"Quer dizer que você e Kurt..."

Rachel balançou a cabeça com um pequeno sorriso no rosto. Ela e Samuel Evans estavam há meia hora sentados no gramado no alto de uma pequena colina do parque, de onde tinham uma boa vista panorâmica das ruas próximas. O saquinho de pipoca estava chegando ao fim e Rachel contava algumas pequenas histórias sobre os Botões para o novo integrante do círculo. Pelo menos, até onde ela sabia que podia elucidar o amigo, que ainda era um mero botão raso iniciante.

"Jogo de cena. Você sabe que Kurt não pode sair do armário para a própria segurança. Bom, e você o conhece: ele é mais delicado do que um garoto comum se permitiria ser."

"Verdade!" Sam ainda estava atordoado com algumas das revelações. "Não posso dizer que Kurt seja uma surpresa e eu só conhecia Blaine de vista, mas Brittany e Santana também? Puxa! Isso contradiz todas as histórias que circulam no vestiário."

"Como assim?"

"De que elas são garotas fáceis, especialmente Brittany. Com todo respeito, Puck diz que é capaz de detalhar a vagina de Santana de tantas vezes que ele a comeu... desculpe se fui rude, mas sexo domina o assunto dos caras no vestiário. Ou é isso ou são os treinamentos."

"Tantas vezes que ele a comeu?" Rachel resmungou.

Sam ficou um pouco vermelho ao usar uma expressão chula. Por outro lado, era exatamente o que Puck dizia de Santana, assim como também de outras garotas da escola. Só não comentava sobre a vagina de Quinn porque ele poderia ficar mal com Finn e não era desejável ficar mal com o capitão do time, especialmente quando este era tão influente junto ao treinador e era tido como o grande homem do time. Mesmo que ele não fosse tecnicamente o melhor, mesmo que o próprio Sam fosse um atleta mais completo e com melhor técnica.

"Não posso dizer que sou especialista na vida íntima da nossa honorável líder, mas, pelo que eu sei, Santana e Puck dormiram uma única vez." Rachel ficou vermelha só em imaginar constrangedora cena. Segundo Santana, ela só dormiu com Puck para manter uma imagem na escola. "Sei que ela já dormiu com alguns outros caras também, mas eu também sei que ela ama Brittany de verdade. Não é que eu queira justificar porque nem eu mesma entendo certas atitudes de Santana..."

"Cada um sabe de si, não é mesmo?" O próprio Sam estava se sentindo constrangido. Não queria passar por fofoqueiro para outro botão. Ele sentia que faria parte de algo importante e não queria decepcionar. No entanto, uma vez que ele e Rachel tinham uma conversa franca e reveladora sobre os integrantes daquela unidade dos Botões, estava curioso para saber de mais uma coisa. "E quanto a Finn Hudson?"

"O que tem ele?" Rachel franziu a testa.

"Você pouco disfarça de que gosta dele, e Finn diz que não teria nada mais do que amizade contigo por causa de Kurt. Só que Kurt e você são apenas namorados de fachada."

"Eu gosto do Finn, é verdade. Mas não quero falar sobre isso. É complicado."

"Ok." Olhou para o sol vermelho que atingia o horizonte. A mistura de cores formava um dos cenários favoritos de Sam. "Santana diz que cada botão de um círculo tem uma função. Qual é a sua?"

"Basicamente eu faço o que Santana manda, a escuto e mantenho o segredo... e eu tenho boa memória fotográfica e um ouvido sensível. As vezes ela precisa de uma câmera natural ou de alguém que ajude a perceber pequenos detalhes de áudios."

Rachel não mentiu. Era basicamente o que ela fazia dentro do círculo dos botões. A diferença entre ela e um botão raso era o conhecimento e os acessos que tinha em relação à estrutura e organização da sociedade. Os Botões eram divididos em células, ou círculos, como gostavam de nomear. Os mais externos eram formados basicamente pelos operários da organização, ou botões rasos. Os mais internos, pelos líderes ou grandes botões. Assim se formava uma rede hierárquica complexa em que um líder de um círculo externo respondia a um líder de um círculo mais interno e assim por diante até chegar ao comando central.

Mesmo dentro do próprio círculo havia diferenças entre os botões. A começar pela existência de um líder, no caso: Santana. E dependendo do merecimento e das funções de cada um, os acessos eram liberados em forma do desejável botão metálico com tecnologia e banco de dados capazes de fazer o elevador descer. Rachel tinha o dela. Por vezes não entendia o que fazia por merecê-lo, mas estava feliz em tê-lo. Assim como ela, Matt e Seban eram os outros com acesso próprio, além, é claro, da líder. Brittany era muito avoada para ter um objeto tão importante aos próprios cuidados. Blaine e Kurt eram fiéis ao grupo basicamente por ser um ambiente seguro que lhe permitiam ser, mas Santana nunca os julgou merecedores para possuir o botão metálico, apesar de ser capaz de defendê-los com a vida se fosse preciso. Além disso, Blaine e Kurt poderiam conhecer a sede do subsolo caso Santana permitisse.

"E Santana?" Sam perguntou.

"A função dela é nos manter unidos e ter certeza de que não vamos trair a sociedade." Rachel ficou mais fechada. "Não se preocupe. Não é que ela vá te matar ou algo assim." Forçou um sorriso. No fundo, ela sabia que Santana era plenamente capaz de matar um traidor caso julgasse que isso impediria um desastre.

"Mas você acha mesmo que pode fazer a diferença?"

Rachel encarou Sam com a testa franzida. Ela voltou a contemplar o traço que ainda restava do sol no horizonte. Então pensou em uma resposta sincera.

"Talvez eu não seja como aquele garoto chinês que parou um tanque e mostrou coisas importantes ao mundo. Com certeza não serei eu quem vai mudar o sistema político e promover a reabertura. Mas eu sei que faço a diferença quando sirvo de beard para Kurt. Ser gay não é crime, mas você sabia que se um casal gay for pego dando um simples selinho num local público é considerado atentado violento ao pudor? Imagine Kurt ser equiparado a um estuprador por beijar Blaine? E se for provado que se tem uma relação homoafetiva estável, como foi o caso dos meus pais, a pena pode chegar a ser de morte: prisão perpétua e trabalhos forçados no melhor cenário. Então, sim, eu faço a diferença para uma pessoa. Sinto que meus pais teriam orgulho de mim. E tenho certeza que muitos botões fazem uma enorme diferença na minha vida. Vale à pena lutar por essas pequenas coisas."

"Obrigado, Rach!" Sam voltou a falar depois de alguns minutos de silêncio reflexivo.

"Por quê?"

"Por mostrar que eu tomei mesmo a decisão certa em virar um botão apesar de todo o terrorismo de Santana." Rachel gargalhou do amigo.

"Cuidado! Ela é a nossa líder." Rachel gargalhou ainda mais forte.

"Obrigado por lembrar..." Sam franziu a testa e depois sorriu junto com a amiga.

Os dois caminharam para fora do parque e Sam deu uma carona para Rachel até a casa dela na velha lambreta. Naquele momento, os Puckerman estavam reunidos em volta à mesa de jantar, como Rachel pôde ver pela janela. Mas não era o cenário de uma família feliz, como nos filmes ou nas propagandas em que se via a mãe sorridente servindo ao marido e aos filhos: todos brancos de dentes perfeitos e bochechas rosadas em um país com pouca mistura étnica. A propaganda de margarina daquela casa consistia numa mãe sentada à mesa reclamando do trabalho de assistente na creche e de como o choro de uma criança lhe provocava ojeriza. A pequena Natalie mal tocava na comida e preferia pintar um desenho, espalhando alguns gizes de cera pela mesa. Por último, Puck checava o celular com um prato pela metade à frente e Rachel não sabia mais dizer se ele lia algum recado de alguma mulher que o chamava para uma transa, ou se ele estava dedurando alguém.

"Olha quem finalmente chegou!" Puck disse em tom provocativo.

"Estava na casa de Kurt fazendo um trabalho. Sam me deu uma carona." Rachel disse antes de desaparecer no porão, direto para o quarto dela.

Com calma, guardou os materiais escolares, usou o banheiro, lavou o rosto e subiu novamente para encarar os Puckerman. Desde que ela soube que Puck era um dedo-duro, a rotina não se alterou. Santana encorajou a continuar a fazer tudo do mesmo jeito até porque mudanças de atitudes despertariam desconfianças. Ainda assim, por dentro, tudo mudou. Rachel sabia que podia confiar em Puck para ajudá-la em quase tudo, mas agora existia uma mancha e aquilo era muito doloroso.

"Que revista é essa?" Perguntou quando passou novamente pela sala antes de seguir para arrumar a mesa e viu Puck sentado no sofá enquanto lia a publicação.

"O senhor Chang me emprestou. Tem coisas muito interessantes aqui sobre alistamento."

"Mesmo?" O coração de Rachel começou a bater forte.

"Acha que eu ficaria bem com um uniforme desses?" Mostrou a ilustração impressa na página. "Poderia garantir muitas ladies e ainda ser um cara respeitável que faz a coisa a certa. Isso é sexy e não mancha a minha imagem de cara durão. Sem falar que o seguro de vida é ótimo."

"Coisa certa?" Rachel quase revirou os olhos e se segurou para não começar a discutir, mas não resistiu. "Desde quando sair batendo em jovens pelas ruas é coisa certa?"

"Não são apenas jovens, Rach. São criminosos e terroristas. O nosso governo autoriza passeatas e reivindicações. Mas esses terroristas estragam tudo e são esses caras que devem apanhar."

"Então o meu pai foi um terrorista?"

"Eu sei que você é sensível para este assunto, por isso vou dar um desconto, ok? Mas veja só: o seu pai ia para protestos ilegais e ainda jogava pedras em quem estava ali para protegê-lo. Isso não é certo. E, segundo consta, ele não se contentou em manter o estilo de vida dele em privado. Nada contra, mas ninguém precisa ver dois caras se beijando em plena praça pública."

"Talvez a gente nunca chegue a um acordo quanto a esse assunto."

"Acho que não. Por isso é que não vale à pena discutir."

"Tem razão." Rachel forçou um sorriso. "Não é muito saudável ficar remoendo o passado."

"É isso aí. É para frente que se olha."

Rachel voltou a atenção para a tela da TV. Passava um filme nacional de comédia pastelão que ela já tinha visto algumas vezes e não conseguia mais rir das piadas recicladas. O celular de Puck tocou e ele abriu um sorriso quando olhou o identificador de chamada. Era mais um chamado de uma garota da escola que iria abrir as pernas. Quanto a Rachel: ela ajudou a tutora com as louças do jantar e foi dormir.

...

Rachel levantou cedo para treinar. Ainda estava se habituando com a nova rotina e não achava tão simples assim acordar mais cedo do que o normal para ir à escola, se alongar faça chuva ou sol, correr, fazer exercício de técnica, ir ao vestiário, tomar banho, trocar de roupa, assistir todas as aulas, e ainda fazer o coral à tarde. Era cansativo, mas tinha de admitir que já sentia certas diferenças no corpo, como a musculatura mais firme.

Ela ainda se sentia uma estrangeira na equipe, mas a sensação diluía a cada semana. A treinadora começou a introduzir técnicas de salto com vara. Parecia ser a modalidade ideal para alguém pequeno e leve. Paralelo a isso, Rachel também treinava como se fosse fazer corridas de meio fundo de 1.500m e 3.000m. O que era certo é que não servia para provas de explosão. Jamais conseguiria competir com as garotas com o dobro do tamanho e com o triplo da massa muscular.

Naquele dia, Santana estava na arquibancada assistindo à equipe. Rachel resistiu a vontade de acenar. Esse pequeno gesto simpático afugentaria a líder. Em vez disso, optou por tentar se concentrar mais nos exercícios e mostrar o quanto estava melhor. No final dos treinos, não a viu mais. Ficou um tempo a mais na pista para assimilar melhor algumas das técnicas de salto. Ainda era o começo, mas até que aquilo poderia ser divertido.

Quando chegou ao vestiário feminino das atletas, a maioria das colegas já estava de saída. Rachel até preferia ficar sozinha por ali. Tomou uma chuveirada e se vestiu com as roupas normais. Puck tinha razão quando disse que estar em qualquer time esportivo da escola era uma grande vantagem. Desde que começou a treinar atletismo, não ficou mais popular. Em compensação, as pessoas não mais a importunavam como antes.

Quinn entrou no vestiário nesse meio tempo. Correu para a pia lavar o rosto. Rachel caminhou até os espelhos, ao lado de Quinn. Movimento casual. Ela queria pentear os cabelos. Foi quando reparou na colega de coral.

"O que aconteceu com o seu rosto?" Ficou assustada ao ver o lábio cortado e a bochecha roxa, como se tivesse levado um tapa fortíssimo. Ou uma série deles. Só então percebeu no quanto o lado do rosto da colega estava mais alto.

"Não é da sua conta!" Quinn se transfigurou em pavor quando percebeu que água retirou um pouco da maquiagem que ela estava usando como disfarce. Depois os olhos se enraiveceram.

"Desculpe, eu não..." Rachel abaixou a cabeça.

"Não queria o quê, anã?" Quinn avançou sobre o espaço pessoal de Rachel "Inventar historinhas nessa sua cabeça oca para me humilhar?" Quinn falava alto sem ao menos sentir o próprio descontrole. "Deve ser uma ótima oportunidade para você!"

"Quinn eu não..."

"Não minta!"

E veio o tapa que Rachel recebeu de graça. Não foi o primeiro da vida dela, mas foi o primeiro que recebeu por se preocupar e querer ser gentil com alguém. Daí a sua confusão não apenas com o golpe, mas também quando se deu conta que Quinn ia para cima dela como se estivesse disposta a matá-la.

"Você sempre me humilha com palavras. Você sempre me humilha com o seu talento. Com sua atitude." Mais um tapa. "Me faz sentir como um lixo humano." E mais uma chuva deles. "Eu te odeio, Rachel Berry! Eu odeio o que você me faz sentir! Por que você não desaparece da minha vida?"

Tudo que Rachel fazia era tentar se defender. Quinn a havia encurralado contra a parede e a saída não estava clara. Procurou proteger a cabeça e o rosto com os braços. Rachel implorava para Quinn parar, mas tudo que ouvia como respostas eram incoerências. Sentiu o joelho de Quinn colidindo contra o estômago. Perdeu o fôlego e as penas fraquejaram. Depois o contato cessou.

"Me solta!" Quinn foi empurrada por Santana, que já se encontrava entre a capitã das cheerios e Rachel. "Santana, sai da minha frente."

"Mais um passo e você vai pro chão, Fabray!" Santana alertou.

Quinn não ouviu. Em três movimentos encontrou-se com o rosto pressionado no chão e sentiu uma dor violenta pela entorse do braço. Gritou.

"Presta atenção, Fabray. Eu vou te deixar sair. Então você vai procurar atacar outra pessoa em outro lugar, ok? Não me importo. Mas você vai esquecer Berry por um tempo pelo bem da sua saúde mental."

Quinn gritou e Santana a libertou. Ela ajeitou o uniforme, arrumou o rabo de cavalo e saiu. Santana esperou o barulho do bater da porta antes de se voltar a Rachel ainda sentada no chão.

"Você está bem?" Analisou os estragos na comandada.

"Eu não fiz nada. Ela começou a me atacar..."

"Eu sei, eu sei! Quinn anda meio fora de si."

"O rosto dela estava roxo, San. Como se alguém tivesse batido nela. Acho que ela veio retocar a maquiagem ou coisa assim."

"Roxo, hum?" Rachel acenou para confirmar. Santana sentou-se ao lado da colega e franziu a testa do jeito que sempre fazia quando estava processando informações para formular a uma teoria ou chegar a uma conclusão.

"Acha que ela está com problemas em casa ou algo do tipo?"

"Russell Fabray batendo na filha? Eu não me surpreenderia. O que sei é que para ela te atacar com tanta fúria significa que está no limite."

"E o que vai fazer?" Rachel ficou curiosa.

"Você vai descobrir em breve. Por hora, Rachel Berry, digo que você conseguiu."

"Consegui o quê?"

"Você precisa se defender sozinha..."

"Quer dizer que..."

"Vou te ensinar técnicas de autodefesa somente, ok? Digo depois quando começaremos."

Santana levantou-se e estendeu a mão para que Rachel fizesse o mesmo. Apesar da dor, estava satisfeita. Conseguiu reverter uma das recusas da líder. E se Santana estava disposta a treiná-la pessoalmente, era provável que o aprofundamento de Rachel nos botões aconteceria em breve.

"Fique fora de confusão." Santana alertou e virou as costas, mas antes que saísse do campo de visão de Rachel, virou-se para um último aviso. "Sobre você fazer o próximo solo... pode esquecer. Eu vou mostrar ao Schuester porque mereço ser a próxima solista."

"Manda ver." Rachel sorriu de leve.

Depois voltou a franzir a testa, quando Santana já havia saído. Quinn Fabray tinha uma mão pesada. E que péssima forma de descobrir tal particularidade.

...

Quinn tinha o hábito de estacionar o carro em uma vaga afastada do edifício da escola. Era um lugar relativamente mais privado que ficava de frente para o campo de futebol. Ao passo que cada aluno com carro (e esses não eram muitos) preferiam o caminho mais curto, Quinn era do tipo que gostava da privacidade. Estacionar o carro naquele lugar lhe garantia mais privacidade para, entre outras coisas, chorar. Ela tinha muitas razões para tal. Assim, depois da briga com Rachel, ela correu para o carro sem se importar com as aulas do dia. Fechou a porta, ligou o som e começou a chorar contra o volante.

"Dirija para o parque." Santana abriu a porta do carro e entrou sem ser convidada.

"Santana... sai daqui ou eu juro..." Quinn disse ameaçadoramente.

"Yada, yada, yada. Eu não ligo. Apenas faça o que eu mandei. A não ser que você queira ganhar uma surra aqui mesmo."

Quinn parou de chorar de tão atônita que ficou com a atitude da colega. Por todos os anos de high school, Santana sempre foi a garota mesquinha e, de certa forma, vulgar, que ficava ao lado dela como uma ótima cão de guarda. Nunca questionava Quinn, obedecia como uma boa subordinada, não a traia. Como pagamento, Quinn permitiu que Santana participasse do seu grupo social, mesmo sendo uma garota pobre: achava que estava sendo gentil, que fazia caridade.

"Você quer ter essa conversa aqui? Por mim tudo bem!" Santana continuou a falar firme, com leve tom cínico. "Pensei que talvez uma pequena caminhada te ajudasse a acalmar e, talvez – e digo, talvez mesmo –, a gente possa falar a respeito do seu amante."

"O quê?" Quinn reagiu com perplexidade.

"Não foi o seu amante que te fez de saco de pancada? Então só pode ter sido o seu pai. O que fez, Fabray? Recusou abrir as pernas? Não foi convincente suficiente ao fingir o orgasmo para ajudar o seu pai a conseguir as alianças políticas que ele deseja dentro do partido?"

"Santana, eu juro..."

"Você quer ter essa conversa aqui? Juro que ter uma caminhada no parque é muito mais agradável. Escolha sua. De um jeito ou de outro, Fabray, estou aqui para te ajudar, não para te julgar. Claro que se você der uma de esperta comigo, prometo que vai acabar com hematomas muito piores pelo seu corpo. Mas como eu penso que você vai tomar a decisão correta, ficaremos muito bem."

Quinn, ainda pasma com a atitude de Santana, apenas ligou o carro.