Capítulo 36
Nova Era Targaryen
Um navio atracou em Dorne; a prancha foi baixada e Archibald Yronwood saiu em direção a Sunspear, ele tinha vindo com Ser Marq Piper com uma carga que interessaria muito a Casa Martell; Amory Lorch, eles logo também queriam se livrar dele, a cada dia de viagem, Lorch se mostrava mais branco de medo e claramente estava perdendo peso; essa perda é causada pelo medo que aconteceria a ele quando pisasse em Dorne; Ser Marq Piper ficou em silêncio vigiando o prisioneiro para entregar a Família Martell, não demorou muito para Archibald Yronwood chegar com uma guarda forte com Oberyn Martell; o Yronwood entrou junto com Martell e Oberyn viu quem estava na cela do navio esperando para ser transferido e pela primeira vez, Oberyn abiu um sorriso em sua face simplesmente verdadeiro, mas, também predatório:
- Ser Amory Lorch! – disse Oberyn – A Casa Martell dá as boas-vindas a Dorne e prometemos uma estadia confortável e segura!
Ser Lorch recua de medo tentando encontrar alguma saída:
- Se você procura qualquer saída, simplesmente não há nenhuma! – disse Oberyn – Sua vida pertence à Casa Martell como foi acordado!
A Guarda Martell imediatamente tirou o cavaleiro de sua cela e logo o escoltou para as celas de Sunspear; Yronwood e Piper seguiram Oberyn para dentro do castelo para continuar as negociações em nome de Jon Targaryen. Com os dois enviados do Rei Jon, Doran pode adiantar os seus planos e assim pode infiltrar Oberyn dias antes do casamento, tendo tempo para estudar os soldados, as defesas e as suas rotinas, assim possibilitando que a Aliança tivesse pouco ou nenhum problema em acabar com os Mantos Dourados, a Guarda Lannister e a Guarda Baratheon que ainda se mantinha fiel a Joffrey, matar todos eles e tomar o lugar deles e assim rendendo a família usurpadora sem derramamento de sangue.
Essa parte do plano chegou e as informações que Oberyn deu se tornaram bastante importante para o plano fosse executado; em Porto Real, agora com a bandeira Targaryen no seu ponto mais alto em uma virada impressionante nos eventos, os planos deram certo, contando com a arrogância Lannister, os lordes mais altos na aliança e assim como as pessoas mais importantes que puderam reunir na sala do Pequeno Conselho, todos, incluindo o novo rei estavam convocados por Varys que mantinha a calma diante do ambiente tenso; não por causa de qualquer problema entre os presentes, mas, pelo que o Mestre Dos Sussurros poderia dizer:
- Meu rei; quero dar os parabéns pela vitória nessa guerra! – disse Varys:
- Você também ajudou Lord Varys e eu agradeço por isso! – disse Jon:
- Eu somente servi ao reino, meu rei e ainda quero continuar a servi-lo! – disse Varys:
- E você continuará! – disse Jon – Mas, é você que chamou essa reunião, gostaria de saber o que tem a dizer a todos!
- Normalmente eu teria ido somente a você meu rei, mas, acho que você não privaria os seus senhores de maior confiança e os membros da Guarda Real do que tenho a dizer! – disse Lord Varys – Infelizmente o que tenho a dizer é sobre uma ameaça que você, sua graça, tem enfrentado antes mesmo de ser coroado por esses senhores presente!
Isso pegou os ocupantes de surpresa dentro da sala:
- Que ameaça é essa Lord Varys? – perguntou Jon preocupado silenciando os sussurros dos senhores presentes:
- Uma ameaça que infelizmente e inesperadamente eu ajudei a criar! – respondeu Varys.
A indignação dos senhores presentes se fez ouvida, todos queriam a morte de Varys, mas, ele permanecia inabalável em sua posição esperando o que aconteceria a seguir com um olhar de curiosidade; Jon levantou a mão e todos pararam de falar esperando o que o seu rei tinha a dizer:
- Fale Lord Varys, nos diga tudo desde o começo; não deixe nada de fora! – disse Jon em tom de ordem:
- O começo, sua graça é um entendimento que tive quando o Rei Aerys queimou Lord Rickard Stark e fez com que seu tio Brandon Stark se suicidasse tentando salvar o pai; naquele momento eu sabia que a guerra seria inevitável! – disse Lord Varys – E por mais que pudesse passar a imagem de saber todos os segredos que existem em Westeros, na guerra não tenho nenhuma forma de obter informação que pudesse mudar a resultado da guerra; então eu decidi que colocaria a maioria dos meus esforços em salvar a Família Targaryen enquanto esperava que os aliados da Casa Targaryen tivessem bons pensadores para a estratégia de guerra; com isso em mente passei a procurar pessoas parecidas com a Família Real para trocar de lugar com eles e colocar os originais a salvo de qualquer mal e assim pudesse planejar o retorno à coroa quando fosse apropriado!
- Você conseguiu? - perguntou Robb Stark:
- Infelizmente não! - respondeu Lord Varys - Não conseguiu ninguém que pudesse se passar por Elia Martell, sendo ela tendo um rosto bastante conhecido e também as sua filha Rhaenys, mas, o seu filho Aegon me deu uma vida mais fácil para substituí-lo e felizmente conseguiu encontrar uma sósia perfeita que ninguém desconfiaria de sua legitimidade!
- Você trocou os bebês! - afirmou Lord Tarly:
- Eu queria e tinha a intenção de avisar a Princesa Elia que havia uma maneira de pelo menos salvar o seu filho Aegon, mas, lordes e ladys presentes, você tem que levar em conta o tempo que levei para encontrar sósias para eles; mesmo com o meu poder sendo vasto e minha influência sendo maior do que o Rei Aerys na época, somente e praticamente no final da rebelião tive a cópia para o bebê Aegon!
Nesse momento não foi preciso de mais palavras, por mais que Jon quisesse que Varys continuasse a falar, ele sabia o que aconteceu, dentro de si ele sabia e sabia dos problemas que estavam vindos:
- Quando tive a certeza que poderia realizar esse plano, mesmo falho do jeito em que estava ainda poderia salvar um Targaryen, mas, antes que pudesse avisar a Princesa Elia, me vi obrigado a tentar impedir que as portas abrissem para a entrada do exército Lannister; o Saque De Porto Real aconteceu e nunca pude realizar o plano de trocar a família real por sósias!
Todos estavam em silêncio digerindo as palavras de Lord Varys; claro que ainda havia mais coisa; ainda havia um quebra cabeça a ser montado diante dessa situação; diante das consequências do que aconteceu:
- De onde vem o bebê? Quem mais sabe do plano? O que aconteceu com o bebê? - perguntou Jon.
Havia um sorriso murcho no rosto de Lord Varys e decididamente Jon não gostaria do que ouviria:
- O bebê é um filho de muitos filhos de um curtidor em Flea Bottom que trocou o bebê por uma garrafa de vinho de Arbor; ele nunca havia provado o vinho de Arbor e aqueles que sabem do plano são meu amigo Illyrio Mopatis e Ser Jon Connington! – respondeu Lord Varys – Eu havia contado para Connington sobre o plano, mas, eu o nunca alcancei para lhe dizer que o plano falhou e ele com alguns apoiantes sumiram do mapa; nunca pude encontra-los, eles haviam feito muito bem em cobrir todas as pistas que poderiam deixar!
A resposta de Varys não é boa, não augura nada de bom, como se uma sombra negra fosse lançada sobre todos:
- Illyrio pensou que usando Viserys e Daenerys poderia trazer Connington e seus aliados a luz novamente para enfim termos a chance de pará-los, mas, mesmo assim não aconteceu! – explicou Lord Varys – Passamos anos em segredo caçando Connington e seus aliados, mas, somente esses dias; recebemos a notícia de um encontro entre ele e Companhia Dourada!
Isso colocou os senhores e as senhoras presentes em um estado de puro temor, a Companhia Dourada não trazia boas recordações a Westeros em seu apoio a Blackfyre, mas, do que nunca todos tinham a intenção de parar Connington e seus aliados antes que possam trazer a guerra para Westeros onde somente agora eles haviam acabado uma e mais do que nunca queriam tempo para recuperar:
- Creio que eles têm a intenção de encontrar Daenerys Targaryen! – disse Lord Varys – A partir daí não tenho ideia do que pode acontecer e somente torço para que nada de ruim aconteça em que pode trazer o fogo da guerra mais uma vez para Westeros quando mais do que nunca queremos apenas descansar e reconstruir!
A reunião com Lord Varys foi a mais de uma semana desde que Jon se sentou no Trono De Ferro; Jon não montou um Pequeno Conselho, primeiro seriam necessários os julgamentos para os usurpadores e para aqueles que lutaram contra; esse sendo um momento delicado já que os Tyrell ainda tinham uma força considerável para fazer frente à Aliança; para o que Jon pretendia fazer, ele teria os dois lados reunidos e escutando as suas propostas e permitindo que sejam rebatidas; no momento Jon estava trabalhando com os seus conselheiros para manter e usar o Exército Real criado por Tyrion Lannister e preparar tudo para o julgamento; Jon ainda teria que conversar com os Tyrell e decidir o que fazer com eles, eles não poderia ir a julgamento, mas, ainda sim teriam que pagar multas por terem se aliado com o inimigo e garantir que não houvesse retaliação pelos soldados Tyrell mortos na tomada de Porto Real. Todas as famílias principais da Casa Tyrell estavam aqui e Jon usaria isso ao máximo nas negociações, especialmente se sentissem ameaçados com o fato que com uma ordem Jon poderia acabar com a linha Tyrell e dar a Campina para a uma família mais leal aos dragões.
Jon não queria essa reunião na sala do trono, por isso conseguiu essa reunião em uma das salas ao lado da sala do trono, todos os Tyrell estavam presentes, não tão arrumados como de costume, usando as mesmas roupas que estavam no dia em que se renderam, estavam em celas por desde que Jon havia vencido recebendo somente alimento e bebida, apenas Olenna Tyrell não tinha perdido nenhuma mordomia; claro que Jon assim como todos os outros sabiam que é a Rainha Dos Espinhos que leva a Campina:
- Estamos aqui menino, então fale! – disse Lady Olenna Tyrell:
- Vovó! Mamãe! – gritou os outros Tyrells consternados e agora mais do que nunca tementes por suas vidas; Jon apenas sorriu e levantou a mão:
- Nada virá de prejuízo a Casa Tyrell por essas palavras! – disse Jon Targaryen – Mas, que fique clara Lady Olenna que essas serão às últimas palavras que se dirigirá a mim sem nenhum respeito!
- Eu entendo sua graça! – disse Lady Olenna Tyrell:
- Então podemos começar essa reunião! – disse Jon – Vamos discutir tudo sobre o que aconteceu desde que se declaram para Renly até a rendição de vocês; a discussão será documentada e dessa reunião poderemos ter os termos para a rendição formal da Campina e o juramento de fidelidade a Casa Targaryen! Estamos de acordo?
- Sim! – responderam todos os membros da Casa Tyrell:
- Quero começar com uma escolha entre vocês; poderão confessar todos os seus crimes para mim ou para uma plateia na sala do trono durante o julgamento! – explicou Jon:
- Falo por todos que devemos confessar qualquer crime que tenhamos cometido! – disse Willas:
- Muito bem, comece com a coroação de Renly Baratheon! – disse Jon Targaryen:
- A coroação de Renly Baratheon por si mesmo é um crime ao qual a Casa Tyrell e a Campina cometeram ignorando as leis de sucessão existentes! – disse Willas Tyrell – Fizemos isso para promover os nossos próprios interesses!
- Não se culpe neto! – disse Lady Olenna Tyrell – Foi o meu filho idiota Mace que viu a oportunidade de promover a nossa casa e passou por cima de qualquer conselho da família e logo declarou Renly rei mesmo que ele não tinha nenhum direito no momento!
Mace Tyrell parecia que iria explodir de tão vermelho que seu rosto estava:
- Seguimos com o que pai queria, ele é o chefe da casa! – disse Willas – Nós o seguimos especialmente depois da traição de Lord Tarly e seus apoiantes, dessa vez nós fizemos direito já que Joffrey era o rei por direito e estava sentado no trono!
- Achamos que tínhamos acertado dessa vez, até que sua prima, sua graça, no disse a verdadeira natureza de Joffrey! – disse Lady Olenna Tyrell:
- Você sabe quem foi responsável Lady Olenna? – perguntou Jon:
- Claro que sim, sua graça, foi Mindinho! – respondeu a Rainha Dos Espinhos – Depois que aprendi a natureza maliciosa de Joffrey, me na questão de resolver como tirar a minha querida neta desse casamento e Petyr Baelish veio com um esquema de assassinato, eu aceitei participar!
Os membros da Casa Tyrell estavam surpresos, consternados e não podendo acreditar no que ouviram e logo em seguida começaram a falar ao mesmo tempo:
- Eu não acredito nisso mamãe, fique calada a partir de agora! – gritou Mace Tyrell com a face branca como cera:
- Vovó! Como você pode? – perguntou Margaery incrédula:
- Eu fiz e faria de novo se pudesse! – afirmou Lady Olenna Tyrell calando os membros de sua família:
- Vovó! – disse Ser Loras:
- O que você espera que eu faça ao dizer esse pedaço de informação tão grave? – perguntou o Rei Jon:
- Faz parte de o acordo confessar todos os crimes cometidos durante desde a morte de Robert Baratheon até agora! – disse Lady Olenna Tyrell – Pode não parecer, mas, eu respeito os acordos que faço!
Jon mantinha a face dura diante a Rainha Dos Espinhos:
- Também sei que sua graça tinha a intenção de declarar o governo de Robert e Joffrey ilegítimos, mas, por lei você também estaria negando todos os crimes cometidos nesse período de governo dos dois! – disse Lady Olenna:
- Sim, eu sei desse pedaço de lei! – disse Jon ainda mantendo a face dura diante de Lady Olenna Tyrell – Fato, que você levará a acunha de Regicida, mas, não vou condená-la, pois você, minha senhora, a morte pode leva-la amanhã ou daqui um ano, simplesmente lhe resta dizer sua ajuda na morte de Joffrey Baratheon no tribunal e no julgamento de Tyrion Lannister!
- Se pudesse carregaria o mundo pela minha família! – disse Lady Olenna.
Nunca diga que ela não ame a sua família intensamente:
- Primeiramente aplicaria uma multa para vocês pagarem, mas, a multa vai ser revertida no perdão da dívida da coroa com a Campina! – disse Jon Targaryen:
- Concordo! – disse Lady Olenna antes de seu filho que começou a mostrar uma face vermelha:
- Muito bem! – disse Jon – O segundo tem a ver pelo fato que Lord Mace Tyrell vai descer os seus títulos e entregar todos para o seu filho Willas!
Lord Mace Tyrell ficou vermelho e em seguida roxo, os outros presentes ficaram surpresos:
- Por quê? – perguntou Margaery Tyrell:
- Está na hora de a Campina ter um novo rosto governando! – respondeu Jon:
- Mas, o que vou fazer? – perguntou Mace Tyrell bastante nervoso:
- Aproveite o resto de sua vida para descansar! – respondeu Jon:
- Eu acho que posso concordar com esse termo! – disse Lady Olenna e em seguida olhando para o seu filho que se calou e ficou quieto, triste e diminuído:
- Se não concordasse essa punição seria revertida para perda de terra! – disse Jon Targaryen fazendo Mace Tyrell pálido e por dentro feliz em não ser mais o comandante da Campina – A Casa Tyrell também perderá o título de Protetor Do Sul; é claro que haverá outras mudanças que vão acontecer e que será necessária a reunião dos principais lordes no tribunal!
- A Casa Tyrell concorda com esses termos e está pronta para discutir sobre as mudanças que vão ocorrer no reino com os outros lordes presentes! – disse Willas Tyrell como o mais novo chefe da Casa Tyrell.
Mais outros dias viram em que Jon tinha que trabalhar em elaborar as mudanças que pretende instalar no reino, necessário para que Westeros seja curado da guerra, que as pessoas vivam sem o medo de serem atacadas ou morrerem de fome; os julgamentos aconteceriam primeiro, os acusados seriam julgados pelas mesmas leis que eles criaram e instalaram no governo de Robert Baratheon e Joffrey Waters, assim ele passou a ser chamado oficialmente; todos os lordes de todos os reinos vieram para ver os julgamentos; todos eles sabiam que estavam em um momento de impacto na história de Westeros e queria estar presentes para esse grande momento, os julgamentos sejam do povo e dos lordes que cometeram crimes durante o reinado de Joffrey e a guerra; Jon garantiu que os dois lados seriam julgados, que qualquer soldado pego ou acusado de crime dos dois lados seria julgados, lordes iguais.
A sala do trono estava cheia de barulho com a conversa dos lordes e ladys entre si, a nobreza dos reinos de Westeros presentes para esse julgamento tão importante, eles sabiam que depois do julgamento iriam se reunir para discutir mudanças tão necessárias para o reino como um todo, mais do que necessário e especialmente com os presságios de um inverno se aproximando e todos temiam que até em Dorne nevasse, por mais que alguns pudessem achar engraçado isso, Doran Martell que havia saído de seu reino e estava presente não achava graça e ele já tinha começado planos para garantir que o seu povo pudesse sobreviver, mas, hoje para ele, esse dia em especial veria finalmente a justiça que ele e sua família estavam esperando.
O Rei Jon Targaryen entrou na sala do trono e os presentes se silenciaram, a nobreza presente se ajoelhou para o rei e logo se levantou, o rei passou pelo povo e logo se sentou no Trono De Ferro, todos os presentes logo olharam para ele:
- Vamos começar! - disse Jon e os presentes se sentaram e tudo estava pronto; mesmo que não conseguissem achar Gerold Dayne e Ramsay Bolton que haviam fugido durante e tomada de Porto Real, por mais que quisesse um julgamento com eles presentes não poderia mais dar o luxo de esperar, ele começaria o julgamento - O julgamento será composto de três juízes, eu como rei serei um juiz e o outros dois já foram escolhidos por mim, por isso, chamo Lord Randyl Tarly como o segundo juiz a se sentar ao meu lado e Lord Robb Stark se senta no outro lado; esses serão os três juízes durante os ensaios!
Assim que as palavras do rei terminaram, o julgamento de fato teve o início que todos estavam aguardando, primeiro os soldados estariam em julgamento, soldados dos dois lados que cometeram qualquer crime receberiam a sua sentença hoje, os julgamentos dos soldados poderiam ir até a amanhã, pelo menos é o que Jon estava esperando e em seguida eles julgariam os cavaleiros e finalmente a família real deposta; os soldados vieram e cada um foi julgado, todos tiveram o direito à defesa; de se defenderem ou arranjar alguém para defendê-los; os julgamentos tomavam todo o dia até que a noite começou e o rei deu por encerrado esse primeiro dia de julgamentos, o segundo dia seguiu como o primeiro e quando o Rei Targaryen pode acabar o dia e dispensar todos os presentes para descansarem para a manhã do terceiro dia, os soldados estavam julgados, boa parte recebeu a pena de morte, uma parte recebeu penas leves, outra parte escolheu a Parede e no saldo desses dois dias, todos estavam satisfeitos como os julgamentos estavam sendo conduzidos.
À tarde do terceiro dia o julgamento dos cavaleiros começou, provas apresentadas, testemunhas ouvidas e o resultados iguais do que foi sentenciado aos soldados, claro adicionando multas em ouro e prata; esses julgamentos tomaram o quarto dia todo e o quinto dia seria garantido dos julgamentos para a nobreza, aqui Jon teria que pisar com cuidado, ele queria punir as casas nobres que cometeram os mais diversos crimes, mas, também não queria alimentar o rancor delas, já se provou muitas vezes durante a história que as casas nobres têm uma tendência a guardar rancor; muito rancor e por isso, a necessidade de ser cuidadoso, o julgamento do quinto dia começou e o nobres foram trazidos diante dele, dos juízes e do povo presente; cuidadosamente foram julgados; claro havia aqueles que estavam seguindo ordens de seu suserano e logo foram libertos somente pagando uma multa, outros pediram a parede em troca de preservar a sua casa, outros não queriam a dobra para Jon Targaryen e prefeririam a morte e nesses casos, as suas casas tiveram penas severas aplicadas.
Mas, nesse quinto dia Jon julgaria a família real deposta e ele fez questão de trazer todos juntos; ele quis isso, por que Tyrion Lannister seria julgado primeiro e dessa vez seria garantido que fosse verdadeiro e não uma farsa que Cersei estava montando; a multidão presente ficou surpresa quando os Lannister entraram todos e foram colocados em cadeiras:
- Tyrion Lannister será julgado primeiro! – anunciou Jon Targaryen e Tyrion surpreso foi colocado em uma plataforma na frente dos juízes e do rei:
- Achei que seria morto! – afirmou Tyrion:
- Não! – disse Jon simplesmente – Você seria libertado!
- E como não fui? – perguntou Tyrion surpreso:
- Teria sido se eu tivesse declarado que o governo de Robert Baratheon e Joffrey Waters eram ilegais! – respondeu o Rei Jon:
- Então qualquer crime cometido nesse período teria sido anulado! – disse Tyrion:
- Correto! – disse Robb – Assim como os crimes cometidos por Joffrey Waters teriam sido também anulados e eu particularmente gostaria desses crimes declarados para que todos saibam!
- Você foi acusado de assassinato do Rei Joffrey Waters! – disse Jon Targaryen – Faça a sua declaração de culpa e inocência e devo salientar que todos os presentes aqui estiveram na festa de casamento de Joffrey Waters e então poderá convocar a todos que reconheça como testemunhas!
- Eu me declaro inocente! – disse Tyrion Lannister:
- É mentira! Você matou o meu filho! – gritou Cersei que foi contido pelos guardas antes de poder avançar para cima do Imp:
- Isso é o que vamos julgar! – disse o rei – Por isso, Lannister, fique calada se não será retirada desse tribunal!
Cersei ficou em silêncio e se sentou e em seguida ela riu; algo que Jon ficou preocupado, ele sabia que ela levou todas as medidas para ter o seu irmão morto e verdadeiramente ela amando o seu filho não jogou a oportunidade de legalmente ela poder se livrar do Imp para sempre, parece que mesmo depois de presa e deposta, o ouro Lannister ainda tinha força:
- Vamos começar! – disse Lord Randyl Tarly – Podem trazer a primeira testemunha!
As testemunhas vieram a começaram a falar, todas afirmando o relacionamento entre Joffrey e seu tio Imp, o rei é claro, permitiu que Tyrion desmontasse todos eles, muitos conseguiram manter o que falaram; outros logo voltaram atrás em sua palavra ou foram refutados por Tyrion Lannister; no geral, Cersei permanecia calada, mas, agora mostra um rosto de fúria e o resultado mostra que o relacionamento entre Tyrion Lannister e Joffrey Waters era de desprezo e até mesmo ódio por parte de Joffrey, mas, mesmo assim, Tyrion trabalhou inteiramente para garantir que a sua família sobrevivesse; trabalhou ao ponto de deixar a sua aversão pelo seu sobrinho de lado e por mais que tivesse sofrido a humilhação que sofreu no casamento ainda não havia nenhum motivo para Tyrion matar Joffrey, afinal, Tyrion agradeceu ao seu pai durante o julgamento por ter tomado a responsabilidade de controlar Joffrey, isso e o que aconteceu durante todo o julgamento deu o resultado que os juízes queriam, pelo menos o que o Rei Jon queria:
- Tyrion Lannister! – chamou o Rei Jon Targaryen – Você se encontra inocente de todas as acusações que sofreu sobre o assassinato de Joffrey Waters, para isso, considere-se livre!
A alegria de Tyrion foi ofuscada por Cersei estourando para se levantar e gritar e avançar contra o seu irmão com sangue nos olhos e um ódio em que todos, agora podiam ver em sua totalidade:
- Não! Você matou o meu filho! – gritou Cersei – Tirou ele de mim e agora vou tirar a sua vida!
Os soldados são capazes de conter Cersei, mas, mesmo eles estão surpresos com a força que ela coloca em avançar contra Tyrion para mata-lo:
- A contenham! – ordenou o rei – Ela é a próxima a ser julgada!
Os soldados a conterem em correntes e a colocaram na cadeira, presa ao chão a impedindo de se mexer:
- O que eu estou sendo acusada? – cuspiu Cersei entre sua raiva e determinação de matar o seu irmão:
- Ser Marq Piper vai apresentar as acusações! – disse o Rei Jon:
- Farei o meu trabalho, sua alteza! – disse Ser Marq – Aqui, senhoras e senhores, encontramos a rainha deposta Cersei Baratheon que é acusada de uma série de crimes contra o povo, usando a sua posição como rainha e o poder e influência de sua família para se esconder atrás desses artifícios e cometer crimes!
- Eu fiz o que qualquer rei ou rainha antes de mim fez! – disse Cersei – Se for com base nisso me acusar então sou uma mulher livre!
- Não, esse é o seu erro, achar que como uma rainha poderia fazer o que quiser e sair sem consequência. O um rei é para o povo e seu reino, não ficar acima deles, existem consequências ao se colocar acima do reino e do povo, para mais ou para menos, nós vimos essas consequências, lemos nos livros! – disse o Rei Jon – Essa é a sua consequência, esse julgamento aqui e agora será o preço a pagar por sua arrogância e desmerecimento para o povo e o reino!
- Palavras bonitas, mas, como sabe que não vai cair nas mesmas armadilhas que eu aparentemente caio? – perguntou Cersei com um sorriso de escárnio:
- Ao contrário de você que somente se cercou de bajuladores e incompetentes, eu sei me cercar por pessoas inteligentes e competentes! – respondeu o Rei Jon – Eu não sou um deus, sei que cometerei erros, mas, eu vou trabalhar para corrigi-los!
Cersei não disse nada, apenas continuou com o seu sorriso de escárnio:
- Continue; Ser Piper! – disse Jon; Ser Marq Piper curvou a cabeça para baixo e se virou para os outros presentes;
- Cersei Baratheon, você é acusada de praticar incesto com o seu irmão traindo o seu marido e rei, Robert Baratheon e assim gerando três filhos que não tem nenhuma linhagem real! – disse Ser Piper – Como se declara diante dessas acusações?
- Meu irmão já confessou tudo? – perguntou Cersei:
- Sim! – respondeu o Rei Jon – O seu irmão confessou todos os seus crimes para mim, vários lordes e a nobreza em comum como testemunhas!
- Então não a nada a declarar! – disse Cersei:
- Meu rei! – chamou uma voz entre a multidão e isso pegou todos de surpresa pelo fato de ter alguém interrompendo o julgamento:
- Aproxime-se aquele que me chamou! – disse Jon ficando de pé:
Entre a multidão presente no julgamento abriu espaço na medida em que um homem saiu dela e se aproximou do trono, ele praticamente vestia um saco marrom de tão sujo e degastado que parecia, além de andar descalço e ele mostra os seus cabelos brancos e longos, mas, a idade não esconde os olhos azuis astutos e perspicazes:
- E quem é a eu referir? – perguntou Jon:
- Eles me chamam de Pardal, sua graça! – respondeu o homem – Sou um homem da fé e venho a falar sobre o julgamento de Cersei Baratheon!
- Fale então! – disse o Rei Jon dando autorização ao septão a falar:
- Venho assistir a esse julgamento, sua graça e percebo que os crimes cometidos por Cersei Baratheon são contra a fé e a família, por isso, peço que a Fé julgue Cersei Baratheon, sei que seu irmão Jaime já foi julgado e condenado, mas, ainda sabemos da culpa de seu irmão, ainda temos que determinar em que espírito ela agiu! – disse o Pardal:
- Eu entendo o que disse Septão Pardal! – disse Jon – Mas, no momento a Fé não possui um Alto Septão, o último foi pego fazendo atos que certamente são crimes contra a sua Fé e também crimes ofensivos contra a coroa, somente poderei decidir sobre o seu pedido no momento em que confirmarem que elegeram um novo Alto Septão!
- Eu compreendo sua graça, vou falar com os meus irmãos e irmãs sobre o processo de Cersei Baratheon a necessidade de termos um novo Alto Septão! – disse o septão Pardal. O homem se curvou e recuou sem tirar os olhos do rei e voltou para o meio da multidão:
- Diante dessa questão o julgamento de Cersei Baratheon fica em espera até que se decida a questão do novo Alto Septão! – disse Jon Targaryen – Contudo podemos continuar com os outros presentes que são acusados de seus crimes!
Jon chamou para o Pequeno Conselho Capturado do governo anterior, a todos eles que seriam julgados; ele não tinha escolha a não ser mudar o seu cronograma, possivelmente os Lannister teriam que ser julgados amanhã e Cersei teria que esperar até que a Fé tivesse um novo Alto Septão, por isso Jon logo tratou com o antigo Conselho Pequeno; Lord Varys estava livre, ele ainda mantinha o seu cargo de Mestre Dos Sussurros, então trouxeram o Meistre Qyburn, acusado pela Cidadela dos mais variados crimes além de experimentação com homens, mulheres, crianças vivos e mortos; todos os lugares que ele poderia usar como local de trabalho forma pesquisados e ficou claramente que ele ainda continuou com os experimentos, suas anotações voltaram para as mãos de Gadel Morante para serem estudados e se tudo que Qyburn fez pudesse valer a pena, as vidas que ele sacrificou pudessem ter algum sentido; Qyburn foi condenado à morte; Mathis Rowan veio em seguida, aqui Jon poderia ter facilitado por que ele sendo da Campina e um vassalo da Casa Tyrell Jon não queria arranjar mais problemas enquanto ainda estava trabalhando para consolidar o seu governo, mas, felizmente Lord Rowan não havia cometido nenhum crime enquanto conselheiro, então ele estava livre.
Paxter Redwyne veio em seguida, outro conselheiro colocado em favor da Casa Tyrell, mas, enquanto o julgamento dele ocorria estava claro que ele estava no conselho simplesmente para corrigir os erros que Mace Tyrell poderia fazer; claramente se podia atestar que Lord Redwyne tentou pegar o trabalho de Tyrion Lannister e Ilon Veltech e fazer melhor em relação à Frota Real; não havia nada contra ele e então pode ficar livre de qualquer encargo. O próximo foi Renfred Rykker, Mestre Das Leis, um homem que realmente fez o seu trabalho, não havia nada de errado e todos podiam concordar que ele poderia sair; seu trabalho estava indo bem, tanto que Jon garantiu a Lord Rykker que ele tinha lugar no seu governo. Addam Marbrand também não tinha nada de errado durante o tempo em que ocupou o cargo de Comandante de Guarda Da Cidade, mesmo assim, Jon o dispensou e autorizando a sua liberdade e que voltasse para casa.
Bernnad Brune, General do Exército Real; um homem de Midinho foi logo dispensado de suas funções, julgado por ter se apropriado de parte do ouro destinado ao Exército Real, condenado a morte; Jon não daria o direito de um Julgamento por Combate para ele; depois de ter julgado a todos eles, seria a vez dos membros da Guarda Real; o primeiro a ser trazido foi Ser Arys Oakheart, o Comandante Da Guarda Real, um homem bom, leal e firmado em seus caminhos de como ser um cavaleiro de verdade, logo inocentado e dispensado de suas funções, Jon sabia que ele ainda tinha muita lealdade a Dinastia Baratheon que o torna incapaz de completar a sua Guarda Real, Ser Loras Tyrell tinha uma chance de completar a sua guarda, ainda teria que ter muita coisa a ser vista antes que isso acontecesse; Meryn Trant foi logo condenado à morte, Jon não concederia a ele julgamento por combate; na verdade talvez ele fizesse só para em sua morte ver que não é o melhor; Balon Swann foi dispensado de seus serviços, visto que a Casa Swann é uma das mais poderosas dos Stormlands não faria bem contrariar essa casa; Osmund Kettleblack tem além dos mais variados crimes em que abusou de sua posição para sair ileso e manteve por muito tempo um caso com a Rainha Cersei, normalmente a Fé cuidaria dele, mas, nesse caso, Jon recusou o julgamento por combate para ele e o sentenciou a morte.
Ser Gerold Dayne, O Darkstar e Ramsay Snow, companheiros de Joffrey em loucuras contra o povo; o que poderia explicar a apreciação de Joffrey antes de sua morte por esfolar qualquer um que fosse contra ele e exibir os esfolados em cada canto da cidade, não foi uma boa imagem para Jon e os outros quando entraram na cidade quando viram cruzes com pessoas esfoladas penduradas nelas, mais tarde eles souberam que o trio, Joffrey, Ramsay e Gerold promoviam esse espetáculo horrível, mas, os dois haviam fugido e aparentemente as pessoas pareciam alheias em apontar possíveis lugares para eles se esconderem, Jon deu as ordens, ele estava cansado, amanhã julgaria os Lannister, somente faltavam eles e esperava que em alguns dias tivessem um Alto Septão eleito para assim julgar Cersei Lannister:
- Você acha que ganhou? - gritou Cersei:
- Sua família ainda não recebeu julgamento, ainda não considero uma vitória e de alguma forma conseguiu adiar por mais um dia! - respondeu o Rei Jon:
- Não faz diferença! - cuspiu Cersei - Não importa o julgamento, minha família está condenada; você libertou o assassino de meu filho!
- Está enganada! - disse Jon - Não libertei o assassino de seu filho! Eu já encontrei com ele e ele confessou!
Essa informação pegou os presentes de surpresa, especialmente Cersei:
- Impossível! – gritou Cersei – Por que não foi julgado também? Você favoreceu o culpado? Você favoreceu o meu irmão!
- Minha senhora, pare nessa fixação por seu irmão, nós o julgamos e consideramos culpado, qualquer um que arranjou para falar contra ele é incapaz de manter o que disse ou se atrapalha todo! – disse o Rei Jon com uma voz autoritária – E o porquê não colocou o culpado em julgamento foi à consideração de que Lady Olenna Tyrell pode morrer amanhã ou mais tarde que não faz diferença em adiantarmos a hora da morte dela!
As palavras do rei pegaram os presentes de surpresa, ninguém de fato estava esperando essas palavras vindas da boca do rei:
- Você não vai julgá-la? – perguntou Cersei incrédula:
- Tirei o título de Lord Protetor Do Sul da Casa Tyrell e da Campina e o dei para Dorne e a Casa Martell! – disse o Rei Jon – É claro que haverá outras coisas a discutir sobre punições a Casa Tyrell, mas, no momento tirando alguns poderes que eles adquiriram é o melhor de uma punição que eles podem ter; afinal, Lady Olenna Tyrell fez isso sem o conhecimento da família!
- Não! – gritou Cersei – Eles devem morrer! Todos eles! Acabar com sua casa miserável de uma vez por todos, regicidas! Todos Eles!
- As coisas estão mudando Cersei Lannister! – disse o Rei Jon – Olhe melhor e verá, mas, não sei se estará viva a tempo para ver todas as mudanças!
- Talvez! – disse Cersei Lannister – Mas, eu vou garantir que eu seja parte dessa mudança!
O que Jon diria, ele não conseguiu, não podia, a terra começou a tremer pegando todos de surpresa, gritos de medo foram ouvidos das mulheres e dos homens e então um som alto de uma explosão foi ouvido, rapidamente Jon se levantou do trono e seguiu para fora junto com os outros presentes e de fora viu algo que certamente ficaria marcado em sua mente até o fim de seus dias, o Poço Do Dragão, o Septo de Baelor, Flea Bottom e boa parte das ruas que ficam entre essas áreas estavam explodindo, uma explosão de fogo verde que consumia a tudo e a todos, lágrimas caiam dos olhos de Jon já que ele se encontrou incapaz de fechar os olhos por um instante guardando cada momento do que acontecia a sua frente em sua mente, as pessoas ao seu lado gritavam de desespero e alguns deles pediam ordens do rei, mas, Jon permanecia calado enquanto a fumaça preta subia aos céus e fogo verde esta consumindo tudo; a reação de Jon veio quando ele se virou e olhou para Cersei que mantinha uma cara alegre, um riso enlouquecido e satisfatório; Jon naquele momento sabia que havia vencido a guerra, mas, seria Cersei Lannister que tinha a última risada. O reinado dos Lannister havia terminado em fogo verde, a Nova Era Targaryen havia começado em fogo verde.
