Hydra ficou tão animada durante todo o dia seguinte, mas não quis falar nada com seus companheiros de trabalho por medo de eles não terem sido convidados também.
- O que houve Macmillan? Você está sorridente demais – Perguntou Ian.
- Nada, só tive um bom fim de semana – Afirmou ela.
Hydra decidiu ir até a sala do Gustav durante o almoço para ver se ele havia convidado ela.
A primeira batida veio com um memorando escrito "Em reunião, aguarde alguns minutos, por favor".
Hydra então decidiu olhar os quadros que tinha no corredor perto da sala dele, alguns bruxos tomando chá, outros lutando contra criaturas mágicas, vários bruxos sorrindo e acenando e alguns mal encarados, todos com legendas que diziam ser de exs representantes internacionais e exs Chefe do Departamento de Cooperação Internacional em Magia.
Hydra viu então a porta de Gustav abrindo e um bruxo ruivo e de cabelos muito longos saindo.
- Oi, queria saber se podia falar com você rapidinho – Perguntou Hydra antes do bruxo fechar a porte.
- Mas é claro, entre, por favor – Disse Gustav a direcionando para dentro da sala e fechando a porta.
A sala de Gustav não era muito grande, mas também não era pequena, tinha como quase todas as salas que vira no Ministério, muias estantes com livros e uma grande escrivaninha de madeira, tinha também imagens de vários bruxos que foram representantes Sueco no Ministério Britânico antes dele e uma grande bandeira que tremulava da Suecia. Gustav puxou uma das cadeiras na frente da escrivaninha com um gesto da varinha para Hydra sentar e logo se sentou no outro lado.
- Diga, no que posso ajudar? Devo dizer que minha Elizabeth ficou encantada com você e o Peter e já quer marcar um novo jantar em breve.
- A, muito obrigada, também gostamos muito dela, dos dois na verdade, vamos marcar sim é que... – Disse Hydra sem jeito – Eu queria saber se você que me convidou para a festa da MACUSA no Halloween – Disse Hydra diretamente.
- Eu? Não Hydra, só soube dessa festa porque fui convidado também, acho que nem teria o poder de chamar alguém, eu só fui convidado porque sou e tenho uma esposa americana que é ex funcionária da MACUSA, geralmente eles só chamam os grandes chefes de departamento e as pessoas do próprio setor de representação Norte Americana, ai imagino que até os assistentes Juniors de lá, mas não sabia que chamariam todos os outros setores.
- Mas pelo visto não chamaram, ninguém da minha sala falou nada, eu estou achando que fui só eu, mas queria saber o porquê, achei que tinha sido você por saber o quanto eu me interessei pela MACUSA.
- Não, acredite, se eu pudesse convidaria com certeza.
- Bem, realmente não sei quem foi, será que eu deveria ir mesmo assim?
- Mas é claro que sim, eu acho que deve sim, é um grande evento, muitas pessoas importantes vão estar lá, é bom para fazer conexões e isso nunca é algo ruim.
Hydra pensou que talvez pudesse ajudar a ordem conhecendo gente importante e poderosa que pudesse ajudar na luta contra Voldemort, então decidiu ir.
- Você e Juliane vão então?
- Não, só eu, ela está grávida, não pode viajar por chave de portal, mas se você ficar no grupo que terá que passar o dia, posso lhe mostrar lugares incríveis em Nova York para a comunidade bruxa, Elizabeth me mostrou todos, você e Peter vão amar.
- É, eu não sei se o Peter vai, ele tem plantão no dia, está tentando trocar, mas eu espero que sim – Disse Hydra observando um bruxo que a olhava atento em um dos retratos.
- Achates Ragnvaldsson – Disse Gustav – Representante da Suécia para o Ministério Britânico de 1846 até 1877.
O quadro pareceu ficar pomposo com a menção do seu nome e fingiu começar a dormir.
- Um curioso, se você me perguntar – Disse Gustav brincando.
Hydra saiu se sentindo mais curiosa do que nunca.
- Me desculpe amor, eu não vou poder ir – Disse Peter mais tarde a noite enquanto jantavam – Não consegui trocar meu turno de jeito nenhum, o Halloween é uma noite agitada do ano.
- A que pena... – Disse Hydra tristonha.
- Mas você deve ir, conhecer Nova York, ver a MACUSA, vai ser divertido.
- Você tem certeza? – Perguntou Hydra encarando os olhos de Peter que por algum mistério pareciam mais azuis a cada dia.
- Absoluta, vá se divertir! – Disse ele sorrindo enquanto tomava sua sopa de abóbora.
Hydra enviou a confirmação de presença de uma pessoa naquele mesmo dia a noite, se sentia triste de ir em Peter, mas ficou feliz quando soube que Abbas também iria.
- Infelizmente a Jeniffer também não vai, vai cobrir um evento de Halloween – Disse Abbas no almoço no salão de chá do Ministério.
- Bom, pelo menos vamos poder nos fazer companhia.
- Sim, vai ser bem divertido, mas ainda não entendo quem pode ter te convidado, achei que ia ser um evento bem fechado – Disse Abbas sentado em uma das mesas com Hydra.
- Também não sei, vai ver alguém foi com a minha cara por lá – Disse Hydra brincando.
Depois de um dia intenso, onde teve que visitar a Romênia e a Bulgária por chave de portal duas vezes (cada viagem parecia tirar um pouco da energia do bruxo, Hydra achava pelo menos) se sentia completamente exausta, mas foi recebida na porta de casa por Peter.
- Hydra, tenho uma notícia... – Disse Peter parecendo nervoso.
- Ai meu Deus, é a mamãe, é o Draco? Alguém morreu – Disse Hydra quase desabando nos braços de Peter.
- Não, mas é sua amiga, Kate Bell, ela foi almadiçoada por um colar na escola ontem, está em um estado delicado, que exige cuidados no St Mungo's, mas não se preocupe, pelo que tudo indica ela vai viver e viver bem, estamos trabalhando o máximo possível nela – Dizia Peter calmamente com sua voz de curandeiro que diz notícias para a família.
- Como assim ela foi almadiçoada por um colar, Peter? – Disse Hydra muito nervosa ainda segurando a mão do marido.
- Não sabemos ao certo, era um colar com uma maldição de morte muito forte, mas ela não tocou direito nele, então ela vai ficar bem, só vai demorar um pouquinho, ela ainda está em um estado delicado que exige cuidados especiais, mas o professor Snape conseguiu impedir que a maldição se espalhasse quando ela ainda estava em Hogwarts.
- Eu quero vê-la Peter – Disse Hydra quase chorando.
- Hoje não pode Hydra, já passou o horário de visitas.
- Mas você não pode me levar como curandeiro, por favor?
Hydra gostava muito de Kate, apesar de não ser tão íntima quanto de Angelina e Alicia.
- Não posso Hydra, ela está em repouso, mas amanhã na hora do seu almoço vá até lá e me procure, eu te levo direto até a sala dela, ok?
- Ok... - Disse Hydra chorosa.
No dia seguinte, Hydra passou uma manhã preocupada, saiu do Ministério no horário do almoço e aparatou perto do St Mungo's.
- Estou aqui para visitar Kate Bell – Disse Hydra para o manequim da aparente loja fechada para reformas.
O manequim fez um leve aceno com a cabeça e um sinal com o indicador e Hydra entrou atrevessando o vidro.
A recepção estava lotada, bruxos e mais bruxos lendo revistas, fazendo barulhos estranhos e meio transformados em algo.
Hydra se aproximou da mesa aonde a bruxa loira meio mal humorada orientava os visitantes, aguardou em uma fila até chegar a sua vez.
- Estou procurando o Curandeiro estagiário Peter Macmillan.
A bruxa que Hydra sabia ter uma quedinha por Peter a olhou meio feio.
- E você é?
- Hydra Macmillan, esposa dele.
A bruxa a olhou mais feio ainda e chamou por um outro bruxo que estava perto.
- Ed, chame o Macmillan por favor, diga que a eposa dele está esperando na recepção.
- Ué, o Macmillan? A esposa dele não está no quarto andar?
- O Filho... – Completou a bruxa sem tirar os olhos de Hydra.
- A sim, ok.
- Aguarde na recepção por favor –Disse a Bruxa loura – PRÓXIMO.
Hydra se sentou ao lado de uma bruxa que soltava bolhas pela boca cada vez que respirava e lia o "seminário bruxo".
Em pouco tempo, Peter surgiu, tão bonito que algumas mulheres na recepção se viravam para olhar, usando sua veste verde clara com símbolo do St Mungo's. Hydra se levantou e o abraçou.
- Vamos, a Kate está aqui no térreo.
Hydra seguiu com Peter por corredores no térreo, vários curandeiros iam e voltavam.
- Aqui – Disse Peter apontando para uma das enfermarias – Os pais dela estão junto, mas ela não está em condições de falar, está inconsciente.
- Tudo bem, eu só quero vê-la.
Enfermaria Mendi Groon para Acidentes com artefatos graves: Objetos amaldiçoados.
Logo abaixo, havia um cartão em uma moldura de latão no qual alguém escrevera:
Curandeiro Responsável: Mark Stwuard Curandeiro Estagiário: Peter Macmillan
- Não sabia que você estava cuidando dela – Disse Hydra.
- Foi uma coincidência, esse mês eu estou nessa enfermaria. – Respondeu Peter.
Hydra entrou em uma enfermaria semelhante a do Sr Weasley, mas somente duas pessoas estavam em leitos, uma era Kate e outra uma bruxa que parecia ter estado perto de uma explosão, ela tinha uma outra bruxa ao seu lado segurando a sua mão e Kate tinha seus dois pais ao lado dela.
- Senhor e Senhor Bell – Disse Peter – Está é minha esposa, Hydra Macmillan, ela é amiga de Kate da escola.
A Senhora Bell, uma senhora de cabelos castanhos e de tamanho médios que tinha os olhos vermelhos de tanto chorar e o Senhor Bell, um senhor de cabelos castanhos e olhos azuis a olharam.
- Sim, Hydra Malfoy, não? Kate falava tanto de você, foi no casamento de vocês mês passado, não foi? – Perguntou a Senhor Bell a cumprimentando.
- Isso, sim, Kate é uma grande amiga – Disse Hydra.
- Que bom, hoje ela recebeu a visita de mais duas amigas de Hogwarts também e alguns amigos. – Disse a Senhora Bell.
- Angelina, Olívio, Fred, Jorge e Alicia – Afirmou Peter a olhando.
- Vocês são casados? Que coincidência que o curandeiro que está cuidando da minha Kate seja casado com uma amiga dela – Disse o Sr Bell segurando a cama da filha.
- Sim, foi uma coincidência -Informou Peter – Eu havia comentado ontem, mas acho que estávamos todos muito nervosos.
- Sim, sim, de fato – Disse o Sr Bell olhando para a filha.
- Eu estava dizendo para Hydra ontem que a Senhorita Bell vai ficar bem, a maldição no colar realmente era muito forte, mas por sorte ela só tocou pelo furinho em sua luva, só um raspão, o Professor Snape agiu rápido e sabiamente.
- Sim, sim, vamos agradecer muito ao Professor – Disse a Senhora Bell quase chorando de novo.
- Só um raspão a deixou assim? – Perguntou Hydra para Peter baixinho, sem que os pais dela ouvissem, observando a amiga branca como um papel deitada inconsciente.
- Sim, era uma maldição especialmente muito forte – Respondeu Peter com o rosto sério, também bem baixinho, sem os pais dela ouvirem - Essa maldição foi feita para matar alguém, provavelmente.
- Seu marido tem sido maravilhoso, Hydra, ele ajudou muito, está tratando da nossa Kate junto com o Senhor Stwuard de uma forma maravilhosa, realmente somos muito gratos – Disse a Senhora Bell.
- Que bom, fico feliz em saber disso, que ela está em boas mãos – Hydra sorriu e se aproximou da amiga.
- Não a toque Hydra, não sabemos muito sobre a transmissão da maldição – Afirmou Peter a segurando.
- Ok, desculpe – Disse Hydra se afastando.
- Você está trabalhando no Ministério? – Perguntou a Sra. Bell olhando o crachá que Hydra esquecera completamente de remover.
- Sim, sim, no Departamento de Cooperação Internacional em Magia – Disse Hydra removendo o crachá, não deveria usá-lo fora das dependências do Ministério – Esqueci completamente que ele estava aqui – Disse Hydra enquanto tirava o crachá e colocava em seu bolso.
- Que bom que os amigos da minha Kate parecem estar indo tão bem – Forçou um sorriso o Sr. Bell.
- Hydra, é melhor irmos, Kate precisa de descanso e em breve teremos que dar mais poções para ela – Disse Peter.
- Quais ela está tomando? – Perguntou Hydra.
- Mais de vinte e sete Hydra – Afirmou Peter e na mesma hora uma enfermeira ruiva entrou com uma bandeija cheia de poções, parou primeiro no leito da menina ao lado.
- Bom, melhoras para a Kate, Sr e Sra. Bell, eu volto outro dia para ver seu estado de saúde – Afirmou Hydra se despedindo dos dois.
- Por favor volte, irei contar para nossa Kate que esteve aqui quando ela acordar. – Disse a Sra Bell sorrindo.
Hydra seguiu com Peter para o salão de chá no quinto andar. Os dois se sentaram em uma mesa e Peter pediu chá e sanduiches para os dois.
- Pobre Kate, ela sempre foi tão boazinha... – Disse Hydra ainda pensativa.
- Ela vai ficar bem, ela só está realmente mal agora, mas vai melhorar, estamos fazendo tudo que é possível por ela – Disse Peter sentado na sua frente.
Um bruxo de barba longa e branca e cabelos brancos usando vestes azuis com o símbolo do St Mungo's
- A Macmillan, como vai?
- Muito bem Sr. Hillon, deixe-me apresentar minha esposa, Hydra Macmillan.
Hydra olhou e cumprimentou o bruxo que parecia simpático e sorridente.
- A que linda esposa você tem Macmillan! Meus parabéns.
- Obrigada, realmente é linda – Disse Peter olhando para Hydra – Hydra, esse é Kevin Hillon, curandeiro e vice-diretor do St Mungo's.
- Um prazer em conhecê-lo Sr Hillon – Disse Hydra.
- Um ótimo curandeiro esse seu marido, ótimo, o melhor estagiário que já tivemos nos últimos anos se me permits dizer, mas também, filho de dois chefes curandeiros maravilhosos, não poderia ser diferente, não duvido desse menino estar dirigindo tudo isso aqui em poucos anos! – Disse o bruxo sorridente, Hydra se sentiu por algum motivo muito orgulhosa.
- Sim, ele é maravilhoso! Fico muito orgulhosa de ouvir isso do senhor! - Disse Hydra sorrindo.
- Bom, vou deixar o jovem casal em paz, foi um prazer – Disse o bruxo saindo em direção a mesa de atendimento.
- Simpático ele, não? – Disse Hdyra.
- Sim, é um ótimo vice-diretor também, deve, provavelmente, se tornar diretor em breve quando o atual se aposentar.
- Seus pais são curandeiros chefes? – Perguntou Hydra quando o pedido dos dois chegou na mesa.
- Sim, papai é chefe de todo departamento de danos causados por feitiços e mamãe é curandeira chefe de pessoal no setor de vírus mágicos.
Depois do almoço, Hydra passou na loja do hospital no mesmo andar e mandou flores para o quarto de Kate e também para a menina que estava ao seu lado na enfermaria.
Hydra recebera a confirmação da festa na MACUSA no final de Outubro.
"Sala 17 no departamento de transporte mágico às 1 da manhã do dia 1 de Novembro, volta na sala 19 da MACUSA no departamento de transportes mágicos às 16 horas locais de Nova York do dia 01 de Novembro, equivalente às 21 horas locais de Londres.
Acomodações no Hotel bruxo "estada mágica" próximo ao evento e estamos anexando além do pedido de permissão de varinha, um pedido de visto de um dia para visitantes oficiais para que possas aproveitar a cidade em seu tempo livre e também uma permissão de compras caso queira aproveitar as diversas lojas mágicas da cidade.
Toda e qualquer bagagem a ser levada deve ser deixada no dia anterior no Ministério e será transportada até o seu hotel.
Atenciosamente,
Brandon Bulstrode"
Chefe do Departamento de Cooperação Internacional em Magia
- Vou voltar só no dia seguinte – Disse Hydra para Peter no café enquanto lia a carta que uma linda coruja negra tinha acabado de trazer.
- Não tem problema, o Abbas também, ele me disse ontem, só volta no dia seguinte às 5 da tarde.
- Bom, vou conversar com ele, quem sabe podemos ir aos locais mágicos de Nova York, eu li sobre um lugar equivalente ao Beco Diagonal, da para comprar algumas coisas.
Hydra visitou Fred e Jorge no dia antes da viagem.
- Nos traga vários produtos das lojas de logros, queremos analisar a concorrência – Disse Jorge sentado no sofá da sala do loft.
- Ok, mas eu tenho um limite de compras, eles são extremamente meticulosos, tem documento para tudo – Disse Hydra que passou um bom tempo preenchendo documentos para a viagem – Se eu fosse uma regular do Ministério lá não precisaria tudo isso, eu acho.
- Então traga o que puder, temos que ver o que esses americanos andam fazendo – Disse Fred.
No dia seguinte, Hydra terminou o trabalho mais cedo e correu para casa para se arrumar, se sentiu grata pelas centenas de vestes formais que a mãe tinha comprado para ela ao longo dos anos, pelo menos as que ainda estavam boas nela e ela não tinha doado.
Escolheu uma linda veste azul de organza na saia e renda e brilhos prateados no top, prendeu seu cabelo em um coque elegante e usou o mesmo belo batom vermelho do casamento com uma maquiagem mais suave nos olhos.
- Meu Deus! – Disse Peter quando a viu, vindo se despedir para sair para o seu plantão – Assim você quer que eu vá direto para o St. Mungo's em uma maca voadora!
- Ha, ha, muito engraçado – Disse Hydra o beijando.
- Eu nunca vi uma bruxa Inglesa tão bonita na minha vida, é sério, os americanos não vão saber o que atingiu eles, talvez eu devesse ter ciúmes...
- Nem pensar, não precisa mesmo, eu te amo meu amor, muito e só tenho olhos para você!
Peter sorriu e a beijou mais profundamente.
Hydra guardou sua identificação, permissões e varinha em um bolso mágico na saia do vestido (ele não era aparente de fora)
- Tem dinheiro com você? – Perguntou Peter.
- Sim, eu troquei em Gringotes ontem quando fui visitar os gêmeos pelo dinheiro mágico americano e também um pouco de ddinheiro trouxa dos dois locais, para pegar transporte se for um local movimentado que não dê para aparatar, estou levando o suficiente, pode deixar.
Hydra se despediu de Peter, fez carinho em Lacerta que parecia crescida deitada em sua cama toda esticada, depois em Lydra e Herus e saiu com ele, Peter aparatou para o hospital e Hydra para a entrada de Funcionários do Ministério.
Todos a olhavam quando ela passava para os elevadores, apesar de quase ninguém estar no Ministério naquela hora.
Hydra entrou no elevador com alguns bruxos e esperou até chegar ao seu destino.
Nível 6, Departamento de Transportes Mágicos
Autoridade da Rede de Flú · Controle de Aferição de Vassouras · Seção de Chaves de Portais · Centro de Testes de Aparatação.
Disse uma voz feminina, Hydra saiu do elevador com mais três bruxos, todos vestidos a rigor e procurou a sala 17.
Abriu a sala onde algumas escrivaninhas e vários objetos estranhos ocupavam espaço.
- Nome? – Perguntou uma bruxa de aparência cansada e cabelos loiros presos.
- Hydra Macmillan.
A bruxa conferiu em uma longa lista, Hydra viu que mais cinco bruxos todos bem vestidos esperavam em um canto da sala.
- Ok, está aqui, por favor, espere ali com os outros e segurem aquela bota velha precisamente às 19 horas, nem um segundo a menos.
Hydra cumprimentou a todos e ficou esperando em um canto, logo depois mais um bruxo chegou.
- Muito bem, mãos na bota... AGORA! – Disse a bruxa.
Hydra segurou a bota junto com os outros bruxos, sentiu a conhecida sensação da viagem por chave de portal que sentia desde os 11 anos, porém essa foi mais longa e mais enjoativa que qualquer outra, Hydra pensava que talvez pela distância maior, só sabia que sentia um alívio quando aterrissou em uma outra sala escura semelhante a anterior.
- Chave 119 das 1 hora do dia 1 de Novembro local de Londres, 20 horas do dia 31 de Outubro local de Nova York – Disse uma bruxa de pele marrom e baixinha com sotaque forte americano.
- É como voltar no tempo – Brincou uma bruxa ao seu lado que usava uma elegante veste lilás e tinha vindo na mesma chave de portal.
- Bem-vindos em nome da Macusa, peço por favor que cada um procure uma escrivaninha e se sentem com suas permissões em mãos – Disse a mesma bruxa.
Hydra se dirigiu a uma escrivainha na qual um bruxo de cabelos castanhos e pele negra a olhava meio espantado.
- No nome – Disse ele gaguejando.
- Hydra Macmillan.
- Posso ver suas permissões? – Hydra notou que o bruxo parecia completamente vermelho no rosto.
- Claro.
Depois de checar cada permissão e carimbar, o Bruxo entregou dois cartões para Hydra.
- Essa é sua permissão de compra, é para ser entregue quando estiver voltando para casa, essa é sua identificação para ser usada nas suas vestes agora.
Hydra viu um crachá com sua foto, nome e cargo escrita "permissão oficial de 24 horas" que colocou nas vestes.
- Posso ver sua varinha? – Disse o bruxo ainda parecendo sem graça.
Hydra entregou a varinha para ele que analisou com uma maquininha parecisa com a do segurança do Ministério enquanto olhava seu pergaminho de permissão de varinha.
- Ok, tudo ok! - Disse ele devolvendo a varinha.
- Peço que esteja aqui nessa mesma sala meia hora antes da partida da sua chave de portal e que permaneça sempre com sua identificação, quando sair do prédio da Macusa, favor colocar ela em seu bolso. Bem-vinda em nome da MACUSA e bem-vinda aos Estados Unidos da América.
- Obrigada! – Disse Hydra se levantando.
- Todos por favor me sigam... – Disse a bruxa que anunciou a chegada do grupo.
Eles saíram pelos corredores escuros, Hydra notou que estavam alto, mas abaixo deles tinha somente um grande Lobby muito abaixo, todo prédio parecia uma catedral enorme, sem andares, eles foram seguindo até um elevador, um elfo doméstico operava o mesmo.
- Oi Adams! – Disse o Elfo para a bruxa.
- Oi Telvin, estou com o grupo 119, pode por favor nos levar até o salão nobre?
- Claro – Disse o elfo direcionando o elevador para baixo.
Hydra chegou no Lobby, ela notou um grande monumento escrito "Monumentos as bruxas de salém" e também enormes Fênixes de ouro cobertas com folhas de ouro.
O local era gigantesco, negro e marrom coberto com ouro e esmeraldas e uma escadaria que dava a um Lobby menor.
Hydra ainda admirava tudo quando foi conduzida até uma das salas no andar térreo, ouviu uma grande agitação, entrara em um grande salão de paredes negras e brancas e vidros negros, toda decorada com ouro, centenas de mesinhas com oito cadeiras estavam espelhadas pelo salão, em um grande placo uma banda tocava um ritmo antigo e uma grande mesa estava a sua frente, muitos bruxos e bruxas com lindas roupas coloridas circulavam pelo salão e sentavam nas mesas, também muitos garçons andavam de um lado para o outro.
- Nomes por favor – Disse uma bruxa loira bem vestida quando o grupo terminou de entrar.
Hydra esperou até sua vez e deu seu nome.
- Hydra MacMillan, Ministério Britânico.
- Mesa 19 por favor – Disse a bruxa – É no lado esquerdo, mais lá na frente.
Hydra seguiu entre os muitos bruxos e bruxas que conversavam animadamente, encontrou sua mesa e nela já estavam Abbas, Gustav e PERCY WEASLEY.
Hydra cumprimentou a todos.
- Você está muito bonita - Disse Gustav.
- Está muito bonita mesmo, cunhada – Disse Abbas enquando Hydra se sentava ao seu lado.
- Como vai Hydra? Está muito bonita realmente – Disse Percy.
- Muito bem Percy, esperava que estivesse sentado na mesa do Ministro – Disse Hydra desconfiada enquanto aceitava uma cerveja amanteigada que um garçom trazia.
- Sim, mas ele está sentado ali – Disse ele apontando para a mesa principal abaixo do palco onde Scrimgeour estava conversando animadamente com um bruxo careca – E só os Ministros e representantes sêniors ficam ali, aquele ao lado dele é o presidente da MACUSA, Luke Hamill.
- Que interessante, eu li sobre ele, parece ser um presidente justo pelo que li sobre - Disse Hydra admirando o homenzinho careca e sorridente ao lado de Scrimgeour.
- Sim, um grande homem, temos várias pessoas importantes nessa sala aqui hoje Hydra, espero que aproveite as oportunidades – Disse Percy pomposo como sempre.
Hydra viu os mais fascinantes tipos de bruxos e bruxas entrarem no salão, depois de meia hora, já estava cheio, um casal de bruxos sentou na mesa com eles, se apresentaram como Sr e Sra Knight, aparentemente o Sr Knight fazia parte do gabinete do Ministro da magia, ficou horas conversando com Percy sobre coisas absolutamente entediantes.
Algum tempo depois, a banda parou de tocar e o bruxo ao lado de Scrimgeour se levantou, ampliou sua voz magicamente com magia e pediu silêncio, todos os bruxos no salão se sentaram e se voltaram para ele.
- É com imenso prazer que tenho aqui essa noite bruxos e bruxas das comunidades Americana e Inglesa – Ele olhou para Scrimgeour e acenou nessa parte – Em 1777, 219 anos atrás, a presidente Elizabeth McGilliguddy, presidiu o infame debate "País ou Classe?". Eles discutiram se a comunidade mágica devia maior lealdade ao país no qual fixara residência, ou à velada comunidade global de bruxos e se tinham eles a obrigação moral de ajudar os no-majs norte-americanos na luta de libertação dos trouxas britânicos. Oras, depois de uma negação, bem, uma singela negação – Disse ele rindo e o resto do salão também - "Vamos ficar de fora", respondeu o Ministério Britânico (mais risadas) e a famosa resposta de McGilliguddy foi ainda mais curta: "É bom mesmo". (o salão explodiu em risadas)
Hydra notou que mesmo Scrimgeour não se controlou e riu, mesmo que bem pouquinho e discretamente.
- Ora, ora, decidimos não participar, a comunidade bruxa, o sangue bruxo não devia ser então derramado por uma causa que não era nossa, nossa unidade como bruxos, como uma úinica comunidade era mais importante para nós, muitos não apoiaram, é claro, queriam ajudar salvando vidas e isso é uma atitude nobre, mas nossa comunidade precisava e ainda precisa se manter assim, forte, unida, somos todos uma só nação, a nação bruxa, é por isso que celebramos essa paz entre nosso Congresso e o Ministério Britânico, a paz que não deve ser perturbada jamais, nossa união deve sempre permanecer forte – Hamil levantou uma taça e foi imitado por todos – Um brinde, para a união Americo-Briânica, um brinde a MACUSA e ao Ministério da Magia Britânico, um brinde a todos os bruxos e bruxas aqui presentes e no passado, que possamos sempre celebrar essa paz.
Todos brindaram com o presidente e depois o aplaudiram fortemente, Hydra admirou como era eloquente e parecia amado por seu povo.
Logo depois, foi a vez de Scrimgeour discursas, Percy ouviu atento ajeitando as vestes, como se fosse falar dele.
- Obrigado Presidente Hamil – Disse ele apoiando a mão no ombro do bruxo – Pelas sábias e delicadas palavras, em nome do Ministério da Magia Britânico, só queremos agradecer por toda a hospitalidade que a MACUSA tem conosco, todos sabem que estamos passando por momentos horríveis em nosso país, a comunidade bruxa Britânica está em risco e nossa união é mais importante agora do que nunca – O desconforto nos olhares de alguns bruxos com o tema era evidente.
Hydra notou um homem vestido em uma veste negra sentado na ponta do outro lado do salão, ela parecia conhecer aquele homem, parecia saber quem ele era.
- Eu já volto... – Disse ela para os amigos na mesa.
- Mas você vai perder o discurso do Scrimgeour – "Brigou" Percy.
- Eu preciso ir, eu já volto – Repetiu Hydra andando discretamente até o outro lado do salão para mais próximo do bruxo, sob o olhar acusador de Peter.
Hydra se sentou em uma mesa perto de onde o homem estava para olhá-lo melhor, as pessoas sentadas ao seu redor estranharam, mas Hydra deu boa noite e nada falou, precisava ver o homem mais de perto... Mais perto...
Hydra levou um choque que tomou todo seu corpo, reconheceu na hora quem era o homem e correu para não ser reconhecida por ele, precisava encontrar alguém, alguma pessoa de autoridade.
O salão se enchia de aplausos, Scrimgeour devia ter terminado seu discurso, Hydra não conseguia ouvir, garçons começaram a circular pelas mesas novamente aos montes, Hydra finalmente viu uma bruxa de cabelos castranhos encaracolados quase ruivos, leu seu crachá que dizia "Viviane Miller – Auror MACUSA".
- Com licença, Senhora Miller? – Perguntou Hydra.
- Sim – Disse a bruxa olhando desconfiada para Hydra.
- Eu poderia falar com a Senhora em particular?
Os outros membros da mesa olharam curiosos, Miller concordou e se afastou com Hydra.
- O que está havendo? – Perguntou Miller incisiva.
- Eu vi um bruxo, ele está sentado ali na frente, seu nome é Leonel Ansel, ele é um comensal da morte.
- Um comensal da morte? Como um bruxo das trevas Britânico? Como você sabe? – Perguntou a bruxa agora puxando Hydra para mais longe e olhando preocupada para os lados.
- Porque ele é amigo do meu pai e ele também é um comensal da morte graças a Deus já preso...E eu já soube de atitudes suspeitas dele... - Disse Hydra envergonhada.
- E como ele está aqui então? No meio de todo o Ministério?
- Ele não está sendo procurado, o Ministério ainda não tem provas que ele seja um comensal.
- E você tem? – Perguntou Miller meio debochada.
- Sim, quer dizer, não, mas eu sei que é, antes de eu sair de casa eu fiquei trancada quase um mês no meu quarto, eu nunca ouvia nada, mas eu ouvi Ansel conversando com meu pai uma vez, eu contei isso para os Aurores é claro, mas infelizmente não puderam achar nada contra ele.
Hydra realmente ouvira Ansel na única vez que conseguiu ouvir algo, próximo do dia de ir embora, relatou para ordem, mas não conseguiram provar nada para o Ministério contra Ansel.
- E o que você espera que eu faça? – Perguntou Miller parecendo agora irritada.
- Não sei, só fique de olho, ele pode estar planejando algo ruim, ele não deve estar aqui atoa.
Miller pareceu pensar por um tempo e então respirou fundo e falou?
- Vamos, me mostre quem ele é.
Hydra andou com a bruxa e mostrou o bruxo louro de meia idade sentado em uma das mesas.
- Ok, eu quero que você volte para a sua mesa, eu vou arrumar uma desculpa para interrogá-lo junto com outros aurores, ok?
- Mas eu posso...
- Agora Senhora Macmillan – Disse ela olhando para o crachá de Hydra – Aqui não é sua jurisdição - Além disso, como filha de um comensal, como conseguiu estar no...
- Ministério? Eu não sou meu pai, eu ajudei na batalha aonde ele foi preso, eu e meu pai somos muito diferentes, Senhora Miller...
- Eu não tive a intenção... - Disse a bruxa sem graça.
- Tudo bem, eu provavelmente pensaria o mesmo se fosse a senhora - Disse Hydra sorrindo e depois se afastando.
Hydra voltou para a mesa sob os olhares curiosos de Abbas, Percy e Gustav.
- O que houve? – Perguntou Percy.
- Nada, só achei que vi um velho conhecido...
- Você não pode agir assim Hydra, sair no meio do discurso do Scrimgeour, já pensou a ideia errada que isso passa do Ministério? – Disse Percy nervoso.
- Relaxa, ela não estava cuspindo na cara dele nem nada do tipo – Disse Gustav rindo e Percy olhou para ele ultrajado.
- Abbas, eu preciso falar com você, tenta dar uma desculpa para sairmos da mesa – Disse Hydra baixinho para o cunhado.
- Com licença Senhores, eu vou levar minha cunhada para conhecer alguns amigos meus, já voltamos.
Percy mais uma vez olhou reprovando a atitude de Hydra que saiu com Abbas para longe da multidão. Hydra explicou para ele assim que pôde tudo que aconteceu.
- E você acha que eles farão algo?
- Não sei, mas...
Nesse momento Hydra viu Ansel saindo discretamente sendo seguido colado por Miller e mais dois bruxos, Hydra notou que a varinha de Miller estava discretamente apontada para as costas de Ansel, ela achava que mais ninguém percebeu isso porque era realmente muito discreto.
- Você acha que eles vão conseguir tirar algo dele que nosso Ministério não conseguiu? –Perguntou Hydra observando a cena.
- Não sei, eles podem ser bem incisivos Hydra, acredite.
Hydra decidiu tentar curtir o resto da noite até saber de algo mais conclusivo, jantou um delicioso prato deliciosos, depois a banda convidou os casais para dançar, o casal na mesa de Hydra se levantou rapidamente.
- Somos três homens e uma mulher, como faremos? – Perguntou Gustav rindo.
- Eu danço um pouco com cada um, sem problemas – Disse Hydra rindo – Abbas?
Abbas e Hydra saíram para a pista de dança e dançaram um tipo de jazz lento que tocava, logo depois Gustav dançou com ela a próxima música e então Percy.
- Eu espero que tenha gostado do meu convite – Disse Percy equanto dançavam.
- Seu convite? – Perguntou Hydra espantada.
- Sim, eu achei que você pudesse aproveitar esse evento para conhecer gente bem relacionada, crescer na carreira.
- Por que você se importaria com isso, Percy?
- Porque eu gostei de ver que você assim como eu também tem ambições e quis entrar no Ministério, eu só qus ajudar.
Hydra queria falar para Percy que não tinha nada a ver com ele e que na verdade o achava um ingrato, mimado e ambicioso demais, mas ficou quieta, ele parecia sincero em sua "generosidade".
- Obrigada Percy, foi um ótimo convite – Disse ela deixando o menino sorridente.
- Se importa se eu roubar a dama por alguns segundos?
Hydra virou e viu um bruxo que falava com sotaque americano, era alto, tinha cabelos castanhos com um leve grisalho, parecia ter seus 40 anos, mas era muito bonito, vestia uma impecável veste negra e prata e seu crachá estava escrito "Luke Holmes – Assessor Sênior do Presidente da MACUSA".
- Claro... – Disse Percy parecendo admirado pela visão do homem. – Senhor Holmes, ouvi tanto falar no Senhor, é uma honra, sou Percy Weasley, assessor Júnior do Ministro da Magia Britânico – Disse pomposo apertando a mão de Holmes.
- Ótimo, é um prazer Senhor Weasley, assessor Júnior, um ótimo cargo, meus parabéns, será que eu podia dançar com a sua jovem dama? – Perguntou ele galante.
- Cla, claro... – Percy deu a mão de Hydra para Holmes que a segurou em uma valsa e saiu contente do local.
- Eu peço pedão, mas vi que a Senhorita dançou com algumas pessoas, não podia perder a oportunidade – Disse Holmes em seu ouvido.
- Senhora – Corrigiu Hydra se sentindo um pouco desconfortável com a situação.
- A, senhora? Achei que era jovem para ser uma Senhora.
- Pois é, mas sou.
- Tem muito tempo?
- Não – Respondeu Hydra secamente.
- Eu costumava ter uma senhora, já tive duas na verdade, mas sabe como é a vida...
- Não, desse jeito não sei, sou muito feliz com meu marido... – Respondeu Hydra – Eu tenho que me sentar, estou cansada, foi um prazer conhecê-lo, Senhor Holmes – Disse Hydra se afastando dele.
- Mas já? – Perguntou Holmes com um sorriso malicioso.
- Sim, foi realmente um prazer.
Hydra aproveitou que um casal entrou entre eles e saiu correndo para sua mesa.
- Por que você deixou o Senhor Holmes sozinho na pista de dança, Hydra? – Perguntou Percy ainda admirando o homem que agora saia para conversar com o Senhor Adams, chefe de Hydra, a deixando preocupada.
- Porque estava de conversa mole para mim Percy e eu sou casada – Disse Hydra olhando a conversa dos dois com preocupação.
- Ele te faltou com o respeito, Hydra? – Perguntou Abbas inflando o peito, Gustav não estava mais na mesa e nem o outro casal que estava com eles.
- Não, mas não gostei do papo dele, eu só queria vir embora – Afirmou Hydra – Você acha que ele está falando alguma coisa de mim para o Sr Adams?
- Não, ele é um membro muito importante do Congresso Americano pra fazer isso – Disse Percy olhando feio para os dois, Abbas e Hydra – Agora se me dão licença, irei tentar falar com algumas pessoas importantes no congresso também...
Percy saiu em direção a alguns bruxos e Hydra sentiu alivio quando Holmes deixou o Sr Adams conversando com outro bruxo.
- Quer ir ver o lobby? – Perguntou Abbas notando o nervosismo de Hydra.
- Podemos sair aqui de dentro? – Perguntou ela.
- Sim, não somos prisioneiros... – Brincou Abbas.
Os dois saíram em direção ao lindo Lobby que Hydra viu quando entrou, algumas pessoas também estavam lá fora conversando ou observando os monumentos, os dois observavam as grandes Fênixes de ouro quando Abbas saiu para pegar cerveja amanteigada para os dois.
Hydra foi até o centro do salão e olhou a estatuas de bruxas e uma criança bruxa.
- Um memorial as vítimas de Salém – Comentou Holmes atrás de Hydra a deixando desconfortável novamente.
- Calma, não precisa ter medo de mim – Disse ele ficando ao lado de Hydra.
- Eu vou procurar meu cunhado...
- O que eu fiz para me tratar assim? – Perguntou o bruxo.
- Nada, eu só realmente preciso achar ele...
O bruxo pegou no braço de Hydra.
- Seu nome é Malfoy, não é? – Perguntou ele
Hydra soltou o braço e o olhou com repugnação.
- O de solteira sim e dai?
- Eu fiz negócios com a loja de seu pai, sim, muitos negócios na verdade, fiquei chocado quando soube que ele foi preso esse ano.
- Sim, obrigada por nos fazer mais ricos... – Disse Hydra sendo irônica.
- Não tanto quanto eu, lhe garanto, curandeiro o seu marido, não? Provavelmente não pode oferecer a vida que eu poderia...
- O Senhor está maluco? Eu fui muito rica durante a minha vida inteira, se dinheiro me encantasse eu não teria saído de casa, além disso eu sou muito bem casada, o que te dá o direito de chegar falando esse tipo de coisa para mim? – Disse Hydra em um tom alto o suficiente para algumas pessoas que estavam perto ouvirem e olharem feio.
- Eu não estou falando nada demais, só me encantei, me encantei com a sua beleza, nunca vi mulher assim por aqui, tão linda, tão delicada, o que você quer? Status? Um bom emprego? Me diga e eu te dou...
Ele mais uma vez segurou o braço de Hydra e essa puxou sua varinha.
- Me solta agora! – Ordenou ela mais alto.
- O que está acontecendo aqui? – Perguntou Abbas chegando com duas bebidas. Hydra notou que algumas pessoas olhavam agoras chocadas.
- Nada... – Disse Holmes largando o braço de Hydra – Apenas velhos amigos brincando – Disse ele em voz alta para as pessoas perto ouvirem.
- O que ele te fez, Hydra? – Perguntou Abbas, Hydra ainda tinha a varinha nas mãos.
- Eu não fiz nada, não é mesmo, Malfoy? Seu chefe odiaria saber que você fez um escândalo com um funcionário de alto escalão...
- Ele o que, Holmes? – Perguntou uma bruxa bem vestida, negra e alta, parecia ter mais de 45 anos apesar de ter uma pele linda e brilhante e uma beleza incomparável.
- Madame Pitner... – Disse Holmes parecendo chocado.
- Você estava ameaçando essa jovem? É isso mesmo? E ainda por cima a assediando?
- Eu, não... Claro que não...
- Se retire imediatamente e espere que o Presidente irá saber disso.
- Madame Pitner, eu só estava...
- AGORA HOLMES! – Disse a bruxa imponente.
O Homem saiu para fora do Lobby em direção a rua.
- Agora deixe-me apresentar-me, meu nome é Celestina Pitner, sou vice presidente da Macusa – Disse a Bruxa estendendo a mão para Hydra que a segurou com um certo medo.
- Hydra Macmillan, represen...
- Eu sei quem você é, o seu amigo Weasley disse que o Senhor Adams estava a incomodando e me sugeriu vir até aqui, achei uma ótima atitude dele.
Hydra se admirou com Percy que agora surgia pela porta, abriu um largo sorriso para o bruxo que afinal não era tão ruim assim e disse obrigada com os lábios, Percy curvou a cabeça agradecendo.
- Algumas mulheres já reclamaram de Holmes, mas todas desistiam de denunciá-lo por medo, estava querendo uma oportunidade dessas a anos, sinto muito que seja dessa forma, mas então eu deveria na verdade agradecer a Senhorita, perdão... Senhora.
- Eu que agradeço Madame Pitner, a Senhora foi maravilhosa, muito obrigada mesmo!
- De nada minha querida, nós mulheres temos que permanecer unidas, não acha? – Disse a bruxa sorrindo.
- Agora venha, faço questão que aproveite o resto da festa e que saiba que sempre é muito bem-vinda na MACUSA.
Hydra entrou acompanhada de Abbas, Madame Pitner e Percy, conversou um pouco mais com a Madmae Pitner sobre a história fascinante da MACUSA antes de ir sentar em sua mesa.
- Eu não acredito que aquele canalha fez isso com você Hydra, eu deveria estar cuidando de você! – Disse Abbas chateado.
- Eu não preciso que você cuide de mim Abbas, eu já sou grandinha, mas eu agradeço sempre a preocupação – Respondeu Hydra.
- Mesmo assim, Peter vai me matar quando souber.
- Não, não vai, não era a sua obrigação ficar grudado em mim 24 horas por dia Abbas, eu agradeço mas não se sinta culpado, por favor Abbas, você fez o possível e eu sei meu cuidar também sozinha cunhado... - Disse Hydra sorrindo.
- Eu sei mas...
- Percy, obrigada por chamar a Madame Pitner, que mulher fascinante! – Disse Hydra se dirigindo para o Weasley que estava sentado a sua frente.
- De nada Hydra, ela é sim, uma das mulheres mais importantes da América e uma bruxa excepicional!
