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Epílogo

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Um ano depois…

Sasuke abriu a porta do quarto do hospital. Seguido por sua mãe e por Ino, entrou em silêncio, não querendo perturbar Sakura, caso ela estivesse descansando.

Ao vê-la deitada na cama, sentiu medo. A aparência pálida e frágil o aterrorizava. Não suportava vê-la daquele jeito. Ela era sua força. Seu coração. Sua alma. Tudo o que era bom em sua vida. O pensamento de perdê-la lhe era intolerável.

Sakura abriu os olhos e sorriu.

– Oi – ela sussurrou.

– Ei, garota! – disse Ino. – Como você está se sentindo?

– Estou exausta, mas me sentindo muito bem.

Sasuke inclinou-se para beijá-la. – Você precisa de alguma coisa?

– Eu tenho tudo de que poderia precisar – Sakura falou, com a face luminosa.

Ele sorriu. – Então, onde estão os meus netos? – sua mãe exigiu saber.

– Eles foram levados para serem pesados – respondeu Sakura.

De imediato, como se fosse uma deixa, as enfermeiras empurraram os berços para dentro do quarto. Elas verificaram as pulseiras de Sakura e dos bebês e saíram em silêncio.

Sasuke afastou-se de Sakura apenas tempo suficiente para pegar seu filho. Foi dominado pela felicidade ao embalar a minúscula criança. Sakura lhe dera muito mais do que ele esperara ter. E muito mais do que merecia.

– Este é Itachi Haruno – ele disse, entregando o bebê para sua mãe.

Em seguida, pegou a filha. – E esta é Yuki Vênus Haruno – disse, colocando-a no outro braço da mãe

. Os lábios dela tremiam ao fitar a neta.

– Você lhe deu um dos meus nomes?

– Nós dois quisemos isso – disse Sakura.

Lágrimas escorreram pelo rosto de Afrodite, enquanto ela olhava alternadamente de um para o outro bebê.

– Oh, os presentes que tenho para vocês dois...

– Mãe! – Sasuke a interrompeu. – Por favor, sem presentes. Dê-lhes apenas seu amor.

Afrodite fungou e riu. – Está bem. Mas, se mudar de ideia, é só me avisar.

Sakura observou Sasuke passar a mão pela cabecinha de Itachi. Embora não parecesse possível, naquele momento ela o amou ainda mais. Cada dia que haviam passado juntos fora uma bênção.

– Oh – Ino começou a falar, tomando Yuki dos braços de Afrodite –, eu passei na livraria ontem e Príapo tinha sumido. Houve uma lua cheia alguns dias atrás. Quem quer apostar que ele está fazendo sexo selvagem com alguém no momento?

Todos riram. Exceto Sasuke.

– Algo errado? – Sakura indagou.

– Acho que eu só estou me sentindo um pouco culpado em relação a ele.

– Culpado? – Ino indagou com descrença. – Por causa de Príapo?

Sasuke apontou as crianças e Sakura. – Como eu posso continuar ressentido? Sem a maldição, eu nunca teria todos vocês. Foi insuportável, mas preciso dizer que, no fim, valeu a pena.

Eles encararam Afrodite com expectativa.

– O quê? – ela perguntou inocentemente. – Não me digam que o querem livre agora. Eu já disse, quando ele aprender a lição...

Ino meneou a cabeça. – Pobre tio Príapo – ela falou para Yuki. – Mas ele foi um menino muito mau.

Neste instante, uma enfermeira abriu a porta e hesitou.

– Hum, Dr. Haruno – disse para Sasuke –, há um casal lá fora que diz ter parentesco com o senhor. Eles... hum... – Baixou o tom de voz para um sussurro.

– Eles são motociclistas.

– Ei, Sasuke – Eros falou atrás da enfermeira –, diga para Átila, o Huno, aqui, que está tudo certo. Assim, podemos entrar e babar nos bebês.

Sasuke riu. – Está tudo bem, Trish – ele falou para a enfermeira. – Ele é meu irmão.

Eros fez uma careta para Trish enquanto ele e Psiquê entravam

. – Alguém me lembre de lançar um feitiço nela na saída – ele falou quando Trish fechou a porta.

Sasuke arqueou a sobrancelha. – Vou precisar confiscar seu arco de novo?

Eros estalou a língua para ele ao aproximar-se de Ino e pegar yuki no colo. – Oh, que pequena destruidora de corações você vai ser. Aposto que os garotinhos vão correr atrás de você aos montes.

Empalidecendo, Sasuke virou-se para Afrodite.

– Mãe, eu gostaria de um presente.

Afrodite fitou-o esperançosamente. – Você falaria com Hefesto a respeito de um cinto de castidade para yuki? – ele pediu.

– Sasuke! – Sakura riu.

– Ela não terá que usar por muito tempo. Só uns trinta ou quarenta anos.

Sakura revirou os olhos. – É bom que você tenha sua mamãe – disse ela para o bebê nos braços de Eros. – Porque papai não é divertido.

Sasuke ergueu a sobrancelha com arrogância.

– Não sou divertido? – ele repetiu. – Curioso, não foi isso o que você disse no dia em que concebeu esses dois.

– Sasuke! – Sakura exclamou, com o rosto ardendo

Porém, ela aprendera havia muito tempo que ele era incorrigível. E ela o amava daquele jeito.

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