Era a tão esperada véspera de Natal. Uma árvore pequena estava montada no canto mais distante da sala, já com alguns presentes em volta. Hana tinha acordado cedo por causa da ansiedade. Jenna, para começar os preparativos. Mei, Anastácia e Catarina, por outro lado, dormiam profundamente. Jenna cantarolava algo na cozinha enquanto cuidava do que tinha ficado ao seu encargo. Hana tinha decidido cuidar da decoração.

- Acha que é uma boa ideia colocar alguns viscos pela casa? – Hana tinha se debruçado sobre o balcão.

- Ah, se tiver… Pode ser interessante. – Jenna sorriu de canto, realmente interessada na ideia.

Hana sorriu de volta da mesma forma. Elas tinham pensado na mesma coisa.


Catarina acordou na hora do almoço, corando ao ver Hikaru deitado ao seu lado. O ruivo tinha passado o dia anterior na casa das garotas, ajudando com o que podia relacionado aos preparativos. Quando as garotas disseram que não havia mais nada com que ele precisasse se preocupar, ele ficou jogando com Catarina e Anastácia até tarde da noite. Mas aquilo estava no plano, já que era o dia de entrega da encomenda e ele tinha achado mais prático já entregar lá do que ter que carregar depois.

A loira se espreguiçou e olhou para o rosto do ruivo. "Assim nem parece que ele adora atormentar", ela sorriu de canto e tocou levemente uma das bochechas do ruivo com as pontas dos dedos. Hikaru dormia tranquilamente e parecia sorrir de canto. Então ela se ajeitou, aninhando a cabeça no peito do garoto, que acabou acordando. Ele sentiu as bochechas ficarem levemente rosadas com a proximidade, mas passou o braço ao redor da loira e a apertou mais contra si. Catarina sentiu o rosto esquentar, mas não protestou. Gostava daquilo.

- Hikaru…

- O que foi, Cat? – ele tinha a voz tranquila e levemente sonolenta.

- Como… – ela respirou fundo antes de continuar. Não sabia por que estava perguntando aquilo, mas continuou – Como você descobriu que gostava de mim…?

O garoto sentiu as bochechas arderem, fitando a parede ao responder.

- Eu não tenho certeza… Acho que o Kaoru percebeu antes de mim até. – ele sorriu de canto – Não seria a primeira vez em que ele percebe algo primeiro.

Catarina levantou os orbes azuis para os de cor de mel, com uma expressão de quem não tinha entendido. Hikaru riu levemente antes de continuar.

- Ele tentou me fazer perceber várias vezes. Mas eu sou realmente devagar pra essas coisas. – ele baixou o olhar para Catarina e lhe beijou a testa – A propósito, bom dia. – ele sorriu largamente.

Catarina corou, mas sorriu de volta e respondeu um "bom dia" relativamente tímido.


Anastácia acordou mais ou menos na mesma hora de Catarina, mas porque o telefone estava tocando. Ela olhou o visor sem realmente ver quem estava ligando. Quando atendeu, sua voz delatava que ela tinha acabado de acordar. Quando um Kaoru animado perguntou do outro lado porque ela tinha dormido até aquela hora, a morena precisou de alguns minutos para se lembrar.

- Ah, o Hikaru e a Cat tavam jogando videogame e eu fiquei com eles. Acabei jogando também.

Kaoru riu.

- Sempre é dia de descobrir novas coisas. – ele riu – Mas to ligando só pra avisar que daqui a pouco nós estamos saindo daqui. Tem problema?

Anastácia parou para pensar. Os pais delas chegariam no final da tarde, mais perto da hora do jantar. Seria bom passarem um tempo antes com os alunos estrangeiros então. Poderiam conversar e dar uma ideia de como tratar os pais. A morena sorriu e respondeu que não via problema nenhum. Kaoru agradeceu e disse que logo mais estariam lá então. Anastácia desligou e se levantou. Precisava avisar as amigas que os rapazes estavam a caminho e ficar apresentável.


Hana estava indo para o quarto quando encontrou Anastácia no corredor.

- Bom dia! Que milagre você acordando tarde. – Hana sorriu.

- Ah, fiquei jogando até sei lá que horas com o Hikaru e a Cat. – Anastácia sorriu – Aliás, o resto do grupo já ta vindo pra cá.

Hana pareceu surpresa.

- Achei que eles viriam só pro jantar.

- Eu também. – Anastácia deu de ombros – Mas o Kaoru acabou de me ligar falando que eles já estão a caminho.

- A Jenna não vai gostar. – Hana riu e deu meia-volta, indo avisar a amiga sobre a visita adiantada.

Jenna revirou os olhos.

- Ainda bem que tem pão pra todo mundo, porque agora a gente vai almoçar lanche.

Hana e Anastácia riram.

- Sem problemas, chefe. – Hana tinha um tom zombeteiro na voz.


Quando o grupo todo estava reunido – e todas acordadas e apresentáveis –, Jenna serviu as coisas para o lanche na mesa da sala. A árvore de natal agora tinha muito mais pacotes ao redor, empilhados para ocuparem menos espaço. Hikaru, Kaoru e Mori pareciam despreocupados em relação aos pais das garotas, mesmo sabendo que "precisariam agradar a todos para o bem da convivência geral", como tinha dito Anastácia.

- Eu ainda acho que vocês vão ficar surpresos quando os conhecerem. – Hana estava deitada no sofá com a cabeça no colo de Kyouya, que estava aparentemente concentrado na leitura de um livro – Eles provavelmente são muito diferentes do que vocês estão imaginando.

- Ora, não precisa se preocupar, Hana. – Tamaki sorria, falando de seu jeito exagerado de sempre – Nós, membros do Host Club, sabemos como ninguém como encantar uma pessoa.

Anastácia e Hana reviraram os olhos.

- Sabem tanto que suas técnicas não funcionaram conosco. – Anastácia se divertia, especialmente quando o loiro se isolou em um canto, se lamentando.

- Mas por que acham que teremos dificuldades? – Kyouya tinha fechado o livro e olhava para as garotas com certa indiferença, apesar de ter deixado uma mão sobre a de Hana, que estava com as mãos cruzadas sobre a barriga, e enlaçado os dedos com os dela.

A garota sorriu de canto com o gesto, sabendo que ele fazia aquilo quando sentia que estava pisando em terreno desconhecido – o que tinha se tornado frequente desde que os dois se acertaram em Barcelona. Quem respondeu foi Anastácia.

- Tudo bem, eu suponho que você tenha pesquisado sobre nós. Como são nossos pais?

Kyouya pegou o caderno no meio de suas coisas e abriu em uma página, começando a ler.

- Brasileiros, visitam com frequência os Estados Unidos.

Anastácia o interrompeu antes que ele dissesse mais alguma coisa que não respondesse o que ela queria realmente saber.

- Em questão de personalidade, Kyouya.

O moreno fechou o caderno e o colocou sobre o livro.

- Suponho que sejam relativamente liberais, considerando que vocês conquistaram a liberdade em relação a eles bastante cedo. Além disso, se não fossem, Jenna não teria o piercing ou as mechas. Imagino que os seus – ele apontou para Anastácia – sejam os mais descontraídos, enquanto pelo menos um dos pais de Hana é mais controlador. Seja pelo que for, permitiu que as duas desenvolvessem uma personalidade… Ácida. – Hana e Anny riram da descrição. Kyouya continuou – Os de Mei devem ser mais quietos e observadores.

Anastácia suspirou.

- Ta, ta. Você é bom chutando também. Já entendi. – ela revirou os olhos, o que fez Hana rir. Kyouya sorriu com satisfação e retomou a leitura.

Hana continuou com a mão enlaçada à do rapaz.


Quando os pais das garotas chegaram, o grupo estava conversando animadamente na sala, cada qual abraçada ao próprio companheiro. A apresentação foi rápida e logo os pais estavam envolvidos nas conversas também. Mas as garotas sentiam que os dois lados se analisavam, sem saber até onde aquilo era bom. Hana notou o pai olhando diversas vezes para a mão de Kyouya em sua cintura. Anastácia percebeu que a mãe se virava toda vez que Kaoru encostava em sua perna. Jenna sentia que os pais olhavam Nathan da cabeça aos pés várias vezes, mesmo quando não estavam olhando diretamente para ele. Os pais de Mei eram os únicos que pareciam mais tranquilos. Catarina, por sua vez, sentia que todos analisavam se Hikaru era adequado ou não para ela.

O jantar em si não teve nada além do esperado. Conversas triviais, um pouco de fofoca, as perguntas de sempre sobre os estudos e muita comida. Todos pareciam animados e satisfeitos, o que satisfazia Jenna, que tinha cuidado de boa parte do banquete, por vezes contando com ajuda de Anastácia – o resto do grupo cuidou mais da parte comercial do jantar. Mas, depois de todos terem comido, sobrava muita louça para ser lavada.

- Eu acho que esses rapazes tão simpáticos podiam cuidar disso. – a mãe de Hana sorria de canto ao falar.

Kyouya se levantou sem protestar e foi até a cozinha.

- Ora, ora, mas ele vai sozinho? – a mãe de Anastácia desviou o olhar para Kaoru como se o intimasse a ir ajudar, também sorrindo de canto.

Kaoru se levantou na mesma hora, sorrindo e dizendo que ia ajudar. Hana e Anny reviraram os olhos. "Estão se esforçando demais", Anastácia acompanhou Kaoru com o olhar até que ele saísse de seu campo de visão.

- E as senhoras aceitariam um chá ou alguma outra coisa para beber? – Tamaki tinha se levantado e ido até a mãe de Jenna, falando no seu tom de galanteio usual.

A mulher o olhou de cima a baixo com uma expressão de quem não acreditava naquele tipo de bajulação. Tamaki sentiu-se gelar e foi imediatamente até Haruhi, choramingando. A garota o acalmou com um pouco de cafuné, com uma expressão de quem cuidava de um bichinho. Quando Kyouya e Kaoru terminaram a louça e voltaram para a sala, a primeira a comentar foi a mãe de Anastácia.

- Olha só, não é que eles são úteis? – ela sorria ao falar e Kaoru sentiu-se alfinetado.

Anastácia revirou os olhos.

- Mãe, por favor. Eles são tão convidados quanto vocês aqui.

- Mas isso não muda o fato de que eles precisam ser úteis e não apenas… Abusados. – o comentário veio do pai de Jenna, que olhava com certo desgosto para Nathan. A garota de cabelos tingidos não sabia se era o ciúme normal de pai ou se era pelo fato de ser um homem consideravelmente mais velho. Ela apostava nos dois.

- E quando vamos trocar os presentes? – Hani tinha uma ansiedade típica de criança na voz.

Mei riu de canto e o acariciou na cabeça, o que fez Mori sorrir de canto.

- Só depois da meia-noite, Mitsukuni. – Mei se ajeitou, apoiando-se no peito de Mori. Hani pareceu mais ansioso, mas não protestou.

- E por que uma criança anda com vocês? – a pergunta veio do pai de Hana, que riu ao responder.

- Ele tem a mesma idade de Takashi. Que nós. – Hana sorriu para o pai, achando graça quando ele olhou com descrença para ela.

- Bom… E o que vocês prepararam para a sobremesa? – o pai de Mei sorria com simpatia, mas estava visivelmente incomodado com a proximidade entre a filha e Mori.

Hikaru foi quem começou a responder, sendo seguido por Kaoru.

- Tem sorvete, podemos trazer se quiserem.

- Também tem salada de frutas. – ele olhou para Anny brevemente, querendo confirmar o nome. Quando ela confirmou com a cabeça, o ruivo continuou – Nós nunca provamos, mas parece ser algo realmente agradável. – ele sorriu.

As mães de Hana e Anastácia se entreolharam

- Tragam potinhos e colheres para todos, mais as colheres adequadas para servir a sobremesa. Não se esqueçam dos protetores para a mesa. Também tragam guardanapos limpos. – elas falavam em uníssono e rápido, o que pareceu deixar os gêmeos um pouco confusos.

- Ora, o que estão esperando? – a mãe de Jenna sorria com satisfação.

Kyouya e Mori se levantaram, indo pegar as coisas indicadas na cozinha. Quando voltaram, Kyouya se abaixou levemente diante da mãe de Hana, estendendo uma taça com salada de frutas e sorvete por cima para a mulher. Ele sorria de canto e sua voz saía suave ao falar.

- Gostaria de mais alguma coisa?

A mulher corou levemente, negando. O moreno sorriu com satisfação e logo ele e Mori, com a ajuda dos gêmeos, tinham distribuído sobremesa para todos os presentes. Os pais eram os mais satisfeitos, apesar do ciúme normal com as filhas. Mas as mães não pareciam muito convencidas de que os estrangeiros ou, principalmente, Nathan eram suficientes. Os rapazes pareciam ter perfeita consciência disso, apesar de se manterem quietos.

O tempo passou depressa e logo era a hora da troca de presentes, o que animou Hani. Como tinha sido acordado no ano anterior, as garotas não trocavam mais presentes com os pais. Bastava que se vissem na data. Decidiram começar pelo amigo secreto. Tinham combinado de deixar os presentes com o nome de quem daria e os outros teriam de adivinhar para quem era. Hana decidiu começar.

- Vamos ver… Acho que um bom jeito de descrevê-lo seria… O maior tapado do grupo. – ela fez um coração com as mãos.

- Ah! Seu namorado! – Anastácia tinha respondido de imediato, empolgada. Kyouya não se virou para a garota, muito menos respondeu.

Hana riu.

- Não o tapado em sua opinião. Por unanimidade. – a garota se divertia.

Os gêmeos se entreolharam e responderam em uníssono.

- Tem que ser o Tono.

Tamaki pareceu se ofender, mas logo foi receber o presente da garota. Hana tinha comprado um kit básico de fondue. O loiro se animou, falando as abobrinhas usuais sobre "o mundo dos plebeus se encantador". As garotas se entreolharam.

- Você nunca comeu fondue? – a pergunta veio de Jenna.

Tamaki ficou com uma expressão de cachorrinho abandonado ao responder que não.

- Você não é francês? – Anastácia arqueou uma sobrancelha.

- Como minha mãe era muito doente, nós não comíamos tantas coisas diferentes. Ela precisava de uma alimentação rigorosa. – ele sorriu de canto, ficando em silêncio por alguns segundos. Então ele sorriu com a animação de sempre ao acrescentar – Mas agora ela já está muito melhor e nós vamos poder comer sempre o que quisermos!

As garotas reviraram os olhos. A troca continuou. Tamaki tirou Haruhi, que ganhou um casaco com uma grande estampa de texugo no meio. A garota riu, dizendo que aquilo era bem a cara de Tamaki. Haruhi tirou Kaoru, que ganhou um kit simples de material de desenho. O ruivo tirou Anastácia.

- Ora, mas assim ela vai ganhar dois presentes do namorado então. – o comentário veio de Hana, que tinha um ar levemente zombeteiro.

- Acontece, ué. – Anastácia deu de ombros, sorrindo, e então se virou para Kaoru – Espero que tenha comprado algo razoável.

O ruivo sorriu, estendendo uma caixinha azul para ela.

- Por que não descobre?

Anastácia franziu o cenho. Aquilo não parecia entrar na faixa de preço. Ela pegou a caixinha e abriu, olhando desconfiada para o ruivo. Quando ela olhou o conteúdo da caixinha, havia apenas um papel enrolado. Ela sorriu de canto, imaginando o que estava escrito, e desenrolou o papel. O ruivo tinha escrito um recado simples.

Você é muito exigente!

Anastácia riu, deixando os amigos verem o que tinha escrito. Jenna revirou os olhos, mas Hana riu. Mei apenas ficou com a expressão confusa, sem entender o que ele queria dizer com aquilo. Catarina pareceu inconformada, exigindo que o ruivo se explicasse. Ele tornou a se sentar ao lado de Anastácia antes de responder.

- Não tinha nada que ela quisesse dentro da faixa de preço onde fomos, ou então ela não me dava tempo de comprar. Aí resolvi juntar os dois presentes em um só e ela não pode reclamar de quanto eu gastei. – ele sorria tranquilamente ao falar.

Catarina pareceu surpresa.

- Isso foi… Genial.

Anastácia se levantou.

- Ok, ok. Vamos continuar, sim?

A brincadeira continuou. Anastácia tirou Hikaru, dando um livro sobre como impressionar uma garota. Ou pelo menos era o que a capa mostrava. Na verdade, ela tinha dado dois jogos para a plataforma que elas tinham em casa, com um simpático recadinho de que ele podia comprar depois o aparelho, com um P.S de que ele teria sempre uma boa desculpa para ficar em casa com Catarina (não que ele precisasse, mas Anastácia resolveu dar uma ajuda). Hikaru riu, agradecendo a amiga com um beijo na bochecha.

- Meu deus, é conseguir uma namorada que você muda da água pro vinho! – Anastácia riu.

Hikaru continuou. Ele tinha tirado Catarina, dando um moletom dos que ela queria e um jogo de videogame. A loira ficou eufórica por alguns minutos, o que divertia o grupo. Quando ela conseguiu se acalmar, descobriram que ela tinha tirado Mori. Como ele gostava de animais, a garota comprou um conjuntinho de pelúcias para o moreno, que sorriu de canto. Era levemente (com todo o eufemismo possível) ridículo ver um rapaz de quase dois metros de altura feliz com meia dúzia de animais de pelúcia. Mori tirou Mei, que corou ao descobrir isso.

Mei ganhou um quimono, mas sem todos os acessórios que completavam o visual. Ela imaginou que fosse para ficar dentro da faixa de preço e não estava de todo errada. A morena parecia realmente extasiada com o presente, o que alegrava o rapaz. Mei tirou Hani e, por falta de criatividade, tinha comprado um bolo – inteiro, porque ela sabia que o rapaz conseguia comer – de morango. Hani ficou extremamente feliz com a notícia e foi para a geladeira no mesmo instante atrás da sobremesa. O grupo se divertia com as reações do loirinho.

- Olha, acho que esse foi em cheio. Mitsukuni não ficaria mais feliz que isso com qualquer outra coisa. A menos que fossem mais doces. – Hana se divertia ao ver o loirinho comendo alegremente o bolo dividido em oito apenas para ele conseguir carregar.

Hani tirou Jenna, dando um vestido no estilo gótico para a garota. Comprou também um bolero que não combinava, mas ele disse que ela saberia com o que usar. Jenna aceitou como um elogio e acariciou as mechas loiras do menor. Então se levantou e parou diante dos amigos. Os pais observavam a cena enquanto conversavam, se divertindo ao ver a espontaneidade com que os mais jovens se tratavam.

- Agora, para a alegria da Anny, vamos a quem eu tirei.

- E o que eu tenho a ver mesmo? – Anastácia tinha um tom divertido na voz.

- Porque a sua primeira resposta fica correta.

Anny levou um tempo para entender.

- Ah, você tirou o (tapado do) Kyouya! – ela riu. Hana revirou os olhos, mas não podia negar que se divertia.

- Tirei! – Jenna fez um coração com as mãos e se virou para o moreno, que tinha se levantado e ido até a amiga – Faça bom uso. – ela sorriu com certa malícia e foi se sentar.

Kyouya arqueou uma sobrancelha e deixou para abrir o pacote depois.

- Fechamos o ciclo então. – ele desviou o olhar para Hana, que finalmente percebeu que era a última a receber o presente. Ela pegou o pacote que ele estendia, parecendo surpresa ao ver o que tinha recebido.

- Mas esses…

Kyouya sorriu de canto.

- Esses mesmos. – ele tornou a se sentar, recebendo um beijo na bochecha da garota que o deixou levemente sem jeito.

- Não precisava comprar os dois, mas tudo bem. – ela tirou os livros da embalagem, mostrando as amigas. Um deles, com o título em português, era de Mario Sergio Cortella e se chamava "Qual é a tua obra? – Inquietações propositivas sobre ética, liderança e gestão". O outro era de Arthur Schopenhauer, com o título de "38 Ways to Win an Argument (by Being a Bastard)" (N/A: em português, o livro se chama "Como vencer um debate sem precisar ter razão").

Aquilo fechava o amigo secreto. Os pais, que estavam hospedados em um hotel próximo, se despediram do grupo pouco depois, indo embora de táxi. Sobravam então os presentes que as garotas trocariam entre si e os que trocariam cada qual com seu namorado.