Capítulo 40
A Marcha Para O Norte
Daenerys Targaryen se fez de desentendida com a parte da conversa com o seu sobrinho com sua esposa em relação a se casar com ele; ela tinha o que ouvir o que eles tinham a dizer sobre isso, de fato, não é um assunto que se devem abordar com leveza, eles não estavam acostumados com a Família Targaryen casando entre si, eles estudaram os casamentos que aconteceram anos atrás, mas, vivenciar isso, é algo totalmente diferente, mas, parecia que eles estavam levando isso bem; se ela tinha alguma dúvida, ela sumiu quando Rhaegal se aninhou com Jon o acariciando na cabeça, ali ela não tinha mais; então voltaram para Porto Real; Daenerys foi recebida pelo conselho e tinha o direito a se sentar para ouvir e opinar; isso ela fez e então com os preparativos feitos, ela havia se casado com o seu sobrinho cimentando de vez a Família e trazendo Qarth e a Baía Do Dragão para o governo de Westeros, mesmo sendo ela dando a palavra final sobre esse território.
Os preparativos estavam sendo feitos e tudo estava sendo garantido para a viagem ao Norte de Jon levando o Exército Real e a Marinha Real, além de Daenerys e seu exército e os dragões; somente para mais tarde os lordes reúnam os seus exércitos e venham para a luta; o espetáculo de mostrar as cabeças de mortos com olhos azuis brilhando tornando lenda em realidade movimentou todos a esquecerem das diferenças e lutarem lado a lado, não era assim que Jon queria unir o Norte, mas, estava ali; feito, por uma causa comum para a sobrevivência de todos; de qualquer forma, Jon esperava estar vivo quando tudo terminar.
Jon tinha tudo preparado, o seu conselho viajaria para Winterfell, durante essa crise a capital dos Oitos Reinos; as Riverlands são agora um reino; ele cavalgaria com cinquenta mil homens e mulheres do Exército Real deixando dez mil para trás para a reserva e proteção de Porto Real, eles também marchariam quando mais recrutas estivessem prontos, Arianne em seu estado não poderia ir e com isso, ela ficaria com uma Guarda Martell, Daenerys iria ao seu lado a cavalo deixando os dragões voando livres pelos céus de Westeros, pela primeira vez em muitos anos, Os Imaculados e seu exército teriam que ficar para trás, para se acostumarem com o frio, aprender a lutar com esse tempo, tinha vindo com uma força de vinte mil soldados, dez mil soldados regulares e dez mil Imaculados e agora mais do que nunca para que eles não morram na marcha, teria que deixá-los para trás, sua segurança e vida estaria nas mãos de seu novo marido.
Jon Targaryen estava olhando para Porto Real que recebia um brilho morno do sol naquele momento enquanto o exército passava em marcha, Jon rezava que naquele momento pudesse, no futuro, ver Porto Real mais uma veze dessa vez com uma vitória sobre os Outros e não quebrado, com um exército quebrado e dando ordens de evacuação. Com esses pensamentos é que Jon virou o seu cavalo e cavalgou para frente do exército e partir para a Parede, para a guerra. Os primeiros dias dentro das Eastlands foram de uma chuva fraca e o sol aparecendo de vez em quando, mas, os ventos frios já davam uma ideia do que estava por vir; uma semana de marcha com a terra molhada aos seus pés e eles entraram nas Riverlands, foi então eles viram a dificuldade, as chuvas pareciam que nunca acabariam e a terra tinha virado uma verdadeira lama, mas, a água que se infiltrava em cada pequena abertura das armaduras, encharcava as roupas, e teimava e molhar os alimentos, mesmo que lutasse para mantê-los secos.
Mesmo com as estradas reconstruídas e de pedra que se tornou muito mais importante agora, Jon já havia dado a ordem de caminhar normalmente e poderiam deixar de marchar, a água deixava tudo mais pesado e se torna mais do que necessário que cada soldado pudesse economizar a sua força, pelo simples fato que Jon tinha a intenção de chegar a Parede em um mês; os soldados estavam caminhando normalmente, mas, isso não quer dizer que eles tinham um ritmo acelerado e em uma semana, eles haviam chegado ao Norte e estavam atravessando o Pescoço. Nesse momento sabia que estava sempre sendo vigiado, mas, já sabia que Robb deu as ordens de deixá-lo passar e os dragões certamente o fizeram se esconder.
A marcha de uma semana do Exército Do Norte para as Terras Fluviais levou uma semana e Jon repetiu o feito chegando a Winterfell em uma semana e nisso eles já enfrentavam a neve que caia constantemente e tinham vistos homens trabalhando em limpar a neve das estradas; ao chegar a Winterfell podiam ver o exército do Norte acampado, esperando ordens, seu conselho já estava o esperando:
- É bom vê-lo novamente entre nós, sua graça! – cumprimentou Tyrion Lannister quando Jon desmontou de seu cavalo:
- Eu posso dizer o mesmo; Mão; fizemos um bom tempo, mesmo com a chuva constante nas Riverlands, mas, a neve vai nos atrasar para o Muro! – disse Jon – Vou deixar o exército descansar por algum tempo, eles tem que estar alimentados antes de fazer essa parte final da viagem!
- Concordo! – disse Tyrion – Você deve descansar também, sua graça! Você também, minha rainha!
- Eu vou! – disse Daenerys sorrindo – Foi bom ver Westeros por terra, espero voltar e poder vê-lo pelo ar!
Daenerys levantou a cabeça olhando para os dragões que circulavam Winterfell nos céus:
- Eu disse na primeira vez e vou dizer de novo! Magníficos! – disse Tyrion:
- De fato! – disse Lord Varys – Mas, o rei deve descansar para podermos discutir assuntos de estados!
Jon somente descansou por algumas horas, ele saiu de sua suíte com Daenerys, por mais que quisessem ficar no calor das peles, eles tinham muito a fazer antes que pudessem voltar à marcha para a Parede; Jon teria apreciado a sua volta para a casa de sua infância, mas, o problema que surgiu, simplesmente não iria embora e ele vinha à frente, especialmente com Robb estando na Parede e Brandon sendo o Stark Em Winterfell, claro que ele queria ir com Jon para a Parede, assim como Sansa e Arya, mas, Jon não sabia se permitiria ou negaria, por que, se eles morressem nisso, sobraria para Rickon continuar a Linhagem Stark e mesmo tendo ganhado um pouco de maturidade, ainda não estava pronto para liderar; mas, isso são outros pensamentos que Jon colocar de lado quando entra no salão com sua esposa Daenerys, conselho já estava o esperando:
- Lordes e ladys, bom dia! – cumprimenta Jon – Vamos começar! Tenho uma marcha para a Parede a fazer!
- Podemos começar nessa parte então! – disse Tyrion Lannister – As estradas estão sendo limpas quase que constantemente para a passagem dos exércitos dos senhores e também para a reunião do Exército Do Norte!
- Bom! – disse Jon – Deixamos exército de Imaculados e de Qarth para trás, para se adaptarem ao frio; tem notícias deles?
- O trabalho de aclimatação está indo bem, sua graça! – respondeu Tyrion – Podemos mandá-los marchar a qualquer momento!
- Qualquer notícia do outro lado do muro? - perguntou Daenerys:
- O povo Livre continua a passar pelos portões abertos, em grupos para que os patrulheiros possam sair para o seu trabalho! - respondeu Varys:
- Alguma notícia do inimigo? - perguntou Jon:
- Nenhuma, meu rei! - respondeu Varys - Além do que o Povo Livre conta; não temos notícia ou qualquer aparecimento do inimigo!
- Isso quer dizer que eles estão se preparando! - disse Lord Randyl Tarly - Certamente quando um grupo estiver passando, eles vão atacar e assim poderão atravessar a Parede!
- Como eles vão fazer isso antes que o muro seja fechado? - perguntou Tyrion - Certamente o Povo Livre vai apresentar uma resistência para deixar que aqueles que não estejam prontos para lutar passem e a Patrulha atrevesse para ajudá-los!
- Sim! - concordou Lord Tarly - Mas, também tem que levar em conta que talvez eles quisessem aumentar os seus números!
- Eles estão atravessando em grupos; vários grupos por dia! - disse Lord Varys - Deveriam atacar quando isso começou!
- Eles estão esperando algo! - afirmou Tyrion - Quando nós estivermos mais relaxados; talvez!
- Uma suposição válida, Lord Lannister! - disse o Rei Jon - Mas, gostaria de ter a certeza quando eu olhar com os meus olhos a situação que o Muro e o Povo Livre se encontram, até lá vou aceitar que o inimigo esteja se preparando para atacar e com isso temos um tempo que nós não achamos que tínhamos!
Todos reunidos pareciam aceitar isso; quer dizer que estariam preparados para isso no momento certo:
- E os suprimentos? - perguntou Daenerys:
- Colocados em lugares específicos no Norte e no resto de Westeros, protegidos e prontos para serem usados pelo povo e pelos nossos soldados! - respondeu Tyrion:
- Bom! - disse Jon - E a estratégia de combate!
- Estão mortos; sua graça! - disse Lord Tarly - Pelos relatos que recebemos do povo Livre, eles vão atacar sem medo, temor ou excitação; viram em ondas e vão pressionar fortemente os soldados até que eles cedam, não podemos permitir isso, a barreira de escudos será o fator decisivo contra eles, além do fogo que não vamos parar de lançar contra eles!
A reunião continuou olhando para os mais diversos pontos a serem abordados, a questão financeira, as famílias dos soldados mortos receberão pensões, os vivos ainda continuariam a receber os salários, mesmo que na guerra; especialmente esta; houvesse pouco com o que gastar; madeira a ser cortada; animais a serem caçados e também entrou na discussão, mas, a necessidade de se ter um exército no Muro trouxe quase nenhuma objeção e por isso, em três dias Jon e Daenerys estavam em marcha mais uma vez em direção ao norte, para a Parede, deixando o governo na mão de Tyrion Lannister e o Conselho e a esperança que ele levaria os exércitos dos senhores que em breve estariam dentro do Norte, a cada dia de marcha, se podia sentir o frio aumentando e as neves caindo mais forte, mas, ainda se podiam ver os trabalhadores em esforço redobrado para garantir que as estradas estavam limpas e transitáveis.
A marcha se tornava mais difícil por causa do tempo não amigável e por isso depois de mais um mês eles estavam se aproximando do Castelo Negro, a base da Patrulha Da Noite, mas, não antes de passar por assentamentos do Povo Livre que estava se espalhando por todo o território depois do Presente Novo, Jon sabia que esse é o trabalho de Robb em andamento e que as coisas não estavam indo tão rápido quanto se gostaria, especialmente com o inimigo sendo uma sombra sobre todos eles e que essa sombra tinha a intenção de cobrir o Muro e tomar como seu, mas, eles não tinham a intenção de permitir isso; ao chegar a Castelo negro, eles viram uma recepção do Lord Comandante e de Robb Stark que estava acompanhado por uma mulher que se podia descrever como incrivelmente linda:
- Sua graça! - disse Robb se ajoelhando, a mulher ao lado dele fez de forma relutante e o lorde comandante também fizeram, assim como os outros presentes:
- Levantem-se! - comandou Jon e nesse momento os três dragões se fizeram presentes em seus rugidos assustando todo mundo - Vocês viram os dragões!
Os outros estavam apenas assustados para mostrar alguma reação:
- Eu lhes apresento Daenerys Targaryen, minha outra esposa! - apresentou Jon - Daenerys, Robb Stark, Lord De Winterfell e do Norte, Protetor Do Norte!
- É um prazer conhecê-la, minha rainha! - cumprimentou Robb Stark - Meu rei, minha rainha, as apresentação! Minha esposa Val Stark!
A mulher apenas acenou com a cabeça:
- Lord Comandante Jeor Mormont! - disse Robb apontando para o Velho Urso:
- É bom tê-lo entre nós, sua graça! - disse o Comandante Mormont:
- Mance Rayder! - apresentou Robb:
- Esses dragões vão fazer a diferença com certeza! - disse Mance olhando para eles circulando no ar:
- Esperamos que sim! - disse Jon:
- Eles vão! - afirmou Daenerys confiante.
As discussões foram transferidas para o salão principal, discutindo mais uma vez as condições das estradas que ligam aos castelos do Muro, os portões abertos para que o Povo Livre faça à passagem, os suprimentos, a necessidade de se ter mais reforço de homens e armas, a estratégia de como lidar com os Outros e os Wights; chegou a um ponto se ainda a cavalaria teria utilidade com essa neve caindo constantemente e dificultando os movimentos dos cavalos, se discutiu sobre as lendas dos inimigos e a forma de matá-los, mas, foi depois da reunião que Robb se virou para o seu primo tentando saciar a curiosidade sobre algo que ele descobriu hoje:
- Então Robb; como acabou casado? - perguntou Jon.
Manchas vermelhas surgiram na face de Robb, mas, ele não podia dizer se é de vergonha ou por causa do frio:
- Ela e seu povo tinham atravessado e estava se estabelecendo, sendo a irmã em lei de Mance Rayder, ela tinha o direito de ficar em Castelo Negro e acompanhar a travessia dos outros, não podíamos fazer tudo de uma vez, ainda se vê a necessidade de se ter o envio de patrulheiros para olhar para a movimentação do inimigo e agora ficou mais fácil que essas patrulhas são feitas em conjunto com o Povo Livre! - explicou Robb - Claro que nunca parei de treinar com os homens da patrulha e especialmente trazendo homens do Povo Livre nesses treinamentos; também chame a atenção de algumas mulheres que queria treinar e uma delas foi Val!
- Entre o tempo em que meu povo passava através da Parede e se assentava em terras e ainda organizávamos a passagem de mais outros, treinamos! - disse Val tomando de onde Robb havia terminado - Foi assim por um tempo até que o desafiei para que me tomasse, ele aceitou depois de que eu expliquei o que isso significa, ele é claro que derrotou e consumamos o casamento!
- Ainda vamos fazer os votos diante da Árvore Do Coração de Winterfell! - disse Robb - Queria mais cedo, mas, essa guerra que vem nos impede de simplesmente sair e rezo para os Deuses que me permitam sair vivo dessa com a minha esposa!
- Todos nós rezamos para sair vivo Robb, espero que os deuses nos escutem! - disse Jon - Como está a travessia do Povo Livre?
- Eu tinha intenção de perguntar isso! - disse Daenerys de repente - Parece que discutimos sobre isso, mas, não a quanta falta para fecharmos os portões!
- Não muito! - respondeu Val - Esperamos que em breve o último grupo atravesse e então podemos recuar os guerreiros de sua posição até poderem passar também!
- Então todos vão receber treinamento e serem equipados com aço! - disse Jon - Em breve teremos carregamentos de aço chegando junto à dragonglass!
- Você não disse isso na reunião! - disse Robb:
- Tinha que conhecer Mance Rayder e sua esposa primeira! - explicou Jon - Estou arriscando que muitos dos meus soldados e também os soldados de muitos senhores não tenham a proteção cheia para essa guerra! Eu tinha que conhecer com quem eu estou lidando!
- Achei que seria diferente de muitos reis do sul! - disse Val:
- Não sei o quanto sou diferente deles! - disse Jon sem se importar com o insulto velado para ele - Mas, como líder; tenho que pensar em todos os quem governo! Não posso avaliar todo mundo, por isso deixo com vocês a confiança em continuar a morar ao sul do muro!
- Se aceitasse todo mundo com muita confiança, eu o tomaria como tolo, sua graça! – disse Mance Rayder entrando no salão:
- Quem bom que atendo as suas expectativas! – disse o Rei Jon – Devo lembrá-lo que se me ofender novamente eu vou colocá-lo em uma prisão de gelo!
Mance Rayder riu e se sentou:
- Não me importo em ir para as celas desde que esteja aqui para lutar contra o inimigo! – disse Mance Rayder – Pode ter certeza que o Povo Livre vai se ajoelhar para você agora que está trazendo alguma esperança para sobrevivermos, especialmente com os dragões!
Não havia mais o que discutir, Jon podia sentir o inimigo perto e eles estavam esperando o momento certo para atacar; Jon não podia dizer quando, mas, seria em breve; em breve uma nova guerra começaria e seria devastador, isso é claro se eles conseguirem atravessa o muro, ninguém podia dizer se eles podiam atravessar o Muro, se havia uma magia que os impedia e se houvesse se ainda estariam ativos, eles não sabiam e agora estariam lutando contra algo que se pensava lenda, mas, eles estavam praticamente nos portões e não seria de muito esforço para atacar e atravessar a Parede, mas, se houvesse qualquer magia parando eles, então havia uma vantagem que Jon poderia explorar; claro que ele poderia selar os portões e ser feito com isso, mas, ainda sim essa é uma ameaça ao mundo que ele conhecia e teria que ir para o outro lado enfrentá-los e derrotá-los de uma vez por todas.
Os dias se seguiram dentro do tempo em que a neve não parava de cair e a passagem do último grupo do Povo Livre para o outro lado do Muro, somente em Castelo Negro que ainda havia pessoas atravessando, os outros castelos já haviam relatado que todos os grupos haviam passado e suas portas foram fechadas, a Passagem De Castelo Negro foi à última e então seria ali que certamente os Outros e seu exército de mortos atacariam, por isso, Jon trouxe mil homens e mulheres da infantaria com escudos e lanças para fazer a proteção enquanto Robb veio com mais quinhentos soldados a pé; Mance Rayder e seu homem de confiança Tormund também estavam presentes assistindo a passagem do último grupo, lentamente e ordenado:
- Bem, podemos dizer que tudo correu normalmente! - disse Mance Rayder:
- Isso não é normal! - disse Tormund com um bufo - Várias tribos se reunindo desesperadas para fugir das terras onde nasceram, cresceram e fuderam; sei de algumas tribos que certamente não agarrariam a chance de ir para o outro lado se pudesse, mas, todos, ao mesmo tempo!
- É preciso essa ameaça, meu amigo! - disse Mance:
- Uma ameaça que vamos ter que enfrentar! - disse Jon se aproximando - De preferência aumentando a área de visão da parede, cavar trincheiras e incendiar tudo e matar todos os inimigos a nossa frente!
- Não é um mal plano, mas, eles vão nos deixar fazer isso? - perguntou Mance:
- Não! - respondeu Tormund - Com certeza que não!
Eles terminaram de falar quando sentiram a tempestade de neve mais forte, o frio estava aumentando gradativamente, parecia que a fogueira estava encolhendo, isso chamou a atenção de todos que olharam para os lados sentindo que estavam sendo vigiados, analisados e que seriam atacadas a qualquer momento, por isso a fila aumentou o passo passando mais rápido para dentro do túnel, mas, ainda permaneceu de maneira ordenada e não em caos total:
- O que está acontecendo? - perguntou Ygritte se aproximando de Mance, Tormund e Jon, assim como Robb que parecia que o medo se apoderou dele, mas, estava segurando muito bem, Jon olhou ao redor:
- Não deixe a fogueira morrer! - disse Jon e depois se virou para Robb - Avise a Daenerys para montar e que pessoal no alto do muro prepare as flechas de fogo!
Ygritte saiu gritando para ajuda para evitar que a fogueira apagasse e Robb desabinhou a sua espada e saiu para mandar alguém cumprir as ordens de Jon, Jon tirou a sua espada, assim como Tormund e Mance:
- Você tinha que abrir a boca Tormund! - disse Mance:
- Homens e mulheres do Exército Real, em formação! - gritou Jon erguendo a sua espada para alto - Barreira de escudos!
Os soldados avançaram a entraram em formação, uma barreira de escudos foi formada em uma linha fechada curva com as lanças apontadas para frente:
- Fiquem firmes soldados, vamos ficar atrás e garantir que vocês não quebrem; homens do Norte; tomem posição! – gritou Jon.
Os homens do Norte ficaram atrás da linha de escudos enquanto alguns tentavam organizar que os restos das pessoas passassem, Tormund e Mance estavam organizando arqueiros para ajudar com a vinda do inimigo, mas, então um grito estridente cortou o ar parando a todos, os gritos cessaram, o caos parou, as pessoas pararam sobrando somente o som do ar cortante do inverno, então um nevoeiro denso cobriu a todos, as pessoas não conseguiam ver nada, somente os rostos próximos das outras pessoas; foi então que passos começaram a serem escutados, passos que vieram em centenas e então para os soldados com a parede de escudos viram os mortos correndo em sua direção brandindo as suas armas enferrujadas aos gritos animalescos com os seus olhos azuis brilhantes:
- Eles estão vindo! – gritou o Rei Jon Targaryen – Fiquem firmes!
Os soldados estavam mostrando resistência e ao mesmo tempo flechas incendiadas atravessavam o céu acertando alguns mortos ou simplesmente batendo no chão, mas, mesmo assim eles continuaram a vir, não parando, não hesitando, com seus gritos gelados vinham em direção aos vivos e então bateram na parede de escudos, se enfiaram nas lanças apontadas para eles e como ondas continuavam a bater, seus gritos formavam um som ensurdecedor que tomava toda a concentração dos soldados, mãos mortas tentavam atravessar as brechas para agarrar os soldados, mas, eles estavam segurando, especialmente com as flechas de fogo que atingiam muitos e os incendiava, em um momento eles atravessaram o muro de escudos pelos lados sendo recebidos pelas espadas dos soldados do Norte e do Povo livre armado.
Aqui, Jon começou a balançar a sua espada contra os mortos, cortando eles na altura da cabeça, desviando de golpes selvagens; desviando de mais um golpe e cortando a cabeça de outro wight, desviando de outro golpe de facão e cortando o wight mais uma vez, flechas de fogo atingiam os wight incendiando eles, homens vinham com tochas colocando fogo nos mortos, Jon aparou mais um golpe de um machado enferrujado e acertou mais um golpe; por onde olhasse via que a estratégia dos mortos estava nos números atacando todos ao mesmo tempo, os soldados e o Povo Livre caia aos montes por causa desse número, Tormund estava em um estado de total selvagem ao lado de Mance Rayder acumulando os corpos dos mortos em sua volta, Robb vinha esculpindo cortando as cabeças dos mortos e se aproximando dele, flechas incendiadas cortavam o ar atingidos os mortos, elas demoravam a ascender e queimar os mortos, mas, faziam o trabalho; esse tempo de parada em que Jon via tudo se devia ao fato de ter a parte da Guarda Real consigo; logo Jon voltou a balançar a sua espada.
Jon não sabe quanto tempo estava fazendo isso, mas, ele se aproxima da linha de escudos que estava segurando corajosamente a maior massa de mortos, mas, eles estavam cansados:
- Aguentem homens e mulheres de Westeros! – gritou Jon – Preparem para recuar um passo de cada vez, ao meu comando! Recuem!
Os soldados da parede de escudos começaram a recuar, mas, mesmo assim não parecia aliviar sobre a montanha de corpos que começava a aumentar e alguns ainda se mexiam:
- Precisamos daqueles dragões! – gritou Robb.
Ambos estavam de costas um para outro balançando as suas espadas lidando com os mortos, as flechas ainda estavam acertando vários mortos, focos de incêndio se espalhava pelo campo de batalha, mas, Jon via que não é o suficiente, precisavam de mais tempo e reforços até que as pessoas pudessem atravessar e assim eles poderiam sair também, mas, ninguém sabia quanto tempo mais podia resistir a essa onda de mortos, os vivos estavam caindo também, a linha de escudos estava recuando como forma de impedir que os corpos se acumulassem e os que estavam atrás passassem por cima deles.
Eles estavam sendo fortemente pressionados e parecia que nunca teria fim, mas, então um grito estridente e opressor varreu o campo de batalha que parecia parar a todos, ninguém se mexia como se um poder enorme os segurasse no canto, mas, então pela esquerda; mais mortos vinham correndo gritando e brandindo as suas armas enferrujadas, mas, então entre eles estava um Caminhante Branco que vinha na direção deles calmamente, somente um vinha, os outros estavam mais atrás em seus cavalos esqueléticos olhando para tudo o que acontecia passivamente; então para a felicidade de Jon que parecia sem esperanças, um jato de fogo contínuo acertou todos os mortos que estavam atrás da parede de escudos; todos olhavam para cima para ver Daenerys em cima de Drogon subindo para o alto se preparando para dar mais um volta, enquanto isso os mortos caiam queimados:
- Recuem para a entrada, formem uma parede de escudos lá! - gritou Jon - Vão, agora! Vão!
Os soldados desfizeram a parede de escudos e começaram a correr em direção à entrada, mesmo que ainda havia várias pessoas para atravessar; os soldados começaram a se posicionar formando uma barreira de escudos deixando uma abertura para as pessoas passarem no mesmo momento em que Daenerys incendiava a borda a floresta com o seu dragão em mais um voo rasante e subia para mais outra volta, os mortos queimavam em fogo mágico, mas, parecia que os Caminhantes Brancos estavam ilesos, Jon parou de assistir e continuou a balançar a sua espada cortando os mortos, as flechas ainda continuam a cruzar o ar e acertar os mortos, mas, agora estava bem menos do que quando começou; o dragão estava dando a vantagem e assim Jon podia se concentrar e acabar com o máximo de mortos que o fogo não havia atingindo.
O Caminhante Branco estava se aproximando calmamente com sua arma de gelo e Jon o estava vendo, parecia que os mortos davam espaço para ele passar e com isso Jon pode se aproximar, enquanto ambos se aproximam, Jon levanta a sua espada ao mesmo tempo em que o dragão com Daenerys faz outro rasante cuspindo fogo e queimando mais mortos, o calor, mesmo mágico não parecia incomodar o Caminhante Branco que estava avançando com confiança, ele ergueu a sua arma de gelo e a balançou contra Jon que também aplicou um golpe com a sua espada e as duas lâminas se chocaram e o aço valiriano vibrou com um som que ambos escutaram, surpresos; por esse não era o único Caminhante Branco que estava avançando, havia mais e os soldados que estavam se aproximando brandindo as suas armas as tinham destruídas pelas armas de gelo do inimigo; Jon rapidamente reagiu desviando o golpe para o lado e trazendo a sua espada cortando o Caminhante Branco que se despedaçou em pedaços.
Jon olhou para os lados vendo a luta entre os vivos e os mortos, parecia que o povo havia finalmente entrado pela passagem deixando somente aqueles que podiam lutar; dragão fez mais um rasante cuspindo as suas chamas queimando os mortos, mas, para Jon parecia que estavam milhares de passos de distância já que não ouvia nada ao seu redor, mas, então ele recobrou os sentidos:
- Recuar! – gritou Jon em ordens – Recuem para a passagem!
Jon se virou para correr para a entrada da passagem, mas, não sem antes olhar para o Rei Da Noite que observava tudo com interesse, como se estivesse avaliando tudo o que aconteceu, os soldados estavam entrando correndo na passagem com uma parede de escudos a defendendo bem, Robb e Jon foram os últimos vivos a entrar:
- Fechem o portão! – gritou Jon enquanto a parede de escudos estava totalmente dentro da passagem barrando os mortos de entrar; então o portão desceu fechando a passagem com os mortos ainda podendo ser escutados em seus gritos tentando passar, mas, então a porta aqueceu, por causa da passagem do dragão cuspindo fogo mais uma vez, então eles desfizeram a formação, cansados, sujos e uma vontade imensa de caírem no chão e descansar, mas, eles estavam na presença do rei, por isso não fizeram; Jon e Robb não trocaram palavras, apenas começaram a caminha pela passagem enquanto as pessoas ao redor falavam entre elas, ambos voltaram para o castelo onde os patrulheiros corriam e um lado para o outro em suas tarefas; o Povo Livre já saia do castelo e se dirigia aos lugares que lhe foram designados, Jon apenas se sentou no pátio de treinamento respirando rapidamente, Robb se sentou ao seu lado; Mance e Tormund se aproximaram:
- Acho que tivemos muitas surpresas por um dia! – disse Mance:
- Você acha? – perguntou Tormund incrédulo:
- Eu o vi! – disse Jon:
- Quem? – perguntou Robb:
- O Rei Da Noite! – respondeu Jon fazendo as espinhas dos presentes esfriarem:
- Era ele mesmo? – perguntou Mance sem querer acreditar:
- Sim! – respondeu Jon – Tenho certeza que ele mandou esse ataque para avaliar nossa força e organização!
- Agora ele vai montar uma estratégia contra nós! – disse Mance:
- Devemos nos preparar! – disse Tormund:
- Nós vamos! – disse Robb em definitivo.
Foi esse momento em que o dragão passou por eles, eles olharam aquela magnifica criatura que havia feito à diferença nessa batalha e que faria na guerra que havia começado, os mortos estavam à porta comandados pelos Outros e com eles a morte e o frio os acompanhava, ninguém estava a salvo e eles eram os únicos com capacidade de pará-los, eles tinham que vencer, muitos dependiam disso.
Nos dias seguintes a batalha que eles enfrentaram, o frio parecia aumentar e a neve caia constantemente e as nevascas quase cegavam aqueles que viajavam pelas estradas, a neve as cobria mais rápido em que se podia limpar e por isso todos dentro de Castelo Negro e arredores sabiam que os exércitos do Sul se atrasariam ou não viriam e isso se tornaria um grande problema e o Rei Jon Targaryen estava esperando que esse problema não durasse muito tempo; Jon olhava pela janela de dentro do castelo e neve cair e dificultar os trabalhos realizados no castelo, ele tirou a neve de sua visão e se virou para a reunião que acontecia, entre a patrulha, o povo livre e os reinos governados pelos Targaryen; eles haviam ficado por horas discutindo sobre o estado das coisas e os problemas que eles tinham; especialmente o carregamento de obsidiana ao qual eles já deveriam começar a trabalhar, também o carregamento de suprimentos para abastecer o exército e o povo livre, eles haviam chegado a algumas decisões, mas, a nevasca quase que constante dificultava a realização desses planos.
O inimigo havia feito movimentos decisivos que certamente lhe dariam a vitória se eles não pudessem encontrar um jeito de diminuir o poder dele, mas, então que as nevascas haviam parado; ainda se tinham as nuvens cinza cobrindo totalmente o céu, ainda trazendo um clima de desesperança e morte, mas, eles tinham algo, especialmente que essa parada dava a força para Daenerys usar os dragões para derreter a neve mais rápida e permitir uma viaje mais rápida do exército, sem poder argumentar contra isso Jon permitiu e na manhã seguinte Daenerys saiu com os dragões para fazer o que ela havia proposto e no momento Jon recebeu a notícia que os mares acalmaram e agora se podiam fazer viagens marinhas com mais tranquilidade, parecia que os deuses ouviram as suas preces e trataram de fornecer o tempo necessário para fazer uma virada nessa guerra; havia muito a ser feito e quando ficasse frente a frente com o Rei Da Noite; Jon garantiria que ele não soubesse até ser tarde demais o que o atingiu.
