Oi gente!
Muito obrigada por dar uma passadinha aqui!
Ele estava bem ali, com seu cabelo desalinhado, barba aparada cuidadosamente, sua inseparável jaqueta preta e seu tão gasto sorriso de flerte. Os vinte e sete anos já haviam chegado e Missy notara que os anos só o fizera bem. Riley comentou algo que a outra morena não ouviu, Maya riu a atingindo com um guardanapo de papel.
- Para!
Missy revidou, mas o guardanapo amaçado acertou a pessoa atrás de Maya. A ruiva voltou sua atenção para a mesa onde elas estavam e os olhos castanhos de seus acompanhantes imitou-a.
- Desculpe, eu queria acertar aquela garota loira aqui com aparentemente algum problema mental!
Disse Missy apontando para Maya, a ruiva deu um sorriso falso e voltou a sua atenção para o seu acompanhante.
- Então Missy?
- Oi?
Disse a morena confusa para Riley que parou de anotar algo em seu caderno.
- Você já comprou a comida para a nossa festa?
- Já, ontem fui ao mercado.
- Josh levou Missy para fazer as compras, já que tive que ficar até tarde na galeria e como podemos ver a ida ao mercado rendeu.
Disse Maya se referindo ao encontro que ocorria ao lado delas, as garotas olharam para a mesa ao lado.
- Ela parece legal, - Disse Riley animada. – Eles ficaram falando até tarde ontem.
- Bom, o que mais falta, Riley?
Disse Missy tentando mudar de assunto. A morena a olhou, fez uma cara confusa e voltou para a lista.
- Mais nada, só falta a brilhante tarefa de cozinhar.
Maya riu.
- Eu não voto na Missy!
- E eu não voto em você, Maya!
- Fazer aquelas aulas de culinária com o Charlie serviram para algo meninas! -Disse Riley anotando seu nome.- Vocês vão arrumar tudo e limpar.
- Isso é tão injusto! - disse Maya fazendo bico – Missy! Estamos em um mundo que está evoluindo, Missy! Não é só porque eu sou mulher, Missy! Que eu só tenho que cuidar da limpeza, Missy, da casa!
- Maya, não é porque, Maya, você fala meu nome, Maya, no meio da frase, Maya, que ela tenha, Maya , que me escolher, MAYA!
- Okay Missy venceu, cinco Mayas contra quatro Missys.
Missy fez uma dancinha em comemoração e Maya jogou uma bola de guardanapo de papel em Riley.
- Nossa amizade acabou agora!
Ela cruzou os braços e virou sua cadeira em direção a outra mesa, Riley bateu o lápis no caderninho de anotações, enquanto olhava para a loira, Maya se virou fazendo cara de triste, o que fez Riley sorrir.
- oww peach!
- Ah Não!
Disse Missy indignada.
- Acho que você pode arrumar enquanto Missy limpa depois, Josh pode ajuda-la.
- Esse triangulo nunca existiu!
Disse Missy cruzando os braços.
- Eu te amo minha ovelhinha!
Riley abraçou Missy e deixou um beijo em sua testa.
- Mentirosa, você me odeia!
- O que tem de tão mal nisso?
- Você sabe o que acontece nas festas - Disse Missy com nojo- lembra daquela na Beth?
Riley fez cara de nojo.
- Okay, vamos lá...
A morena voltou sua atenção para a outra mesa, a ruiva acariciava a mão de seu acompanhante enquanto ele colocava uma mexa do cabelo dela atrás da orelha.
Sua relação com Josh não era a das melhores, eles se conheceram quando ela tinha nove anos, ela estava no parque com seus pais e ele com a família Matthews. Missy passou uma fase vergonhosa em sua vida dos seis aos doze anos em que ela só vestia roupas com desenho que ovelhas ou que se lembrasse a elas, pois sua mãe quando ela era criança para faze-la vestir seu pijama, inventara que homenzinhos que moravam fora da Terra buscavam crianças que não vestissem pijamas de ovelhinhas e seu irmão, como um típico mais velho, um dia a fez assistir um documentário que a fez chorar um mês inteiro de medo, o que a fez associar ovelhas a proteção e isso se tornou algo muito complicado para ela. Aos doze anos, após algumas sessões com um psicólogo, ela enfim se livrou das ovelhas, mas ela não podia negar que ela ainda mantinha uma embaixo de seu travesseiro.
Josh era um garoto levado e quando ele viu aquela garotinha em um pijama de ovelha, ele começara a zoar a garota que se irritou e acertou-o com um balde de areia na cabeça. Todos se aproximaram e Missy ouviu sua mãe a repreender por meia hora, então Missy se afastou e voltou a brincar longe das outras crianças, Riley que assistira a tudo afastada se aproximou e perguntou se podia brincar com ela, Missy não a respondeu e então Riley começou a elogiar seu pijama e contar a história de seu urso favorito. Maya achava Missy estranha e não a queria no grupo, até que os doze anos Missy salvou sua pele e desde então a loira não largava dela e cuidava da amiga com muito carinho.
Josh só aparecia duas vezes ao ano e eles tentavam ter uma boa relação, até que Josh abria a boca e começava a provocar o que a levou a ser uma ótima respondona. Com os anos eles melhoraram para provocações eventuais, as vezes Josh era gentil e parecia um bom amigo, mas em grande parte das vezes Missy queria enfiar seu livro de geometria na cara dele. Com a adolescência as garotas mudaram, Maya que tinha uma queda por Josh desde criança superara com a chegada de um garoto novo em sua sala, Riley ainda continua sendo a incrível e amável garotinha, só que um pouco mais alta, a maior do grupo. Missy foi a primeira a sofrer os efeitos da puberdade, os garotos que antes riam de sua cara agora queriam sair com ela, mas como ela nunca esquecerá o que aconteceu no passado os rejeitava.
Até Josh que ficara um tempo sem vê-la, se espantou ao ver a bela garota de dezesseis anos com pacotes enormes de presentes na porta no dia de natal, ele a encarara o almoço inteiro, claro sem deixar as provocações de lado e nesse almoço Josh anunciara que estava se mudando para NY para cursar a faculdade. Cory que tentava arrumar a árvore que Auggie, não se sabe como conseguira derrubar, pediu para Josh Chamar Riley e Maya até a sala. Josh foi até o quarto e chamou a sobrinha e a amiga para a sala e eles enfim ficaram sozinhos. Missy estava ocupada com algo em seu celular e Josh com as mãos em seus bolsos se aproximou e se sentou ao seu lado a observando sorrir para o aparelho, Missy voltou sua atenção para ele.
- O que foi?
- Hum... Acho que – ele apoiou seu braço no pequeno espaço entre a janela é o sofá improvisado se aproximando dela, ela nunca vira seus olhos castanhos brilhantes tão de perto e pela primeira vez ela sentiu algo no ar – Nova York está ficando interessante, creio que serão bons anos, não acha?
- Por que?
Ele sorriu, ele sorriu com o seu tão famoso sorriso de flerte pela primeira vez para ela. Ela o olhou confusa por sua ação, ele se inclinou e colocou uma mexa de seu cabelo atrás de sua orelha e Missy se sentiu gelar, tudo fugiu de sua cabeça ela não conseguia nem se mover. Missy sentiu seus dedos deslizarem contornando seu maxilar, Josh a iria beijar e quando ela se deu conta disso ela sentiu borboletas no estomago, ele olhou para seus lábios por um segundo e voltou a seus olhos, ele se aproximou mais e ela já sentia sua respiração contra sua pele.
