Capítulo 37
Controle
Tudo está em cinzas, tudo tinha sido destruído, não tudo, mas, a forma de governo, a forma que compunha a sociedade ao quais todos viviam; a fé corrupta, a forma em que eles estavam é corrupta, suja e degradante, transformando o melhor das pessoas em seres corruptos, corruptores e na mais baixa escória de Westeros, mudanças seriam necessárias e Jon estava pensando nelas e o mais rápido possível coloca-las em pratica, mas, então Cersei Lannister fez a sua última jogada e tinha explodido metade de Porto Real espalhando a destruição e o caos na forma de fogo verde que parecia vivo consumindo tudo o que tocava, sem nenhuma distinção de riqueza e status social, simplesmente vinha e consumia o que queria e quando queria, o Exército Real está ajudando a todos a controlar o fogo, a cidade tinha sido evacuada e qualquer coisa de alguma importância tinha sido levada junto, muitos estavam afirmando que a Fortaleza Vermelha não corria perigo, mas, Jon não queria arriscar.
Incrivelmente antes que pudesse dar a ordem e evacuação da Fortaleza Vermelha, Ramsay Bolton e Gerold Dayne tinham sido capturados, eles simplesmente ficaram ali, parados admirando o que fizeram; como todos sabiam que eles eram os culpados, eles estavam rindo, de alegria, uma risada quase orgástica, eles mesmo disseram que haviam feito isso, em sua loucura total, não negaram, simplesmente disseram isso, no mesmo dia, Jon havia tomado as suas cabeças; colocadas em picos e colocados nos muros da Fortaleza Vermelha, enquanto os esforços para controlar o incêndio e tirar o resto da população de Porto Real estavam sendo feitos, Jon ignorou o julgamento por combate e havia tirado a cabeça dos outros membros do Pequeno Conselho e suas cabeças se juntaram as cabeças de Ramsay e Gerold; depois disso Jon teve que sair de Porto Real junto com sua corte; a primeira coisa que Jon fez foi ordenar que abrissem canais tirando água do Rio Blackwater para tentar apagar ou pelo menos controlar o incêndio que ainda não havia dados sinais de parar.
Trouxe agricultores entre os refugiados que vieram para a cidade fugindo da guerra, dei-lhes terras perto do rio e entre os canais para construíram casas de pedra e plantar para abastecer a população que estava trabalhando para construir moradias provisórias até que tudo dentro da cidade fosse resolvido, deu também terras no outro lado do rio para que famílias pudessem plantar e criar animais, outro canal aberto que atravessaria as Terras Da Coroa para irrigar essas terras e assim em alguns anos, a coroa não depender mais de outros reinos para alimentos, logo também alguns moradores resolveram viver fora extraindo pedras para construção; Jon sabia que quando reconstruísse Porto Real teria que fazer de um jeito que a população não vivesse em espaços apertados de casas e ruas, por isso mandou os refugiados embora para os seus locais de origem e reconstruíssem o que foi devastado pela guerra.
Jon entrou em acordo com Tyrion Lannister, o novo Senhor De Casterly Rock e Senhor das Westerlands, a fortuna de sua família pagaria pelos estragos causados por Cersei Lannister, além de cancelar a dívida que a coroa contraiu com a Casa Lannister, assim poupando Kevan Lannister de qualquer justiça que Jon podia sentenciar o mandando de volta para casa com sua família; a fortuna Lannister garantiria o pagamento da dívida com o Banco De ferro e impulsionaria o recuperamento de Westeros, muito assistiram quando Jon pessoalmente tomou a cabeça de Cersei Lannister e montou a sua cabeça para que todos pudessem ver, entregou Tywin Lannister e a Montanha aos Martells e deixou o seu destino a eles. Enquanto todos estavam trabalhando para salvar o que restou de Porto Real, Jon decidiu que o seu governo não poderia esperar, ele teria que tomar as decisões agora; especialmente que o Conselho Da Fé estava no Septo de Baelor no momento da explosão deixando a Fé Do Sete sem nenhuma liderança e com as ordens para Varys colocar a fé em discórdia entre se, daria tempo para o que Jon tinha em mente sem oposição, junto a sua futura rainha, a primeira coisa que Jon fez; foi renomear as Terras Da Coroa, as chamou de Blackwater Lands em referência que a Baia Blackwater e além de se conseguir trabalhar direito e com inteligência e tornar essas terras produtivas, mas, do que já de fato.
Ainda faltava promulgar as outras mudanças, mas, então Jon tinha que esperar o fogo acabar e foi isso que aconteceu duas semanas depois, o fogo finalmente foi domado e terminado, agora, teria que começar os trabalhos de limpar e reconstruir, garantindo que não havia nenhum prejuízo sobre a Fortaleza Vermelha, Jon voltou para o castelo e assim começou a promulgar as suas mudanças. Declarou oficialmente à separação do estado ou a forma de governo da religião, a Fé não teria mais nada a dizer sobre como governar, seus preceitos, dogmas não mais ditariam o estilo de governo dos reis futuros, eles seriam orientados a governar sem a influência da religião, o Pardal, o único Septo vivo ainda em Porto Real protestou, mas, ao declarar a separação do governo da religião, Jon não é mais o protetor da fé e assim permitiu que qualquer um seguisse a fé que lhe tornasse mais confortável ou a seguir qualquer interpretação da mesma fé; claro que a vida da população e o bem estar do reino não deve ser ameaçada; ou seja, qualquer radical de qualquer fé seria tratado como criminoso e imediatamente caçado e morte e seu extremismo erradicado do reino.
Assim Jon garantiria que seu governo não seria contestado pela Fé Dos Sete, o Norte garantiu mais uma vez diante do Trono De Ferro que ainda seguiria os Antigos Deuses, Representantes das Três Irmãs vieram e declaram a serem seguidores do Senhor Dos Céus e da Senhora Das Ondas, e nesses dias se foi recebendo notícias que a Fé Dos Setes estava se quebrando em várias correntes de pensamentos e pela inteligência que Varys recebeu; algumas dessas correntes da fé que se originou da fé original não estavam de acordo com as lideranças antigas, da corrupção e descaso com as regras que foram impostas para aqueles que praticam o sacerdócio da fé.
O Rei Jon Targaryen também declarou que a Cidade de Porto Real teria o seu próprio governante enquanto como rei se preocuparia com todo o reino, a Casa Veltech foi chamada já que mesmo sendo colocado o status de nobre ainda não fora decidido quais terras possuiriam ou se construiriam um castelo, dar a eles o direito de governar Porto Real e assim começar a planejar onde seria construído a sua sede seria uma boa recompensa, completar a recompensa já que tanto Tyrion e Varys falaram tão bem de Ilon Veltech, seus filhos não tinham idade, por isso seria a sua esposa, Valda que governaria, muitos podem ter contestado, mas, Jon já os havia avisado que o momento é que Porto Real precise de uma mãe. Com isso resolvido, Jon tratou de resolver os Ministérios Do Reino, não o conselho do rei ou do reino, claro que mudar o nome simplesmente não basta, tem que mudar toda a sua composição e estrutura, ele já tinha nomes e mudanças para começarem a ser implantadas.
Primeiramente, Lord Varys, Ministro Da Informação, responsável por todas as informações importantes para a funcionalidade do reino, Lord Renfred Rykker o Senhor das Blackwater Lands, o Defensor De Blackwater, Ministro Da Justiça, responsável por garantir que a justiça funcione para todos, mesmo para o rei; responsável por supervisionar os Juízes, Acusadores e Defensores do reino, a partir de um código de leis que Jon tem a intenção de criar ao quais todos estariam sujeitos, o ministro, os juízes, acusadores e defensores trabalhariam neles, somente através dos Juízes Supremos que decidiria como as leis devem ser interpretadas para realizarem os seus trabalhos. Lord Wyman Manderly seria o Ministro Do Comércio, ele seria responsável por garantir as leis do comércio, a saúde do ouro do reino e as políticas que vão garantir riqueza e abundância, a cunhagem de moedas e a cobrança dos impostos; Lady Anya Waynwood seria a Ministra Da Educação E Cultura e seria ligação com a cidadela para que a educação e a cultura em Westeros fossem estimuladas e aplicadas para todos seguindo as leis que Jon faria em relação a esse assunto; Lord Anders Yronwood seria o Ministro Da Natureza, sua função seria garantir que as fazendas não morressem, que a criação de animais e a pesca e caça seria regulada e com a preservação das matas florestas e rios; Lord Kevan Lannister seria o Ministro Das Cidades, ele seria responsável pela manutenção, funcionamento dos castelos, cidades, vilas, estradas e vilarejos, seria a ele a responsabilidade pela autorização de construção e reformas dos ditos anteriormente, obras da estrutura para esgoto, água e espaços de lazer para todas as idades, além de estruturas para a realização das diversas funções do governo.
Outros ministros foram nomeados, Lord Tytos Blackwood como o Ministro Da Saúde, sendo este responsável pela saúde e bem-estar de todos os povos dentro do reino, Lord Randyl Tarly foi nomeado o Ministro da Guerra E Defesa sendo ele responsável pelo Exército e Marinha Real; Ministro Da Segurança Lord Ardrian Celtigar, Lord Paxter Redwyne sendo nomeado o Comandante da Marinha Real, Lord Donnel Swann foi nomeado como Comandante Do Exército Real; a Cidadela ainda não havia nomeado um novo Grande Meistre, mesmo ao ponto de já terem reclamado da presença de Gadel Morante, Jon tinha a intenção de com a composição de seu conselho, ele assim quebraria o poder que a Cidadela tinha, especialmente quando nomeou Ellaria Sand para a posição de Ministra Das Comunicações, ela seria responsável pela comunicação entre castelos, vilas, cidades, fortalezas e além de noticiar a população de qualquer fato de importância que os afete e afete o reino; especialmente assim ele teria Oberyn Martell por perto, ele também favoreceu Ser Loras Tyrell como o último membro de sua guarda a entrar, assim completando a sua Guarda Real, o Ministro Das Relações Exteriores sendo estes nomeados para cuidar de qualquer assunto externo que interesse ao reino e faria a ligação entre países estrangeiros com Westeros, o cargo caiu para Lord Rodrik Forrester.
Jon não tinha Mão Do Rei, muitos diriam que ele certamente nomearia seu primo Robb, mas, por mais que quisesse, Rob é muito mais importante levando o Norte; de qualquer forma, ele havia nomeado o seu conselho e a primeira reunião foi à decisão de construir um conjunto de direitos, deveres e leis que funcionassem em toda Westeros, a Carta De Westeros seria um livro contendo as leis e punições para os homens e mulheres que vivem em Westeros, com o seu conselho eles começaram a elaborá-la enquanto as negociações necessárias forma colocadas em ordem, o pagamento das mais diversas dívidas adquiridas pela coroa nos últimos anos, o Banco De Ferro foi o primeiro, depois disso foi decidido que eles construiriam o seu próprio banco para cuidar da cunhagem das moedas e sempre manter estável a situação da riqueza do reino, muitos diriam que Jon estava se livrando da responsabilidade do ouro, do contrário, esse banco seria a manter uma reserva de ouro para emergências além de uma conta em que se depositaria o ouro para a melhoria do reino; o Banco De Westeros estaria no planejamento.
Esses dias em que Jon tinha o trabalho de reconstruir Porto Real, trazer uma nova era de modernidade a Westeros, ele tinha que se manter contra alguns bolsões de apoiadores do antigo regime, havia muitos lá fora que apoiavam Joffrey e seu jeito de governar, medo e prazer em ver sangue e em matar, alguns são como Joffrey e essas pessoas tinham que ser caçadas, mas, quando as recompensas foram dadas e as punições distribuídas; estava chegando o momento em que teria que permitir a volta dos exércitos para casa e foi assim que aconteceu; oficialmente eles agora dependiam do Exército Real para proteger o reino e quase para tudo do que se diz em relação à segurança enquanto as coisas estavam sendo restruturadas e consertadas, os nobres permaneceram com uma guarda, ainda havia coisas a serem feitas antes que pudessem voltar para as suas casas; especialmente com o inverno tão próximo, ele sentia isso em seus ossos e em sua alma; foi nessa época que os filhos de Robert Baratheon chegaram; as notícias de que havia começado uma guerra civil nas Stormlands é bastante preocupante para Jon, ele queria estabilidade no reino e não mais guerra e derramamento de sangue.
Gendry Baratheon, Edric Baratheon, Mya Baratheon e Bella Baratheon, além de Shireen Baratheon, todos eles estavam aqui para ser decidido o futuro da Casa Baratheon, começou com um bastardo Targaryen e agora um bastardo seria o que restauraria a sua posição ao qual claramente para todos não deveria ter saído, como senhores da Stormlands:
- Você nos chama meu rei e nós viemos! – disse Edric se ajoelhando junto com os seus irmãos:
- Bem-vindo Casa Baratheon a Porto Real! – disse Jon – Chamei-os aqui para discutir uma solução para o caos em que as Stormlands se tornaram:
- E qual a situação, meu rei? – perguntou Shireen:
- Uma guerra civil se instalou naquelas terra meu ver que a Casa Baratheon pode trazer esses senhores ao redil mais uma vez e unificar esse reino ao qual precisa muito estar com o resto de Westeros para reconstruir e curar as feridas! – respondeu o Rei Jon:
- Peça a nós e vamos resolver o problema! – disse Gendry:
- No momento vou avaliar cada um de vocês e decidir quem vai continuar a governar as Stormlands! – disse o Rei Jon – Já mandei emissários para apaziguar os lados do conflito e para conseguir tempo até que decida entre vocês! Nesse tempo vocês são os meus convidados!
Ele teria que fazer isso o mais rápido possível, não haveria nenhum reino para comandar se continuasse nesse estado de guerra civil; decisões; muitas para Jon fazer como rei, mas, o mais importante, o seu casamento futuro com Arianne Martell, a destruição de parte da cidade de Porto real impediu isso, mas, é para acontecer e vai acontecer, por enquanto, ele a teria ao seu lado no conselho; por sua beleza e sensualidade, ele tem uma boa cabeça sobre os ombros; de qualquer forma ainda havia o pensamento sobre a mão do rei no qual ele teria que se aprofundar em sua escolha e também sobre outro assunto que esteve em sua mente nesses dias, as conversas em carta com a sua tia Daenerys Targaryen e a possibilidade de ela voltar para casa, mas, também, essa possibilidade estava sendo atrapalhada por um problema que ele nunca imaginaria; Jon Connington e Aegon Targaryen ou pelas palavras de Varys, Aegon Blackfyre.
Jon Connington estava em um navio em direção a Qarth com o seu rei, Aegon Targaryen VI, vendo a o mar a sua frente sentindo o balanço do navio, depois de convencer a Companhia Dourada que ele estava sério na chance de todos eles voltarem para casa, tinham nos acompanhado até Qarth e junto forças com Daenerys Targaryen e assim tirar o falso dragão do Trono De Ferro e colocar o verdadeiro dragão; ele não podia deixar de imaginar o momento de maior glória quando entrarem na cidade e for recebido com louvor pela população; o louvor de que seus salvadores haviam voltado e que uma nova era de paz e prosperidade começaria, mas, por enquanto ele teria que primeiro ir a Qarth, a viagem se tornou mais demorada do que o normal devido a testar um novo navio mais resistente para transportar os elefantes, Jon não se importou muito com o tempo, ele esperou muitos anos, mais alguns dias não fariam a diferença.
O complicado foi Aegon quer reclamou da viagem toda em relação a sua demora, mas, rapidamente se acalmou quando viram que estavam fazendo um tempo no mar e que chegariam a Qarth em breve:
- Eu mal posso esperar para chegar lá Jon! – disse Aegon:
- Eu vejo meu rei! – disse Jon Connington – A ansiedade de encontrar a sua futura esposa!
- Isso é o fato que em breve juntos conquistaremos Westeros! – disse Aegon – Cada dia mais perto, eu sinto isso!
Jon somente pode sorrir vendo a excitação de seu rei:
- Dizem que Daenerys é uma das maiores belezas que já existiu nessas terras! – disse Aegon:
- Compreensível, dado as lindas mulheres que nasceram na sua família! – disse Jon – Naturalmente aconteceria com Daenerys também!
- Poderia não ter acontecido! – disse Harry Strickland:
- Mas, aconteceu e é isso que importa no momento! – disse Aegon.
Foi esse momento em que Qarth ficou à vista de todos, eles haviam chegado. Daenerys Targaryen é a Rainha De Qarth, inconteste e além de ter dragões a sua disposição que estavam crescendo e em breve prontos para a guerra; os senhores escravos da Baia Dos Escravos, os Dothrakis querendo que ela respeitasse os seus costumes estavam se unindo para fazer valer o que eles queriam além e saquear as riquezas da cidade e escravizar o povo. Ela teria que resolver tudo isso antes que pudesse ir a Westeros, por isso, havia aberto um canal de comunicação com o seu sobrinho; diferente de todos os homens que já conhecerá, seu sobrinho parecia um homem direito, não imponha a sua ordem e parecia colocar homens e mulheres me igual valor. Isso é muito importante para Daenerys já que ela espera governar como estava governando Qarth e também parecia de fácil convivência, entre as cartas eles estavam falando de tudo, a vida, o governo, as tramas políticas, a guerra que cada um estava enfrentando.
Cada vez mais Daenerys se via querendo conhecê-lo pessoalmente, estar cara a cara com ele e a cada carta; suas dúvidas sobre o seu parentesco diminuía, ele tinha provas, Westeros acreditava nas palavras de Lord Eddard Stark, ninguém parecia duvidar das palavras de um homem morto, mas, havia a possibilidade de Daenerys conseguir a sua própria prova; os seus dragões reconheceriam um Verdadeiro Targaryen, mas, até esse dia chegar ela tinha muito trabalho a fazer; também, infelizmente o seu sobrinho havia jogado um grande problema no colo dela, um trama que deu errado, Lord Varys, o Mestre Dos Sussurros havia feito a sua jogada tentando salvar os seus sobrinhos, mas, apenas ficou um Falso Targaryen que foi criado achando que é verdadeiro e agora pelo que pode reunir com Valir, vinha para cá pedindo apoio.
Daenerys veria as palavras de seu sobrinho estavam verdadeiras e cuidaria desse problema ela mesma:
- Khalessi! – disse uma voz a chamando:
- O que é Missandei? – perguntou Daenerys:
- Um navio da Companhia Dourada! – respondeu Verme Cinzento que veio com a sua conselheira e amiga:
- "Então ele chegou"! – penso Daenerys – Eles disseram algo?
- Pede uma audiência com Khalessi, minha senhora! – respondeu Missandei:
- Não vamos deixá-los esperando! – disse Daenerys – Traga-os!
Missandei saiu para trazer aquele que certamente diz ser o seu sobrinho, finalmente saberá a verdade; ela queria acabar logo com isso, tinha problemas mais urgentes a resolver do que terem que encarar alegações falsas de um suposto sobrinho, então eles entraram e Daenerys viu que o suposto Aegon Targaryen realmente poderia se passar por um verdadeiro Targaryen, cabelos dourados quase brancos como os dela, olhos que pareciam roxos ao que podia ver de longe, isso explica por que Varys o teria supostamente trocado por seu sobrinho, filho de Elia Martell; de qualquer forma, ela daria a chance de escutar o que ele tem a dizer. Aegon Targaryen entrou na sala do trono de sua tia com toda a pompa de u verdadeiro rei, ao seu lado estava Jon Connington como a sua Mão Do Rei e Harry Strickland para representar a Companhia Dourada:
- Bem-vindos a Qarth! – disse Daenerys – Vocês vêm a mim pedindo uma audiência e eu vou conceder a palavra a vocês; comecem e me digam o que os trazem aqui!
- Minha cara Rainha Daenerys! – disse Aegon, como combinado por todos que ele deveria falar – Venho aqui como o seu sobrinho Aegon Targaryen, filho de seu irmão Rhaegar Targaryen e Elia Martell! Venho até você para que possamos nos juntar como rei e rainha para conquistar o que foi tirado de nós há muitos anos atrás; Westeros e o Trono De Ferro, como o seu rei pretendo levar fogo e sangue aos nossos inimigos, puni-los e reinar Westeros por muitos anos!
De início Daenerys gostou do que ouviu, mas, as palavras finais não a agradaram, não estava demonstrando isso permanecendo com sua face séria; claramente nessas últimas palavras dele, ele queria ser o rei, comandá-la, comandar os seus dragões, os seus exércitos; ele queria o poder para si mesmo e não estava disposto a dividir, mesmo longe e através de cartas, Jon tinha algo melhor a oferecer, governança juntos:
- O filho de meu irmão Rhaegar Targaryen e Elia Martell morreu em Porto Real há muitos anos, por que, agora, você que vem afirmar que é ele, por que devo acreditar? – perguntou Daenerys:
- Eu posso responder a essa questão, minha rainha! – disse Jon Connington:
- Por seu nome Jon Connington, vou permitir que respondesse a essa pergunta, mas, se o meu suposto sobrinho quer ser rei, pelo menos deve ser capaz de responder as perguntas direcionadas a ele já que é ele que conduz essa audiência! – disse Daenerys:
- Claro, minha rainha! – disse Jon Connington - Tudo começou nos momentos finais da Guerra Do Usurpador, infelizmente Rhaegar havia perdido e pessoas como eu que via a queda do seu pai naquele momento achou que por melhor de todos os apoiantes que o futuro Rei De Westeros fosse salvo, claro que eles deveriam ser trocados e assim escondê-los do que seria anos de perseguição do Usurpador e por isso foi arranjado sósias para a troca por Lord Varys que infelizmente não aconteceu pela traição de Tywin Lannister; felizmente somente o bebê Aegon pode ser trocado!
- Conveniente pelo que soube da maneira que Gregor Clegane matou o bebê! – disse Daenerys – Todos os bebês são praticamente iguais na aparência, por isso temos você aqui na minha frente!
Daenerys se levantou de seu trono mostrando toda a sua majestade, parecia que sua presença enchia a toda a sala e engolia a presença dos presentes no mesmo recinto que ela, ela então se aproximou de Aegon para olhar mais de perto:
- Ainda não é o suficiente para provar que diz a verdade! – disse Daenerys – Especialmente com a presença de Jon Targaryen!
Esse nome foi o suficiente para surgir uma carranca no rosto de Aegon; claro que essas palavras o afetariam, Daenerys sabia disso e queria ver a reação de seu sobrinho à conquista completa dele:
- Ele não passa de um enganador, um usurpador; o Trono de Ferro é meu por direito! – disse Aegon quase começando a gritar – Ele não tem esse direito; ele enganou o povo e os lordes para apoiá-lo e agora esse usurpador se senta no que é meu por direito e por isso não vou deixa-lo sair impune com isso!
- Palavras fortes de fato, mas, então por que você ainda não foi? – perguntou Daenerys – Basta atacar Porto Real e vencê-lo no combate e os outros senhores não terão escolha a não ser se ajoelhar diante de você, especialmente quando perceberem que é de fato filho de meu irmão Rhaegar Targaryen!
- Por mais que eu queira, não posso simplesmente com a Companhia Dourada! – respondeu Aegon – Preciso de seu exército e dragões tia Daenerys e de que melhor forma para fazer isso nos casarmos e você se tornar a minha rainha!
Palavras e mais palavras vindo de sua boca, em todas, Daenerys ouviu ele se enaltecendo, mas, ao mesmo tempo viu a raiva e o ódio por Jon Targaryen, viu também o ciúme, ganância pelo poder, luxúria por ela e tudo o que viu; Daenerys não gostou, nem um pouco, estava se contendo muito bem já que a sua vontade é de puxar a espada e separar a cabeça de seu corpo, mas, ela queria ter a certeza que de fato é o seu sobrinho a sua frente, se fosse, ele seria preso pelo resto da vida, não o mataria, mas, também não daria o que ele queria; se uma coisa que Daenerys aprendeu desde que se tornou rainha foi que governar é em função de todos e não para a função de si mesmo e isso; de pensar em si mesmo Aegon tinha de sobra e Daenerys sabia disso só nessa conversa inicial; estava na hora de ela fazer mais uma jogada:
- Você pensa que é o primeiro suposto Targaryen e vir até mim, mas, você como um tolo nunca percebeu que Jon Targaryen poderia fazer o mesmo e sim, ele fez isso há muito mais tempo que você; claro, ocupado pela guerra somente podemos conversar através de mensagens e logo, diferente de você ele oferece igualdade e a chance de sentar ao seu lado para governamos Westeros como iguais nas decisões, além de ele oferecer a Pedrão Do Dragão como o meu direito! – disse Daenerys – De fato, foram várias mensagens para confiar nele e muito trabalho de meus espiões para saber se tudo foi verdade ou não, e olha só para isso, é de verdade e há muito tempo aceitei a proposta dele, claro que ainda não disse, mas, você, veio querendo tudo o que conquistei, nunca ofereceu nada em troca; você exigia e exigia, por isso não espere nada de mim!
Jon Connington via todos os seus planos desmoronar a sua frente diante das palavras de Daenerys Targaryen, em sua mente isso deveria ser impossível de acontecer; ela deveria aceitar a proposta de seu rei, se casar e através de fogo e sangue tomarem Westeros para eles e tirar esse usurpador que se atreve a manchar a memória de seu Rhaegar e terminar com ele de uma vez por todas, mas, isso não é verdade e Daenerys Targaryen com todas as suas palavras havia condenado todos eles a morte. Aegon não é diferente, consternado, raiva e fúria tomando conta de cada parte de seu corpo e alma:
- Isso é impossível! – gritou Aegon – Não é verdade!
Os Imaculados pareciam se mexer de suas posições prontos para proteger a sua rainha e Connington se via sem opções:
- Se Aegon poder provar o seu parentesco, vai segui-lo? – perguntou Connington:
- Como ele pode provar? – perguntou Daenerys. Aegon lambeu os lábios secos antes de poder responder:
- Com os dragões! – respondeu Aegon e isso pegou todos de surpresa:
- Sim, os dragões! – concordou Connington:
- Se é isso que quer? Então terá! – disse Daenerys em sentença começando a andar novamente sendo seguida pela sua guarda, ela parou em frente à porta da sala do trono:
- Você vem? – perguntou Daenerys saindo da sala com a sua guarda sendo seguida por Aegon, Jon Connington e Strickland, seguindo pelos corredores até sair do palácio e ainda de dia sendo banhados pelo sol que os aquecia, seguiram pelo pátio do palácio, cada Imaculado postado no serviço de guarda permanecia estoico diante de Daenerys, mas, quando Aegon, Connington e Strickland passavam, os seus olhares frios os acompanhava e esses três perceberam isso e a cada passo se sentiam como se suas vidas estivessem preste a acabar, como se a cada momento o ar a sua volta estivesse diminuindo, nada parecia diminuir essa sensação por mais que todos os três estavam tentando ignorar, Daenerys estava na espera, uma expectativa do que aconteceria, havia duas chances, de ela estar errado, assim como Jon Targaryen que a avisou sobre Aegon Blackfyre e sobre o fato de que ela está certa em acreditar que esse é um impostor e morreria; claro que ela não tinha a menor ideia do que aconteceria, sabia que somente ela podia se aproximar dos dragões e que seus filhos não deixavam ninguém mais se aproximar, mas, ela não negaria que estava curiosa sobre o que aconteceria:
- Estamos nos aproximando de meus filhos! – avisou Daenerys – Somente podem chegar a uma distância adequada que seja segura a todos ao qual terão uma chance de escapar, somente eu e Aegon podem se aproximar deles sem represálias, pelo menos eu espero que você não sofra nenhuma!
- Eu não sofrerei nada, eles vão me aceitar e você se resignará a ser a minha esposa! – disse Aegon:
- Vamos ver! – disse Daenerys com um sorriso predatório em seu rosto.
Os passos dados agora para frente, eles sentiam que o calor estava aumentando cada vez mais, eles agora tinham a sensação do poder que os dragões estavam irradiando, eles chegaram a uma arena onde foram colocados os dragões, sem o teto dando liberdade a eles voarem quando quisessem e sem problemas. Hoje, porém, Daenerys via os seus filhos se alimentando e não sabia se era uma boa ideia se aproximar, afinal todos ficam com um humor negro quando são interrompidos durante as refeições, por isso somente ficou olhando esperando um momento, Aegon estava impaciente com isso:
- Por que a demora? Vamos acabar com isso de uma vez! – disse Aegon:
- Eles estão comendo e não vamos interrompê-los! – disse Daenerys preocupada com a voz alta de seu suposto sobrinho.
A voz alta foi o suficiente para que fosse chamada a atenção de um dos seus filhos, Drogon olhou envolta e viu a sua mãe, ignorando a sua comida ele foi em direção a ela, enorme para se tiver uma sela especialmente feita para ele e for montado, mas, ainda sim, Drogon não teve problemas de se aproximar com cuidado em sua mãe, claro que Daenerys feliz alisou as escamas dele que parecia feliz, desde que nasceram Daenerys sabia que havia uma ligação maior com Drogon do que seus outros filhos e ela sabia que seria cavaleiro dele e que juntos fariam coisas incríveis; Daenerys o cumprimentou em Alto Valiriano com palavras amáveis que parecia agradar Drogon, então ela se virou para Aegon:
- Como pode ver, Drogon me escolheu, os meus outros filhos Viserion e Rhaegal me obedecem, mas, não tenho a mesma ligação que tenho com Drogon, talvez o fato que eles ainda terão que escolher os seus cavaleiros, por isso, se quiser provar, vai ter que se aproximar e deixar que um deles o escolha! – explicou Daenerys:
- Não há problema quanto a isso! – disse Aegon com um sorriso arrogante e se adiantou para os outros dragões que haviam terminado de se alimentar e estavam olhando para tudo com interesse, o que ninguém viu foi Drogon, estreitar os seus olhos em direção a Aegon e o visse como uma presa e mais nada, Daenerys não viu, mais pelo fato que Drogon não se mexeu, apenas esperando que seus irmãos acabassem com o inseto; confiante e arrogante, Aegon se aproximou de Viserion e Rhaegal, ambos, os dois dragões olhavam om desconfiança para Aegon e não se mexiam deixando os presentes olharem com expectativa, no segundo seguinte em que se aproximou demais, Viserion e Rhaegal ficaram de pé e com um grito cuspiram suas chamas em direção a Aegon e ele viu somente o fogo, quente que o atingiu, ele não sentiu dor, apenas viu por instantes o seu corpo derretendo e em seguida a dor veio, mas, Aegon não pode gritar e ele apenas caiu morto e transformado em cinzas.
Todos puderam assistir ao espetáculo da morte do falso Targaryen, os dois dragões o transformaram em cinzas em questão de segundos, eles viram o verdadeiro poder da Casa Targaryen e o que aguardava para os inimigos, Jon Connington apenas gritou de dor e sua mente estava se quebrando, Harry Strickland apenas ficou lá parado, surpreso e não perceberam até quando ele e o Connington foram colocados de joelhos pelos imaculados; então Daenerys se aproximou deles:
- Antes de vocês chegarem, já há muito tempo mantenho conversas com Jon Targaryen! – disse Daenerys sem se abalar com o que acabou de acontecer! – Tenho mais fé na família que tenho em Westeros do que em você Lord Connington!
- Misericórdia, minha rainha! – disse Harry Strickland em súplica – A Companhia Dourada tinha total conhecimento do falso Aegon, somente viemos com eles para uma chance de jurar lealdade à senhora!
- Para a sua sorte, Strickland, acredito em você! – disse Daenerys – Tenho espiões que me passaram essa informação, espiões de Varys que também me disseram a mesma e por isso os homens da companhia foram poupados e aqueles que servem a Connington estão sendo mortos por minha ordem!
Daenerys tirou a sua espada e a manteve em suas duas mãos:
- Mas, eu não posso dizer quanto a sua sorte Jon Connington! – disse Daenerys – Você sabia a verdade, mas, a perda que sofreu foi tanta que se agarrou em uma mentira desejando que ela fosse verdade para não sucumbir, enlouquecer, mas, no final, você já está louco há muito tempo!
Daenerys fez um sinal com a cabeça e os homens que seguram Connington se afastam e ele com as lágrimas caindo em seus olhos veem Daenerys erguendo a sua espada e ele não faz nada; não reage; simplesmente aceita o seu destino:
- Eu desejo melhor sorte na sua próxima vida! – disse Daenerys e ela balança a sua espada em um golpe separando a cabeça de Jon Connington de seu corpo; a Rainha Dos Dragões não esboça nenhuma reação enquanto assiste o sangue se envolver no corpo de Connington:
- Comandante Strickland! – chama Daenerys:
- Sim, minha rainha! – disse Harry Strickland:
- Se está seriamente comprometido a jurar para mim, então em breve será a hora de provar! – disse Daenerys – Prove para mim o que a Companhia Dourada é capaz!
- Será uma honra, minha rainha! – disse Strickland se curvando mais uma vez – Contra quem vamos lutar?
- Dothraki! – respondeu Daenerys – Prepare os seus homens!
