Capítulo 39

O Grande Inimigo

A Guerra Dos Cinco Reis havia acabado, mas, a guerra com palavras, penas e pergaminhos não havia acabado, ela começou no momento em que a guerra de espadas, escudos e lanças havia acabado; Jon Targaryen se sentou no trono disposto a trazer mudanças, uma revisão completa nas leis e na estrutura de governo, ele tinha a maioria do apoio de vários senhores e nobres e logo já havia colocado as mudanças tão necessárias em que Westeros precisava; ao entregar a cidade de Porto Real para a recém-criada Casa Veltech, ele afirmou que a Casa Targaryen governaria toda a totalidade dos Oitos Reinos, os reparos e a reconstrução da cidade estavam andando em pleno vapor, as ruas estavam sendo alargadas, rede de esgoto e água estava sendo instalados, parques sendo criados, orfanatos, prédios administrativos da cidade, além da mansão que a Casa Veltech usaria como morada própria e a construção do prédio ao lado que seria a sede do governo; a Fortaleza Vermelha também estava passando por mudanças, se livrando de qualquer coisa que remete aos Lannister, assim como estradas e campos sendo reparados, refugiados sendo mandando de volta para as suas casas, portos sendo reformados; construindo a mais nova criação, o Edhou, a casa onde os Meistre educariam as crianças de todas as idades, separados por idade onde aprenderiam as letras e os números e a treinar para lutar com as mais variadas armas, se tornariam soldados, curandeiros, artistas, padeiros, ferreiros, pescadores e muitas outras profissões presentes.

Quando Jon Targaryen passou a Carta De Westeros, o conjunto de leis e deveres para o povo, a nobreza, a burguesia e o rei depois de muita pesquisa, negociação e elaboração, essa carta havia quebrado o poder que a Cidadela e Fé possuíam por esses anos todos; claro que havia muita reclamação por parte dos dois poderes, tanto que a Cidadela ainda não tinha nomeado um Grande Mestre, como se Jon estivesse se importando com isso e quanto à fé com esse Alto Pardal como está sendo chamado ameaçando com a Militante Fé, especialmente quando Jon autorizou que os seguidores dos Velhos Deuses e da Senhora Das Ondas e do Senhor Das Tempestades possam nomear protetores a religião, assim como a Fé unge os cavaleiros para serem os protetores da Fé Dos Setes; por um lado Jon não estava ligando para a suas ameaças, mas, por outro ele tinha Lord Varys de olho nele pronto para acabar com esse ressurgimento da Militante Fé.

Lord Varys que em seu governo reformado foi escolhido como Ministro da Informação, ele ficaria encarregado de recolher informações essenciais para o reino, ver através delas se é uma ameaça ou não, além de ter vários agentes para recolher essas informações, mas, também ter agentes capazes de agir para impedir essas ameaças da maneira mais secreta possível, assim eles foi nomeado de "Guardiões Negros"; Lord Varys havia montado um treinamento para os espiões, disfarce, combate em todas as armas, letras e números, porte aristocrático, linguagem, venenos e antídotos e a arte de matar; Lord Varys parecia feliz em relatar que tinha bons agentes bastante promissores e que alguns já haviam sido implementados para espionar o Alto Pardal; quando Jon deu o cargo de Ministro Da Justiça a Lord Renfred Rykker, ele havia falado em dividir a justiça do seu reino, ele governaria e ainda ouviria a petição do povo, mas, a justiça e o governo estariam oficialmente separados, Juízes, Acusadores e Defensores do reino, esse ficaram para serem supervisionados por Lord Rykker, ele indicaria os Juízes Supremos que decidiriam como as leis deveriam ser interpretadas além de debater as novas criadas e alterações para as mesmas; seriam indicados e o juízes, Acusadores e Defensores votariam em quem seriam colocados no cargo.

Lord Wyman Manderly foi trazido para Porto Real para ser o Ministro Do Comércio, as leis do comércio seriam de responsabilidade dele, as políticas para trazer prosperidade e riqueza para o reino, para isso, o Banco De Westeros foi criado e erguido em Porto Real para espalhar pelos reinos, a Casa Da Moeda foi construída na Rua Do Aço, Lord Manderly também ficou responsável pela cobrança de impostos pelo reino; Lady Anya Waynwood veio a seu mandado para assumir como a Ministra Da Educação E Cultura para garantir, independente de status que receba ensinamentos de letras e números e treinamentos em armas, foi a partir daí que se criou a Edhou, as casas de educação onde se é ensinado para as crianças e adultos que querem aprender, além de cuidar a cultura, preservá-la e deixa-la disponível para todos; para a o Ministro Da Natureza, Jon deu o cargo Lord Anders Yronwood o deixando com a responsabilidade de cuidar das matas, garantir que a caça não seja extinta e que a oferta de peixes não suma.

Lord Kevan Lannister foi feito Ministro Das Cidades, ele tinha a responsabilidade de garantir que tudo funcione bem para que as cidades, vilas, fazendas, portos funcione sem causar caos, dele viria à autorização da construção de prédios, praças, reformas, estruturas para esgoto e água; Lord Tytos Blackwood se tornou o Ministro Da Saúde onde ele garantiria que os Curandeiros sejam devidamente formados e especializados em cura e cuidar da saúde dos reinos de Westeros; Lord Randyl Tarly se tornou o Ministro Da Guerra E Defesa, ele teria todo o comando do Exército e Marinha Real, acima dele somente o rei, ele ficaria responsável pelo treinamento de novos recrutas, preservação e renovação de equipamento e cuidaria das defesas do reino, abaixo dessa posição está Lord Paxter Redwyne como o Comandante Da Marinha Real e Lord Donnel Swann como o Comandante Do Exército Real; Lord Ardrian Celtigar ficou com o cargo de Ministro Da Segurança tendo a responsabilidade de comandar homens e mulheres de capas para garantir a segurança do povo, dentro das cidades, vilas e fazendas e nas estradas.

Ellaria Sand se tornou a Ministra Das Comunicações, toda a comunicação do reino seria de responsabilidade dela, assim teria Oberyn Martell por perto e Lord Rodrik Forrester foi nomeado como Ministro Das Relações Exteriores sendo a sua maior responsabilidade em manter relações amigáveis com os outros reinos; sim; houve muitos que reclamassem; especialmente aqueles que se beneficiassem da forma antiga de governar, mas, agora, com regras mais rígidas e as ameaças de permitir Oberyn ter a palavra final sobre qualquer punição aos infratores silenciaram a maioria, ele se tornou especialmente vicioso quando questionavam a capacidade de sua amante, mas, ninguém mais poderia dizer que não estava recolhendo os frutos da mudança.

Havia a questão de como Jon poderia dar mais participação para o povo e os nobres que ficassem em iguais, por isso ele criou o Parley onde a cada um ano, dois nobres de cada reino se revezavam em vir a Porto Real discutir, criar e alterar as leis, para incluir o povo, foi permitido que se candidatassem e que fossem votados, dois de cada reino, lordes suseranos não podiam vir por comandarem os seus reinos e isso tinha prioridade sobre a vinda a Porto Real para o Parley; mesmo nas Ilhas De Ferro para o fato que foi dividido entre o Norte, Riverlands, Westerlands e Reach; mesmo com o inverno em cima deles, tudo estava correndo conforme o planejado, de fato, a maior parte estava colocada em garantir que todos possam sobreviver ao inverno, ele já havia se casado com Arianne já provou muitas vezes a ela do que é capaz; ele ainda tinha que escolher uma mão do rei e nesse momento ele já havia chegado a uma decisão, sentado na cadeira principal da Sala Do Conselho, Jon estava esperando quando a porta foi aberta:

- Mandou me chamar, sua graça? – perguntou a pessoa que havia entrado:

- Sim! – respondeu Jon – Sente-se, tem vinho; devemos conversar Tyrion Lannister!

- Sobre o que; meu rei? – perguntou Tyrion curioso:

- Tenho uma proposta para você? – respondeu Jon:

- Meu rei; estou satisfeito em ser Lord Lannister de Casterly Rock, o Protetor Do Oeste, Lord Supremo Das Westerlands! – disse Tyrion:

- E se eu adicionasse Mão Do Rei a esse conjunto de títulos? – perguntou Jon com um rosto sério:

- Sua graça? – perguntou Tyrion surpreso e confuso:

- Eu quero que assuma o cargo de Mão Do Rei! – explicou Jon mostrando que em sua mão direita estava o broche com o símbolo do cargo da Mão Do Rei.

Tyrion estava aturdido, ele apenas olhou para o que estava a sua frente e então, ele se ajoelhou:

- Levante-se! – ordenou o rei e o Imp se levantou para que Jon pudesse colocar o pino com o símbolo da Mão Do Rei – Você é Tyrion Lannister, a Mão Do Rei, Primeiro Ministro, meu conselheiro mais próximo e temos muito trabalho a fazer!

Eles tinham muito trabalho de fato, depois de meses de muita negociação, eles junto ao conselho haviam chegado a uma gestão de normalidade que deveria sempre existir, claro que a guerra não acabará a pouco tempo e ainda a havia muito a reconstruir e recuperar, o Norte, Vale, Dorne, Reach não sofreram muito com a guerra e esses podiam se recuperar rapidamente, as Blackwater Lands sofreram, mas, não tanto quanto se esperariam e em talvez dois anos estivesse recuperadas, as Westerlands seria entre cinco e dez até voltarem à força que tiveram antes da guerra e agora para aqueles que estavam em pior situação, as Riverlands estavam sendo assoladas pelo fogo ao ponto que Jon criou o Contra Incêndio, um grupo de homens e mulheres treinado para combater incêndios dentro das cidades e nos campos e florestas além de serem treinados para regates de desastres como o que Cersei Lannister causou, eles estavam dando tão certo que Jon estuda implantar em todo o reino; com os incêndios apagados, em quinze anos, as Riverlands estariam recuperados; os casos mais problemáticos estavam nas Stormlands que estavam em guerra civil que Jon resolveria logo, em uma geração estariam recuperados e as Ilhas De Ferro ao qual foram repartidas para o Norte, Riverlands, Westerlands e Reach; teriam a sua representação do Parley, mas, não mais agiriam independentes; seriam necessários muitas gerações até estarem recuperadas.

Com a escolha da Mão Do Rei, Jon realizou o seu casamento provando a Arianne que ele é mais do que o suficiente para ela e assim os lordes voltaram para as suas casas, pela primeira vez, Jon contava com o Exército e a Marinha Real e que foram testados na guerra civil nas Stormlands, Edric Storm, agora Baratheon foi escolhido como o novo lorde suserano das Stormlands e teria que encontrar uma futura esposa dentro das Stormlands, Gendry preferiu ficar com Arya, Jon surpreso não viu isso vindo, mais tarde Robb garantiu para eles Moat Cailin, incrivelmente mais uma vez, surpreso e Jon admitiu abertamente não ver isso vindo, Tyrion Lannister desposou Bella Baratheon, uma ex-prostituta, treinada em combate e Lady Lannister de Casterly Rock, verdadeiramente surpreendente e por última, mas, não menos importante Mya Baratheon foi desposada para Edmure Tully, um bom jogo.

Robert Arry foi desposado para Shireen Baratheon, Margaery Tyrell foi desposada para o Príncipe Quentyn Martell e assim trabalhar para curar as feridas e a rivalidade entre as duas casas, seu primo Robb poderia escolher uma esposa ao seu gosto, mas, segundo ele, ela seria do Norte, assim como Willas Tyrell escolheria a sua futura esposa da Campina. À medida que o tempo passava, parecia surpreendente que os problemas diminuíam, especialmente depois de saírem de uma guerra longa e custosa, claro que ainda havia muitas pessoas sem moradias ou qualquer meio de sustento e que isso seria resolvido aos poucos, mas, não se podia negar que o trabalho estava sendo feito.

Foi em desses dias em que Jon recebeu um corvo do Norte; uma mensagem de Robb falando sobre como estava indo para além do Muro para negociar com Mance Rayder, ele estava indo negociar para impedir uma invasão de mais de cem mil selvagens, de tudo o que poderia acontecer esse foi inesperado, nunca imaginou em todos esses anos que todos os selvagens pudessem se reunir para invadir e atacar o Norte; Jon somente poderia esperar qualquer notícia do resultado da negociação e preparar o Exército Real para marchar e a Marinha Real para velejar.

Robb Stark estava indo com cem homens e mulheres da sua guarda para ao Muro, ele estava indo atendendo ao pedido de negociação de Mance Rayder, claro que Robb tinha a escolha em seu lado, negar tudo e lutar contra Mance Rayder e cem mil selvagens contra o Muro sabendo que a Patrulha Da Noite por mais dos esforços de seu pai não estava no melhor ou aceitar a passagem de desses selvagens com várias condições visando controlar o povo que vai habitar o Presente e o Presente Novo, Robb sabia que o Norte tem poder do ouro e de homens e mulheres para suportar uma guerra na Parede, mas, ele não queria e faria todo o possível para evitar isso, afinal, ele é um Primeiro Homem e ele estava indo negociar com Primeiros Homens.

Gelado e sombrio é como Robb podia dizer sobre a Muralha, especialmente sobre Castelo Negro, certamente com uma iminente invasão vindo fazia o clima ficar mais sombrio do que é; os portões forma abertos quando se viu a bandeira do lobo gigante da Casa Stark, especialmente Vento Cinzento que estava ao seu lado; Robb viu o Velho Urso Jeor Mormont vinha em sua direção:

- Lord Stark! – cumprimentou o Mormont:

- Senhor Comandante! – cumprimentou de volta, Robb Stark. Ambos apertaram as mãos:

- Eu sinto muito sobre o seu pai! – disse Jeor – Um bom homem!

- Ele fará falta; mas, eu estou aqui agora e espero usar tudo o que ele me ensinou para governar o Norte bem! – disse Robb – Mas, nem mesmo ele imaginou um dia negociar com um Rei Para Lá Da Muralha!

- Eu diria que é um louco se me falasse disso há um ano! – disse Jeor – Os quartos estão preparados para você, milorde!

- Eu agradeço! – disse Robb – Mance já marcou um dia para essa reunião?

- Amanhã! – respondeu o Lord Comandante:

- Ótimo! – disse Robb.

Os dois entraram no salão onde viram o Meistre Aemon sentado em uma das cadeiras altas:

- Robb Stark, Meistre Aemon! – disse o Lord Comandante:

- Meistre Aemon, é bom vê-lo! – cumprimentou Robb:

- Eu posso dizer o mesmo, afinal somos família pelo que eu soube! – disse Aemon:

- O que? – perguntou Robb confuso:

- É muitas vezes o meu sobrinho neto que se senta no Trono De Ferro! – disse o Meistre Aemon:

- Jon! Mas, isso quer dizer que você... – disse Robb:

- Sou filho de Maekar I e irmão de Aegon V! – explicou o Meistre Aemon – Eu seria hipócrita se não ficasse feliz por ver a minha família mais uma vez sentada no Trono De Ferro, agora e especialmente com a crise que podemos enfrentar em breve!

Não é preciso muito para lembrar a todos que estavam diante do limiar de começar uma crise ou resolver tudo pacificamente, na manhã seguinte, Robb com o Jeor Mormont, o Meistre Aemon e os cinquenta soldados da Casa Stark e cinquenta da Patrulha Da Noite avançavam para fora do muro normalmente seguindo lentamente para a metade da distância da Parede para a Floresta Assombrada onde uma tenda havia sido montada e se podiam contar cem selvagens ao redor dela, eles se aproximaram dela:

- Nós viemos para o parley! – disse Jeor Mormont:

- E nós o recebemos! – disse um grande homem ruivo no cabelo e na barba – Mance os espera dentro!

Todos desmontaram e Jeor junto com o Meistre Aemon e Robb Stark entraram na tenda, lá eles viram uma fogueira no meio da tenda, com várias pessoas sentadas esperando:

- Meistre Aemon! É muito bom vê-lo! – disse um homem se levantando:

- Mance Rayder! – disse Aemon – Faz muito tempo, eu ainda podia ver com esses olhos quando você deixou os seus votos de lado!

- De fato, meistre; eu sinto muito por seus olhos, eu sei o quão gosta dos livros! – disse Mance:

- Eu nunca me esqueci deles e isso é um conforto! – disse o Meistre Aemon.

O Lorde Comandante grunhiu interrompendo os dois:

- Talvez; devemos começar! – sugeriu Jeor Mormont:

- De fato, devemos; apresentações estão em ordem! – disse Mance Rayder – Tormund Giantsbane!

Mance apontou para o homem grande e ruivo:

- O Senhor Dos Ossos, Harma, Orell, Varamyr, Styr Thenn, Ygritte, minha esposa Dalla e sua irmã Val! – apresentou Mance Rayder:

- Quebrou os seus votos Rayder! – afirmou Ser Alliser Thorne:

- Fiz o que foi necessário! – disse Mance – Eu não duvido que você tivesse feito o mesmo!

- Todos nós teríamos Mance! – disse Qhorin – Ninguém vai incriminá-lo se for por isso!

- Eu sei disso Qhorin! – disse Mance – Mas, alguns são burros teimosos demais para aceitar isso!

- Seria preciso que dançasse nua na frente desse tipo de pessoa! – disse Tormund e os do Povo Livre riram:

- Estamos escapando do tópico! – disse Jeor Mormont – Robb Stark veio como pediu!

Isso chamou a atenção de Mance que olhou diretamente para Robb:

- Creio que você tivesse a preferência de um rei para conversar! – disse Robb:

- Depende! – disse Mance – Não estou tão o par sobre a guerra!

- Jon Targaryen venceu! – disse Robb – É o rei incontestável dos Oito Reinos!

- Pensei que eram sete? – perguntou Mance confuso:

- As Riverlands foram feitas um reino por inteiro! – explicou Robb:

- Entendo! – disse Mance pensativo – Você está aqui Lord Stark e isso é mais o que suficiente para essa conversa!

- Sim! Como permitir a passagem de cem mil pessoas para o outro lado do Muro! – disse Robb:

- Como se esse fosse os números! – disse Thorne:

- Eu juro sobre a minha família que esses são números verdadeiros! – disse Mance em um tom bastante sério e pesado – Pode até haver mais!

- Desses, quantos são capazes de lutar? – perguntou Robb:

- Oitenta a noventa mil podem ser colocados para lutar! – respondeu Mance.

Robb não sabia se poderia acreditar nesse número ou não; talvez fosse verdade ou Mance estava mentindo e os números fossem muito menores do que estava dizendo, mas, a ameaça estava no ar, presente desde que viajou de Winterfell até o outro lado do muro:

- Diferente de muitos que levaram um exército dos selvagens até o outro lado do muro e atacaram e foi derrotado, você prefere chamar por parley e negociar conosco; por quê? – perguntou Robb:

- Não acreditaria se eu respondesse! – respondeu Mance.

Dessa vez Robb ficou desconfiado:

- Tente! – disse Robb simplesmente. Mance sorriu; um sorriso sombrio e como se tivesse ficado ainda mais frio:

- Se eu dissesse que lendas acordaram e estão aterrorizando a todas as tribos dessas terras congeladas, sem dividir ou escolher, simplesmente atacar, corpos somem e tudo é deixado para trás, água, peles e alimentos e também animais e quando eles se aproximam; tudo fica mais frio! – explicou Mance Rayder:

- Eu não saberia o que dizer a não ser pedir por uma prova! – disse Robb:

- Planos de guerra não funcionam contra eles, tem que lutar de um jeito diferente e se não for capaz, simplesmente tem que correr! – disse Mance – Por sorte isso acontece há algum tempo e aprendemos um pouco a lutar contra essas coisas e somos capazes de fornecer a prova que quer!

Nesse momento um saco foi trazido e para a consternação de Robb e dos outros patrulheiros presentes três cabeças foram tiradas e colocadas na frente deles, então os olhos abriram mostrando um brilho azul não natural e eles sibilaram; Robb e os outros irmãos negros saltaram de surpresa jurando de todas as formas possíveis:

- O que é isso? – perguntou Robb consternado:

- Três cabeças! – respondeu Mance – Wights, os Outros acordaram e seu exército cresce a cada momento se preparando para atacar os vivos como antigamente e existem cem mil pessoas prontas para serem adicionadas ao exército deles!

Robb apenas permaneceu em silencio, mergulhado em pensamentos sombrios sobre o que estava vendo; o que está se apresentado à sua frente, ele não podia negar; uma nova guerra estava chegando e eles lutariam para salvar o mundo como eles conheciam e todos os vivos:

- Você tem a minha permissão para passar! – disse Robb – Existem condições que não podem ser negociadas!

- Não esperaria menos! – disse Mance satisfeito:

- Abriremos os portões e de maneira ordenada vocês vão passar! – disse Robb – Vai levar vários dias com certeza para que isso aconteça, nesse tempo arranjem mais cabeças para mostra para o sul; vamos lutar lado a lado nessa guerra!

- Acredite ou não, os líderes das tribos estão dispostos a dobrar os joelhos desde que nos ajudem nessa guerra! – disse Mance:

- Só acredito vendo! – disse Ser Alliser:

- Há, você vai ver muito isso Alliser! – disse Mance:

- Temos muito que fazer, temos que nos preparar para a verdadeira guerra! – disse Robb se levantando – Prepare o seu povo para atravessar; abra os portões; lorde comandante!

Claro que os portões não foram abertos imediatamente, nem poderia, havia condições a ser colocadas em cada chefe de tribo que estava com Mance, além deles dobrarem os joelhos para Robb, além de ele ter que chamar os senhores do Norte para Castle Black para verem a volta de lendas que querem destruir tudo que é vivo e também abrir vários portões já que é muita gente para atravessar somente um portão, seriam dias de deslocamento até que todos pudessem atravessar e sem contar que certamente eles seriam atacados pelos outros e o não menos importante e mostra a cabeça de um dos wights para o seu primo e rei; Robb sabia que eles precisavam desesperadamente dos recursos do sul; por mais que eles tivessem recursos próprios, os que o sul tinha se tornam bastantes importantes para essa guerra que estava por vir.

Para isso, Robb mandou os mais rápidos a cavalo para espalhar o verdadeiro perigo que o Norte e Westeros vão enfrentar; dois vão por água mostrando a todos na costa e um vai por terra e Robb esperava que Mance pudesse conseguir mais, essas três cabeças não seriam o suficiente, nem de longe o suficiente; precisavam de mais, especialmente mais obsidiana. Robb permitiu que os líderes do Povo Livre viessem para o Castelo Negro e começassem a fazer a passagem do povo para o outro lado, os portões de Castle Black foram abertos, assim como os portões de Deep Lake, Queensgate, Oakenshield, Woodswatch By The Pool e esses foram os primeiros, se a velocidade se for necessária, mais portões seriam abertos:

- O que um dobrador como você pensa? – perguntou uma voz feminina que Robb conhecia muito bem, Val tinha que ser uma das mulheres mais bonitas que ele já virá, mais bonito que Cersei Lannister, por dentro e por fora, esses dias desde que permitiu que os líderes ficassem em Castle Black e entre o acampamento, Robb estava curioso para ver o que ela é capaz e Robb podia dizer que não se decepcionou:

- No trabalho! – respondeu Robb – O que está vindo ao futuro, à próxima guerra!

- A Guerra Verdadeira! – disse Val – Eu diria que não é bom pensar no futuro, que devemos viver no que está acontecendo agora, mas, com o que vamos enfrentar e eles podem atacar a qualquer momento, faz bem pensar no futuro!

- Nunca imaginei você pensando profundamente! – disse Robb em forma de brincadeira:

- Nunca imaginei que você me queria de todas as formas! – disse Val sorrindo de forma maliciosa; especialmente quando Robb tinha um ligeiro corar – O seu rei vai nos ajudar?

- É o seu rei também! – respondeu Robb se controlando – Você e os outros chefes se ajoelharam para mim e ele passou a ser o rei de vocês e sim, ele vai vir para ajudar, especialmente sendo ele também um filho do Norte!

- Eu acredito em você! – disse Val – Só espero que ele traga ajuda a tempo!

- Eu também espero! – disse Robb.

O Rei Jon Targaryen estava em uma varanda olhando para Porto Real, os meses se passaram para terminar o ano de trezentos Depois Da Conquista De Aegon, as obras correram de melhoria e reconstrução estava indo bem, mas, então os ventos de inverno vieram anunciando um frio e a cada dia parecia que estava aumentando; um frio mais intenso que Jon não esperava sentir aqui no sul, mas, no Norte e isso o preocupa com a situação do Norte, mas, infelizmente Jon tinha um reino inteiro para se preocupar e ele não podia ser seletivo somente com o Norte. Com o frio veio e necessidade de fazer mais uma colheita e assim segue a esperança de ter mais suprimentos estocados para que todo o povo acha da vinda do inverno.

Jon garantiu como rei que as Riverlands tinham sementes para produzir alimentos, mas, segundo os relatórios de Lord Tully ele não acha que a colheita vai crescer por completo antes da chegada do inverno, o Exército Lannister havia queimado o sul das Riverlands e Jaime Lannister havia destruído a parte oeste deixando a parte norte e leste sobrecarregado; em outras palavras somente tinha a Campina como o celeiro do reino que não foi atingindo tão duramente nessa guerra, as Westerlands estavam funcionando no mínimo graças a Jon tirando os seus suprimentos como forma de pagamento pelo estrago de Tywin Lannister; a guerra civil que se seguiu nas Stormlands destruiu as terras produtivas deixando aquele reino com o que estocaram; as Blackwater Lands não foram afetadas inicialmente, mas, tiveram que ceder muito para alimentar Porto Real durante essa guerra; Dorne dependia de fora, as Ilhas De Ferro não tinham nada e o Norte corria o risco de ter as estradas congeladas antes de garantir a venda e distribuição dos suprimentos que ela estocou.

Arianne estava esperando o seu filho, um primogênito ou primogênita, não importa, Jon a amaria de qualquer forma e alterando as leis de sucessão para caber como Dorne escolhe seus líderes pelo mais velho ao invés da linhagem masculina; mais do que nunca vem a necessidade de protegê-los, seu conselho sempre fala que o reino está estável nesses poucos meses em que assumiu, mas, Jon sabe que existe aqueles que ressentem com o resultado da guerra, que ainda guarda inimizade com a Casa Targaryen desde da Rebelião De Robert, para isso Jon está trabalhando mais do que nunca para realmente estabilizar o reino, no que diz em relação aos senhores, já que o povo o está apoiando com suas reformas e trabalhos de reparo do reino que foi devastado pela guerra.

Parecia que nesses meses somente se pensa na reconstrução e melhoramento e foi assim, ao perto do final do ano de trezentos desde Conquista De Aegon que Jon curiosamente recebeu a visita de um membro da Patrulha Da Noite ao qual ele permitiu uma audiência junto com sua esposa com a barriga inchada e o conselho completo:

- Fale patrulheiro! – disse Jon vendo o homem se ajoelhando diante dele que parecia segurar algo coberto com um pano – A Patrulha Da Noite é sempre bem-vinda, estou pronto para ouvir o que tem a dizer!

- Cresceu como um homem do Norte, sua graça! – disse o patrulheiro – Por isso ficará melhor de compreender se lhe mostrar!

O patrulheiro tirou o pano mostrando uma gaiola cheia de runas entalhadas e dentro dela, para a sua surpresa tinha uma cabeça, mas, o curioso que ele e nem ninguém acusou o cheiro, mas, então para surpresa e consternação dos que assistia a cabeça abriu os olhos mostrando azuis com um brilho não natural e começou a sibilar, todos foram pegos de surpresa enquanto o patrulheiro se virava mostrando a cabeça erguida para o alto, alguns ficaram brancos e a mulheres mais frágeis começaram a desmaiar, mesmo alguns homens cambalearam:

- O que é isso? – perguntou Tyrion Lannister:

- É o que eu acho que é? – perguntou Jon se levantando de seu trono e se aproximando do patrulheiro:

- Sim, meu senhor! – respondeu o patrulheiro – Não queria acredita nisso inicialmente, mas, não se pode negar quando se assiste a isso!

- Onde conseguiu? – perguntou Jon:

- Nas terras ao norte do Muro, sua graça! – respondeu o patrulheiro:

- Meu primo Robb Stark, sabe? – perguntou Jon:

- Sim, sua graça! – respondeu o patrulheiro – Lord Robb Stark foi chamado para o norte da Parede para negociar com Mance Rayder e voltou com três cabeças disso e logo estava mandando abrir os portões para a passagem dos selvagens e confiando as cabeças para viajar pelo mar no leste e oeste e por terra dentro do reino, em breve todos saberão!

- De fato patrulheiro, descanse, amanhã vai mostrar essa cabeça por toda a cidade! – disse Jon:

- É muito gentil, sua graça! – agradeceu o patrulheiro se curvando e saindo do salão; Jon se virou para o conselho presente:

- Mande uma mensagem para Winterfell dizendo que tem a minha autorização para abrir os portões e que nada vai lhe acontecer por ter feito mais cedo! – ordenou Jon – Temos um novo inimigo, temos uma nova guerra para combater; temos muito que planejar!

Inicialmente Jon queria um mapa completo e detalhado de Westeros, mas, então olhando seu antepassado Aegon como exemplo quando começou a planejar a conquista, ele fez um mapa de pedra de Westeros, trazida e colocada na sala do trono junto ao seu conselho olhando para as disposições dos movimentos que o exército faria; Porto Real já estava em alvoroço com o que o Patrulheiro estava mostrando, mesmo com a maldita Fé Dos Setes dizendo que é uma farsa do rei infiel, ninguém o estava levando a sério, a força que a Fé tinha uma vez, tinha acabado e Jon suspirou aliviado que não haveria problemas até que todos estavam convencidos do que estava acontecendo. O Rei Jon Targaryen passou as ordens, todas as terras cultiváveis devem ser usadas, a colheita que estiver pronta dever colhida e armazenada, todas as florestas estão abertas para a caça e a extração de madeira com ressalva que os animais que vivem não devem ser exterminados ou a floresta completamente devastada; poderiam salvar muitas vidas no futuro, pedras para reformar as casas ou tapar os buracos e impedir a entrada do frio estavam sendo vendidas baratas; a ordem do Rei Jon para baixar o preço ao mínimo que podiam.

Aumento de salário e jornada em turnos para recuperar as terras, vilas, cidades e castelos devastados pela guerra, racionamento e suprimentos em que até a Família Real seguiria, menos as mulheres com filhos ainda para nascer, o exército e a marinha devem treinar de forma a enfrentar uma horda de mortos vindos; para isso o patrulheiro foi questionado sobre as suas opiniões sobre o inimigo e o que ele aprendeu através dos selvagens ou Povo Livre como gostam de serem chamados; novas táticas devem ser criadas e treinadas, Tyrion Lannister ordenou as minas reabertas na esperança de encontra ouro para cunhar moedas para comprar suprimentos de fora caso em necessidade; ferreiros estariam trabalhando quase sem parar produzindo armas e armaduras, qualquer um capaz de segurar uma arma deve ser treinado e voltar a treinar, homens e mulheres, aqueles que não são capazes devem encontrar outra coisa para fazer, segundo o Rei Jon, ninguém ficaria sem fazer nada; roupas de frio estavam sendo costuradas e reforçadas:

- Se todos vocês quiserem sobreviver a essa nova Longa Noite que se aproxima, devem esquecer as rivalidades e rancores e trabalharem juntos e somente assim podemos ter uma chance; alguns vão sobrevier, outros não, mas, vamos garantir que nossos descendentes não tenham que lutar contra eles mais uma vez!

Jon sabia que ainda havia mais uma coisa que ele deveria fazer antes de começar a marcha para o Norte, à vinda de sua tia Daenerys e com ela, três dragões que certamente estavam crescidos e que com certeza fariam a diferença nessa guerra para vir; o planejamento e as decisões demoraram mais do que devia, devido à sugestão de Tyrion Lannister de usar fogo vivo contra os Outros e os Wights, isso significaria esvaziar o estoque que seu avô deixou em Porto Real, Tyrion nem havia usado um terço disso, nem havia chegado perto, é uma excelente arma se não tão instável e se fosse lançada podia queimar por vários dias e assim colocar uma barreira entre eles os Outros permitindo a eles recuarem, no final Jon concordou e assim pode levar o fogo vivo para longe, não antes de mandar boa parte de o exército evacuar a Estrada Do Rei e seus arredores e somente os velhos sem nenhum motivo para continuar a viver pudessem conduzir o transporte do fogo vivo. Aproveitando a evacuação, Jon emitiu ordens de evacuar as pequenas vilas e aldeias, essas seriam mais difíceis de defender caso o inimigo ultrapasse o Muro.

Daenerys Targaryen estava indo para casa, não a casa de Bravos, aquela em que se lembrava de e amava com carinho, mas, ao qual nasceu; Westeros, ela; inicialmente tinha a intenção de retomar o Trono De Ferro, mas, aqueles que conspiraram e conseguiram derrubar a sua família do poder a muito estavam mortos, graças ao seu sobrinho; agora ela tinha o dever de confrontá-lo e ver por si própria se ele é da família; esperançosamente ela esperava que sim, mas, a muito aprendeu a viver com o que tinha e o que colocavam na sua frente do que viver de esperanças, mas, talvez a esperança seja o que ela precise, do que o mundo precise. Nos meses depois da batalha contra os dothrakis, seu exército estava recuperado e o que ela prometeu aconteceu, uma onda de ante escravagismo varreu o continente de Essos, pelo menos a parte oeste dele, todas as cidades abdicaram e proibiram de ter escravos e comercializar; foi uma virada de cultura de milhares de anos ao quais seus antepassados tiveram parte.

A Baía Dos Escravos, agora chamada Baía Dos Dragões com as três cidades, Yunkai, Meereen e Astapor jurando a ela e as mais diversas cidades livres declarando mudanças em seus governos, escravos saindo da cidade e indo para outros lugares formando novas cidades, especialmente com os dothraki em sua maioria morta, muitos desses escravos estavam tomando as terras dothrakis; Daenerys trabalhou para estabilizar essas regiões, mesmo que eles não jurariam para ela, que se tornariam independentes; Daenerys tinha se recuperado da Batalha Dos Dothrakis, ela tinha a frota pronta e tudo estava estável, mesmo assim, em seu navio, no carro chefe, ela se imaginava se ainda deveria tentar conquistar Westeros, ela já tinha o seu próprio reino, mas, então, seu sobrinho Jon conquistou o Trono De Ferro e assim Westeros estava de volta a sua família e agora depois de muito tempo, ela estava indo conhecê-lo. Daenerys viu de longe a Pedra Do Dragão e então ela percebeu que estava em casa mais uma vez.

Ao descer no porto da ilha Pedra Do Dragão, Daenerys foi recebida por um homem acompanhada por uma mulher de pele oliva e claramente esperando um filho; mas, o homem que estava ao lado dela se que se vestia regiamente como um rei e ao mesmo tempo aparentava simplicidade tinha os cabelos pretos e os olhos da mesma cor que ela; Daenerys sabia que naquele momento que estava de frente com a sua família:

- Daenerys Targaryen; bem-vinda de volta a Pedra Do Dragão! Bem-vinda de volta a Westeros! – cumprimenta o Rei Jon Targaryen:

- É bom estar de volta sobrinho! – disse Daenerys sorrindo e pela primeira vez deixa o protocolo de lado e abraça o que é a sua família restante; Jon pego de surpresa lentamente devolve o abraço para a felicidade dos presentes; ambos se separam e Daenerys se vira para a mulher ao lado de seu sobrinho:

- Essa é a Rainha Arianne Targaryen Da Casa Martell! – disse Jon a apresentando:

- Sua graça! – cumprimenta Dany:

- Você pode me chamar de irmã! – disse Arianne sem cerimônias abraçando Daenerys que ela alegremente devolveu o abraço:

- Venha! – disse Jon – Vamos mostrar o castelo em que nasceu!

Dany estava feliz pela primeira vez em muito tempo ao qual aceitou o braço de seu sobrinho ao mesmo tempo em que os três dragões de Daenerys se fizeram presentes com os seus rugidos. Quando o choque passou de os dragões de verdade serem vistos em Westeros em muito tempo, Jon pode mostra o castelo e a ilha para a Daenerys, por mais que quisesse manter a conversa em família, Jon sabia que em breve deveria falar de política com a sua tia, mas, ainda não é o momento e deveria deixá-la aproveitar cada pedra do castelo em que nasceu, o sono em sua primeira noite e despertar da manhã em que finalmente pode acreditar que estava em casa; Jon deu o espaço mais do que suficiente, especialmente para que ela pudesse ler a Carta De Westeros, o conjunto de leis, deveres e direitos que ele havia criado com o conselho e aprovado, mais chegaria o momento em que deveria tirar todas as dúvidas dela e principalmente mostrar sobre o assunto de maior urgência, a próxima guerra que estava vindo contra os Caminhantes Brancos.

Daenerys se reuniu com Jon e Arianne onde tirou as dúvidas que tinha, poucas é verdade, mas, principalmente para alcançar um entendimento, no todo ela havia gostado da Carta De Westeros, Jon havia contado como estava a reconstrução e melhoramento de Westeros, ele também pedia que ela avisasse a Ser Jorah que ele é livre para andar por Westeros, mas, se quer redenção aos olhos de sua família, somente tomando preto poderia lhe dar algum tipo de redenção e aqui, Jon pode entrar na conversa sobre os Caminhantes Brancos e seus Wights; uma conversa que ele não queria ter, mas, necessário, agora e especialmente com exército dela e seus dragões que poderiam ser um grande trunfo e uma esperança que eles poderiam vencer essa guerra:

- Eu poderia dizer que vocês enlouqueceram, mas, com tudo o que eu vi e os meus filhos; acho que tudo é possível! – disse Daenerys:

- Você tem a opção de ir embora se quiser! – disse Jon – Ninguém vai impedi-la!

- Isso não afeta somente Westeros, vai afetar todo mundo! – disse Daenerys – Conte comigo para essa guerra, só que tenho que preparar o exército para aguentar o longo inverno e até a treinar novamente a como lutar com a neve caindo e com ela aos pés dos soldados!

- Isso é bom! – disse Arianne – Ainda tem algo a mais!

- O que é? – perguntou Daenerys curiosa:

- Você é uma rainha de fato e com isso vai atrair pessoas dispostas a casar com você e reivindicar que você tem precedência sobre o Trono De Ferro! – respondeu Arianne:

- Mas, Jon consolidou o seu poder, sendo filho de Rhaegar, ele tem mais direito! – disse Daenerys:

- Sim, isso é verdade, mas, tudo oque ele fez e o que ele mudou não deixou todos felizes, existem com certeza aqueles que ficaram insatisfeitos com os resultados da guerra e eu veio depois; vai ser muitos anos para que todos aceitem as mudanças e há aqueles que querem de volta o que tinha antigamente! – explicou Arianne – A melhor chance de isso acontecer é casando com você e usando o seu filho para reivindicar o trono e mudar tudo mais uma vez!

- Poderia dar certo, se eu pudesse ter filhos! – disse Daenerys – E acredite, eu tentei!

- Sério? – perguntou Jon incrédulo:

- Sim! – confirmou Daenerys – A Linha Targaryen depende totalmente de você agora, Jon e Arianne!

- E quanto a Qarth? – perguntou Jon – O centro do reinado que construiu?

- Tenha mais filhos e o farei meu herdeiro! – respondeu Daenerys.

Jon e Arianne trocaram olhares:

- Mesmo assim, se case com Jon! – disse Arianne – A Fé Dos Setes perdeu poder em que se dividiu em várias correntes que são fracas, mas, graças às novas leis podem se coexistir pacificamente e como agora, a fé não tem mais ligação ou influência com o governo, temos mais liberdade de tomar decisões que podem ser consideradas amargas, mas, que ajudam o reino em longo prazo; casando com Jon, vai unificar a Casa Targaryen, mais do que nunca ela precisa agora!

Daenerys não mentiria se dissesse que não imaginou isso, unificar a família para evitar uma nova Dança Dos Dragões, mesmo que seja anunciado que ela não pode ter filhos, não quer dizer que os deuses decidam brincar com ela e conceda esse desejo que ela quer tanto, somente para ter o seu filho usado como peão para uma nova guerra, Westeros não precisa de uma nova guerra agora, e sim de unificação para combater o que estava por vir, a nova ameaça, antiga, mas, que ressurgiu e agora ameaça tudo que é conhecido; Daenerys sabe o que é preciso:

- Eu aceito! – disse Daenerys – Vamos nos casar!