Olá, desculpem a demora, mas aqui está um novo cap, espero que gostem... quero agradecer os reviews de Countess of Slytherin e Daniela Snape... meninas, muito obrigada, amo seus reviews... valeu mesmo... bjusssss

Capítulo 18 – Uma conversa para esclarecer as coisas

Os dias passaram velozmente, a montanha de deveres e os constantes treinos da equipe de Quadribol deixaram Harry completamente ocupado, tanto que quando percebeu já estavam em Novembro e o primeiro jogo de Quadribol se aproximava. Na verdade o que mais lhe trouxe a realidade fora o aviso da primeira visita à Hogsmead.

- Legal. – Disse Rony entusiasmado. – Preciso ir na Zonko's.

- E eu preciso abastecer meus tinteiros e comprar uma nova pena. – Disse Hermione sorrindo.

- Acho que passarei na Artigos de Quadribol. – Completou Harry.

O trio se desvencilhou dos outros estudantes e rumaram para o Salão Principal para o café da manhã. Harry estava muito contente para ir a Hogsmead, pelo menos assim poderia tirar algumas preocupações de sua cabeça, principalmente a que vinha em sua direção naquele momento. Harry parou onde estava enquanto via Snape andar por entre o mar de alunos que caminhavam pelo grande corredor que levaria ao Salão Principal. Rony e Hermione pararam atrás dele com as testas vincadas se perguntando qual seria o motivo da parada brusca até que seus olhos avistaram a figura do professor e seus olhos negros e afiados.

- Vocês ainda não conversaram? – Perguntou Hermione.

- Não. – Respondeu Harry. – E nem quero.

- Harry, você tem que parar com isso. – Advertiu Hermione segurando o braço do menino. – Seja lá o que foi que magoou você, tem que conversar com ele.

Harry viu os olhos intensos de Hermione e pensou que talvez devesse seguir os conselhos da amiga, mas no exato momento em que ia se virar para falar com Snape viu Malfoy chamando o professor e esse se virando para atendê-lo. Naquele momento uma pequena ferida abriu-se em Harry.

- Não. – Disse Harry firmemente. – Tenho coisas mais importantes para fazer. Você não disse que queria ir até a biblioteca para estudar, Hermione. Então é melhor irmos logo.

- Mas eu ainda nem comi! – Exclamou Rony.

- Então fique e coma. – Disse Harry zangado. – Eu vou sair daqui.

Harry saiu rapidamente pelo corredor em direção a biblioteca. Rony virou-se para Hermione com as mãos levantadas e os olhos arregalados esperando uma resposta da menina.

- Mas o que é que está acontecendo com ele?

- Acho que tenho uma idéia. – Disse a grifinória olhando para onde Snape ainda falava Malfoy e mais a equipe de quadribol. – Espero que eu esteja errada. Vamos.

Rony olhou desejoso para o grande salão, mas acompanhou a menina no fluxo contrário aos outros estudantes. A biblioteca estava vazia exceto pelos alunos que estavam atrasados nas lições ou os que tinham que estudar para os N.O.M.s ou N.I.E.M.s. Hermione encontrou Harry escondido no final da biblioteca, estava atrás de um grande livro que ela sabia não ser necessário para nenhum dos trabalhos que os professores pediram.

- Harry, o que é que está fazendo? – Perguntou Hermione retirando o livro das mãos do amigo.

- Estou tentando estudar, caso não tenha percebido.

- Estudar uma matéria que só cai no sétimo ano? – Disse a menina se sentando ao lado de Rony e na frente do amigo. – Não é disso que estou falando, sabe muito bem.

- Não sei não e talvez eu prefira não saber.

- Estou falando sobre você e o professor Snape. Vocês estavam muito bem antes de virem para Hogwarts e então, de repente, sem um único motivo aparente, você começa a evitá-lo.

- Não estou evitando ele. Está se preocupando a toa, Hermione.

Harry se levantou e foi buscar outro livro no corredor ao lado, não queria entrar nesse assunto com a amiga, aquilo era pessoal e não queria ter que dividir seus anseios com ninguém.

- Então está tudo bem com vocês? – Perguntou a menina que o seguira até ali. Harry percebeu que fora uma idiotice, aquele corredor era sem saída e Hermione estava plantada na única direção que poderia ir. – Está?

- Claro que está tudo bem. – Respondeu Harry tentando sair, mas sendo bloqueado pela menina.

- Para de mentir, Harry. Eu vejo como você olha para ele. Você sempre o olha com raiva como se ele tivesse feito algo que o incomodou muito e que inclusive ele não faz a menor idéia do que seja.

- Mas é lógico que ele não faz idéia, é porque não tem nada. Agora me dá licença?

- Não darei licença coisa nenhuma. – Disse Hermione postando as mãos nos quadris ficando cada vez mais parecida com a senhora Weasley. Devia ser por isso que Rony se encolhia atrás dela. – Você se diz tão adulto, tão crescido e está agindo como uma criança só pelo fato dele falar com Malfoy.

- O quê?! – Disseram Harry e Rony juntos.

- É isso mesmo e não negue. Eu vejo o como você olha atravessado para Malfoy, muito mais do que o normal e o quanto você quase mata Snape com o olhar quando os dois conversam. Isso é ciúmes.

- Ciúmes? Você acha que eu estou com ciúmes do Malfoy com Snape?

- Sim, é exatamente o que eu acho, Harry e acho que você é um idiota por isso.

- Idiota? – Quase gritou Harry olhando-a exasperado. – Idiota? Você me acha um idiota somente porque eu passei dias e dias com ele nas minhas férias, aprendendo a conviver com ele, a suportar ele, a gostar dele e em nenhum momento fui avisado de que ele era padrinho do Malfoy? Ou será que você está me chamando de idiota por eu me matar para ter um gesto carinhoso dele, ainda mais aqui em Hogwarts onde já fui previamente avisado que não poderíamos aparentar amizade e ver que ele pode conversar com Malfoy a qualquer momento e em qualquer lugar. – O rosto de Harry estava vermelho e seus dentes cerrados. – Ou então o idiota seja pelo fato de que tenho que aguentar as humilhações que ele me lança na sala de aula enquanto elogia e agradece Malfoy por ser um idiota. É, talvez seja por isso.

Hermione estava com a mão na boca vendo Harry desabafar tudo que estava preso em sua garganta. Viu o amigo fechar as mãos fortemente em punho e cerrar fortemente os dentes antes de desviar o olhar.

- Você não sabe como é, Hermione. Não sabe.

- Então explique.

- Não. Desculpe, Hermione, mas não posso te explicar. – Sussurrou o menino.

- Talvez explique para mim.

Hermione se virou ao mesmo tempo que Rony, Harry continuou de costas. Snape estava parado ali no corredor daquela ala na biblioteca e olhava para as costas do grifinório.

- Vamos deixá-los sozinhos, professor. – Disse Hermione.

- Não precisa, senhorita Granger. Me acompanhe, Potter.

- Potter? – Riu-se Harry virando-se e olhando para Snape como se só agora soubesse de sua presença. – Onde está o "filho" ou "Harry"?

- Harry! – Sussurrou Rony surpreso olhando para os lados vendo se alguém estava vendo.

Snape soltou um rosnado entre os dentes e se aproximou com a velocidade de um guepardo ficando cara a cara com Harry em apenas um segundo, menos do que uma piscada de olho.

- Cale a boca, Potter. Não sabe o que está dizendo, não tem a mínima noção de nada que está acontecendo então fique quieto e me siga. Talvez, se ainda tiver paciência, eu te explico alguma coisa e nem pense em não ir ou terei que visitá-lo na torre da Grifinória.

Snape se afastou e caminhou rapidamente para fora da biblioteca. Hermione olhou para Rony que estava parado com a boca aberta de surpresa e depois para Harry que parecia a ponto de explodir, suas mãos tremiam.

- Harry, acho melhor você ir. – Disse Rony ainda longe do amigo.

Harry engoliu a seco, queria muito ir embora e para bem longe de Snape. A raiva ainda fervilhava dentro de si, mas a ameaça do homem de que apareceria no seu dormitório estava bem viva em sua mente. Após alguns segundos de briga interna com sua própria mente, o menino se afastou dos amigos e caminhouem direção as masmorras. Ouviu Hermione lhe gritando que estariam o esperando na sala de Feitiços e depois a Madame Pince ralhando com ela pela finalmente chegou as masmorras, Harry respirou fundo e bateu na porta do escritório de Snape entrando logo em seguida. O professor estava em pé diante de sua mesa e mostrava-se completamente impassível. Desviou o olhar do ponto no chão e o cravou nos olhos verdes de Harry que naquele momento sustentava o olhar do outro. Snape levantou sua varinha e recitou dois feitiços. Uma luz vermelha apareceu na porta seguida por uma laranja. Snape acabara de trancar e silenciar sua sala.

- Agora, você vai me dizer exatamente o motivo de estar me evitando durante todo esse tempo.

- Não o estou evitando, senhor.

- Não? Pois então sugiro que revise seus atos durante esses dois meses. Quantas vezes o chamei ao meu escritório e você não apareceu? Quantas vezes o mandei ficar após a aula e você deliberadamente desobedeceu as minhas ordens. Eu não aturo isso de nenhum aluno dessa escola.

- Eu não sou simplesmente seu aluno. Sou seu filho. Ou será que se esqueceu disso após atravessar os portões do castelo? – Gritou Harry derrubando sua mochila.

- Claro que não esqueci isso, mas esse fato não é pertinente.

- É completamente pertinente, Snape. – Disse Harry enfatizando a última palavra.

- Agora chega! – Snape se aproximou de Harry fazendo-o recuar dois passos. – Sua atitude é completamente inaceitável. Dentro dessas paredes eu sou seu professor e não vou tolerar seu desrespeito. Entendeu?

- Entendi sim. – Respondeu Harry balançando a cabeça e sentindo a raiva ferver seu sangue. – Mas para Draco Malfoy você não é somente um professor não é verdade?

- Draco? Onde Draco se encaixa nessa conversa? – Perguntou Snape confuso.

- Draco? Por que ele não é Malfoy igual eu sou Potter? – Perguntou Harry se afastando. – Não quero mais conversar, tenho que ir para a aula.

Harry se apressou em pegar sua mochila e correr para a porta, mas se esqueceu que os feitiços ainda estavam ativos.

- Deixe-me ir. – Disse tentando girar a maçaneta que ficou imóvel. – Preciso ir para a aula.

- Te darei uma permissão pelo atraso, Flitwick não irá se importar. Você não sai daqui até que estejamos conversados.

- Eu não tenho mais nada para falar com você. Me deixe ir.

- Não. – Disse Snape com sua voz baixa enquanto se aproximava do menino que ainda tentava inutilmente abrir a porta.

- Deixe-me sair, Snape.

- Não até que se explique.

- Não tenho nada para explicar. Não quero falar com você.

- Basta! – Disse Snape agarrando o menino pelos braços e o forçando a olhá-lo. – O que está havendo com você?

- Não está havendo nada comigo, me deixe ir.

- Não até que me explique, até que eu entenda.

- Porque se importa com isso?

- Porque eu me importo com você.

- Mais do que com Malfoy?

Snape respirou fundo e olhou mais uma vez para o menino, Harry tinha os olhos intensos, brilhantes e lacrimosos.

- Estou cansado Harry. – Admitiu Snape o liberando e se aproximando de uma cadeira onde se largou. – Sente-se. – Indicou a cadeira em frente.

Harry olhou para a porta e depois para Snape. Um segundo depois sua mochila estava no chão e ele se sentou na cadeira em frente.

- Acho que ainda temos que esclarecer muita coisa entre nós dois. – Disse Snape entrelaçando os dedos. – Vou tentar lhe explicar as coisas que quiser saber. Basta me perguntar.

- Malfoy. – O nome do sonserino parecia que queria sair apressadamente de dentro de sua boca. – Por que não me contou que era padrinho dele?

- Porque não era para ninguém saber, assim como ninguém devem saber que sou seu guardião. – Respondeu o homem com a voz baixa. – Quando Draco nasceu eu ainda era um comensal da morte, ainda fazia parte de seus súditos e conhecia Malfoy sênior muito bem, ele me protegia na escola, mesmo depois de ter saído. Lucius sempre foi muito influente. Apesar de ser um comensal, eu ainda era muito novo no ciclo e isso me impedia de participar das ordens do Lord. Mas Lucius sempre tinha que estar a frente de tudo junto com Belatriz. Narcisa não participava, mas ficava completamente nervosa e descontrolada. Eu fui chamado para ser padrinho do menino e quando não estava em uma missão para o Lord, estava na casa de Lucius cuidando de Draco.

Harry tinha imensa vontade de falar alguma coisa, mas permaneceu calado.

- Um pouco depois, quando ele tinha apenas alguns meses, eu vim para Dumbledore, pedi seu perdão e sua ajuda com uma coisa que eu havia feito.

- O que era? – Perguntou Harry curioso.

- Nada que você vá saber um dia. É assunto meu e de Dumbledore. Como eu ia dizendo, eu voltei para Dumbledore, mas permaneci no ciclo de Voldemort por dois motivos, um deles que não posso te dizer e o outro era Draco. O Lord estava crescendo no poder e seus súditos estavam cada vez mais atarefados e loucos. Belatriz era completamente desvairada e infernizava a irmã, Narcisa, para que entrasse para o ciclo, mas Narcisa se negava dizendo que era a favor do Lord, mas não poderia fazer isso, pois não tinha coragem o suficiente, preferia ficar o filho. Mentira. – Bufou Snape. – Draco sempre fora abandonado pelos pais e mesmo depois da queda do Lord, Lucius e Narcisa só serviam para dizer ao menino o que ele deveria ser, como deveria agir perante a sociedade, mostrar-se mais forte do que qualquer outro e muito mais importante do que os mestiços ou nascidos trouxas.

- Eu passei anos longe deles. – Continuou como se estivesse perdido em pensamentos. –Quando vi Draco novamente ele era um menino que sentava no banquinho para ser escolhido para sua casa aqui na escola. Ele era mimado, arrogante, egocêntrico e extremamente desagradável como o pai. Mas havia algo nele que custei a perceber. Havia carência, que ele supriu comigo nesses anos e mais ainda quando o Lord voltou e ele se viu preso em suas garras pelo passado do pai. Algumas vezes ele se desabafa comigo, me conta suas duvidas e receios e eu tento ajudá-lo da melhor forma.

- Que bonita história. – Disse Harry dando um sorriso amarelo. – Fico muito contente em saber como você o conhece há tanto tempo e como vocês são amigos de longa data. Muito bom saber que jamais chegarei a esse patamar. Só não entendo porque não pede para ele te chamar de pai.

- Porque não seria a mesma coisa. – Respondeu Snape se curvando em sua cadeira e ficando próximo ao menino. – Será que não consegue entender, Harry, é tão obtuso assim?

Harry estava incomodado com a aproximação de Snape e muito mais com seus olhos intensos e tristes. Não gostava de vê-lo triste.

- O que eu não consigo entender? – Perguntou o menino.

- Que você é mais importante para mim do que Draco, mas não posso sair por ai dizendo isso ao mundo ou demonstrando o quanto quero proteger você de tudo. Eu sou um comensal da morte rodeado de filhos de outros comensais que adorariam contar aos pais que viram o seu professor agir carinhosamente com Harry Potter. Lord Voldemort me usaria de duas formas, ou me mandaria sequestrá-lo e levá-lo para ele, ou me mataria.

- Não! – Exclamou Harry olhando-o pesaroso. – Não, isso não.

- Entende agora que estou com as mãos atadas? Eu quero Harry, eu quero muito poder ver você no final do dia, perguntar se você está bem, escutar você falar o que aconteceu nas aulas, mesmo que seja irritante, eu quero. Mas não posso. Tem espiões na Sonserina que me obrigam a ser exatamente como sempre com você.

- É por isso que você continua me humilhando e me tratando feito um verme nas aulas?

- Acredite, eu não quero mais tratá-lo assim, mas preciso.

- Por que não me disse isso antes?

- Porque você não me deu oportunidade.

Harry baixou a cabeça e sentiu vergonha de si mesmo, por ter agido daquela forma com o homem enquanto ele era obrigado a ser cruel com ele, enquanto sentia o peso de ter alguém o espionando, vendo cada movimento seu.

- Olha pra mim. – Pediu Snape, mas Harry estava envergonhado demais para isso, continuou fitando seus pés. – Eu pedi para me olhar. – Disse Snape ajoelhando-se diante de Harry e fazendo o menino finalmente olhá-lo. – Desculpa.

- Por que você está me pedindo desculpas? – Perguntou Harry confuso. – Fui eu que agi como um idiota.

- Não, você agiu como um filho com ciúmes. E isso foi inédito para mim.

- Draco nunca teve ciúmes?

- Draco não é meu filho. – Disse vendo os olhos de Harry se arregalarem. – Nunca foi.

Harry sentiu seu rosto doer com a intenção de um sorriso que se abriu em seu rosto antes de se jogar nos braços do homem e o apertar fortemente recebendo um abraço mais apertado ainda em troca.

- Me desculpa por não poder ser o pai que você merece. – Pediu Snape. – Acho que estou ficando muito meloso.

- Verdade. – Riu-se Harry. – Mas somente aqui comigo, enquanto estamos sozinhos, na sala de aula você não é assim.

- Não posso ser assim.

- Agora eu sei.

- Melhor ir para sua aula, talvez ainda consiga pegar os últimos cinco minutos de feitiços.

- Posso ficar esses cinco minutos aqui?

- Pode. – Respondeu Snape após pensar um pouco.

Harry sorriu e acompanhou Snape até sua mesa onde o professor se sentou em sua cadeira e puxou alguns pergaminhos para perto. Harry percebeu que eram provas do segundo ano. Viu um pergaminho que estava com um grande numero dois em tinta vermelha no alto.

- Por que você é tão cruel na hora de dar notas?

- Porque os alunos estão acostumados a fazerem trabalhos medíocres e acharem que estão bons. Se eu der uma nota boa para esses alunos, quando chegar os exames eles serão reprovados.

- Então no fundo, você não é tão cruel assim, só está tentando nos ensinar da pior maneira possível.

- Talvez, mas não conte para seus amigos. A senhorita Granger ficaria mais insuportável ainda.

Harry riu e continuou a ver as provas dos outros alunos até que ouviu a sineta tocar indicando a próxima aula.

- Agora preciso ir mesmo. McGonagall não gostará que eu chegue atrasado.

- É professora McGonagall e realmente ela não gostará. Leve isso para ela.

- O que é? – Perguntou Harry pegando um envelope.

- Muito curioso não é mesmo.

- Desculpe, as vezes não posso evitar.

- Eu sei, só irei te contar, porque lhe diz respeito. É o formulário para visitas em Hogsmead. Como seu padrinho morreu e sou seu guardião foi preciso um novo formulário.

- Mas minha guarda não era segredo?

- McGonagall já sabe. Agora vai.

- Está bem, até mais e obrigado.

- De nada.

Harry pegou sua mochila e se adiantou para a porta que abriu rapidamente, mas antes que pudesse sair por ela escutou Snape lhe chamando novamente.

- Se você quiser, pode ir me visitar nos meus aposentos quando for de noite. Mas leve sua capa de invisibilidade.

- Estou ouvindo direito? – Perguntou o menino rindo. – Está me pedindo para violar as regras da escola?

- Cale a boca e suma daqui.

Snape sorriu quando o menino atravessou a porta rindo-se ainda.