Hydra saiu da festa por volta das 2 da manhã acompanhada por Abbas e Gustav, Percy iria voltar no mesmo dia por chave de portal.
- Bom, eles disseram para pegarmos o que os trouxas chamam de táxi até o hotel – Disse Abbas.
- Sim, deixe comigo – Disse Gustav.
Eles saíram pelo Lobby, Hydra reparou que ao olhar para o prédio, ele parecia bem diferente por fora.
- Prédio Woolworth – Disse Gustav enquanto Hydra admirava o prédio – É um prédio conhecido trouxa, os dois prédios existem no mesmo lugar, o do Congresso e o prédio trouxa.
- Eu sei, eu tinha lido sobre isso, mas é incrível, esse tipo de magia... Uau... – Disse Hydra olhando para cima.
- Sim, é incrível mesmo – Comentou Abbas.
Gustav fez algum tipo de sinal com a mão e um carro amarelo parou na frente deles.
- Agora, não falem nada de estranho e entrem na porta de trás – Disse Gustav.
Hydra e Abbas sentaram no banco traseiro de um carro apertado enquanto Gustav sentou na frente.
- Hotel Sky City – Disse Gustav para o motorista que olhava admirado para Hydra e depois para a roupa dos dois homens.
- É algum tipo de festa temática? – Perguntou o motorista enquanto saiam.
- Sim – Concordou Gustav.
- O hotel é longe daqui? – Perguntou Hydra.
- A, britânicos! E você também não é daqui, certo? – Perguntou para Gustav.
- Não, não sou, sou Sueco - Respondeu Gustav com simpatia - e não Hydra, não é longe.
- Hydra, que nome diferente... – Disse o motorista.
Hydra admirou a rua que passava, era tudo tão diferente de Londres, que também era linda, mas Hydra parecia ver bastante brilho em Nova York, apesar de ainda preferir as cidades Inglesa e Britânicas no geral e seus arredores.
- Aqui, 8 doláres e 50 por favor – Disse o motorista parando pouco tempo depois.
- Oito o que? – Perguntou Hydra.
- Deixa que eu pago – Disse Gustav dando o dinheiro para o motorista trouxa – Fica com o troco.
- Opa, muito obrigado viu! – Disse o motorista muito alegre com o que deve ter sido uma generosa gorjerta.
Gustav abriu a porta e segurou a mão de Hydra para sair e Abbas saiu logo em seguida.
- Eu nunca estive em um hotel trouxa – Comentou Hydra.
- Não é um hotel trouxa, nós vamos para o prédio ao lado – Disse Gustav mostrando um pequeno prédio com a aparência de abandonado, era um grande contraste com o bonito hotel Sky City.
Na porta, uma placa de "FECHADO" assustava quem passava.
- Hydra Macmillan, Abbas Shafiq e Gustav Gedman, três quartos por uma noite reservados para o Ministério da magia Britânico – Disse Gustav para o que parecia ser apenas um aparede.
Uma porta se abriu parecendo velha e quebrada.
- As damas primeiro – Disse Gustav apontando para a entrada do hotel.
Hydra não podia ter se enganado mais com o local, o que era abandonado por fora, era luxuoso por dentro, tinha as paredes altas em mármore, uma linda e grande escadaria e elevadores dourados, no Lobby, sofás brancos e pretos ficavam perto de uma linda lareira acesa e quadros e mais quadros se mexiam e olhavam para os hóspedes, que eram muitos com as variáveis cores de vestes.
- É o melhor hotel bruxo da cidade! – Afirmou Gustav entrando logo depois de Hydra e Abbas – É também o mais perto da MACUSA, por isso fica tão cheio o ano todo, tem alguns hoteis menores e estalagens também, mais em conta se você não tiver tanto ouro sobrando – Brincou Gustav.
- Eu nunca vi um desses em Londres – Comentou Hydra ainda admirando o local.
- Mas temos, um perto do Ministério na verdade, tão ou mais luxuoso que esse, além de outros nos arredores, só não é muito utilizado por bruxos locais - Comentou Gustav.
Os três se aproximaram do balcão, Hydra seguindo Gustav e ficaram em uma pequena fila até serem atendidos por um simpático bruxo de vestes azul marinho.
- Bem-vindos ao Estada Mágica, aonde todo hóspede é nosso convidado de honra, em que posso ajudá-los?
- Três quartos reservados pelo Ministério de Magia Britânico – Disse Gustav – Para Macmillan, Shafiq e Gedman.
O bruxo conferiu em um pergaminho os nomes.
- Sim, Macmillan Hydra, quarto 1023, décimo andar a direita, Shafiq Abbas, quarto 973, nono andar a direita e Gedman, Gustav, quarto 1123, décimo primeiro andar a direita, todos os seus pertences já foram levados até lá, peço que toquem na fechadura com suas varinhas e digam seus nomes que as portas irão se abrir. O Estada Mágica deseja uma ótima estadia para todos vocês.
Hydra acompanhou os meninos até o elevador onde entraram com mais alguns bruxos, primeiro Abbas desceu no nono andar e então Hydra no décimo se despedindo de Gustav.
- Amanhã às 8 no salão de chá para o café, irei levar você e Abbas para um tour da cidade depois – Disse ele antes das portas do elevador fecharem.
Hydra procurou seu quarto, quando achou, procurou sua varinha em suas vestes, tocou com ela na fechadura e disse.
- Hydra Macmillan.
A porta se abriu, uma suíte com paredes brancas e vermelhas e uma grande cama que parecia muito macia com edredom vermelho, sua pequena mala que tinha enviado pelo Ministério também estava lá, ao lado da cama.
Hydra trocou sua roupa para os trajes de dormir e admirou a vista que tinha de uma enorme janela ao lado da cama, depois dormiu, se sentindo exausta emocionalmente pelo dia de hoje, antes de dormir, pensou que deviam ser 8 da manhã agora na Inglaterra e que Peter devia estar voltando de seu plantão, era engraçado como sentia falta dele, mesmo tendo visto ele mais cedo naquele mesmo dia, só queria que ele pudesse estar ali com ela e era engraçado também estar em um lugar longe de Voldemort e toda sua trupe, era como estar livre, pelo menos por um dia...
Hydra acordou no dia seguinte pouco antes das 8 se sentindo exausta, parecia não ter dormido absolutamente nada, mas sabia também que o fuso horário devia estar mexendo com ela, foi até o banheiro tomar um banho e se vestiu com uma roupa de trouxa, conforme solicitado por Gustav, uma calça jeans e uma blusa rosa escrita "I belive" em branco junto com um sobretudo preto.
Hydra encontrou Gustav e Abbas sentados no salão de chá, Abbas usava uma calça jeans e uma blusa cinza com casaco grosso preto e Gustav uma calça preta e casaco azul marinho com uma blusa branca.
- Bom-dia rapazes – Disse ela se sentando junto a eles.
- Bom-dia Hydra – Disseram os dois.
- Bom, é só pedir alguma coisa do menu para o garçom, depois disso vamos caminhar por Nova York? – Perguntou Gustav animado e Hydra e Abbas concordaram também alegremente.
Eles saíram depois de comer um reforçado café, de novo Hydra se admirou a diferença do Hotel por fora e por dentro.
- Vamos de Daxi de novo? – Perguntou Hydra.
- Táxi – Disse Gustav rindo – Não, dessa vez vamos aparatar, segurem em mim, vou levar vocês em um lugar maravilhoso.
Hydra e Abbas seguraram no braço de Gustav e logo aparataram em frente a um muro de madeira em uma rua meio abandonada.
- Esse é o lugar maravilhoso? – Disse Abbas rindo.
- Espere e verá.
Gustav tocou com a varinha três vezes no muro e o mesmo se abriu no meio.
Hydra viu uma espécia de Beco Diagonal, só que maior, com ruas mais largas e mais coloridas se formando em sua frente, entrou com Abbas e Gustav.
- Bem-vindo ao lar dos bruxos, a maior vila de compras de Nova York – Disse Gustav parecendo se divertir.
- É maravilhoso! – Exclamou Hydra olhando tudo ao redor – Mas por que precisávamos nos vestir de trouxas pra vir aqui? – Perguntou Hydra.
- Porque depois vou te levar no Central Park, é um local trouxa, mas é muito bonito – Disse Gustav.
Hydra passeou pelos imensos corredores e ruas do local, encontrou três lojas de logros e comprou os mais diversos produtos para Fred e Jorge, tamém foi até uma livraria e loja de presentes para comprar mais coisas.
- Acho que ultrapassei meu limite de compras – Disse Hydra admirando as sacolas.
- Olhe no seu cartão – Disse Gustav.
Hydra pegou o cartão que rebera na MACUSA do bolso e viu que na verdade ainda não tinha ultrapassado o limite de compras.
- Por pouco... – Brincou ela.
- Eu comprei uma veste linda para Jeniffer, espero que ela gosta – Disse Abbas – a vendedora disse que era a última moda entre as bruxas Nova Yorkinas.
- Acho que ela vai amar tudo que você der, também comprei uma veste e chapéu para Peter e para a família também, Tonks, tia Andrômeda, tio Ted, etc... – Disse Hydra sorrindo.
Os três almoçaram em um pub chamado "Bar dos sonhos" em que a decoração era toda celestial, inclusive com nuvens que se mexiam de verdade no teto.
- Bom, vamos deixar as coisas no hotel e seguir para o central park, eu Hydra tem que pegar a chave de portal às 4, certo?
- Certo – E já são 1 e meia, então temos pouco tempo – Disse Hydra olhando o relógio.
Eles rapidamente aparataram até o hotel e depois para perto de um enorme parque bem no meio da cidade.
- Venham, temos que ser discretos aqui... –Disse Gustav.
- Esse é o Central Park? Parece uma pequena floresta no meio da cidade – Disse Hydra admirada.
- Sim, mas é exatamente isso, os trouxas amam vir aqui para passear, mas eu sinceramente também amava fazer isso quando morava aqui... – Disse Gustav.
- Achei que os bruxos e os trouxas não se misturavam muito aqui – Comentou Abbas olhando admirado ao redor.
- Isso era antigamente, mas realmente são cuidadosos com os segredos bruxos, mas nada que um passeio inofencivo no parque afete, é claro.
Eles se sentaram em um banco depois de caminharem alguns bons minutos.
- É incrível, não é? Passar um dia sem medo de Você-sabe-quem ou de um comensal nos atacar? – Perguntou ela para Abbas.
- Sim, realmente diferente, só queria que a Jeniffer estivesse aqui.
- E eu o Peter.
- São 3 horas Hydra, você tem que estar na MACUSA meia hora antes de ir embora, melhor irmos andando.
- Vamos sim.
Os três aparataram novamente perto do hotel e Hydra reuniu rapidamente suas coisas, fez check out com um novo recepcionista simpático com as mesmas vestes azul marinho e se despediu de Abbas, Gustav iria acompanhá-la até a MACUSA.
- Eu sei como entrar e aonde aparatar perto – Disse ele.
- Vejo você depois Abbas, obrigada por tudo – Disse Hydra se despedindo.
Hydra e Gustav aparataram em uma rua vazia perto do prédio da MACUSA, em uma entrada onde Hydra reparou uma coruja, Gustav disse alguma coisa para um segurança que deixou os dois entrarem, estava novamente no grande lobby da MACUSA, dessa vez muito mais iluminado e cheio de gente que entrava e saia.
- Décimo segundo andar Hydra, sala 27, nos vemos segunda no trabalho – Disse Gustav se despedindo dela.
Hydra entrou no mesmo elevador do dia anterior e parou no décimo segundo andar, procurou a sala que Gustav disse e viu que era a mesma que tinha vindo no dia anterior.
- Bem-vinda, por favor sente-se aqui – Disse um bruxo apontando para a frente de sua escrivaninha.
Hydra foi até ele.
- Identificação e cartões por favor.
Hydra entregou sua identificação do Ministério e os cartões que recebeu quando chegou o homem parecendo meio entediado olhou tudo e devolveu a identificação para ela.
- Por favor, coloque a mala na mesa e a varinha.
Hydra obedeceu, ele escaneou a varinha e a mala com algum objeto grande e entregou os dois para Hydra.
- Muito bem Senhora Macmillan, está tudo certo, peço que aguarde com o grupo perto daquele relóigio de parede quebrado.
Hydra pegou a mala e a varinha e se dirigiu até um pequeno grupo de bruxos.
Depois de uma viagem novamente desconfortável de chave de portal, estava de volta a sala do Ministério da Magia, saiu correndo com muita vontade de chegar em casa e se sentindo muito cansada.
"9:20 da noite – Disse ela olhando para o relógio – Sinto que perdi um dia inteiro com esse fuso diferente."
Hydra aparatou ansiosa perto de casa e foi recebida por Peter com um grande abraço.
- Você fez tanta falta... - Disse ele.
- E você também, eu amei Nova York, mas nada se compara a nossa casa – Disse ela sorrindo e o beijando.
Eles entraram em casa e Lacerta veio direto em seus pés pedir carinho, que Hydra protamente deu.
- Você já viu o Profeta Diário de hoje? – Perguntou Peter.
- Não, por quê? Alguém morreu? – Perguntou Hydra preocupada.
- Nao, mas olha, eu fiquei tão preocupado com você!
Peter lhe mostrou uma página do Profeta Diário.
"Comensal da morte preso em Nova York.
No dia de ontem, durante uma festa de celebração de paz entre a comunidade bruxa do Reino Unido e dos Estados Unidos da América, o bruxo Leonel Ansel, que já estava sendo investigado pelo Ministério da Magia Britânico foi capturado por um grupo de aurores da MACUSA (Congresso Mágico dos Estados Unidos da América) depois de uma dica anônima e acabou entregando seus planos de usar o feitiço "imperius" no Presidente do Congresso americano."
"Depois de horas de interrogatório e métodos conclusivos, o Senhor Ansel acabou confessando seus planos, ele será autuado pelas autoridades americanas com acompanhamento do Ministério da Magia Britânico." Disse a Auror Viviane Miller"
"Como muitos sabem, o Congresso Americano usa a pena de morte e se o Ministério Britânico não exigir assumir o caso, esse será muito provavelmente o destino de Ansel ."
"Ouvi falar que ele pretendia atacar os membros do Ministério e do Congresso e recrutar bruxos para Você-sabe-quem." Disse uma fonte anônima.
- Eu não acredito, ele foi preso! Ele confessou, mas como? – Disse Hydra lendo incredula a matéria.
- Você já sabia disso? – Perguntou Peter.
Hydra contou para Peter tudo que aconteceu na festa, inclusive sobre Holmes, antes que Abbas contasse e deixasse as coisas piores mesmo que sem querer.
- Você denunciou o comensal? Você foi assediada por um canalha? Qual o nome dele? Eu vou matar esse idiota – Disse Peter ficando vermelho.
- Calma Peter, já acabou e ele provavelmente vai ser punido no trabalho, a vice presidente viu tudo.
- E foi o Percy Weasley quem chamou ela? Eu não acredito! – Disse Peter ainda nervoso
- Eu sei, foi uma noite muito complicada...
- E eu ainda não entendi o porquê Você-sabe-quem enviaria uma pessoa investigada pelo Ministério para uma missão nos Estados Unidos, ele poderia facilmente ser reconhecido, como foi! – Disse Peter.
- Por mim apenas, o Ministério não aceitou a denuncia por falta de provas e eu não sei se ele imaginaria que eu estaria ali na hora, ele entrou junto com o Ministério sem ser perturbado, essa é a verdade.
- Hydra, me desculpe por não ter ido com você, eu deveria estar lá... – Disse Peter sentado a mesa da cozinha com a mão na testa e o cotovela na mesa.
- Não fale isso, você não devia nada, você estava trabalhando, eu sei me defender Peter, o Abbas também ficou se sentindo mal por não estar comigo na hora, mas tem que parar de bobagem.
- Não Hydra, isso não é certo, uma pessoa abusou de você em um local de trabalho
- E já foi propriamente denunciado Peter, o que mais você quer que eu faça?
- Eu quero fazer, eu quero ir lá, eu quero duelar, colocar uma azaração nesse canalha, sei lá! Como ele ousa cantar assim uma mulher casada? – Disse Peter levantando nervoso.
- Peter, por favor, deixa a MACUSA resolver isso, por favor.
Peter parecia realmente triste e nervoso, de um jeito que Hydra nunca viu igual.
- Eu vou deitar Hydra, estou muito cansado...
Hydra se sentiu mal por um tempo, mas resolveu ir escrever em seu Grimório suas novas tentativas de poção sentada em seu banco preferido, mesmo se sentindo muito cansada não queria dormir e decidiu que deveria ficar bem, afinal, não era culpa dela nada do que aconteceu e não era justo se sentir culpada por algo que não fez e que pior, fizeram com ela. Mas sua cabeça estava a mil, não conseguia escrever, decidiu colocar sua roupa de banho e ir tomar um banho de mar, apesar do frio estar bem forte naquele ponto. Em sua cabeça, enquanto mergulhava, passava tudo que já enfrentou na vida, todos os homens que já acharam que podiam fazer com ela o que queriam, seu pai que decidiu que podia machucá-la, o comensal que quase a matou que decidiu que sua vida não tinha valor, o homem que a assediou que decidiu que ela tinha que ser dele, cada onda que batia parecia um deles que se desprendia dela, Hydra sentia um frio congelante e por vezes a dor da pancada das ondas.
- Você está maluca? Está tentando se matar? – Dizia a voz de Peter desesperada enquanto Hydra tremia desesperadamente de frio, não conseguiu falar nada, mas sentia sua boca e cabelos congelados – Me diz, heim? Me diz o que você estava pensando? Pelo amor de Deus, você está congelando.
Peter a segurou, enrolou em uma toalha quentinha e aparatou com ela para a entrada do jardim, depois a segurou no colo e levou para dentro de casa, a colocou deitada no sofá e o aproximou da lareira.
- Incendio – Disse ele apontando a varinha para a lareira e um fogo quentinho subiu.
Peter tirou a roupa molhada de Hydra, colocou sua varinha na mesa e a cobriu com muitos edredons de lã bem quente e a envolveu em cima deles.
- Você está completamente maluca? Você podia ter morrido, você está com hipotermia, eu vou te dar uma poção que vai te aquecer, mas isso é loucura Hydra, loucura.
Hydra não conseguia ver Peter direito, tudo parecia nublado e distante, só viu quando Peter trouxe uma poção quente de gosto meio ruim que a aqueceu leve e gostosamente toda por dentro em instantes, logo ela conseguia ver e ouvir novamente.
- Pronto, você vai ficar bem agora, já está com cor novamente, me diz pelo amor de Deus o que você estava pensando? – Disse Peter parecendo corado e nervoso sentando o seu lado esfregando a mão de Hydra para aquecê-la mais ainda.
Hydra logo sentiu calor e tirou os edredons de cima de si, Lacerta saiu pulando para o chão, já que estava enrolada no edredom com ela, Hydra se sentou, se sentia envergonhada por ter se arriscado com o frio, não tinha a intenção de se machucar, só queria um lugar pra pensar e aliviar a tensão.
- Eu não queria, me desculpa, acho que eu não imaginei que estaria tão frio ou tão forte as ondas.
- Como não Hydra? Pelo amor de Deus, é Novembro! Estamos em pleno Outono e está especialmente frio hoje, pelo amor de Deus Hydra, você quer que eu te perca? E se algo acontece, por favor, não faz mais isso, por favor meu amor, eu te amo, não faz isso comigo e consigo, por vamos... - Pediu Peter que Hydra notou, chorava e a abraçou.
Se ela estava se sentindo mal e envergonhada antes, agora estava pior ainda, não queria fazer Peter se sentir assim... Não mesmo.
- Me desculpa, ok? Eu juro não fazer mais, só quando a temperatura e as ondas estiverem adequadas – Disse Hydra forçando um sorriso.
- Ok, por favor, já me basta o risco do Voldemort (era a primeira vez que Peter falava seu nome) ou de comensais da morte atrás de nós, não quero que o mar te leve.
- Eu vou tentar sempre tomar mais cuidado Peter.
No dia seguinte, Peter preparou um grande café, o que era bom, já que Hydra se sentia faminta.
- Os gêmeos mandaram uma coruja avisando que vão passar por aqui mais tarde – Disse Peter se servindo de ovo frito.
- Ótimo, assim eu posso entregar os presentes que comprei pra eles, eles queriam comprar suas mercadorias com as das lojas americanas.
- Eles são realmente bons em negócios – Disse Peter parecendo bem mais animado hoje.
- São maravilhosos, nasceram para isso.
Hydra abriu o profeta diário na esperança de ter mais alguma notícia de Ansel, mas só tinha uma pequena nota dizendo que o bruxo já havia sido julgado mas que o resultado do julgamento não seria revelado ao público.
- Você acha que ele morreu? – perguntou Hydra para Peter.
- Não sei, eles parecem ser bem rigídos na MACUSA, não?
- Sim, bem rigídos, nunca vi igual.
Na hora do almoço, os gêmeos chegaram animados abrindo cada presente de Hydra como se fosse dia de Natal.
- Nossos fogos são muito melhores do que esses – Disse Fred depois de soltar um na sala e fazer Lacerta pular de susto (estava dormindo no sofá).
- E essas bolinhas auto explosivas, a idéia é legal, mas temos coisas melhores, nada que supere nossas invenções até agora – Disse Jorge animado.
- Quem sabe um dia vocês abrem uma sede das Gemialidades Weasleys nos Estados Unidos –Disse Hydra desviado de alguns fogos que ainda brilhavam na sala.
- Seria uma ideia boa... – Disse Fred.
- Como vai a loja, meninos? – Disse Peter que testava com Jorge uma das bolinhas auto explosivas.
- Muito bem Macmillan, muito bem, estamos faturando aos montes – Disse Jorge.
- Acho que vocês vão ficar mais ricos que os Malfoys assim – Brincou Hydra.
- E mais legais, sempre! – Completou Fred.
No ministério, Hydra decidiu não comentar nada sobre a festa com seus colegas de trabalho, seria melhor se pudesse esquecer de tudo.
- 9 entrevistas hoje, 9! – Reclamava Julie – Parece que as pessoas estão ficando com mais medo a cada dia e querendo fugir.
- Você não ficaria? Se eu fosse nascido trouxa eu já teria ido embora para Russia, ou para bem longe na verdade – Disse Ian.
Hydra reparou que Gregor ficou extremamente desconfortável e triste com a conversa.
- Bem, eu acho que ficar e lutar também é uma opção – Disse Hydra querendo mudar o rumo da conversa.
Hydra notou que Gregor deu um leve e discreto sorriso.
Nesse momento, um memorando vôou e parou na mesa de Hydra que o abriu na mesma hora.
"Senhora Macmillan,
Por favor compareça em meu escritório às 10 da manhã
Assinado,
Brandon Bulstrode
Chefe do Departamento de Cooperação Internacional em Magia"
Hydra ficou extremamente nervosa ao ler o bilhete, o que o chefe do departamento queria com ela? Seria algo que aconteceu na festa? Seria por causa da denúncia que fez contra Ansel? Eles iriam querer saber como ela sabia disso é claro...
- O que houve, Malfoy? Está branca – Disse Julie.
- Nada, eu fui convocada para uma reunião agora às 10, não estava esperando, só isso.
- Reunião, com quem? – Perguntou Ian.
- Com o setor de comércio, nada demais – Mentiu Hydra, mas nenhum deles pareceu ter acreditado muito.
Às 10, com a entrada dos primeiros entrevistados, Hydra seguiu até a sala de Bulstrode, alguns corredores depois em uma enorme porta de mármore com seu nome escrito em uma placa em cima, ela bateu e a voz de Bulstrode a mandou entrar.
O escritório era luxuoso, grande, só perdia para o do Ministro da magia dos que Hydra já viu, muitas decorações e quadros com molduras em ouro, livros e uma enorme escrivaninha, Hydra notou que lá estavam, além de Bulstrode, seu chefe, o Sr. Adams, Percy Weasley e dois outros bruxos de meia idade que ela não conhecia.
- Sente-se senhora Macmillan, por favor – Disse Bulstrode apontando para a cadeira na sua frente, ao lado de Percy.
Hydra se sentou se sentindo extremamente assustada.
- Bem, creio que conheça é claro Percy Weasley, Assistente Júnior do Ministro, esse é Hugh Goleman, representante de direito internacional – Disse ele para o bruxo baixinho de meia idade - e Adam Lugstrong, representante dos Estados Unidos para o Ministério Britânico – Disse ele apontando para um bruxo sério de cabelos pretos e curtos – E é claro, seu chefe, Brian Adams.
Hydra acenou para todos que acenaram de volta.
- Senhora Macmillan, estamos aqui devido a uma denúncia recebida pela MACUSA, uma denuncia em seu nome, a vice presidente, Celestina Pitner em pessoa enviou um pergaminho dizendo como a Senhora foi assediada pelo Senhor Luke Holmes – Assessor Sênior do Presidente da MACUSA no dia da festa em celebração ao debate "País ou Classe?"? – Perguntou Bulstrode em um tom sério.
- Sim, sim, realmente aconteceu – Disse Hydra com os olhos fixos na mesa de Bulstrode, sem querer encarar ninguém e se sentindo completamente vermelha.
- O Senhor Percy Weasley aqui disse que serviu como testemunha e o Senhor Goleman vai ler todo auto da denúncia, peço que leia com atenção e concorde ou não de algo no final.
Hydra se sentiu tonta, enjoada, não queria ouvir nada, mas ficou quieta e ouviu o bruxo com voz grave narrando todos os eventos ocorridos na festa com relação ao Sr. Holmes.
- Então, concorda com tudo? – Perguntou o Sr. Goleman.
- Sim – Disse Hydra sentindo seu corpo tremer.
- E você, Senhor Weasley? Concorda com tudo escrito? – Perguntou o bruxo.
- Sim, concordo Sr. Goleman, foi exatamente isso tudo que vi – Disse Percy firme e decidido.
- Muito bem, eu enviarei essas confirmações para MACUSA – Disse Lugstrong – A Senhora receba as sinceras desculpas de todo o Congresso e saiba que medidas serão tomadas contra qualquer tipo de comportamento errado novamente.
O Senhor Lugstrong se retirou.
- Muito bem, Macmillan, não se preocupe, você foi muito corajosa, esse homem provavelmente nunca mais irá mais lhe incomodar – Disse o Sr Adams simpático.
- Sim, espero que da próxima vez nada disso se repita, um comportamento inaceitável por parte de um funcionário da MACUSA, uma grande dívida que eles terão conosco agora... – Disse Bulstrode parecendo feliz e satisfeito com a situação – Bem, isso é só Sra Macmillan, pode ir voltar o bom trabalho.
- Obrigada – Disse Hydra o mais rapidamente que podia.
