Acho que postei rápido dessa vez não é? Desculpem qualquer erro que encontrem...
Countess of Slytherin: que bomq eu gostou do capítulo, fico super feliz por isso, a pessoa que veio visitá-los será alguém importante na fic depois, fica de olho nessa pessoa. Bjus
Inthedungeons: Eu Tb fazia muito isso na minha época de faculdade, vivia lendo fic enquanto o professor explicava matéria de prova, não sei como não escrevi um pedaço de fic nas provas... Snape e Harry, por estarem confinados naquela casa sempre na companhia apenas um do outro acabam se apegando mais fácilmente, os sentimentos afloram e a carencia também. Então eles estão cada vez mais pai e filho. A pessoa na porta será importante para o restante da fic, fica de olho nela.
Dels76: Acredite, eles vão passar por muitas coisas ainda, mas que vão deixa-los cada vez mais próximos como verdadeiros pai e filho. Fic de olho na pessoa que veio visitá-los, será importante depois. Bjusss
Daniela Snape: Cade o UP UP UP? Rsrsrsrs, brincadeira, adoro quando vc escreve algo mais do que isso, acho que vc gostará desse aqui Tb... foi caprichado... bjussss
Giny: Que bom que está gostando da fic, ela é um presente para uma amiga minha de outro site, eu escrevo para ela, ela é meio doida e me pede para colocar coisas na fic que sempre acho impossível, mas que acaba ficando legal... espero que goste do restante... bjusss
Capítulo 15 – Um passeio ao Beco Diagonal
- Suba. – Sussurrou Snape levantando-se sem deixar de olhar para a porta.
- Quem é? - Perguntou Harry baixinho seguindo o olhar de Snape.
- Não sei.
- Será um bruxo?
- Possivelmente não, os alarmes tocariam se um bruxo passasse pelas linhas dos feitiços, mas não tenho como garantir. Agora suba.
- Mas e se for algum comensal?
- Harry...SUBA! – Rosnou entre dentes.
Harry abriu a boca querendo dizer que ficaria ali junto com ele, mas pensou melhor e se dirigiu as escadas subindo sem fazer barulho até parar no último degrau onde se abaixou escondendo-se e tentando ouvir o que acontecia na sala. Snape ouviu a segunda batida. Franzindo a testa e cerrando os lábios retirou a varinha do bolso e avançou para a porta. Quando a terceira batida foi ouvida, a maçaneta foi girada. Snape abriu a porta e olhou para seu visitante, a varinha estava firmemente segura atrás das costas. Em sua mente Snape esperou encontrar qualquer pessoa em seu batente, até mesmo Voldemort, mas jamais imaginou que iria encarar o sorriso aberto da senhora Vany Smean.
- Olá! Acho que nunca fomos apresentados. – Disse a mulher estendendo a mão. – Sou Vany Smean, sua vizinha.
Apesar de apertar a mão da mulher, Snape nada disse, apenas continuou olhando-a com surpresa e desconfiança.
- Desculpe lhe incomodar, mas minha filha está doente e as farmácias estão fechadas hoje. No entanto eu vi que você tem um jardim com algumas ervas que podem ajudá-la. Queria saber se pode me dar um pouquinho.
Harry estivera o tempo todo apenas escutando aquela voz doce que falava com Snape e apesar de lutar para permanecer no mesmo local a vontade de descer e vê-la era forte demais.
- Claro que podemos ajudá-la. – Disse o menino olhando-a com os olhos vidrados
Snape quase soltou um rosnado ao vê-lo parado no meio da escada. Todo o seu cuidado para protegê-lo e escondê-lo fora em vão, pois o adolescente não conseguia ser imune ao charme de uma veela.
- Entre, por favor. – Pediu Snape querendo fechar a porta de sua casa o mais rápido possível. A varinha continuava segura em suas costas. – O que sua filha tem?
- Acho que pegou alguma virose, está com febre e vomitando.
- Provavelmente é algo que ela comeu ou realmente uma virose. Vou lhe dar o que precisa. Aguarde aqui, por favor.
A bela mulher assentiu e se sentou comportadamente no sofá gasto. Harry rapidamente se sentou na poltrona ao lado e sorriu para ela com seus olhos enormes e atentos. Snape bufou. Vany deu risada.
- Olá, sou Harry Potter. – Disse Harry estendendo a mão.
- Prazer, Harry Potter. Sou Vany Smean, moro do outro lado da rua com minha filha. Nunca te vi aqui antes, se mudou agora?
Antes que Harry pudesse responder Snape o pegou pelo colarinho e o levantou pedindo licença para a mulher e indo com o menino para o jardim.
- Está maluco? – Questionou largando-o bruscamente.
- O que foi? – Harry não fazia a menor ideia do porque Snape estava agindo daquela forma.
- O que foi? Eu mandei ficar lá em cima. Poderia ser um servo do Lord disfarçado.
- Não enlouquece, Severus. É só a nossa vizinha.
- Escute. – Disse Snape segurando o menino que tentava voltar para perto da mulher. – Você vai ficar aqui.
- Mas, eu quero conversar com ela.
- Me obedeça, Harry.
O tom de voz de Snape fora tão firme que se sobressaiu ao poder dos encantos da mulher. Harry murchou os ombros e se afastou sentando-se no chão enquanto Snape recolhia algumas folhas que ajudariam a mulher. Harry viu Snape voltar para dentro de casa, mas demorou um pouco para que ele voltasse e Harry começava a ficar impaciente. Depois de minutos o homem abriu a porta e foi em sua direção.
- Por que demorou?
- Precisava saber se ela não representava perigo para nós.
- O que você fez?
- Legilimência.
Harry franziu a testa, não pela palavra, ele conhecia muito bem os efeitos da legilimência e oclumência, mas pela sensação que ia embora aos poucos, aquela sensação de querer ficar perto daquela mulher.
- Que estranho.
- As veelas normalmente causam essa sensação estranha nos homens. – Explicou Snape cruzando os braços. – Nós ficamos completamente encantados com o charme de uma veela, é um feitiço natural delas.
- Me desculpe. Agora entendo que foi completa idiotice ter aparecido na sala.
- Exatamente, você, além de colocar em risco o nosso segredo, colocou em risco a sua vida e a minha também. Precisa entender que quando eu mandar você fazer alguma coisa importante você deverá obedecer sem contestamento. Entendeu?
- Sim, pai. – Respondeu Harry baixando os olhos. – Posso perguntar uma coisa? – Snape não respondeu, então Harry continuou. – Por que o alarme não soou?
- Porque ela não é inteiramente veela e nem bruxa. Ela nasceu trouxa, mas traz em seu sangue o DNA da mãe que era puramente veela.
- Então ela é um aborto?
- Podemos dizer que sim, mas a filha nasceu bruxa.
Snape fez sinal para que os dois entrassem, pois o tempo começava a mudar e anunciava uma breve chuva. Harry sentiu a mão do homem em seu ombro enquanto era guiado de volta a sala. Snape pegou um livro na estante e se sentou na poltrona. Harry sabia que deveria continuar a fazer seus deveres, mas ao invés de sentar ele foi até a janela e afastou a cortina. A casa da senhora Smean estava ali, impecável e totalmente diferente das outras casas ao redor. A mulher não estava a vista, provavelmente estava cuidando da filha.
- A filha dela estava realmente doente? – Questionou Harry.
- Sim, pelo que vi nas lembranças da senhora Smean a menina comeu um tipo de peixe que deve ter feito mal ao estômago dela. – Respondeu Snape sem nem ao menos levantar os olhos do livro.
- Ela é casada?
- Viúva.
- Nunca vi a filha dela.
- Ela não estava em casa com a mãe, tinha ido para a casa de uma tia distante e só voltou esses dias.
- Você viu tudo isso na mente dela? – Exclamou Harry sentando-se no sofá.
- É o meu trabalho, Harry. Preciso investigar e descobrir com quem estou lidando, como a senhora Smean não é bruxa foi fácil descobrir praticamente tudo sobre a vida dela. Agora me deixe ler.
- Posso te fazer só mais uma pergunta?
Snape fechou o livro e respirou fundo vendo o menino se levantar e sentar no braço do sofá ficando mais perto. Harry demorou para perguntar, não sabia ao certo se deveria perguntar algo assim.
- Você vai perguntar ou só vai ficar me admirando?
- Porque você não é afetado por ela? Quer dizer, ela é uma veela e é encantadora. Você nem ao menos hesitou em sair de perto dela.
- Controle. – Respondeu simplesmente, mas acrescentou mais informações quando viu a enorme interrogação na cabeça do menino. – Eu consigo controlar minhas emoções quando preciso e aquele momento era um momento que me exigia isso. Eu não podia me dar ao luxo de cair nas tentações dela e deixa-la fazer o que quisesse. Você percebeu que o efeito do charme de uma veela só acaba quando ela se afasta ou quando você se controla.
- Mas você nunca sentiu nada? Nunca se deixou levar pelo charme dela?
Snape bufou novamente, nunca imaginara que Harry fosse um garoto que perguntasse tanto. Aquilo o irritava, nunca dividira sua vida com ninguém. Já era um grande feito que o menino soubesse sobre seu passado com seus pais. Respirou fundo pensando se deveria ou não contar para ele a verdade. No fim preferiu contar apenas meia verdade ocultando alguns fatos.
- As veelas não causam efeito em quem já tem o coração ocupado. – Respondeu baixinho voltando os olhos rapidamente para o livro.
- Então quer dizer que...
- Harry, chega! – Disse Snape seriamente o olhando com força. – Pegue seu material e vá estudar.
Harry não discutiu, aquela conversa estava encerrada e não seria posta a mesa tão cedo. Harry subiu devagar os degraus em direção ao seu quarto para buscar seu material. De uma coisa tinha certeza quando voltou para a sala e percebeu que os olhos do homem não acompanhavam as linhas do livro, pois ele estava pensando em algo, completamente submerso em lembranças. Descobriria de qualquer jeito quem era a mulher que ocupava o coração de seu pai.
Harry acordou animado no dia seguinte, iria ao Beco Diagonal comprar seus materiais, encontraria os Weasley e Hermione. Ainda era cedo quando terminou de se arrumar e desceu para fazer o café. Snape ainda não estava acordado, ficou até tarde trabalhando em seu laboratório. Harry comeu e depois pegou sua Firebolt para limpá-la e gastar o restante dos materiais para limpeza que ainda tinha em seu estojo que Hermione lhe dera no terceiro ano.
Quando Snape apareceu ainda vestido com seu pijama, o sol tinha acabado de se erguer no céu, os raios entravam aos poucos na sala iluminando o menino que franzia a testa enquanto arrumava algumas cerdas da vassoura.
- Está fazendo errado. – Disse a voz rouca do homem.
Harry se sobressaltou, não havia percebido que Snape estava na sala. O homem parecia cansado, seus olhos tinham olheiras e seus ombros estavam caídos. Ele se aproximou e se ajoelhou ao seu lado pegando a tesourinha que o menino segurava e mostrando como que se acertava a cerda que estava solta. Harry ficou maravilhado com o tanto que o homem sabia de vassouras.
- Você já jogou em algum time?
- Não.
- Nem quando estava na escola?
- Nunca fui popular na escola para conseguir uma vaga no time da casa. Nem a influência de Lucius me ajudou.
- Lucius? Lucius Malfoy?
- Sim. – Respondeu Snape sem perceber a expressão estranha que apareceu no rosto do menino, ele estava absorto demais na vassoura. – Lucius estava no quinto ano quando entrei em Hogwarts. Não sei o que ele viu em mim, mas nos tornamos colegas. Lucius era muito influente na escola, o que me ajudou bastante com os sonserinos que não ousavam chegar perto de mim, mas não com outras pessoas como seu pai ou seu padrinho.
Harry abriu a boca quando ouviu o professor falar de seu pai e seu padrinho, mas nada falou, sabia que eles tinham uma rivalidade grande quando eram jovens e que seu pai, James, não fora um completo santo com Snape, ainda se lembrava nitidamente das lembranças da penseira.
- Mas se Malfoy era influente, por que o time não o deixou entrar?
- Eu sempre gostei de vassouras, mas sempre odiei voar nelas. Elas me traziam lembranças que eu preferia não recordar. Então nunca fui bom jogador, Lucius até que tentou, mas o capitão do time não permitiu, afinal, um jogador ruim é como uma grande possibilidade de perder o jogo. Sonserina não podia se dar ao luxo de perder para as outras casas, muito menos quando Potter começou a jogar como apanhador.
- Você viu meu pai jogando.
- Claro que vi, Grifinória foi para a final com Sonserina diversas vezes e eu sempre assistia aos jogos.
- Como ele era?
Snape olhou para o menino na mesma hora. Harry tentava disfarçar a ansiedade de saber mais, porém suas mãos fechadas em punho e seus olhos brilhantes eram tão puros que o desmentiam na mesma hora. Snape respirou fundo e soltou a tesourinha que ainda segurava mesmo já tendo terminado de arrumar a vassoura do menino. Se encostou no sofá e engoliu a saliva antes de falar.
- Eu não acho que sou a melhor pessoa para falar sobre seu pai, Harry. Acredito que muitos já lhe falaram como ele era, não preciso repetir.
Harry assentiu silenciosamente.
- Me desculpe, mas minhas lembranças quanto ao seu pai não são as melhores. Se eu for lhe falar o que eu via e passava na minha época de escola em referencia ao seu pai, você vai se chatear.
Snape levantou-se e foi para a cozinha preparar seu café.
- Não é possível que você o odeie tanto assim que não possa ver algo de bom que ele tenha feito. – Disse Harry zangado.
- Eu não nego que seu pai tenha feito algo de bom, Harry. – Respondeu Snape com paciência.
- Então porque é tão difícil assim dizer? Eu não consigo entender.
- Harry, sente-se. – Disse indicando uma cadeira enquanto se sentava na outra. – Não vou falar de seu pai e ponto, mas quero que entenda o porquê. Quero que pense no Malfoy filho.
- Draco?
- Sim, no Draco.
- O que tem ele?
- Consegue vê-lo em sua mente? Lembrar-se dele na escola, na estação de trem e no Beco Diagonal?
- Claro que sim. – Respondeu Harry impertinentemente. Não queria saber de Draco e sim de seu pai.
- Agora quero que me diga algo bom sobre ele.
- Não posso. Ele não é bom.
- Exatamente.
- Mas meu pai era bom.
- O Malfoy também é, mas você não consegue ver. Sua inimizade com ele o impede de conhecê-lo e reconhecer o que ele tem de melhor. É mesma coisa entre eu e James.
Harry engoliu as palavras seguintes. Snape tinha razão, ele jamais poderia falar bem sobre Malfoy e apesar de ser o reverso, entendia o motivo de Snape não conseguir falar sobre seu pai. As imagens da penseira voltaram a sua mente e ele se perguntou se haveriam mais lembranças como aquela. Não querendo pensar nisso, mudou de assunto e lhe fez uma pergunta que nem ao menos sabia ter pensado.
- Você conhece bem o Malfoy. Passa muito tempo com ele?
- Sou diretor da Sonserina e velho amigo da família. Conheço Draco desde que nasceu. Por quê?
- Nada, só curiosidade.
Snape franziu a testa, sabia que havia algo por trás daquela pergunta, mas teria que descobrir depois, aquela conversa o atrasara, tinha que estar no Beco Diagonal em uma hora e odiava chegar atrasado. Terminou seu café e subiu para se arrumar. Quando desceu viu Harry sentado no sofá olhando para o nada e perdido em pensamentos. Sabia que ele estava pensando em James, mas não podia dar a ele o que desejava.
- Vamos.
Harry se levantou e seguiu Snape até a frente da lareira onde o homem jogou o pó de flú dentro fazendo aparecer chamas verdes. Harry entrou na lareira sentindo as chamas geladas lamberem seu corpo.
- Quando chegar lá me espere.
Harry assentiu e Caldeirão Furado sumindo logo em seguida. Realmente pó de flú não era seu meio de locomoção mais adorado. Ele apertou os cotovelos junto ao corpo e quando aterrissou na lareira do Caldeirão Furado seu corpo se desequilibrou fazendo-o cair de cara no chão. Rapidamente Tom, o garçom, o ajudou a se levantar e a limpar sua roupa. Logo em seguida Snape apareceu imponente pela lareira.
- Pode deixar, Tom. Eu cuido do senhor Potter.
- Claro, senhor Snape, é sempre um prazer vê-lo.
Snape deu um sorriso amarelo ao homem e guiou Harry pelas mesas levando-o para a passagem do Beco Diagonal que ficava atrás da parede dos fundos.
- Por que fez aquilo? Você intimidou o Tom, ele só estava me ajudando.
Snape não respondeu, ergueu a varinha e bateu no terceiro tijolo a contar da esquerda. A parede se afastou alargando o suficiente para que passassem para o Beco Diagonal agora apinhado de gente. Harry sempre gostou daquele lugar, um vilarejo completamente bruxo e com lojas que o fazia arrepiar as espinhas de excitação. Sua loja preferida era a de artigos de Quadribol onde sempre parava para dar uma olhada nas novidades, mas não houve nenhuma novidade após a Firebolt e esperava que não tivesse durante um bom tempo, pois o valor seria equivalente a seu cofre em Gringotes que era exatamente para onde Snape o estava levando.
Harry retirou uma boa quantia de seu cofre, era o suficiente para comprar seus materiais e se sustentar na escola caso precisasse, principalmente em dias de visitas em Hogsmead. Snape passou em seu cofre particular e também sacou um pouco de ouro. Harry percebeu que o professor também tinha uma boa quantia guardada, apesar de ser menos do que a sua. Pensou por um momento que Snape não tinha tantos recursos, mas depois entendeu que o professor não gastava nada enquanto estava em Hogwarts e ganhava por mês para trabalhar, então o dinheiro ficava guardado, ainda mais quando a casa em que morava era de sua família.
- Onde precisa ir primeiro?
Harry ia responder quando foi inesperadamente tomado por uma juba castanha. Hermione jogara-se em seus braços sem nenhum aviso dando-lhe um susto e tanto.
- Harry! Que bom te encontrar. – Disse a menina se soltando e mostrando-lhe um sorriso perfeito digno de uma filha de dentista, mas que se escondeu ao virar-se e se deparar com os olhos atentos de Snape. – Olá, professor Snape.
- Olá, senhorita Granger. – Respondeu Snape com sua voz de desgosto.
- Ei, Harry! – Gritou outra voz atrás de Hermione. Rony vinha correndo em sua direção, mas quase caiu para trás ao ver Snape ali. Harry segurou uma risada. – Oi, Harry. O que está fazendo aqui com ele?
- Sempre muito sutil, senhor Weasley.
- Rony! – Dessa vez era a senhora Weasley que gritou esganiçada no meio da rua vindo em sua direção com o senhor Weasley e Gina. – Eu te disse para não correr. Tome seus livros. – Uma montanha de livros foi jogada nos braços do menino e assim a mulher ficou com os braços livres para abraçar Harry a vontade. – Oh! Harry, que saudades de você. Não veio nos visitar essas férias, fiquei preocupada que aqueles trouxas não tivessem te deixado sair, mas Dumbledore me explicou que você está com aulas particulares com Severus. Falando nisso que mal-educada que sou, como vai Severus?
- Muito bem Molly, obrigado.
Harry percebeu que a voz de Snape era de impaciência enquanto cumprimentava o senhor Weasley também, provavelmente estava se irritando com aquele monte de gente ao redor.
- Estamos terminando de fazer nossas compras e depois vamos tomar um sorvete, você vem com a gente? – Perguntou Hermione receosa olhando de Harry para Snape.
- O senhor Potter está sob minha supervisão, senhorita Granger. Vou garantir que ele compre todo o seu material primeiro e somente depois permitirei que ele faça algo diferente.
- Não pode fazer isso! – Exclamou Rony. – Harry sempre fez as compras conosco e ele vai tomar sorvete com a gente.
- Ronald Weasley! Isso é jeito de se falar com seu professor?
- Ele não é meu professor aqui.
- Ele é seu professor em qualquer lugar enquanto você estudar na escola em que ele leciona e é melhor fechar essa boca antes que eu o leve direto para casa. Espero que me desculpe Severus, Ronald está um tanto quanto rebelde esse ano.
- Não se preocupe, Molly, eu conheço o temperamento do senhor Weasley, mas acredito que esse ano ele irá se comportar muito bem nas aulas, principalmente nas minhas. Não é mesmo, senhor Weasley?
Dessa vez Harry realmente teve que se segurar para não rir, sabia que Rony jamais iria dizer não para o professor tendo seu pai e principalmente sua mãe olhando-o afiadamente como se o desafiassem a dizer algo atrevido. Sabia que dentro de sua mente Rony estava xingando Snape de nomes que fariam a senhora Weasley desmaiar.
- Claro que vou, professor. – Disse de mau gosto.
- Vou lembrá-lo disso, agora se me dão licença temos que fazer as compras de Potter.
- Vou tentar comprar tudo rápido ai nós vamos até a sorveteria, nos encontramos lá. – Acrescentou Harry.
A família Weasley e Hermione acenaram para Harry quando este caminhou atrás de Snape pela rua.
- Porque você fez aquilo? – Perguntou rindo. – Rony quase teve um ataque.
- Seu amigo é um tanto quanto irritante.
- Todos são irritantes para você, inclusive eu.
- Principalmente você.
Harry olhou de canto de olho para o homem e o viu sério caminhando entre as pessoas que se afastavam para deixa-lo passar.
- Vamos à senhora Malkin, preciso comprar novos uniformes.
As compras foram silenciosas, Harry entrava nas lojas escolhia o que precisava, pagava e entregava para Snape que diminuía os pacotes para caberem no bolso de seu sobretudo. O homem estivera sempre em silêncio dando pequenos conselhos sobre a melhor pena que deveria usar e a tinta que mais durava. Por fim chegaram a botica onde compraria os ingredientes que precisava para repor seu estoque de poções. Foi ali que Harry mais apreciou a companhia de Snape.
Assim que entraram pela porta da loja Harry sentiu a pose de Snape mudar completamente, ele não era mais um professor servindo de guarda costas e sim um possível apaixonado pelos produtos aos seus olhos apresentados. Harry lhe deu a lista do que precisava e ele rapidamente achou os ingredientes. Enquanto olhava se estavam bons o homem lhe informava seus componentes e para o que serviam. Praticamente tivera uma aula de poções no meio das prateleiras da loja. Harry riu quando o vendedor quis lhe passar patas de rã comum como sendo patas de rã australiana, muito rara e difícil de se encontrar e Snape o desmentiu na mesma hora dizendo que sabia muito bem que aquelas patas era de uma rã que ele pegara no pequeno lago atrás da loja.
- Como é que você conhece tanta coisa assim? – Perguntou Harry ao saírem de lá com diversos vidrinhos devidamente embalados e guardados no bolso do homem, menos o da rã.
- Sou um mestre de poções, é meu dever saber.
- Eu sei que você é um mestre de poções, mas quero saber como é que tem tanto conhecimento e gosto por essas coisas.
- Li bastante, estudei mais do que os outros e peguei gosto por essa arte. Deveria fazer isso também, para ver se entra alguma coisa nessa cabeça oca.
- Minha cabeça não é oca, eu só não gosto de fazer as poções com você ao meu lado reclamando e dizendo que eu sou péssimo.
- Eu só enfatizo a verdade.
- Então não enfatize. – Disse Harry dando um pequeno soco no braço do homem fazendo-o franzir a testa enquanto aproximavam-se da sorveteria.
Snape parou de chofre e Harry trombou em suas costas.
- Ai, porque você parou?
Harry perguntou arrumando os óculos, mas não precisou esperar resposta, ela estava bem na sua frente na forma de um comensal da morte que saia das sombras rindo. A multidão continuava andando de um lado para o outro rindo e conversando despreocupadamente. Harry sentiu a mão de Snape o empurrar pela multidão e diretamente para dentro de uma loja próxima.
- Fique aqui.
- O que? Não! Ele está indo para a sorveteria, meus amigos devem estar lá dentro. Preciso ir.
- Não, você vai ficar exatamente aqui, Harry. Não me desobedeça.
Harry nem ao menos teve tempo de falar alguma coisa, os gritos da multidão foram ouvidos e Snape sumiu pela porta. Harry o viu correr entre as pessoas lutando para se aproximar da sorveteria. Dali de dentro Harry tinha plena visão da rua e das lojas ao redor, sendo assim ele foi, talvez, o único que viu a aproximação dos outros dois comensais e de Greyback lambendo os lábios. Quando Snape entrou na sorveteria o coração de Harry saltou dentro do peito, os comensais apontavam a varinha exatamente para a porta por onde Snape acabara de passar.
- Não. Pai!
Harry saiu da loja e sacou sua varinha, mas a correria fora tanta que não conseguiu se desvencilhar das pessoas. Sentiu-se ser jogado de um lado para o outro e até levado para mais distante ainda da sorveteria.
- Me deixem passar. Pai! – Gritou dando cotoveladas em quem o atrapalhava.
De repente, não mais do que o tempo de uma piscada, Harry sentiu uma cotovelada nas costelas que o derrubou no exato momento em que a sorveteria explodia.
