Capítulo 19

─Quem é sua melhor amiga, mon grand?─ ela arrulhou, levitando duas garrafas. ─A quem Sasuke ama?

Ele estava ajoelhando na lareira, terminando o fogo dele. Lá fora a noite era tempestuosa, mas dentro seria confortável. ─O que você conseguiu?─ Ele estava de pé, esfregando as mãos nas calças, então sentou em uma das cadeiras ao forno.

─Uma lembrança para você.

─Uma... Lembrança? ─ Até mesmo ele soube que o tom dele soou perplexo.

─Oui, também conhecido como presente. Ou como o francês diz un présent.

Ele aceitou as garrafas dela, tirando o pó do rótulo de uma. A mandíbula dele afrouxou.

─Isto é Glen Garioch, 1925! ─ Ele hesitou antes de ler o outro rótulo. ─ Meu Deus. ─ ele respirou. ─Macallan, 1924. Sakura, isto vale aproximadamente cem mil dólares de uísque. Eu não posso beber isso, você poderia vender isto. Ou ter alguém vendendo isto para você.

─O que eu faria com dinheiro? Eu tenho bastante em minha caixa forte. Além disso, eu vou ter muito mais prazer vendo você beber. ─ Ela pairou atrás dele, onde ela colou suas palavras macias bem no ouvido dele. ─E então você tem que descrever isto para mim, muito lentamente, naquela sua profunda e rouca voz. Isto é como trufa esfumaçada ou térrea? Como desdobra em sua língua? Quanto tempo leva para o calor o acariciar por dentro?

Ela poderia ler a lista telefônica e poderia fazer isto soar erótico. ─Você está segura?

─Viva!─ Ela lhe deu um pequeno sorriso estranho enquanto disse: ─ Votre santé, por sua saúde.

─Então eu quero beber isto e a assistir dançar.

Ela olhou deliciada para ele, ele nunca adquiriria bastante daquele olhar.

─Eu quero dançar e assistir meu vampiro beber.

Meu vampiro... Maldição, ele gostava quando ela o chamava assim. Ele sabia que ela só estava flertando, mas ele não podia parar o rubor de prazer.

Ele abriu o Macallan, deixando-o respirar. O cheiro o atingiu e os lábios dele curvaram. Isto não seria como o uísque que ele tinha como fazia no passado. Em primeiro lugar, ele não precisava disto para entorpecer a raiva dele como precisava antes. Mais importante, uma garrafa assim exigia ser saboreada.

─Eu voltarei. ─ ela disse, então desapareceu.

Ele enrijeceu ansioso, como sempre que ela partia, mas ela voltou em minutos, com um gramofone em uma mão e um copo de cristal em outra. Ela lhe deu o copo, então posicionou o gramofone no chão. Uma vez que feito isso, fixou à agulha de leitura no lugar, música arranhada começou a tocar, uma balada de jazz lenta.

Fazendo a voz dela como um anunciador, ela disse, ─E agora! Para a matinê! A enormemente talentosa Senhorita Haruno, irá dançar para uma plateia afortunada! De um!─ Ela sorriu graciosamente. ─Eu me lembrei de uma velha dança que eu fazia quando eu era mais jovem. Eu acho que você gostará...

Enquanto o raro uísque respirava, Sasuke apoiou atrás na cadeira em frente ao fogo, assistindo a mulher mais bonita que ele já tinha visto dançar somente para ele.

Embora Sakura não estivesse se ruborizando com cor, ela ainda era adorável especialmente quando se movia. Hipnótico. Esta dança era tão sem esforço para ela, ela virava a ele no meio de piruetas ou paradas para sorrir ou piscar para ele.

Sakura viveu no momento, riu facilmente, constantemente paquerou. O estado natural dela era felicidade o que o mistificava e atraia. Durante sua longa vida, aquele estado o tinha iludido completamente. Mas ela tinha uma teoria do por que: ─As pessoas pensam que a felicidade simplesmente pulará no colo delas. Você tem que aspirar isto. E às vezes você tem que agarrá-la quando ela estiver chutando e gritando.

Sakura tinha sido assassinada, não possuía nenhum corpo e ainda estava agarrando todo o prazer que ela podia. Sasuke respeitava isso.

Agora ela dançava como se ela soubesse através de instinto precisamente como o atrair. Como ser irresistível a ele. Assim por que tentar resistir? Por que lutar contra a atração?

Porque até mesmo se ela correspondesse aos sentimentos dele, ele só acabaria a desapontando.

Ele estava melhorando aqui, mas ele não tinha razão na mente de qualquer jeito, ainda sofrendo ocasionalmente ataques de raivas e gritantes pesadelos. Como ele faria isso livre no mundo real? Ele seria capaz de se privar de beber dos inimigos dele, quando ele era viciado em colher o poder deles?

Durante séculos os adversários tinham sido determinados para descobrir qualquer coisa com que ele se preocupasse. Entretanto, essa era uma regra não dita no Lore. Imortais podiam ser fatigados com a morte, vivendo assim tanto tempo. A melhor barganha era a vingança contra família ou entes amados. Ainda durante todos esses anos ele não tinha tido nenhuma debilidade.

Sasuke tinha adquirido a primeira dele. Estava correndo apressadamente para ela.

Ele balançou a cabeça. Não, os inimigos dele não poderiam ferir Sakura, nunca poderiam sequestrar ou poderiam a ferir. Talvez isso seja parte da razão de ele achar tão usual um sentimento por ela, porque ele sabia que ele também não podia machucá-la. Até mesmo quando ele estivesse livre, ele não seria capaz de prejudicá-la acidentalmente caso perdesse o controle.

Mas como se pôr livre? Nenhum dos irmãos voltaram desde aquele dia, em que ele tentou os convencer da existência de Sakura. Aquele dia que eles tinha ido para o Monte Oblak, o Castelo de Akatsuki.

Sasuke sabia que isso significava que uma das duas coisas tinha acontecido.

Hatake tinha descoberto possivelmente que eles estavam mantendo Sasuke vivo. A segunda lei da ordem Akatsuki? Mate o caído sem pensar. Só mantendo Sasuke vivo, eles estiveram cometendo traição. Hatek tinha os prendido provavelmente a Monte Oblak, jurando os livrar assim que eles lhe entregassem o local de Sasuke.

O qual eles nunca fariam. Apesar de todas suas faltas, eles eram tão leais quanto os homens podiam ser.

A outra possibilidade? Eles tinham caído em batalha. E Sasuke não sabia como ele se sentia sobre isso. Durante a semana passada, ele se deu conta sutilmente que se não fosse pelos seus irmãos, ele nunca teria conhecido Sakura.

Agora que ele era um pouco mais racional, capaz de suprimir o pior de sua raiva, o pensamento de perder todos os três o deixavam aborrecido inexplicavelmente.

Revelar detalhes do passado dele para ela tinha forçado sua mente de volta a tempos melhores. Ele tinha recordado como Naruto tinha o ajudado de arranhões depois de arranhões. Ele tinha se lembrado do dia em que os quatro irmãos tinham tomado a decisão fatal de controlar a defesa do país deles: Ninguém mais estava conseguindo fazer o trabalho. Sasuke se lembrou de estar orgulhoso porque nenhum deles tinha hesitado.

Se os irmãos dele vivessem, ele não poderia os destruir como planejado. Ele não queria ter nada com eles, mas ele não poderia matá-los...

─Você não quer provar o uísque?─ ela perguntou, pausando a dança dela.

─O que? Sim. ─ Ele tinha planejado deixar isto respirar um minuto para cada ano de sua idade. Mas ela olhou tão expectante. Ele supôs que mais de meia hora seria suficiente e o gosto só iria encorpar complexamente com tempo. Ele verteu uma dose, rodando no copo, deixando isso cobrir o copo.

Ele tomou o primeiro gole, somente prevenindo os olhos dele fechados de prazer. ─Meu Deus isso é como sempre deveria estar. ─ O gosto era suave, os elementos distintos, mas se completando.

─Isso é melhor do que o que você bebe normalmente?

─Outro uísque ou sangue?─ ele perguntou.

─Qualquer um dos dois.

─Envergonha o outro uísque e é melhor que o sangue que eu tenho bebido.

Sasuke soube instintivamente que não se compararia com o dela.

─Bien. ─ ela disse, retomando os passos dela.

Enquanto o olhar dele a seguia, ele desejou saber como seria perfurar a pele pálida dela com suas presas. Se ela fosse uma mulher de carne e osso, como seria cobrir os seios dela com as mãos enquanto chupava seu pescoço?

Ele nunca tinha tocado os seios de uma mulher. Ele frequentemente tentava imaginar como se sentiria os de Sakura com o que ele tinha visto deles. Eles seriam macios contra as palmas ásperas dele, enquanto ele apertava...

Ele sempre tinha ansiado por uma mulher para ele. Ele tinha sonhado com não a deixar sair da cama por dias, enquanto ele a explorava, descobrindo como agradá-la. Ele tinha querido aprender a fazer sua mulher ansiar por ele se ele tivesse que partir e choramingar o nome dele enquanto ele entrava nela.

Chorar o nome dele em uma voz abafadora tingida com francês.

De repente fantasias correram revoltas na mente dele, de apertar o traseiro dela enquanto chupava seus mamilos. De acariciar seu pequeno corpo pálido por horas até que ela gozasse novamente e novamente para ele.

─Você parece contente, mon tresor.

Ele tossiu no punho dele. ─Eu tenho que dizer, eu estive em prisões piores. ─ E ter tal companheira de cela tão desejável também não doía. Embora a necessidade para procurar Tarut crescesse mais apertando com cada hora, e uma promessa de uma caçada esperando, ele também se achou no limite pela ideia de deixá-la aqui até mesmo por um curto tempo.

De repente, ela girou ao redor e escovou um beijo chiando na bochecha dele. Os olhos dele estreitaram suspeitosamente para os dela, mas ela somente riu.

─Isso é chamado, diga comigo afecshun.

Ele já tinha assumido que ela estava flertando, só porque essa era a natureza dela. Mesmo assim ela poderia... Ela poderia estar interessada nele de verdade? Até mesmo estar atraída por ele, com seus olhos vermelhos e cicatrizes? Talvez ela quisesse mais, como ele.

Entretanto lá não havia ninguém mais para atraí-la. Ele não tinha competidores aqui.

─Por que você me demonstraria afeto?

Ela respondeu:

─Porque eu... Sinto isso?

─Por quê?

Com um riso, ela perguntou:

─Por que, por que, por quê? Você tem que questionar tudo bom?

─Sim, quando é ilógico. Você não sabe nada sobre mim.

─Eu sei mais de você que qualquer outra mulher, não é verdade? Você não tem que se inervar para divulgar seus segredos a mim, enquanto espera secretamente que eu não fuja correndo, gritando. Eu os conheço todos. Eu ainda estou aqui. ─ Olhos brilhando, lábios curvados, ela disse, ─E eu sei que você é meu homem favorito. Dans Le monde entier, do mundo todo.

─Porque eu sou o único no mundo inteiro que pode te ver e pode te ouvir. ─ Ela deu aquele misterioso encolher de ombros. Ele sabia que ela provavelmente estava jogando os flertes sem querer. Mas maldição, as palavras dela ainda o tinham.

Estava ficando mais fácil fingir que o sentimento era real.

─Você não sabe o que fazer com afeto, sabe?

─Eu... Não tenho nenhuma ideia. ─ ele admitiu. ─Eu não conheço meu modo acerca disso. Faz-me sentir fraco. Você me faz sentir assim às vezes.

─Como um homem tão poderoso quanto você pode se sentir fraco, eu nunca saberei. Isto me perturba. O que você sugeriria que eu mudasse para que você não se sinta desse jeito?

Ele esfregou uma mão em cima do rosto, lutando para carregar o que ele estava pensando. ─Você me deixa inquieto algumas vezes, porque você e tudo o que faz é pouco familiar para mim.

─Como o que?

─Sua risada. É como se você passasse todos os segundos do dia somente a espera de um momento para poder rir ou caçoar.

─Eu sou muito terrível. Como você consegue ficar perto de mim? Deve ser por causa da sua paciência de santo e tranquilidade?─ Ela jogou fora o copo dele.