Capítulo 33
O Casamento Roxo
Lord Tyrion Lannister, o Mestre Da Moeda, uma queda se parar para pensar que em tempos atrás ele fora a Mão Do Rei e por um tempo tinha o destino dos Sete Reinos nas mãos, mas, agora, ele ainda tinha esse mesmo destino, mas, somente tomou um caminho diferente, passar por cada anotação de Petyr Baelish minuciosamente nos livros de contas esperando encontrar alguma irregularidade e assim ter uma ponta para puxar e assim desvendar os segredos do Mindinho e tê-lo morto o mais rápido possível, ele certamente é ainda o personagem mais perigoso dos Setes Reinos, mesmo que o poder dele tenha diminuído com a ascensão de Jon Targaryen e o fato de estar chegando cada vez mais perto do trono; Tyrion podia contar o tempo para a sua família perder todo o poder que tinha desde vitória de Robert Baratheon, especialmente desde que seu pai voltará de mais uma tentativa de vencer o dragão e abrir caminho para as Westerlands e derrotar de uma vez todos os inimigos, mas, nesses dias ele virá o seu pai retornar derrotado, abatido e as únicas ordens foram recuperar aqueles que sobreviveram e reforçar as defesas da cidade; Tyrion sabia que a aliança com a Casa Tyrell estava se desfazendo a cada momento e talvez isso; talvez seja o orgulho de seu pai que ainda se agarra a ele que o fez sair de seu quarto, do seu isolamento e pressionar para que o casamento entre Margaery Tyrell e Joffrey Baratheon acontecesse o mais rápido possível:
- Como pode ver Lady Olenna Tyrell; o fato de podermos realizar o casamento entre nossos netos no ano novo, especialmente nesse novo ano de 300 para marcar o início de uma nova era para Westeros e nossas casas! – disse Lord Tywin Lannister – Onde traremos ordem, riqueza e paz através de uma dinastia poderosa que vai durar mil anos!
- Eu não sou idiota Lannister! – disse Lady Olenna – Sei que quer adiantar o casamento para que não tenhamos a chance de desfazer essa aliança que meu filho fez e dobrarmos o joelho para o dragão antes que ele destrua a sua família e leve a Casa Tyrell junto, mas, de qualquer forma, não tenho problemas para adiantarmos o casamento, especialmente é a Casa Tyrell que está pagando!
Lord Tywin apenas manteve a cara branca, sem expressar nenhuma emoção, mas, Tyrion não podia deixar de achar engraçado vendo o seu pai sendo descascado pela Rainha Dos Espinhos:
- Eu agradeço Lady Olenna! – disse Tywin Lannister:
- Vamos acabar logo com isso! – disse Lady Olenna Tyrell.
Dito e feito, os preparativos para o casamento começaram a serem aceleradas, as notícias da guerra haviam esfriado, para Tyrion é o fato que Jon Targaryen havia dado ordens para curar e descansar; claro que ele estava se preparando para a última ofensiva para conquistar o trono, Tyrion via isso, a última investida, a batalha final que aconteceria depois desse casamento; o Imp descobriu que não ligava, ele simplesmente ficou surpreso com essa descoberta, mas, com um gole de tomada da taça de vinho que estava segurando, ele aceitou rapidamente; não importava mais, ele queria que isso acabasse rapidamente e pudesse voltar para casa, mas, isso não aconteceria, ele tinha que decifrar as contas de Midinho, ele tinha que prender ele com isso, analisar detalhadamente os livros de contas de Midinho durante o seu mandato como Mestre Da Moeda; Petyr Baelish é um grande problema e já estava mais do que na hora de ele ser tirado definitivamente do Jogo Dos Tronos.
Tyrion esfregou os seus olhos cansados, mesmo com vinho ele ainda não havia chegado longe:
- Olá meu marido! - disse uma voz feminina; isso havia chamado a atenção de Tyrion para olhar para Lady Sansa Stark que havia se sentado na sua frente:
- O que posso fazer por você, Lady Sansa? - perguntou Tyrion:
- O que está fazendo? - perguntou Sansa.
Isso alertou Tyrion, ele sabia que Sansa não tinha nenhum interesse no seu trabalho, ou ela simplesmente estava perguntando isso para começar uma conversa e então ele poderia abordar o assunto importante no meio dessa conversa, ou ela queria saber para recolher informação e usar em seu próprio jogo; Tyrion sabia e sentia que podia confiar em Sansa Stark, mas, a sua paranoia sempre levaria a melhor:
- Olhando detalhadamente os livros de contas durante o mandato de Petyr Baelish! - respondeu Tyrion optando pela verdade.
Sansa fez uma leve careta que Tyrion percebeu e isso o deixou preocupado; Baelish fez alguma coisa que colocou Lady Sansa no meio, mesmo com todos os seus esforços, ele não poderia impedir de Sansa cair mais profunda nesse jogo de traição e escalada por mais poder; Tyrion temia em perguntar, mas, ele tinha que perguntar; qualquer coisa que Baelish estivesse planejando tinha que ser parado:
- O que Lord Baelish fez? - perguntou Tyrion; isso certamente pegou Sansa de surpresa, seu rosto sério e duro se desmontou para revelar uma cara de surpresa, mas, essa surpresa foi rapidamente substituída por uma careta de nojo; Tyrion sabia que Sansa era capaz, mais do que capaz em andar por meio das víboras de Porto real sem ser picada, mas, ele ainda não era capaz de superá-lo, seriam muitos anos até chegar a isso:
- Ser Dontos Hollard me ofereceu meios para sair de Porto Real quando o casamento de Joffrey com Margaery acontecesse! – respondeu Sansa:
- Por que está me contando isso? – perguntou Tyrion:
- Um homem como ele precisaria de conexões fortes para fazer o que está dizendo! – respondeu Sansa:
- E você quer que eu olhe para essa conexão? – perguntou Tyrion:
- Se não for demais para você? – perguntou Sansa:
- Não; eu faço isso! – disse Tyrion rapidamente.
Tyrion estava no castelo, dias depois da conversa que tivera com Lady Sansa; ele se dirigiu para uma varanda com vista para a cidade e agradecendo a qualquer divindade que o cheiro de urina, suor humano e fezes não estavam chegando onde ele estava; infelizmente Tyrion não tinha conseguido nada em relação a Ser Dontos:
- Vejo que sua mente está longe Lord Tyrion! - disse uma voz macia; Tyrion se virou e viu Varys se aproximando:
- Lord Varys! - cumprimentou Tyrion - É sempre bom vê-lo!
- Eu digo o mesmo! - disse Lord Varys - Mas, hoje, por mais que gostaria de manter uma conversa inteligente e esclarecedora; vejo que sua mente está longe!
- Creio que você sabe Lord Varys! - disse Tyrion:
- Acredite ou não, Lord Lannister! - disse Lord Varys - Eu não sou nenhum dos deuses existentes nesse mundo que sabe de tudo e de todos; é claro que não evito que essa imagem seja cultivada pelos outros em relação a minha pessoa!
- Bem dito! - disse Tyrion - E você tem razão; realmente tenho algo que estou olhando e até agora não tenho nada de importante!
- E o que seria isso? - perguntou Lord Varys:
Aqui Tyrion tinha problemas para responder; ele levemente confiava em Lord Varys, A Aranha, o Mestre Dos Sussurros, mas, tudo relacionado à Sansa Stark tinha uma grande importância, além de estrategicamente ser a ligação do Norte para ter um Lannister governando a Cadeira De Winterfell um dia; claro que isso não vai acontecer; Tyrion estava fazendo isso bem claro, mas, mesmo assim temia que seu pai tomasse medidas mais drásticas quando ele fez o que fez com a sua esposa Tisha, mas, nesse momento Tyrion não tinha escolha a não ser confiar em Lord Varys:
- Ser Dontos Hollard ofereceu para tirar Sansa Stark de Porto Real durante o casamento de Joffrey com Margaery Tyrell! - disse Tyrion:
- Para isso acontecer seria necessário desviar a atenção de todos para um único lugar ou momento! - disse Lord Varys:
- Um assassinato importante! - afirmou Tyrion:
- Claro! - concordou Lord Varys - Que melhor momento do que um casamento real onde todos estarão com os olhos e ouvidos na festa e na cerimônia e além de aproveitar para desestabilizar o reino com assassinato importante!
- É Jon Targaryen fazendo isso! - afirmou Tyrion:
- Tirar um membro de sua família durante uma grande distração como um casamento real? Sim, ele faria isso! - disse Lord Varys - Mas, ele não acharia necessário um assassinato desse tipo, ele está ganhando a guerra, em breve ele estará nos portões da cidade e se sentará no Trono de Ferro, é somente uma questão de tempo!
- Então quem comanda Ser Dontos? - perguntou Tyrion Lannister:
- Petyr Baelish é claro! - respondeu Lord Varys:
- O que? Por quê? - perguntou Tyrion para em seguida colocar a mão no rosto - Lady Catelyn Stark!
- Baelish nunca escondeu o seu amor por Lady Catelyn e sempre se gaba quanto pode que tirou a inocência das duas Irmãs Tully! - explicou Lord Varys - Sansa Stark é em todas as medidas parecida com sua mãe; se ele não pode ter a mãe, então vai se contentar com a filha!
- Um assassinato durante o a cerimônia ou até a festa de casamento entre meu sobrinho e Margaery Tyrell! - disse Tyrion - Nada seria tão grandioso quanto o assassinato de Joffrey ou de Margaery!
- De fato! - disse Lord Varys - Mas, agora, que você entendeu o que de fato está acontecendo meu senhor, o que vai fazer?
Tyrion pensou por um momento:
- Baelish não faria isso sem um patrocínio! - disse Tyrion.
Lord Varys sorriu com essas palavras:
- Lady Olenna Tyrell ouvindo as palavras sinceras de Lady Sansa Stark fará de tudo para salvar a sua neta de um casamento com o monstro do rei! - explicou Lord Varys - Baelish simplesmente ofereceu a oportunidade!
- E você não vai avisar a ninguém! - afirmou Tyrion:
- Você vai avisar a alguém? - perguntou Lord Varys.
Por um momento Tyrion queria dizer "sim", mas, logo ele estava pensando em tudo o que aconteceu que chegou até esse momento:
- Jon Targaryen vai resgatar Lady Sansa? - perguntou Tyrion:
- Sim! - respondeu Lord Varys - Já está tudo definido, mas, e agora, o que vai fazer milorde?
- Pagarei para ver esse espetáculo! - respondeu Lord Tyrion Lannister; agora, ele tinha decidido que o que somente importa e salvar o que restou de sua família, reunir os restos e reconstruir:
- Aviso, milorde; que você estará por sua conta e risco! - disse Lord Varys:
- Eu sei! - disse Tyrion virando a taça de vinho com a bebida garganta abaixo e olhando para o horizonte.
O Rei Jon Targaryen estava em Correrrio, depois do que agora foi chamado da Batalha Da Mata De Harren Black, depois de ter feito Tywin Lannister recuar, Jon não tinha escolha a não ser recuar e descansar; descansar os seus homens e mulheres, antes de planejar a investida final contra o Reinado de Joffrey Baratheon; infelizmente não aconteceria antes do casamento com Margaery Tyrell; Jon seria feliz se pudesse acabar com Joffrey durante o seu casamento, daria de tudo para ver a face dele se esse momento acontecesse; infelizmente, não podia se deixar levar pelos desejos quando estava tão perto de tomar o Trono de Ferro e finalmente acabar com essa guerra; Robb sentia, os homens e mulheres do Norte sentiam; ele sentia, o inverno estava vindo, isso não é simplesmente recitando as palavras da Casa Stark, mas, simplesmente é somente olhar para o tempo em que estavam; chuvas castigavam as Terras Fluviais deixando o terreno quase praticamente inutilizável; as linhas de abastecimento estavam se tornando cada vez mais impossíveis de trafegar; já haviam recebidos relatos de tempestades de neve assolando o Norte e os responsáveis pelas limpezas das estradas estavam trabalhando dobrado.
O frio parecia que finalmente atingiu o sul esses dias; Jon sentia o tempo ficar mais frio em Correrrio, a necessidade de fazer a última investida no centro de poder do reinado Lannister-Baratheon ficava cada vez mais intensa; Porto Real sempre foi o alvo, o mais cobiçado, o mais desejado e ele estavam finalmente ao alcance de suas mãos, mas, aqui, ele teria que andar com cuidado, Jon tinha que levar em conta não somente a aliança com a Casa Tyrell que deu um pouco mais de vida ao reinado de Joffrey; agora com o casamento próximo entre o Bastardo Joffrey com Lady Margaery Tyrell que consolidaria essa aliança que certamente daria novos estímulos para mais uma campanha nas Terras Fluviais contra ele e seus aliados; além de terem a mais nova criação de Tyrion Lannister, o Exército Real que segundo as suas fontes tem sessenta mil homens e mulheres a disposição para serem usados na guerra a qualquer momento.
Nenhum dos espiões ou até mesmo ninguém do Conselho De Guerra e até mesmo Jon não poderia dizer o porquê não foram usados até agora, seu único palpite é que Tywin não usava essa força por orgulho; orgulho por não ser ele que não tinha essa ideia quando foi Mão Do Rei pela primeira vez; orgulho por não admitir o bom trabalho de seu filho, ou tem a intenção de usar esse exército como último recurso, mas, assim, como também havia algo mais perigoso que eles possuíam; Sansa Stark; sua prima, sua família desde que isso tudo começou estava nas mãos dos inimigos; nunca houve uma chance de recuperá-la, mas, agora, havia essa chance, o casamento de Joffrey e todas as atenções estavam voltados para esse casamento, por isso, quando soube dele, já havia mandado o seu tio Benjen para Porto Real e resgatar Sansa; pela primeira vez nessa guerra, a Companhia Sombra saiu dos arredores do Entroncamento e iriam desferir o golpe mais decisivo contra os Lannister.
As portas se abriram e os lordes do Norte e Das Terras Fluviais entraram; todos se acomodaram:
- Senhores! – disse Jon – Em breve vamos voltar a marchar!
- Para aonde, meu rei? – perguntou Lord Edmure Tully:
- Para Porto Real! – respondeu Jon – Finalmente, depois de muito tempo nessa guerra poderemos participar do que pode ser o ato final dela!
Houve burburinho entre os senhores, Jon não fez nada para pará-los, apenas esperou as suas palavras se assimilarem entre os senhores:
- Quando vai acontecer, meu rei? – perguntou Lord Butterwell:
- Em breve; Lord Butterwell! – respondeu Jon – Depois de a Ofensiva Tyrell ter fracassado, não podemos dar mais chances de eles tentarem novamente, mandarei mensagens a casas nas Terras Da Coroa que estão comigo para começarem a mostrar a bandeira do dragão e avançarei quando o casamento do bastardo do Joffrey estiver preste a começar; será feito em segredo e silenciosamente por quanto tempo possível e no momento certo iremos invadir Porto Real; até lá, espero que a Companhia Sombra tenha retirado a minha prima Sansa Stark de Porto Real!
Jon não disse mais nada, apenas deixou que essas palavras afundassem nas mentes dos senhores reunidas aqui:
- Suas ordens já foram definidas! - disse o rei - Vamos nos preparar e avançar!
Os senhores se levantaram e saíram da sala rapidamente para partirem e se reunirem com toda a força para Porto Real:
- E agora começa! - disse Jon Targaryen.
Foram dias de preparação, as tropas tinham que ser curadas, descansadas e alimentadas para a marcha, além de organizarem as defesas dos castelos, vilas e cidades, nada podia ficar de fora; a marcha tinha começado, mas, as chuvas constantes com poucas pausas impediam um progresso mais rápido das tropas; com as batalhas, doenças, armadilhas e acidentes, o Norte agora dispunha de 45. 950 homens e mulheres para esse combate, todos estavam avançando, inclusive aqueles que ficaram em guarda no Entroncamento desde o início da guerra; das Terras Fluviais que foram as mais castigadas nessa guerra somente podia levar 8.000 homens e mulheres que trouxeram o exército de volta para o combate, sendo que 5.000 homens e mulheres ficariam para garantir a segurança das Terras Fluviais e 2.000 ficaram especificamente no Entroncamento e 10.000 de homens e mulheres ainda permaneceriam em Harrenhal.
O Vale, inicialmente contando com 25.000 homens para o combate está marchando com 20.000 homens para Porto Real, nenhum ficou para trás, Dorne veio para a guerra com 20.000 guerreiros e agora, conta com 14.500 homens para atacar Porto Real; uma perda tão grande entre os dorneses se deve aos ataques com raiva e sem nenhuma segurança contra os castelos das Westerlands; os 30.000 rebeldes da Campina, agora marcham com 25.550 que estava sobre o comando do Rei Jon Targaryen para comandar o ataque final contra Porto Real; os ainda que permanecesse leal a Casa Tyrell podia-se resumir a não mais do que 15.900 em Porto Real e outros 40.000 ainda presentes de reserva na Campina.
O exército finalmente chegou à fronteira entre as Terras Fluviais e as Terras Da Coroa, eles haviam deixado Maidenpool e finalmente estavam na fronteira de fato; sua Guarda Real ao seu lado; Jon havia dado ordens de parada para que ele pudesse olhar para as próximas terras que teria que conquistar; ele não havia feito isso quando avançou contra a Westerlands, mas, estava fazendo isso agora:
- E agora, meu rei? – perguntou ser Brynden Tully:
- Quantas casas juraram a mim? – respondeu o Rei Jon com outra pergunta:
- A Casa Velaryon; a Casa Bar Emmon, a Casa Celtigar! – respondeu Ser Artur Dayne – Casa que juram para a Pedra Do Dragão; a Casa Boggs, a Casa Crabb, a Casa Hardy e a Casa Pyne da Ponta Da Garra Rachada!
- A Casa Belgrave, a Casa Buckwell, a Casa Cressey, a Casa Edgerton, a Casa Follard, Casa Gaunt, Casa Langward, Casa Mallery, Casa Manning, Casa Pyle, Casa Rollingford, Casa Staunton, Casa Thorne, Casa Wendwater! – disse Ser Barristan Selmy – Casas nobres das Terras Da Coroa que juram novamente a Casa Targaryen!
- Por que, meu rei, faz essa pergunta se sabe quais casas o apoiam nas Terras Da Coroa? – perguntou Ser Robar Royce:
- Por que é necessário ser lembrado, Ser Royce! – respondeu o Rei Jon Targaryen – Mesmo antes de chegarmos aqui, mandei mensagens para todos os meus aliados para começarem uma ofensiva silenciosa e subjugar as casas que não estão me apoiando, assim como garantir que nenhuma informação chegue até Porto Real; nesse momento os meus aliados estão montando nos altos de seus castelos, a bandeira do dragão e esse é o começo do fim para Joffrey e os Lannister!
O Rei Jon deu as ordens e o exército entrou nas Terras Da Coroa, claro que o que ele discutiu com a Guarda Real somente é parte do plano, dois mil homens e mulheres de Dorne desembarcaram em Sharp Point da Casa Bar Emmon e avançariam pelo Gancho De Massey liderados por sua futura esposa e rainha Arianne Martell, enquanto isso, Oberyn Martell com sua amante Ellaria Sand e as suas filhas Obara, Nymeria, Tyene, Sarella e Elia, as Serpentes Da Areia; com uma comitiva de cem homens e mulheres, estavam viajando com a clara intenção de participar do casamento de Joffrey Baratheon com Margaery Tyrell; Oberyn usaria a desculpa do casamento para discutir uma aliança de Dorne com o Trono de Ferro, mas, claro que realmente ele usaria isso para ficar perto dos seus inimigos e daqueles que jurou se vigar pelo o que aconteceu com sua irmã; o partido que estava se dirigindo a Porto Real nesse momento tinha ordens expressas do rei, especialmente para Oberyn.
Mais do que nunca Oberyn entendeu o que o seu rei estava querendo dizer; ele poderia ter a sua vingança, mas, deveria garantir que ela fosse bem feita e quando o rei estivesse na Fortaleza Vermelha, aqueles no qual dirigiu a sua vingança tivessem as suas cabeças em picos no alto da muralha, por isso tinha que ter um plano bem elaborado e que as suas filhas mais velhas participassem; cada um estava indo para Porto Real; tinham a intenção clara de assistir o casamento de Joffrey Baratheon e Margaery Tyrell além de discutir termos para uma possível aliança, mas, nas sombras, estaria trabalhando para a tão desejada vingança que Dorne tanto precisa e minar o poder para a chegada de Jon Targaryen; Porto Real estava as suas vistas.
Tyrion Lannister estava fora de Porto Real na estrada fora do Portão Do Rei esperando a chegada da comitiva de Dorne que viria para o casamento e conversações de aliança militar, de paz e comercial, mas, Tyrion sabe melhor, desconfia, dessa comitiva de Dorne, os Martell que odeiam os Lannisters desde que seu pai fez o que fez no qual sempre clamam pela cabeça dos responsáveis e agora, eles estão dispostos a conversarem depois de todos esses anos, não, Tyrion não acreditaria nem por um momento nisso, se o emissário fosse quem ele estava pensando; leia-se: Oberyn Martell; claro que Dorne estava vindo tranquilamente desferir a sua vingança e certamente facilitando a chegada de Jon Targaryen; medo de Tyrion ao perceber que não havia nenhuma notícia de Jon Targaryen e seus aliados, apenas o silêncio; esse silêncio que Varys estava relatando que muito preocupa Tyrion. No momento Tyrion não podia fazer nada em relação à Lord Varys, ele tinha um problema a sua frente quando a comitiva de Dorne estava se aproximando; Tyrion ficou parado esperando e então os cavalos pararam a sua frente; podiam-se ver claramente algumas bandeiras das casas de Dorne:
- Bem vindo a Porto Real, eu como representante do rei os convidados para o teto da Família Real onde estarão sobre proteção e receberão pão e água! - disse Tyrion - Como Mestre Da Moeda do reino tenho o prazer de recebê-los para as festividades e futuras conversações sobre acordos econômicos e de paz!
- Obrigado pela recepção! - disse um homem que desmontou e se aproximou de Tyrion - Eu sou o Príncipe Oberyn Martell e aceito a sua oferta de pão e água e espero que as nossas negociações corram como esperado e que possamos nos fartar de vinho nessa festa tão esperada!
Como esperado, para Tyrion sendo Oberyn Martell recebendo as suas saudações, ele, um homem que sempre deixou claro o ódio contra a sua família, estava aqui, nesse momento próximo a ele; teria vários olhos sobre cada passo dele, teria que pedir Lord Varys, mas, diante de tudo, tinha sido uma ótima recepção à comitiva de Dorne. Quando a comitiva de Dorne foi apresentada ao tribunal, Tyrion viu a sua família agir como o planejado, seu pai recebeu os convidados, sério, mas, receptivo, Cersei sorriu a cumprimentou os convidados, mesmo as filhas de Oberyn Martell, as Serpentes Da Areia, Joffrey colocou um sorriso encantador e em sua forma mais educada deu boas vindas aos convidados e futuramente aliados na moeda e na guerra, não houve problemas por nenhum dos lados e isso enerva Tyrion; sinceramente ele estava esperando par que Oberyn Martell iria atirar em cima da sua família, mas, ele se revelou um convidado comportado, é claro tirando o costume que Tyrion admite que também tenha de frequentar os bordéis de Porto Real sempre que podia e também, Oberyn Martell iria participar do Pequeno Conselho.
Foi no dia seguinte à chegada da comitiva de Dorne que o Pequeno Conselho está reunido, especialmente para reunir o seu mais:
- Hoje estamos aqui para dar boas vindas ao Príncipe Oberyn Martell que se junta a nós nesse Pequeno Conselho! – disse o Rei Joffrey como se fosse o dono da situação:
- Obrigado, meu rei, agradeço as belas palavras e gostaria que todos nós pudermos começar a discutir os assuntos que afetam o reino como um todo! – disse Oberyn Martell:
- Concordo! – disse Lord Tywin Lannister – Sente-se e vamos começar!
Oberyn não perdeu tempo em se sentar na cadeira disponível para ele, pegar uma taça de vinho e colocar os pés em cima da mesa para a consternação de todos os presentes, mas, Tywin Lannister não ligou para o que aconteceu e deu início a reunião:
- Podemos começar com o assunto principal! - disse Tywin - Jon Targaryen, onde ele está e o que ele está fazendo!
- Essa questão é para Varys responder! - disse a Rainha Cersei:
- É claro! - disse Lord Varys - Meus passarinhos mantem os olhos e os ouvidos atentos a qualquer coisa que Jon Targaryen venha a fazer, eu posso dizer com total certeza que ele não está fazendo nada!
- "Fazendo nada", você disse! - disse Tyrion:
- Nenhum movimento de tropas desde que ele venceu Lord Mão e Lord Tyrell! - disse Lord Varys - Podia-se esperar que ele começasse a atacar as Terras Da Coroa, mas, ele não fez nenhum movimento de seu grande exército!
- Ele está descansando, reagrupando, abastecendo, planejando, se preparando! - disse Oberyn tirando os pés da mesa e ficando sério e rígido em sua cadeira - Não se enganem; nenhum de vocês deve subestimar o adversário, Jon Targaryen é claro que sentiu o desgaste de suas forças; o Casamento Vermelho seguido pela ofensiva do Lord Mão e Lord Tyrell fez um prejuízo nas forças de Targaryen que ele mesmo e certamente não previu, se ele não está "fazendo nada", como dizem, isso quer dizer que ele está se recuperando, consolidando as forças e planejando para o último ataque contra nós; claro que espero que esse conselho já tome providências para combater o Targaryen e acabar com isso de uma vez por todas!
Tyrion podia ver isso acontecendo, já podia estar acontecendo nesse instante, mas, para todos os meios, ninguém nessa sala queria acreditar em Oberyn; orgulhosos demais para achar que Jon Targaryen não teria condição de vir até eles nesse momento; a incapacidade de acreditar na Víbora Vermelha devido a ele ser de Dorne vindo de algumas pessoas e havia alguns que acreditam nele, Tyrion e seu pai como um exemplo mais próximo, infelizmente, seria uma estrada esburacada e sinuosa para seu pai colocar todos em seu ponto de vista e trabalhar nas defesas contra o dragão; defesas desesperadas, mas, assim seriam os últimos suspiros do governo de Joffrey, pelo menos é o que Tyrion acredita em sua mente; ele está sendo realista quanto a isso; ele não tinha escolha a não ser se preparar para o que estava por vir; Tyrion sempre deixou claro que não tem preferência em ser uma cabeça mais baixa.
A reunião continuou até o resto da tarde, as palavras de Oberyn esquecidas para dar lugar às contas da coroa; as dívidas e o recolhimento de imposto, as palavras dos "passarinhos" de Varys e vários outros conselhos sobre as defesas de Porto Real e a Fortaleza Vermelha e além de preparar para mais um ofensiva contra Jon Targaryen; em relação à ofensiva; Tyrion estava começando a char que o Pequeno Conselho estava vivendo em outro mundo ignorando a derrota do grande Tywin Lannister e que a Campina não pode dispor de mais homens correndo o risco de comprometer as defesas desse reino, claro que a ameaça dos homens de ferro foi tratada permanentemente, mas, ainda podia haver navios espalhados de piratas que certamente estavam fora e eles são incapazes de dizer quantos são e além do problema que é a Pedra Do dragão que tinha que ser conquistada, ainda, de novo.
Finalmente o grande dia havia chegado, para o povo de Porto Real é somente mais um casamento importante onde os nobres esbanjariam a sua riqueza e desperdiçariam a sua comida, para os nobres, é o casamento mais importante da temporada, para a família real, é o casamento que marca o início do ano 300 Depois do Desembarque de Aegon; o Casamento Real entre o Rei Joffrey da Casa Lannister Baratheon e sua consorte Lady Margaery da Casa Tyrell, mesmo com a ameaça de Jon Targaryen sobre eles, o casamento vai acontecer, ele vai marcar a consolidação da Aliança Lannister Tyrell e a possibilidade de organizar uma ofensiva para atacar e derrotar de uma vez as forças do dragão, mas, agora, Tyrion Lannister não quer discutir ou até mesmo pensar em assuntos de guerra, ele quer apreciar a festa, o vinho, a comida e quem sabe as prostitutas, nesse momento estava se dirigindo para o Grande Septo de Baelor para o casamento, sua companhia, a sua esposa, Sansa Stark; Bronn também estava acompanhando; assim como vários nobres estavam se dirigindo para o septo:
- Então começaremos esse ano com um grande casamento? – perguntou Bronn:
- Meu pai quer passar a sensação de alguma normalidade, mesmo com a sombra de Jon Targaryen sobre nós que pode a qualquer momento invadir Porto Real e estaremos cheios de vinho para notar! – respondeu Tyrion.
Todos aqueles importantes para a família daqueles que iriam casar estavam presentes, no Septo De Baelor, nobres, familiares e o Pequeno Conselho presentes para aquele que seria o casamento que finalmente consolidaria a Aliança Lannister Tyrell, mas, no momento ninguém queria ver o lado político e econômico do casamento, e sim que a cerimônia pudesse começar e então todos pudessem aproveitar a festa que a Casa Tyrell estaria patrocinando; os sinos estavam tocando constantemente e então a noiva entrou ao lado de seu pai. Lady Margaery Tyrell esta com um vestido branco com um bordado de ouro e adornos em forma de flor por todo o vestido em ouro com uma longa cauda que fluía perfeitamente a cada passo que dá combinando com as suas várias joias que usa, sendo conduzida por seu pai, Lord Mace Tyrell vestido ricamente com as cores de sua casa; ele a deixa aos pés da escada onde ela sobe até Joffrey que vestindo uma mistura das cores Lannister e Baratheon pega em sua mão e ambos sobem até onde se encontra o Alto Septão que está à espera, ambos param a frente do Alto Septão e então Joffrey pega a sua capa e a coloca nos ombros de Margaery Tyrell a cobrindo com as cores da Casa Lannister e Baratheon.
O Alto Septão trás as mãos de Joffrey e Margaery à frente, colocando a mão de Joffrey em cima da mão de Margaery e em seguida colocando um pano branco em cima:
- Eu declaro que aqui, na casa dos deuses presentes nesse momento que Margaery da Casa Tyrell e Joffrey da Casa Lannister e Baratheon; são um só coração, uma carne e uma alma! – disse o Alto Septão – E maldito seja quem se interpuser entre eles!
O Alto Septão amarrou as mãos dos dois levemente com o pano branco, mas, ainda forte para que o não caísse; ambos se viraram para os presentes:
- Com este beijo prometo o meu amor! – recitou Joffrey:
- Assim seremos um diante dos setes! – recitou Margaery e ambos ergueram para o alto a mão que estava amarrada uma com a outra e se viraram para o Alto Septão:
- Eu os declaro como um só para a vida e para a morte! – disse o Alto Septão – Que sejam abençoados com muitos filhos e com uma vida longa e próspera!
Joffrey então se aproximou de Margaery e a beijou e o beijo casto acabou e ambos se viraram para os convidados que agora aplaudiam com rostos felizes; claro que para a maioria deles colocaram sorrisos falsos e aplaudiam com entusiasmo falso; ambos, agora, casados desceram as escadas e lentamente passaram pelos convidados; assim a cerimônia de casamento acabou e todos agora, se dirigiriam para a festa; Tywin Lannister estava escoltando Lady Olenna Tyrell:
- Então o que achou? – perguntou Lady Olenna:
- Exagerado! – respondeu Lord Tywin:
- Proporcional! – disse Lady Olenna:
- Proporcional? – perguntou Tywin mostrando um pouco de incredulidade em não acreditar nas palavras de Lady Tyrell:
- A extravagância esperada, meu caro! – disse Lady Olenna com um sorriso:
- Você, minha senhora, sabe que quem gasta dinheiro com tolices assim; não consegue manter o ouro! – disse Lord Tywin:
- Você devia aproveitar a vida mais, Lord Lannister! – disse Lady Olenna Tyrell – Fazer algo antes de morrer, mas, de qualquer maneira; eu não sei do que reclama! Eu estou fazendo a minha parte!
Enquanto os dois caminhavam e conversavam tranquilamente, Lord Mace Tyrell os seguia tentando entrar na conversa ou até mesmo iniciar uma conversa com sua mãe:
- Devo então espetar rosas nas tortas para mostra o meu agradecimento e quão grande a Casa Tyrell é? – perguntou Lord Tywin:
- Não, seu sincero agradecimento é uma recompensa! – respondeu Lady Tyrell – Quero imaginar que ouvirei isso novamente! Guerras são caras; agora que consolidamos a nossa aliança podemos trabalhar para acabarmos com essa o mais rápido possível! O Banco De Ferro, por exemplo; "O Banco De Ferro receberá o que lhe é devido"; sinceramente, eles conseguem o tempo todo!
- O Banco De Ferro não me preocupa! – disse Lord Tywin Lannister:
- Ambos sabemos que não é nenhum tolo! – disse Lady Olenna – A não ser que queira que eu ache isso!
Lord Tywin sorriu; existia alguém desde Joanna Lannister para quem Tywin Lannister poderia sorrir e esse alguém é a Rainha Dos Espinhos. As tendas foram montadas, das mais variadas cores, artistas fazendo malabares com os seus mais variados instrumentos; entretendo os convidados que estavam se sentando, servos iam e vinha servindo vinhos caros e comida abundante, a bandeira pessoal de Joffrey estava em todos os lugares, mas, o que tinha mais destaque é o Leão Lannister; o rei e a rainha estavam sentados e isso é mais do que o suficiente para que os músicos pudessem começar a tocar, em vez de uma melodia alegre e festiva, estavam tocando uma melodia triste; Joffrey nem notou que Lady Olenna estava conversando com Lady Sansa Stark; todos se sentaram quando Tyrion sentado ao lado de sua esposa reconheceu as Chuvas De Castamere; claro que todos na mesa sabiam que foi a música que iniciou o episódio que é reconhecido como o Casamento Vermelho o que deixou o ambiente pesado; futuramente os historiadores veriam como o ato de total desespero do Leão Lannister e refletindo como um ato de uma coroa corrupta, ineficaz e completamente incompetente:
- Muito bom! – disse Joffrey em voz alta – Podem ir embora!
Joffrey se levantou e jogou moedas de ouro em cima dos músicos causando risos dos bajuladores:
- Podemos fazer a declaração, meu rei? – perguntou Margaery e Joffrey sorriu para o desgosto de Cersei que observa de longe; Joffrey se levantou batendo um garfo na taça chamando a atenção de todos:
- Atenção a todos! – disse o rei – A rainha gostaria de dizer algumas palavras!
Os convidados bateram palmas enquanto a Rainha Margaery se levantou:
- Somos todos nós afortunados por apreciar esse banquete maravilhoso! – disse Margaery – Mas, infelizmente nem todos são afortunados; para agradecer aos deuses que nos guiará para chegarmos ao fim dessa guerra e a coroa possa trazer paz a todo Westeros; o Rei Joffrey decretou que todas as sobras desse banquete irão para os miseráveis dessa cidade!
Todos os convidados estavam aplaudindo, na mesa principal todos tinham sorrisos amarelos, salvo, Tyrion que bebia e Sansa sem se importar com o que estava acontecendo; a Rainha Cersei se dirigiu para Margaery e a abraçou, a música alegre começou a tocar enquanto todos comiam, bebiam e conversam entre si; Joffrey e os convidados na mesa principal assistiam os truques de Ser Dontos, mas, é claro que ele não estava agradando ninguém:
- Uma moeda de ouro para quem acertar um bolo no Bobo da Corte! – gritou Joffrey jogando e acertando um bolo de limão em Ser Dontos; surpreso, logo se viu acertado inúmeras vezes por bolos, se abaixando para se proteger, logo saiu correndo do piso central da festa; depois de mais uma rodada de vinho e os pratos mais uma vez abastecidos de comida, Joffrey se levantou e bateu o seu garfo na taça:
- Todo mundo! Silêncio! – gritou Joffrey e todos ficaram em silêncio – Hoje teve muita diversão! Um casamento real não é diversão! Um casamento real é história!
Joffrey tinha o peito estufado de orgulho; Sansa via isso, parecia que ele tinha todos em suas mãos, mas, Sansa Stark sabia que isso não é real, o real poder está com a Casa Lannister, com Tywin Lannister e no momento todos dançam conforme ele quer:
- Chegou a hora de todos nós contemplarmos a nossa história! – disse Joffrey – Meus senhores! Minhas senhoras! Eu dou a vocês a história!
Anões; simplesmente anões surgiram no centro em frente à mesa principal para a surpresa divertida dos convidados, especialmente esses anões trajavam panos para parecerem roupas de reis e cavalos de papel; claramente é uma companhia de teatro:
- Rei Joffrey, Renly, Stannis, Balon Greyjoy, Jon Targaryen! – gritou Joffrey.
Os convidados agora bebiam, comiam e ria, uma peça de teatro encenando uma vitória de Joffrey sobre todos eles:
- A Guerra Dos Cincos Reis! – gritou Joffrey.
Com tudo sendo apresentado nessa peça de teatro, claramente estava colocando elementos que não faziam parte dessa história, primeiramente os personagens estavam sendo interpretado por anões, um claro insulto à Tyrion que não estava rindo, assim como Sansa que não via nenhuma alegria como os convidados que riam, Cersei tem um sorriso divertido em seu rosto, Tommen e Myrcella riam inocentemente, Tywin permanecia sério, especialmente que essa peça estava contando uma vitória que eles não tinham obtido, desde o começo dessa guerra, eles conheciam mais derrotas do que vitórias e tudo por causa do erro de seu neto ao executar Ned Stark; Mace Tyrell ria como um idiota, Alerie estava constrangida; a Rainha Dos Espinhos tinha uma clara cara de desagrado, Margaery Tyrell mantinha um sorriso amarelo em sua face enquanto o verdadeiro Joffrey ria muito; Loras Tyrell se levantou e saiu da mesa incapaz de ver mais, seu irmão Garlan junto a sua esposa Leonette o seguiu; o mais velho, Willas permaneceu em seu assento com um rosto sério, mas, de perto podia se ver o seu desagrado; está claro para ele que Joffrey estava alucinando em pensar que eles venceriam essa guerra; sua família estava aqui simplesmente por ambição; de orgulho ferido de seu pai e sua avó estava fazendo o possível para ter algo com o que podia trabalhar e que beneficiaria a família, mas, a cada dia se prova que eles deveriam ter jurado a Jon Targaryen.
Quando a encenação terminou, havia aplausos ruidosos dos convidados e aplausos frios vindo da mesa principal, pelo menos daqueles que batiam palmas:
- Uma boa luta! Uma incrível luta! – disse Joffrey se levantando – Um belo presente do Mindinho!
Joffrey pegou uma carteira vermelha:
- Aqui está! – disse Joffrey jogando a carteira nos pés dos anões – A carteira do campeão! Embora não seja um campeão ainda! Um verdadeiro campeão que derrota todos os desafiantes! Com certeza que há outros que ousam desafiar o meu reino!
Joffrey se vira para ver os presentes da mesa principal:
- Tio! – chama Joffrey – Que tal você? Tenho certeza que há fantasia sobrando para você!
Todos ficam em silêncio, esperando o que vai ser dito; Sansa não está surpresa, ela imaginou que isso estava vindo; ela sabe e sente que a paciência de seu marido estava no limite, sabe que ele pode se conter, mas, nunca, podemos nos conter diante de Joffrey, mesmo que isso signifique a morte, não é possível ficar calado diante da irritação dele e colocar a merdinha em seu lugar; Tyrion sorri fraco e se levanta:
- Um combate para mim é o suficiente; Vossa Graça! Quero manter o restante do meu rosto! – disse Tyrion – Acho que você devia lutar! Isso foi uma imitação pobre de sua bravura em batalha! Mesmo que não tenha isso em nenhuma! Falo como testemunha! Desça da mesa alta com a sua nova espada e mostre a todos como um rei de verdade conquista um trono; tome cuidado, porém!
Tyrion disse isso acenando para o ator que fez Jon Targaryen em especial:
- Esse claramente é louco com a luxúria! Seria uma tragédia para o rei perder a sua virtude horas antes da noite de núpcias! – terminou Tyrion curvando a cabeça educadamente.
Joffrey ficou sem reação; os convidados em silêncio esperando o que seria dito e Joffrey abrindo e fechando a boca incapaz de dizer alguma coisa; Joffrey pegou a sua taça de vinho com força e logo se dirigiu para onde seu tio estava sentado logo depois dele ter se servido de mais uma taça de vinho e ficando atrás dele, Joffrey derramou vinho na cabeça de Tyrion; os convidados ainda em silêncio, Margaery perdeu qualquer vestígio de um sorriso; Cersei tentava esboçar um sorriso e Joffrey com um sorriso de escárnio lambia as últimas gotas que ficaram na taça:
- Ótima colheita! – disse Tyrion totalmente composto e frio em direção ao seu sobrinho – Pena que derramou!
- Não derramou! – disse Joffrey:
- Meu amor, volte para mim! – chamou Margaery em uma tentativa de terminar essa situação – É hora do brinde de meu pai!
- Como ele quer que eu brinde sem vinho? – perguntou Joffrey da sua maneira inocente voltando para o lado de sua esposa, mas, em seguida Joffrey se virou – Tio!
Tyrion olhou para Joffrey com o rosto em pedra, mas, havia uma fúria em seus olhos que qualquer um não poderia ignorar, mas, Joffrey ignorou usando a posição de rei como escudo:
- Pode ser o meu copeiro! Já que é muito covarde para lutar! – disse Joffrey:
- Vossa graça, me dá uma grande honra! – disse Tyrion sem se abalar ou cair na armadilha de Joffrey:
- Não é para ser uma honra! – disse Joffrey com desprezo.
Por um momento, ninguém se mexeu ou falou alguma coisa, mas, Tyrion se levantou e lentamente se dirigiu até Joffrey para pegar a sua taça e quando iria realizar esse momento, Joffrey deixou a taça cair no chão olhando para o Imp com um sorriso de felicidade e de desprezo; Tyrion se abaixou para pegar o cálice, mas, Joffrey o chutou; Tyrion voltou a olhar o seu sobrinho:
- Traga-me o meu cálice! – ordenou Joffrey.
Tyrion se abaixou para pegar o cálice, mas, foi uma mão feminina que o pegou, Tyrion se levantou e viu Lady Sansa Stark estendendo o cálice para ele, com um sorriso agradecido, Tyrion pegou o cálice e o encheu de vinho e entregou para Joffrey; o rei não pegou:
- Ajoelhe-se! – ordenou Joffrey – Ajoelhe-se perante o rei!
Tyrion olhou para o seu sobrinho longamente:
- Ajoelhe-se! – ordenou Joffrey pela terceira vez, mas, Tyrion não se mexeu, Joffrey ficou impaciente e frustrado – Eu disse... Ajoelhe-se!
Joffrey usou um tom de voz mais forte, mas, antes de qualquer outra coisa pudesse acontecer, Margaery Tyrell se levantou:
- Olhem! A torta! – gritou Margaery e com essas palavras animando os convidados os fazendo esquecer por aquele momento o que estava acontecendo; Joffrey pegou a taça bebendou m gole e entregou a Margaery que a colocou na mesa da sua família; Joffrey pegou a espada e junto com sua esposa se aproximou da torta e com um balanço o rei abriu à torta e pombos saíram voando; os convidados aplaudiam entusiasmados:
- Maravilhoso! – os convidados estavam gritando enquanto Joffrey estava guardando a sua espada e os empregados se aproximam com fatias de torta para os agora casados e os convidados da mesa central:
- Podemos ir agora? – sussurrou Sansa para Tyrion:
- Vamos descobrir! – respondeu o Imp e ambos se levantaram prontos para ir:
- Tio! – chamou Joffrey – Aonde pensa que vai?
- Ah! Eu pensei em ir trocar de roupa, Vossa Graça! – respondeu Tyrion:
- Não está bom assim! – disse Joffrey – Você é o meu copeiro, lembra? Sirva-me mais vinho, torta está seca!
Tyrion olhou para Sansa e se afastou dela para pegar a taça de Joffrey que estava na mesa em frente à Lady Olenna Tyrell que sorriu para ele, Tyrion pegou a taça e entregou a Joffrey e o Imp se dirigiu imediatamente para Sansa:
- Bom! – disse Joffrey sorvendo o vinho toda do cálice – Não estava descendo!
Joffrey riu:
- Tio você vai esperar aqui...! – disse Joffrey e começou a tossir e sua tosse aumentou ao ponto de ele não conseguir mais falar e isso realmente chamou a atenção dos presentes da mesa principal:
- Vossa Graça? – perguntou Tyrion, Joffrey bebeu mais do vinho e ainda estava tossindo:
- Não é nada! – disse Joffrey e Tyrion olhou para o seu pai e sua irmã mostrando claramente a sua preocupação e ambos perceberam e antes que pudessem reagir, Joffrey estava segurando a sua garganta com as duas mãos sendo incapaz de respirar:
- Ele está engasgando! – disse Margaery:
- Ajude ele! – gritou Mace Tyrell.
Tywin e Cersei se levantaram e enquanto Joffrey estava claramente sem respirar, ele andou até cair no chão:
- Ajudem o seu rei, seus idiotas! – gritou Olenna Tyrell.
Todos os convidados assistiam enquanto se aproximavam a um rei vomitando tudo no chão; Cersei se aproximou rapidamente de seu filho, assim como Tywin:
- Joffrey! – gritou Cersei – Joffrey!
- Liberte o colarinho dele, o deixe respirar! – ordenou Tywin; e então Cersei o virou enquanto o rei fazia sons de engasgo com se sua garganta estivesse se fechando; Cersei viu um Joffrey com a cara pálida como a neve, seus olhos abertos de surpresa incapaz de entender o que estava acontecendo; seu corpo tremendo todo:
- Pelos deuses! – disse Cersei em desespero – O que é isso?
Então o sangue começou a vazar do nariz de Joffrey e como um último esforço ele ergueu a mão direita apontando para Tyrion e tanto Cersei como Tywin viram isso; os olhos de Joffrey estavam vermelhos de sangue e o sangue estava vazando de seus ouvidos quando ele deu um último gemido e não se mexeu mais; ele estava morto:
- Meu filho! – gritou Cersei enquanto lágrimas caiam de seus olhos:
- Ele morreu! – gritou um dos convidados:
- Nosso rei morreu! – gritou outro.
As palavras estavam se espalhando pelos convidados e logo Porto Real saberia, assim como em breve Westeros toda saberia que o Rei Joffrey morreu; agora, todos aqueles que apoiaram Joffrey e os Lannister, sabia que a guerra estava perdida, logo, Jon Targaryen viria para Porto Real e ele não seria misericordioso com aqueles que ele consideraria traidores, nos gritos de dor de uma mãe inconsolável que a Dinastia Baratheon Lannister estava chegando ao seu capítulo final, a Guerra Dos Cincos Reis havia acabado naquele momento e os historiadores de Westeros considerariam Jon Targaryen o vencedor e o assassinato do Rei Joffrey por envenenamento abriria um novo capítulo que os próprios historiadores chamariam de "A Conquista E A Restauração"!
