro; foi nessa terceira vez que o inimigo rompeu a parede de escudos e o caos tomou conta, todos espalhados e lutando uns contra os outros, não havia linha definida e muitos caíram, foi à noite que o inimigo recuou e Edmure pode recuar para descansar e contar os mortos; dois primeiros ataques, Edmure não havia perdido ninguém, mas, no terceiro, ele teve grandes perdas; dos quinhentos que ele havia trazido para o combate, havia perdido duzentos e cinquenta; os outros duzentos e cinquenta que sobraram, tinham variados ferimentos, mas, nenhum gravemente e essa noite, Edmure e os que sobraram descansaram para a manhã seguinte e eles estavam mais uma vez no ponto onde estavam batalhando há dois dias:
- Não vamos perder tempo; eu não vou perder tempo; perdemos muitos bons homens e mulheres ontem, ótimos soldados! - disse Edmure - Eu trouxe você aqui para impedir que as terras onde morassem, onde nossas famílias moram, onde tiramos os nossos e construímos as nossas casas fossem invadidas! Hoje não tenho certeza se vamos conseguir mais um dia até o nosso rei mande reforços!
Isso pegou um desanimo entre os soldados presentes:
- Mas, de uma coisa eu sei; que vamos ficar aqui até o último homem e vamos mostrar a esses bastardos do que os povos das Terras Fluviais são feitos; vamos mostrar a eles para tremerem de medo toda a vez que se lembrarem desse dia e que para pensarem várias vezes antes de vir invadir essas terras!
Os gritos dos soldados inimigos estavam aumentando, eles estavam voltando para mais um combate e dessa vez seria decisivo para os dois lados desse conflito:
- Não faremos uma parede de escudos! – disse Edmure – Vamos atacá-los com tudo o que temos! Vamos mandá-los para os sete infernos!
Edmure gritou e começaram a correr junto com os seus soldados, todos gritavam em fúria de encontro com o inimigo que estava à frente correndo e então, dentro da passagem houve o choque, metal contra metal, a carne sendo rasgados, os gritos de guerra junto aos gritos de dor e o sangue espirrando daqueles que eram atingidos, Edmure estava desferindo golpes contra os seus inimigos, pela direita e em seguida pela esquerda cortando o inimigo, aparou um golpe que certamente o mataria e então deu um chute no peito do inimigo e enfiou a espada no peito desse soldado inimigo, avançou para aparar um golpe que vinha pela esquerda e em seguida outro que vinha pela direita e assim seguiu essa dança mortal, uma dança que Edmure já havia treinado várias e várias vezes, ele tinha que apenas esperar a chance de vencê-los; o som do aço se chocando contra aço estava impregnado no ambiente, mas, isso não tirou a atenção de Edmure quando finalmente viu a abertura e com um golpe na vertical cortou os dois soldados inimigos que caíram derrotados.
O combate feroz continuou; mortos enchiam a terra e o sangue a pintava de vermelho; Edmure puxou a espada que havia cravado no peito do inimigo, ele o deixou cair no chão morto e então Lord Tully pode olhar em volta; o inimigo caindo aos montes, mas, também podia ver os seus soldados caindo também, podia ouvir os gritos de homens e mulheres que o serviam sendo atingindo em vários momentos da luta e caindo para serem mortos, caia mais dos seus soldados do que os inimigos que conseguia matar, mas, mesmo ferido ainda resistia, mas, agora; não tinha esperança de o reforço chegar a tempo; havia grandes chances de ele morrer hoje sem deixar herdeiros para a sua casa ou para comandar as Terras Fluviais; se isso acontecesse hoje, levaria o máximo de inimigos que conseguisse, Edmure aparou mais um golpe de machado de um soldado inimigo e com um movimento abrindo um corte profundo no peito dele o matando; não morreria imerso em pensamentos esperando o golpe mortal, morreria como um guerreiro das Terras Fluviais.
Então um chifre se fez presente, o som ecoou pela passagem chamando a atenção de todos e por um momento dando uma pausa nos combates, quando se escutou pela segunda vez; Edmure sabia de quem pertencia e somente podia receber com alegria esse som, ferido e coberto de sangue, ele esperou quando o som dos soldados do Norte correndo e atacando o inimigo, pego de surpresa, os inimigos começaram a correr de medo enquanto sendo seguidos nos calcanhares pelos soldados do Norte; Edmure podia assistir eles passando; ele e seus soldados estavam parados vendo a isso tudo agradecendo aos Setes por essa ajuda tão oportuna e então Edmure se virou para ver o único cavaleiro que estava andando em sua direção, vestindo de roupas e capa branca, mas, com a armadura prateada e um dragão vermelho no centro e uma coroa dourada em cima do dragão, segurando a sua espada na mão:
- Regicida! – disse Edmure:
- Lord Tully! – cumprimentou Ser Jaime Lannister sem ligar para a ofensa de Edmure:
- Quanto você trouxe? - perguntou Edmure:
- O Rei permitiu mil homens e mulheres do Norte para apoiar você enquanto ele defende as suas terras contra o meu pai! - respondeu Jaime Lannister:
- Eu entendo e agradeço ao rei e também compreendo o porquê você está aqui ao invés ao lado do rei! - disse Edmure:
- O rei fez mais do que o certo! - disse Ser Jaime Lannister e ele andou calmamente enquanto os mil soldados do Norte perseguiam as forças restantes da Campina que fugiam; Edmure esqueceu qualquer pensamento e começou a correr junto aos seus soldados para perseguir o inimigo passando por Ser Jaime Lannister que não se alterou; Lord Edmure Tully havia perdido quatrocentos homens e mulheres em três dias de combate e ele levou de volta para casa somente cem homens e mulheres; a Campina havia mandado trinta mil soldados para atacar as Terras Fluviais e somente onze mil voltaram derrotados, humilhados, mas, esses números surgiram antes que os números da batalha entre o Rei Jon Targaryen e Lord Tywin Lannister pudessem ser contados.
O Rei Jon Targaryen estava a cavalo avançando pelas Terras Fluviais para a região de Harrenhal onde encontraria o exército de Tywin Lannister, sabendo que ele não arriscaria invadir pelo Entroncamento com todas as chances de encontrar a Companhia Sombra, ele levaria o seu exército por caminhos obscuros, mas, que nunca permitiria a passagem de um exército com a rapidez e a eficiência que as estradas oficiais permitem, o rei estava ao lado de Lord Robb Stark, Ser Brynden Tully, Ser Barristan Selmy e Lord Yronwood com vinte mil homens e mulheres, dez mil de Dorne e dez mil do Norte avançando em ritmo normal para a batalha, eles haviam chegado a Harrenhal em poucos dias.
Desde conquista do castelo por Lord Tully e assim eliminando a presença Lannister nas Terras Fluviais e causando um recuou no Exército Lannister, a ameaça sempre estava presente; sempre preocupante na questão de quando os Lannister tentariam mais uma vez conquistar Harrenhal, não só pelo castelo e onde estava localizado, mas, por suas terras serem férteis e bastante produtivas e agora, nessa fase final da guerra, eles estavam necessitando de suprimentos que não fossem provindos da Casa Tyrell e da Campina, por isso Jon viu o quanto é importante à vitória na batalha que se aproxima, deixando os Lannister mais dependentes dos Tyrell seria bom para os seus planos, especialmente tendo em mente em lembrar a lealdade dos senhores das Terras Da Coroa e usá-la para trazê-los ao redil e assim começar a trazer esse reino a sua conquista e assim chegar aos portões de Porto Real.
Harrenhal estava diferente do que ele já viu pelo menos o que ele tinha visto e do que aprendeu em Winterfell, três torres ainda permaneciam, mas, já davam sinais de que diminuiriam de tamanho e o claro sinal de que as outras duas torres estavam sendo desmontado em um ritmo veloz, fato que essas pedras tiradas desse castelo estavam sendo transportadas para reparar outros castelos e construir estações para paradas de viajantes assim como vigias das terras e das estradas; Jon permitiu o exército uma parada para descanso, ele sabia que encontraria com o Exército de Tywin Lannister ao sul de Harrenhal; a parada durou um dia e eles já estavam em movimento, batedores à frente para ver o exército inimigo; mais do que nunca eles se tornaram necessários por causa da marcha se tornando lenta devido ao terreno irregular e às vezes estreito, então houve mais um dia de marcha deixando Harrenhal para trás e então os batedores voltaram relatando a chegada do Exército Lannister e claramente com os seus soldados preparados para o combate:
- Preparem a todos! – ordenou Jon – Vamos para a batalha!
Os soldados estavam descansando e se equipando, todos nervosos para a batalha que estava por vir, nervosos ao ponto de não descansarem, bebendo vinho enquanto vestiam as suas armaduras, limpavam a afiavam as suas espadas, reforçavam os seus escudos; o rei estava em pé curvado sobre um mapa em uma mesa de madeira ao céu aberto, não havia tempo para levantar tendas; com ele estavam os principais lordes colocando a posição do exército de Tywin Lannister no mapa e o meio para combatê-lo:
- Essa parte do reino não tem um terreno tão acidentado, é mais como um terreno plano! – disse Ser Brynden – O terreno não trará vantagem para ninguém nessa batalha!
- E a floresta? – perguntou Jon:
- Podemos colocar arqueiros escondidos nas árvores e pegar o inimigo de surpresa! - sugeriu Robb Stark:
- Se você sugeriu isso milorde, Tywin Lannister certamente já está pensando nisso também! – avisou Ser Brynden Tully:
- Concordo com Robb! – disse o rei – Vamos posicionar os arqueiros entre as árvores e no alto das árvores; eles serão mandados a frente primeiro escondidos para terem tempo de se posicionar!
- E quanto ao resto de nós? – perguntou Lord Yronwood:
- O mais sensato seríamos atacar de frente e pelos flancos! – disse Ser Arthur Dayne – Teríamos mais chances de esmagar inimigo e assim termos o espaço para conquistar o resto dos reinos!
- Quem vai levar a frente? – perguntou Robb Stark – Sendo a parte mais exposta!
- Eu vou! – respondeu o rei Jon – Terei as lanças de Dorne com o comando de Lord Yronwood!
- Meu rei! – disse Ser Arthur – Ficar na frente é muito perigoso e exposto, não podemos arriscar a sua vida quando estamos tão perto de acabar com essa guerra!
- Eu sei disso, Ser Arthur! – disse Jon – Por isso você estará comigo para proteger as minhas costas!
Ser Arthur não disse nada, por um momento, até que se curvou em aceitação:
- Ser Brynden e Lord Stark vai atacar pelos flancos! – disse o Rei Jon Targaryen – O Senhor Manderly vai levar a cavalaria e atacar o inimigo por trás acabando com a reserva dele!
Os presentes pareciam aceitar, todos estavam concordando:
- Enquanto eles estivarem distraídos na frente, o ataque pelos flancos e atrás deve ser rápido e preciso! – disse Jon – Não há espaço para erros; agora, nesse momento, não podemos ter esse luxo; se Tywin Lannister conseguir entrar nas Terras Fluviais, vai destruir tudo o que conquistamos nessa guerra e vai seriamente atrasar a conclusão dela! Todos entendem?
Os presentes acenaram positivamente:
- Muito bem! – disse o Rei Jon – Dispensados e se preparem, vamos partir o mais rápido possível!
Os lordes presentes se dispersaram em várias direções para os seus afazeres finais antes de partir para a batalha, meio dia e o exército aliado ao Rei Targaryen estava marchando pelas terras em direção ao inimigo; os arqueiros já estavam sinalizando que haviam chegado e estavam esperando ordens para atacar, os lanceiros de Dorne à frente com os seus escudos erguidos e suas lanças apontadas para frente formando uma barreira mortal. Jon estava a pé segurando a sua espada com Ser Arthur Dayne ao seu lado com sua espada na mão e Lord Yronwood com a sua lança; eles estavam atrás dos homens que marchavam à frente para enfrentar o inimigo; então eles ouviram o som de chifres, sabiam que não eram deles, sabiam que eram do inimigo que estava mais perto:
- Vamos parar! – disse Jon – Vamos esperar a chegada deles!
- Parem! – gritou Lord Yronwood, os soldados pararam – Em posição!
Escudos à frente formando uma parede de proteção, as lanças posicionadas entre as brechas apontando para frente:
- Esperem! - gritou Lord Yronwood:
Tensos; eles esperaram quando sons das botas de aço batendo contra o chão ficaram cada vez mais altos e então entre as árvores um exército em vermelho e dourado surgiu, marchando e então parando, Jon podia ouvir as ordens de parada dos comandantes inimigos, nenhum deles fez algum movimento, apenas esperando quem começaria primeiro; uma coisa que Jon não entendia já que claramente Tywin Lannister queria acabar com isso o mais rápido possível, ele queria desesperadamente reconquistar o que perdeu e estava perdendo, o poder que tinha a chance de cimentar o seu sangue no trono por várias gerações, mas, aqui estava ele, pelo menos o próprio Tywin certamente dando as ordens atrás das fileiras e certamente comandando a reserva; talvez não estivesse tão desesperado; então os chifres foram escutados e eles vieram às fileiras do inimigo e os soldados em vermelho gritaram e avançaram com fúria e força obstinado a atravessar essa parede:
- Fiquem firmes! - gritou Lord Yronwood e então o choque de metal contra metal aconteceu, os inimigos se juntaram contra a parede de escudos e estavam empurrando, os lanceiros protegidos por seus escudos estavam com os pés fincados no chão e se recusavam a mexer um passo sequer, alguns dos soldados em vermelho atravessaram as lanças, mortos na hora enquanto aqueles que sobreviveram estavam com suas espadas tentando acertar golpes por cima em uma tentativa de derrubar um escudo abrir a parede:
- Empurrem! - gritou Lord Yronwood.
Imediatamente os lanceiros de Dorne começaram a empurrar e os posicionados na segunda fila começaram a usar as suas lanças e golpear por cima atingindo os soldados em vermelho que caiam mortos e aos gritos de dor, os lanceiros passavam por cima de seus corpos enquanto os retardatários matavam os que estavam feridos e então flechas surgiam matando vários lanceiros:
- Levantem os escudos! - gritou o Rei Jon, todos e incluindo o rei levantaram os seus escudos se protegendo de flechas que caiam em cima deles, batiam em seus escudos; então os corpos caiam das árvores assim como os soldados Lannisters começaram a ser atingidos por flechas:
- São os nossos arqueiros! - disse Ser Arthur Dayne:
- Ótimo! - disse Jon - Vamos começara atacar pelos flancos! Soprem o chifre!
Os chifres foram soados, o seu som atravessou a floresta em que a batalha estava entrando em seu auge, os sons dos cavalos se fizeram presentes e Lord Stark surgiu entre as árvores caindo em cima do exército Lannister pelos dois lados em um ataque pesado, mas, a cavalaria Lannister avançou contra os soldados do Norte, mas, não foi rápido o suficiente para que Lord Stark os visse chegando e gritasse ordens e assim o ataque foi menos devastador do que pretendido. Os lanceiros de Dorne estavam empurrando os soldados Lannister e a cavalaria do Norte se ocupava em abater os flancos e lidar com a cavalaria Lannister; Ser Brynden Tully estava cuidando disso:
- Tragam a infantaria do Norte! – ordenou Jon – Vamos acabar com isso!
Jon se moveu com Ser Arthur para dar a volta e atacar pelos lados junto à infantaria do Norte; correndo ele ouviu o som do chifre e quando desferiu o primeiro golpe contra os soldados Lannister, milhares de soldados do Norte, homens e mulheres saíram da floresta gritando a atingindo o quase derrotado exército Lannister; o rei estava balançando a sua espada e ele podendo ver o balé mortal que ser Arthur Dayne fazia em seus adversários; hipnotiza tanto os aliados quanto os inimigos, mas, Jon sabe que tem que continuar para vencer, continuar a balançar a sua espada, se cobrindo com o sangue de seus inimigos, seu lobo Ghost cravando as suas presas nos pescoços de seus alvos, corpos dos arqueiros inimigos e aliados caindo das árvores, cavaleiros em combate entre as árvores e isso durou por um tempo que para todos foi muito longo e então viu a retirada; eles estavam fugindo; o inimigo estava fugindo:
- Robb! – gritou Jon – Dê a perseguição!
- Vamos morder os seus calcanhares! - gritou Robb sob o rugido de aprovação dos cavaleiros – Para a perseguição!
Os cavaleiros do Norte deram a perseguição aos soldados inimigos que estavam jogando qualquer coisa que os deixava pesado, queriam ficar leves para correr mais rápido, mas, seria a sorte que alguns seriam poupados da perseguição de Robb Stark e sua cavalaria; Jon sabia que havia dado essa ordem na esperança que o Senhor Manderly havia feito o seu trabalho. O Senhor Manderly esta seguindo as ordens do rei, levando uma pequena porção da cavalaria e infantaria, ele tinha a tarefa de atacar a retaguarda de Tywin Lannister, iria dispersar a sua reserva que o rei foi levado a acreditar de ser cinco mil soldados, por isso o Senhor Manderly tinha que ser rápido e eficaz, eles não gritariam, somente se moveriam em silêncio, a infantaria atacaria por um flanco e a cavalaria atacaria por trás, um flanco ficaria exposto, mas, essa é a intenção já que as ordens foram de dispersar a reserva; o Senhor Manderly estava em seu cavalo olhando para os lados e então o sinal foi dado.
Então o avanço aconteceu apenas ao som do metal e dos cascos batendo contra o chão foi ouvido, mas, ao chegar perto da reserva de Tywin Lannister os gritos começaram pegando aqueles soldados de surpresa para reagirem tarde demais quando foram atingidos pelas armas do Norte, espada balançando e lanças perfurando, os gritos de dor dos moribundos que caiam no chão para serem pisoteados, os gritos de dor daqueles que eram atingidos e caiam mortos e então a chuva começou; gotas que caiam em cima dos soldados que ainda balançavam as suas armas, mas, a chuva lavava o sangue de suas armas, de suas roupas e de seus rostos e então os ocidentais tocaram a corneta e eles começaram fugir, fugir em desespero com a batalha perdida e então a cavalaria do Norte passou por eles em perseguição:
- Estamos em perseguição, à cavalaria do Norte não pode parar! – gritou um cavaleiro sendo seguido pela cavalaria que o Senhor Manderly liderava; eles haviam vencido a batalha.
Lord Tywin Lannister é um senhor orgulhoso de seus feitos e de suas conquistas, por muitos anos garantiu que sua casa estava sempre no topo; garantiu o poder e o respeito que ela merecia, demorou muito, mas, ele finalmente considerou ter eliminado o legado de seu pai fraco que havia deixado na Família Lannister e por muitos anos estava feliz por ter o seu sangue no trono de Westeros e assim garantiria que duraria por muitos anos a vir, mas, ele sabia que haveria aqueles que seriam contra ele e sua família, por isso, ele estava pronto para acabar com eles a qualquer momento; quando o seu odioso filho anão deformado se meteu em problemas com Lady Catelyn Stark, filha da Casa Tully ele viu isso como um meio para eliminar todos os seus inimigos ou mantê-los incapazes de se levantar contra o seu neto Joffrey, mas, infelizmente seu neto Joffrey parecia ter um talento natural para fazer inimigos, mais do que aliados e especialmente quando os seus inimigos se reuniam em torno da bandeira Targaryen; uma casa que ele havia ajudado na sua extinção, mas, parece que Lord Eddard Stark foi o mais inteligente do que todos em Westeros e o escondeu e manteve o segredo de sua origem apertado para si mesmo e quando surgiu uma chance, ele o apresentou para todos e ele estava ganhando essa guerra.
Lord Tywin estava furioso, consigo mesmo e com os outros, nem em seus sonhos mais loucos ele pode prever o que veria acontecer nesses anos de guerra; ele deveria ter previsto, mas, o seu orgulho não lhe permitiu; seu orgulho de achar que a guerra estava ganha, de que seus inimigos tremeriam diante de sua presença, há o quanto ele sentia falta de seu doce Joanna, ela seria frear o seu orgulho e abriria os seus olhos com certeza e certamente não estaria com esses problemas, não querendo admitir, mas, Tywin talvez tivesse que aceitar que seus netos, todos os três eram frutos de incesto entre seus dois filhos premiados, a ironia seria que eles e seus atos impensados seriam a causa da derrocada da Casa Lannister e não seu filho odioso; pensar nisso fazia seu sangue ferver, de qualquer forma, pensaria nisso em outro momento, tinha uma batalha para vencer e reconquistar o que perdeu.
Os batedores já haviam avisado a Tywin sobre a aproximação de Jon Targaryen com exército do Norte e de Dorne, cercado pelas árvores ele colocou os arqueiros no alto delas e fez com a infantaria avançasse; claro, que ele tinha somente a infantaria, sua cavalaria fora destruída e não tinha tempo para treinar homens para essa função, mas, também ele ficou com a reserva de cinco mil homens que usaria no momento certo; o som da corneta anunciando o início da batalha o choque do metal contra metal e o grito dos homens encheram o ambiente enquanto Tywin assistia a batalha impassível.
Então as notícias haviam chegado que o Norte havia também posicionado arqueiros no alto das árvores, ficou evidenciado quando homens começaram a cair das árvores, logo foi avisado que a infantaria havia encontrado uma parede de escudos e lanças de Dorne; talvez tenha sido uma decisão falha mandar soldados inexperientes que recrutará pelas Terras Da Coroa e por Porto Real; agora não tinha escolha a não ser usar a reserva para flanquear as forças do inimigo, mas, a sua surpresa veio com um ataque direto a sua reserva e isso dispersou o seu exército; Tywin teve que recuar e levar o que conseguiu reagrupar para as Terras Da Coroa onde a Cavalaria do Norte o parou de perseguir.
Tywin se sentia totalmente derrotado, ele havia perdido e não tinha mais condições de se recuperar, mesmo com o casamento com a Casa Tyrell, ainda não havia chances de vencer; suas chances estavam escassas; que se resumia ao Exército Da Coroa que teimosamente não queria usar, mesmo já estando bem treinado e bem equipado, mas, eles não seriam o suficiente, teriam que contratar empresas mercenárias para assim ter uma força decente para derrotar Jon Targaryen; agora não teria escolha a não ser voltar para Porto Real e se preparar para o casamento de seu neto. Pela primeira vez em muitos anos de sua vida, Lord Tywin Lannister se sentia como o seu pai, um leão sem dentes.
