Naruto não me pertence, nem a história!
Sasuke observava Hinata, que parecia se divertir pela primeira vez em muitos anos. Ela elogiara a comida e apreciara o vinho com um prazer digno de ser admirado. Naquele momento, parecia completamente relaxada, observando as estrelas.
Estava a ponto de desistir do café que havia pedido meia hora atrás. Embora o ambiente do bar fosse perfeito, o serviço era muito lento. Cortar gastos antes de uma venda era uma estratégia comum no mundo dos negócios, Sasuke concluiu para si.
Estava na hora de dançar com Hinata, decidiu. A música que vinha do bar era lenta e romântica, com um ritmo fácil de acompanhar.
Levantando-se, caminhou até ela e estendeu-lhe a mão.
— Gostaria de dançar, srta. Hyuuga?
Ela sorriu, um sorriso adorável e autêntico, fazendo-o pensar que deveria sorrir com mais frequência.
— Será um prazer, sr. Uchiha.
Quando ela se ergueu, Sasuke observou que se equilibrava com dificuldade. Envolveu-a com os braços e a conduziu para a pista de dança.
— Talvez você tenha exagerado no vinho, senhorita — comentou com gentileza, enlaçando-a pela cintura.
Sasuke assustou-se quando seu próprio corpo subitamente voltou à vida ao sentir o contato quente e suave das mãos delicadas em suas costas. Hinata não se moveu, nem disse uma só palavra. Simplesmente permaneceu fitando-o com aqueles olhos adoráveis. Quando ele a puxou para si, não fez nenhuma tentativa de afastá-lo. Ao contrário, aconchegou-se ao peito largo e suspirou com prazer.
— Hinata...
— Sim, chefe?
— Você está sob o efeito do álcool...
— Sim, chefe.
— Talvez dançar não seja uma boa idéia.
— Não diga mais nada, chefe, e trate de se mexer.
A resposta não era típica de Hinata e o surpreendeu, mas ele fez como ela dissera. Em pouco tempo, percebeu que realmente não fora uma boa idéia. O ritmo lento e sensual da música aqueceu sua imaginação, somado ao efeito do perfume delicado da mulher em seus braços.
Sasuke sentiu os músculos paralisarem enquanto as mãos macias subiam para seu pescoço em um movimento provocante e ela o encarava com uma promessa sensual no olhar.
Quando a música terminou, encontrava-se na mais completa agonia, incapaz de esconder a urgência da excitação visível provocada pelo contato.
— Preciso ir ao banheiro — balbuciou, depois de levá-la até a mesa.
Respirou aliviado ao ver que o café havia chegado. Talvez uma boa xícara fizesse com que Hinata ficasse sóbria e parasse de seduzi-lo. Embora fizesse pouco tempo que conhecia sua secretária, sabia que ela poderia se sentir culpada na manhã seguinte. O álcool podia fazer até uma mulher sensata e inteligente comportar-se de maneira inadequada.
Não sabia como lidar com aquela Hinata que estava à sua frente naquela noite.
Porém, o que realmente o incomodava era tirar proveito da situação. Como explicar a resposta urgente de seu próprio corpo diante da vulnerabilidade de uma mulher recatada e sensata, que agia sob o efeito de algumas taças de vinho?
Talvez estivesse se rebelando contra o longo período de celibato pelo qual passara desde a separação com Sakura, justificou-se.
Começando a entrar em desespero, Sasuke seguiu para o banheiro com passos rápidos e lavou o rosto, como se os pensamentos incômodos pudessem ir embora com a água. Lutando com todas as forças para manter o autocontrole, decidiu que seria melhor voltar para o quarto e trancar a porta antes que o pior acontecesse.
Ao sair, observou que havia alguns preservativos à disposição em uma caixa com itens de higiene sobre a pia. Com um impulso impensado, apanhou algumas unidades e colocou no bolso, dizendo a si mesmo que, depois que Hinata dormisse, poderia descer novamente até o bar, e talvez conhecesse alguém... Tinha apenas de levá-la para o quarto e se certificar de que estava dormindo. Precisava se lembrar que Hinata era sua dedicada secretária, e teria de ser forte para resistir à tentação.
Quando Sasuke saiu, o bom senso de Hinata retornou com um ímpeto avassalador. O que estava fazendo, seduzindo seu chefe daquela forma? Por mais que tentasse atribuir sua atitude ao efeito do vinho, não havia como justificar tamanha ousadia. Mortificada, sentiu-se queimar pela culpa. Se Sasuke não estivesse com a chave, voltaria para o quarto naquele exato instante e se trancaria lá até a manhã seguinte.
Porém, não tinha alternativa senão esperá-lo e se desculpar, implorando para que a perdoasse. Poderia culpar o vinho, dizendo que não agia em sã consciência naquela noite.
A secretária que Sasuke havia contratado jamais poderia ter agido daquela forma! Nunca fora tão ousada e insinuante com homem algum!
O pensamento a aborreceu profundamente. Quando sentiu a evidente masculinidade pressionando-a no ventre, desejou-o com uma urgência que jamais sentira.
Hinata cruzou os braços sobre o peito, sentindo um frio súbito. Desesperada para distrair-se da agitação crescente, encheu a xícara com café e tomou em um só gole. Para aumentar ainda mais seu desespero, a bebida serviu apenas para deixá-la mais sóbria e fazê-la agonizar ainda mais ao pensar em seu comportamento abominável.
Estava enchendo outra xícara quando Sasuke emergiu do banheiro, mas não se sentou à sua frente. Permaneceu parado ao lado da mesa com uma expressão séria, e preocupada.
— E melhor levá-la ao apartamento — ele disse abruptamente. — Você precisa dormir.
— Não estou tão embriagada — ela replicou, arrependendo-se no mesmo instante. Pretendia usar aquela desculpa para justificar seu comportamento, e acabara de destruir seu melhor argumento.
— Eu não disse que está embriagada. Mas tivemos um dia longo e exaustivo, e precisamos descansar.
Sabia que ele tinha razão, mas decidiu que precisava se desculpar. Se esperasse pelo dia seguinte, não teria a coragem necessária para encará-lo.
Rebelando-se contra o tom imperativo de Sasuke, acabou de encher a xícara com café e, depois de tomá-la, encarou-o com firmeza.
Se ele não a estimulasse, nunca teria a confiança necessária para ter se comportado daquela forma, refletiu. Afinal, fora ele quem a convencera a dançar, assim como a incentivara a cuidar da aparência... Considerando todo o tempo que se passara desde que um homem a tomara nos braços, era compreensível que perdesse a cabeça. Era uma simples mortal.
— Não acho que Cinderela tenha que ir embora antes da meia-noite — disse em tom imperativo, olhando para o relógio.
— Hinata, não discuta comigo!
O tom autoritário teve o efeito de um balde de água fria sobre ela. Ergueu-se com dificuldade, percebendo com alívio que estava sóbria o bastante para não cair.
— Se você diz que é hora de ir para a cama, tenho de ir para a cama. Você é o chefe.
Seus olhares se cruzaram, fazendo-o derreter. Os olhos lascivos, cheios de promessas, provocaram uma verdadeira revolução em seus hormônios.
A imaginação de Sasuke foi povoada pela deliciosa fantasia de colocá-la na cama, despindo-a lentamente. O resultado foi uma ereção evidente, que o deixou constrangido.
Seguiram para o quarto em silêncio, enquanto ele lutava com todas as forças para reaver o autocontrole. Ela provavelmente não o deteria se tentasse beijá-la... mas, como seria na manhã seguinte? E quando tivessem de trabalhar juntos, no mesmo espaço físico?
Sasuke prendeu a respiração. Teria de ser forte para resistir. Seria inaceitável que se aproveitasse de um momento de fraqueza que poderia trazer terríveis consequências.
— Você está aborrecido comigo... — ela murmurou quando finalmente chegaram ao apartamento.
— Não estou Hinata.
— Está agindo como se estivesse.
— Sinto muito se causei tal impressão. Na verdade, estou aborrecido comigo mesmo.
— Por quê? Sou eu que não estou me comportando bem.
— Se você pudesse ler meu pensamento agora, saberia que tenho razão.
Ela o fitou, e só então percebeu que os olhos negros estavam obscurecidos por uma névoa sombria. Porém, jamais poderia imaginar a luta desesperada que aquele homem travava com seus próprios desejos.
Sasuke tentava recapitular os sentimentos gentis e platônicos que Hinata lhe despertava, mas sabia que era uma batalha perdida. Tudo que podia pensar era em tê-la em seus braços, enterrar os dedos na suavidade dos cabelos perfumados, provar a doçura dos lábios macios, desvendar os mistérios mais secretos e fazê-la desabrochar em seus braços...
— Hinata, está acima de minhas forças resistir!
De súbito, ela percebeu o que estava por acontecer. Um turbilhão de emoções a paralisou. Tentou recuar, mas já era tarde. Antes que pudesse reagir, seus lábios foram capturados em um beijo urgente e intenso.
O contato quente e macio a fez derreter como mel aquecido. Com uma urgência primitiva e inesperada, respondeu com toda sua alma, entreabrindo os lábios para receber a língua exigente e possessiva.
O mundo pareceu parar, como se nada mais existisse.
Incapaz de raciocinar, Hinata mergulhou em um mar de sensações que a levaram ao céu.
Quando ele a conduziu para a cama, um protesto rouco escapou de seus lábios, mas o seguiu como se estivesse hipnotizada. Não protestou quando ele a despiu com movimentos urgentes e precisos, e nem se surpreendeu ao vê-lo retirar preservativos do bolso do paletó.
Ao sentir o corpo másculo pesar sobre o seu, enlaçou-o com os tornozelos, pronta para recebê-lo. Uma onda profunda de prazer a invadiu quando a masculinidade pulsante penetrou em sua intimidade, fazendo-a mergulhar em uma espiral de prazer. Com um gemido rouco, entregou-se à dança sensual enquanto os dois corpos fundiam-se com sofreguidão, levando-a ao clímax. Hinata abriu os olhos e o fitou enquanto ele explodia de prazer, sem conter a urgência do desejo que a inundou.
Ofegante, Sasuke relaxou e caiu sobre ela. O silêncio foi preenchido apenas pelo som ritmado da respiração pesada de ambos.
— Sasuke...
— Não fale — ele murmurou com dificuldade. — Falar pode estragar tudo.
Erguendo-se, tomou-a nos braços e a conduziu para o banheiro. Colocou-a no chão do box com gentileza e abriu a torneira, deixando que o forte jato de água quente caísse sobre eles.
Então, Sasuke afastou-se para retirar o preservativo, e Hinata pode observá-lo sem que ele notasse. Seus olhos bebiam com avidez a perfeição do corpo masculino, o desenho bem-feito dos músculos e a marca evidente do traje de banho contrastando com a pele bronzeada.
— No que está pensando?
— Você está infringindo a regra de não falar, chefe!
— Tem razão. — Ele sorriu e beijou-a de leve nos lábios. Com um gesto delicado, suspendeu os braços de Hinata e apoiou-os por trás da nuca. Ela entendeu o que ele pretendia, sentindo uma onda de excitação crescer dentro de si. Pela expressão que vislumbrou nos olhos negros, percebeu que o mesmo acontecia com ele, que recuou um passo para admirá-la.
Expor sua nudez aos olhos dele a excitou ainda mais.
— Você é linda... — ele murmurou, a voz profunda carregada de desejo.
— Shh...
Ao sentir os lábios macios deslizando em sua pele arrepiada para se deter nos mamilos intumescidos, não conseguiu conter um gemido de prazer. Com movimentos ágeis, ele explorou os pontos mais sensíveis de seu corpo, acariciando seus recantos mais secretos, fazendo-a delirar. Sentindo um espasmo violento, Hinata cravou as unhas nos músculos vigorosos das costas largas. Com um murmúrio ofegante, implorou para que ele a possuísse.
Quando Sasuke fez menção de sair para apanhar um preservativo, deteve-o com um gesto decidido. Incapaz de raciocinar, puxou-o para si, sem se importar com mais nada...
Com olhar incrédulo, Sasuke observava o sono suave da mulher adormecida em sua cama. Não fora um sonho. Aquela realmente era sua secretária, a mulher mais sexy que já conhecera, expondo o corpo nu em uma inocente sensualidade.
Passou a mão pelos cabelos em um gesto aflito. Onde estava com a cabeça? Ao pensar no que acabara de acontecer, começou a entrar em desespero.
Sasuke sempre abominara chefes que se aproveitavam da posição superior para seduzir suas secretárias. No entanto, acabara de infringir uma de suas próprias regras! E pior... não estava arrependido!
A verdade era que nunca sentira tanto prazer ao lado de uma mulher. Ao se lembrar da incrível experiência durante o banho, um sorriso curvou seus lábios. Hinata fizera tudo que ele havia pedido sem questionar. A delicadeza e a submissão com que se entregava o excitara a ponto de enlouquecê-lo.
Sim, enlouquecer... que outra razão haveria para explicar seu comportamento insano? Hinata era uma mulher ponderada antes que ele próprio a estimulasse a ultrapassar os limites.
Agira como um lobo faminto, levando-a para a armadilha de seus braços...
Sentindo-se o pior dos homens, Sasuke rolava na cama à procura do sono. Como seria quando tivesse de encará-la no dia seguinte?
Hinata acordou com um sobressalto, pestanejando enquanto tentava definir onde estava. Não reconheceu o lugar, e deu um pulo na cama ao se lembrar do que acontecera.
O ruído da água caindo do chuveiro lhe deu algum conforto, e aproveitou a oportunidade para se levantar, apanhar as roupas espalhadas pelo chão e escapar para seu quarto sem ter de encarar Sasuke.
Não estava apenas envergonhada pelo seu comportamento na noite anterior. Mortificava-se diante da idéia de ter agido como uma mulher vulgar, atirando-se nos braços de seu chefe na primeira oportunidade que aparecera. O que ele iria pensar?
Entrou sob a ducha fria e deixou o jato forte massagear suas costas por um longo tempo. A partir daquele momento, decidiu, voltaria à sua existência solitária e guardaria na memória a maravilhosa noite que acabara de viver. Sim, seria melhor esquecer as deliciosas loucuras que a fizeram descobrir que estava viva e vibrante...
Enrolou-se na toalha felpuda e se sentou na beira da cama, sem coragem para enfrentar Sasuke, quando batidas suaves na porta chamaram sua atenção.
— Hinata — a voz de Sasuke se fez ouvir. — Você está vestida?
— Ainda não! — Com um gesto involuntário, apertou a toalha ao redor do corpo.
Erguendo-se de um pulo, vestiu a primeira roupa que encontrou, aliviada por ter comprado peças íntimas no dia anterior. Os cabelos ainda estavam enrolados na toalha, e penteou-os às pressas.
Olhou sua imagem refletida no espelho e se assustou com o que viu.
Mesmo arrependida de ter ido para a cama com Sasuke, não havia como voltar a ser a Hinata de apenas dois dias atrás, antes de descobrir que uma nova mulher havia desabrochado. Estava sem maquiagem, com os cabelos úmidos do banho, e profundas olheiras revelavam que não descansara o suficiente. E, mesmo assim, havia um brilho em seus olhos que não estava lá dois dias atrás...
— Precisamos conversar — Sasuke insistiu, apressando-a. — E também temos que comer. O café da manhã é servido até as onze horas. Temos dez minutos para chegar ao refeitório.
— Não estou com fome.
— Talvez não, mas precisa comer alguma coisa. A única refeição que faremos será durante o vôo, à tarde. Vou pedir o café da manhã enquanto você acaba de se vestir para ganhar tempo.
— Está bem — ela concordou, consciente de que, mais cedo ou mais tarde, teria de enfrentá-lo.
Qualquer esperança de que tudo voltasse ao normal ao ver Hinata com sua aparência habitual se evaporou quando Sasuke observou-a sair do quarto. Ela usava uma calça comprida preta e uma blusa amarela do mesmo tecido, cuja transparência revelava a curva generosa dos seios. Esforçando-se para que sua imaginação não fosse invadida pelas cenas da noite inesquecível, Sasuke caminhou para o terraço, onde estava posta a mesa do café da manhã.
— Antes que você diga alguma coisa, quero me desculpar pelo meu comportamento ontem. — Sasuke sentou-se e abriu o guardanapo sobre o colo, sem olhar para ela. — Não tenho muito a dizer que possa concorrer a meu favor, exceto dezoito meses de abstinência sexual e uma garrafa de vinho. E, é claro, estar ao lado de uma mulher bonita e sensual.
— Sou eu quem deve pedir desculpas — ela murmurou, sentando-se à frente dele. — Não agi com bom senso, não sei o que aconteceu... Acho que exagerei no vinho.
Sasuke sentiu-se um pouco mais relaxado ao perceber que ela também se responsabilizar pelo que acontecera.
— Ótimo. Nós dois temos culpa. Vamos nos perdoar, esquecer a noite passada e fazer com que nunca mais aconteça.
— É isso que quer, esquecer o que vivemos e fingir que nunca aconteceu?
— Sim, por que não? Somos adultos, saudáveis, e tivemos nossas razões particulares para nos comportar daquela forma.
— Isso quer dizer que... você não vai me mandar embora?
— Por Deus, claro que não! Isso não me ocorreu em nenhum momento!
Aquela era possivelmente a primeira de uma infindável lista de mentiras que diria a Hinata no futuro, censurou-se.
— Eu estava preocupada que você pudesse me despedir. Tenten sempre diz que ter um romance com o chefe é o mesmo que assinar a carta de demissão.
Nem sempre, ele gostaria de ter dito. Não quando a mulher em questão era a bela rosácea que fora sua esposa...
— Mas não estamos tendo um romance. Cometemos um erro, mas posso lhe garantir que isto não se repetirá.
— Claro que não!
Havia firmeza no tom de voz, mas os olhos refletiam a ambivalência dos sentimentos.
— Há uma condição, no entanto... — ele disse bruscamente.
— O quê?
— Sua aparência... Imagino que se você pretender se vestir de forma diferente no trabalho, de agora em diante, eu... Por Deus, Hinata, sou humano! Não quero que vá trabalhar com roupas que possam... bem... distrair-me.
Ela fechou os olhos por um segundo e apertou os lábios.
— Sasuke, sinto muito, mas me recuso a enfrentar o calor de Sidney com as roupas fechadas e quentes que eu costumava usar. Nos últimos dois dias, passei por uma transformação radical, e não há como voltar atrás. Prefiro me demitir!
— Isso está fora de questão! — ele quase gritou. — Certo, pode se vestir como quiser, dentro do razoável, claro.
— Nunca usei roupas provocantes no trabalho, Sasuke. Simplesmente não quero voltar a usar aqueles horríveis tailleurs escuros, exceto, talvez, amanhã. Não terei tempo de comprar outras roupas, mas vou usar o horário de almoço para isso.
— E seus cabelos?
— O que tem? Não me diga que devo mudá-los!
— Você poderia continuar a usá-los presos. Combina com você.
— Está bem.
— E não use maquiagem.
— Não se preocupe, Sasuke. Apenas não quero parecer um fantasma coberto com trajes negros.
— Ótimo!
Hinata engoliu o café, sentindo um gosto amargo na boca.
Quem ele pensava que ela era? Sempre o imaginara como um homem sensível e diferente dos que conhecera, mas não passava de um típico machista, como todos os outros! Arrependeu-se por ter se responsabilizado pelo que acontecera na noite anterior, mas se manteve em silêncio, evitando encará-lo.
Uma fúria silenciosa crescia em seu interior. Porém, ele continuava sendo seu chefe, e teria de respeitá-lo. Contendo a torrente de palavras que estava a ponto de dizer, Hinata decidiu tolerar a companhia constante de Sasuke até que chegassem a Sidney. Mas no dia seguinte, se ele continuasse com aquele comportamento abominável, ríspido e arrogante, começaria a procurar outro emprego!
