Saíra da festa assim que acabou sua contribuição formal dizendo a si mesma que precisava descansar. Asami e Iroh pareciam tão entretidos juntos, que optou por despedir-se sussurrando uma piada para que apenas ela ouvisse, apontando para o drinque ela tomava.

Agora somos duas precisando de carona.

Ela sorriu e acenou, corando levemente. Como havia ido a festa na companhia dela, pegou o primeiro táxi a passar assim que saiu. A noite era fria, mas era agradável manter a janela aberta e sentir aquela corrente gélida sobre sua face. Aproximando-se de seu destino, preparou-se para pagar a taxista, vasculhando suas coisas na elegante carteira de mão que portava, levou suas mãos a suas vestes e pôde identificar uma presença solitária, posta ali pouco antes de a festa começar. Seu brilho cintilante revelava-se tão intenso, que por um segundo, Korra esqueceu que a noite se fazia especialmente escura.

— Seu destino, senhorita? — perguntou a taxista assim que chegou em frente a seu prédio com um tom meramente informativo.

Definitivamente aquele não era seu destino àquela noite. Não era ali que devia estar, e ao olhar para aquela pedra pôde ter certeza.

— Não, para a zona leste, por favor. — pediu sobre o olhar inquisidor dela, esperando confirmação. Talvez ela estivesse planejando encerrar seu turno ali, mas acelerou sem hesitar uma segunda vez, após um suspiro.

...

Sua vontade era arrombar a porta com um chute como fizera com a porta da delegacia certa vez, mas não parecia ser de bom tom. Ainda mais, porque só batera três vezes na porta. Mas ele também não precisava demorar tanto. Estava ensaiando a quarta batida, quando Mako atendeu a porta com uma cara de surpresa. Ele havia se desfeito do smoking e Korra não podia evitar pensar no quanto aquele ar casual da camisa social de gola desabotoada e cabelo desengrenado caia bem nele.

— Korra... O que faz aqui? — perguntou Mako com expressão confusa.

Por alguns segundos ela se viu incapaz de explicar, ou mesmo esboçar qualquer reação, limitando-se a olhá-lo e respirar.

— Eu não sei. Só... Quando eu era pequena eu adorava ouvir uma história que Katara contava. Era sobre amor, ele sempre tão fascinante e poderoso. Eu não podia evitar gostar de ouvir e imaginar se um dia eu saberia como é ter um pouco daquela glória. Aí eu conheci você, e tudo se mostrou sempre tão bagunçado. Às vezes as histórias fazem tudo parecer tão fácil. Acho que elas omitem os temores, incertezas, o fato de sempre haver tempos difíceis e da vida sempre ter umas guinadas, como se os desafios retirassem um pouco do seu esplendor. Mas não é verdade. O amor é como uma pedra que se lapidou com atrito, só reflete luz e brilha mais ainda na escuridão. Como essa pedra — disse, mostrando a Mako. — Ela brilha desde que me apaixonei por você, e nunca deixou de brilhar. Às vezes fico com medo de não darmos certo, tenho medo não darmos certo, mas já demos. Eu sei que sempre teremos um ao outro, independentemente de como estaremos, enquanto tivermos um ao outro estaremos bem, e acho que essa é a melhor coisa do amor que ninguém fala.

Não sabia o que se seguiria, quando Mako se aproximou, puxando-a pelas mãos e fechando a porta atrás dela, sussurrando três palavras que pareceram colocar seu mundo no lugar.

— Bom ter você.

Ela o encarou, sentindo uma carga elétrica em seu estômago. A luz era baixa, mas ela podia ver claramente aqueles olhos âmbar.

— Quero que fique com isso. E quando olhar para seu brilho, não importa onde eu esteja, saiba que estarei nisso com você. — falou, apertando sua mão na dele, juntamente com a pedra, enquanto seus olhares se encontravam como se estivesse naquelas entrelinhas uma promessa secreta. Talvez naquele momento, estivesse transmitindo para Mako a segurança que ele sempre lhe dera. Sempre estariam ali uma para o outro. Muito mais que uma promessa entre dois amantes, tratava-se de uma promessa de lealdade, de companheiros de uma vida.

Ambas as suas mãos se entrelaçaram, enquanto seus olhos sustentavam promessas silenciosas. Sua respiração que estava praticamente compassada após ser alterada com a corrida que fizera para o apartamento voltou a se desestabilizar com a proximidade, acelerando-se ainda mais quando ele a puxou pra um beijo. Ela correspondeu aquele beijo doce, envolvendo-o com seus braços, até findá-lo lentamente, entrelaçando novamente sua mão na mão que Mako continha a pedra e guia-lo silenciosamente pelo apartamento.

As luzes da cidade assemelhavam-se a estrelas frias irradiando seu esplendor a partir da janela do cômodo escuro que possuía uma cama em seu centro, armários brancos que ocupavam metade de uma das paredes e uma bancada de mármore que marcava a divisa do quarto com um pequeno escritório. Até o interior da bancada era abarrotado de livros. Quando se virou para Mako, um sorriso tolo nasceu na face de ambos, e ele elevou uma de suas mãos à sua face.

— Fecha os olhos — falou pausadamente, dirigindo a mão até suas pálpebras fazendo-as se fecharem. Apesar de sua curiosidade, esforçou-se para seguir a recomendação e esperar. Quando ele pediu para que abrisse novamente, uma corrente de lanternas de fogo queimava acima de si, como uma pequena constelação acima de sua cabeça. Não pôde evitar sorrir novamente com a surpresa. Era como ter um céu só deles. Sempre quisera ter uma daquelas lanternas no seu quarto, para ficar brincando de acender e apagar, mas aquilo fora uma das poucas proibições que sua mãe a impôs ao longo da vida. Tinha medo que ocorresse algum acidente que envolvesse labaredas de fogo queimando a filha enquanto dormia.

— Tenho que assumir que é divertido. — disse Mako, que comprara aquelas correntes há alguns anos, lembrando-se do quanto Korra gostava de acender e apagar aquilo. — Mas não é isso que tenho pra você.

— Você não vai fazer suspense não é?

— Sim. Quero garantir que não vai sair daqui correndo agora.

— Eu não vou correr, estar aqui é tudo que eu quero agora — disse, esforçando-se para ficar a centímetros de sua face. Mako não hesitou em pressionar os lábios contra os seus, trazendo seu corpo para mais perto de si.

Suas mãos percorreram as costas do namorado exigindo a mesma ausência de distância. Ele não demorou de conduzi-la a bancada que marcava a divisa do quarto com o escritório, encaixando-se entre suas pernas. Sua pele era quente e suas mãos queriam explorar seu corpo todo. Elas desceram por suas costas até a sua cintura, enquanto seus lábios se dirigiam a seu pescoço, direcionando-se lentamente ao lóbulo da sua orelha, alternando entre beijos e leves sucções. A pressão exercida por seus lábios, e sua respiração quente sobre sua pele fazia toda extensão do seu corpo se arrepiar. Ela não hesitou em enlaçar suas mãos em suas costas, talvez de modo bem menos delicado do que Mako faria. Quando chegaram à frente do seu tronco, percebeu que precisava sentir o corpo dele, explorar cada músculo, escorregando assim suas mãos por baixo de sua blusa, não demorando em tirá-la, com sua ajuda, explorando os músculos do seu tórax com urgência quando ela se viu livre da peça, no momento em que seus lábios voltaram a se encontrar.

As mãos dele caminharam provocativamente por sua cintura, entre apertos e carícias suaves, até seus dedos chegarem à base do seu seio, prescrevendo um ciclo sutil de carícias que quase a fizeram implorar por mais. Ele parecia estar disposto a brincar com seu desejo quando um de seus dedos tocara seu núcleo, que já se encontrava rígido, transcrevendo uma trajetória circular antes de suas mãos os englobarem, sentindo a maciez e firmeza de seus seios, apertando-os, provocando um frenesi em todo o seu corpo. Ela, em resposta, deferiu beijos e mordidas ao longo de seu pescoço, enquanto se inebriava com a sensação daquelas mãos em si. Ele também estava imerso na sensação de poder tê-la tão entregue, ansiando por poder aproveitar cada toque, cada gemido e cada manifestação de prazer que sua namorada expressava. Temia intimidá-la quando suas mãos percorreram suas pernas, levantando as bordas de seu vestido, dirigindo-se a parte interior de sua coxa, mas ela não se retraiu. Aquilo a fez sentir uma pressão abaixo do ventre, fazendo-a se contorcer implorando por aquele toque quente. Sentiu-se grata por estar apoiada na bancada, por ter certeza que suas pernas vacilariam mediante aqueles toques cheios de luxúria.

Seus lábios se voltaram para seu colo, traçando um caminho que oscilava entre sucções e beijos, enquanto suas mãos deslizavam a alça do vestido.

— Você sabe que sempre pode parar. — sussurrou Mako, sugando a pele da clavícula, sua respiração contra a pele sensível e umedecida provocava um arrepio instigante.

— Mas eu não quero. — afirmou convicta, motivando Mako a buscar acesso a seus seios, não resistindo à necessidade de senti-lo em seus lábios, deixando-se consumar o desejo, pressionando-os, entre mordidas e chupadas em cada ponto até chegar a seu centro enrijecido enquanto sentia os espasmos corpo de Korra em resposta, no ritmo de seu toque abafando gemidos e enroscando os dedos em seus cabelos.

Korra sentia que queria mais, obrigando-se a levantar e Mako viu naquilo o momento propício para livrá-la do vestido, queimando suas ligas e o fazendo cair sobre o chão, tomando cuidado para não machuca-la.

— Meu turno. — disse Korra, deslizando suas mãos pelo cós da calça dele, esforçando-se para abri-la. Ao deslizar o zíper, a resposta dele se limitou a jogá-la na cama, travando uma batalha com os pés para se livrar da calça, deitando-se cuidadosamente sobre ela, fazendo-a ceder espaço entre suas pernas, sentindo sua ereção entre seus quadris. Ela já pulsava quase que dolorosamente, ansiando por libertação, mas não era hora.

Ele apreciava sua pele, queria sentir cada centímetro em seus lábios, e não demorou a descer um perigoso trajeto pelo seu torso. Korra o fitou com uma expressão de curiosidade, enquanto a boca dele brincava com seu corpo até chegar ao limite de seu ventre, pulando propositalmente a região dos quadris, passando para a região interna de sua coxa. Korra retorcia-se com a provocante sensação, a umidade se sua saliva demarcava um caminho de fogo em seu corpo, através de mordidas e sucções, seus quadris balançavam a espera de mais. E ele chegou.

Mako não resistiu à ideia de sentir mais de perto o cheiro da feminilidade que exalava dela, inalando profundamente, ainda através da calcinha, antes de chupar aquela região, sentindo aquela umidade em seus lábios. Korra se contorcia cravando as mãos em sua nuca, ditando um ritmo com os quadris, até se deixar assumir que precisava de mais, retirando a peça com a ajuda de Mako, que a deslizou ao longo de suas pernas, colocando-se novamente ente elas, finalmente deleitando-se com a intimidade da garota, chupando sua parte mais sensível em um ritmo feroz, estabelecido pela movimentação que Korra ditava com os quadris. A entorpecente sensação de ter a língua dele em sua intimidade, chupando-a e lambendo, era como uma chama que a fazia queimar de prazer. Até os breves momentos em que ele alternava com beijos onde era possível sentir apenas a corrente quente de sua respiração a fazia arder.

Seu corpo estava entorpecido, suplicava entre gemidos para que ele não parasse, não podia. Ao perceber a agitação da namorada, que se encontrava perto do ápice, obrigou-se a provar pela última vez seu sabor e interromper o que fazia, voltando a subir, colocando-se em posição de encará-la. Havia fogo em seus olhos, e ela reivindicou seus lábios, ajudando-o a se desfazer da última peça que ainda usava.

Ao olhá-la mais uma vez, pode observar uma expressão serena, mas ao mesmo tempo tão vulnerável. Ele a beijou delicadamente uma última vez, antes de suas testas se colarem. Movido pela necessidade de estar dentro dela, impulsionou-se para adentrar a cavidade úmida de seu corpo, sendo recebido com certa resistência por suas constritas paredes virginais, que por fim se colocaram em torno de toda sua extensão como um vício, mas ele se absteve de reclamar qualquer outro movimento até que ela se acostumasse com a nova sensação, usando todo autocontrole que possuía. Não queria machuca-la.

Ela abafou um gemido de dor ao ser preenchida, colando mais firmemente sua testa à de Mako, sentindo a pulsação e o calor daquele membro em si causando uma dor ardente. Não pode evitar as lágrimas que se formaram. Ele deslizou as mãos por sua face buscando afastar as lágrimas de seu rosto.

— Ei... Tudo bem. — sussurrou, prendendo sua face em suas mãos e beijando-a delicadamente, tentando garantir que ela ficaria bem. — Eu amo você.

Ela acenou entre lágrimas. Confiava nele. Ele era o homem eu ela amava, e estava ali, assegurando que tudo ficaria bem, que a amava também. Testou mover o quadril lentamente, sentindo o calor daquele membro pulsando dentro de si. Mako seguiu seus movimentos lentos, sentindo-a relaxar abaixo dele aos poucos.

A dor não se dissipara com os movimentos, mas aquilo não atenuava seu desejo de senti-lo dentro de si. Seus músculos internos flexionados em torno dele aumentava a mista sensação de dor e prazer.

Ele mexia-se dentro dela devagar, acompanhando o ritmo proposto até que aos poucos, estes ficaram mais exigentes, fazendo-o deslizar-se para dentro e para fora de seu centro escorregadio em um ritmo cada vez mais voraz. Ela reagia buscando enterrá-lo em si tão profundamente o quanto podia, ajustando-o entre suas coxas e cravando seus dedos em suas costas enquanto inebriava-se com o prazer de tê-lo em si. Eram uma só carne.

Uma chama.

Uma só energia que fluía ao longo da noite experimentando a paixão, o amor e liberdade. Ela admirava a gentileza e doçura de cada segundo, assim como a alternada intensidade de outros. Tudo tão natural. Seus corpos dançaram ao longo da noite com as descobertas e prazeres. Quando ela aninhou-se em seus braços exausta após alcançarem o êxtase, pode sentir suas lágrimas molharem seu peito, mas o sorriso emocionado que ela continha quando o olhou o fez deixar de temer tê-la machucado, pois ele também partilhava da mesma emoção. Ambos se olharam sorrindo por uma fração de segundos, até ele beijar carinhosamente sua tez suada antes de assisti-la pegar no sono.