Continuando a saga do guerreiro sedutor Sasuke da Macedônia:

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Capítulo 1

– Querida, você precisa transar.

Sakura Haruno sobressaltou-se ao ouvir a voz excessivamente alta de Ino, na pequena cafeteria em Nova Orleans na qual se encontravam, enquanto terminavam o almoço composto por arroz e feijão-vermelho. Infelizmente, para ela, a voz de Ino possuía um encantador tom agudo que seria claro até mesmo em meio a um furacão. O comentário foi seguido por um súbito silêncio no espaço repleto de gente. Olhando de relance para as mesas próximas, Sakura notou que os homens tinham parado de falar e haviam se virado para encará-las com um interesse muito maior do que ela apreciaria. Ah, Deus! Será que Ino algum dia aprenderá a falar baixo?

Pior ainda, o que ela vai fazer em seguida, tirar as roupas e dançar sobre a mesa? De novo.

Pela milionésima vez desde que haviam se conhecido, Sakura desejou que Ino conseguisse ficar embaraçada. Mas sua exagerada e, com frequência, extravagante amiga não conhecia o significado dessa palavra. Ela cobriu o rosto com as mãos, tentando ao máximo ignorar os curiosos espectadores. Um ímpeto de se enfiar sob a mesa e um impulso ainda maior de chutar sua companheira a consumiram.

– Por que você não fala um pouco mais alto, Porca? – ela sussurrou. – Acho que as pessoas no Canadá não escutaram.

– Ah, eu não sei, não – disse o bonito garçom de cabelos castanhos, ao parar ao lado da mesa. – Provavelmente estão vindo para o sul neste exato momento.

Sakura ruborizou-se quando o rapaz, obviamente com idade para frequentar a universidade, sorriu com malícia. – Há algo mais que eu possa trazer para as senhoritas? – ele perguntou, e então encarou Sakura. – Ou melhor, há algo que eu possa fazer pela senhorita?

Que tal trazer um saco para que eu cubra a cabeça, ou um bastão com o qual eu possa bater em Porca? – Não, obrigada – respondeu Sakura, com o rosto ainda mais quente. Ela definitivamente mataria Ino. – Precisamos apenas da conta.

– Está bem. – Ele pegou a conta e rabiscou algo na parte de superior do papel, antes de colocá- lo diante de Sakura. – É só me ligar, se eu puder ajudar em algo.

Apenas depois que ele se afastou, Sakura viu seu nome e telefone escritos na conta. Ino olhou e riu alto. – Você me paga – Sakura falou, suprimindo um sorriso enquanto calculava sua parte da conta no Palm Pilot. – Eu vou me vingar por isso. Ino ignorou a ameaça enquanto procurava dinheiro na bolsa enfeitada de contas.

– Está bem, pode falar... mas, se eu fosse você, guardaria esse número. Ele é uma coisinha linda.

– Uma coisinha jovem – Sakura corrigiu. – E acho que vou deixar passar. A última coisa de que preciso é ser presa por corrupção de menores.

Ino deu uma olhada para o garçom, que apoiava o quadril no balcão do bar. – Sim, mas o Sr. Sósia do Brad Pitt ali parece valer a pena. Será que ele tem um irmão mais velho?

– Eu imagino o quanto Shikamaru pagaria para saber que a esposa dele passou a hora do almoço cobiçando um garoto. Ino bufou, colocando o dinheiro na mesa. – Não estou cobiçando o rapaz para mim, mas para você. Estávamos falando, afinal, da sua vida sexual.

– Bem, minha vida sexual é satisfatória, e não é da conta das pessoas neste restaurante. – Jogando o dinheiro na mesa, Sakura pegou o último pedaço de queijo e caminhou para a porta.

– Não fique brava – disse Ino, seguindo-a para fora, onde havia uma multidão de turistas e de habitantes locais espremendo-se na Jackson Square. As notas de um saxofone solitário tocando jazz se sobressaíam à cacofonia de vozes, cavalos e motores de carros, conforme uma onda de calor da Louisiana a atingia. Tentando ignorar o ar tão denso que mal podia ser inalado, Sakura abriu caminho por entre a multidão e as barracas dos vendedores, que estavam alinhadas junto à cerca de ferro trabalhado que circundava a Jackson Square.

– Você sabe que é verdade – prosseguiu Ino, alcançando-a. – Meu Deus, Sakura, faz quanto tempo? Dois anos?

– Quatro – respondeu ela, distraidamente. – Mas quem está contando?

– Quatro anos sem sexo? – Ino repetiu em voz alta, incrédula. Várias pessoas pararam para olhar com curiosidade para as duas. Alheia como sempre à atenção que chamavam, Ino continuou: – Não me diga que você se esqueceu de que esta é a Era da Eletrônica. Quero dizer, de fato, algum dos seus pacientes sabe há quanto tempo você está sem sexo? Sakura engoliu o queijo e encarou a amiga com um olhar desagradável. Ino pretendia gritar isso para que todos os seres humanos e todos os cavalos na Vieux Carré ouvissem?

– Fale baixo – ela pediu, e então acrescentou com secura: – Não acho que seja da conta dos meus pacientes se eu sou ou não uma pessoa casta. E, quanto à Era da Eletrônica, eu realmente não quero me envolver com algo que venha com rótulo e pilhas.

Ino bufou de novo. – Sim, bem, para você a maioria dos homens deveria vir com um rótulo. – Ela ergueu as mãos, desenhando no ar uma moldura enquanto prosseguia: – "Atenção, por favor, alerta de psicopata. Eu, homem viril, estou predisposto a suportar horríveis oscilações de humor e amuos prolongados, e possuo a habilidade de dizer a uma mulher a verdade sobre seu peso sem aviso." Sakura riu. Ela repetira esse discurso a respeito da necessidade de os homens virem com rótulos incontáveis vezes. – Ah, eu entendo, Dra. Sexo – Ino continuou, imitando o sotaque da famosa terapeuta sexual de origem alemã, Dra. Ruth. – Você apenas fica lá sentada, escutando-os despejar todos os detalhes íntimos de seus encontros sexuais enquanto vive como um membro vitalício do Clube das Calcinhas de Teflon. – Abandonando o sotaque, ela acrescentou: – Não acredito que nada do que você escutou nas sessões tenha agitado seus hormônios.

Sakura lançou-lhe um olhar divertido. – Bem, sou uma terapeuta sexual. Não faria bem aos meus pacientes que eu tivesse um orgasmo enquanto estão desabafando seus problemas. Isso é verdade, Porca, eu perderia meu registro profissional.

– Eu não vejo como pode aconselhá-los, uma vez que você não chega perto de um homem. Fazendo uma careta, Sakura atravessou a praça, indo até o lado oposto ao do Centro de Informações Turísticas, onde a tenda de Ino para leitura de mãos e de tarô estava montada. Ao chegar à pequena mesa coberta com um tecido púrpura, ela suspirou. – Sabe, eu sairia com um homem, se encontrasse alguém por quem valesse a pena depilar as pernas. Mas a maioria é uma perda de tempo, e eu prefiro ficar em casa e assistir a reprises de seriados antigos.

Ino deu um sorriso irritado. – O que havia de errado com Kiba ?

– Mau hálito.

– Naruto? – Sua predileção por ficar com o dedo no nariz, especialmente durante o jantar.

– Sai ? Sem dizer nada, Sakura fitou-a. Ino ergueu as mãos. – Certo, talvez ele tivesse um pequeno problema com jogos de azar. Mas todos precisam de um hobby. Sakura continuou encarando-a.

– Ei, Madame Ino, já voltou do almoço? – Sunshine perguntou da barraca ao lado, onde vendia seus desenhos e cerâmicas. Alguns anos mais jovem do que elas, Sunshine tinha cabelos negros e longos, e seus trajes faziam Sakura se lembrar de uma princesa de contos de fadas. Ela usava uma fina saia branca, que seria obscena se não fosse o collant cor-de-rosa sob ela e a bonita blusa tipo cigana.

– Sim, estou de volta – Ino respondeu, ajoelhando-se para destrancar as portas de seu carrinho de metal, que ela amarrava todas as manhãs ao portão de ferro com uma corrente de bicicleta. – Alguém se interessou por mim enquanto estive fora?

– Dois rapazes pegaram seu cartão e disseram que voltariam depois de comer.

– Obrigada. Após colocar a bolsa dentro do carrinho, Ino pegou a caixa de charutos azul-escura que usava para guardar o dinheiro, as cartas de tarô que mantinha embrulhadas em um lenço de seda negro e um livro com capa de couro marrom bem grande, mas fino, que Sakura nunca vira. Então, pôs o chapéu de palha de abas largas e se levantou. – Você marcou o preço em todas as peças? – perguntou para Sunshine.

– Sim – Sunshine retrucou, pegando a bolsa. – Ainda acho que dá azar. Mas, pelo menos, se alguém quiser saber o preço de alguma coisa enquanto eu estiver fora, estará lá. Um motociclista de aparência rude parou perto da calçada. – Ei, Sunshine! – ele gritou. – Traga seu traseiro até aqui. Estou com fome. Ela fez um gesto, desconsiderando o jeito grosseiro do motociclista. – Trate de se comportar, Harry, ou vai comer sozinho – Sunshine o alertou enquanto caminhava lentamente na direção dele. Por fim, subiu na garupa da moto. Sakura meneou a cabeça, pensando que Sunshine precisava de mais ajuda com homens do que ela. Observou-os passar pelo Cafe du Monde.

– Ah, seria ótimo comer um beignet 1 como sobremesa.

– Comida não substitui sexo – afirmou Ino, colocando as cartas e o livro sobre a mesa. – Não é o que você vive dizendo...

– Certo, você tem razão. Mas, sinceramente, Porca, por que, de repente, você está tão interessada na minha vida sexual? Ou, mais importante, na falta dela? Ino entregou-lhe o livro. – Porque eu tenho uma ideia. Ali estava algo que a fazia gelar até os ossos, mesmo naquele calor miserável. E Sakura não se assustava com facilidade. Bem, a menos que envolvesse Ino e uma de suas ideias despropositadas. – Outra sessão espírita? – Não, isso é melhor. Sakura encolheu-se por dentro, imaginando o que estaria fazendo neste momento se tivesse dividido o quarto com uma companheira normal em seu primeiro ano em Tulane, em vez da excêntrica, com pretensões a cigana, Ino. Uma coisa era certa. Não discutiria sua vida sexual em uma rua lotada. Nesse instante, ficou sensivelmente consciente das diferenças entre ambas. Ela enfrentava aquele calor úmido usando um vestido de seda creme da Ralph Lauren, fino e sem mangas, e tinha o cabelo roxeado preso em um coque sofisticado. Ino, por sua vez, usava uma longa e flutuante saia negra com uma blusinha púrpura justa, que mal cobria seu amplo peito. Os cabelos loiros brilhantes estavam envolvidos por um lenço de seda preta, e das orelhas pendiam enormes brincos prateados em forma de lua e que chegavam aos ombros. Sem mencionar a mina de prata que ela colocara nos pulsos, na forma de aproximadamente 150 pulseiras que retiniam cada vez que ela se movia. As pessoas sempre haviam reparado nas diferenças físicas, mas Sakura sabia que Ino escondia sua mente astuta e sua insegurança atrás do vestuário "exótico". Por dentro, as duas eram mais parecidas do que se imaginaria. Exceto pela crença bizarra de Ino no oculto. E pelo insaciável apetite sexual. Movendo-se até ficar ao lado de Sakura, Ino enfiou o livro nas mãos relutantes dela e o folheou. Sakura tentou não derrubá-lo. Nem revirar os olhos.

– Encontrei isto outro dia naquela velha livraria perto do Museu de Cera. Estava coberto por uma montanha de pó, e eu estava tentando encontrar um livro sobre psicometria, quando o achei e... voilà! – Ino apontou triunfantemente para uma página.

Sakura olhou a imagem e ficou boquiaberta. Nunca vira algo assim. O homem retratado era muito atraente, e a imagem, chocante nos detalhes. Se não fossem as profundas marcas do desenho na página, ela juraria que se tratava de uma fotografia de alguma estátua grega antiga. Não, ela corrigiu a si mesma... de um deus grego. Com certeza, nenhum homem mortal poderia ser tão bonito. Em pé, em gloriosa e completa nudez, ele emanava poder, autoridade e sexualidade animal. Mesmo em uma postura casual, ele parecia um esplendoroso predador, pronto para se pôr repentinamente em movimento. As veias se destacavam no belo corpo, que atingia a perfeição com a promessa de um vigor másculo inteiramente idealizado para o prazer feminino. Com a boca seca, Sakura percorreu com os olhos os músculos que se salientavam em proporção ideal ao peso e à altura. Acompanhou a musculatura delgada e sólida do sulco que dividia os peitorais e o abdômen definido que parecia implorar um toque feminino. Até o umbigo. E então até o... Bem, ninguém se preocupara em pôr uma folha de figueira ali. E por que alguém faria isso? Quem, em juízo perfeito, desejaria cobrir atributos masculinos tão agradáveis? E, aliás, quem precisaria de algo com baterias por perto com aquilo em casa? Lambendo os lábios, Sakura olhou de novo para o rosto dele. Observando as belas feições pronunciadas que guardavam a alusão de um sorriso malicioso, ela visualizou a brisa brincando com as mechas negras que voavam ao redor de um pescoço feito para ser apreciado com os lábios. Com duros olhos ónix penetrantes em sua intensidade, ele erguia uma lança de ferro sobre sua cabeça e gritava. O ar denso e quente ao redor dela agitou-se de súbito, parecendo, de alguma forma, acariciar-lhe a pele exposta. Ela podia quase escutar o timbre grave daquela voz, sentir braços fortes envolvendo-a e puxando-a de encontro a um peito sólido como rocha, enquanto o hálito quente fazia cócegas em seu ouvido. Mãos firmes e hábeis deslizavam por seu corpo, deleitando-a ao procurarem seus recantos mais íntimos.

Um arrepio percorreu sua espinha, e seu corpo pulsou em lugares onde nunca soubera que um corpo poderia pulsar. Era uma sensação intensa e exigente, que jamais tinha experimentado. Piscando, olhou para Ino, a fim de verificar se a amiga fora afetada da mesma forma. Porém, se fosse esse o caso, ela nada demonstrava.

Devia estar alucinando. Era isso! O condimento dos feijões-vermelhos tinha se infiltrado em seu cérebro, transformando-o em mingau.

– O que você acha dele? – Ino indagou, finalmente encontrando seu olhar. Sakura deu de ombros, esforçando-se para subjugar o calor em seu corpo. Ainda assim, seus olhos insistiram em se voltar para a aparência perfeita daquele homem. – Ele parece um paciente novo que atendi ontem. Bem, aquilo não era exatamente verdade... O sujeito que ela atendera era razoavelmente atraente, mas nem se aproximava do homem no desenho. Nunca vira nada como ele na vida!

– É mesmo? – Os olhos de Ino se escureceram, indicando que estava prestes a iniciar uma longa preleção sobre destino e encontros fortuitos.

– Sim – disse Sakura, interrompendo-a antes que ela pudesse começar. – Ele me falou que era uma lésbica presa em um corpo de homem. Com uma expressão desapontada, Ino puxou o livro das mãos de Sakura, fechou-o com força e encarou-a. – Você conhece as pessoas mais esquisitas! Sakura apenas ergueu a sobrancelha.

– Não diga nada. – Ino sentou-se no lugar que costumava ocupar atrás da mesa e colocou o livro ao lado.

– Estou lhe dizendo que isto – bateu com o dedo duas vezes no centro do livro – é a solução para você.

Sakura fitou a amiga, pensando em como ela parecia mesmo Madame Ino, autoproclamada Senhora da Lua, acomodada atrás das cartas de tarô e da mesa púrpura, com o misterioso livro sob a mão. No momento, quase podia crer que Ino fosse uma cigana mística. Se acreditasse em tais coisas. – Certo – concordou Sakura, cedendo. – Pare de enrolar e me diga o que esse livro e essa imagem têm a ver com a minha vida sexual.

A expressão de Ino tornou-se solene. – O sujeito que mostrei a você... Sasuke… é um escravo sexual completamente controlado por quem quer que o evoque, e também é devotado a essa pessoa. Sakura deu uma gargalhada. Sabia que estava sendo indelicada, mas não conseguiu evitar. Como uma bolsista da Fundação Rhodes, com doutorado em história antiga e em física pela Universidade de Oxford, mesmo alguém com as idiossincrasias de Ino, podia acreditar em algo tão ridículo?

– Não ria. Estou falando sério.

– Sei que está. Por isso é tão engraçado. – Pigarreando, Sakura controlou-se. – Certo. O que eu preciso fazer? Tirar as roupas e dançar diante do lago Pontchartrain à meia-noite? – Os cantos de sua boca se ergueram ao mesmo tempo em que os olhos de Ino se escureceram em forma de advertência.

– Tem razão. Eu conseguiria sexo, mas não acho que seria com um lindo escravo sexual grego.

O livro caiu da mesa.

Ino pulou, dando um gritinho, antes de se levantar e afastar a cadeira para trás. Sakura ofegou. – Você empurrou isso com o cotovelo, não? Com os olhos redondos como pires, Ino meneou a cabeça lentamente.

– Admita, Porca.

– Eu não fiz isso – ela respondeu, com uma expressão muito séria. – Acho que você o ofendeu.

Sacudindo a cabeça diante de tamanho absurdo, Sakura pegou os óculos de sol e as chaves na bolsa. Sim, certo, está sendo como naquela vez na faculdade, quando Porca a convencera a participar da brincadeira do copo, fazendo-o revelar que ela se casaria com um deus grego aos 30 anos e que teria seis filhos com ele. Ino nunca tinha admitido que empurrara o copo. E, no momento, o sol de agosto estava quente demais para que Sakura se dispusesse a discutir. – Preciso voltar ao consultório. Tenho uma consulta às duas horas e não quero ficar presa no trânsito. – Ela pôs os óculos Ray-Ban. – Você vai à minha casa hoje à noite?

– Eu não deixaria de ir por nada no mundo. Vou levar o vinho.

– Está bem. Vejo você às oito. – Sakura se deteve apenas o suficiente para falar: – Diga a Shikamaru que eu mandei um "oi" e um "obrigada" por ele deixá-la ir até em casa para o meu aniversário.

Observando a amiga afastar-se, Ino sorriu. – Espere até você ver seu presente de aniversário – ela sussurrou, pegando o livro do chão e passando a mão pela capa de couro macio para limpar a poeira. Abrindo-o de novo, Ino fitou a bela imagem, fixando-se nos olhos que, embora estivessem desenhados em negro, davam a impressão serem de um azul profundo.

Tinha certeza de que, daquela vez, seu feitiço funcionaria. – Você vai gostar dela, Sasuke – murmurou, traçando com os dedos o corpo perfeito. – Mas eu preciso avisá-lo de que ela consegue esgotar a paciência de um santo. E transpor as defesas dela será tão árduo quanto derrubar os muros de Tróia. Ainda assim, acho que, se alguém pode ajudá- la a se encontrar, esse alguém é você.

Ao sentir o livro aquecer-se sob a mão, ela instintivamente soube que era a maneira de Sasuke concordar com o que dissera. Sakura a considerava louca por suas crenças. Porém, como a sétima filha de uma sétima filha e com o sangue cigano correndo em suas veias, Ino sabia que havia certas coisas na vida que desprezavam explicações. Certas energias enigmáticas que fluíam e refluíam de forma incontrolada, apenas esperando que alguém as canalizasse. E naquela noite haveria lua cheia.

Pôs o livro de volta em seu carrinho, trancando-o, com a certeza de que o destino o colocara em suas mãos. Sentira-o chamando por ela assim que se aproximara da prateleira em que se encontrava na livraria. Como estava casada havia dois anos, e muito feliz, sabia que o livro não se destinava a ela. Estava apenas usando-a para chegar aonde precisava. Até Sakura.

Seu sorriso ampliou-se. Imaginou como seria ter um escravo sexual grego incrivelmente bonito à disposição durante um mês inteiro... Sim, este era definitivamente um aniversário do qual Sakura se lembraria pelo resto da vida.

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