Olá pessoal, olha eu aqui de novo, segue novo capítulo, espero que gostem...

Quero agradecer pelos reviews que me mandaram... você são o Maximo

Geraldina: espero não ter demorado muito para postar, espero mais ainda que goste do cap. Bjusss

PandoraMaria: que bom que te deixei com todos esses sentimentos, isso me faz crer que estou conseguindo meu objetivo... Draco é dificil para eu escrever, mas acho que estou fazendo um bom trabalho. Espero que goste do próximo cap.

Daniela Snape: Ta vendo, nem demorei muito, espero que goste deste cap Tb.

Capítulo 37 – A proposta de Dumbledore

Ele já estava acordado há vários minutos, mas não se movera um único milímetro. Nem mesmo a vontade opressora de ir ao banheiro o fez se mover. Para ser sincero consigo mesmo tinha medo de que ao dar as costas para aquela imagem ela simplesmente desaparecesse confirmando que tudo não passara de ilusão. Respirou fundo e olhou para o rosto sonolento mais uma vez.

Vany ressonava tranquilamente, estava deitada de costas com os braços levantados em direção ao travesseiro, seus dourados cabelos banhavam os lençóis com seu brilho bagunçado. O lençol branco cobria seu corpo nu, mas não impedia os olhos negros que vagavam pelas curvas esguias. Devagar levantou o pano afastando-o e expondo-as ao seu bel prazer. No primeiro momento sentiu uma tremenda vontade de beijar cada centímetro daquele monumento, mas depois ficou apenas admirando a perfeição deitada ao seu lado.

Se alguém algum dia lhe contasse que faria amor com uma mulher tão linda como aquela com certeza a pessoa iria direto para o ST'Mungus com um diagnostico de loucura crônica, mas a loucura realmente aconteceu, fizera amor com aquela mulher, aproveitara todos os benefícios de dar e receber prazer. Lembrou-se do receio sentido na noite anterior quando Vany começou a desabotoar seu casaco enquanto tinha o olhar fixo ao seu, por um momento pensou em impedi-la e fugir. Não que fosse virgem, isso ele não era, mas as trepadas dadas em mulheres da vida que nem mesmo de dava o luxo de falar o nome em nada podia se comprara ao que acontecia com os dois. Não era somente colocá-la de quatro e meter com força até gozar e deixá-la dolorida no chão. Com Vany era amor.

Por isso quando seu casaco e camisa foram ao chão ele agradeceu mentalmente por ela não fugir correndo de si e nem condená-lo por seu olhar amedrontado como se fosse um adolescente na puberdade. Sorrindo de canto passou o dedo de leve pelo rosto dela afastando uma mecha, Vany se mexeu se aproximando de si e o abraçando. Snape soltou a respiração e abraçou a cintura dela que continuou a dormir enquanto as imagens da noite mágica voltavam aos poucos.

Como fora tolo por ter medo de não fazer as coisas certas, não ser carinhoso o suficiente, não tratá-la adequadamente. Tolo. Simplesmente não havia como não ser perfeito. Vany era deliciosamente linda e despertava em si o maior desejo de todos, o desejo de amá-la, acarinhá-la, satisfazê-la. A todo toque houve carinho, a todo beijo houve desejo e quando os corpos finalmente se tornaram um só o que houve foi o amor que fez com que os dedos se entrelaçassem e os olhos não se deixassem. Snape amou e, pela primeira vez, compreendeu a amplitude de seus sentimentos deixando-se ser amado saboreando o doce sabor de seu nome gritado entre o gemido do ápice.

Agora não queria deixá-la, não após passar por essa experiência que jamais pensou que teria. Seja lá o que o futuro reservava para esse ex comensal e para a viúva do traidor, eles estariam juntos.

- Juntos. – Sussurrou beijando os lábios da mulher antes de abraçá-la mais forte e voltar a dormir sentindo seu perfume.

Ao abrir os olhos novamente percebeu que seu coração estava disparado e sua mão tremia. Seus olhos piscaram fortemente o fazendo lembrar o horrível pesadelo que tivera. As imagens eram tão vividas, misturando passado com futuro, que o deixava com duvidas de ser ou não apenas um pesadelo. Quando conseguiu controlar a respiração olhou para a cama e percebeu-se sozinho. Não havia Vany ao seu lado. Rapidamente se levantou vestindo apenas a calça do pijama. Chamou por ela, mas não houve resposta, foi até a sala e nada, se dirigiu para o banheiro, mas tão pouco encontrou-a. Uma dor aguda bateu em seu peito.

Ela fora embora.

- É claro que foi embora. – Disse olhando seu próprio reflexo no espelho. – Seu idiota. Como pode acreditar que ela queria algo com alguém como você, Snape? Alguém como eu? – Sussurrou passando a mão pelos cabelos escorridos e descendo até as primeiras cicatrizes do peito. – Um velho, marcado, acabado, um nada.

O vidro quebrou-se rasgando a pele de sua mão, mas a dor dos cortes em nada se comparava com a dor em seu peito ao lembrar-se de como amou Lilian, como entregou sua alma para ela e ela o abandonou e agora, depois de anos, depois de finalmente convencer-se que morreria sozinho pagando a divida da morte de Lilian, chega Vany arrancando todos os cadeados de sua prisão e instalando-se devagar em seu peito despertando os sentimentos malditos só para depois ir embora.

Quem era ele agora? Ninguém, nada. Olhou para o braço esquerdo onde ao invés da marca via-se apenas as veias sob a pele pálida. Do que adiantara lutar contra o feitiço da marca se o único motivo para ficar fora Vany como sua família, uma possível esposa para amar eternamente, alguém que poderia lhe dar filhos e dormir e acordar ao seu lado todos os dias, para toda a eternidade. Vany lhe deu a benção dos sonhos e agora o deixou com os pesadelos, assim como Lily.

- Severus.

Snape nem reparara que caíra de joelhos sobre os cacos de vidro, estava tão confuso que as coisas só começaram a se estabilizar quando olhou para cima e viu Vany com uma bandeja de comida na mão olhando estupefata para o homem ajoelhado.

- Você foi embora. – Sussurrou Snape baixando a cabeça. – Foi embora como ela.

Vany ainda estava abismada com o que via e principalmente com o que ouvia. Snape estava mais do que arrasado, parecia prestes a ruir. Devagar pôs a bandeja no chão do banheiro e se aproximou do homem abaixando-se com cuidado.

- Severus, o que está acontecendo com você? – Perguntou Vany acariciando os cabelos negros. – Vamos sair daqui, preciso tratar essas feridas.

Snape não contestou, apenas levantou e a seguiu até a sala de estar sentando em sua poltrona. Vany foi até seu armário de poções e voltou trazendo em sua mão um vidrinho com essência de ditamno. Com cuidado a mulher aplicou a essência nos ferimentos vendo-os fechar aos poucos. Quando a ultima linha da cicatrização foi a única coisa que restou ela entrelaçou seus dedos aos dele e olhou em seus olhos tão negros que lhe intimidava.

- O que aconteceu?

- Você foi embora... como ela.

- Severus, eu não fui, estava na cozinha com os elfos pegando um pouco de comida. – Vany estendeu a mão e tocou o rosto dele com carinho. Snape fechou os olhos e suspirou. – Eu não sei o que ela fez com você, não sei o motivo real de suas feridas. – Snape abriu os olhos e viu lágrimas escorrerem por aquele rosto perfeito. – Mas eu juro que se pudesse daria todo o tempo restante da minha vida para curá-las.

Snape franziu a testa e limpou a lágrima da bochecha dela. Vany segurou sua mão a levando até os lábios e a beijando delicadamente antes de subir no colo dele abraçando seu ombro e encostando testa com testa.

- Deixa eu te curar, Severus. – Pediu a veela recebendo como resposta uma boca esfomeada que lhe beijou docemente ao mesmo tempo que mostrava a extrema necessidade de tê-la em suas mãos.

Vany soltou um pequeno grito de surpresa quando Snape a pegou no colo e a levou até diante da lareira a deitando sobre o tapete. Suas mãos passeavam pela pele macia sentindo os dedos vibrarem pelos toques. Com agilidade a ergueu nos braços se ajoelhando e retirando a camisola de seda que ela usava. Quando o corpo nu dela foi banhado pela luz das labaredas que dançavam na lareira e as mãos femininas enterraram-se em seus negros cabelos, Snape se inclinou e beijou o colo dela exatamente onde batia o coração sussurrando diretamente para ele com a esperança de que suas palavras se embrenhassem em seu coração como a presença dela havia se instalado em sua alma.

- Apenas fique comigo.

O abraço da mulher foi forte e profundo. Suas unhas quase adrentavam a pele dele causando-lhe novas marcas, suas marcas, diretamente em Snape apenas para mostrar que não havia mais volta, ela não iria embora, jamais. Ela já o amava.

- E ai, está nervoso?

- Dou aula para cabeças ocas como você há mais de quinze anos, Harry. O único motivo para ficar nervoso é saber que terei que aturar acéfalos destruindo caldeirões novamente.

- Pai. – Chamou Harry fazendo Snape finalmente o olhar. – Sei que já deu aulas, eu mesmo já sofri bastante nas suas injustas mãos. – Snape ergueu a sobrancelha de uma forma que Harry resolveu ir por um caminho mais seguro. – Acontece que agora muitos sonserinos sabem que você deveria estar morto e na verdade está bem vivo.

- A maioria dos sonserinos não sabem que os pais são comensais e os que sabem provavelmente agirão normalmente. Acredite, nenhum deles vai sequer se atrever a olhar para mim.

- Como pode ter tanta certeza disso?

- O Lord das Trevas não atura traição. Seu castigo pra tal é a morte. Eu o trai e ainda estou vivo. Provavelmente ele vai desejar me matar pessoalmente. Qualquer tentativa dos sonserinos em me machucar será malvista pelos olhos do Lord.

- Por que você ainda o chama de Lord? Já não tem a marca, pode chamá-lo de Voldemort.

- O nome do Lord é amaldiçoado, você não sente, pois seu coração é puro e jamais foi corrompido, mas todos os marcados sentem a dor intensa do atrevimento de falar o nome dele e era automaticamente convocado para uma conversa particular afim de saber o motivo de seu nome ser dito. Mesmo sem a marca em meu braço não consigo desvencilhar de velhos hábitos.

Snape se levantou da poltrona e colocou a capa negra suspirando de alivio ao sentir o pano se moldar tão perfeitamente em seu corpo. Era hora de voltar para sua vida.

- Vou para minha aula. – Disse Harry colocando a mochila nas costas. – Até mais.

- Até mais o que, senhor Potter? – Perguntou Snape com olhos frios.

- Pai, pensei que tínhamos concordado de que eu não precisaria mais esconder nosso relacionamento já que Voldemort quer você morto tanto quanto eu.

- Isso não quer dizer que pode faltar com respeito ou agir como bem quiser. Ainda sou seu professor.

- Desculpe, professor Snape. – Disse Harry sem jeito. – Com licença.

Aquele dia foi com certeza mais fácil do que poderia imaginar, apesar de muito estranho. Os alunos nem mesmo ligavam para sua presença, claro que havia olhares atravessados daqueles que sabiam a verdade, mas não houve palavras sobre o ocorrido. Aos poucos sentiu-se voltar ao controle de seus atos sendo o morcego rabugento da masmorra como sempre.

Não houve nenhum aviso do Lord das Trevas que contivesse alguma informação importante. Draco, cada vez mais forte em sua Oclumência, sempre voltava abalado das reuniões e Snape sabia bem o porque. Tomar seu lugar perante o Lord como seu braço direito significava participar das loucuras daquele ser. Até aquele momento Draco se mantinha forme e apenas assistia as atrocidades que o Lord causava com os inocentes. Snape temia o dia que de fato o menino precisasse agir, não queria que ele se afundasse naquele negror, na lama preta que o puxava cada vez mais para o fundo grudando em sua pele como areia movediça. O único alívio que tinha era saber que no dia que isso acontecesse Draco estaria muito bem amparado. Harry cumpria sua palavra e sempre aparecia para dar apoio ao menino, postar sua mão em seu ombro e mostrar que estava ali para ouvi-lo, ainda que nenhuma palavra tivesse saído de Draco durante todo aquele tempo.

- Obrigado pelas informações, senhor Malfoy. Foram de grande ajuda. Iremos providenciar a segurança da professora de estudos dos trouxas e a subsecretária do Vice Ministro, caso Voldemort ameace fazer algo contra elas nós saberemos.

- E quanto a segurança de meus pais?

- Acredite em mim, senhor Malfoy. Seus pais estarão em plena segurança, já tenho as pessoas certas avisadas para que, independente de como for o resultado de nosso plano, assegurem seus pais quanto ao apoio do Ministério e principalmente da Ordem.

- O senhor acha que algo pode dar errado? – A voz de Draco vacilou. Dumbledore o estudou com olhinhos indecifráveis antes de respondê-lo.

- Não, senhor Malfoy, nosso plano é seguro. Como lhe expliquei anteriormente, há uma poção poderosa, criada há quase tanto tempo quanto os primeiros bruxos na terra. Eu demorei anos para encontrar o manuscrito dessa poção, mas há uns dois anos eu encontrei e eu mesmo fiz a poção que inibira o feitiço da morte permitindo que eu permaneça vivo enquanto finjo estar morto.

Dumbledore viu Draco duvidar de sua ideia a principio, mas depois aceitar e até mesmo agradecer e fazer surgir em seus olhos a esperança. Por uma fração de segundo odiou-se por usá-lo daquela maneira, talvez Snape estivesse certo e tudo aquilo fosse apenas loucura de um velho, mas depois esqueceu-se desses pensamentos e apenas concentrou-se em sorrir para o menino. Tudo que estava fazendo era para o bem maior, no final todos entenderiam.

- Obrigado por tudo, senhor Malfoy, mas creio que nossa reunião acabou, tenho que me encontrar com outras pessoas.

- Claro, diretor. – Disse Draco se levantando. – Obrigado mais uma vez.

- De nada, meu rapaz.

Draco saiu deixando o ancião olhando para a pesada porta de madeira enquanto pensava no breve futuro pela frente, pensamentos que logo foram interrompidos pelas batidas na porta.

- Entre.

- Com licença diretor. – Disse Snape abrindo a porta e entrando sendo seguido por Vany. – Nos chamou?

- Ah, sim, por favor, sentem-se. – Pediu Dumbledore indicando as cadeiras a frente de sua mesa. – Quero saber como andam as coisas, não tive oportunidade de conversar decentemente desde que as aulas começaram.

- Como se você já não soubesse de tudo. – Resmungou Snape.

- Deixe de ser rude, Severus. – Pediu Vany tocando gentilmente em seu braço. – Tudo tem sido maravilhoso, diretor. Realmente agradeço muito por ter permitido minha estadia na escola, finalmente posso dormir em paz sem medo que alguém invada minha casa e pegue minha Riley.

- Ou não dormir, não é? – Sorriu o ancião deixando a mulher corada. – E como está seu estágio com Madame Pomfrey?

- Maravilhoso. Eu me sentia muito inútil e inconveniente ficando aqui na escola com minha filha sem pagar de alguma forma.

- Vocês são muito bem vindas, minha querida, não há problema nenhum em hospedá-las aqui pelo tempo que for necessário.

- Eu sei, diretor, e novamente sou muito grata, mas a oportunidade de ser ajudante da Madame Promfrey é uma forma de agradecer pela oportunidade de ficar aqui. Eu já sabia algumas coisas sobre medibruxaria, mas agora comecei a aprender como cuidar diretamente do paciente e Madame Promfrey é muito gentil me ensinando todo o conhecimento dela. – O sorriso na voz de Vany era realmente muito contagiante, seu poder de sedução atingia todos a sua volta, Snape não conseguia desviar os olhos de seu rosto, os quadros ficavam babando por sua imagem e até mesmo Fawkes estufou o peito para se mostrar, apenas Dumbledore era imune ao seu charme. – Fora que Riley amou morar aqui, então se eu tivesse que sair seria muito ruim, ela ama a escola e mais ainda ficar com Hagrid cuidando das criaturas que ele chama de bichinho.

- Ah sim, Hagrid comentou comigo sobre isso, ele adora a menina e pensa que ela será sua substituta futuramente.

- Riley jamais desperdiçará seus talentos tornando-se guarda caças como aquele idiota. – Rosnou Snape olhando furioso para Dumbledore. – Eu não permitirei.

- Calma, Severus. – Riu-se Dumbledore. – Sei que seu lado paterno está gritando, mas não precisa ser tão protetor com a pequena, estamos apenas brincando. – Snape virou os olhos. – Falando em lado paterno, como andam as coisas com Harry?

- Não há como estarem melhor.

- Até que enfim, após passarem por tantas coisas estava mais do que na hora de se acertarem de vez. Lembre-se que agora não haverá problemas em demonstrarem-se como pai e filho. Você não é mais comensal e aqui estão devidamente protegidos. Inclusive. – Agora o sorriso sacana no rosto de Dumbledore aumentou enquanto vagava o olhar entre Snape e Vany. – Acho que não será necessário esconder o romance de vocês.

- O que? – Perguntou Snape olhando-o surpreso. – Do que está falando seu velho senil?

- Severus? Como pode falar assim com o diretor? – Perguntou Vany indignada.

- Não se preocupe, minha querida. – Disse Dumbledore calmamente. – Severus odeia quando eu falo abertamente de qualquer coisa que aconteça com ele em relação aos seus sentimentos. Mas a verdade é que já faz meses que ambos vivem como um casal de namorados.

- Bem, isso é verdade diretor. – Respondeu Vany sustentando o olhar homicida de Snape. – Eu e Severus estamos juntos há algum tempo.

- Então não vejo o porque você não se mudar para os aposentos de Severus. Podemos aumentá-lo magicamente e incluir um quarto para Riley.

- E para o Harry também. – Sussurrou Snape que se levantara recusando-se a compartilhar daquela conversa cheia de risos, mas gostando do que ouvia. – Ele é meu filho, se Riley terá um quarto em meus aposentos, ele também terá.

- Claro, claro, Severus. – Disse Vany também se levantando e caminhando-se até o homem fazendo-o a olhar. – Mas você tem alguma noção do que isso vai significar? Severus estamos ficando juntos há alguns meses e é maravilhoso, eu não quero que isso acabe. Se eu me mudar para seus aposentos, se o expandirmos, nós seremos mais do que apenas namorados, Severus. Seremos uma família e eu preciso ter certeza que você quer isso também.

- Você não quer?

- Eu quero, eu quero muito, Severus. Eu já disse que quero fazer parte da sua vida para sempre, eu digo isso quase todos os dias para você. – Disse Vany postando as mãos em seu peito. – Mas isso não se refere apenas a mim. Se morarmos juntos seremos mais do que um casal para a Riley, seremos pais. Eu te amo, Severus. – Snape arregalou os olhos, aquela era a primeira vez que Vany lhe dizia aquelas palavras, elas entraram em si esquentando sua alma, nem mesmo importava a presença de Dumbledore. – Mas não posso arriscar deixar que Riley te veja como um pai se houver qualquer possibilidade de isso dar errado.

- Alvo. – Chamou Snape olhando fundo nos olhos claros da mulher. – Faça a expansão em meus aposentos.

O sorriso de Vany iluminou o escritório e mais ainda o coração de Snape, sem que o homem esperasse a mulher o puxou para um beijo que foi devidamente aplaudido pelos quadros bisbilhoteiros. Ao se separarem Snape tinha a intenção de ralhar com a mulher, mas a felicidade dela era tão grande que não foi possível.

- Vou chamar a Riley e contar a novidade.

- Senhorita Smean, eu fico muito feliz pelo casal, mas talvez seja melhor que Severus vá buscar a pequena Riley, preciso conversar um assunto importante com a senhorita. – Snape franziu a testa, se Dumbledore queria conversar com Vany sozinho isso não era bom sinal. – Pode ir Severus, senhorita Vany, por favor, sente-se novamente.

Snape olhou intensamente para Dumbledore antes de sair, o diretor sabia que Snape estava desconfiado, ele era um homem muito inteligente e o conhecia bem para saber que havia algo por trás de sua conversa.

- O que o senhor precisa? – Perguntou Vany.

- Senhorita Smean, o que eu preciso é um favor muito grande. Acho melhor lhe explicar desde o começo.

- Por favor.

Dumbledore contou todo o enlace da possível guerra, da maldição contida no anel de Gaunt, da aproximação de sua morte e da tarefa de Draco. Vany escutou tudo com atenção e entendeu talvez mais do que Dumbledore pensou que ela entenderia. O sorriso em seus lábios sumiu aos poucos e seus olhos esfriaram ao ponto de quase congelarem.

- Vejo que já entendeu o que estou te pedindo.

- Sim, eu entendi, sim senhor. – Disse Vany se levantando. – Só não imaginava que tivesse a coragem de me pedir isso sabendo o que me custaria. Eu vou embora. – Vany nem mesmo pediu licença, somente se dirigiu até a porta e girou a maçaneta.

- A escolha é sua senhorita Smean, mas sabe quais são suas chances caso sua resposta seja não. Se me ajudar eu poderei ajudá-la e dar toda a proteção que precisa, se não me ajudar a visão terá mais chances de se realizar. Você sabe disso.

Os olhos de Vany marejaram enquanto imagens de um antigo sonho apareceram a sua frente, seu coração bateu mais forte, ela os fechou com força e engoliu a dor da dúvida.

- Como eu disse, a escolha é sua, senhorita Smean.