Capítulo 42

O Mais Perto Dos Deuses

Com a guerra além Muro acontecendo nesse exato momento, à guerra para proteger a população que ficou para trás nesse frio mortal ainda acontecia no sul, a Rainha Arianne Targaryen em todo o dia teve que tomar uma decisão relativa aos suprimentos para uma cidade ou aldeia, limpar as estradas de neve e que todos estivessem abrigados, além de cavar na terra congelada para queimar os mortos, Jon tinha resolvido a maior parte das coisas, mas, ainda havia um problema a se resolver, Petyr Baelish, ele havia fugido de Porto Real ainda durante o Reinado Lannister-Baratheon e agora ele havia sido encontrado no Vale, capturado e trazido para a capital, por que não havia fugido para Essos, Arianne tinha a intenção de perguntar o porquê, mas, no momento ela tinha que esperar a chegada dele e passar a justiça do rei.

Os soldados entraram carregando um homem com barba e cabelos crescidos, roupas esfarrapadas e sujas; ele estava sendo segurado pelos braços com os seus pés arrastando pelo chão até ficar na frente do trono e ser jogado para cair no chão e então reunindo a força necessária para ficar de joelhos olhando para Arianne:

- Bem-vindo de volta a Porto Real, Petyr Baelish! – cumprimentou Arianne sorrindo:

- Rainha Targaryen; é bom estar de volta! – disse Baelish – Admito que em todos os cenário; não imaginei encontrar você como a pessoa sentada no Trono De Ferro!

- Então; por que nunca voltou a Porto Real depois que saiu; sabendo que nunca conseguiria apoio? – perguntou Arianne – Ou estava esperando Jon ou Daenerys sentado no trono para vê-lo?

- Admito que espere o dragão em pele de lobo! – respondeu Baelish – Afinal, certamente Varys já lhe disse que eu o envenenei!

Isso pareceu aumentar os murmúrios entre as pessoas presentes na corte, mas, tanto Arianne quanto Petyr não pareciam ligar; apenas se encarando; Baelish especialmente tentando avaliar esse novo jogador:

- De fato, todos dentro do governo já sabiam que foi você que envenenou o Rei Jon! – disse Arianne:

- Eu me encontro curioso! – disse Doran Martell se fazendo presente para Baelish:

- Príncipe Doran, sempre é bom vê-lo! – cumprimentou Baelish sorrindo – Com estão as pernas?

Doran não respondeu e a face de sua filha não mostrava nenhuma mudança, mas, os olhos mostravam a fúria e a vontade de atravessar uma lança no peito de Mindinho:

- Pergunte; talvez eu possa esclarecer! – disse Baelish:

- Você começou isso tudo, até esse momento você tudo planejado por você com Varys tentando para cada movimentou seu em uma guerra silenciosa; talvez não tenha planejado chegar até aqui, mas, você começou isso tudo; você deu o movimento inicial! – disse Doran – Parece que estamos colocando todas as cartas na mesa, apenas tenho que perguntar; por quê?

Baelish sorriu:

- De fato, estamos colocando todas as cartas na mesa! – disse Baelish – A resposta que posso dar em uma palavra; Catelyn!

Isso parou os presentes por algum tempo, até que Doran e Arianne chegarem à conclusão:

- Lady Catelyn Stark? – perguntou Arianne:

- Correto! – respondeu Petyr Baelish:

- Amor? – perguntou Doran possivelmente já sabendo a resposta:

- Amor! – respondeu Baelish agora com um rosto solene – Um simples sentimento que pode começar guerras e mover qualquer um para fazer qualquer tipo de coisa para alcançá-lo! Você sabe muito sobre isso Príncipe Doran!

- Sim, eu admito; isso não é segredo! – concordou o Príncipe Doran – Mas, nunca fui aos extremos para começar uma guerra, destruir uma casa e matar inocentes para ter a mulher que ama e quando ela morreu; você tinha planos para obter a filha!

- Sim! – concordou Baelish – Mas, Cat foi sempre à prioridade, especialmente depois da minha derrota para Brandon Stark e quando eu disse a ele que Lyanna Stark tinha sido sequestrada por Rhaegar Targaryen e vi sua fúria e sem pensar partir para Porto Real; eu sabia que minha vingança estava feita; eu sabia sobre o Rei Louco e sabia o que ele faria para Brandon Stark, Cat estava livre para mim!

A corte presente estava surpresa com o que Baelish disse a eles:

- Você não pode ter feito tudo isso por amor! – afirmou Doran:

- Foi por amor! – disse Baelish – Mas, o que Brandon Stark tinha de beleza e músculos, ele não tinha em cérebro o quão tolo ele partiu para Porto Real, ele tinha o conhecimento sobre o que Aerys Targaryen era! Mas, mesmo assim, ele foi! Ninguém se importou naquele momento; Aerys somente queimava o povo simples que passava na rua inocentemente e as vezes um lorde menor sem importância ou poder nas grandes coisas de Westeros, mas, quando ele matou Rickard Stark e seu filho tolo, eu sabia que os outros lordes não deixariam isso acontecer novamente sabendo muito bem que seriam os próximos, podiam dizer que estavam salvando Westeros da loucura dos dragões, mas, na verdade estavam lutando para salvar os próprios pescoços!

- Sempre há algo mais Baelish! – disse Arianne querendo que ele chegasse à questão:

- Correto, sua graça! – disse Baelish – Em Correrrio eu fui humilhado pela recusa de Hoster em conceder Cat a mim, eu vi a sua superioridade, sua arrogância em cima daqueles que estão abaixo dele em status e riqueza e eu sabia que outros lordes faziam o mesmo e eu queria mostrar a todos eles o que alguém que veio de baixo poderia fazer, com um golpe eu me livrei e Brandon Stark e acabei com uma dinastia de quase trezentos anos sem levantar o braço; vocês nobres arrogantes se acham inteligentes, mas, estão cegos ao seu redor e quando se dão conta, estão mortos!

- Então você manipulou Lysa Arryn para ganhar mais poder! – afirmou Doran:

- Sim! – confirmou Petyr Baelish – Lysa tão ingênua e manipulável que me fez subir de posição de poder até chegar a Mestre Da Moeda; eu, um lorde humilde e sem poder tinha mais poder do que podia sonhar, mais uma vez eu provava que alguém de baixo podia alcançar os lugares mais altos; quando ela me pediu para ajudá-la com Jon Arryn que queria mandar o seu filho doente para fomentar; eu vi a chance, matei Jon Arryn e sabia que Robert iria atrás de Eddard Stark! As tensões entre os Lannisters e Stark estavam altas e esperei para me aproveitar de momentos em colocar as coisas de fato em guerra e eu traio Eddard Stark quando deveria ajudá-lo e convenci Joffrey e matá-lo e mais uma vez Catelyn estava livre para mim!

- Você não esperava Jon Targaryen? – perguntou o Príncipe Doran:

- Não! – respondeu Baelish – Ninguém esperava na verdade! A vinda dele para jogo dos tronos colocou uma variável imprevisível em meus planos; sabe; eu fiz por amor e eu fiz por que podia, mas, eu queria Cat e todos os reinos para comandar; para eu ser rei e então eu teria tudo o que mais desejei e vi que algumas casas nobres, reinos de Westeros queriam Jon Targaryen comandando a totalidade de Westeros, então eu o envenenei!

- Mas, ele sobreviveu! – disse Arianne Targaryen – E então você percebeu que o cerco estava se fechando sobre os Lannister!

- Eu não tinha percebido esse fato até depois que consegui fazer um acordo entre a Coroa Lannister e a Casa Tyrell, me aproveitando que alguns lordes da Campina haviam declarado para a Casa Targaryen! – disse Baelish – O tolo de Mace Tyrell achou certamente que algumas dessas casas declarantes certamente haviam oferecido as suas filhas como esposas para o rei passando em frente da sua oferta e seu orgulho ferido veio a Casa Tyrell perder algum poder, não ver Margaery Tyrell casada com o rei e em sua família e a ser lembrada como um de seus membros como Kingslayer!

- Sim! – disse Arianne concordando com Petyr Baelish – Mas, eles podem dizer que não teriam feito o mesmo de novo pela família!

- Tem razão! – disse Baelish – Tywin Lannister e Olenna Tyrell podiam bater de frente contra Jon Targaryen e poderiam ganhar, mas, então percebi que o cerco estava fechando, especialmente quando falhou a tentativa de volta da campanha militar de Tywin, eu tinha que fugir; esconder-me; especialmente quando soube da morte de Cat!

- Se não podia ter a original, podia ficar com a cópia! – disse o Príncipe Doran:

- De fato! – concordou Baelish – Mas, ao chegar ao Vale, percebi que Jon Targaryen tinha o poder consolidado, eu não podia me aproximar da minha casa sem ser preso! Então eu me escondi! Eu sabia que ainda me restava alguns apoiadores e por isso, eu esperei pela ajuda deles; minha fuga para Essos tinha que se tornar possível!

- Graças Lord Varys, fomos atrás de todos os seus apoiadores e os deixamos sem nada para ajudá-lo! – explicou Arianne Targaryen:

- Eu pensei sobre isso e alcancei o entendimento, eu não tinha mais condição de me vingar; não podia ter mais Sansa comigo, não podia alcançar os meus sonhos, só me restava me esconder no buraco mais fundo e esperar que se esquecesse de mim! – disse Petyr Baelish:

- Não funcionou, tínhamos pessoas procurando por você e até conseguimos alistar os mesmos apoiadores que você tinha; alcançar você somente foi uma questão de tempo! – explicou o Príncipe Doran:

- Eu admito; eu pedir! – disse Petyr Baelish – Então o que acontece comigo agora?

- Você morre! – respondeu Príncipe Doran – Por seus crimes e suas ações que custaram muitas vidas nesses anos todos!

- Eu morro agora? – perguntou Baelish se virando e olhando diretamente para Doran:

- Sim! – respondeu Arianne Targaryen e Baelish se virou e ao mesmo tempo ofegou de surpresa, olhando diretamente para Arianne e em seguida caiu no chão, Arianne ficou de pé segurando a adaga manchada de sangue enquanto assistia a Baelish dando os seus últimos suspiros e morrendo dos pés da Rainha Arianne Targaryen:

- Coloque a sua cabeça em uma estaca na frente do portão principal da Fortaleza Vermelha! – mandou Arianne entregando a adaga para um servo e se sentando enquanto o corpo de Baelish é arrastado para fora e o chão é limpo do sangue, as manipulações e planos de Baelish terminaram, depois de tantos anos, muitas mortes por sua conta, muita destruição e perdas; as vítimas de Petyr Baelish estavam vingadas; ela esperava que não houvesse mais nada, mas, com Petyr Baelish ele certamente havia deixado um legado, esse legado certamente atingiria a todos no futuro ficava a responsabilidade de garantir de que estavam prontos para quando chegar, mas, agora; havia uma guerra contra o Inverno Eterno dos Caminhantes Brancos.

Brandon Stark se preparou para a Guerra Dos Cincos Reis, achando que teria que partir para lutar no campo de batalha a qualquer momento, ele trabalhou esperando esse momento em garantir que o Norte tivesse todos os suprimentos necessários para sobreviver ao inverno; ele garantiu isso e a guerra acabou; ele não foi para o campo de batalha, seu irmão Robb havia voltado da guerra com os louvores de comandante militar exemplar e líder necessário para o Norte, mas, então veio à prova dos wights e os Caminhantes Brancos, o mal antigo renasceu e agora queria voltar a guerrear para governar o mundo como sempre planejou; Brandon viu o exército se reunir mais uma vez, veteranos sem família com novatos que não foram para guerra e partiram para a Parede, para a guerra e Brandon tinha a tarefa de olhar para todos os preparativos do caso do pior acontecer, além de garantir que haja suprimentos necessários para quando o exército do sul chegar.

O Conselho Do Rei veio primeiro se instalando e fazendo o trabalho de garantir que a capital do reino fosse Winterfell; o exército sul veio primeiro com Jon e Daenerys anunciando que viriam mais em breve enquanto ainda estavam se reunindo; logo que chegaram e garantiram que estava tudo preparado, partiram para o Muro, mais algum tempo de trabalho para Brandon enquanto estava cercado do conselho que Jon escolheu; homens do sul no qual Brandon não via apreço, ele podia respeitar e suportar eles em Winterfell, mas, não quer dizer que tenha que gostar; Brandon tinha sonhos inocentes de ser cavaleiro, mas, a morte de seu pai, a prisão e suas irmãs e a guerra lhe tiraram tudo isso e sobrou o homem decidido do Norte da Casa Stark e agora tinha que se preparar para o pior; palavras vinham da retirada do Povo Livre e da garantia de estarem prontos para a guerra; notícias de uma batalha no último dia de retirada e em seguida de construções do lado norte do Muro para dar um lugar seguro para o exército quando avançar contra os Caminhantes Brancos, eles não queria esperar o inimigo, eles tinham a intenção de ir contra eles.

Com a decisão de viajar para o Muro que surgiu de uma vontade imensa, de uma necessidade que sempre sentiu e não sabia o que era até a notícia dos Caminhantes Brancos, ele agora sabia que tinha que ir para o Muro, tinha que atravessá-lo, andar pelo perigo que está o outro lado e chegar a um lugar, um Represeiro, grande e antigo ao qual via em seus sonhos, sempre o mesmo sonho todos os dias; ele estava chegando ao represeiro e entrava nele, andava entre as suas raízes e então acordava. Brandon se sentia cansado disso e mais do que nunca via a hora de partir; foi nesse tempo em que recebeu a visita de Jojen e Meera Reed e Jojen lhe falou sobre ele, sobre o seu sonho, sobe os seus poderes e Brandon acreditou e com um grupo de soldados leais eles partiram viajando pelas terras cobertas de branco pelo inverno, depois de dias de viajem, eles finalmente chegaram ao Muro; forma mais dias de conversa e insistência até eu Robb os permitisse atravessar para o outro lado.

Eles haviam atravessado o Muro andando pelo acampamento movimentado em uma construção de um muro para conter os wights e seus mestres, Brandon, Jojen e Meera passaram pelos limites da construção, passando pelos guardas sem conversar com eles e protegidos pela escolta seguiram entrando na floresta, os dias seguintes se resumiram por árvores por todos os lados; descansando e sempre vigilante , sobrevivendo dos suprimentos que haviam trazido; não havia caça, não havia nenhum tipo de animal, não havia insetos para incomodar a todos, apenas a floresta e neve acumulada; a viajem estavam demorando mais do que o normal, eles não queriam trazer os cavalos por que sabiam que morreriam e a fogueira teimava em resistir ao frio mortal que estava cercando a todos; foi em um desses dias que estavam parados descansando do longo dia de caminhada, a escolta estava vigilante para qualquer coisa anormal; por mais que a falta a insetos e animais fosse bastante anormal; Jojen Reed se sentou ao seu lado:

- Os sonhos ficaram mais intensos? – perguntou Jojen:

- Sim! – respondeu Bran – Quase sinto que em momentos não posso dizer a diferença entre o que é sonho e o que é real, ambos parecem praticamente iguais!

- Você está vendo o passado e o futuro? – perguntou Jojen – Por que é assim que sabemos a diferença da realidade e do sonho!

- Sim! - disse Brandon – Acho que posso gerenciar, mas, essa intensidade indica que estamos pertos?

- Indica que estamos na mesma região que ele! - respondeu Jojen – Não que estamos perto de sua posição, será difícil e árduo até conseguirmos chegar até ele!

- Quem é ele? - perguntou Brandon:

- Eu não sei! - respondeu Jojen sinceramente – Mas, você o reconhece em seus sonhos, ele está sempre presente!

- O Corvo De Três Olhos! - disse Brandon – O que ele é?

- Alguém poderoso! - respondeu Jojen – Ligado aos Deuses Antigos; talvez o homem mais próximo dos deuses que eu sei; os próprios Deuses Antigos estenderam a sua vida já que o tempo passa de forma diferente para eles, mesmo que eles sempre estejam atentos e vigiante a passagem de tempo da forma que passa para nós, homens, mortais!

- Ele pode ser a resposta, como derrotamos o inimigo? – perguntou Brandon:

- Ele pode ter as respostas! – respondeu Jojen – Temos dúvidas e ele pode apresentar as respostas, caberá a nós encontrarmos a solução ou as soluções para derrotarmos o inimigo!

- Talvez ele tenha a resposta! – disse Meera interrompendo a conversa pela primeira vez – O que aconteceu realmente com os Filhos Da Floresta!

Esse é uma pergunta válida, todos eles queriam a resposta para essa questão, mas, é o inimigo que estava em cima deles, com o seu frio e sua neve insistente que continuava a cair, são eles a prioridade onde tudo deve ser considerado, cada plano deve ser cuidadosamente pensado em enfrentar eles; como a sua escolta de dez soldados do Norte, homens e mulheres velhos com família já estabelecida e capaz de se sustentar sem ajuda deles, mas, a idade se torne um problema, durante a viagem um deles morreu tomado pelo frio, seu corpo queimado para impedir de ser levantado pelos Caminhantes Brancos; os dias seguiram e em sua mente Brandon estavam cansados, os sonhos, as visões do passado e do futuro vistas de maneira aleatória estavam cobrando um preço e parecia que a cada passo que dava e afundava os seus pés na neve estava mais pesado e lento.

Brandon afastou com o braço direito um galho baixo derrubando a neve que havia se acumulado e então ele pode ver um monte e em cima deste estava um represeiro imenso com suas folhas vermelhas e parecia que o inverno imposto pelos Caminhantes Brancos não estava afetando o lugar ao redor, até mesmo o sol estava brilhando com um calor convidativo no local:

- Chegamos Bran! – disse Jojen – Aqui encontraremos o Corvo De Três Olhos e poderemos começar a planejar a derrotar o inimigo!

- Então, o que estamos esperando! – disse Brandon sorrindo dando o primeiro passo no local, mas, o que seria um momento de alegria se tornou um momento de desespero já que quase imediatamente começou a esfriar mais; havia uma verdade nas velhas lendas, os Caminhantes Brancos e os Wights vinham e com eles traziam junto o frio mortal; eles haviam espelhado por toda Westeros esse frio tornando tudo mais difícil do que já é, mas, agora, eles sentiam como se o próprio ar congelaria em instantes e então a terra explodiu e os wights começaram a sair debaixo dela com os seus gritos e começara a levantar as armas para atacar:

- As espadas! – gritou Brandon tirando a sua espada e aparando um golpe de um machado enferrujado, Bran girou com a espada e cortou o wight quebrando os seus ossos; imediatamente deu alguns passos para o lado desviando de um ataque de uma lança, Brandon cortou a lança e rapidamente cortou a cabeça do wight e aproveitando o movimento trazendo a espada para o alto e desferindo o golpe cortando o wight que vinha, Bran estava cortando cada um que vinha na sua direção; aparando os golpes de armas e destruindo os seus corpos, mesmo que os pedaços pudessem ainda a continuar a lutar, mas, então a sua escolta estava morrendo aos poucos enquanto a luta se arrastava e Brandon percebeu que talvez esse fosse o fim e que talvez esses sonhos fossem uma armadilha do Rei Da Noite; por que; ele não se importava, apenas em agarrar qualquer chance de sair vivo com os outros se pudesse:

- Aqui! – gritou uma voz chamando a atenção de Brandon que se virou e para a sua surpresa viu algo que se pensava em ser uma lenda, claro que ele nunca viu, mas, o que viu fez com que soubesse exatamente o que era; uma Criança Da Floresta; não uma, mas, três:

- Rápido! – gritou outra criança.

- Vão! - gritou Jojen empurrando todos na direção das crianças – Vão!

Brandon e Meera começaram a correr, da escolta, dois sobreviveram e estavam acompanhando Brandon, Jojen garantiu que todos os vivos estavam correndo na direção certa e começou a seguir os outros e então ouviu um wight se aproximando, rapidamente pegando uma espada no chão de um dos soldados da escolta mortos ele a brandiu aplicando um golpe cortando a cabeça do wight em que ao mesmo tempo um wight vinha nas suas costas pronto para esfaqueá-lo, mas, então uma flecha crava na cabeça do wight que cai, Jojen vira surpreso e sorri em seguida quando vê a sua irmão Meera segurando um arco, mas, então para a surpresa de todos uma lâmina enferrujada atravessa o peito de Jojen, um wight havia o pego por trás; então as crianças começaram a jogar os seus feitiços incendiários pegando todos os wights incluindo Jojen; o resto conseguiu atravessar a linha com os wights em seus calcanhares e quando estes chegaram perto pegaram fogo imediatamente que os consumiu em instantes.

Meera estava chorando depois de ter sido carregada por um soldado e Brandon não perdeu tempo em abraçá-la a confortando:

- Bem-vindo Brandon, da Casa Stark! - disse uma das crianças – Na sua língua pode me chamar de Folha! Você é aguardado!

- Por quem? - perguntou Brandon:

- O Corvo De Três Olhos! - respondeu Folha.

Eles entraram na caverna e parecia que ela estava coberta de raízes do teto e nas paredes, eles seguiram no que parecia um labirinto até chegar ao que parecia o centro onde as raízes estavam penduradas no teto e se entrelaçando no chão e nas paredes, no centro da sala estava um homem sentado agarrado às raízes:

- Olá Brandon Stark, é muito bem conhecer você finalmente! - disse o homem sentado em meio às raízes cumprimentando Brandon:

- E quem é você? - perguntou Brandon:

- Eu sou o Corvo De Três Olhos e temos muito a discutir! Temos muito trabalho a frente e muito pouco tempo para nós!

Jon e Robb estavam em silêncio ouvindo o que Brandon tinha a dizer com Meera confirmando tudo e por um momento em silêncio pela morte de seu irmão:

- É isso? - perguntou Jon:

- Muitos bons soldados morreram para você conhecer um velho que está junto às crianças? - perguntou Robb:

- O homem mais perto dos Deuses Antigos! - respondeu Brandon – Ele queria que eu tornasse o seu sucessor, segundo ele, já estava há muito tempo vivo e gostaria muito de se juntar aos entes que já morreram!

- E quem é ele? - perguntou Jon – Sem o título, somente o seu nome real!

- Ele me deixou para descobrir! - respondeu Brandon – Levou um bom tempo, mas, descobrir o seu nome de nascimento não foi à prioridade e sim aprender a usar os meus poderes e vigiar o rei Da Noite que está marchando com o seu exército para a Muralha!

- E ele está? - perguntou Jon – Enfrentamos os Wights duas vezes agora e eu acho que isso nem arranha os números que ele tem em seu comando!

- Você tem razão Jon! - concordou Brandon – Ele quer atravessar para o outro lado e não importa como, ele vai conseguir, mas, para isso ele tem que matar vocês dois para ter uma maior chance de sucesso!

- Por que nós dois? - perguntou Robb:

- Representam uma grande ameaça para ele por seu sangue! - respondeu Brandon:

- Os deuses lhe disseram isso? - perguntou Robb enquanto Jon permanecia calado:

- Não; foi o Corvo De Três Olhos! - respondeu Brandon:

- O que ele te ensinou mais? - perguntou Jon curioso.

Depois de descansar e consolar Meera pela morte de seu irmão, ele se aproximou do Corvo De Três Olhos:

- Eu vou ensinar a controlar os seus dons! – disse o Corvo – Você precisa aprender a necessidade de estar sempre de olho no verdadeiro inimigo e ele não é o único inimigo da vida que conhecemos!

- A mais de um? – perguntou Brandon surpreso:

- No momento vamos focar nos Caminhantes Brancos e os Wights! – disse o Corvo – Aproxime-se e toque na árvore!

Brandon fez isso; se aproximou e tocou na árvore e em seguida os seus olhos ficaram brancos e em seguida ele estava ao lado do Corvo olhando para um castelo que ele reconheceria em qualquer momento:

- Winterfell! – disse Brandon:

- Antes de seu tempo! – disse o Corvo – Vamos começar com algo leve!

Brandon vê melhor, algumas pessoas ele poderia reconhecer mais jovens, outras não, mas, a sua maior surpresa foi ver Ser Rodrik Cassel muito mais jovem e bonito andando em círculo e instruindo dois meninos que estavam treinando com espadas de madeira no centro:

- Mantenha o escudo sempre levantado Ned! – disse o menino mais alto.

Brandon então o reconheceu:

- Pai? – perguntou Brandon surpreso:

- Exato! – respondeu o Corvo – Estamos no passado!

Os meninos continuavam a praticar sobre o olhar atento de Ser Rodrik e Brandon podia ver o seu avô assistindo ao lado de quem Bran podia identificar como o seu tio Benjen:

- Acabamos aqui! – disse o Corvo e a imagem sumiu dando lugar a um campo verde:

- Por que saímos? – perguntou Brandon irritado:

- Por que não podemos nos prender as memórias felizes; podemos nos afogar nelas e o que aconteceu no passado fica no passado e não pode ser alterado! – respondeu o Corvo:

- E o que você quer me mostrar? – perguntou Brandon curioso e irritado ao mesmo tempo:

- A morte, a dor, o sofrimento! – respondeu o Corvo e no instante seguinte gritos, corpos, membros e sangue apareceram no campo, uma batalha acontecia e a terra estava manchada de vermelho sangue, o próprio capim havia se tornado vermelho; os gritos nunca cessaram e parecia que estava se arrastando por um longo tempo, o metal se chocando contra metal; homens morrendo na sua frente, nobre ou não; todos tinha sangue vermelho; agora eles estavam em cima de uma colina e viram arqueiros atirando sobre os homens e combate, mas, foi ao ver o líder deles que Brandon fez a conecção:

- Onde estamos? – perguntou Brandon:

- A pergunta certa é em quando estamos! – respondeu o Corvo – E para responder; estamos na Batalha Do Campo Do Capim Vermelho!

- Você é Ser Brynden Rivers! – disse Brandon:

- Eu sou! – confirmou Ser Brynden – Eu sonhei com esse dia e sabia aonde deveria estar, sonhei o caminho que me levaria a ser Lord Comandante Da Patrulha Da Noite e que me levaria a ser o Corvo de Três Olhos e agora eu estou aqui com você onde começaremos o nosso treinamento, onde vou exigir o máximo de suas habilidades; por que muita coisa foi feita de forma errada e o tempo se tornou o nosso inimigo!

Os olhos de Brandon voltaram ao normal e ele se viu na caverna de volta:

- Descanse jovem Brandon! – disse Ser Brynden – As primeiras vezes fazendo isso de forma controlada, mesmo sendo guiado toma muita energia! Descanse!

O treinamento continuou em visões sobre o Rei Da Noite, eles estavam vendo os seus movimentos, seu castelo e seus generais movimentando os wights no que parecia ser o prelúdio de várias batalhas, no momento o Rei Da Noite não estava se movimentando e por isso que Ser Brynden mostrou algo importante, ele estava ao longe assistindo a um Represeiro cercado por pedras erguidas em padrão circular e pode ver os Filhos Da Floresta se movimentando:

- Sobre o que é isso? – perguntou Brandon:

- Uma verdade que você deve entender! – respondeu Ser Brynden – Essencial antes de podermos avançar nos seus ensinamentos!

Ambos se aproximam; eles veem um homem amarrado a Árvore Do Coração, ele estava também amordaçado onde se podia escutar nada já que aparentemente o homem estava com muito medo olhando para os Filhos Da Floresta um pouco mais afastado conversando na Língua Velha, eles param de falar e todos voltam os olhares para o homem e uma das criança que Brandon reconhece como Folha se aproxima do homem segurando uma adaga de obsidiana e enfia em seu peito, mais precisamente no coração em meio aos seus gritos abafados de dor e então a adaga está completamente enfiada e os gritos param e o homem abre os olhos mostrando que eles viraram olhos azuis gelos da morte e do frio eterno; Brandon sai da visão e se vira para Folha que estava vendo tudo:

- Foram vocês! Vocês criaram os Caminhantes Brancos! – disse Brandon; podia-se ver que as crianças presentes estavam constrangidas:

- Não tínhamos escolha; estávamos perdendo! – disse Folha:

- Perdendo o que? – perguntou Brandon:

- A guerra! – respondeu Seiva Doce:

- Que guerra? Contra quem? – perguntou Brandon confuso:

- A guerra contra os homens! – respondeu Folha – A guerra contra os seus antepassados!

Folha se retirou depois de responder, certamente para a outra parte da caverna, assim como as outras crianças que estavam presentes:

- Talvez tenha sido o único momento em que elas não escutaram os Antigos Deuses! – disse Ser Brynden:

- Os Antigos Deuses não concordaram com isso? – perguntou Brandon:

- Não! – respondeu simplesmente Ser Brynden – Os Antigos Deuses sempre acharam que as duas raças podiam conviver juntas, mas, a dor da perda leva a uma raiva que consome você e que se transforma em ódio! Isso causou bastante arrependimento que dura até hoje!

Foram-se muitos dias em visitar o passado e ver o Rei Da Noite, claro que ele já havia percebido Brandon e Ser Brynden, mas, ele nunca chegava perto e Ser Brynden já havia dito que ele trazia as proteções que cercava a caverna junto para as visões; Ser Brynden nunca deixou de dizer que somente poderia entrar nas visões com ele já que não tinha nenhuma proteção consigo e ficaria mercê do Rei Da Noite, Brandon entendeu isso, mesmo que já estivesse impaciente; Brandon já havia visitado muitas memórias, a Queima De Harrenhal por Aegon Targaryen; o Rei Thorren Stark se ajoelhando; Cregan Stark e a Hora Do Lobo, o Torneio De Harrenhal e principalmente a Torre Da Alegria; muitas dessas memórias variavam quando seriam vistas já que Ser Brynden se concentra mais em mostrar o Rei Da Noite e seu exército e também de controlar corvos para serem os seus olhos.

Foi em outra memória, seu pai e seu tio Brandon pareciam mais velhos e seu tio Benjen estava treinando foi quando sua tia Lyanna entrou cavalgando rodeando os três meninos e estes estavam reclamando de sua exibição de talento para montaria:

- Pai sempre disse que Arya se parece com tia Lyanna! – disse Brandon:

- E se parece mesmo, essa é uma das muitas características das mulheres da Casa Stark, livres e independentes! – disse Ser Brynden:

- Gostaria de tê-la conhecido! – disse Brandon:

- E eu tenho certeza que ela gostaria de você! – disse Ser Brynden.

No momento seguinte eles estavam de volta na caverna; Brandon pode aproveitar e descansar, comer alguma coisa:

- Por que vocês ficam aqui e não vão para o outro lado do Muro? – perguntou Brandon:

- Aqui, a magia está mais forte; ficamos mais fortes perto dos deuses! – respondeu Folha:

- Vocês não precisam ir para a guerra, apenas nos aconselhar e preparar as armas de vidro de dragão! – disse Brandon – Vocês certamente guardam o conhecimento de fabricar essas armas e certamente podem encantar o ferro das espadas, lanças e flechas para serem mais resistente e acabar com os wights comum golpe ou até mesmo os próprios Caminhantes Brancos!

- Nunca esquecemos Brandon da Casa Stark, podemos e sabemos trabalha com vidro de dragão e podemos encantar metal para acabar com os wights com um golpe; nós estudamos e pesquisamos maneiras de destruir a magia que movimenta um wight e conseguimos, mas, somente vidro de dragão destrói um Caminhante Branco; talvez mesmo fogo de dragão e o aço feito em Valíria!

- Mais do que nunca precisamos de vocês! – disse Brandon – Com o seu conhecimento, poderemos ter alguma vantagem nessa guerra; podemos ter um plano para acabar com eles para sempre, vocês podem refazer o pacto!

As crianças estavam trocando olhares como se conversassem e pesassem as questões:

- Nós já tivemos essa conversa antes Brandon Stark; somos poucos; nós somos os mais velhos e experientes ficamos com o Corvo de Três Olhos, mas, a outros de nós escondidos que trabalham para recuperar os nossos números e ensinar os mais novos de nós! – disse Folha:

- Tragam todos eles! – disse Brandon – Tenho certeza que meu irmão não teria problemas com vocês vivendo no Norte; especialmente no Norte; podemos viver lado a lado e vencer lado a lado!

- Tem muita esperança em você Brandon Stark! – disse Brandon Stark – Vamos fazer isso, mas, se não gostarmos, vamos desaparecer e nunca vão nos encontrar!

- Eu aceito! – disse Brandon.

Folha olhou longamente para Brandon e depois olhou para cada uma das crianças presentes e em seguida saíram, por vários dias Brandon não as viu novamente, ele estava torcendo para que tenham convencido as demais crianças em outros esconderijos e que estejam se preparando para viajar para o outro lado do Muro; Brandon continuou com ser Brynden aprendendo alguns detalhes do Sonho Verde, mas, tirando tudo isso Brandon se sentia impaciente querendo cada vez mais voltar para o Norte e especialmente ele se sentia pronto para um sonho sozinho, mesmo sem a proteção que Ser Brynden trazia; foi em um desses momentos em que Brandon viu que Meera estava em outro ponto da caverna; e os dois soldados Daven e Cregan estavam distantes também e Ser Brynden parecia dormir e longe conversando com os próprios deuses; Brandon não saberia dizer, mas, ele viu a oportunidade de se provar e provar a Ser Brynden que ele é mias do que capaz de assumir o título de Corvo De Três Olhos; ele tocou na raiz e seus olhos ficaram brancos e ele entrou.

Ele já sabia que deveria estar acostumado com as entradas, mas, a se ver no mesmo lugar em que as Crianças criaram o Rei Da Noite coberto completamente de neve, sentindo o frio intenso e mortal e o vento que o trazia que castigava cada canto de sua pele, ele estava sentindo isso quando não deveria, mas, o seu medo veio quando se viu cercado de mortos, eles não se mexiam, apenas estavam parados esperando as ordens de seus mestres; Brandon não sabia ou sentia vontade, mas, andou passando lentamente pelo corredor que os mortos deixaram de espaço para ele passar, rostos mortos impassíveis de olhos azuis como gelo olhando para ele e ele chegou a outro espaço onde os Caminhantes Brancos estavam em seus cavalos esqueléticos, mas, havia um cavalo sem cavaleiro no centro, um corvo foi escutado e Brandon se virou e não o viu, ele se virou para os Caminhantes Brancos e para o seu maior medo, o Rei Da Noite estava a sua frente; Brandon se virou para fugir e com um movimento, o Rei Da Noite o agarrou com força.

Brandon voltou para a caverna gritando chamando a atenção de Ser Brynden, de Meera e dos guardas que voltaram correndo:

- O que houve? - perguntou Meera preocupada:

- Ele entrou sozinho! - respondeu Ser Brynden – O que você viu?

- O que? - perguntou Brandon confuso e assustado:

- O que você viu? - perguntou Ser Brynden pontuando cada palavra:

- Mortos, o Rei Da Noite, neve e uma Árvore Do Coração! - respondeu Brandon:

- Ele tocou em você? - perguntou Ser Brynden:

- O que? - perguntou Brandon ainda tentando se recuperar:

- Ele tocou em você? - perguntou Ser Brynden gritando:

- O que isso importa? - gritou Brandon:

- Ele tocou em você? - perguntou Ser Brynden gritando mais alto:

- Sim! - gritou Brandon.

Todos dentro da caverna ficaram em silêncio, ninguém dizia nada e todos puderam sentir que estava ficando mais frio:

- Mostre! - ordenou Ser Brynden:

- O que? - perguntou Brandon mais uma vez confuso:

- Mostre onde ele tocou! - ordenou Ser Brynden sendo mais específico.

Brandon levantou a manga do braço esquerdo e em seguida mostrando a marca da mão do Rei Da Noite onde foram tocado, todos os presentes suspiraram menos Bran:

- Então aconteceu! - disse Ser Brynden – Com essa marca não há nenhuma defesa contra o Rei Da Noite, ele vai poder entrar livremente nesse lugar!

- O que vamos fazer? - perguntou Meera:

- Arrumem as suas coisas e parta o quanto antes! - disse Ser Brynden – Eles vão chegar à noite!

Todos começaram a correr para arrumarem as suas coisas que haviam ficado espalhadas, a segurança que eles tinham mesmo com o inimigo em maior número praticamente os cercando:

- Há outra porta no outro lado da caverna! – disse Ser Brynden – Se puder arranjar um jeito de mantê-los aqui, podem ter uma chance!

- Mas, e você? – perguntou Brandon:

- Meu tempo já passou; a sua chegada anuncia finalmente que o meu trabalho estar terminado! – respondeu Ser Brynden – Eu aceito o meu destino!

Um dos guardas que veio com Brandon se aproximaram deles:

- Se quer mantê-los aqui enquanto escapamos, devemos encontrar um meio de bloquear aquela parte da caverna! – disse o Guarda Cregan:

- Vocês podem pensar em algo, enquanto isso poderá dar a última lição para Brandon! – disse Ser Brynden e em seguida os seus olhos ficaram brancos, Brandon tocou na raiz e seus olhos também ficaram brancos e assim ficando Devan, Cregan e Meera sozinhos:

- Sabemos o que devemos fazer! – disse Devan:

- As crianças deixaram um saco daquelas bolas que estouram! – disse Devan:

- Eles nos ensinaram a ligá-las! – disse Cregan:

- Vamos ficar para trás, Lady Meera; cuido do jovem lorde! – disse Devan:

- Vocês ficaram malucos? – perguntou Meera com um desespero aparente:

- Somos leais a Casa Stark! – disse Cregan – Até o fim!

Não demorou muito para ouvirem um barulho, um grito gélido como se arranhasse o ar; os três rapidamente se dirigiram para a porta da caverna e ao saírem viram o Rei Da Noite e seus Caminhantes Brancos com um exército de wights atrás deles; o Rei Da Noite se aproximou e pisou em cima da linha e o chão rachou mostrando o poder dele e em seguida os mortos começaram a avançar, Meera e os dois guardas entraram e barricaram a porta e correram para o interior da caverna onde pegaram Brandon que ainda não havia acordado, o colocaram em uma maca e o arrastaram para o outro lado da caverna e os mortos estavam brotando por todos os lados aos montes junto com o Rei Da Noite que avança calmamente e fica de frente para Ser Brynden, ele levanta a sua lâmina curva e corta Ser Brynden; enquanto isso os guardas correm carregando Brandon com Meera jogando aquelas bombas de fogo que explodiam destruindo vários Wights, eles chegaram à porta e a abriram:

- Agora é com você Lady Meera! – disse Cregan – Vai! Agora!

Devan empurrou Meera para fora com Brandon e fechou a porta; rapidamente Meera começou a correr carregando Brandon e no mesmo em que ela colocou uma distância segura tudo explodiu fazendo aquela entrada da caverna desabar; ela viu o fogo subindo enquanto se afastava cada vez mais pela escuridão indo em direção a Parede. Dentro do sonho, o tempo passa de forma diferente no mundo real, por isso Brandon assistiu as batalhas que Jon e Robb enfrentaram e a visão mais importante; vendo seu pai se despedindo de sua família para fomentar no Vale, viu a sua tia Lyanna chorando:

- Você entendeu que o passado não pode ser mudado, apenas visto; vemos os erros e não o repetimos! – disse Ser Brynden:

- Então essa é a sua última lição? – perguntou Brandon – Nunca repetir os erros feitos no passado!

- Especialmente em relação a mim e aos meus antecessores! – disse Ser Brynden – Ainda mais especial com as crianças; você já começou a corrigir esses erros colocando elas para lutarem ao lado dos homens mais uma vez; agora imagina se tivéssemos avisado desde sempre, o quão o Norte estaria preparado!

- Mas, ele está! – disse Brandon:

- Com um empurrão meu em Eddard Stark e realizando praticamente milagres para que estivesse pronto em quase vinte anos quando teve a chance de ficar pronto em oito mil anos! – explicou Ser Brynden:

- Pensei que fosse contra as regras interferir tão diretamente? – perguntou Brandon vendo Ser Brynden se afastando:

- Eu já combinei o preço a pagar com os Deuses Antigos! – respondeu Ser Brynden e então ele sumiu; seu corpo se desfez como vários pergaminhos rasgados sendo levados pelo vento; Brandon acordou vendo Meera o arrastando:

- Meera! – chamou Brandon e Meera parou e Bran pode se levantar:

- Não podemos ficar muito tempo parados Brandon! – disse Meera agarrando a mão dele e o puxando para correr e ambos correram de mãos dadas pela escuridão adentro.

Robb e Jon ficaram em silêncio ao final do conto de Brandon:

- E agora? – perguntou Robb:

- Agora trabalhamos! – disse uma voz que Brandon reconhecia facilmente, mas, essa voz chamou a atenção de Jon e Robb que olharam e viram uma Criança Da Floresta – Acordos devem ser feitos; planejamentos devem ser realizados, escolhas feitas e lutar essa guerra todos nós devemos; lutaremos juntos e para sempre dessa vez!

Jon e Robb mantinham o silêncio ao ver algo das lendas, eles apenas podiam balançar a cabeça afirmativamente.