Capítulo 44

Coisas Mais Antigas

Castelo Negro foi escolhido para a reunião mais importante dessa guerra, com tantas figuras importantes a reunião acontece no pátio do castelo com uma mesa no centro e papéis sendo segurados por pesos e a neve se acumulando em cima; os Filhos Das Florestas estavam presentes com Folha os representando, os Gigantes também estavam presentes representados por Dagmur Mur, Jon Targaryen estava representando os homens com os senhores de cada região presente também; um novo pacto foi negociado e ele foi aceito por todos e foi assinado; o início do ano de 303 depois da conquista de Aegon, o Novo Pacto foi assinado; naquele momento com o novo pacto já se podia ver que a estratégia da guerra teria que mudar; claro que os filhos não podiam lutar, eles sabiam que sua espécie seria extinta assim como os gigantes que temem serem terminados de uma vez.

Os Filhos Da Floresta trabalhariam em sua magia e fabricando as armas de vidro de dragão, os gigantes ficariam em construir as defesas enquanto suas armaduras estavam sendo construídas, nunca havia sido feito uma armadura para os filhos da floresta e para os gigantes, seria em tentativa e erro até acertar, enquanto isso, uma estratégia tinha que ser definida mais uma vez em relação aos exércitos, eles avançaria por dentro das terras congeladas, ou ficariam atrás do muro esperando eles chegarem, essa questão causou uma divisão entre os senhores na reunião com eles:

- Meu rei! - disse Lord Royce – Podemos ficar aqui e barrar o avanço do inimigo, o Muro é uma vantagem imensa contra um inimigo que controla os mortos!

- Eles não fazem guerra convencional! - disse Lord Celtigar – Já lutamos contra eles, mas, ainda temos muito que aprender, precisamos de mais experiência!

- Nenhuma guerra é convencional! - disse Lord Tarly – O que aprendemos lutando contra eles deve ser o suficiente para sairmos da Parede e lutarmos em seu terreno!

- Não vamos arriscar que eles tenham algo para derrubar o Muro, não vamos arriscar; vamos sair para o outro lado e acabar de vez com isso! - disse Lord Robb:

- Como Lord Tarly deixou bem claro, vamos para o terreno do inimigo em que eles tem a vantagem! - disse Lord Swann – Vamos sacrificar muitas vidas e daremos mais mortos para o exército deles!

- Tem razão, Lord Swann! - disse Lord Tarly – Mas, não vamos para o outro lado sem um plano!

- Espero que sim, Lord Tarly! - disse Lord Bracken – O que disse anteriormente dá a entender que não se importa com os seus homens!

- Eu me importo com cada soldado que eu levo para o campo de batalha! - disse Lord Tarly imediatamente às palavras do Lord Bracken:

- Não importa, se ficarmos ou se formos para o outro lado! - disse Príncipe Oberyn – Vidas serão perdidas!

- A questão é saber o quanto estamos dispostos a sacrificar nessa guerra! - disse Lord Algood:

- O que realmente importa é o plano para salvarmos o mundo que conhecemos! - disse Jon Targaryen se pronunciando pela primeira vez nessa reunião – Cada um desses soldados veio conosco sabendo que não podem voltar vivos para as suas famílias, demos o consolo para eles que não estão lutando pela ganância ou ego fraco de alguns senhores e sim pela sobrevivência do mundo conhecido e do desconhecido e que cada um de nós vai dar tudo o que tem e o que não tem para vencer essa guerra; a Verdadeira Guerra!

Os homens e mulheres presentes ficaram em silêncio, esperando que o rei continuasse:

- Lord Robb está certo! - disse Jon Targaryen – Não vamos arriscar ficar no Muro, existe o risco de ele ser derrubado; não vamos subestimar o inimigo; nossa escolha está em ir para o outro lado e avançar nas terras do inimigo e lutar lá! Os dragões serão a nossa maior vantagem e vamos nos aproveitar disso!

Daenerys Targaryen que também estava na reunião acenou positivamente:

- Vamos lutar juntos até o último suspiro; vamos derrotar o inimigo! - disse Daenerys – Vamos fazer isso junto! Não podemos agora tão perto de decidir o destino de o mundo nos separar!

- Vamos para o outro lado do Muro! - disse Jon Targaryen – Essa é a minha decisão! Preparem para a marcha!

Todos saíram da sala deixando Jon com os seus pensamentos e Folha também estava presente:

- Para onde vão? - perguntou Jon:

- Para Dragonstone! - respondeu Folha – A reserva de vidro de dragão está lá! Vamos minerá-la e preparar tudo para a guerra!

- Está bem! - disse Jon – Vou avisar o pessoal da ilha da vinda de vocês!

- Eles não vão nos ver e nem nos notar! - disse Folha – Não há necessidade de avisar, mas, a sua decisão deixa uma dúvida!

- Qual? - perguntou Jon:

- Por que ir agora? - perguntou Folha – Por que não esperar que voltemos com as armas de vidro de dragão prontas?

- Não temos esse tempo! - respondeu Jon – Você sabe!

- Eu sei! – disse Folha – Mas, o inimigo gosta de fazer as coisas do jeito dele e no tempo dele!

Foi alguns dias que os Filhos Da Floresta partiram para os seus deveres, especialmente para minerar vidro de dragão, os gigantes faziam o seu trabalho em melhorar as defesas no lado norte do Muro e já planejavam construir uma linha de defesa ao sul do Muro, os solados estavam preparados para marchar quando uma tempestade de neve começou e logo a marchar foi cancelada, a tempestade não parrou enterrando todos na neve e dando trabalho para as equipes de limpeza abrir caminho nas estradas, a tempestade não parecia parar e se percebia que era de dia com a fraca iluminação do sol que passava pelas nuvens cinzentas, mas, para alguns, a noite não estava terminando; blocos de gelo cobriam os mares dificultando a navegação que trazia os suprimentos por mar e o comércio com Essos que também estavam levantando os seus exércitos para lutar, especialmente por que havia relatos também dos mortos se levantando para atacar os vivos.

Os soldados já diziam que essa tempestade não é natural combinado com as notícias de Essos podia sinalizar uma estratégia do inimigo de invadir Essos e encalhando Westeros embaixo de muita neve e impossibilitando qualquer ajuda vinda dos dois lados; as primeiras remessas de vidro de dragão preparadas com armas vieram e logo o exército estavam armados com pontas de flechas, lâminas para punhais e pontas de lanças, também haviam entregado ensinamentos aos ferreiros para colocar vidro de dragão na forja de espada de metal, martelos e estrelas da manhã, lanças e escudos, o material para fogo também foi trazido, inclusive fogo vivo que foi armazenado bem longe de qualquer civilização, mas, não longe o bastante para ser trazido quando necessário; os soldados foram armados e os navios foram armados também, Jon não sabia se eles poderiam nadar, mas, não tinha tempo para arriscar foi quando recebeu mensagens de Atalaialeste Do Mar e Atalaiaoeste Da Ponta sobre os navios que estavam sendo atacados por animais marinhos mortos e que havia mortos subindo os navios; se os wights não nadavam, então os mortos vinham do fundo do mar; Homens De Ferro entregues ao Deus Afogado estavam subindo mais uma vez; também poderia ser os dois, os wights sabiam nadas e estavam atacando os navios, a batalha pelos mares havia começado.

Lord Paxter Redwyne estava na costa oeste de Westeros, mais precisamente na costa oeste do Norte vindo da Atalaiaoeste Da Ponta depois de entregar suprimentos e abastecer os navios com armas feitas de vidro de dragão, como membro do conselho do rei, ele tinha que levar essa batalha contra os mortos pessoalmente; mortos que receberam ritos funerários sendo jogados no mar estavam emergindo do oceano e escalando os navios, mortos que se levantaram em terra estavam nadando, as Ilhas De Ferro que foram queimadas, mas, mesmo assim, ainda tinham covas preservadas corriam o risco de ter os seus mortos levantados; criaturas marinhas mortas estavam atacando os navios e cabia a eles derrotarem todos eles ou os suprimentos não chegariam ao exército estacionado no muro. Tinham-se notícias de mortos se levantando em Essos e as Cidades Livres entrando em combate.

Lord Paxter estava com uma lança na mão com vidro de dragão na ponta, olhando para o mar, sentindo o vento frio em seu rosto, esperando o inimigo e então uma batida no casco do navio jogando Lord Redwyne para trás batendo no outro lado do navio; meio grogue ele se levantou:

- Ataque! – gritou Lord Redwyne – Preparem-se!

Os homens começaram a correr pelo navio pegando as armas, Lord Redwyne tinha a lança e a faca prontas, os homens estavam se posicionando e nesse momento os gritos misturavam entre os homens que Lord Paxter não entendia, mas, ele se aproximou da borda do navio e olhou para mar vendo as criaturas marinhas rodeando, os homens também estavam espalhados olhando para o inimigo rodeando eles, mas, então um homem foi puxado para a água e então um grito chamou a atenção e todos:

- Saiam da borda! – gritou Lord Paxter – Agora! Fiquem de costas um para o outro e encarem o inimigo!

Os wights subiram no navio e Lord Redwyne atravessou a sua lança no primeiro, a luta contra os mortos começou; seus homens golpeando os mortos e eles caindo para não se levantar mais uma vez, seus outros marinheiros atirando lanças na água atingindo as criaturas marinhas; usando a sua faca, Lord Paxter estava esfaqueando o inimigo que caia, um depois do outro, eles subiam e vinham e seus homens acabavam com eles; Lord Redwyne podia ver os outros navios ao redor que estavam combatendo os mortos, mas, então outra batida derrubou a todos, um morto caiu em cima de Lord Paxter ao qual esfaqueou e o tirou de cima, Lord Paxter se levantou e foi para o parapeito do navio e viu a criatura marinha se afastando e então jogou a sua lança acertando a criatura a matando novamente:

- Lança! – gritou Lord Paxter e ele pegou uma lança no ar jogada por um de seus soldados e aplicou um golpe arrancando a cabeça de um wight que havia subido, a luta continuou e parecia que estava durando dias, anos, ele não podia ficar ali, eles morreriam logo, não aguentariam, mas, por um momento eles haviam conseguido uma pausa:

- Soem o sinal! – disse Lord Paxter – Lancem o fogo vivo!

O chifre foi escutado e em alguns navios haviam catapultas acopladas e eles lançaram potes de barro frágeis que voaram por cima dos navios e bateu na água quebrando e espalhando o líquido ver, uma flecha de fogo que bateu na água e explodiram incendiando o mar, os navios se afastou admirando o espetáculo; havia um semicírculo de fogo formado no mar protegendo, mas, não por muito tempo, eles podem ir mais fundo para evitar as chamas, podem dar a volta e é isso que eles fazem a luta recomeça e eles veem para cima com tudo e eles caem aos montes, todos estavam cercados e , Lord Paxter esfaqueia e atravessa a sua lança nos mortos e então eles param, foi mais um tempo de parada para descansar e jogar esses wights no fogo, mas, então outra batida no casco derrubando Lord Paxter que sabia que mais outra dessas o navio afundaria, homens estão jogando lanças nos animais marinhos derrubando todos que podiam acertar; assim como Lord Paxter sabe, eles sentem que estão a uma batida de afundarem e ficarem nas mãos do inimigo; agora mais do que necessário colocar os navios em movimento, especialmente quando ele e seus homens viram alguns afundando e os marinheiros sendo abocanhados pelas criaturas marinhas.

Eles estavam no parapeito do navio nos dois lados abatendo qualquer wight que estava agarrado ao navio, às criaturas marinhas surgiam perseguindo eles e elas são mortas; claro que é preciso algumas lanças para acertar eles, mas, então para a sua surpresa um kraken morto emerge das águas e com os seus tentáculos derrubando alguns navios para os desesperados gritos dos homens que logo são pegos pelos wights e pelas criaturas para serem levados ao fundo do mar e morrerem afogados; o kraken rugiu destruindo vários navios, mesmo que consigam acertar uma lança com vidro de dragão na ponta não surge efeito com uma criatura tão grande; Lord Paxter anda pelo navio até a ponta e tira um pano de ciam revelando a nova arma que chamam de escorpião com uma lança já embutida; ele viu a arma em ação antes de colocar em seu navio e sua força mais do que o convenceu. Agora ele tinha um apontado para o kraken:

- Eu preciso de uma chance de tiro! – disse Lord Redwyne – Rodeia-o!

O navio começou a circular o kraken, mas, ele destruía navios lançando pedaços de madeira para todos os lados, batendo os seus tentáculos na água criando ondas fazendo o navio subir e descer jogando água para dentro do navio e molhando os marinheiros:

- Vamos bastardo! – disse Lord Redwyne – Me dê uma chance!

O navio subiu e ficou em cima da onda e foi nesse momento em que Lord Paxter viu a sua chance e imediatamente disparou o arpão que cortou o ar cravando fundo dento do olho do kraken que rugiu bem alto antes de morrer definitivamente caindo de lado espalhando água em uma grande onda; e em seguida Paxter Redwyne pode assistir ao redor, navios afundando, destroços e bandeiras boiando para todos os lados, corpos espalhados que não foram pegos, o inimigo havia recuado:

- Meu senhor! – disse um marinheiro chamando a atenção de Lord Paxter:

- Reúna e queime os corpos! – mandou Lord Redwyne – Eles recuaram! Por enquanto!

As coisas estavam se resolvendo no oeste, no leste não teve um ataque aos navios diretamente, em Porto Branco havia relatos de enormes blocos de gelo espalhados pelo mar, mas, isso não estava parando os navios de atracarem em Porto Branco, mesmo que há dias tenham surgido blocos de gelo, mas, não tão próximos do porto e então em um dia de trabalho descarregando suprimentos e carregando em outros navios que iriam mais para o Norte veio os primeiros gritos de terror das pessoas que estavam no porto; os mortos estavam se levantando da água e atacando os vivos em uma onda avassaladora, a guarda da cidade já estava armada com vidro de dragão começou a combater de volta acabando com os wights, mas, eles estavam sofrendo baixas com a sua tática de muitos atacarem um só, mas, a guarda da cidade junto aos soldados do exército estacionado estava segurando os wights e havia marinheiros resistindo no porto, eles não sabiam por quanto tempo e torciam para resistir ao máximo que puderem para terem a chance de resgatá-los.

Lord Manderly deu as ordens, barricar os castelos e povo que pudesse barricar a suas casas e se esconder com todo o vidro de dragão que poderia colocar em mãos, os wights estavam ainda perto do porto e não adentraram muito na cidade graças à guarda da cidade e os arqueiros que estavam nos tetos das casas acertando os wights; soldados se posicionaram com os escudos em pontos das ruas aonde os wights viriam bloqueando o resto deixando esses pontos como os únicos possíveis para continuar a infestar a cidade; eles vieram gritando e correndo com suas armas sendo parados pela barreira de escudos e o soldados com lanças com as pontas de vidro de dragão acertando todos que estavam ao alcance; os soldados gritam de desafio atravessando os wights com as lança enquanto os arqueiros pulavam de telhado em telhado acertando os mortos.

Lord Manderly manda reforços para todos os pontos em que estavam segurando os wights o que parece estar surtindo o efeito desejado, eles estão diminuindo e dando a oportunidade dos homens empurrarem os wights, quando as ruas terminam chegando aos entroncamentos, os soldados se espalham pelas ruas já tomadas pelos wights matando cada um deles e limpando-as da ameaça do exército dos Caminhantes Brancos; cada rua é limpa a um custo alto, mas, elas estão livres da ameaça e o que parece demorou o dia todo e ao entardecer eles finalmente chegaram ao porto, o fogo tomava conta do lugar, alguns navios afundando nas águas rasas enquanto outro mantinham distância e pareciam combater os wights que subiam pelo casco até o convés; a batalha para recuperar o porto certamente foi mais complicada chegando à noite iluminado pelos incêndios e os gritos dos homens e dos wights enchendo o ar; aluta terminou com a vitória dos vivos, a manhã chegou com Lord Manderly andando pela cidade inspecionando os estragos, especialmente no porto quando o fogo já está controlado e havia uma fogueira fora dos muros da cidade queimando o wights e mortos recente nessa batalha, parte do exército estacionado foi prejudicada precisando de reforços e a guarda da cidade foi destruída:

- Vovô! – chamou uma voz feminina de sua neta Wynafryd:

- Sim, minha querida! – disse Lord Manderly:

- Ainda somos capazes de prestar ajuda ao Lord Stark e ao Rei Jon? – perguntou Wynafryd:

- Nesse momento não, minha neta! – respondeu Lord Manderly – Será difícil, mas, talvez com muito trabalho possamos voltar a prestar o serviço ao Lord Stark e ao rei! Nossos antepassados sobreviveram às adversidades e vamos sobreviver a essa também!

Wynafryd sorriu para o seu avô:

- Vamos sair dessa crise mais forte! – disse Lord Manderly.

Lord Manderly sabe que tem que trabalhar o mais rápido possível, mesmo que o Norte tenha mais de um porto em sua costa leste, o Porto Branco é o maior e o mais importante, o centro para receber navios com suprimentos e enviá-los para o exército no extremo norte e para abastecer a população que sofre com esse frio; os destroços tinham que ser limpos e os danos consertados, um processo que poderia demorar meses e esse tempo ele não tinha, ele esperava que sinceramente o rei não estivesse com muitos problemas.

O Rei Jon Targaryen estava com problemas, muitos problemas, o ataque dos Caminhantes Brancos com os seus Wights na costa oeste do Norte e em Porto Branco prejudicando a abastecimento do Norte e do exército que estava estacionado na Parede por causa da nevasca não animou os soldados e os senhores, o alívio que haviam conseguido repelir o inimigo foi bem vindo, mas, quando a nevasca cessou e ele começou a receber notícias de que os Caminhantes Brancos e os wights usaram blocos de gelo para viajar pelo mar e aterrar em Essos e estava causando estragos, Bravos estava resistindo assim como as outras cidades, mas, os mortos estavam se levantando mais rápido do que os vivos podiam contar ou combater, graças aos Sacerdotes e Sacerdotisas de R'hllor que conseguiam com a sua magia de fogo combater o inimigo, mas, com isso nenhum navio viria para ajudá-los seja com soldados ou suprimentos, ele sabia que o Rei Da Noite estava ainda em Westeros e que o Muro o impedia de espalhar o frio por todo o mundo e por causa disso, o mundo os tinha, um exército e três dragões para pará-lo e dessa vez seria para sempre.

A nevasca havia parado, mas, a neve ainda estava fofa e isso torna a cavalaria inútil e os soldados ficam lentos para se movimentarem, por isso, teriam que aguardar, mas, Jon sentia que isso tirava aos poucos a chance de vitória e não é um sentimento só dele e sim dos outros senhores e senhoras e também dos soldados; ele não tinha nada a oferecer para levantar a moral que não seja sobre salvar o mundo que conhecemos e as pessoas que amamos; essa parte os soldados já não tinham esperanças, com o frio e a nevasca que caiu sobre todos, dificilmente eles podiam encontrar qualquer parente a sobreviver a isso; isso se eles saíssem vivos dessa guerra; talvez nessa hora mais escura o importante não é manter a moral das tropas e sim encontrar os meios de vencer essa guerra que parecia o inimigo estava jogando tudo contra todos.

Parecia que os deuses haviam sorrido um pouco quando mandaram o sol aparecer em meio às nuvens escuras, todos pareciam felizes e que haviam recuperado a esperança, a neve derreteu um pouco liberando o caminho e sol parece que havia endurecido a terra que havia virado lama com o degelo, com isso eles estavam prontos, Jon colocou o exército para avançar em três frentes, em Castelo Negro, Atalaialeste e Atalaiaoeste, eles varreriam o terreno e acabariam com o inimigo, cada um dos três exércitos podiam combater o inimigo separadamente, especialmente com um dragão para cada um deles; Daenerys não gostou disso, mas, se foi necessário, levaria um tempo até varrer toda a extensão de terra e achar o inimigo e contê-lo até que a ajuda chegasse e que isso levaria dias, mas, ele estava apostando, especialmente sendo que nas pontas do Muro os lugares mais frágeis para que ele pudesse passar.

O exército estava no outro lado do Muro, com o apoio do Povo Livre que iria à frente para guiá-los, aqui, eles deixariam a defesa e a espera para atacar, mas, antes que pudesse partir, Jon colocou uma ideia de Mance Rayder, incendiar a Floresta Assombrada e foi isso que aconteceu usando os dragões, jogando óleo na floresta e colocando fogo com os dragões e batedores avançariam e incendiariam o resto; por dias parecia que o sol nunca nasceu com a fumaça cobrindo o céu, mas, o fogo diminuiu e assim o céu clareou e sol iluminou a terra à frente, a neve derretida e o solo duro e as cinzas que cobriam tudo; Jon deu a ordem e o exército avançou terra adentro, marchando, os soldados, os lordes e o rei tinham várias bolsas de água com carroças carregando muita agua atrás, além do pano cobrindo o nariz e a boca, mais do que nunca, Jon havia falado que queria algo com a necessidade de proteger os olhos de todas essas cinzas; foi Tyrion Lannister que veio com a ideia de pegar dois vidros, coloca-los em armação ferro, cobrir a armação couro e colocar um fecho para mantê-lo preso a cabeça; assim os olhos seriam protegidos das cinzas, especialmente aquelas trazidas pelos ventos que estavam praticamente constantes.

Os dias seguiram em marcha pela floresta que agora não passava de cinzas, mas, a neve voltou a cair misturando os dois e mais alguns dias tudo estaria coberto de branco e foi assim que aconteceu quando Jon se encontrava em um mar de branco misturado aos troncos enegrecidos pelo fogo; foi em um desses momentos de marcha procurando o inimigo, varrendo cada canto da floresta pelo inimigo e foi assim que saindo da terra de surpresa o wights se levantou e atacaram, todos gritaram de surpresa, Jon teve o seu cavalo atingindo e derrubado; Jon caiu e logo se levantou com a sua espada na mão enquanto os wights saiam de seu esconderijo e atacavam, os soldados foram mortos, mas, rapidamente se recuperaram e logo estavam de costas um para o outro formando uma parede de escudos e apontando as lanças, os mortos vinham em ondas atacando e caindo em cima dos vivos com os seus números e sem nenhuma limitação que os vivos tinham.

Jon estava balançando a sua espada contra os mortos cortando um depois do outro, aparando os seus golpes e depois revidando os cortando, os soldados com lanças com ponta de vidro de dragão estavam espetando os wights e caiam aos montes e isso formava uma montanha de corpos que fazia com que os outros que vinham subissem por cima dos caídos e pulassem em cima dos soldados, mas, Jon e outros estavam presentes cortando os wights; ele estava no comando dos Imaculados e os soldados de Daenerys segurando a posição, Robb comandava o soldados a leste e Lord Randyl Tarly estava no oeste levando os soldados; os Imaculados não estavam recuando e isso é bom diante do exército de morto que vinha e agora os seus mestres estavam aparecendo a cavalo; os Outros, Os Caminhantes Brancos estavam chegando, nessa hora que Jon queria que a cavalaria pudesse avançar, com a indicação dos Caminhantes Brancos avançando a cavalo, Jon supôs que Daenerys foi buscar a cavalaria que vinha mais atrás; Jon e o exército iria segurar o máximo que podia.

Jon cortou a arma do wight na sua frente junto com seu corpo de baixo para cima e ele caiu do chão, trouxe a espada para baixo cortando o peito do outro wight que vinha; um corte na horizontal da direita para esquerda cortando a cabeça de outro wight, outro corte separando o corpo do wight, isso continuo com vários cortes de sua espada derrubando o máximo de inimigos que atacavam; então os Caminhantes Brancos vieram e Jon avançou para enfrentar um deles chocando a sua espada com a lâmina de gelo dele fazendo um barulho que se espalhou como uma onda, Jon cortou em diagonal de cima para baixo e o Outro defendeu e o som se foi ouvido novamente; o Outro aplicou uma estocada ao qual Jon desviou para a direita e aplicou um corte na horizontal cortando a cabeça do wight o fazendo em pedaços, outro veio e Jon aparou o seu golpe que veio de cima e Jon aplicou um golpe vindo da esquerda que o Caminhante Branco defendeu; o Outro trouxe a sua lâmina para trás para plicar outro golpe, mas, Jon com a espada apontada para baixo defendeu e com um movimento atravessou o Caminhante Branco que virou pedaços de gelo.

Os wights ainda estavam avançando e o exército estava segurando até que para o seu alívio os chifres da cavalaria foram ouvidos e eles vieram passando por cima dos wights e Jon pode ver a sua esposa Daenerys montada em seus dragões colocando fogo em todos os wights e Caminhantes Brancos que estavam presentes; os dragões deram várias voltas colocando fogo no inimigo, a neve derreteu transformando o terreno em lama que dificultou a vida dos soldados, mas, que parecia não surtir muito efeito nos wights que escaparam da cavalaria e caíram em cima dos soldados sem o devido equilíbrio e eles começaram a serem mortos, Jon rapidamente com a sua Guarda Real e alguns cavaleiros começaram a ajudar cortando o que sobrou dos wights enquanto a cavalaria acabava com eles e o fogo de dragão destruía o resto, parecia horas, mas, a batalha finalmente havia terminado; Daenerys pousou com os seus três dragões:

- Você está bem? – perguntou Daenerys avançando e abraçando um Jon Targaryen cansado:

- Sim! – respondeu Jon – Conseguimos superar aqui, mas, eu receio que preciso de você!

- Em que? – perguntou Daenerys:

- Pegue Drogon e Viserion e vá para o oeste e veja se Lord Tarly precisa de ajuda! – respondeu Jon – Eu irei com Rhaegal olhar o leste!

- Está bem! – disse Daenerys voltando para Drogon:

- Sua graça, eu devo protestar! – disse Ser Brynden:

- Diga! – ordenou Jon:

- Se você for; a Guarda Real não terá condições de protege-lo – disse Ser Brynden:

- Eu entendo! – disse Jon – Eu recuso o seu protesto!

Jon começou a caminhar na direção de Rhaegal que o aceitou muito bem:

- Queime os mortos e cuide para que os feridos sejam levados de volta para o Muro! – ordenou Jon montando em Rhaegal e em seguida os três dragões decolaram e seguiram em direções opostas.

Jon estava voando com toda a velocidade que podia com o dragão, o vento frio cortava o seu rosto, pelo menos a parte que não estava protegida, mas, ele tinha que aguentar, se ele sofreu um ataque direito dos Caminhantes Brancos e de seu exército Wight, podia-se imaginar que atacariam a leste e a oeste, por isso Jon tinha que imprimir que Rhaegal fosse cada vez mais rápido; a terra estava passando por debaixo dele muito rápido e então ele viu os wights e seus mestres, os Caminhantes Brancos atacando o exército que seu primo Robb Stark está liderando; composto na maioria de soldados do Norte, eles estavam aguentando muito bem o ataque, mas, sabia que não poderiam segurar para sempre a pressão que os mortos estavam fazendo, Jon passou por eles, deu a volta e então Rhaegal cuspiu o seu fogo em cima dos wights; os Caminhantes Brancos gritaram de surpresa; Jon deu a volta e Rhaegal incendiou os wights mais uma vez e isso parecia aliviar o exército do Norte que estava aumentando, lentamente, o perímetro, mas, ainda os mortos estavam atacando e infligindo baixas nos soldados do Norte, Jon queimou os wights pela terceira vez e as chamas cobriam o campo; ele deu a volta e se aproximou e viu o seu primo Robb matando uma Caminhante Branco enquanto Rhaegal cuspia as suas chamas pela quarta vez.

Jon deu várias voltas e então o campo ao redor estava completamente em chamas e os wights caindo com os seus últimos gritos marcando a perda do controle dos Caminhantes Brancos do seu exército de mortos, Jon pousou e desmontou Rhaegal, ambos cansados sendo cumprimentado por Robb também cansado assim como os soldados do Norte aliviados e também cansados:

- Sua visão é uma benção dos deuses Jon! – disse Robb:

- É bom vê-lo inteiro Robb! – disse Jon – O exército que estava levando foi atacado e com a ajuda de Daenerys conseguimos derrotá-los e imaginei que você e Lord Tarly também estariam sofrendo do mesmo mal!

- Eu agradeço por isso Jon! – disse Robb – Sofri muitas perdas segurando a posição contra os wights; não estava esperando durar muito, especialmente com essa mistura de neve e cinzas deixando os cavalos mais lentos! Espero que Lady Daenerys tenha conseguido o sucesso que você conseguiu!

- Eu espero também! – disse Jon – Mas, são vitórias vazias se não conseguimos derrotar o Rei Da Noite que certamente já está passos a nossa frente e imaginou que estaríamos lentos e, portanto presas fácies!

- Você não o viu? – perguntou Robb:

- Não! – respondeu Jon – Creio que você também não?

- Não o vi! – respondeu Robb – Tenho certeza que Lady Daenerys vai responder a mesma coisa!

- Ela vai! – confirmou Jon – Quando o virmos será a batalha principal!

- A batalha decisiva! – disse Robb – A batalha pelo amanhecer!

Jon ficou calado, não é preciso dizer mais nada, ele apenas olhou para o céu vendo as nuvens cinza cobrindo tudo e impedindo de o sol entrar, nada mais seria prazeroso do que ver o sol mais uma vez aquecendo a sua face, mas, o que ele sente é o frio; um frio anormal que estava trazendo dor e morte; Jon continuaria lutando, não sabia quantas batalhas, mas, lutaria até o seu último suspiro para garantir a vitória; a vitória pelo amanhecer e que ele venha a ser recebido em alegria.