Essa fic foi escrita para o projeto Love, Sex and Magic do fórum Voldemort Day.
Essa também é minha primeira fic no fandom de Merlin, logo, estou um pouco insegura com ela, mas, mesmo insegura, não posso deixar de divulgar e enaltecer o OTP supremo lindo e cheiroso que é Merthur né.
AVISO: Esta é uma fanfic slash, ou seja, romance/pegação de menino com menino, se não gosta, não leia. Você foi avisado!
AVISO²: Essa fic é PWP, ou seja, é só putaria mesmo viu migas...
Disclaimer: Já dá pra ver que não é meu quando você vê que Merthur não foi canon. ¬¬
À medida que a água gelada entrava em contato com a pele quente dele, Merlin ia, aos poucos, retomando o devido controle sobre seus pensamentos, ao contrário da grande maioria da população mundial, o moreno gostava de banhos gelados, achava-os revigorantes, reenergizantes até. Enquanto despejava em sua mão uma generosa quantidade do shampoo caríssimo com fragrância de lírios do vale dinamarqueses, o preferido de Arthur, Merlin não pôde evitar um sorrisinho idiota com mais essa travessura, ele pensou que, se o loiro já estaria mesmo zangado com ele, não fazia mal aprontar mais um pouquinho. Foi nessa linha de pensamento que ele lavou os cabelos com toda a calma do mundo, enxaguando-os pacientemente, ensaboando-se com uma lentidão quase absurda, há muito tempo não ia tomar banho tão contente, iria aproveitar ao máximo.
Merlin saiu do chuveiro cantarolando, há tempos não se sentia tão relaxado, tão bem disposto, realmente, banhos gelados fazem milagres. O rapaz tinha até mesmo um sorrisinho bobo no rosto enquanto enrolava uma toalha na cintura e usava outra para secar os cabelos e dirigia-se ao quarto com a finalidade de se vestir, congelando assim que avistou o que o esperava na cama. Arthur estava sentado lá, com as costas apoiadas na cabeceira, não usava mais a calça de moletom, apenas a boxer preta, tinha uma gravata na mão, com a qual parecia brincar, no entanto, não foi nem mesmo a beleza da cena que congelou Merlin completamente, foi a expressão no rosto do namorado, uma expressão que gritava perigo, Arthur parecia um leão que acabara de encurralar sua presa e se preparava para atacar, oh céus! Merlin estava absolutamente ferrado. Mesmo sabendo que pagaria caro por sua brincadeirinha, o moreno decidiu que protelaria até o ultimo segundo, ignorando o homem delicioso que lhe encarava intensamente da cama e indo até o closet escolher uma roupa.
- Merlin! – Chamou Arthur, fazendo-o parar no meio do caminho, ele simplesmente ficava louco de tesão quando Arthur usava aquele tom autoritário com ele.
- Sim? – O moreno resolveu manter sua decisão de protelar e se fazer de desentendido até o fim.
- Acho que nós temos assuntos a discutir. – Afirmou o loiro ainda usando o mesmo tom de comando que ele tanto gostava.
- É mesmo, é? – Quis saber ele, enquanto se virava novamente para o closet e começava a escolher uma roupa, toda a sua atenção focada nos tecidos, como se aquilo fosse a tarefa mais importante do mundo.
- É sim. – Respondeu o outro simplesmente, Merlin se sobressaltou ao perceber que a voz estava bem perto agora, podia sentir a respiração dele em sua nuca, um arrepio já surgindo. – Merlin, você usou o meu shampoo? – Perguntou ele enquanto roçava o nariz pelo pescoço do namorado e com esse simples gesto o fazia tremer.
- Possivelmente. – Disse o rapaz num tom que mal passou de um sussurro.
- Ora, ora, Merlin, parece que hoje você decidiu mesmo brincar com o fogo. – Comentou Arthur num tom que para qualquer desconhecido soaria divertido, mas que para ele, soava perigosíssimo. – Não tem medo de se queimar? – Sussurrou ele em sua orelha, logo depois mordendo levemente o lóbulo e deixando o moreno completamente arrepiado.
- Eu... – Merlin não conseguiu terminar sua frase, pois logo sentiu os dedos de Arthur se enroscando em seu cabelo, bem perto da nuca, puxando-o para mais perto, engoliu em seco, aquele era um de seus pontos fracos, e Arthur sabia. Ele tentava inutilmente formular uma desculpa quando a mão livre do loiro desfez o nó de sua toalha e espalmou-se em seu abdômen, colando seu corpo no dele, a pele dele era quente contra a sua, e Merlin podia sentir perfeitamente a ereção dele contra suas nádegas, e assim sumiu todo e qualquer pensamento racional que ele pudesse ter.
A boca dele deixava caminhos em fogo sobre sua pele, quando Arthur começou a dedicar sua atenção no pescoço, Merlin sabia que mais tarde o local estaria inteiramente marcado, quando ele tentou alcançá-lo com as mãos, Arthur o virou para que ficassem frente a frente, tomando os lábios dele nos seus de maneira voraz enquanto agarrava ambos os pulsos e os elevava acima de sua cabeça, separando-se do rapaz brevemente para pegar a gravata do chão e amarrar-lhe os pulsos enganchando outro nó em um dos pegadores do closet que ficava um pouco acima da cabeça de Merlin, deixando o moreno preso e a sua mercê. Arthur o olhava com fome e Merlin teve certeza que pagaria caríssimo pelo seu atrevimento quando sentiu a língua dele provocando um de seus mamilos, as mãos lhe segurando fortemente a cintura, um ocasional roçar de dentes naquela região tão sensível lhe deixando completamente fora do ar, ele estava duro novamente, era realmente vergonhoso, Arthur não tinha tocado seu pênis nem mesmo uma vez e ele já estava naquele estado.
Ele sentia a língua e os dentes de Arthur deslizando por sua pele, bem como as mãos grandes e fortes, provocando-o, marcando-o, deixando um rastro mais quente que o fogo, nenhum lugar parecia escapar da atenção dele, nenhum lugar exceto o que realmente importava, o loiro ignorava seu membro deliberadamente e Merlin, amarrado e imobilizado pelo quadril pelas mãos enormes do namorado, não podia fazer nada quanto a sua insatisfação, a não ser vocalizar seu desagrado, o que ele não ia fazer de jeito nenhum, já que não queria dar o braço a torcer. Ele sentia-se febril, como se fosse entrar em combustão espontânea a qualquer momento, por todo o fogo do inferno, se Arthur continuasse com isso, iria matá-lo.
- Qual é o problema, Merlin? – Quis saber Arthur com a cara mais cínica do mundo depois de um gemido particularmente desesperado do outro. – Você quer que eu te beije aqui? – Perguntou o loiro beijando-o nas costelas e fazendo-o arfar. – Não? Talvez mais embaixo então. – Ponderou ele, beijando-o no ossinho do quadril e fazendo-o tremer. – Também não? Mais embaixo ainda. – Disse ele, dessa vez beijando-o na parte interna da coxa esquerda, cruelmente perto, logo após dando uma mordida e com isso arrancando um meio grunhido, meio gemido frustrado de Merlin. – Também não? Acho que você vai ter que me ajudar, me diga, Merlin, onde você quer que eu te beije? – Perguntou o loiro novamente, cínico maldito.
- Você sabe muito bem onde eu quero que você me beije seu babaca. – Rosnou Merlin, ciente de que estava praticamente caindo no jogo daquele desgraçado que era seu namorado.
- Que mal educado, mas como eu te amo muito, eu vou fazer o que você quer. – Explicou Arthur enquanto deslizava lentamente seus dedos pelo baixo ventre do moreno, tão perto. – Mas só se você pedir por favor. – Completou ele com um sorrisinho petulante que fez Merlin sentir vontade de apagar da cara dele no tapa. Merlin já estava pronto pra mandá-lo para a puta que pariu quando ele começou a beijar sua virilha e acariciar suas nádegas, cacete, ele não ia aguentar.
- Arthur... Por favor... – Gemeu ele depois que o maldito teve a audácia de roçar o rosto em seu pênis ao passar para o outro lado e mordiscar levemente a pele sensível da virilha.
- Bom garoto. – Aprovou ele enquanto tomava seu membro na boca, a sensação foi tão boa que Merlin quase perdeu o controle bem ali mesmo, a boca de Arthur era simplesmente a coisa mais deliciosa da face da terra, molhada e quente, ele já não sentia nenhum pudor em gemer agora, não poderia se importar menos com quem estava no controle da situação, contanto que o loiro continuasse lhe chupando daquele jeito, ele não sabia o que lhe dava mais tesão, se a sensação daquela boca maravilhosa lhe chupando ou se o olhar completamente descarado e luxurioso de Arthur enquanto o fazia. O filho da mãe era tão gostoso que não podia ser real, ele sentia uma vontade avassaladora de fechar os olhos e se afogar naquele prazer desolador que sentia no momento, mas simplesmente não conseguia deixar de encarar aquele olhar.
- Arthur... Eu... – Gemeu ele, o corpo contorcendo-se de prazer, estava quase lá, tão perto, só mais um pouco... Sem nenhum aviso, Arthur se levantou e se pôs a encará-lo, aquele sorrisinho maldito cintilando na cara, debochando dele. – Arthur, que porra você pensa que está fazendo? Volta aqui agora. – Exigiu o moreno, indignado.
- Não, não. Achei que já havia deixado claro que não gosto quando você é mal educado assim. – Explicou ele, o tom deliberadamente calmo, como se nada de mais estivesse acontecendo, filho da puta, babaca maldito. – Acho que é justo, já que você foi muito atrevido e inconsequente hoje mais cedo. Aquela reunião era muito importante, Merlin, e você quase me fez arruinar tudo. Agora, fique quietinho. – Continuou ele, enquanto virava-o de frente para o closet e de costas para si, uma mão espalmada contra seu abdômen, fazendo pressão e empinando-o contra ele, a outra mão acariciava suas nádegas, os dedos se insinuando entre elas, abrindo-as e circulando sua entrada, olhando por cima do ombro ele viu Arthur se ajoelhar e voltou-se para a frente tentando se preparar para o que estava por vir, sentiu o toque da língua dele se insinuando entre suas nádegas e não pôde evitar o gemido de absoluto deleite que escapou de seus lábios, ele simplesmente se derretia inteiro com isso, e o desgraçado sabia, sentia-o tentando penetrá-lo com a língua e aquilo o fez tremer dos pés a cabeça, ele queria mais, muito mais. Arthur parecia ler seus pensamentos, pois logo sentiu um dedo invadindo-o enquanto o loiro lhe dava uma mordida na nádega esquerda, com certeza ficaria uma marca por vários dias, mas ele simplesmente não conseguiu reclamar daquilo, visto que sentiu um segundo dedo penetrando-o, num movimento de vai-e-vem agonizantemente lento, ele simplesmente não conseguia aguentar aquilo, logo estava investindo contra os dedos do loiro, desesperado por mais, mais contato, mais fricção.
- Tão desobediente. – Censurou-o Arthur, enquanto o imobilizava segurando-o pelo quadril e retirava os dedos, ele não podia ver, mas podia sentir o sorrisinho de triunfo do bastardo. – Você vai se comportar agora, não vai, Merlin? – Perguntou ele todo arrogante, Merlin quase grunhiu, a vontade dele era de mandar o imbecil para o inferno. – Me responde, Merlin, você vai se comportar? – Perguntou o loiro novamente, dessa vez segurando-o mais firme pelo quadril e brincando com os dedos em sua entrada.
- Vou. – Respondeu o moreno derrotado, tudo o que ele queria era que Arthur lhe fodesse logo de uma vez e acabasse com aquela tortura maldita, caso contrário, tinha certeza de que iria explodir.
- Muito bem. – Aprovou ele ao mesmo tempo em que enfiava os dois dedos de volta, arrancando um gemido engasgado do outro, os movimentos mais rápidos agora, num ritmo terrivelmente delicioso, que só melhorou com o acréscimo de um terceiro dedo, Merlin já estava a ponto de implorar quando Arthur finalmente removeu os dedos e posicionou o membro em sua abertura, penetrando-o de uma maneira deliberadamente lenta, ele quase gozou quando o sentiu todo dentro de si, com um movimento brusco acertando exatamente o lugar certo, levando-o ao delírio, ele chegou a fechar os olhos para apreciar melhor a sensação, mas abriu-os rapidamente ao perceber que ele simplesmente havia saído de dentro dele, ainda segurando-o fortemente pelo quadril, a boca se aproximando perigosamente de sua orelha e lambendo-a. – Eu quero que você peça. – Sussurrou Arthur, o tom baixo e rouco, a respiração acariciando-lhe a pele molhada, fazendo-o experimentar uma sensação deliciosa. – Vamos, Merlin, é só me pedir, que eu dou o que você quer. Você sabe que eu sempre dou o que você quer. – Sussurrou novamente, logo depois mordendo deliciosamente seu pescoço, que fosse tudo a merda, ele simplesmente faria qualquer coisa, diria qualquer coisa que Arthur quisesse nesse momento.
- Eu quero que você me foda, Arthur. – Disse ele, no tom mais firme que conseguiu, empinando a bunda contra a ereção do loiro e esfregando-se contra ele, que imediatamente o penetrou novamente, com um movimento rápido e preciso, soltando o gemido mais filhadaputamente sexy que Merlin já tinha ouvido na vida. Ele investia contra seu corpo num ritmo quase selvagem, mesmo depois de um ano inteiro, a sensação de ter Arthur dentro de si ainda era inexplicável, sublime, ele sentia os dedos dos pés começarem a formigar e a conhecida fisgada no baixo ventre, sabia que era uma questão de segundos até que perdesse a linha de vez, quando o orgasmo finalmente veio ele deixou-se dominar por aquele prazer sublime com o nome dele nos lábios, Arthur não demorou a segui-lo, apertando-o ainda mais contra si enquanto seu corpo tremia inteiro ainda sob os efeitos do clímax.
Delicadamente, Arthur saiu de dentro dele e o desamarrou, trazendo-o para junto de si e aninhando-o em seu peito enquanto acariciava-lhe os cabelos. – Viu só, Merlin, eu sempre dou o que você quer. Porque eu te amo muito. – Explicou ele baixinho enquanto o conduzia para a cama.
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