Olá pessoal, desculpem a demora em postar, mas minha falya de tempo tá pior que antes... to tendo que cobrir duas meninas no trampo e ai fica difícil neh... mas... aqui está mais um capítulo, espero que gostem... agradeço a todos que me mandaram reviews... Marcya, Daniela Snape, dels76, Countess of Slytherin e Renata... valeu gente
Capítulo 19 –Quadribol – Sonserina x Grifinória
Definitivamente aquela conversa fora decisiva para o relacionamento de Harry e Snape. Depois que saiu do escritório do mestre de poções Harry estava muito mais leve e até mesmo deu um leve sorriso para a professora McGonagall quando chegou atrasado na aula e recebeu uma pequena bronca pelo atraso, a professora franziu a testa para seu sorriso, mas Harry não se importou, estava contente naquele momento e muito pouca coisa poderia retirar sua felicidade.
De fato o restante dos dias foram muito melhores em seu ponto de vista, até mesmo na aula de poções aguentar as humilhações do professor foi muito mais fácil do que pensara, agora que sabia que era apenas uma encenação da qual ele compartilhava gentilmente não deixando duvidas a ninguém de que aos olhos dos outros Harry Potter e Severus Snape se odiavam como se fossem água e óleo, algo tão constantemente diferente em seus elementos básicos que jamais se ém por dentro de cada um crescia cada vez mais o carinho que os acalentava em momentos como aqueles em que as palavras ferinas saiam da boca de Snape e mais ainda quando algo importante acontecia e eram obrigados a guardar para si enquanto não podiam se ver devido o grande volume de deveres que Harry tinha para fazer que o obrigava a ficar trancado na torre da grifinória sem a menor possibilidade de ir para as masmorras como começara a fazer após a permissão de Snape.
Finalmente os deveres deram uma trégua para o menino e ele pôde distanciar sua mente dos livros e pergaminhos e se dirigir embaixo da capa de invisibilidade para as masmorras após o jantar. Como ainda não era o horário de se recolher o menino teve muito trabalho para andar naqueles corredores frios, pois havia muitos alunos que iam e vinham da sala comunal da Sonserina para o salão principal. Após o que lhe pareceu muitos minutos conseguiu chegar até a porta da sala de Snape e esperou o momento certo para bater, conseguiu dar três batidas baixas quando um estudante passou perto de si e espirrou. Alguns segundos depois Snape abriu a porta e olhou desconfiado para os alunos que estavam ali fora franzindo a testa sem entender quem o incomodara.
- Sou eu, Harry. – Disse Harry baixinho.
Snape não fez nenhum sinal de que tivesse entendido, mas deu espaço para que o menino entrasse enquanto ainda olhava a movimentação nos corredores. Depois do que lhe pareceu ser tempo o suficiente para que Harry entrasse, fechou a porta e se virou olhando para sua sala exatamente como estava antes de abrir a porta.
- Agradeceria se tirasse a capa.
- Desculpe. – Pediu Harry despindo a capa e a dobrando. – As vezes esqueço que estou com ela.
- Imagino que se sinta assim mesmo, considerando a grande quantidade de noites em que perambulou pelo castelo vestido com ela.
- Não foram tantas noites assim. – Disse Harry sorrindo. – Só umas quatro vezes por semana.
- Eu deveria lhe dar uma detenção.
- Ah, qual é pai. São só algumas fugidas da sala comunal. Algumas vezes preciso pensar e lá é muito cheio.
- Acho que posso imaginar como se sente.
Harry colocou a capa em cima de uma cadeira próxima e se sentou na mesa do homem que levantou uma das sobrancelhas e cruzou os braços.
- Saia de cima da minha mesa, imediatamente. – Vociferou entre dentes.
Harry bufou e saiu de cima da mesa ficando parado ao lado da mesma e olhando para Snape.
- Amanhã tem quadribol. – Disse quando o homem começou a juntar os papéis que certamente eram mais trabalhos e provas que deveriam ser corrigidos.
- Eu sei. – Disse Snape enquanto erguia os papeis nos braços. – Pegue sua capa e me siga.
Sem dizer mais nada ou dar qualquer maior explicação, Snape foi em direção a porta e a abriu quando Harry sumira de suas vistas. Após alguns segundos sentiu o roçar do pano da capa em seu braço indicando que o menino já saíra da sala. Rapidamente Snape passou pelos alunos no corredor com Harry atrás de si protegido contra qualquer possibilidade de se esbarrar em alguém,pois nem mesmo os alunos da Sonserina se atreviam a chegar muito perto de Snape. Quando chegaram ao final do corredor parou diante de uma porta de madeira muito antiga e entalhada com desenhos estranhos, mas que no todo a fazia ser muito bonita ainda que imponente e desse a impressão de que guardava algo muito sério dentro. Parecia, assim pensou Harry, com o seu ocupante. Snape afinal era a máscara da seriedade e imponência. Trazia em seu semblante o temor e dava a clara impressão de que não deveriam nunca chegar perto dele, pois havia algo de ruim ali. Porém, e agora Harry podia dizer com toda a certeza, Snape não era tudo isso que todos, inclusive ele, sempre imaginaram.
Assim que Snape fechou a porta Harry despiu a capa e deixou escapar uma exclamação audível ao se ver em uma grande sala com um sofá e duas poltronas diante de uma confortável lareira. As paredes eram repletas com estantes e livros diversos que Hermione adoraria ler. Havia uma mesinha no meio da sala em cima de um tapete muito bonito e aparentemente confortável. Snape se adiantou e sentou-se em uma das poltronas indicando a outra para que o menino se sentasse. Harry obedeceu, mas ainda observava atentamente o ambiente. Viu que no fundo havia duas portas. Uma era provavelmente do quarto do professor, mas não conseguia imaginar o que fosse a outra, dificilmente seria um banheiro visto que esse estaria dentro do quarto.
- Seus aposentos são muito bonitos.
- Obrigado.
- Imagino como devem ser os dos outros professores. São assim também?
- Tenho cara de que fico entrando nos aposentos dos outros?
- Não, claro que não. – Apressou-se a dizer Harry. - Desculpe-me.
- Tudo bem, só tome cuidado com o que fala ou pergunta. Ainda sou seu professor.
- Certo, senhor.
Snape não parecia bravo, apenas levantou-se e se dirigiu ao bar que ficava em um canto da sala. Dali retirou duas taças e entregou uma para Harry.
- O que é isso? – Perguntou o menino não acreditando que estava recebendo bebida das mãos de um professor.
- É cerveja amanteigada. Acredito que goste, vocês adolescentes adoram tudo que é doce. – Disse Snape levantando uma sobrancelha e se sentando novamente com um copo preenchido com um liquido marrom escuro que com certeza era bem mais forte do que sua gostosa cerveja amanteiga.
Durante alguns minutos os dois ficaram apenas tomando seus líquidos em silêncio, mas então Harry o quebrou perguntando a primeira coisa que viera em sua mente.
- Como que um dementador nasce?
Snape, que não estivera esperando uma pergunta estranha dessa, quase se engasgou, mas logo se recompôs e sorriu divertido levando seu copo para a mesinha e o depositando em cima de um apoio de copo.
- Os trabalhos são passados com um objetivo, Harry. Fazer com que suas cabeças pensem nas respostas e possam por si só chegar a solução de alguma coisa. Não vou te falar a resposta.
- Droga. – Exclamou Harry visivelmente chateado por não ter conseguido roubar uma resposta de Snape.
- Não temos muito tempo. – Disse Snape olhando para o relógio. – Tenho uma reunião com Dumbledore, só queria te entregar uma coisa.
Snape se levantou e foi até uma das portas do fundo, Harry se esticou na poltrona para ver melhor, mas não conseguiu ver nada além de uma sombra negra e difusa na escuridão do recinto. Logo Snape voltou carregando duas coisas na mão, um embrulho e um vidro de poção.
- Tome. – Disse entregando as duas coisas para o menino.
Harry rapidamente abriu o embrulho que fora posto em suas mãos e soltou uma exclamação quando viu ali dentro uma belíssima capa vermelha que rapidamente retirou e se levantou para deixá-la mais esticada. Era realmente muito bonita, vermelhacom detalhes em dourado. Seu nome vinha atrás junto com o numero sete, seu numero no time de quadribol.
- Uau! Mas por quê?
- Senti vontade,nunca comprei um presente para alguém e achei muito apropriado.
- Obrigado, vou usá-la no próximo jogo, mas e essa poção?
- É a poção do sono sem sonhos para que possa dormir bem antes do jogo.
- Por que está me dando isso? Você torce para a Sonserina, não quer realmente que a Grifinória ganhe.
- Não, mas quero que apanhe o pomo.
Snape levantou a sobrancelha para o menino quando ele ia falar alguma coisa, no fim Harry apenas agradeceu e guardou os presentes em um canto.
- Que bom que gostou. Receie que não gostasse, não tenho prática para comprar nada para os outros. – Confessou o professor.
- Você nunca deu um presente para alguém?
- Não.
- Por quê?
- Eu nunca fui considerado o que se chamava de pessoa amigável. Nunca tive amigos.
- Teve sim, você me disse que tinha uma menina.
- Sim. – Respondeu Snape mudando o semblante. – Tinha uma amiga, mas agora está ficando tarde. Melhor ir para seus aposentos.
- Tudo bem.
- Boa sorte no jogo de amanhã.
- Obrigado, pai.
Harry arrumou suas coisas e se levantou indo diretamente para a porta, colocou sua capa e rumou porta a fora com um sorriso no rosto. O jogo do dia seguinte seria muito bom.
De fato parecia que tudo estava melhor do que nunca. O dia estava claro e sem muito sol o que lhe dava muitas vantagens contra Sonserina. Os jogadores estavam sorridentes e bem dispostos, principalmente ao descobrirem que o capitão da Sonserina estava doente e não poderia jogar.
- Fui eu. – Disse a voz de Gina ao seu lado. – Enfeiticei os doces da mesa da sonserina antes deles entrarem no salão para o café da manhã
Harry sorriu quando a menina se sentou ao seu lado, Gina estava com os cabelos caídos sobre seu rosto emoldurando-o de uma forma que o deixava contemplar suas feições perfeitas que somente agora percebia como eram bonitas. Hermione olhou para Gina com uma mistura de admiração e repreensão e parecia tentar pensar no que deveria fazer, elogiar ou repreender a menina pelo que fizera, afinal, era monitora. Mas a chegada de Rony com um sorriso no rosto fez com que ela se esquecesse temporariamente suas obrigações de monitora.
Após um café reforçado, que Rony dispensou por medo de vomitar, a equipe saiu do salão sob vaias e aplausos, muito mais aplausos devido as outras casas também torcerem pela Grifinória. Harry liderava o grupo até o vestiário onde colocou sua nova capa e escutou as exclamações dos colegas.
- Harry! – Exclamou Katie. – Onde comprou uma capa assim? É linda e de um tecido muito caro. Resistente ao frio e calor, para rasgar algo assim é muito difícil e é extremamente leve. Uau.
- Eu pensei que fosse somente uma capa. – Disse Harry surpreso.
- Não é somente uma capa, é uma das melhores capas feitas para os jogadores de quadribol, acredito que somente os grandes jogadores tenham uma assim.
- Talvez isso seja um aviso. – Disse Gina também admirando a capa. – De que vai se tornar um grande jogador, Harry.
Harry sorriu para a menina e sentiu dentro de si um monstro despertando suavemente enquanto sentia o perfume floral que a menina exalava.
- Certo. – Disse após perceber que a olhava abobado. – Vamos então.
A equipe saiu do vestiário e rumou para o campo. Todos os alunos estavam presentes, Sonserina estava como sempre vestida de verde e vaiando a Grifinória em um lado das arquibancadas, porém todo o restante das arquibancadas estava preenchido pelos alunos que cantavam alegremente "Weasley é nosso rei". Harry sorriu quando conseguiu achar entre a multidão de sonserinos hostis o professor de poções sentado entre alguns pais que foram assistir, incluindo Narcisa Malfoy que não parecia nada feliz por estar ali. Seu semblante era ao mesmo tempo tedioso e irritado.
Quando Madame Hooch tocou o apito Harry levantou vôo erguendo-se no céu mais alto que todos os outros jogadores, seus olhos procurando o pomo de ouro. Malfoy logo emparelhou com ele e começou sua onda de insultos, porém Harry não queria ouvir nada daquilo, queria apenas procurar o pomo e terminar com o jogo o quanto antes, assim poderia comemorar com os amigos e quem sabe passar um pouco mais de tempo com seu pai.
- E ai cicatriz, pronto para perder?
- Desde quando eu perco para você, Malfoy? – Respondeu Harry sem retirar os olhos do campo. – Trouxe sua mamãe para ver você perder?
- Pelo menos eu tenho mãe, não é mesmo, Potter.
Harry finalmente desviou os olhos do campo e os prendeu em Malfoy. Sempre odiou as insinuações do sonserino de que não tinha pais e que ele tinha. Queria tanto enfiar um soco na cara de Malfoy que nem ao menos viu que a Grifinória já estava com quarenta pontos contra zero da Sonserina.
Após o que lhe pareceu muito tempo em que ficara ziguezagueando pelo campo em busca da bolinha vermelha e ouvindo os insultos de Malfoy, Harry finalmente avistara o brilho dourado do pomo e saíra em disparado atrás dele com Malfoy em seu encalço.
- Aposto como seu pai adorava aquela sangue ruim. Urgh, não imagino como era nojento tocar na pele dele, deveria ser repulsivo demais. Seu pai era realmente um retardado.
Harry sentiu a bolinha ficar presa em seus dedos no mesmo momento em que uma explosão de ódio aconteceu dentro dele. Sem nem saber como fizera isso, Harry fechou a mão com o pomo dentro e deu uma virada brusca na vassoura e meteu o soco no nariz do sonserino sentindo-o quebrar. Malfoy se desequilibrou da vassoura e começou a cair. A fúria de Harry só deu uma trégua quando ouviu o grito estridente de Narcisa Malfoy que nesse momento agarrara-se com força ao braço de Snape, esse apontava a varinha para o menino que caia e recitava um encantamento que decerto fora o mesmo que Dumbledore usara em seu terceiro ano quando fora derrubado da vassoura pelos dementadores.
- Dessa aqui, agora! – Gritou Madame Hooch que estava ao lado de Malfoy no chão. O menino estava desacordado. – Você está expulso do jogo. – Gritou a mulher.
- Mas não foi intencional. – Mentiu Harry. – Eu agarrei o pomo e quando me virei para comemorar Malfoy estava bem atrás de mim. Eu não vi.
Madame Hooch parou um momento o que estava fazendo e olhou para o rosto de Harry, ele desejava que a mulher não fosse experiente em Legimencia o que se mostrou ser verdade, pois ela olhou para sua mão com o pomo e se ergueu gritando que Grifinória havia ganho a partida. Os jogadores da sonserina gritavam em protesto xingando e até fazendo gestos obcenos.
- Basta! – Gritou uma voz energicamente furiosa.
Harry olhou para o dono daquela voz e sentiu seu estômago despencar. Snape vinha com o rosto talhado em pedra. Parecia extremamente furioso, mais do que o normal e seus olhos perfuravam os seus.
- O que aconteceu, Potter? – Harry encolheu, era muito pior ouvir Snape falar naquele tom com ele agora que se importava.
- Foi um acidente, professor Snape. – Disse Madame Hooch. – Alguém aqui se exaltou na hora de comemorar. Ei, vocês, parem de brigar.
Snape desviou os olhos lentamente de Madame Hooch que fora separar uma briga entre os jogadores da Grifinória e da Sonserina e os postou em Harry. Havia ali tanta fúria e aborrecimento que Harry desejou que sua capa fosse a prova dos olhares de Snape também, porém não era então se via obrigado a permanecer encarando-o e sentindo o medo perpassar seu corpo.
- Pai... – Sussurrou Harry bem baixinho. – Desculpa.
- Suas desculpas não são suficientes. Vá para meu escritório e me espere lá.
Harry assentiu e saiu de cabeça baixa do campo levando sua firebolt consigo. Deu sorte de não haver nenhum sonserino nos corredores ainda, caso contrário seria linchado por eles. No fim acabou chegando ao escritório do professor onde se sentou e esperou remoendo as palavras de Malfoy em sua cabeça. Após dez minutos a porta se abriu e fechou atrás de si. Passos lentos foram ouvidos enquanto Snape andava até parar na sua frente. Quando o homem o olhou Harry desejou abrir um buraco no chão e sumir, pois Snape não o olhava com ódio, ou raiva ou até mesmo fúria. Nos olhos negros dançava o desapontamento.
