Continuando a saga do guerreiro sedutor Sasuke da Macedônia:
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Capítulo 16
Nenhum deles falou muito o dia todo. Na verdade, Sasuke evitou-a completamente.
Aquilo, mais do que qualquer outra coisa, revelou a decisão que ele tomara. Seu coração estava partido. Como ele poderia abandoná-la após tudo o que haviam enfrentado juntos? Após tudo o que tinham compartilhado? Não conseguia suportar a ideia de perdê-lo. A vida sem ele seria intolerável.
Ao poente, Sakura encontrou-o sentado na cadeira de balanço, no deque, olhando para o sol como se o visse pela última vez. O rosto estava tão rígido que ela mal o reconheceu como sendo do homem divertido que passara a amar tanto. Por fim, não suportou mais o silêncio.
– Eu não quero que você me abandone. Quero que você fique aqui na minha época. Posso cuidar de você, Sasuke. Eu ganho bem e posso ensiná-lo o que você quiser saber.
– Não posso ficar – disse por entre os dentes. – Você não entende? Todos os que já foram próximos a mim acabaram punidos pelos deuses. Jasão, Penélope, Callista, Atolycus. – Fitou-a, atordoado. – Por Zeus, eles crucificaram Kyrian!
– Desta vez será diferente.
Ele se levantou e encarou-a com severidade. – Sim, será mesmo diferente. Eu não vou ficar aqui e vê-la morrer por minha causa.
Passando por ela, Sasuke entrou na casa.
Sakura cerrou os punhos, com vontade de estrangulá-lo.
– Seu teimoso!
Como ele podia ser tão difícil? Foi então que ela sentiu o diamante da aliança de casamento da mãe pressionar sua palma. Abrindo o punho, olhou-o fixamente. Estava cansada de permitir que o passado a assombrasse. Pela primeira vez em um longo tempo, ansiava por um futuro. Um futuro que a enchesse de felicidade. E não permitiria que Sasuke o jogasse fora. Mais determinada do que nunca, abriu a porta da casa e sorriu com maldade.
– Você não vai escapar de mim, Sasuke da Macedônia. Pode ter acuado os romanos, mas eu lhe asseguro, eles eram fracos se comparados a mim.
Sasuke sentou-se na sala de estar com seu livro no colo. Passou a mão pela escrita antiga, desprezando-a ainda mais do que antes. Fechando os olhos, pensou na noite em que Sakura o evocara e se lembrou de como era não ter uma identidade verdadeira. Ser apenas um escravo sexual grego. Muito tempo atrás, ele se perdera em um doloroso lugar de sombria obscuridade e, mesmo assim, Sakura o encontrara. Com sua força e bondade, ela enfrentara corajosamente o pior dele e o trouxera de volta à humanidade.
Ela, sozinha, vira seu coração e o considerara valioso. Fique com ela. Deus, aquilo soava tão natural! Tão simples! Mas ele não ousaria. Já perdera seus filhos. A única parte de seu coração que ainda vivia era Sakura, e perdê-la por causa de seu irmão... Isso seria um sofrimento maior do que era capaz de suportar. Até mesmo ele tinha um ponto fraco. E agora conhecia o rosto e o nome do que podia aniquilá-lo. Sakura. Pelo bem dela, precisava ir. Sentiu-a entrar na sala.
Abrindo os olhos, viu-a parada à porta, encarando-o.
– Gostaria de poder destruir esta coisa – ele falou com rispidez, colocando o livro sobre a mesinha de centro.
– Depois desta noite, não precisará mais dele.
As palavras dela o faziam sofrer. Como ela podia fazer aquilo por ele? O pior medo de Sakura era ser usada, e ele a usaria da mesma forma que ele fora usado tantas vezes.
– Você ainda vai permitir que eu possua o seu corpo apenas para que possa abandoná-la?
A sinceridade no olhar dela o abateu.
– Se isso significa a sua liberdade, sim
. A pergunta seguinte fez sua garganta arder, mas ele precisava saber a resposta.
– Você vai chorar quando eu for?
Ela desviou o olhar, mas não antes de ele identificar a verdade naqueles olhos.
Ele não era melhor do que Sai. Era um canalha egoísta. Porém, era filho de seu pai. Mais cedo ou mais tarde, o sangue ruim se revelaria.
Sakura virou-se e deixou-o sozinho com seus pensamentos.
Sasuke percorreu o aposento com o olhar. Quando avistou o espaço diante do sofá, seu peito se apertou ainda mais. Sentiria falta daquelas noites em que escutava a voz de Sakura. A risada suave. E, acima de tudo, teria saudades de seu toque. Ficar era tentador demais. Contudo, ele não ousaria. Se não conseguira proteger seus filhos, como seria capaz de protegê-la?
– Sasuke?
Ele se sobressaltou ao ouvir a voz de Sakura, que vinha do andar de cima.
– Sim?
– São onze e meia. Você não deveria estar aqui?
Sasuke reparou em seu corpo excitado. Finalmente, ele a teria. Deveria estar deliciado, pois isso era tudo o que desejava desde a primeira vez em que a vira. Ainda assim, por algum motivo, afligia-o pensar em possuí-la agora. Pelo menos você não vai machucá-la. Será que não? Na verdade, duvidava que Sai tivesse feito no coração de Sakura a metade do estrago que ele estava prestes a fazer.
– Sasuke?
– Estou indo.
Ele se forçou a levantar-se do sofá. Chegando à porta, olhou ao redor pela última vez. Conseguia visualizar Sakura deitada no sofá, com os seios cobertos de chantili enquanto ele lentamente removia o creme com a língua. Escutou a risada alegre e viu os olhos verdes iluminados quando a levou ao clímax.
Não me abandone, Sasuke.
As palavras sussurradas o haviam abrasado na noite anterior quando ela as pronunciara, ao pensar que ele estava dormindo. Agora, elas dilaceravam seu coração.
– Sasuke?
Virando-se, ele foi até as escadas e tocou o corrimão. Seria a última vez em que subiria aquelas escadas. A última vez em que andaria pelo corredor até o quarto. E a última vez em que a veria na cama... Seu peito comprimiu-se, dificultando a respiração. Por que as coisas tinham que ser daquele jeito? Riu com amargura. Quantas vezes fizera a si mesmo essa pergunta? Deteve-se ao chegar à porta.
O quarto estava fracamente iluminado por velas, mas o que chamou sua atenção foi Sakura usando o baby-doll vermelho que ele tinha escolhido. Ela estava excitante...
Percebendo que estava boquiaberto, recompôs-se.
– Você não vai facilitar isso para mim, vai? – ele indagou com voz rouca.
Ela sorriu com malícia. – Eu deveria?
Paralisado, ele permaneceu no lugar enquanto ela se aproximava.
– Você não está vestido demais?
Antes que ele pudesse responder, Sakura retirou sua camisa. Depois de largá-la no chão, pôs a mão em seu peito, bem acima do coração. Naquele instante, ela era a mulher mais linda do mundo para ele. Nem mesmo a beleza de sua mãe era páreo para a dela.
Sasuke continuou imóvel, sentindo-a passar as mãos por sua pele, fazendo-o arrepiar-se por inteiro. Não, ela não facilitaria nem um pouco...
Quando ela começou a mexer nos botões de sua calça, afastou-lhe as mãos.
– Sakura...
– Hum? – ela indagou, os olhos escurecidos pelo desejo.
– Nada.
Ela se dirigiu até a cama, e Sasuke ofegou ao avistar as nádegas arredondadas através do tecido transparente. Sakura deitou-se de lado e o encarou. Terminando de se despir, uniu-se a ela. Ao virá-la de costas, o baby-doll abriu-se, presenteando-o com o seio direito, com o qual ele se deliciou.
– Oh, Sasuke... – ela gemeu.
Ela tremia com suas carícias. Seu corpo era fogo líquido, bramindo a necessidade que sentia dela. No entanto, não era apenas o corpo de Sakura que ele queria. Ele a queria. E abandoná-la o destruiria. Sasuke engoliu em seco, recuando. Esperara uma eternidade por aquela noite, por aquela mulher. Com carinho, roçou a mão na face delicada, gravando em sua memória cada detalhe. Sua preciosa Sakura. Nunca a esqueceria.
Com a alma pranteando pelo que estava prestes a fazer com ela, afastou-lhe as pernas com o joelho. Estremeceu com a intensidade da maravilhosa sensação de tê-la sob si, de tocar-lhe a pele macia. E então ele cometeu o erro de fitá-la nos olhos. O pesar ali refletido deixou-o sem fôlego. Você nunca teve nada na vida que não tivesse roubado de alguém.
Sasuke enrijeceu-se ao recordar as palavras de Jasão. A última coisa que queria era tomar algo da mulher que tanto lhe dera. Como posso fazer isso com ela?
– O que você está esperando? – Sakura indagou.
Ele não sabia. Tudo o que sabia era que não conseguia deixar de fitar aqueles tristes olhos. Olhos que chorariam se ele a usasse e partisse. Olhos que verteriam lágrimas de felicidade se ele ficasse.
Porém, se ele ficasse, sua família a destruiria.
E, naquele momento, soube o que precisava fazer. Sakura envolveu sua cintura com as pernas.
– Sasuke, tem que se apressar. Nosso tempo está acabando.
Ele não falou. Não conseguiu falar. Na verdade, não confiava em si mesmo para falar, com medo de mudar de ideia. Ao longo dos séculos, ele fora muitas coisas: órfão, ladrão, marido, pai, herói, lenda e, finalmente, escravo. Ainda assim, nunca fora covarde. Sasuke da Macedônia nunca havia sido medroso. Era o comandante que havia encarado uma legião inteira de romanos e, rindo, os desafiara a decapitá-lo. Era esse homem que Sakura encontrara, e era esse homem que a amava. Era esse homem que se recusava a magoá-la.
Sakura tentou mover os quadris para aproximá-lo de seu corpo, mas ele não cedeu.
– Você sabe do que eu sentirei mais saudade? – ele perguntou.
– Não.
– Do cheiro de seus cabelos ao mergulhar meu rosto neles. Da forma como você me agarra e grita meu nome ao atingir o êxtase. Da sua risada. Mas, acima de tudo, da sua aparência logo de manhã, com a luz do sol incidindo em seu rosto. Nunca me esquecerei disso.
Sasuke roçou os quadris nos dela. Porém, em vez de deslizar para dentro do corpo dela, o movimento terminou em uma carícia gloriosa que os fez gemer.
Aproximando o rosto de seu ouvido, ele acariciou seu pescoço.
– Vou amá-la para sempre – sussurrou.
Sakura escutou-o inspirar profundamente junto aos seus cabelos, ao mesmo tempo em que o relógio soava meia-noite.
Em um clarão, ele desapareceu.
Por alguns instantes, ela permaneceu imóvel. Horrorizada, esperou despertar. Contudo, ao continuar escutando o relógio, soube que não era um sonho. Sasuke se fora. Ele tinha realmente ido embora.
– Não! – ela gritou, sentando-se. Não era possível. – Não! – gritou novamente.
Com o coração acelerado, correu para fora do quarto e desceu as escadas, indo até a mesinha de centro sobre a qual se encontrava o livro. Ao abri-lo, viu Sasuke em pé, como estivera originalmente. A diferença era que o sorriso malicioso sumira e os cabelos estavam curtos. Não, não, não!, sua mente repetia. Por que ele teria feito aquilo? Por quê?
– Como você pôde fazer isso? – ela perguntou, aninhando o livro junto ao peito. – Eu teria lhe dado sua liberdade, Sasuke. Eu não teria me importado. Oh, Deus, Sasuke, por que você faria isso a si mesmo? – Ela chorava. – Por quê?
Mas, em seu coração, ela sabia. O olhar carinhoso no rosto dele revelara tudo. Ele fizera aquilo para evitar magoá-la como Sai a magoara. Sasuke a amava. E, desde o momento em que surgira em sua vida, ele não fizera nada além de defendê-la. De protegê-la. Mesmo no final. Mesmo quando isso significava trocar a liberdade por prisão e tormento eternos, ele a colocara em primeiro lugar.
Sakura sofria com a verdade e com o sacrifício que ele tinha feito. Conseguia pensar apenas em Sasuke sendo condenado à escuridão. Sozinho. Em agonia. Ele lhe contara a respeito da fome e da sede que sentia, quando estava preso no livro. E ela recordou a forma como ele fora torturado em sua cama.
No entanto, acima de tudo, lembrou-se do que ele lhe dissera: A dor na cama não era nada se comparada à de dentro do livro. E agora ele estava lá. Sofrendo.
– Não! Eu não vou permitir que faça isso a si mesmo. Está me ouvindo, Sasuke?
Mantendo o livro junto aos seios, correu até o fundo da casa. Abriu a porta de vidro e posicionou-se sob a luz da lua.
– Volte para mim, Sasuke da Macedônia, Sasuke da Macedônia, Sasuke da Macedônia!
Repetiu as palavras diversas vezes, implorando que ele surgisse. Mas nada aconteceu. Nada!
– Não! Por favor, não!
Com o coração partido, ela voltou para dentro de casa.
– Por quê? Por quê? – Ela soluçava ao ajoelhar-se balançando o corpo para a frente e para trás. – Oh, Sasuke! – sussurrou.
Foi assolada pelas lembranças. Sasuke rindo com ela, abraçando-a ou apenas sentado em silêncio ao seu lado. A sensação do coração descompassado batendo junto ao seu. Ela o queria de volta. Ela necessitava dele de volta.
– Não quero viver sem você – ela murmurou contra o livro. – Você não entendeu isso, Sasuke? Eu não posso viver sem você.
De repente, um clarão tomou a sala.
Ofegando, Sakura olhou para cima esperando que Sasuke tivesse retornado. Mas não era ele. Era Afrodite.
– Dê-me o livro – disse, estendendo a mão.
Sakura puxou-o para trás. – Por que você faria isso com ele? – exigiu saber. – Ele não sofreu o bastante por sua causa? Eu não teria ficado com ele. Eu preferiria que ele ficasse com você a ficar preso desse jeito. – Ela enxugou as lágrimas. – Ele está sozinho lá. Sozinho na escuridão – sussurrou. – Por favor, não o deixe dessa forma. Mande-me para o livro com ele, por favor. Por favor!
Afrodite abaixou a mão. – Você faria isso por ele?
– Eu faria qualquer coisa por ele.
Os olhos de Afrodite se estreitaram. – Dê-me o livro.
Cega pelas lágrimas, Sakura obedeceu, rezando para que Afrodite a ajudasse a unir-se a Sasuke. Respirando fundo, ela abriu o livro. – Vou levar uma bronca enorme por causa disso.
De repente, outro clarão brilhou, ferindo os olhos de Sakura. Sua cabeça girou em um borrão vertiginoso e ela sentiu enjoo. Tudo à sua volta rodava. Era isso o que Sasuke enfrentava cada vez que alguém o evocava? Não sabia, mas aquilo já era uma tortura apavorante. De repente, tudo ficou sinistramente negro. Sakura sentiu-se caindo em um buraco profundo, onde a escuridão a pressionava, comprimindo seus pulmões e fazendo seus olhos arder. Estendeu as mãos para impedir a queda e sentiu uma maciez peculiar sob si. As luzes voltaram e ela se viu deitada na cama, com Sasuke sobre seu corpo. Ele olhou ao redor, atordoado.
– Como...
– É melhor vocês dois não estragarem tudo desta vez – disse Afrodite da porta. – Se eu fizer isso de novo, não há como saber o que pode acontecer comigo – ao falar isso, sumiu.
Sasuke voltou o olhar da porta para Sakura.
– Sakura, eu...
– Cale-se, Sasuke – ela disse, impedindo-o de desperdiçar mais tempo –, e me mostre como os deuses pretendiam que uma mulher conhecesse um homem.
Então, ela puxou a cabeça dele e deu-lhe um beijo ardente. Correspondendo com paixão, Sasuke penetrou-a com uma poderosa investida. Ele lançou a cabeça para trás e emitiu um som de prazer ao sentir o corpo macio dando-lhe as boas-vindas. A sensação abalou-o tão profundamente que até seu lábio inferior tremia.
Pelos deuses, senti-la era ainda melhor do que imaginara! Lembrou-se das palavras de Sakura. Não quero viver sem você. Você não entendeu isso, Sasuke? Eu não posso viver sem você. Com a respiração irregular, fitou-lhe a face, sentindo-se totalmente envolvido pelo doce calor de Sakura. Pegou a mão dela e apertou-a.
– Estou machucando você?
– Não – ela respondeu, com os olhos calorosos e sinceros.
Depois, levou a mão dele aos lábios e beijou-a.
– Você nunca poderia me machucar estando comigo.
– Se eu fizer isso, fale, e eu paro.
Ela o cingiu com braços e pernas. – Se me deixar antes do amanhecer, eu vou caçá-lo pela eternidade e espancar você.
Sasuke riu, não duvidando daquilo nem por um instante.
Sakura correu a língua pelo pescoço dele, deliciando-se quando ele estremeceu. Sasuke afastou devagar os quadris, torturando-a, antes de investir de novo tão profundamente que a fez sentir-se acariciada por completo.
Ela ofegou com a incrível sensação de plenitude. Fechando os olhos, saboreou os músculos do corpo flexível e ágil contra o seu. Envolveu-o com as pernas, desfrutando daquele contato tão intenso. Nunca imaginara experimentar algo assim. O amor que lhe dedicava fluía por ela. Sasuke era seu. Mesmo que ele partisse depois, apreciaria esse momento único de puro êxtase.
Deleitando-se com a poderosa sensação, acariciou-o nas costas e nos quadris. Sasuke mordeu o lábio quando ela enterrou as unhas em suas costas. Como mãos tão pequenas tinham o poder de dobrá-lo? Nunca compreenderia isso, assim como nunca entenderia por que ela o amava. Ele era apenas grato.
– Olhe para mim, Sakura – ele murmurou. – Quero ver seus olhos.
Ela o encarou. A expressão de Sasuke e sua respiração alterada revelavam a intensa satisfação que ele experimentava, ao apreciá-la a cada movimento de seu corpo.
Erguendo os quadris, Sakura acompanhou o ritmo, abandonando-se à extraordinária experiência de senti-lo por inteiro, ao mesmo tempo em que ele abaixava a cabeça e a beijava profundamente. Sem conseguir refrear-se, seu corpo explodiu em milhares de convulsões de prazer.
– Oh, Sasuke! – ela gritou, arqueando-se ainda mais.
– Oh...
Ele esperou que Sakura parasse de tremer. Ao abrir os olhos, ela se deparou com o sorriso malicioso de Sasuke.
– Gostou disso, é? – ele perguntou, revelando as encantadoras covinhas e movendo os quadris, acariciando-a mais uma vez.
– Foi bom.
– Bom? – ele perguntou, rindo. – Acho que eu precisarei continuar tentando.
Sasuke virou-se, levando-a junto lentamente, com cuidado para não se separarem. Sakura gemeu ao posicionar-se sobre ele. Sasuke desatou o laço de seu baby-doll, abrindo-o. O olhar embevecido no rosto dele agradou-a ainda mais do que a sensação de tê-lo dentro de si.
Sorrindo, ela se moveu e o sentiu estremecer.
– Gostou disso, é?
– Foi bom – ele respondeu, mas a voz rouca traía o tom indiferente.
Ela riu. Sasuke ergueu os quadris, fazendo-a gemer. Mas Sakura desejava mais. Queria ver o rosto dele, quando ele alcançasse o êxtase. Queria saber que lhe dera algo que ele não experimentava desde tempos imemoriais.
– Sabe, nós estaremos exaustos ao amanhecer se não formos com calma – ele falou.
– Eu não me importo.
– Você vai ficar dolorida.
– E daí?
– Nesse caso...
Ele deslizou a mão por seu corpo. Sakura mordeu o lábio enquanto ele a acariciava, em um ritmo cada vez mais intenso... Segurando-a pela cintura, Sasuke a ajudou a manter os movimentos frenéticos. Gostaria de poder sair do copo dela tempo suficiente para mostrar-lhe algumas outras posições. Contudo, só lhes era permitido aquilo. No momento. Porém, quando a manhã chegasse...
Sorriu com a perspectiva. Com a chegada da manhã, ele pretendia mostrar a Sakura um uso inteiramente novo para o chantili.
Sakura perdeu a noção do tempo enquanto se acariciavam, deleitando-se nos braços um do outro. Sentia-se atordoada ao entregar-se ao toque experiente e à maravilhosa sensação de seu amor por ele. Estavam ambos suados, mas ainda se devoravam, deliciando-se com a paixão que podiam, por fim, compartilhar.
Desta vez, após alcançar o êxtase, Sakura desabou sobre ele. A risada de Sasuke ecoou ao seu redor, conforme ele passava as mãos por suas costas, quadris e pernas. Ela estremeceu. Sasuke apreciava o corpo desnudo debruçado sobre o seu. Seu amor por ela o completava.
– Eu poderia ficar deitado assim para sempre.
– Eu também.
Abraçando-a, ele a manteve junto ao peito e logo notou que a respiração de Sakura se acalmava, regularizando-se. Em alguns minutos, ela adormeceu. Beijando-lhe o topo da cabeça, ele sorriu.
– Durma, preciosa Sakura – sussurrou. – Falta um bom tempo até o amanhecer.
Sakura despertou com uma sensação de calor. Ao começar a se mexer, braços fortes a mantiveram no lugar.
– Tome cuidado – disse Sasuke.
– Não me faça sair de dentro do seu corpo.
– Eu dormi? – ela indagou, assombrada por ter feito aquilo.
– Está tudo bem. Você não perdeu nada.
– Não? – ela perguntou, movendo os quadris.
Ele riu. – Bem, certo, você perdeu algumas coisas.
Sakura fitou-o e passou o dedo pela face de Sasuke. Quando o tocou nos lábios, ele mordiscou seu dedo. De repente, ele se sentou, mantendo-a no colo. – Oh, que gostoso! – Ela envolveu-lhe a cintura com as pernas.
– Sim – ele concordou.
Abaixando a cabeça, ele acariciou um dos seios com os lábios, provocando-a e fazendo-a estremecer. Fez a mesma coisa com o outro. Sakura abandonou-se ao toque prazeroso até notar que o céu clareava.
– Sasuke! – ela sussurrou.
– Está quase amanhecendo.
– Eu sei.
Ele a colocou de costas na cama e passou a se mover enquanto a encarava, maravilhado, desfrutando a sensação do amor de Sakura. Ela o tocara de um jeito que nunca imaginara ser possível. E onde nunca fora tocado antes. Profundamente em seu coração. De repente, ansiou por mais. Desesperado por ela, balançou os quadris. Precisava de mais.
Sakura abraçou-o e afundou o rosto em seu ombro. De novo, estavam cobertos de suor. Ela passou a língua em seu pescoço, apreciando o murmúrio de prazer que ele emitiu.
Sasuke a preenchia, repetidas vezes, até que ela não conseguiu mais se controlar e, mordendo-o no ombro, alcançou o êxtase. Ele não parou. Estendendo as mãos, ela o acariciou no rosto, observando seu prazer. Sasuke mordeu o lábio inferior, acelerando o ritmo. E, quando os primeiros raios de sol brilharam pela janela, ela o escutou gemer e o viu fechar os olhos. Com uma última e profunda investida, sentiu-o estremecer ao atingir o clímax. Sasuke respirava com dificuldade, atordoado com a pura alegria que sentia.
Tremia com a força do êxtase. Seu corpo inteiro doía e, ainda assim, nunca experimentara tamanho prazer. Estava fraco por causa da noite, fraco por causa do toque de Sakura. E a maldição tinha terminado. Erguendo a cabeça, viu o lindo sorriso dela.
– Está feito? – Sakura perguntou.
Antes que pudesse responder, Sasuke sentiu um intenso ardor no braço. Com um sibilo de dor, afastou-se dela e cobriu a queimadura com a outra mão.
– O que foi? – ela indagou.
Sakura observou, assombrada, um brilho cor de laranja rodear-lhe o braço.
Quando ele retirou a mão do braço, as palavras gregas tinham sumido.
– Acabou – ela sussurrou. – Nós conseguimos.
O sorriso sumiu do rosto de Sasuke.
– Não. – Ele passou um dedo pelo rosto dela. – Você conseguiu.
Rindo, ela se atirou nos braços fortes dele. Sasuke apertou-a enquanto se beijavam. Tinha acabado! Ele estava livre. Finalmente, após todo aquele tempo, ele era um homem mortal outra vez. E Sakura fizera isso. A fé e a força dela o tinham conduzido até ali. Ela o salvara. Sakura riu de novo ao rolar sobre ele na cama.
No entanto, seu alívio durou pouco, pois logo mais um clarão preencheu o quarto. Seu riso morreu de imediato, e ela sentiu uma presença malévola antes mesmo que Sasuke enrijecesse em seus braços.
Sentando-se, ele a colocou atrás de si, posicionando-se entre ela e o homem bonito em pé diante da dama. Sakura engoliu em seco ao avistar o sujeito alto e de cabelos escuros que os encarava como se pudesse matá-los naquele instante.
– Seu bastardo arrogante! – o homem rosnou. – Como ousa pensar que está livre?
Instantaneamente, ela soube que se tratava de Príapo.
– Pare com isso, Príapo – Sasuke advertiu-o. – Está tudo acabado.
Príapo bufou. – Você acha que pode me dar ordens? Quem você pensa que é, mortal?
Sasuke sorriu com maldade. – Sou Sasuke da Macedônia. Nascido de Diocles de Esparta e da deusa Afrodite, sou o defensor de Grécia, Macedônia, Tebas, Punjabi e Conjara. Conhecido como Augustus Julius Punitor por meus inimigos, que estremeciam de pavor na minha presença. E você, meu irmão, é um deus pouco conhecido, que não significava nada para os gregos e apenas um pouco mais para os romanos.
A fúria do inferno cruzou a expressão de Príapo. – É hora de você aprender qual é o seu lugar, irmãozinho. Você tomou de mim a mulher que geraria meus filhos para perpetuar meu nome. Agora, eu vou tomar a sua.
Sasuke lançou-se sobre Príapo, mas era tarde demais.
Ele já desaparecera com Sakura.
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