O sol já se pusera há tempos no horizonte grego, despedindo-se daquele dia com um gracejo em forma de luz em tons corais que, ao se refletir nas nuvens, deixavam o céu parecido com um enorme campo de algodão doce, proporcionando aos moradores das doze casas zodiacais mais uma daquelas paisagens sublimes que tornavam a Grécia única.

Quando o céu tornou-se negro totalmente, a única luz que agora era possível se perceber ao longe era a vinda da Casa de Áries, mais precisamente da Forja lemuriana.

Já passava das oito horas da noite quando Mu alimentou a fornalha com mais alguns tocos de carvão. As chamas famintas logo consumiram a madeira enegrecida, aquecendo o aço das correntes da armadura de Cefeu, danificadas em combate.

Enquanto preparava a bigorna e as ferramentas celestiais para o conserto, Mu pensava no quanto estava cansado. Seus braços e ombros estavam sujos de fuligem e carvão, o rosto extremamente corado devido à manipulação contínua da fornalha, as mãos calejadas como nunca e os pulsos, sempre enfaixados, continham marcas de sangue nas ataduras, já que o elixir que corria em suas veias era a matéria prima de seu ofício.

Aquele não era definitivamente o estado mais apropriado para uma pessoa gestante.

Poucos dias haviam se passado desde o desentendimento entre Áries e Virgem e, desde então, Mu decidira dar o tempo que o marido lhe pedira, nem que, para aliviar a tensão que seu excesso de libido lhe causava, tivesse que se esgotar no trabalho duro da forja.

Logicamente que mantinha certo cuidado. Evitava carregar peso, fazendo maior uso de seu dom telecinético, e mantinha-se o tempo todo conectado ao bebê em sua barriga, monitorando sua aura, pois havia lido em um dos inúmeros livros que Shaka comprara cujo tema era gravidez, que esforço físico em demasia poderia levar a abortos espontâneos.

Aliás, trabalho passou a ser o lema do ariano.

Além de martelar o aço, Mu passava o dia todo enfiado no escritório do décimo terceiro templo junto a Camus, o auxiliando nas finanças e trâmites do Santuário.

E assim, Mu distraia sua mente no escritório, enquanto na Forja de Áries esgotava seu corpo.

Tudo para não pensar, nem sentir, a necessidade de sexo.

Virgem era outro que também buscava nos afazeres domésticos, nas leituras intermináveis e no cuidado diário com Kiki, uma forma de manter também mente e corpo ocupados.

Para Shaka era bem mais fácil controlar a libido, visto que possuía um controle absurdo de seu corpo, e também de seus ímpetos! Meditava, fazia yoga, distraia-se... Porém, sua mente o tempo todo buscava uma resposta para o impasse que vivia com o marido.

Shaka amava Mu, e junto com esse amor sublime também existia um desejo avassalador, que nem com todo o autocontrole e meditação do mundo era capaz de controlar para que pudesse ter um mínimo de paz interior.

Sabia que não conseguiria viver nove meses sem desfrutar os prazeres do sexo com o marido, e que também não podia sujeitar Mu a esse sacrifício, ainda mais em uma fase tão delicada quanto a que ele estava passando, gerando um filho seu.

Durante os dias em que ambos passaram tentando desviar o foco de suas atenções, o cavaleiro de Virgem procurou uma resposta durante suas sessões de meditação, mas foi após um capítulo quente da novela da tarde, a qual acompanhava da televisão da cozinha, quando ia preparar o jantar da família, que Shaka teve sua epifania!

Estava batendo a massa de um bolo quando na tela do televisor um casal de noivos em núpcias praticava sexo tântrico, nunca delicadeza ímpar de toques, olhares e carícias.

— Buda! É isso!... Como não pensei nisso antes? — disse, enquanto olhava para o aparelho com os olhos esbugalhados — Obrigado, Serihané e Dhruva! Vocês salvaram o casamento de Shaka!

Apressado, o loiro abandonou a tigela com a massa em cima da pia, desligou a TV e correu para o quarto. Não sem antes passar em seu altar e apanhar toda a sorte de velas, aromáticas ou não, incensos, algumas flores e também lindas lamparinas de vidro colorido que davam um efeito romântico ao ambiente.

Ao chegar ao quarto, Shaka distribui as velas pelo chão, assim como os incensos, acendendo a todos, porém deixando a janela principal aberta para balancear a atmosfera do ambiente, que agora exalada um perfume delicioso e sutil. Não podia carregar no perfume, afinal queria que Mu se sentisse relaxado e não enjoado.

No chão, Virgem estendeu alguns lenços indianos sobre o tapete e jogou algumas almofadas. Deu o toque final salpicando pétalas de flores por todo o quarto e colocando uma música ambiente em volume bem baixo. A melodia era calma, delicada, mas sua batida oriental inspirava um clima erótico.

Tudo pronto era só esperar Mu chegar. Teria que primeiro acalmar seus próprios ímpetos, já que estava em cólicas de ansiedade.

Por isso, Shaka tomou um banho bem ligeiro, vestiu apenas uma calça de tecido leve e, munido de óleos aromáticos, voltou ao quarto.

Bem nessa hora a porta se abria.

Mu chegava da Forja de Áries, exausto. Pé ante pé o lemuriano arrastou-se para dentro do cômodo, fechando a porta atrás de usando sua telecinese.

Nem havia tomado banho, como sempre fazia em Áries antes de voltar para a casa. Deixou para toma-lo em Virgem mesmo, pois assim já vestiria um pijama, jantaria e iria para a cama dormir. Por isso, quando chegou foi direto para o quarto, sem se preocupar em procurar por Shaka pelo Templo. Faria isso depois que tirasse todo aquele carvão e fuligem de cima de seu corpo cansado.

Distraído, ele desenrolava uma das bandagens que sempre usava em torno dos punhos, quando então notou a música e sentiu o aroma agradabilíssimo de lavanda e incenso!

Abandonou imediatamente as ataduras, ergueu a cabeça e estacou no lugar. Os olhos arregalados eram de surpresa e percorriam cada cantinho do ambiente, reparando em tudo que de diferente havia ali.

A cada vela, cada pétala de flor e lenço ornado em dourado estendido no chão que via, o coração de Mu batia mais forte, num misto de inquietação e euforia, uma vez que sabia muito bem que Shaka só arrumava o quarto daquela maneira quando queria lhe surpreender com uma noite tórrida e amor.

Será que finalmente o marido havia colocado as ideias no lugar e resolvido terminar com o jejum que impusera aos dois?

Foi quando viu Shaka saindo detrás de um biombo de madeira decorado com motivos indianos, como elefantes, pavões e flores de lótus.

O loiro havia ido buscar um elástico para prender os longos cabelos em um rabo de cavalo alto e agora caminhava em direção à Mu.

Quando os olhares de ambos se cruzaram, Áries pode sentir algo diferente no amado. Sua aura exalava lascívia e o envolvia todo em um brilho carmim que o deixava mais desejável que nunca.

Mu ofegou excitado.

— Amor... O que? — foi só o que conseguiu dizer em meio a seu estado estupefato, antes de Shaka chegar tão perto de si que seus narizes quase se tocaram.

Mu fora de fato tomado em surpresa, mas ele não era o único!

Shaka havia preparado tudo contando com a disciplina quase militar do marido. Tinha como certo que Mu já chegaria em casa de banho tomado, perfumado e limpo para si, como fazia habitualmente, e quando o viu todo sujo de carvão e fuligem, cheirando a suor e fornalha, seus planos iniciais sofreram uma leve alteração.

— Você... Não tomou banho hoje... — a voz era um breve sussurro arfante.

— S-Sim... Eu... Como eu podia imaginar, amor? — a resposta veio rápida, num tom aflito. Jamais se perdoaria se perdesse aquela chance de acabar com o jejum que o perturbava — Me dê cinco minutos. Só cinco minutos e eu volto limpinho para você... Não vou demorar nada... Não saia dai!

Apoquentado, Mu deu dois passos para o lado e já estava pronto para correr para o banheiro quando Shaka lhe segurou pelo braço.

— Não. — disse Virgem.

— Como é?... N-Não? — a surpresa era tanta que Mu até gaguejava.

— Quero você assim... Eu... Não era o que eu tinha em mente, mas... — puxou Áries para si e com um tranco forte o segurou pela cintura.

Na mesma hora puxou o cabelo dele para o lado e encostou seu rosto na curva do pescoço do amado, sentindo aquele cheiro másculo e viril que tanto mexia consigo.

O virginiano então deslizou as mãos por debaixo da bata suja que Mu usava e o instruindo a erguer os braços a retirou, atirando a peça ao chão para em seguida colar seu corpo ao dele novamente.

Agora, pele com pele, Shaka se esfregava no ariano parecendo estar em uma espécie de transe maluco, pois fechava os olhos e aspirava com força o odor da pele pálida encardida de carvão, sujando seu próprio rosto com o pó enegrecido.

Mu sufocou um sussurro de espanto. Sabia muito bem que Shaka adorava quando estava sujo da forja e cheirando a carvão e cinzas, mas, diante do novo dilema que assolava o marido, não imaginou que seria "atacado" daquela maneira ao chegar em casa. Deixou de tentar entender o que acontecia quando o loiro roçou, de forma nada pudica, o membro já muito excitado ao seu.

— Sha-Shaka?... O que...

Não teve tempo de pedir explicações, pois sua boca fora calada com um beijo urgente do outro.

Enquanto os lábios se provavam com veemência, Shaka agarrava nos braços de Mu e sutilmente o condizia à cama, até que o ariano esbarrou as panturrilhas na borda e caiu sentado sobre o colchão, olhando para o rosto excitado do indiano, o qual se ajoelhava diante de si, entre suas pernas, sem lhe desviar o olhar.

— Eu acho que encontrei uma solução, Mu. — disse o virginiano, desabotoando a calça do marido com certa pressa.

— Eu... Eu acho que estou percebendo. — falou Áries, arfante de desejo, enquanto via Virgem deslizar a mão para dentro de sua cueca e alcançar o membro rijo, o trazendo para fora do tecido ao mesmo tempo em que encarava seus olhos verdes.

— Eu só preciso fazer uma coisa antes... Ou não dará certo o que planejei... Eu não conseguirei... E... Nem você conseguirá...

Após dizer isso e deixar o marido ainda mais confuso, Shaka fechou os olhos e num gesto extremamente sensual correu a língua por todo o membro excitado de Mu, terminando por abocanhá-lo sem muitos rodeios e iniciar uma felação ligeira, porém extremamente hábil e deliciosa.

Pego de surpresa, o ariano mordeu o lábio inferior na tentativa de conter os gemidos mais altos, enquanto levava a mão à cabeça de Shaka, incentivando-o, numa forma velada de dizer para prosseguir, pois estava adorando!

Não desviava os olhos do loiro nem por um instante, estava completamente hipnotizado pela visão de Virgem o tomando com a boca daquela forma voraz.

Não demorou muito para que fosse arrebatado por aquele estímulo, já que há dias estava com a libido altíssima, além de muito necessitado e, mais cedo do que esperava, todo seu corpo foi tomado por uma corrente elétrica que culminou num orgasmo intenso e delicioso.

— D-Desculpe... Eu... aaaaahhhh... — deixou-se cair de costas sobre os lençóis, arfante, olhos fechados e ainda sentindo leves espasmos.

Apesar do risinho de satisfação no rosto, Mu estava constrangido pela precocidade o orgasmo.

Shaka, no entanto, não. Era isso mesmo que queria, aliviar a tensão do marido e sua própria, já que ao vê-lo todo sujo de carvão e exalando aquele cheiro másculo que tanto lhe instigava, jamais conseguiria seguir com o planejado antes de satisfazer sua própria libido.

Limpando o cantinho da boca, por onde escorrera um pequeno filete de sêmen, Virgem debruçou-se sobre Áries apenas para lhe dar um selinho ligeiro nos lábios e já se levantar, o puxando junto consigo para fora da cama.

— Quem disse que acabou? — sorriu, divertindo-se com a expressão confusa no rosto do marido.

— É a sua vez, não é? Vem, eu faço em você também...

— Não. Não é nada disso... Estamos só começando. Anda, vem, Mu. Vamos tomar um banho rápido e tirar essa poeira de você que quero te ensinar uma coisa.

— Me ensinar o que? Ei Kiki não está em casa está? Shaka... O que está aprontando? — perguntou rendendo-se à curiosidade, tentado a descobrir o que o outro estava tramando e o que tinha para lhe "ensinar".

— Kiki está em Touro. E a essa hora Aldebaran já o empanturrou de doces e outros venenos em conserva, mas... É por uma boa causa. Anda vem.

Sem mais delongas, Shaka conduziu o marido para o banheiro onde juntos tomaram um banho rápido, trocando alguns beijos e carícias. Virgem não queria se demorar muito ali, visto que o banho só tinha a função mesmo de relaxa-los e limpar a pele de Mu. Por isso, logo que terminaram enxugaram-se rapidamente, mas antes que Mu vestisse o roupão Shaka segurou em seu braço e o impediu.

— Não. Fique assim. Nu. — virou o ariano de frente para si com delicadeza, contornando as linhas de seu rosto com as pontas dos dedos, enquanto seus olhos azuis intensos buscavam a alma de Mu dentro de suas orbes esmeraldas — Quando voltarmos para o quarto, quero que olhe para tudo a sua volta... As velas... Os incensos... As pétalas das flores... As sombras projetadas pelas chamas... Quero que ouça a música e que sinta o perfume da noite que entra pela janela...

Mu ouvia ao marido, em silêncio. Os gestos, toques e principalmente o olhar do virginiano em nada lembravam os de momentos atrás, na abordagem afoita que fizera a si quando entrou no quarto.

Agora o toque da mão de Shaka era sutil, aéreo como uma pluma. Seus gestos de uma lentidão cadenciada e o olhar de uma serenidade penetrante, que chegava a hipnotizar.

Mu apenas acenou positivamente em resposta ao que o loiro lhe pedia e de mãos dadas voltaram ao quarto.

Sensitivo como era, Áries fechou os olhos para apurar seus demais sentidos. De fato, o aroma que envolvia o ambiente era delicado e agradável, e não lhe causava as desconfortáveis náuseas tão comuns na gravidez. Pode sentir a brisa fresca que entrava pela janela tocar seu corpo nu, o qual respondia de pronto lhe eriçando todos o pelos.

Outra sensação agradabilíssima era proporcionada pela música tribal em volume bem baixo, a qual embalava seu corpo e mexia com sua imaginação.

Mu então abriu os olhos e percorreu todo o quarto com eles, sem largar da mão de Shaka. As chamas das velas dançavam um baile de cores quentes, luzes e sombras, que embalava os amantes e os conduzia a um mundo mágico e pleno de erotismo.

Crispou os dedos dos pés sentido a textura macia dos lenços e pétalas de flores dispostas no chão, e então virou-se para Shaka.

Ao encontrar seu olhar, dessa vez Mu via bem mais que simplesmente as belas íris azuis tão poderosas. Mu via a aura de Shaka e, diferente de minutos atrás, agora ela era calma, emanava desejo, alegria, amor e uma serenidade ímpar, tudo ao mesmo tempo, num balé cintilante de cores que envolviam o Santo de Virgem por completo.

Completamente cativo por aquela energia espiritual tão intensa, Mu mal se deu conta do gesto que fazia e, meio em transe, levou a mão ao rosto de Shaka lhe fazendo uma carícia singela.

— Você brilha!... Pelos deuses, é tão lindo! — sussurrou.

Shaka nada disse em resposta. Em vez de palavras, sorriu ternamente para o amado, tomou-lhe a mão entre as suas e sem quebrar o contato visual entre eles beijou-lhe a palma com uma lentidão angustiante, já que aproveitava o gesto para com os lábios acariciar a área, dando pequenas mordidinhas e beijinhos entre os dedos de Mu.

Quando sentiu que o marido já começava a ficar excitado novamente, Shaka o conduziu ao meio do cômodo onde, um de frente para o outro, sentaram-se sobre os lenços, rodeados pelas velas e almofadas indianas.

— Mu, meu amado... Meu companheiro de toda a vida... — a voz de Virgem era quase um murmúrio e enquanto ele falava, aproximava-se de Áries até encaixar-se entre suas pernas, passando as suas por cima das do ariano e as cruzando na cintura firme do outro, permitindo, assim, que seus troncos quase se tocassem, da mesma maneira que os rostos, já que podiam sentir o hálito quente um do outro devido à proximidade — ... Eu te convido para, junto comigo, se desconectar do agora, do presente, e fazer uma viagem a meu lado por um mundo de sensações.

Apesar de ainda meio confuso e surpreso, Mu entendera o recado de pronto. Shaka o estava convidando a uma sessão de sexo tântrico.

Apesar de não praticarem por tantas vezes e nem como se deveria, visto que a energia sexual de ambos era bastante intensa, Áries adorou a proposta, uma vez que conhecia muito bem o potencial daquele indiano quando o assunto era explorar e manear os seus sentidos.

Sendo assim, Mu fechou os olhos, entregando-se de corpo e alma ao Santo de Virgem, disposto a ir aonde Shaka o quisesse levar.

Embalado pela música relaxante, pelo tom da respiração do loiro, o qual o instruía a cadenciar com a sua até que seus corpos estivessem em perfeita sincronia, o cavaleiro de Áries sentia o amado explorar todo seu corpo com toques, carícias suaves e sem nenhum tipo de pressa. As mãos de Shaka fomentavam erotismo e paixão através do tato por onde passavam.

Vez ou outra Virgem despejava alguns óleos balsâmicos nas palmas para que pudesse deslizar as mãos sem nenhum atrito pelo corpo do amado, e quando sentia que Mu já estava imerso em um oceano amplo de sensações delirantes, Shaka o arrebatava com um beijo, lento, duradouro, desfrutando ele mesmo do prazer que era tomar a boca do marido com tanto anseio e entrega.

Em meio a esse balé de toques, beijos e sussurros, ambos por vezes quase atingiam o clímax, o ápice do prazer. Nessa hora se afastavam minimamente, controlando a energia sexual que estava prestes a explodir e cadenciando novamente as respirações... E então começavam novamente.

Assim eles passaram horas, numa viagem sensorial e erótica arrebatadora, até que, ao mesmo tempo, ambos atingiram o ápice da energia sexual acumulada e experimentaram um orgasmo que há muito não sentiam, devido suas vidas corridas e preocupações cotidianas.

Ali eles estavam despidos de tudo.

Finalmente Shaka tinha encontrado a resposta para seu dilema. E, pelo jeito, Mu não havia achado nada ruim, já que tivera um orgasmo tão intenso que ficara longos minutos em uma espécie de transe transcendental junto ao amado virginiano, até adormecerem nos braços um do outro, letárgicos e satisfeitos.