Quando Molly chegou aos 6 meses de gestação, Sherlock combinou com ela que ela ficaria em casa e não o acompanharia mais nas investigações, para segurança dela e do bebê. À essa altura, eles já tinham descoberto que teriam uma menina. Ainda não tinham decidido um nome, mas tinham começado a pensar.

Um dia quando Sherlock voltava de uma investigação, passou caminhando em frente uma loja. Enquanto caminhava, pensamentos ruins sobre as mídias negativas perturbavam sua mente, e então ele se esforçava para se lembrar da sua filha. A possibilidade de cuidar de alguém, ensinar os caminhos da vida era apavorante mas ao mesmo tempo, um feliz desafio. Foi então que ele reparou em algo na loja, que chamou muito sua atenção. Um vestidinho com umas abelhas estampadas, a saia listrada com amarelo e preto. Era tão fofo, que fez até Sherlock Holmes sorrir. Seu fascínio por abelhas tinha contribuído para isso, é claro. Ele decidiu compra-lo. Seu primeiro presente para sua filha. A atendente achou seu rosto familiar.

-O senhor não me é estranho – disse ela – já nos conhecemos antes?

-Eu nunca a vi até agora – respondeu ele tentando não ser antipático.

E assim ele saiu, continuando seu caminho de volta pra casa.

-Molly? – ele chamou subindo as escadas – eu cheguei.

O cheiro de biscoitos recém assados enchia o lugar.

-Oi – Molly beijou a bochecha do marido – acabei de assar uns biscoitos. Sente e aproveite.

-Eu vou sim – ele sorriu – mas antes preciso te mostrar uma coisa.

Ele abriu a caixa e viu o deleite no rosto de sua esposa ao contemplar o vestido,

-Sherlock – Molly arfou maravilhada – é tão lindo! Foi você que escolheu?

-Foi – ele ergueu uma sobrancelha brincando – duvida da minha capacidade de escolher roupas pra minha filha?

-Não – a sra. Holmes riu – é que... é muito atenciosos e gentil da sua parte. Muito obrigada.

-Nossa filha agradece Molls – Sherlock sorriu, feliz com aquele momento.

-Nossa filha... – ela replicou pensativa – temos que escolher um nome logo!

-Hum... – ele murmurou enquanto mastigava um biscoito – você escolhe três nomes. Eu decido um dos três. Simples assim.

-Não é assim que funciona – ela o repreendeu ainda rindo – podemos os dois escolher juntos três nomes. E depois, também decidimos entre um deles. Certo?

-Certo – ele revirou os olhos e sorriu de novo.

Depois de um debate caloroso, o sr. e a sra. Holmes chegaram ao consenso de Marie, Charlotte e Emily. E no fundo, Sherlock deixou que sua esposa escolhesse os nomes mesmo. É claro que Molly notou, mas acabou deixando.

-Muito bem – disse ela em resumo – eu gosto de Marie.

-Muito francês – Sherlock opinou – e muito comum.

-O senhor não gostou desse, né? – Molly fez uma careta – tá e Charlotte?

-Muito chique, quase da realeza, Mycroft vai gostar então não – Sherlock rebateu outra vez – além disso parece com meu nome, vão achar que estou usando minha filha pra expressar meu ego.

-Ainda bem que pensa assim – Molly disse, no que seu marido fez uma expressão como que perguntando o motivo – senão iria chamar nossa filha Sherlock, já que Sherlock é um nome de menina.

-Como você sabe disso? – ele estava genuinamente surpreso.

-John me contou uma vez – ela riu.

-Minha opinião sobre Emily é que acho que é o nome mais adequado – ele cortou o assunto – é simples, tem um certo charme e não é difícil de entender e Emily Holmes soa muito bem.

-Tem razão – Molly concordou – eu queria que você escolhesse o segundo nome.

-Eu? Mas não é justo, eu escolhi o nome dela agora você escolhe o segundo nome – Sherlock lhe respondeu um tanto surpreso.

-Disse o homem que queria fazer a escolha final – Molly cruzou os braços – Já sei, vou escolher o nome que você gostaria de escolher.

-Tente me agradar – disse ele em tom de desafio.

-Você sabe que consigo – ela sorriu vitoriosa – certo, que tal Joahna?

-Johana? – Sherlock disse pensativo – por causa do John? Como uma homenagem a ele?

-Exatamente – sua esposa sorriu – ele merece uma homenagem.

-Por que faríamos isso? – Sherlock fez uma careta – Isso é sentimental demais.

-Eu sei que você gostou da ideia – ela disse em tom de repreensão - não tente me enganar Sherlock Holmes. John é seu melhor amigo. Vocês passaram muitas coisas juntos. Ele vai ficar muito feliz.

-Tá bem, não nego – ele ergueu as mãos derrotado – eu ainda acho que é sentimental, mas é por uma boa razão.

-Então é isso – Molly sorriu mais uma vez muito satisfeita – nossa filha vai se chamar Emily Johana Hooper Holmes.

-É perfeito – Sherlock concordou enquanto acariciava a barriga da esposa – sua mãe tem bom gosto Emily.

Molly riu conforme Emily se mexia, o que fez ela ganhar um beijo de Sherlock.