Hydra acordou no dia seguinte se sentindo mais nervosa do que nunca, colocou uma elegante veste de rica de diz e prendeu os cabelos na metade.
- Como você vai para lá? - Perguntou Peter no café para a esposa que estava parada em frente à mesa em um leve pânico.
- Vou usar a entrada dos funcionários, me falaram aonde aparatar para pegar ela. – Disse Hydra com a xícara de café em sua mão já tinham dez minutos.
- Você vai tomar isso? – Perguntou Peter apontando para a xícara.
- A sim, "Ebublio" – Disse ela apontando a varinha para a xícara e fazendo o café voltar a ficar quente e bebendo um gole.
- Você está bem? – Perguntou Peter dando um gole em seu próprio café.
- Sim, só um pouco nervosa mesmo, eu nunca trabalhei antes.
- Eu sei, você estudava e fazia isso muito bem, assim como não duvido que vá trabalhar muito bem, agora pare de nervosismo, você tem tudo para ser a melhor funcionária desse Ministério – Disse Peter sorrindo.
Uma coruja no dia anterior, além de entregarem seu cartão de identificação que Hydra tinha ido no Ministério para que o fizessem, um cartão de capa roxa com o símbolo e o nome do "Ministério da Magia" onde se abria para três partes, na primeira se encontrava.
"Ministério da Magia
Esse para identificar
Hydra Macmillan
Nome
Confederação Internacional de Bruxos, sede britânica
Departmento"
Além de algumas outras informações do Ministério e sua assinatura, na segunda parte, tinha uma foto na qual Hydra se mexia levemente e parecia até muito bonita, para o seu alívio, em cima da foto estava escrito.
"Data de nascimento: Sol em Leão, Lua em Libra
Cor olhos: Cinzas Cor Cabelo: Louro branco
Peso: 59 Kilos Altura: 1 metro e 75 cm"
Abaixo da foto que ela tirou no Ministério para o documento se encontrava:
"Data de contratação: Júpter em Capricórnio
A Assinatura do supervisor Ministerial
Identificação número: 389765348"
E na terceira parte tinham diversas impressões digitais de Hydra e vários carimbos oficiais estavam em cada página, era uma sensação estranha, porém interessante portar aquela indetificação, veio também um crachá com instruções de sempre ser usado dentro das dependências do Ministério mais ou menos com os mesmos dados e foto.
Um pergaminho também informava Hydra como usar a entrada dos funcionários assim como entregava algumas fichas para ela, apesar de achar tudo muito bizarro, ela aparatou no local informado pouco antes do horário de início do trabalho, Hydra notou que havia grades pontiagudas e pretas ladeando duas escadas, uma destinada a Cavalheiros e outra a Damas, Hydra seguiu algumas bruxas que desciam para onde se lia "damas".
Parecia ser um simples banheiro público de metrô, azulejado em preto e branco encardido. Hydra entrou em um cubículo contíguo a inseriu a ficha dourada que ganhou na ranhura da porta de um cubículo onde entrou. –Hydra ouviu vários barulhos de descarga ao seu redor e viu que a instruções realmente eram sérias, ela entrou no vaso achando tudo aquilo meio nojento, apesar de notar que seus sapatos e pés continuavam secos, então deu a descarga, desceu veloz por um cano curto e emergiu em uma lareira no Ministério da Magia.
Hydra se encontrou meio desajeitada no Átrio que estava mais cheio do o normal, ela saiu logo do caminho, se sentiu bem por não ter que deixar sua varinha com o segurança, seguiu direto para a grande fila do elevador.
"Nível cinco, Departamento de Cooperação Internacional em Magia, incorporando o Organismo de Padrões de Comércio Mágico Internacional, o Escritório Internacional de Direito em Magia e a Confederação Internacional de Bruxos, sede britânica."
Hydra desceu seguida de muitos bruxos, foi até o corredor que Gustav a levara no dia de sua entrevista, entrou pela grande porta da divisão do Leste e Norte Europeu, algumas pessoas já estavam sentadas em suas escrivaninhas, Hydra lembrou que deveria falar com seu chefe, então bateu em sua porta e ouviu uma afirmação para entrar em resposta.
- Macmillan, que grande prazer – Disse o Sr. Adams, usando hoje uma veste verde e azul bem luminosa e se levantando da mesa – Ótimo, ótimo bem no horário, teve problema em achar a entrada de funcionários? – Perguntou o chefe sorridente vindo em seu encontro.
- Não, na verdade foi fácil, só seguir os bruxos que vinham, as instruções é que estavam... Bem, acho que não as levei acreditei muito nelas até ver que eram verdade... - Disse ela sorrindo.
O Sr Adams soltou uma grande risada.
- Achou que era brincandeira do Ministério, não é? Quase todos os novatos que nunca viram isso antes acham! Bem, vamos, vou lhe apresentar a seus colegas de trabalho e sua mesa.
Hydra seguiu o chefe, naqueles minutos que estava ali dentro parecia que todas as pessoas tinham chegado nas suas escrivaninhas e agora os olhavam, eles chegaram até uma porta ao lado, era menor do que a do Sr Adams e tinha uma placa em cima.
"REPRESENTANTES JUNIORS PARA O LESTE E NORTE EUROPEU"
Hydra seguiu o Sr Adams para dentro da sala, era uma sala não muito grande, cheia de prateleiras com muitos livros, duas grandes janelas e quatro escrivainhas cinzas e marrom já com as pessoas sentadas nela.
- Bom-dia Sr Adams! – Ouviu as pessoas dizeram.
- Bom-dia, bom-dia, bem, eu quero apresentar para todos vocês, Hydra Macmillan, ela é recém contratada para ser sua colega de trabalho, espero que tratem ela com todo o respeito e carinho com que vocês sempre foram tratados por mim e também, acredito por seus outros colegas.
Hydra observou os três bruxos na sua frente, um bruxo pálido de cabelos cacheados e castanhos sorridente, aparentava ser mais velho que Hydra, uma bruxa ruiva de cabelos cacheados longos um pouco mais mal encarada, mas parecia mais cansaço que antipatia, ela tinha uma aparência engraçada, com brincos longos e uma maquiagem preta nos olhos e também um bruxo de cabelos pretos curtinho e olhos verdes.
- Deixe apresentar, esse é Gregor Castle – Disse ele apontando para o bruxo sorridente de cabelos castanhos claros que acenou de volta – Julie Macbay – Ele apontou para a bruxa ruiva que acenou discretamente de volta – E esse é Ian Kozlov – Disse ele apontando para o bruxo de cabelos curtos e olhos verdes – E essa – Ele levou Hydra até uma mesa no canto da sala, a escrivaninha estava vazia sem contar por alguns pergaminhos, pena e tinta e também uma plaquinha vazia – É a sua mesa – Disse isso apontando a varinha para plaquinha que agora se lia "Hydra Macmillan – Representante Junior do Ministério da magia Britânico para a divisão dos Leste e Norte Europeu"
Hydra se sentou depois que o bruxo apontou para cadeira, se sentindo muito estranha, atrás dela, prateleiras com poucos livros comparados as outras e um quadro de uma bruxa medieval que apontava e cochichava com uma outra, as duas estavam sentadas em cadeiras ao redor de uma pequena mesa redonda.
- Macmillan, a Macbay irá lhe treinar, ensinar o trabalho, mas qualquer dúvida é só me chamar, ok? – O bruxo sorriu e Hydra sorriu timidamente de volta – Muito bem, conto com vocês para acolhere nossa nova funcionária.
Julie se levantou da sua mesa, mas quando o Sr Adams saiu da sala, todos começaram a falar ao mesmo tempo.
- Quantos anos você tem? – Perguntou o bruxo de olhos verdes
- Você é recém formada? – Perguntou o bruxo sorridente.
- Calma, deixem a menina respirar - Disse Julie colocando uma cadeira ao lado da sua, Hydra estava ciente do quão assustada parecia estar – Macmillan? Escocêsa? – Perguntou a menina e Hydra notou um forte sotaque escôces em sua fala, sentiu saudades na hora do sotaque de Oliver Wood que era bem semelhante ao dela e também de McGonagall, que tinha um sotaque um pouco mais leve, mas tinha também o sotaque que Hydra achava fofo.
- Não, Macmillan é sobrenome do meu marido, eles tem origem escôcesa – Respondeu Hydra tentando parecer o mais simpática possível, sempre lhe disseram que ela não passava uma boa impressão de simpatia antigamente.
- A, casada? Parece tão nova – Disse o bruxo de olhos verdes.
- Eu tenho dezoito anos, realmente sou nova. – Respondeu Hydra tentando sorrir.
- Só dezoito e já é representante Júnior? Você deve ser muito boa então – Disse Julie.
- Eu acho que lembro de você de Hogwarts – Disse Gregor – Não era da Sonserina?
- Não, Grifinória.
- Eu também – Disse Ian – Mas eu me formei já tem oito anos.
- Eu me formei tem cinco anos, mas eu era da Lufa-lufa – Disse o bruxo sorridente.
- Eu lembro de você– Disse Julia olhando para o bruxo – Ela era a menina que entrou com os alunos do primeiro ano.
- Sim, eu mesma – Disse Hydra sem graça - Vocês são todos bem jovens também – Hydra observou.
- Sim, Ian tem o que, 27 anos?– O jovem confirmou – O Gregor tem 23 e eu tenho 21 - Disse Julie.
- Eles preferem os mais jovens para essa função – Comentou Ian – Acham que podemos ser melhores nos relacionando com os outros, depois de uns anos se você for bom e tiver vaga, pode virar representante Pleno e depois Sênior.
- Mas confesso que nunca vi ninguém aqui tão jovem quanto você, eu mesma comecei em outro setor e vim para cá ano passado, mas bem, estávamos precisando de carne nova. – Disse Julie.
- Sim, o O'Malley que trabalhava ai onde você está foi promovido para outro setor – Comentou Ian - O que eu pretendo fazer em breve também – Disse ele sorridente.
- Eu acho que você vai se dar bem aqui Macmillan – Disse Gregor – Apesar de ter entrado em uma época tão ruim.
- Sim, com o retorno de Você-sabe-quem, imagino que esteja ruim mesmo – Disse Hydra.
- Não é só isso, alias, é isso, muitos bruxos estão saindo do país e nós temos que entrevistar gente todos os dias para os vistos de passagem permanente, isso não acontecia antigamente com tanta frequência e algumas histórias podem ser muito tristes– Disse Julie.
- Como são essas entrevistas? - Perguntou Hydra.
- Bem, acho que precisamos começar o treinamento, as entrevistas começam às 10 e você está com a agenda cheia hoje – Disse Julie olhando para um relógio de pulso.
Hydra passou a próxima hora aprendendo como preencher a ficha padrão e as perguntas que tinha que fazer para cada pessoa que desejava sair do país.
- Mais tarde vamos aprender os outros procedimentos, você vai acompanhar o Kozlov em uma viagem até a Russia, a chave de portal deve ficar pronta de tarde, precisamos resolver umas pendências lá, as coisas mais chatinhas os representates plenos deixam para nós, mas não se preocupe, essas viagens geralmente eles que fazem, nós ficamos com a parte mais local – Disse Julie finalmente voltando para sua mesa.
Às 10 horas em ponto, Julie abriu a porta da sala deles, quatro bruxos entraram, cada um sentou em frente a uma escrivaninha, a que sentou em frente a escrivaninha de Hydra usava um crachá escrito "Lena Smith – Entrevista para visto de saída do país com a divisão Leste/Norte Europeu" era uma bruxa de meia idade, de cabelos meio grisalhos, usava um coque, uma veste ameixa e chapéu combinando.
- Muito bem, Senhora Smith – Disse Hydra olhando o pergaminho que surgiu em sua mesa com os dados da mulher na sua frente, um outro pergaminho com as perguntas e espaço para as respostas também surgiu no mesmo lugar.
- Sim, sim, sou eu – Disse a bruxa nervosamente.
- Poderia me dizer o proposito da sua saída do país? – Perguntou Hydra tentando seguir o roteiro.
- Eu gostaria de ir para um lugar mais seguro, eu sou nascida trouxa minha filha e se Você-sabe-quem realmente subir ao poder mais uma vez, não sei se escaparei.
Hydra sentiu profunda piedade pela moça a sua frente e uma vontade enorme de ajudar, tentou não demonstrar nervosismo em seu rosto.
- E para onde pretende ir?
- Suécia, meus pais são de lá, eu tenho família lá ainda, meus filhos virão fazer a entrevista mais tarde assim como meu marido que está ali – Disse ela apontando para o bruxo de meia idade e vestes roxas na mesa de Igor – Nós queremos sair o mais rápido possível.
- E vocês tem alguma fonte de renda aqui ou lá? – Perguntou Hydra seguindo o roteiro e se sentindo cada vez mais nervosa.
- Somos comerciantes, temos uma lojinha de artigos mágicos no Beco diagonal, fechamos é claro com os ataques ao beco e pretendemos abrir uma nova na Suécia.
- E seus filhos são maiores de idade?
- Sim, os dois são maiores de 17 anos, o mais velho tem 27 e a mais nova 26.
- Eles trabalham?
- Não senhora, eles trabalhavam conosco na loja, mas agora não mais, estamos esperando para começar tudo lá.
- A Senhora trouxe a ficha com a descrição da sua varinha?
- Sim, sim, aqui está – Disse a Senhora entregando uma ficha para Hydra que anexou ao pergaminho.
- Quando pretendem partir?
- Assim que conseguirmos o visto de permanência de ambos Ministérios.
- Ok, eu vou cuidar o máximo que puder para que isso aconteça logo, ok Senhora Smith? – Disse Hydra cheia de compaixão com a senhorinha na sua frente.
- Obrigada, obrigada, que Deus lhe abençõe! – Disse a mulher quase chorando.
Hydra fez mais algumas perguntas da ficha para a mulher e a mesma seguiu embora com seu marido.
- Como foi, Macmillan? – Perguntou Julie.
- Difícil, ela parecia tão desesperada...
- Eles sempre estão, ou quase sempre – Disse Gregor dobrando o pergaminho com a varinha de um jeito que se transformou em um pequeno aviãozinho e vôou pela sala e para o lado de fora, Julie e Igor fizeram o mesmo – Mas não se preocupe, também recebemos muitas solicitações de porte de varinha e entrevistas com gente chegando ao país, não é sempre assim tão triste.
- O que eu faço agora? – Perguntou Hydra para Julie.
- Você dobra o pergaminho com os dados e as resposta dela, deixe-me mostrar como – Disse ela se levantando e mostrando o movimento de varinha que faria o papel assumir tal forma – Qual o país que ela quer ir?
- Suécia.
- Ok – Ela pegou o papel e escreveu em cima – Representante Suécia Gedman e soltou o papel no ar, ele saiu voando pela porta como os outros. – Aqui, disse ela abrindo a gaveta da escrivainha de Hydra – Estão os nomes dos representantes de cada país para você endereçar – Ela mostrou um pergaminho com vários nomes.
- Eu conheço o Gedman, é uma pessoa muito boa! – Disse Hydra.
- Sim, ele é muito simpático, melhor que o Kozlov, o representante da Rússia – Disse ela baixino.
- Eu ouvi isso – Disse Ian parecendo ressentido – Kozlov é meu pai, ele é representante da Rússia para o ministério Britânico e devo confessar que realmente não é uma pessoa das mais fáceis de lidar algumas vezes .
- Ele é um mala às vezes, isso sim... – Disse Gregor rindo.
- Só eu posso chamar ele assim – Disse Ian olhando sério para ele.
- Meninos, meninos, menos, ok? – Disse Julie – Hydra, sua próxima entrevista é em meia hora, já entendeu o procedimento, certo? Agora vou passar as suas outras funções.
Hydra passou o dia aprendendo com Julie o que fazer, mandando vários memorandos para os mais diversos representantes de países e entrevistando mais duas pessoas.
- Hora do almoço – Disse Julie quando eram uma da tarde – Vamos para a sala de chá no térreo, eu vou lhe explicando mais lá – Disse Julie se levantando junto com Ian e Gregor.
Os quatro saíram e fecharam a porta, Julia acenou a varinha e um aviso de "Fechado para almoço" apareceu em um quadradinho branco na frente da maçaneta.
Eles desceram para o térreo junto muitos outros bruxos, foram até um grande salão de chá onde centenas de pessoas se reuniam e sentaram em uma das poucas mesas vazias.
- Muito bem, o que está achando até agora? – Perguntou Julie.
- Interessante, analisar aquelas permissões para varinha parecia um pouco complicado, mas tirando isso tudo bem.
- Temos essa semana uma reunião com todos os representantes da divisão do nosso departamento, é muito importante, você vai conhecer eles e aprender um pouco mais sobre o que deve ou não fazer – Disse Gregor.
- Não de assuste com o que ouvir, os tempos estão muito sombrios, a segurança está forte, nada é mais igual ao que era na verdade – Disse Igor.
- Eu sei, eu já senti isso – Hydra lembrou do que passou no Ministério alguns meses antes.
- Malfoy? – Perguntou uma voz ao seu lado – Hydra olhou e viu Marcus Flint, o ex capitão do time de quadribol da Sonserina em pé, ele estava com uma veste verde e parecia igual a última vez que ela tinha o visto.
- Flint? O que você está fazendo aqui? – Perguntou Hydra.
- Malfoy? Tipo Lúcio Malfoy? – Perguntou Igor.
Hydra odiou ser "denunciada" por seu sobrenome, mas tentou evitar demonstrar isso.
- Eu estou de passagem com meu pai e você? – Disse Flint.
- Eu trabalho aqui agora – Hydra viu que seus colegas observavam interessados a conversa.
- A sim, meus parabéns, achei que o Lúcio tinha perdido um pouco influência com o Ministério depois do que aconteceu em Junho...
Hydra sentiu uma raiva que a deixou vermelha.
- Eu não entrei aqui por causa do meu pai, eu nem uso o sobrenome Malfoy – Afirmou Hydra tentando manter a calma na voz.
- Não, usa qual? – Perguntou Flint.
- Macmilan, é meu sobrenome de casada.
- Macmillan? – Perguntou Flint surpreso – Você casou? O nome daquele seu namorado meio-sangue era Macmillan? Não era Wood?
- Não, quer dizer, sim, eu casei e não, ele era o Wood realmente, Olívio Wood, vocês passaram anos se antagonizando, deve lembrar bem... – Disse Hydra observando o rapaz - Macmillan é outra pessoa, Peter Macmillan, da Corvinal, teve aulas no mesmo ano que você uma vez – Disse Hydra extremamente constrangida de falar disso na frente dos seus novos colegas de trabalho que ainda ouviam atentos.
- Sei quem é, um garoto bem alto e louro, uma pena, seu pai uma vez tinha combinado com meu pai de nos apresentar, unir nossas famílias, sabia disso? – Disse Flint com um sorriso malicioso, Julie deixou ria discretamente de um jeito que ele nem viu.
- Não, eu não sabia disso... – Disse Hydra chocada com a atitude do pai, apesar de saber que era comum em família de sangue puro combinarem casamentos entre si antigamente.
- Pois é, uma pena... – Disse Flint novamente – Bem, eu vou indo, prazer em vê-la, continua gata.
Ele foi embora e Hydra ainda não se recuperara da vergonha que sentia.
- Uau, que figura! - Disse Julie liberando agora o riso.
- Sim, amigo do meu irmão...
- Eu me lembro dele, ele era do mesmo ano que eu, ele era da Sonserina, não era? Eu tinha uma aula com ele – Disse Julie ainda rindo – Acho que ele era repetente.
- Ele mesmo...
- Malfoy, é tipo Lúcio Malfoy? – Voltou a perguntar Ian.
- Sim, ele é meu pai... – Disse Hydra constrangida achando que ia conseguir guardar o segredo por mais tempo.
- Uau, você participou da batalha no Ministério em Junho, não participou?! – Perguntou Ian – Papai me disse tudo sobre isso, tudo que ele sabia pelo menos... Ele disse que a filha do Malfoy tinha participado contra ele e que isso era um escândalo na família.
- É... – Hydra estava tão constrangida que não sabia mais o que falar.
- Você participou disso? – Perguntou Julie animada – Eu achei o máximo, jovens estudantes atacando comensais e ainda ganhando?
- Mas nós não ganhamos sozinhos, apareceram outras pessoas, como aurores e também Dumbledore... Ele que amarrou os comensais – Afirmou Hydra.
- De qualquer maneira, vocês estavam lá, isso é máximo! – Disse Julie muito animada.
- Como é luta com seu próprio pai? – Perguntou Gregor.
- Nada que eu goste de falar sobre – Disse Hydra olhando para a mesa.
- Tudo bem, desculpe, eu entendo que deva ser difícil – Disse Gregor meio sem graça encolhendo os ombros.
- Não é só isso, eu não lutei diretamente com ele, é complicado, eu tenho muita vergonha dessa situação toda.
- Pelo menos você saiu diferente dele, não? Se lutou contra - Perguntou Julie.
- Sim, esse era um dos problemas em casa...
- Bem, vamos mudar de assuntos pessoal, a Macmillan está visivelmente desconfortável com isso – Disse Ian para o alívio de Hydra que lhe soltou um olhar de profunda gratidão.
- Sim, vamos falar sobre o que vocês vão fazer na sua viagem de mais tarde – Disse Julie.
- Sim, nós vamos resolver um problema, parece que um bruxo Britânico que estava de visita quebrou alguma lei menor na Rússia, eles nos enviam assim com um representante da parte de direito internacional para testemunhar o julgamento e decidir com eles a sentença.
- Os Russos são complicados às vezes com suas leis ... – Afirmou Julie.
Hydra se sentiu muito nervosa, mas às 16 horas estava no departamento de transporte mágicos pegando uma chave de portal com Ian e pararam dentro de uma sala meio escura com diversos bruxos mal encarados em escrivaninhas.
- Igoa? – Perguntou um bruxo alto e branco para os dois e Hydra entendeu que ele pedia seus nomes graças ao Russo ainda fraco dela.
- Ian Kozlov ma Hydra Macmillan, galuega a faamaneta UK.
Hydra entendeu muito pouco do que Ian falavam depois, Ian falava muito rapidamente com o bruxo.
- Vamos Hydra, a sala de julgamento é aqui ao lado – Disse Ian entregando um crachá escrito "Hydra Macmillan, , galuega a faamaneta UK" que Hydra prendeu nas vestes.
Eles seguiram por um corredor escura com a parede negra até uma sala mal iluminada com pequenas vidraças quase no teto e arquibancadas.
- A aqui estão vocês – Disse um bruxo calvo de vestes verdes e preta – Macmillan, certo? A nova representante Junior? – Perguntou o bruxo.
- Sim – Disse Hydra.
- Eu sou o Jhon Galeo, sou representante de direito internacional, vou acompanhar vocês, fala Russo? – Perguntou ele.
- Não muito, ainda estou aprendendo.
- Bom, Ian traduz o que você não entender, ok?
- Ok...
Hydra se sentou com os dois bruxos no meio da arquibancada, mais meia dúzia de bruxos chegaram, três deles se sentaram em três cadeiras no centro da sala.
- Tragam o acusado – Hydra ouviu o bruxo no meio dizendo em Russo.
- Conseguiu entender? – Perguntou Ian.
- Sim, eu entendo algumas coisas, só quando falam muito rápido que eu me embolo um pouco.
- Tudo bem, na maioria das vezes temos tradutores locais conosco, mas quando o representante do Ministério fala a língua local eles não pedem, o Sr Adams disse que você estava aprendendo Russo.
- Sim, mas ainda sou fraca na língua.
- Tudo bem, eu lhe ajudo – Disse Ian muito simpático e solícito.
Um bruxo magro e alto que de imediato fez Hydra lembrar de Sirius Black com uma pontada no estômago entrou na sala sendo acompanhado de mais dois bruxos, todos de vestes pretas, o bruxo magro parecia cansado e abatido.
- James Winter? – Perguntou o bruxo do meio.
- Sim Senhor – Confirmou o bruxo.
- Você foi acusado de... – Hydra não entendeu o resto então Igor começou a traduzir para ela.
- Ele foi acusado de enganar um outro Bruxo vendendo uma mercadoria falsa para ele, aqui na Russia eles não pegam tão leve, eles querem setenciar ele a 6 anos de prisão.
- 6 anos? – Perguntou Hydra.
- Sim, acredite em alguns países nós não somos nem convidados a assistir o julgamento e pegam muito mais pesado do que isso.
- Eu imagino – Disse Hydra.
Depois de muito debate, o bruxo apelou por nunca ter feito nada disso antes e o juíz deu a sentença de 1 ano e 6 meses de prisão, o representante de direito internacional anotou cada passo e intercedeu por ele quando necessário e depois levou para o bruxo do meio assinar enquanto o que foi condenado era mandado embora parecendo satisfeito.
- 1 ano e meio não é nada mau, podia ter sido bem pior... – Comentou Ian.
- Nós sempre assistimos a esses julgamentos? – Perguntou ela saindo de onde estava com o bruxo.
- Não, só quando o acusado está aqui de passagem e só em alguns países – Comentou Ian, se o caso for muito grave pode vir tanto um de nós quanto um representante pleno, mas eles geralmente não gostam muito de fazer esse tipo de trablho, viajam mais pare resolver outros casos.
- Entendi – Disse Hydra que se encontrou na porta da sala com Galeo e os três voltaram para a sala de onde ela veio com Ian, entregaram seus crachás e seguiram em uma chave de portal de volta para o Ministério.
- Vejo vocês mais tarde – Disse Jhon indo se retirando.
- Você pode ir para casa daqui Hydra – Disse Ian.
Hydra se sentia muito cansada, tinha sido um dia excitante e cansativo.
- Ok, nos vemos amanhã então, muito obrigada por tudo Kozlov .
- Até amanhã Macmillan! – Disse ele sorrindo.
Hydra estava esperando o elevador para ir embora quando ouviu uma voz familiar.
- Ora, parece que sempre nos encontramos na porta do elevador.
Hydra virou e viu Gustav sorrindo ao seu lado.
- Gustav, que bom te ver. – Disse Hydra.
- Sim, igualmente, fui na sua sala lhe dar as boas vindas mas disseram que você tinha ido para a Rússia, no primeiro dia? Achei impressionante – Disse ele simpático parado ao seu lado, os dois olhando o elevador esperando ele chegar.
- Sim, era um julgamento, mas foi rápido.
- Com está achando o trabalho no Ministério? – Perguntou ele.
- Bom, muito bom, muito diferente de tudo que eu já fiz na vida na verdade, mas muito bom.
- Que bom, eu imaginei que fosse se dar bem, eu fale com a minha esposa, nós queremos convidar você e o seu marido para jantar lá em casa no Sábado, assim podemos todos nos conhecer melhor, o que acha?
Hydra não esperava receber o convite tão cedo, mas gostou de ter uma oportunidade de conversar com a eposa americana dele.
- Sim, eu vou falar com o Peter para ver se ele não tem plantão, posso lhe dar uma resposta amanhã?
- Sim, claro, sem problema.
O elevador chegou e os dois embarcaram para o térreo.
- Eu recebi o pedido de visto com sua assinatura, já fez as entrevistas então? – Perguntou ele enquanto os dois se apertavam no elevador.
- Sim, uma pobre senhora que queria partir com a família para a Suécia, terra da mãe dela.
- Sim, eu sei, eu já assinei o visto de todos eles.
- Que notícia boa! Acho que eles ficarão muito felizes com essa notícia! – Comentou Hydra sorrindo.
- Sim, infelizmente temos tido muitas partidas.
- A colega do meu departamento me falou sobre isso.
- E só vai piorar, o medo de Você-sabe-que faz as pessoas quererem fugir para longe, mesmo a minha Elizabeth queria voltar para casa comigo – Algumas pessoas olharam quando ele falou "Você-sabe-quem".
- Sim, mas viver com medo não adianta, temos que aprender a lutar – Afirmou Hydra.
- Falou muito bem...
Hydra chegou em casa se sentindo completamente exausta no fim do dia.
- Como foi o primeiro dia? – Perguntou Peter animado recebendo ela na porta de casa.
- Bem meu amor, não sabia que estaria em casa cedo hoje – Comentou ela.
- Sim, eu não tive plantão, estava te esperando – Disse ele a beijando.
Hydra contou sobre todas as novidades do dia enquanto os dois jantavam um delicioso jantar preparado por Peter.
- Eu não acredito que você foi na Rússia – Disse ele parecendo muito animado.
- Fui só em duas salas, não vi nada do exterior – Garantiu Hydra rindo.
- Mas mesmo assim, é um emprego legal, apesar de ter que assistir um julgamento de um cara e tal, mas pelo menos era de um culpado, não de um inocente.
- Sim, mas de qualquer maneira, foi difícil ver o desespero dele e também o da Senhorinha querendo ir embora do país, graças a Deus ela conseguiu a permissão – Disse Hydra quase terminando o jantar.
- E o tal do Gustav nos chamou para jantar entao? – Disse Peter.
- Sim, sábado, você pode ir?
- Posso, sábado não tenho plantão, deixei o fim de semana mais livre pra você.
- Ótimo, eu falo para ele amanhã – Disse Hydra se sentindo mais animada.
- Vou finalmente ver esse famoso Gustav... – Disse Peter meio irônico.
- Nada de ciúmes heim – Disse Hydra o encarando.
- Não estou, de verdade, só estou brincando, estou é feliz por você estar indo tão bem... - Disse Peter a beijando profundamente do jeito que só ele sabia fazer e a fazendo esquecer de tudo por um momento, só lembrando dele e daquele momento... Peter era realmente incrível com ela e ela com ele.
