Capítulo 6
Quando a porcaria do sol começa neste lugar? Ele conferiu o progresso do sol não diferente de vinte segundos atrás, então estudou o semblante cansado de seu irmão.
─Sasuke, eu não posso convencer Naruto a desistir de você, não quando eu não vou. ─ Itachi disse. ─Somente coopere conosco. A vida pode ser boa novamente.
Itachi era muito diferente de como ele tinha sido quando um humano. Antes então, ele tinha sido alegre. Mulheres o achavam encantador e ele tinha modos e se preocupava em passar servindo cada bonita mulher num raio de centenas de milhas.
Tudo o que eu tinha eram modos, nenhum tempo para as mulheres e uma falta, distinta, de charme.
─Me conte o que você tem feito nestes trezentos anos. Eu não tenho o visto desde aquela noite exatamente depois de você morrer e acordar.
Ele odiava ser lembrado daquilo. Espadas nas mãos, ele e Shisui estiveram defendendo suas quatro irmãs e pai gravemente doentes contra uma pilha de soldados russos. Dois, contra um batalhão, eles não tinham tido nenhuma chance. Naruto e Itachi tinham voltado para casa para encontrar os cinco mortos de peste e os dois irmãos mortalmente feridos, mal segurando a vida.
Inconsciente, ele não tinha podido lutar contra Naruto, quando ele tinha gotejado seu sangue de vampiro em sua garganta. Ele despertou um monstro.
Nem Shisui nem ele tinham querido ser transformados, entretanto ele tinha tido bastante razão para se ressentir com a traição. Transformado na mesma coisa ele tinha sido condicionado para odiar e tinha sido treinado para destruir...
─Não quer me contar?─ Itachi disse. ─ Então eu sairei esta noite para cavar sozinho, agora que eu sei o que você era.
─O que eu sou. Eu ainda sou um assassino para contratar.
─Olhe para você. ─ Itachi pareceu abafar a exasperação dele. ─Quem o contrataria?
A face dele aqueceu.
─Dê o fora Itachi. ─ o irmão dele o fez parecer um fracasso. O que ele não ligava a mínima, exceto que não queria que a mulher acreditasse nisso. Aquela que não é real. Aquela que eu estou a ponto de ver.
Quase pôr-do-sol... qualquer segundo agora. Na janela ela chamejava na última luz emudecida. Ela começava a aparecer em uma forma mais distinta.
─Muito bem. ─ Itachi disse enquanto se levantava. ─Sasuke, você pode resistir a nós porque você odeia o que nós somos ou porque você se ressente por nossas ações. Mas não lute só porque você é teimoso e orgulhoso.─ Ele deu um sorriso, uma lembrança do antigo Itachi. ─ O que eu estou dizendo? Se você não fosse orgulhoso e teimoso, não seria Sasuke Uchiha. ─ Ele riscou e se foi..
Logo depois, Shisui entrou e ascendeu a luz acima de sua cabeça. O clarão brilhava e ela desaparecia.
─Desliga isso!
─O que? Por quê?
─Machucam meus olhos. Desliga.
Com um encolher de ombros, Shisui apertou o interruptor, então sentou com suas longas pernas estiradas para fora em frente a ele. ─Eu entendo a raiva que você sente por Naruto e Itachi. ─ Shisui começou. ─Eu odiei a eles também, você sabe. Por muito tempo, eu ansiei por vingança. Mas a vida pode ser novamente boa. Melhor do que jamais foi.
─De acordo com você? Não há nada errado com minha vida. ─ Está tudo errado com minha vida... Quanto tempo mais até eu conseguir vê-la?
─Então você gostará disto mais ainda quando compartilhar com sua Noiva prestinada. ─ Shisui continuou. ─Ela o acalmará e o ajudará a achar clareza. Eu mesmo estava nos extremos antes de conhecer a minha. Um dia eu não tinha nada, nenhuma casa de verdade, nenhum amigo, nenhum familiar. Então assim que eu a reconheci como minha, de repente haviam possibilidades.
Shisui estava obviamente mitando sobre ela exatamente naquele momento, a expressão dele tão satisfeita. Doentio. ─Eu quero que você conheça Karin logo. Assim que você estiver recuperado.
Eles estão agindo como se fosse certo que eu me curarei.
Impossível. Ele saberia se houvesse um modo para voltar atrás da sede de sangue. Não há nenhum retorno. Não há exemplo disto.
Mas seus irmãos inseriam forças nele, desejando isso.
─Karin teve... bem, a história dela com vampiros caídos é extensa, até mesmo para uma Valquíria.
─Karin coração frio? ─ ele perguntou com um aceno lento. ─Uma assassina como eu. Há rumores de que ela arranca presas de vampiros de cabeças decapitadas, e os amarra junto para a coleção dela. Soa fodidamente calmo, Shisui.
Mais escuro lá fora... A mulher apareceu iluminada por uma fonte iridescente. Ele ainda não podia discernir as características dela. Mas pode ver o esboço de sua figura. Os lábios dele se separaram. Pelos seios dela.
Shisui encolheu os ombros. ─Como eu disse, Karin tem uma história longa com eles. O que significa que nós estamos lutando no mesmo lado. Quem sabe, até mesmo você poderia ter uma Valquíria como Noiva.
Mais escuro.
Valquírias são estranhas, pareciam humanas, com muita força para seus pequenos corpos e nenhuma hesitação para cair em batalhas ou começar guerras. Se uma delas fosse sua noiva, ele cumprimentaria o amanhecer.
Escuro.
E lá estava a mulher.
Embora a imagem dela estivesse borrada e incolor como um espetáculo de televisão velho, ele pode ver seu vestido e os braços e ombros descobertos. Ela se virou quando se empoleirou no assento de janela, com sua cabeça, apoiando contra a janela. Ele começava a ver que ela não era completamente incolor. As unhas dela, a gargantilha e os laços de seu corpete eram todos de um vermelho fundo.
Estão essas pétalas vermelhas borrifadas em seu selvagem cabelo?
Quanto mais ele podia definir de sua forma nebulosa, mais ele... gostava.
Ela era pequena em estatura, mas ela tinha seios generosos. Suas mãos se apertaram atrás dele novamente, suas presas doíam sutilmente por aquela carne volumosa. Ele nunca tinha bebido de uma mulher e porque infernos ele nunca tinha bebido de uma mulher?
Ele pode ver o brilho das unhas dela e o brilho das lisas tiras usadas para trançar seu espartilho. Havia uma fenda em seu vestido sobre a coxa até revelar uma liga.
Por alguma razão, ele elevou as sobrancelhas diante daquilo. Como um vampiro que não encontrou sua Noiva, ele não tinha nenhuma habilidade sexual ou necessidades, os seios dela e ligas não o deveriam interessar tanto assim, não mais do que comida interessaria.
Mas eles o interessaram.
Então... pela primeira vez, ele viu sua face. E simplesmente abafou uma maldição. Ele não tinha sido iludido na primeira noite.
Imaginando que ela seria fodidamente bonita. Ele deu um pequeno sorriso. Ele não imaginaria nada melhor.
Aqueles grandes olhos verdes foram outro tiro de cor em sua imagem negro e branco. Ela tinha um nariz atrevido, esbelto e fino, a pele translúcida. Os lábios dela eram pálidos, mas cheios, especialmente o inferior.
Como se ela sentisse o escrutínio dele, ela se virou para ele, relaxando os pés. Uma graça tímida. Ele colocou os olhos em branco, enquanto continuava mantendo-a em seu campo de visão.
Ela inclinou a cabeça.
Ela está me estudando? Ela pode ver sem a luz?
Não, ela não é real.
Há uma linha entre ter alucinações e interagir com elas... não se pode cruzar a linha.
Ela parecia caminhar, embora estivesse flutuando sobre o chão. E ela vinha diretamente para a cama. O que ela queria dele? Mais perto... mais perto...
Ele ouviu vagamente Shisui perguntar: ─Você sabe o que acontecerá a você quando sua noiva o sangrar? Seu coração começará a bater novamente, e você começará a respirar mais uma vez. O ar é frio e pesado dentro de seus pulmões, mas a pressão se sente bem se você não resistir a isto. E então, com um pouco de encorajamento dela... tudo em você voltará a vida, como um fogo sendo iluminado.
Um fogo iluminado. Em outras palavras, ele poderia ficar duro novamente.
Mas diferente de todo vampiro que ele conheceu, ele não queria ser sangrado. Ele gostava da quietude dentro dele, se agarrara nisto com toda sua força. Morrer não é tão assustador quando você já esta na metade do caminho.
Rastejando mais perto ao lado dele, a mulher inclinou sua pequena cabeça. Escutando meu tórax? Ela ouviu Shisui explicando a falta de batimentos cardíacos e decidiu ver por ela mesma. O que significa que ela tem sentidos.
Ele esperava que fosse um espírito sem mente, que não premitasse ações. Ou que ela fosse ser senta de sangue, como ele irracional reagindo ao instinto. Mas ao contrário, ela era muito atenta. De repente, a posição dele o envergonhou. Acorrentado na cama, à mercê de outros. Ele nunca se sentiu mais fraco em toda a sua vida.
Não, não havia mais tempo...
Olhando pra cima, ele podia ver flashes do cabelo fantasmagórico dela caindo em cima do ombro. Ele engoliu em seco, fechando os olhos enquanto esperava para sentir o cabelo dela em sua pele. Ele não pode perceber mais que alfinetadas elétricas. Isso não o machucava. Não eram desagradáveis.
Quando ela saiu voando, ele abriu os olhos. Os lábios dela se separam surpresos.
─Que estranho dément...seu coração continua verdadeiro.
Ele se controlou para não se jogar para cima dela, porque a fantasma estava parada exatamente na sua direção.
É isso. Ele perdeu a porcaria da cabeça.
As palavras vieram ecoando lentamente dela. Como se elas tivessem viajado por milhas. Ele pode ouvi-la escassamente, o que significava que ninguém mais seria capaz de ouvir. A audição dele é dez vezes mais apurada que até mesmo a dos seus irmãos. Cem vezes mais que um humano.
Ele sabia que ela não estava falando com ele na esperança de uma resposta, parecia estar somente testando a fala. Ela parecia estar experimentando as palavras, determinando como elas pareciam rolando na língua.
Espera... ela me chamou dément? Significa louco em francês.
Ele sentiu um calor na parte de trás do pescoço. Embora na maioria das vezes ele somente reagisse como um animal, às vezes, muito raramente, ele sofria as emoções que ele pensava haver perdido como a vergonha.
Existe uma linha... Mas como é que ela pode me ver?
─Você sabe tudo isso, não sabe? ─ Shisui perguntou, exalando. ─Você não está nem sequer curioso sobre ser sangrado? Nós somos forçados a seguir sem tanta coisa. Há muito que sua Noiva pode trazer de volta para você.
Isto arrancou sua atenção do fantasma. Não ouse Shisui! Não traga isso a tona...
OOO
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