Hydra arrumou a casa de modo a mãe não ter muito do que reclamar, Peter fez um amável jantar e colocou uma bonita veste.
- Eu não vejo a sua mãe desde o casamento, não quero exatamente que ela me ache desleixado – Disse ele ajeitando a veste pela milésima vez.
- Você não é, meu amor! - Disse Hydra rindo do nervosismo dele.
Às 8 em ponto, Narcisa apareceu na porta do jardim.
- Eu achei que já tivesse sido convidada – Disse ela para Hydra quando não conseguiu passar pela porta.
- O feitiço foi renovado – Comentou Hydra a convidando para entrar.
- Por minha causa? – Perguntou Narcisa parecendo indiferente com toda situação.
- Não mamãe, por causa de todos os problemas que seus amigos estão causando no mundo bruxo.
- Peter – Disse Narcisa ignorando Hydra – Está bonito, sim, sim, bem melhor sem todo aquele cabelo, parece um bruxo respeitável.
- Você também está lindíssima, Narcisa – Disse Peter forçando um sorriso e a cumprimentando.
Narcisa na verdade parecia cada vez mais magra sempre que Hydra a via e mesmo com um esforço para parecer elegante, ela não parecia bem.
O jantar foi calmo e quieto, Hydra se sentia cada vez mais nervosa em contar para a mãe sobre sua novidade, apesar de desconfiar que ela já sabia. Finalmente todos foram para a sala conversar, Narcisa sentou no sofá e Hydra e Peter cada um em uma poltrona.
- Então? O que queria me contar? – Perguntou Narcisa sem rodeios.
- Eu estou grávida mamãe, mas algo me diz que você já sabia disso...
Narcisa esboçou um leve e orgulhoso sorriso.
- Bem, sim, eu desconfiava, já sabe o sexo?
- É uma menina – Respondeu Peter – Libra.
- Um belo nome Black, vejo que continuará a tradição da família pelo visto.
- Sim, alguns hábitos são duros de matar, eu acho e desse realmente eu gosto até... – Disse Hydra estranhando a reação de Narcisa.
- E naturalmente acho que agora você se dedicará a criação dessa criança, vocês dois eu digo – Disse ela olhando para Hydra e Peter.
- Do que você está falando? Nós vamos trabalhar...
- Não digo trabalhar Hydra, digo que agora irão ficar quietos, não vão provocar mais o que não deve ser provocado.
- Mãe, do que?
Hydra parou, paralisada, ela lembrou da última visita de sua mãe em Dezembro, ela falando que sabia que em breve ela iria ter um motivo para parar de lutar, sua reação como se já soubesse do assunto. Peter a olhou preocupada.
- Você está bem, amor?
- Mãe, como você sabia que eu ia ficar grávida? – Disse Hydra afastando as costas do apoio da cadeira e olhando para sua mãe fixamente.
- Do que você está...
- Não mente mão – Interrompeu Hydra levantando a voz – Você disse que eu ia ter um motivo para parar de lutar, isso em Dezembro, eu só fiquei grávida em Janeiro e agora você age como se já soubesse.. O que foi, alguma profecia ou algo?
- Hydra, você está imaginando coisas...
Hydra puxou sua varinha e disse "legimentis" apontando para a mãe.
Aparentemente Narcisa não era tão boa com Oclumência quanto Hydra achava que era, ela conseguiu com um pouco de dificuldade entrar em sua mente e via como se estivesse pelos olhos da mãe, o dia em que ela esteve em sua casa em Dezembro.
- Bem, será que eu poderia usar seu banheiro? – Ela perguntou para uma versão sua sentada no sofá parecendo irritada.
- Claro é aquela porta...
- Não quero ofender, mas não gostei tanto do seu banheiro aqui debaixo...
- Terceira porta pela direita lá em cima mãe – Disse a segunda versão de Hydra.
Hydra se viu subindo até o segundo andar, mas ao invés de ir até a porta indicada, ela abriu a porta de seu quarto, Lacerta que estava na cama deu uma espécie de rosnado, mas "Hydra" (que na verdade era Hydra olhando pelos olhos de Narcisa, então Narcisa fazia os movimentos e a história) pegou a varinha e fez algum feitiço silencioso que fez a gata dormir.
Ela então seguiu até o banheiro da suíte do casal e de novo apontou sua varinha.
- Accio poção anti fertilitatis.
Um vidro saiu voando de dentro da cabine do espelho do banheiro que se abriu e foi rapidamente até a mão de Hydra, ela então jogou todo conteúdo fora na pia, lavou o recipiente e encheu com uma poção da mesma cor que estava no bolso de sua veste.
- Desculpe Hydra – Disse a voz de Narcisa.
Hydra " voltou" agora para a sala, saindo da mente de Narcisa que estava em choque no sofá e Peter segurava o braço de Hydra.
- Hydra, o que você fez? – Perguntou ele nervoso.
- Você trocou minha poção! VOCÊ TROCOU MINHA POÇÃO! – Gritava Hydra descontrolada.
- Eu não tive escolha Hydra, eu sinto muito, eu queria fazer parar de lutar... – Disse Narcisa chorando.
- VOCÊ NÃO TINHA ESSE DIREITO, VOCÊ NÃO TINHA O DIREITO DE SE INTROMETER ASSSIM NA MINHA VIDA ASSIM! – Peter segurava Hydra que tinha a varinha apontada para a mãe que chorava desesperada.
- Não Hydra "expelliarmus" gritou ele com a varinha apontada para ela e a varinha de Hydra vôou para sua mão.
- Tenta entender Hydra, eu dei aquela poção de fertilidade para que você pudesse ter um motivo para não lutar, para se esconder... Eu sei que ser mãe... Eu sei que iria mudar tudo... – Dizia Narcisa agora em pé aos prantos.
- VAI EMBORA DAQUI! VAI EMBORA, VAI EMBORA AGORA, EU NUNCA MAIS QUERO FALAR COM VOCÊ! VOCÊ NÃO TINHA ESSE DIREITO! – Disse Hydra que tinha o olhar brilhando de ódio.
- Eu não fiz por mal minha filha, eu te amo...
- SAI DAQUI AGORA! – Gritou Hydra ainda mais forte.
- Narcisa, é melhor você ir embora, ela vai se acalmar, ela vai...
- EU NÃO VOU NADA, EU NÃO TENHO MAIS NADA COM VOCÊ, MAIS NADA!
- Hydra, minha filha... – Narcisa chorava como Hydra nunca a vira chorar na vida, Peter a segurou e levou delicadamente para o lado de fora equanto Hydra sentou no sofá com a cabeça entre as pernas e a mão na cabeça chorando.
Depois de um tempo, Peter voltou para dentro de casa.
- Ela foi embora... Hydra você foi muito...
- Muito o que Peter? Muito o que? Ela quis ser a senhora da minha vida Peter, ela impôs a vontade que ela queria em mim, eu não vou perdoar ela nunca – Dizia Hydra chorando.
- Mas ela te deu algo lindo...
- Sem o meu concentimento Peter! Isso é inaceitável, eu estou feliz agora com a minha filha aqui, mas ela não tinha esse direito mesmo!
- Hydra, você está tremendo, eu vou ter que te dar uma poção calmante, isso pode fazer mal para o bebê...
Hydra nem ouvia Peter, sua cabeça parecia explodir com tanta informação, logo ele veio com uma poção que a fez ter uma sensação instantânea de paz, a deixando um pouco lenta.
- Eu vou te colocar na cama... – Disse Peter a pegando no colo e a levando para o quarto.
Hydra recebeu uma carta de Draco a parabenizando pelo bebê, disse que estava surpreso, Hydra entendeu que ele não tinha nada a ver com plano de Narcisa.
- Ela com certeza não tinha direito de fazer o que fez Hydra – Disse Andrômeda que ajudava Hydra com sua estufa.
- Não tinha tia, não tinha, ela se intrometeu na minha vida de um jeito que, que eu não consigo nem falar!
- Mas ela fez tudo isso, ela fez tudo que ela fez por amor Hydra, do jeito bizarro dela, ela acha que está te ajudando fazendo com que você pare de lutar como ela diz, ela acha que um filho vai te prender.
- Eu sei, mas isso não da ela o direito...
- Não, não da mesmo, ela está errada, mas tente entender ela Hydra, só tenta, minha irmã pode ter todos os defeitos do mundo, mas falta de amor pelos filhos nao é um deles – Disse Andrômeda calmamente cuidando de um acanto.
- Eu sinceramente não quero falar da minha mãe, não mais, não tão cedo, talvez eu a perdoe um dia, eu até entendo o que você quer dizer tia, eu entendo os motivos dela, mas isso não justifica.
- O que é importante agora, Hydra, é cuidar da pequena Libra – Disse Andrômeda agora ao seu lado acariciando sua barriga – Vamos para dentro? Vou preparar um chá para nós duas, ou melhor, três...
As duas tomavam chá e conversavam quando Peter veio para casa com boas notícias.
- Kate Bell recebeu alta – Disse ele beijando Hydra e cumprimentando Andrômeda.
- Sério? Ela já está em Hogwarts? Queria tanto falar com ela! – Disse Hydra se sentindo muito feliz pela amiga finalmente estar recuperada e fora de perigo.
- Não, ela vai passar alguns dias em casa antes, mas não preocupe, eu deixei um grande abraço seu e além disso, disse você a visitou muitas vezes para ver se estava melhorando e ajudar ela no que podia... – Peter se sentou ao lado de Hydra no sofá se servindo de chá também.
- É a menina do colar amaldiçoado? – Perguntou Andrômeda.
- Isso, a pobrezinha ficou tão mal, foi horrível! Mas graças a Deus ela está nem e em casa agora!
- Eu imagino...
Maio chegou trazendo uma agradável brisa de primavera, Peter finalmente deu sua permissão de curandeiro para Hydra tomar banhos de mar quando as ondas não estivessem tão fortes e foi o que ela fez em um dia depois do trabalho.
Por algum motivo, decidiu usar o medalhão, usá-lo no mar sempre parecia aliviar a dor que ele trazia, sentiu a de seu pai em Azkaban, um novo tipo de dor que assolava sua mãe, mas foi quando mergulhava que sentiu a maior de todas, uma dor aguda, como se facas a cortassem, uma dor que ela sabia que vinha de Draco, a ligação com Draco pelo medalhão sempre foi a maior de todas e naquele momento parecia insuportável.
Hydra nadou até a superficie e aparatou de volta para casa, chorando sem parar e tremendo, escreveu uma carta para Hogwarts, diretamente para Dumbledore perguntando se estava tudo bem com seu irmão, foi uma sensação horrível.
- Hydra, pelo amor de Deus, o que está acontecendo? – Disse Peter ao encontrá-la chorando sentada no sofá segurando o medalhão que estava no seu pescoço.
- Meu irmão, tem alguma coisa de errada com meu irmão – Dizia ela tremendo.
- Hydra, tira isso – Disse Peter querendo pegar o medalhão, mas Hydra o parou.
- NÃO, eu preciso saber o que está acontecendo.
- E usar essa porcaria não vai ajudar em nada, Hydra, o bebê, pensa no bebê!
Hydra finalmente deixou que Peter tirasse o medalhão de seu pescoço, a sensação de alívio foi instântanea, apesar do nervoso, Hydra conseguiu parar de chorar e se acalmar.
- Ele está machucado Peter, eu senti a dor dele, alguma coisa aconteceu.
Lydra entrou pela janela aberta da sala, Hydra tirou imediatamente a carta com o selo de Hogwarts que ela trazia, a acariciou levemente e agradeceu por ela ser tão rápida.
"Estimada Senhora Macmillan,
Informo que sim, hoje a noite seu irmão, Draco Malfoy e Harry Potter tiveram um desentendimento no banheiro, desentendimento esse que levou o Senhor Malfoy para a ala hospitalar machucado.
Peço que não se preocupe, o nosso Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, Severus Snape imediatamente fez um contra feitiço que o ajudou e a nossa curandeira, Madame Pomfrey aplicou o resto dos cuidados.
Contudo, se desejar visitá-lo, a rede de flu estará aberta para Hogwarts de sua casa a partir desse momento, enviei o mesmo recado para a sua mãe, a Senhora Malfoy.
Minhas sinceras lembranças,
Albus Dumbledore"
- Eu disse Peter, eu disse que ele se machucou! – Disse Hydra novamente tremendo e subindo correndo as escadas.
- O que você está fazendo, Hydra? – Perguntou Peter indo atrás dela.
- Colocando uma roupa, eu vou vê-lo imediatamente – Disse Hydra já no closet procurando uma veste e uma capa.
- Não Hydra, já é tarde, você não prefere ir amanhã?
- Não Peter, imediatamente – Hydra já vestia uma veste azul e ajeitava sua capa preta por cima.
- Eu vou com você então.
- Não meu amor, eu prefiro ir sozinha se você não se importa, ele iria preferir assim.
- Ok Hydra, se você quer assim... - Disse ele de forma compreensiva.
Hydra desceu correndo para a sala, Peter que estava atrás passou o pó de flu para ela, ela o beijou em agradecimento.
- Obrigada por entender que eu preciso fazer isso sozinha...
- Melhoras para ele – Disse o rapaz.
Hydra jogou o pó no chão da lareira, as chamas verdes a cobriram e ela disse claramente.
- Hogwarts.
Hydra depois de um tempo girando, se viu na lareira da sala do diretor, os muitos quadros de ex diretores dormiam quietos, Hydra olhou ao redor, viu a magnífica phêonix de Dumbledore que a encarava.
- Senhora Macmillan – Disse uma voz de trás dela.
- Dumbledore – Disse Hydra sorrindo virando para trás.
- Eu imaginei que viria assim que a magnífica coruja que me enviou chegasse ao seu destino.
- Eu preciso ver meu irmão Dumbledore...
- Sim, sim, naturalmente, sua mãe também está a caminho, acredito que já conheça o caminho até a ala hospitalar...
- Dumbledore... – Disse Hydra antes de sair.
- Sim, Hydra?
- Obrigada...
Dumbledore acenou com um leve sorriso, Hydra saiu de sua sala correndo e desceu os corredores.
Era uma adrenalina estar de volta em Hogwarts, uma certa alegria invadiu seu coração de estar de volta naqueles corredores, se não fosse pelas circustâncias, estaria até feliz.
- Alto ai! Quem é? – Disse Flitch que vinha com sua gata, a Madame Noora.
- Sou eu, Hydra Macmillan... Hydra Malfoy...
Flitch colocou a luz da lanterna em seu rosto a cegando.
- O que você está fazendo fora da cama?
- Eu me formei já tem quase um ano, eu estou indo visitar meu irmão na ala hospitalar.
- Oh, o jovem Malfoy, sim, sim, pode ir então, mas sem correr!
Hydra andou devagar até o próximo corredor e depois novamente desceu correndo para a ala hospitalar, já estava tudo escuro quando chegou lá, ela correu até a cama ocupada por Draco que dormia.
- Draco – Disse ela beijando sua mão.
- Hydra? – Disse Draco acordando e abrindo os olhos – O que você? O que você está fazendo aqui?
- Eu vim te visitar, eu fiquei sabendo do que aconteceu, Dumbledore me deu permissão para vir te ver.
- Aquele maldito Potter, maldito, maldito! – Disse Draco cheio de ódio no olhar.
- O que houve Draco?
- Ele jogou uma maldição em mim, uma que me fez sangrar todo, se não fosse pelo Professor Snape, não sei, eu teria morrido eu acho!
- Eu não acredito que o Potter fez algo desse tipo.
- Por que? Vai defender o santinho Potter agora?
- Não Draco, eu só estou surpresa, eu sei que deve ter acontecido algo, mas eu não quero saber agora, eu só quero saber se você está em.
Draco levantou a cabeça e se sentou na cama, deu uma boa olhava para a barriga pequena, mas que ficava levemente protuberante naquela veste.
- Então você está grávida mesmo...
- Sim, estou grávida mesmo, achou que era brincadeira minha?
- Não, eu só não acreditei muito eu acho, é menina?
- Sim, uma sobrinha, o que acha disso?
- Sei lá Hydra, a filha é sua.
- E a sobrinha é sua, ela vai precisar do tio dela Draco e seja lá o que for que esteja acontecendo com você, por mais que você diga que não é nada, eu sinto sua dor, eu senti o ano inteiro quando usei, seja o que for que esteja acontecendo Draco, você tem escolha...
- O que você sabe sobre escolhas? – Disse ele virando o rosto e tirando sua mão da de Hydra.
- Draco... Eu posso te proteger, nós podemos te...
- Não Hydra – Disse ele com lágrimas nos olhos – Você não pode, ninguém pode, mas eu posso proteger você, você, a mamãe, o papai, eu posso Hydra.
- A qual custo Draco? O que estão te obrigando a fazer? – Disse Hydra começando a chorar também.
- Nada Hydra, só cuida de você, cuida de você, do bebê, eu prometo que eu vou fazer de tudo para nunca te machucar em e nem a ela - Disse ele colocando a mão na barriga da irmã - A minha sobrinha.
- Eu que tenho que prometer isso Draco, você é meu irmãozinho mais novo, eu sei que você pode ser cruel às vezes com os outros, eu sei que você tem um ódio dentro de você que eu não entendo e eu sei que a culpa disso é do papai, mas eu também sei que você tem algo bonito em si, eu sei porque você sempre demonstra ele comigo, Draco, por favor, me deixa te ajudar...
- Hydra? Draco?
Hydra olhou para trás e viu Narcisa, que chegara nervosa até os dois.
- Meu filho, você está bem? – Disse ela o abraçando.
- Sim mamãe, é aquele Potter maldito, ele que fez tudo isso! A culpa é dele! – Disse Draco.
- Eu sei meu filho, eu estava falando com Dumbledore agora e exigindo uma punição justa para aquele menino, ele devia estar em Azkaban agora, isso sim! – Disse Narcisa indignada.
- Sim, ele merecia! Mas duvido que aquele velho maluco vá punir o preferido dele, o santinho Potter!
- A mas ele vai ter que punir de alguma forma! Mesmo com detenção! O que eu acho muito pouco pelo que fez com você! - Disse Narcisa.
Hydra sentia vontade de ir até a torre da Grifinória e perguntar o que houve, mas não só isso não seria permitido, como não tinha a senha de acesso atual.
- Você está bem, Hydra? – Disse Narcisa virando para ela.
- Sim – Respondeu Hydra secamente.
- Minha filha, eu...
- Não, aqui não! Eu estou aqui pelo Draco e só pelo Draco.
- O que houve com vocês duas? – Perguntou Draco.
- Nada! Aboslutamente nada... – Disse Hydra.
- Não é verdade, me contem, ande, o que houve?
- Nada Draco, você tem seus segredos e eu tenho os meus – Disse Hydra o encarando seriamente.
Depois de um tempo com Draco, finalmente e Narcisa foram expulsas por Madame Pomfrey que disse que já estava muito tarde para que elas estivessem ali.
Hydra saiu correndo antes que Narcisa pudesse segui-la.
- Finalmente você veio – Disse Peter que a esperava deitado no sofá com o rosto de quem estava dormindo, Lacerta estava em cima dele e pulou do sofá quando ele se levantou aliviado de vê-la – Como ele está?
- Ele está bem, ele está vivo, saudável, isso que importa, mas tem algo errado Peter, ele ficou falando proteger, proteger nossa família, eu sei que ele esta fazendo algo Peter, eu só não sei o que e eu acho que foi Você-sabe-quem que fez isso com ele, como uma punição para o papai, provavlmente por não ter conseguido me pegar, ele deve estar punindo o Draco de alguma forma.
- Você acha que de que jeito?
- Eu não sei Peter, eu não se e eu tenho medo da resposta... Ele é só um menino Peter, você tinha que ver hoje, ele parecia um menino assustado cheio de raiva e medo no coração.
- E o que o Harry fez com ele?
- Eu não sei, colocou alguma maldição quase nele, não sei o que houve, mas sei que o Potter não faria isso atoa, algo deve ter acontecido, eu nunca acredito na versão do meu irmão de vítima, ele sabe fazer isso muito bem, sempre soube, ele faz isso desde criança, nesse caso com Potter eu sei que houve algo, o medo dele no entanto não era drama, não era se fazer de vítima, era medo puro e verdadeiro...
- Hydra, nós vamos tentar descobrir ok? Vamos tentar descobrir juntos o que houve com ele e se eu precisar proteger ele por você, eu protejo!
- Você é maravilhoso Peter – Disse Hydra caindo em seus braços.
Os dias seguintes, foram marcados por notícias cada vez mais macabras no Profeta diário.
- Três ataques de dementadores em uma semana – Disse Ian um dia no trabalho.
- As coisas estão ficando cada vez piores – Disse Hydra respirando fundo, ela notou que Gregor estremecia cada vez que ouvia uma notícia dessas - Eu não sei, as vezes eu tenho um sentimento que algo grande está para acontecer.
- Vai ver é a intuição de grávida – Brincou Julie – Você parece cada dia mais grávida.
De fato, Hydra que agora tinha quase 21 semanas de gravidez, exibia uma barriga mais exuberante do que antes.
- Eu sei, ela parece que vai ser grande.
Hydra continuava fazendo entrevista e trabalhos burocráticos para o Ministério, sentia muita saudades das viagens, mas enquanto estivesse grávida, era proibida de pegar chave de portal.
- O que você acha que aconteceria se Você-sabe-quem assumisse o controle de tudo? – Perguntou Hydra para Ian um dia enquanto andavam pelos corredores do Ministério depois do almoço.
- Eu não sei Hydra, acho que os nascidos trouxas seriam demitidos.
- Sim, mas coisas piores devem acontecer também, não?
- Eu não quero nem imaginar isso!
- Sim, é muito difícil de imaginar...
- Se é difícil para você, imagina para o pobre do Castle.
- O que tem o Gregor?
Ian parou e a olhou de frente.
- Ele é nascido trouxa Hydra, você não sabia?
Hydra ficou em choque, era por isso que ele parecia ter tanto medo cada vez que ouvia as histórias de Voldemort e seus comensais da morte no Profeta Diário.
- Tadinho, ele deve estar assustado!
- Ele tem medo, mas diz que isso não vai impedi-lo de trabalhar ou viver – Disse Ian agora entrando no elevador com Hydra.
- Ele é tão corajoso... – Disse ela.
