Capítulo 45
A Segunda Batalha Pelo Amanhecer
A neve continua a cair sobre todos, fogueiras se espalhavam por todo o acampamento, as três batalhas haviam acabado e por ordens do rei o exército estava reunido, descansando e armando defesas, temporárias com certeza, eles marchariam para mais dentro das Terras Congeladas e encontrar o inimigo, mas, eles já estavam enfrentando um inimigo, o frio e a neve que parecia matar mais do que os Caminhantes Brancos e os Wights, parecia, de fato, a guerra estava custando a todos, a moral está baixa e não havia deserção por que não faria nenhuma diferença, se não lutassem agora, eles seriam alcançados depois e todos já haviam concordado que não permitiriam isso; por isso, todos estavam ajudando a manter todos aquecidos, conferindo companheiros para verem se o frio não os levou para os braços da morte. Jon suspirou olhando para o céu cinzento e sem luz ao lado de seu fiel lobo Fantasma; ele estava se perguntando se ficaria vivo para ver o sol mais uma vez, se os soldados aqui presentes ficariam vivos para ver o sol.
Ele não conseguia evitar esses pensamentos deprimentes, queria, mas, não conseguia, talvez fosse um dos muitos poderes do inimigo que causa esse sentimento de desespero e perda antes mesmo da próxima batalha; ele tinha que tirar esse pensamento sobre a próxima batalha; algo dizia dentro dele que essa seria a batalha decisiva onde os dois reis jogariam tudo nessa batalha e um se ergueria vencedor; Jon não queria pensar no que está por vir, mas, ele sabia que a próxima batalha seria a decisiva, o Rei Da Noite não havia atravessado o Muro, ele está firme e forte e por mais que estejam atacando Essos através de viagens por pedaços de gelo enormes, o Rei Da Noite que Westeros, talvez pela sua derrota a eras atrás e não quer ver repetindo novamente e por isso está jogando tudo para matar ele e seu exército. Por isso Jon havia reunido o exército por completo e estava aguardando para que os soldados possam descansar e receber suprimentos para a marcha que eles fariam e aqui ele está confiando em seus sentimentos mais uma vez sobre o local da próxima batalha, o Punho Dos Primeiros Homens.
Jon amaldiçoou mentalmente, ele não podia seguir um sentimento, não agora com esse inimigo, por isso, ele mandou batedores a frente para verificar a área com cuidado, procurar por qualquer coisa anormal além dos Caminhantes Brancos e os Wights, eles ainda não voltaram, mas, havia garantido que o Punho Dos Primeiros Homens fosse verificado, que uma rota rápida e segura fosse definida para chegar lá e que um local do lugar fosse escolhido para a batalha, é um terreno acidentado com montes e barrancos que torna um deslocamento de soldados um pesadelo e uma batalha em uma desordem total misturada ao pior dos pesadelos; eles não marchariam sem ao menos um dos batedores voltasse até mesmo com um esboço simples do local; claro essa parte é pedir muito, mas, é por isso, que Jon estava confortável em esperar que os batedores voltem; dado o que aconteceria em breve que podia deixar qualquer uma pilha de nervos, ele tinha que manter a calma, para os seus exércitos; eles iriam ter essa batalha e podia levar o tempo que fosse para acontecer; mesmo querendo ignorar, seus sentimentos estavam dizendo que seria no Punho Dos Primeiros Homens a batalha final; Jon deixou a neve tocar em seu rosto pensando nisso.
Robb Stark há muito tempo se acostumou com o frio, os homens e as mulheres do Norte também estavam acostumados, mas, esse frio não é natural, segundo os soldados e de fato não é, Robb sabia que o inimigo é poderoso e implacável pronto para destruir tudo o que estava em seu caminho; destruir tudo que vive e inundar esse mundo em um mar de neve e morte, a batalha que ele enfrentou enquanto levava os soldados pelo leste lhe mostrou isso; mostrou o que ele já sabia e acreditava, mas, agora tinha que ver mais uma vez e perceber que tudo estaria perdido na próxima batalha que seria no Punho Dos Primeiros Homens.
E como isso é sabido, através de Jon tendo um sentimento; agora a essa altura ter um sentimento, bem, Robb ainda é um cético sobre isso, por isso, apoiou ao mandar batedores à frente para olhar para tudo, especialmente a localização do exército inimigo e enquanto não a retorno, Robb estava treinando os soldados com a intenção de deixa-los aquecidos e prontos para a próxima batalha; não fazia mal ter um pouco de treinamento e ao mesmo tempo entreter os soldados com algo mais do que o frio mortal, a neve assassina e o inimigo implacável a frente deles, ele podia permitir as apostas entre soldados, mesmo que fosse somente uma distração superficial do que estava por vir. Robb saiu da arena improvisada de treino andando pelo acampamento ponderando sobre o que aconteceria:
- O que está em sua cabeça do sul? – perguntou um homem corpulento, ruivo e do Povo Livre; Tormund Giantsbane; incrivelmente ele se tornou um grande amigo, dele e de Jon:
- Sobre o que está por vir! – respondeu Robb:
- Vocês do sul costumam pensar muito no futuro? – perguntou Tormund:
- Toda hora! – respondeu Robb – Especialmente no inverno onde tem que se pensar em como manter a família viva!
Tormund suspirou:
- Não somos muito diferentes então! – disse Tormund – Meu povo sempre está olhando para frente pensando na próxima refeição, o próximo abrigo…!
-... a próxima amante! – disse Robb. Tormund riu alto batendo forte nas costas de Robb:
- É verdade! – concordou Tormund parando de rir – Eu queria que chegasse a um momento em que não pensasse no futuro e sim no momento de agora!
- Eu queria também amigo! – disse Robb. Os dois ficaram em silêncio por um tempo:
- O que acha dos sentimentos do rei sobre o local de batalha? – perguntou Tormund:
- O instinto! – disse Robb – Ele está seguindo o instinto, mas, mesmo assim não podemos deixar de mandar alguém olhar!
- Entendo! – disse Tormund – E sobre ser a última batalha?
- Talvez seja; talvez não! – respondeu Robb – Eu gosto da possibilidade de finalmente estarmos perto de acabar!
- Talvez seja isso que o rei quer que ache! – sugeriu Tormund:
- Talvez! – concordou Robb – Se for isso está dando certo!
Oberyn Martell está com frio, muito frio; ele podia amaldiçoar os inimigos de vários nomes que lhe veem a mente, ele queria; logo ele está enfrentando um inimigo em sua estação natural, o inverno quando ele é um homem de verão, calor e mulheres envolvendo as suas coxas em sua cintura, mesmo aqui nesse acampamento onde havia soldadas, elas estavam mais interessada em preparar para a próxima batalha do que aquecer a sua cama e a cama dela; ele não podia culpá-las, a situação está em desespero quase beirando os soldados mais corajosos em lágrimas, em breve marchariam para a próxima batalha, lutando contra um inimigo ao qual somente agora estavam conseguindo criar táticas para combatê-los.
Ele amaldiçoou o inimigo mais uma vez especialmente das notícias que havia recebido, seu irmão Doran havia morrido, as inúmeras viagens para ajudar a sua sobrinha Arianne a governar Westeros enquanto eles estavam em guerra nas terras congeladas; pelo menos ela deixou a suas filhas mais novas para ajudar quando podiam, mas, também as notícias de que os Caminhantes Brancos estão atacando em Essos; que eles conseguiram cruzar o mar em blocos enormes de gelo e estavam causando caos e destruição em Essos lhe dava uma agonia e aumentava a dor que já sentia e especialmente essa dor ficou mais forte por que ele podia sentir literalmente a qualquer hora que seu pau e suas bolas congelariam e isso seria uma perda para ele, uma perda para a sua amente Ellaria e uma perda para todas as mulheres do mundo ao qual ele ainda levaria e levaria novamente para a cama.
O Príncipe Oberyn perdeu a conta de quantas vezes amaldiçoou o Rei Da Noite enquanto estava enrolado em sua capa observando as atividades do acampamento:
- Pai! - chamou uma voz feminina.
Oberyn se virou para ver a sua filha Obara se aproximando entregando um copo com bebida quente nele ao qual Oberyn tomou:
- Obrigado querida! - disse Oberyn:
- Sem problemas pai! - disse Obara. Oberyn esperou pacientemente que sua filha falasse, ele conhecia muito bem as suas filhas e sabia que cada uma faria; e nesse caso em especial foi Obara que além de arranjar um jeito de aquecer o seu velho pai, certamente queria ter uma conversa com ele:
- É verdade? - perguntou Obara – Que o rei está dizendo? Que talvez a próxima batalha seja a decisiva?
- Sim! - respondeu Oberyn solenemente – Ele tem esse instinto; sentimento de que o inimigo vai colocar tudo nessa batalha! Por isso, os batedores foram mandados e fomos ordenados a esperar, descansar e se preparar! Não nessa ordem exata!
- O que você acha? - perguntou Obara:
- Eu acho que ele tem razão filha! - respondeu Oberyn – O ataque a Essos está acontecendo e eles estão ganhando enquanto aqui, em Westeros eles estão sendo empurrado a cada batalha! Ele não vai permitir isso! Ele é um rei; um Rei Da Noite de fato, mas, ainda assim, como todo rei, orgulhoso de se mesmo e não vai permitir que fosse derrotado! Ele vai vir com tudo para a próxima batalha e nela vamos decidir o destino do mundo e das pessoas ainda vivas e que ainda virão à vida!
- Gostaria que isso nunca tivesse acontecido! - disse Obara:
- Em um mundo ideal e de sonhos talvez isso nunca acontecesse, mas, esse não é o mundo de sonhos; é o nosso mundo! - disse Oberyn – Cabe a nós garantirmos que ele continue assim e trabalhar para que os próximos a vierem depois de nós o possamos herdar!
Oberyn abraçou a sua filha, eles não precisavam dizer qualquer coisa sobre Doran, pai e filha se encararam e haviam dito tudo o que é para dizer e então sobraram outras questões para falar e agora, Oberyn somente queria curtir o momento abraçando a sua filha; o rei tinha o instinto e os sentimentos sobre o que estava para acontecer; Oberyn também tem esses mesmos instintos e sentimentos e eles estavam dizendo que havia um grande talvez que ele não voltasse para casa.
Tyrion Lannister não supersticioso, não senhor, esse anão que conseguiu se tornar Mão Do Rei acredita no que o homem pode inventar através da tentativa e erro com muito trabalho duro, mas, agora com as lendas do passado voltando à vida e querendo matar ele e todas as pessoas do mundo conhecido, ele se via cada vez mais inclinado a orar para qualquer deus existente e pedir misericórdia, ele pode ter chegado a esse ponto, mas, ainda podia acreditar nas invenções que os homens podem criar para a guerra, mas, infelizmente ele é um anão e não podia levar soldados em uma batalha; o que lhe cabia nesse momento é continuar como Mão Do Rei em Winterfell e garantindo que os soldados nunca sintam falta de alimentos e peles para aquecê-los por mais que também queria garantir a sua utilidade no campo de batalha:
- Está tudo bem? – perguntou Lord Varys se aproximando; Tyrion olhou para ele antes de responder:
- Na medida do possível! – respondeu Tyrion olhando para o céu cinzento em que o sol não mais iluminava – Ficarei mais feliz quando o sol aparecer de novo!
- Eu também meu amigo! – disse Lord Varys:
- Tudo o que passamos para chegar até aqui e para terminar com a nossa morte e nossos corpos sendo usados como carne de exército! – disse Tyrion:
- Nunca lhe vi francamente pessimista Lord Lannister! – disse Lord Varys:
- Dada a nossa situação do momento, em um momento tenho que ser! – disse Tyrion – Especialmente nós que não podemos ir ao campo de batalha ajudar o rei!
- Você é a Mão Do Rei, meu senhor! – disse Lord Varys – Tem que ficar a garantir que tudo esteja correndo corretamente no reino enquanto o rei tenta nos salvar!
- Como você não está sendo pessimista, Lord Varys? – perguntou Tyrion depois de um momento pensando:
- As coisas de fato não estão bem, eu concordo! – disse Lord Varys – Mas, como você disse; meu amigo; não chegamos aqui e passamos por tudo o que passamos para terminar desse jeito e além do mais, se não acreditarmos neles; em quem vamos acreditar?
Lord Varys deixou Tyrion sozinho para voltar para os seus afazeres, mesmo na Longa Noite ainda se tem muito a fazer, muito a cuidar; da segurança do reino e na garantia que o primogênito esteja seguro até ser capaz de governar por se mesmo. Tyrion olhou para o céu cinzento mais uma vez nesse dia e então se virou e voltou para dentro do castelo; aqueles do Conselho Do Rei que ficaram estavam no Grande Salão discutindo a situação do reino e da guerra; Lord Varys estava mais afastado; Tyrion se aproximou dele:
- Você sempre foi um Legalista Targaryen! - afirmou Tyrion:
- Sempre! - confirmou Varys:
- Como ainda consegue manter o otimismo? - perguntou Tyrion:
- Não confunda com otimismo! - disse Lord Varys – Eu não acreditava em Aerys Targaryen II; eu acreditava em Rhaegar e no que ele poderia fazer, mas, então foi tarde demais ao perceber a loucura que ele tinha, mesmo não sendo como a do seu pai! Ainda estavam lá escondidas em um homem alto e bonito, poeta e músico, estudioso e com uma incrível habilidade com a espada e facas! Rhaegar acreditava no amor! Talvez eu tenha alimentado essa loucura quando eu sugeri que ele se cassasse com Elia Martell, ele ainda estava acreditando e isso se tornou loucura quando ele e Lady Lyanna Stark fugiram!
- E o reino conheceu o sangue a dor! - disse Tyrion:
- De fato conheceram! - disse Lord Varys – Tudo poderia ser evitado se Lyanna tivesse avisado a quem importasse! Se Rhaegar não tivesse ignorado tudo ao seu redor! Se os dois tivessem ligado para as consequências!
- Não só eles eram culpados! - disse Lord Lannister:
- A culpa pesa nos dois lados! - disse Lord Varys – A guerra aconteceria de qualquer forma quando Aerys queimou Lord Stark e seu herdeiro, Mas, ela tomou uma grande proporção quando Robert Baratheon com o seu orgulho ferido e sua virilidade afetada foi declarado rei e apresentado como uma opção melhor do que estava presente quando na verdade Eddard Stark devia conhecer melhor a irmã que tem o melhor amigo que tinha ou somente quando foi tarde demais quando Rhaegar percebeu o que havia feito!
- A história é escrita pelos vencedores! - disse Tyrion – Só que dessa vez todos perderam!
- Robert Baratheon se tornou uma casca que bebeu, comeu e se prostituiu em excesso! - disse Lord Varys – Incapaz de amar novamente ignorando a sua esposa e filhos; ignorando o reino! Eddard Stark foi enganado e morto, Jon Arryn foi assassinado pela sua própria esposa! Tywin Lannister foi torturado até a morte e muitos mais sofreram destinos terríveis! Eu soube! Eu protegi o máximo que pude para o Rei Jon; acreditando que Eddard Stark estava fazendo um grande trabalho!
- Enquanto você planejava o retorno da Casa Targaryen ao poder! - disse Lord Tyrion:
- Não nego! - disse Varys – Eu fiz isso e não me arrependo! Eu acredito no Rei Jon e que ele vai conseguir!
- Você tem esperança! - disse Lord Tyrion Lannister:
- Esperança é para os tolos! - disse Lord Varys – Se for assim e com o que estamos enfrentando, talvez eu deva ser um tolo!
- Talvez eu também deva ser! - disse Lord Tyrion.
Lady Sansa Stark está no acampamento esperando o momento em que acompanharia o seu irmão na próxima batalha contra os Outros; da Casa Stark presente entre os homens e mulheres do Norte, somente ela e seu irmão Robb; Brandon está no Castelo Negro e sua irmã Arya para o imenso desprazer dela ao qual deixou bem claro ficou em Winterfell junto ao seu irmão Rickon tomando conta das coisas; quanto mais Stark estiverem longe do perigo, melhor para a segurança da Casa Stark, especialmente por estarem conduzindo em duas guerras tão próximas; Jon acredita que essa será a batalha decisiva e que o Rei Da Noite vai colocar tudo nessa batalha; ele diz que é instintivo, um sentimento, uma premonição; talvez fosse o sangue valyriano e dos Primeiros Homens falando alto; Sansa está disposta a acreditar e por isso passou os próximos dias afiando as suas armas aguardando juntos com os outros soldados a tão decisiva batalha chegar; esperando as informações que os batedores foram conseguir.
Nesse dia Sansa está andando pelo acampamento quando entrou na tenda de comando onde Jon e Robb estavam debruçados sobre os mais variados mapas, alguns pareciam ser recentes:
- Novos mapas? - perguntou Sansa:
- Sim! - respondeu Jon – Alguns do Povo Livre aprenderam muito bem a desenhar e indicar rotas e pontos importantes; mandei batedores para verificarem esses pontos!
- Achamos que está cheio de Caminhantes Brancos e Wights! - disse Robb – Talvez possamos mandar soldados para combatê-los dependendo dos números, temos que fazer esses soldados se aquecerem!
- Eles estão praticando! - disse Sansa recordando que todos os soldados estavam sempre treinando de manhã e de tarde além de competições a noite e assim manter os soldados ativos e cansar eles impedindo que fizessem algo ruim; isso sempre tem de acontecer quando muitas pessoas se reúnem e praticamente compartilham um sentimento em comum, nesse caso tédio e o cansaço de esperar:
- Você sabe que é muito diferente a prática do combate real! - disse Robb:
- Eu sei disso! - disse Sansa – Mas, se não houver nada nesses pontos? Teremos desperdiçados recursos e separados soldados para correrem o risco de serem emboscados!
- Você disse tudo Sansa! - disse Jon – O risco! Mas, é como eu disse, estamos esperando os batedores retornarem!
Sansa sabia que não podia tocar mais nesse assunto, ele tinha razão, os batedores tinham que retornar e relatar o que viram e especialmente no Punho Dos Primeiros Homens:
- O Punho Dos Primeiros Homens? - perguntou Sansa – Tem certeza que quer fazer uma batalha naquele terreno? O que me disseram sobre ele não animador!
- Não! - respondeu Jon – Mas, eu sinto que vai ser lá! Aquele terreno pode dar vantagem para os dois lados!
Quando foi anunciado que a próxima batalha pode ser no Punho Dos Primeiros Homens, todos do Povo Livre que estavam no exército logo vieram a dizer que o terreno é totalmente irregular, que milhares seriam sacrificados e que é preciso de várias táticas militares em uma só para lutar naquele lugar, especialmente se não quiser sacrificar milhares de vidas na batalha; nenhum comandante de exército queria isso e Sansa tinha a certeza que Jon não queria isso, por isso, o planejamento cuidadoso que ela estava participando junto com outros senhores; as pequenas misericórdias que o Rei Da Noite fosse lento em avançar com o seu exército de mortos, mas, em compensação a nevasca quase que interminável e o frio mortal tornava os soldados vivos também lentos em relação à marcha e poderiam torná-los lentos também para o combate se os wights também não ficassem lentos, mas, a espera fosse a pior inimiga de todas, tornava a todos impacientes e imprudentes; para o dia; Sansa terminou os planejamentos na tenda de comando e saiu para caminhar pelo acampamento passando pelos soldados que exerciam as suas atividades chegando à borda do acampamento onde havia guardas toda a hora, não havia nada para ela olhar e então decidiu voltar para a sua barraca quando começou a ouvir agitação em outro ponto um pouco mais longe, mas, os sussurros começaram dizendo que os batedores haviam voltado; a espera havia acabado; eles marchariam para a batalha que vai decidir o destino do mundo.
Brandon Stark se encontra em Castelo Negro depois de mais uma seção no Represeiro onde estava acessando os seus poderes procurando o Rei Da Noite e tentando assistir os seus movimentos, mais uma vez ele foi jogado para longe pelo inimigo, ele viu Jon, Robb e Sansa no acampamento esperando os batedores voltarem com a informação tão necessária para avançar nessa terra desconhecida pela maioria e continuar com essa guerra e Brandon já havia verificado que a próxima batalha seria a decisiva, a batalha que poderia trazer um novo amanhecer ou a escuridão total; a preocupação e o medo estavam em primeiro lugar entre todos que Brandon viu com os seus poderes, ele tinha isso de sobra e que o deixava sem esperança, pelo menos quase sem esperança, especialmente quando Meera estava por perto; Meera Reed esteve ao seu lado por todo o caminho que eles junto ao seu irmão traçaram até ele se tornar o Corvo De Três Olhos e agora que Jojen havia morrido para garantir que ele pudesse encontrar o seu antecessor e nesses dias em que passaram se aproximando cada vez mais deu um pouco de medida de felicidade para Brandon e ele aproveitou cada momento disso.
Mesmo agora como o Corvo De Três Olhos, havia uma parte dele que queria ir para guerra ao lado de seus irmãos, pegar a sua espada e matar o máximo possível de wights e Caminhantes Brancos, mas, ele tem o dever de estar sempre vigilante aos passos do Rei Da Noite, mas, a cada vez ele estava o afastando e Brandon estava cada vez mais decidido a conseguir superá-lo, mas, agora, a última tentativa resultou em Brandon sagrando pelo nariz e Meera o repreendeu por abusar da sorte e que o Rei Da Noite não se aproveitou para transformar a sua cabeça em pasta; Brandon somente podia descansar agora e não podia usar os seus poderes para avisar a Jon quando aconteceria à próxima batalha, sua incapacidade já havia permitido acontecer às três batalhas anteriores pegando os exércitos de surpresa e somente havia alcançado a vitória com a ajuda de Daenerys Targaryen.
Dessa vez Brandon não podia ficar parado se havia uma chance de ajudar a Jon e o exército, mais uma vez com escolta pesada ele estava presente no Represeiro tendo as suas visões; passar pela barreira do Rei Da Noite se provou cada vez mais complicado, mas, havia um caminho que Brandon podia tentar, ele admitiu para se mesmo que o Rei Da Noite é bastante poderoso, mas, isso quer dizer que pode não se aplicar aos outros Caminhantes Brancos e com isso ele encontrou um Caminhante Branco particularmente novo e pode passar pelas barreiras dele e ele viu o que tinha de ser visto; as informações tão necessárias que ele queria e isso foi o suficiente antes que o Rei Da Noite o detectasse, ele saiu; Brandon voltou ao mundo real e olhou para Meera:
- O Punho Dos Primeiros Homens! - disse Brandon – Lá é onde vai ser decidido tudo; o rei precisa ser avisado agora!
Meera saiu correndo de volta para Castelo negro para mandar a mensagem.
A Guarda Real é uma instituição de proteção aos reis de Westeros; Ser Barristan Selmy achou por um bom e longo tempo que ela havia acabado depois da Rebelião De Robert quando somente havia ele de bom cavaleiros entre os próximos membros que vieram; talvez Ser Jaime Lannister mostrasse em alguns momentos com qualidade que o faziam ficar entre os melhores; quando soube que seus irmãos haviam morrido em combate de uma forma ou de outra, Ser Gerold Hightower e Ser Oswell Whent morreram garantindo a segurança do futuro Rei De Westeros, ele sabia que os verdadeiros cavaleiros são uma raça em extinção, ele foi profissional em seu dever com Robert Baratheon e esperava morrer em silêncio em relação a isso.
Mas, o que ele estava esperando não aconteceu; Robert Baratheon morreu antes do tempo e ele se viu servindo a Jon Targaryen e ele ficou feliz em ver uma mistura dos dois pais tanto em aparência quanto em personalidade, mesmo que ele não era mais o Comandante Da Guarda Real; uma punição que ele aceitou com prazer com a expectativa em voltar a servir a Casa Targaryen e ele não se arrependeu e esteve ao lado do rei o protegendo em cada batalha o vendo se sentar no Trono De Ferro e ver a bandeira da Casa Targaryen tremular no ponto mais alto da Fortaleza Vermelha mais uma vez, mas, então houve a grande ameaça dos mortos se levantando e atacando os vivos e seus mestres que somente queriam trazer a morte e a destruição para o mundo arrasando tudo com o seu frio mortal; agora eles estavam presentes para parar isso; presentes para proteger o rei que queria terminar com isso, destruir os inimigos de uma vez por todas, salvar a todos; salvar Westeros e cumprir a profecia de seu pai, Rhaegar ao qual morreu por isso.
Mesmo com o frio avassalador, eles ainda tinham esperança, mesmo que Barristan a visse morrendo a cada momento, ele ainda acredita nos homens e mulheres presentes; ainda acredita nos vivos:
- Ser Barristan! – chamou uma voz:
- Ser Loras! – disse Ser Barristan cumprimentando a mais nova adição da Guarda Real – Pensei que você estivesse protegendo o rei?
- Mudança de turno! – explicou Loras – Lady Brienne está no meu lugar agora! Não é o que considero ideal!
- Lady Brienne? – perguntou Ser Barristan:
- Não! – respondeu Ser Loras – Uma guarda para o rei quando ele deveria estar cercado com vários guardas possíveis!
- Ser Brynden é o comandante da guarda e está sempre perto do rei! – disse Ser Barristan – Além do mais, ele está garantindo que tenhamos mais de uma função além de proteger o rei! Como os melhores cavaleiros escolhidos para a guarda, devemos treinar os outros no manejo da espada e da lança, além de qualquer outra arma que saibamos manejar!
- Ser Barristan está certo! - disse Ser Brynden Tully se aproximando – E você tem trabalho a fazer, Ser Loras!
Ser Loras assentiu e saiu para voltar aos seus deveres, enquanto Ser Brynden se aproximou e ficou de lado de Ser Barristan olhando para o horizonte:
- Mais uma guerra! - disse Ser Brynden:
- Essa vale a pena lutar! - disse Ser Barristan – Um inimigo poderoso e uma ameaça grande e forte o suficiente para reunir a todos para combatê-la e se sacrificar por uma causa em comum!
- E não todas as guerras em que já estivemos foram lutadas por uma boa causa e reuniu todos os homens para lutar? – perguntou Ser Brynden:
- Tem razão! – disse Ser Barristan rindo – Todas as guerras são iguais, mas, essa, com certeza, vale a pena lutar!
- Eu concordo! – disse Ser Brynden – Depois de todos esses anos estamos lutando uma guerra que vale a pena!
- Se tudo der certo! – disse Ser Barristan – Vai demorar muito tempo para isso acontecer novamente!
- Espero que esteja certo! – disse Ser Brynden – Acha que vamos sobreviver a essa guerra?
- Chegamos até aqui e podemos ir até o final! – respondeu Ser Barristan – Mas, eu não acho que vamos voltar para casa!
- Esse é um sentimento que todos dentro do acampamento compartilham! - disse Ser Brynden:
- Mas, para nós, temos certeza! - disse Ser Barristan terminando a conversa.
Nenhum dos dois homens falou mais, apenas estavam parados em seus próprios pensamentos enquanto a neve cai sobre eles e então uma comoção chamou a atenção dos soldados que estavam de patrulha e vigia; e então os batedores surgiram; cansados, com as roupas rasgadas e feridos, a maioria vivo e certamente com a informação que o rei queria tanto; assim eles foram ajudados e levados para as tendas médicas e um mensageiro já havia ido para avisar ao rei da chegada dos batedores: os dois homens da Guarda Real assistiam os homens e mulheres que foram enviados recebendo os cuidados para curar os seus corpos. Tanto Ser Barristan e Ser Brynden Tully sabia que quando o rei recebesse a informação que ele necessitou e fizesse os planos, eles marchariam e finalmente encarariam o inimigo no que seria a batalha decisiva e talvez a última batalha deles; eles estavam prontos e caminhariam de cabeça levantada e com orgulho para os braços da morte e tinham a certeza que seus corpos não se levantariam para atacar os seus amigos, eles tinham confiança; fé no Rei Jon Targaryen.
A Rainha Arianne Martell estava com as suas peles que a mantinham aquecida enquanto estava nos muros da Fortaleza Vermelha enquanto a neve caia e o vento frio cortava a pouca pele exposta dela; qualquer outro sentimento do que a dor da perda que foi a morte de seu pai, ela sabia que ele estava forçando ao fazer várias viagens em tão pouco espaço de tempo para ajuda-la a governa Westeros enquanto o seu marido e rei estava em terras distantes combatendo o mal, os Caminhantes Brancos e seus Wights; depois de cremar o corpo de seu pai e mandar as cinzas de volta para Dorne ela se viu sozinha e sem o seu marido para consolá-la, ela se lançou no trabalho para esquecer esse sentimento de perda.
Depois da morte de seu pai, Arianne se viu sem o seu principal conselheiros, sem o seu principal apoiador, sem o seu principal confidente, sem um pai e um amigo, sim, a sua relação com ele não foi uma das melhores do mundo; seu pai não ganharia o prêmio de melhor pai, mas, ainda sim, ele estava presente onde ele tinha uma conversa inteligente com ela e seus irmãos ao qual ela sempre apreciava; ela tinha que fazer o principal trabalho sozinho, mas, até agora ela estava conseguindo manter as coisas em ordem e isso, ela conta como uma vitória. Arianne estava nos muros da cidade verificando a estrutura como estava se comportando com o frio e especialmente verificando a procura, abertura e a queima de covas; grupos foram montados e se espalharam para procurar covas de batalhas recentes e antigas e até agora haviam feito o seu trabalho; claro que não poderia achar todos, alguns estavam fora dos registros e isso preocupava Arianne, especialmente por receber as notícias de Essos e o que estava enfrentando. Caminhantes Brancos com os seus Wights invadiram as terras ao leste além do mar e estavam cada vez mais ganhando mais batalhas em Essos ao ponto que os navios vindos de lá pararam, não havia mais comércio e o povo dependia exclusivamente do comércio interno para ter ouro para comprar suprimentos para o inverno.
Arianne voltou para o castelo terminando a sua inspeção, ela tinha que pensar sobre como obter os navios vindos de fora para trazer comércio e ouro, a alternativa seria trazer de outros lugares, mas, ela não tinha conhecimento sobre quais lugares ainda não foram afetados pelos Caminhantes Brancos e seus wights, de fato, teriam que ir mais longe do que conheciam do mundo de fora, mas, não tinham nem tempo ou recursos necessários para tal empreendimento, se vencessem, ela convenceria o seu marido a financiar explorações para encontrar novos povos para comércio e acordos beneficentes para os dois lados; foi com esses pensamentos que um guarda se aproximou:
- Minha rainha! - cumprimentou o guarda se ajoelhando:
- Levante e reporte! - disse Arianne:
- Um navio veio de Dragonstone, minha rainha! - disse o guarda – O capitão espera audiência e ele disse que é urgente!
- Então vamos! - disse Arianne sendo escoltada pelo guarda e pelos guardas que a protegiam; ela chegou à sala do trono onde havia um capitão de navio que mostrava completo cansaço e aparentemente falta de sono:
- Minha rainha! - disse o capitão se ajoelhando:
- Me diga a que veio capitão! - disse Arianne:
- Venho para relatar que Dragonstone está sendo atacada! - disse o capitão:
- O que? - perguntou Arianne incrédula:
- Eles vieram; minha senhora, os Caminhantes Brancos com os seus mortos em um enorme pedaço de gelo, desembarcaram na ilha, mas, na ilha os mortos são queimados e por isso que o castelo está fechado sobre cerco, eu pude escapar para avisar; os corvos são abatidos se tentar mandar uma mensagem! - explicou o capitão:
- Faz quanto tempo? - perguntou Arianne:
- Alguns dias! - respondeu o capitão – Não sei ao exato!
- Eles estão vindo! - disse Arianne – Dê o alarme! Agora!
Um dos guardas saiu para dar o alarme; Arianne se virou para o capitão:
- E os nossos aliados em Dragonstone? – perguntou Arianne:
- Seguros e com a caverna de vidro de dragão selada e protegida! – respondeu o capitão – O inimigo não vai conseguir entrar!
- Algum consolo nessa guerra pelo menos! – disse Arianne.
A Rainha Arianne vestiu a sua armadura e pegou as suas armas e se dirigiu para os muros da cidade, soldados estavam correndo por todos os lados, pessoas comuns estravam em suas casas e as barricavam; Arianne estava a pé com a sua guarda, preocupada por dentro, mas, mantendo um interior frio por fora, os soldados passavam e paravam para se curvarem enquanto ela estava passando; não se sabia quanto ainda eles tinham até serem atacados e todos estavam sendo pressionados nessa guerra e na batalha que estava se aproximando; Arianne estava parada em cima do muro, olhando para o porto com os portões que dão acesso fechados, os navios já foram retirados por ordens dela e o porto esvaziado, a frente deles está o inimigo se aproximando e esperando o momento certo para acabar com eles de uma só vez; Arianne tinha uma armadilha pronta para esse momento, ela esperava que haviam achados todos os túmulos e os queimados, mas, por precaução havia postado soldados em todo o muro esperando o inimigo aparecer.
Eles esperaram e então um a um começaram a sair da água e começaram a correr em direção ao muro, os mortos estavam vindos de todos os lugares, Arianne suspirou, são claro que eles não haviam achados todos os túmulos e ainda sim, havia certamente milhares de corpos que estavam se levantando e pegando em armas e atacando; enquanto os mortos se aproximam, Arianne olhou melhor para eles e viu a bandeira de Stannis Baratheon em suas roupas esfarrapadas:
- "A Batalha De Blackwater"! - pensou Arianne - "Claro"!
- Arqueiros! - gritou Arianne – Disparem quando tiverem na mira! Cada flecha conta! Por isso, façam valer a pena!
As flechas começaram a zumbir cortando o ara e acertando os mortos, uma segunda rodada foi disparada, mas, mesmo assim, eles conseguiram chegar ao muro, mas, ai que estava uma coisa que ninguém pode entender como eles escalariam o muro sem nenhum equipamento ou escada, mas, no pouco tempo em que essa batalha havia começado, essa pergunta foi respondida quando eles começaram a escalar com as mãos nuas se apoiando entre os sulcos da parede, se não tivesse, eles pareciam criar uma:
- Preparem-se soldados de Westeros! - gritou Arianne segurando a sua lança; as flechas continuavam a serem disparadas enquanto soldados se aproximavam para lutar contra os mortos que estavam escalando – Se tiverem chance de derrubarem o Caminhante Branco que está liderando; façam!
Os soldados gritaram concordando e os mortos chegaram ao topo da parede, e Arianne atravessou o primeiro com a sua lança misturada com vidro de dragão, os soldados ao seu lado estão disparando flechas e derrubando os seus mortos com as suas armas, Arianne atravessou a sua lança em cada corpo de wight que aparecia na sua frente, defendia um golpe vindo deles e os derrotava, mas, cada vez mais o cansaço está aumentando e os mortos não pareciam ter frio, talvez essa seja a maior arma deles, não sendo mais vivos, não ficavam cansados, com fome, com sede ou com medo, eles continuam a vir. Arianne atravessou o peito de mais um wight que bateu na parede, Arianne puxou a sua lança de volta e trouxe para a direita em um golpe cortando tirando a cabeça de outro wight que estava subindo, ela subiu no parapeito e cravou a lança na cabeça de outro wight que estava subindo também, ela desceu do parapeito enquanto só soldados iam frente cobrindo o espaço dela; ela se virou para um dos capitães:
- O que está acontecendo? - perguntou Arianne limpando o suor da testa:
- Ataque dos wights por todos os lados, minha rainha! - respondeu o capitão – Estamos segurando em todos os lados!
- Ótimo! - disse Arianne – Continue segurando! Mantenha firme e espere a oportunidade de acertar o Caminhante Branco, sem eles, esses mortos ficaram em desordem e poderemos matá-los facilmente!
- Sim, minha rainha! - disse o capitão se curvando e saindo.
Arianne voltou para a batalha balançando a sua lança continuamente sobre os wights que continuam a subir; parecia que nunca teria fim e Arianne sentia isso e especialmente duas vezes ela teve que parar a batalha para ouvir relatos que o Caminhante Branco não foi encontrado; ele estava se escondendo e comandando a distância e ela tinha o plano para tirá-lo de sua zona de conforto, ela se virou para um dos seus capitães que a acompanhavam:
- Vamos para o plano! - disse Arianne – Ascenda!
Arianne esperou por pouco tempo e nos momentos seguintes explosões múltiplas verdes seguiram em ordem destruindo totalmente o porto a sua frente e queimando os wights, os gritos de sua destruição se espalharam pelo campo de batalha e foi um som horripilante e prazeroso para Arianne vendo os soldados do inimigo sendo destruído, mas, não somente aconteceu na região do porto, a explosão se espalhou cercando a cidade como um segundo muro acabando com os ataques dos wights; todos que estavam olhando para fora viram uma grande iluminação em verde cobrindo toda a cidade e assim como ela começou, ela acabou, mas, não a batalha, Arianne teve que dividir as suas forças, parte ficou no muro garantindo que os wights que escaparam da destruição fogo fossem abatidos, mas, então notícias vieram de wights saindo dos esgotos e atacando os soldados que estavam usando as ruas para se deslocarem; os soldados logo estavam se reagindo protegendo as costas um do outro enquanto os wights atacam.
Arianne estava preste a sair do muro para ajudar nas lutas nas ruas quando viu um Caminhante Branco se aproximando, ele estava matando cada soldado que o estava desafiando e evadindo do vidro de dragão e Arianne logo percebeu que ele estava visando ela; Arianne pegou a sua lança e lançou ao mesmo tempo em que um soldado ficou a frente do Caminhante Branco que foi morto pelo mesmo e assim não deu tempo de reagir à lança que o perfurou e em segundos o Caminhante Branco se desfez como vidro quebrado e os wights entraram em desordem e Arianne pegando a sua espada começou a destruir os inimigos que via a sua frente, chegou à noite quando a batalha terminou e os soldados que não estavam tão cansados ou feridos começaram a limpar as ruas da cidade com a ajuda do povo; o trabalho com certeza demoraria muito, mas, ele tinha que ser feito, especialmente por todo o litoral de Westeros, Arianne já havia passado a ordem de limpar e recuperar o que foi perdido para os Caminhantes Brancos e os Wights e ela se dirigiu para o berçário de seu filho sem tirar a armadura onde se sentou em uma cadeira perto de seu berço e ficou lá assistindo ele dormir e rezando para que seu marido e rei consiga.
Ygritte estava correndo, desesperada para chegar finalmente ao acampamento do rei do sul; quando ela atravessou a parede e treinou do modo sulista e se juntou ao exército formado para defender o mundo dos vivos, ela nunca imaginou voltar para essas terras congeladas e nunca imaginou sobreviver uma batalha contra os Outros, mas, ela sobreviveu ficando entre os arqueiros do exército e fazendo chover flechas com vidro de dragão em cima dos mortos e seus mestres; agora ela liderou um grupo de batedores para longe do acampamento para encontrar a concentração do exército inimigo ao qual o rei do sul havia dito que seria a última batalha; a batalha decisiva. Isso não acalmou o coração de Ygritte sobre o que estava por vir, mais morte e destruição, mas, precisa ser feito e com o grupo ela encontrou os inimigos agrupados no Punho Dos Primeiros Homens; ela dividiu o grupo mais em grupos menores e os mandou em direções diferentes, mas, em caminho para chegar ao acampamento, eles não podiam ser abatidos e a informação não chegar ao rei.
Um plano bom, mas, não a prova de falhas quando o grupo dela foi descoberto prestes a partir e eles correram com os wights em seus calcanhares, um a um os seus companheiros caíram, mas, ela não parou para ajudar ou dar misericórdia, ela apenas continuou a correr, mesmo que suas pernas estivessem pesadas e seus pés doendo muito; ela tinha que correr se ainda quiser viver; ainda segurando o seu arco com a sua aljava presa, ela viu uma pedra grande o suficiente e se aproximando dela pegou a flecha e encaixou no arco e em seguida pisando na pedra dando o impulso para o salto e se virando e disparando a flecha acertando o wight que caiu derrotado; ela voltou ao chão e continuou a correr, ela não queria parar e com a noite se aproximando ela viu as fogueiras e chegaram até eles, soldados vivos e então ela parou de correr e andando viu os soldados se aproximando rapidamente e passando ao lado dela formando uma parede de escudos; bolas de fogo atravessando o céu e caindo em cima do wights, flechas cortando o ar e soldados gritando ordens e formando uma linha; Ygritte viu isso e tudo e ela caiu no chão com a escuridão tomando a sua consciência, ela finalmente havia chegado ao acampamento; a batalha final começaria.
Jon estava olhando para os planos de batalha com os senhores presentes discutindo; finalmente veio a confirmação que ele tanto queria, o Punho Dos Primeiros Homens seria o local da batalha decisiva contra os Caminhantes Brancos e seus Wights; agora ele tinha que conduzir os soldados para a batalha e depois de muita discussão ele estava fazendo isso, em marcha atravessando campos de neve enquanto ela cai fresca sobre todos; não é uma marcha ordenada, todos os soldados fazia do seu jeito carregando o seu equipamento, mas, diante disso tudo estavam fazendo um bom tempo e se aproximando do lugar, o clima estava mais frio a cada aproximação assim como os sentimentos de todos cobertos com frieza e medo e o que os colocava a continuar a andar é o fato de pôr que estavam fazendo aquilo, por quem especialmente para cada um deles, isso é uma coisa que o Rei Da Noite e seus subordinados não entendiam; compreendiam no passado, mas, não agora, mas, mesmo assim, eles queriam lutar contra isso; esse sentimento; esse fogo que sustenta cada homem e mulher que está marchando para a batalha; talvez houvesse uma compreensão por parte do Rei Da Noite já que ele estava colocando tudo que possui de seu exército para essa batalha.
Eles estavam marchando para um terreno irregular que obrigaria a cada senhor que estivesse no comando a usar uma tática diferente e isso exigiria muito de coordenação para dar certo, especialmente que cada um podia dar errado e o comando seja obrigado a focar em concertar esse erro e por um momento parar de prestar atenção nos outros e esse momentâneo de desatenção poderia custar muitas vidas e por isso que Jon passou muito tempo com cada senhor discutindo cada aspecto da tática de batalha para garantir que eles consigam realizá-la sem precisar que o Rei dê ordens adicionais; seria o julgamento deles na hora da batalha que decidiria como terminaria. Agora durante a marcha, o r está cuidando para que todos cheguem lá para o campo de batalha, capazes e prontos para lutar e defender o mundo dos vivos; atravessando a neve que cai e o frio mortal eles finalmente chegam ao Punho Dos Primeiros Homens e lá começam a descansar e a se prepararem para a batalha; fogueira acessa e o som do metal sendo afiado, o som das placas de metal se batendo enquanto os soldados andavam encheram o lugar e esse som durou por algumas horas e então o frio começou a ficar cada vez mais baixo se tornando mais perigoso e então uma neblina começou a descer para cobrir a região:
- Está na hora! - disse Jon – Vamos começar!
Os soldados começaram a se mover para tomarem posição; os arqueiros começaram a subir a colina para tomarem posição de tiro enquanto parte da infantaria os protegeria na retaguarda; os arqueiros tomaram posição e como o rei havia avisado depois de uma discussão com o Povo Livre, alguns teriam uma grande visão da batalha acontecendo, outros alguns vislumbres e outros teriam nenhuma visão, mas, todos tinham a função de disparar as suas flechas com pontas de vidro de dragão contra os wights; a neblina estava chegando perto e ela se dissipou um pouco revelando os wights se aproximando correndo com os seus gritos que pareciam que estavam cortando a alma de um homem; o comandante Lord Glenmore deu a ordem e as flechas foram disparadas cortando o ar e atingindo os mortos atrapalhando um pouco a sua corrida contra os vivos.
Parte da infantaria está protegendo os arqueiros na retaguarda comandada por Lord Glover com soldados no Norte fazendo essa proteção estavam tomando a posição em uma parede de escudos:
- Vamos soldados! - gritou Lord Glover – Nosso dever é proteger o máximo possível os arqueiros! Vocês são filhos do Norte! Estão comigo?
- Sim! - gritaram os soldados ao mesmo tempo em que os mortos estavam se aproximando:
- Eu não ouvi! - gritou Lord Glover segurando a sua espada:
- Sim! - gritaram os soldados ao mesmo tempo em que o exército de wights se chocou com a parede de escudos; os gritos dos wights se misturaram com o som do choque de ossos com aço dos escudos, com o ferro enferrujado das roupas e armas dos mortos com os escudos da infantaria do Norte, os soldados seguraram a linha, mas, os números empurraram a todos ameaçando a linha quebrar, mas, os soldados do Norte ficaram resistentes, alguns apertaram os dentes, rangeram e gritaram fincando os pés no chão em desafio ao inimigo e quando o choque inicial passou eles começaram a usar as suas lanças atravessando os corpos mortos quebrando a magia que os sustentam, eles começaram a cair, mas, ainda, os seus números absolutos colocavam uma enorme pressão sobre a linha; Lord Glover estava esperando quanto tempo aguentaria, mas, os arqueiros que ficaram mais atrás começaram a disparar as suas flechas ajudando os soldados da infantaria dando mais tempo para eles.
Lord Robb Stark estava com os restos dos soldados do Norte avançando pela direita em uma parede de escudos em passo lento que foi parada e empurrada por poucos passos quando bateu contra os wights
- Soldados do Norte! – gritou Robb – Estamos lutando pelo futuro! O Nosso futuro! O futuro de nossos filhos! Não deixaremos que passem!
- Não! – gritaram os soldados ao mesmo começando a segurar os exércitos de mortos e atravessando os seus corpos com as suas lanças, mas, então os wights deram a volta atacando por trás para pegar os arqueiros; rapidamente soldados se moveram das Terras Fluviais comandados por Lord Edmure Tully e de Dorne comandado pelo Príncipe Oberyn, uma linha de escudos e lanças se formou com os dois exércitos que se impactaram contra os wights, os soldados colocaram força, se podia ver em suas expressões faciais, eles gritaram e começaram a empurrar os wights e atravessar as suas lanças em seus corpos; eles estavam segurando uma linha, mas, não sabiam por quanto tempo, os senhores com suas armas gritando em incentivo para segurar e continuar a atacar, a empurrar o inimigo; não podia parar, ninguém queria parar, todos eles continuariam a lutar até a morte, todos sabiam o que estava em jogo nesse momento.
Lord Randyl sabia o que estava em jogo naquele momento, o futuro de sua casa e de várias casas nobres e não nobres; o futuro de Westeros como ele conhecia e como seus netos conheceriam; avançou com o Exército Da Campina, mas, teve que levantar os escudos para segurar a carga de wights sobre eles ficando a esquerda e abaixo do monte onde estavam os arqueiros e depois teve que separa dos exércitos das Westerlands e das Blackwater Lands para formarem uma linha e proteger a traseira; ao todo os wights cercaram o exército e certamente seria uma questão de tempo até cair; seria; se não fosse o fato da cavalaria do Vale que estava levando outras cavalarias; quando Lord Tarly soprou o seu chifre a cavalaria veio correndo pronto para limpar a retaguarda dos mortos e assim todos pudessem se concentrar em frente onde os Caminhantes Brancos estavam.
Os senhores do Vale lideram a cavalaria que vinha em forma de pinça para fechar sobre os mortos e varrê-los do mapa; os sons dos cascos dos cavalos batendo no chão pareciam um forte trovão em que seu som nunca pararia, os homens e a mulheres estavam gritando forte e o som do choque de aço contra os corpos mortos foi ouvido intensamente misturado aos gritos de todos os presentes, choque de armas contra as roupas esfarrapadas e armas enferrujadas dos mortos; a cavalaria estava cortando eles como uma faca quente em manteiga, os cavalos pulavam por ciam dos corpos caídos enquanto as lanças eram lançadas e as espadas tiradas e desciam sobre os mortos; a parte da infantaria que protegia a retaguarda logo quebrou a linha em se espalhou acabando com os restos do wights que não estavam sendo cortados pelos cavaleiros, parte desse campo se tornou um caos quando os soldados se espalharam rasgando os wights por todos os lados, gritos podiam ser ouvidos por todo o campo.
Mas, então o campo de batalha foi tomado por três rugidos que se colocaram acima dos outros gritos; dragões; três dragões surgiram nos céus avançando acima dos soldados e dos wights e os três cuspiram o seu fogo mágico sobre os mortos; eles se afastaram e deram a volta e vomitando fogo sobre o inimigo; Daenerys Targaryen sobre Drogon e Jon Targaryen montado em Rhaegal atirando fogo sobre o inimigo, diminuindo os seus números superiores e aliviando os soldados, especialmente quando tinham que enfrentar gigantes mortos que foram levantados pelos Caminhantes Brancos; foi na quarta volta cuspindo fogo em que Jon desceu e deixou para que sua esposa comandasse os dragões no céu, ele tinha muito que fazer entre os soldados; agora que a parte traseira foi libertada, ele pode pousar e caminhar calmamente em direção à batalha:
- Avancem soldados de Westeros! - gritou Lord Royce – Avancem e não deixem o inimigo respirar! Lutem pelas suas vidas e daqueles que amamos!
Os cavaleiros gritaram de acordo com Lord Royce e avançaram pelos dois lados da linha indo pela parte externa do campo para se encontrar com wights que estavam entre as paredes de escudos e o fogo que chovia em cima deles; Lord Royce estava indo pela direita avançando rapidamente quando para a sua surpresa, estacas surgiram assim como wights surgiram debaixo da neve, escondidos esperando o momento certo, o encontro se tornou inevitável, alguns cavaleiros foram derrubados, outros conseguiram passar caindo sobre os wights e mais uma vez os mortos estavam sendo massacrados; o exército que protegia a parte traseira se reuniu com a frente junto com Jon Targaryen:
- Quebrem a linha e acabem com esses desgraçados! - gritou Jon. Os soldados gritaram em seus gritos de guerra quebrando a linha e Jon avançou entre eles cortando o primeiro wight a sua frente nessa batalha, os soldados estavam espalhados agora em meio ao fogo lutando pelo mundo e por aqueles que amam.
Jon Targaryen estava balançando a sua espada contra os wights; assim como os milhares de soldados balançando as suas armas cortando o inimigo; o fogo dos dragões estava destruindo a traseira do inimigo e quase atingindo o Rei Da Noite; esse é o objetivo de Jon, chegar até ele e confrontá-lo e se conseguir, derrotá-lo; estocando, balançando a sua espada e derrubando vários inimigos, Jon chegou até um morro ficando acima do campo de guerra e ele pode ver inteiramente o Rei Da Noite escoltado pelos Caminhantes Brancos, imóveis e mostrando nenhum sentimento sobre o que acontecia ao seu redor, talvez quando o dragão deu mais uma volta cuspindo as suas chamas sobre o seu exército, ele estendeu a mão direita; o Caminhante Branco voltou para a sua montaria podre e pegou uma lança entregando ao rei que andou alguns passos e ficou olhando para o céu aguardando o momento certo; Jon seguiu os olhares do Rei Da Noite e para o seu horror viu os dragões fazendo mais uma volta e ele sabia que não podia gritar, seu grito seria abafado pelos gritos de milhares de soldados triunfando e caindo no campo de batalha; então o Rei Da Noite lançou a sua lança que atravessou o ar com uma velocidade impressionante e atravessou o corpo de Viseryon que rugiu de dor enquanto cai, para o olhar de surpresa de Daenerys em cima de Drogon, de seus dois olhos caíram lágrimas de dor e agonia enquanto Drogon e Rhaegal rugiam de dor e tristeza.
Viseryon caiu no campo de batalha acertando tanto os wights quando os soldados vivos com um grande estrondo e assim mesmo não parou a batalha que seguia furiosa; o Rei Da Noite pegou a sua arma e seguiu calmamente na direção de Viseryon que agora está morto; Jon viu isso e desesperado começou a andar rapidamente tentando atravessar o mar de mortos que ainda estavam lutando, ele está atravessando enquanto balança a sua espada derrubando alguns deles enquanto os wights permitiam a passagem fácil do Rei Da Noite; parecia que Jon foi o único que viu o que estava acontecendo, todos estavam concentrados na batalha que seguia; Daenerys está em choque certamente incapaz de reagir e se aproximar antes que acontecesse o que Jon mais temia; desesperado, os seus gritos de ordens estavam sendo ignorados em meio ao caos dos gritos da batalha e para o seu horror, o Rei Da Noite se aproxima de Viseryon e o toca; o dragão abre os seus olhos azuis agora e sem hesitar levanta voo para atacar os seus irmãos; Daenerys consegue agir e se prepara para uma luta no céu, fogo, garras, dentes e mordidas, além de chutes dominam os céus agora e aqueles que conseguiam uma pausa na batalha via o que está acontecendo acima de suas cabeças e percebem que a esperança ficou menor.
De tudo o que aconteceu com ela, Daenerys não estava esperando ter que em uma batalha contra os Wights e os Caminhantes Brancos em desafio ao Rei Da Noite ter que enfrentar o seu próprio filho que mal havia acabado de morrer foi levantado e se tornado o seu inimigo e teria que derrotá-lo a todo o custo; por mais que pudesse manter a calma e comandar os seus dois filhos restantes para a batalha; Viseryon avançou cuspindo um jato de fogo azul que Daenerys com Drogon e Rhaegal desviaram e ambos cuspiram as suas chamas em cima de seu irmão morto, mas, ela não está surtindo o efeito que ela desejava, a magia do Rei Da Noite o estava protegendo; Viseryon se virou avançando em direção a ela e Drogon, o dragão desviou e se chocou conta Viseryon o jogando para longe enquanto Rhaegal avançava de baixo ara cima batendo nele e jogando para cima ao mesmo tempo em que ambos cospem as suas chamas e mais uma vez sem efeito.
Viseryon avança disparando a sua chama azul que Drogon desvia voando para o lado e fazendo em círculos enquanto Viseryon ainda estava disparando; Rhaegal surge d elado disparando a suas chamas pegando Viseryon distraído e assim Drogon avança rapidamente se colidindo contra Viseryon e Rhaegal se junta ele e uma luta de garras e mordidas tem início ao qual Viseryon tem a vantagem; Rhaegal se afasta e Drogon com as suas patas agarra Viseryon e com um giro o joga para longe sendo perseguido pelos outros dragões. Jon assistiu a isso tudo enquanto lutava; mais do que nunca ele estava decidido a acabar com isso de uma vez por todas, avançando desferindo golpes precisos no wights, ele tinha a intenção de chegar até o Rei Da Noite e lutar contra ele e matá-lo e dessa vez é para sempre. O Rei Da Noite estava em cima de um monte vendo a batalha se desenrolando; vendo a sua vitória se aproximando cada vez mais e quando conseguir, ele levantaria o maior exército já visto nessas terras e devastaria o mundo todo.
Jon Targaryen finalmente chegou ao monte, subindo e gritando e desferindo um golpe poderoso que foi aparado pela arma do Rei Da Noite; ambos estavam se encarando sem dizer nada um para o outro; eles sabiam o que tinha que acontecer agora; o Rei Da Noite puxou a sua arma para trás e desferiu o golpe e Jon o defendeu, mas, ele não havia calculado a força dele e foi jogado para trás e caiu no chão rodeado pelos wights que não o atacavam; Jon se levantou enquanto o Rei Da Noite estava se aproximando calmamente e desferindo outro golpe, dessa vez, Jon está com os pés firmes no chão quando aparou o golpe; rangendo os dentes com força necessária para lutar contra o seu inimigo; ambos começaram a balançar as suas armas que se chocaram várias e várias vezes; Jon colocando toda a sua força em cada golpe vendo o Rei Da Noite indiferente sobre o que acontecia; Jon gritou balançando a sua espada de baixo para cima sendo aparado pelo inimigo, em seguida da direita para esquerda e o Rei Da Noite se afastou desviando do golpe, Jon parou um golpe vindo dele da esquerda para a direita em diagonal; Jon deu um passo para o lado ao mesmo tempo em que o Rei Da Noite desferia outro golpe e aplicou um golpe seu de cima para baixo, mas, o inimigo desviou e trouxe a sua arma de baixo para cima em um golpe, Jon manteve a espada apontada para baixo e defendeu do golpe e então girou sobre se mesmo se deslocando e aplicando um golpe em diagonal de cima para baixo da esquerda para a direita com a sua espada abrindo um corte nas costas do Rei Da Noite.
O inimigo olhou para Jon surpreso e desferiu um golpe em horizontal da esquerda para a direita deixando a guarda aberta ao qual Jon viu acontecer o que queria; uma guarda aberta; se abaixou desviando do golpe e rapidamente se dirigiu para frente enfiando a sua espada no peito do Rei Da Noite, empalando ele; atravessando o seu coração e saindo no outro lado; o Rei Da Noite estava surpreso, não disse nada, apenas manteve uma expressão de surpresa e então a lâmina de Jon se incendiou e ele não estava ligando para isso, ficou cara a cara com o Rei Da Noite:
- Vá para o inferno, filho da puta! – disse Jon e com força tirou a sua espada do peito do Rei Da Noite e com um golpe cortou a sua cabeça e então aconteceu, o corpo do Rei Da Noite se desfez em pedaços de gelo e uma explosão de energia atingiu a todos e especialmente Jon que foi jogado para trás e por todo o campo de batalha, os Caminhantes Brancos se desfizeram e o wights caíram imóveis e inofensivos; derrotados; todos foram derrotados; o inimigo foi derrotado, eles haviam conseguido; venceram.
Inicialmente houve murmúrios confusos dos soldados, mas, então começaram os gritos de alegria e comemoração que encherão do campo; antes foram os gritos de desespero, dor e de guerra e agora o campo se enchia de gritos de alegria e vitória misturados a homens e mulheres chorando de alívio pela ameaça terminada; mulheres que jogaram os seus capacetes e começaram a beijar o homem ao seu lado ou até mesmo outra mulher; Jon olhou para o alto deitado no chão depois da explosão, o fogo de sua lâmina havia apagado; ele viu os dragões passando e descendo para pousar, soldados se reuniram ao lado dele o levantaram o saudando como um herói gritando de alegria, Jon estava sorrindo também e então o sol saiu pela primeira vez em muito tempo para a felicidade de todos; Jon fechou os olhos apreciando o calor amigo em seu rosto frio, para alguns de um ponto de vista viu a forma de Jon iluminada pelo sol como se fosse um deus.
Jon foi erguido pelos soldados e então ergueu a espada para o alto comemorando a vitória com eles, a paz finalmente pode começar; anos de alegria poderiam começar e quando o inverno terminar de verdade, a abundância poderia ser alcançada, mas, agora seria o tempo de comemorar, queimar os wights e os seus mortos, entregar as cinzas para as famílias, o luto tomaria os primeiros dias, mas, ele passaria e com isso viria às comemorações e então o trabalho para alcançar a paz; a paz para todos; a paz tão necessária a essas terras que nos últimos anos viu o sofrimento e a morte, mas, está é Game Of Thrones e sempre surgirá alguém para destruir essa paz e através do caos escalar a escada, mas, sempre haverá alguém para impedir isso; Jon estará sempre pronto, assim como os seus descendentes; vai garantir isso; Jon vê Daenerys se aproximando e sabe que poderá contar com ela e com Arianne; sempre.
Fim
Pessoal, obrigado a todos que leram e acompanharam por tanto tempo; foi um prazer fazer essa história e ter vocês lendo; obrigado!
PS: Segue a minha nova história; Link: s/12848605/1/A-Casa-Stark
