A rotina dos Holmes da Baker St. voltou ao normal. Sherlock resolvia casos para clientes e a Scotland Yard. À noite, ele fazia companhia a Molly, sem assistir televisão, apenas se preparando para serem pais, conversando com Emily e sentindo ela interagir com eles.

Então chegou o grande dia. Emily nasceu na primavera, em Barts. Quando Sherlock a pegou em seus braços pela primeira vez, ele sentiu, pela primeira vez, que sua vida começava a se completar. Como se seus buracos abertos se fechassem. Ele estranhou irem pra casa sem muito alvoroço. Nenhum repórter, câmera e representante da imprensa os esperando nem atrás deles. Os Holmes entraram em sua casa e exatamente duas horas e quarenta e três minutos depois, houve uma batida na porta. Sherlock atendeu e foi bombardeado por flashes e enérgicos "Sr. Holmes".

-Sr. Holmes – um dos repórteres conseguiu chamar sua atenção – como se sente sendo pai? Pode nos mostrar sua filha?

-Essa menina é mesmo sua filha? – disse uma repórter.

Sherlock fechou sua expressão. Naquele momento ele decidiu fazer o que estava a seu alcance para por um fim a todos os rumores maldosos. Ele fez um gesto para que Molly se aproximasse. Emily estava no colo dela.

-Essa é minha esposa Molly e minha filha Emily – Sherlock disse em alto e bom som para que todos em sua porta o ouvissem – Eu posso parecer clichê, mas eu declaro a vocês com toda sinceridade que me casei com Molly por amor. Demorou para que eu percebesse que a amava mas eu tive sorte. Ela aceitou se casar comigo mesmo com todos os meus defeitos. E Emily é nossa filha, a parte mais preciosa da minha vida que agora eu descobri o quanto me fazia falta. Quando acharem que minha família é uma fachada, lembre-se desse momento. Eu as amo de verdade. Tenham um bom dia.

Os Holmes posaram para algumas fotos tempo suficiente para que os mais rápidos capturassem o momento. Sherlock abraçou sua família de forma protetora, e se colocando na frente dela como um escudo. Fechou a porta com força na cara da imprensa.