N/A: seguindo, caros leitores, esse capítulo tem um graaande segredo (bom, "grande" segredo, pra ser sincera, hahaha) e eu quero ver quem descobre antes de eu contar! (momento "escritora retardada por causa das provas", mas nem tanto, porque eu nem tive tantas provas assim… Enfim!) É isso, deixem reviews comentando se vocês descobriram e façam uma escritora feliz (ou não, sei lá, né)!
Anastácia terminou de se trocar diante do espelho, sem se incomodar com o fato de que o quarto ainda estava escuro. A pouca luz que havia vinha de uma pequena fresta na cortina. A garota então foi para o banheiro mais próximo para arrumar o cabelo. Depois, aproveitaria para ver se já havia alguma coisa pronta para o café-da-manhã, já que sua barriga roncava de fome.
Catarina tinha acabado de voltar para a casa de sua corrida matinal. Tinha aproveitado os dias anteriores para conhecer o jardim dos Hitachiin durante as corridas, de forma que já tinha traçado diversas rotas mentalmente para usar. Não se arriscaria pelos arredores, mas não se incomodava, pois o jardim era de tamanho mais que suficiente. A loira passou no quarto para deixar o aparelho de música e pegar uma roupa limpa,. Então foi tomar um bom e demorado banho. Queria aproveitar o máximo dos banheiros orientais da casa todos os dias.
Mei acordou com a luz entrando pela janela. Takashi já tinha se levantado há um tempo e deixara um bilhete sobre a escrivaninha antes de sair. A garota esfregou os olhos e esquadrinhou rapidamente o cômodo. Não sabia que horas eram nem se queria descobrir. Talvez mais tarde. Ela se ajeitou na cama e puxou a coberta até o pescoço. Estava confortável e aquecida, de forma que logo tinha voltado a dormir. Leria o recado de Mori depois.
Jenna se revirou na cama, encostando-se mais em Nathan, que a abraçou em resposta. A morena estava perfeitamente consciente de cada ponto de seu corpo que estava em contato com o do homem, mas não se importava. Gostava daquilo. Especialmente pelo fato de os dois estarem despidos, o que tornava o contato mais íntimo, o abraço mais aconchegante. Jenna sentiu o outro lhe beijar o topo da cabeça antes de sussurrar algo que ela não entendeu e logo os dois adormeceram mais uma vez.
Hana voltava para o quarto arrastando os pés e bebericando a água que tinha ido buscar. Ao abrir a porta do cômodo, ouviu Kyouya resmungar algo ininteligível e se virar na cama. A porta fechou com um estalo seco às costas da garota, que deixou o copo pela metade sobre a cômoda e tornou a se colocar sob as cobertas. Kyouya apenas a abraçou, sem muita consciência do que fazia.
- Seu irmão estava lá embaixo. – ela falava quase num sussurro e continuou ao ouvir um fraco "hm" desinteressado do moreno – Ele brigou comigo por andar de pijama pela casa. – ela sorria de canto ao falar.
Kyouya a encarou, sério e sonolento.
- Você quer mesmo falar disso agora…? – ele tinha a voz um tanto arrastada de sono e também levemente irritada.
- Ele também reclamou de continuarmos dividindo o quarto, mesmo sabendo que temos a permissão do seu pai. – Hana deu um selinho em Kyouya e se ajeitou de forma a ficar com a cabeça no peito do rapaz – Mas eu daria um jeito de dividirmos o quarto mesmo se seu pai não deixasse.
Kyouya suspirou e passou suavemente a mão pelos cabelos negros e longos da garota, envolvendo-a pela cintura em seguida. Por que lidar com pessoas logo cedo era difícil?
- Por que desceu? – ele sussurrou, entre o sono e a consciência.
- Tive sede. Não achei que o Akito ainda estivesse em casa. – ela se encontrava praticamente no mesmo estado mental.
O moreno suspirou mais uma vez. Era mesmo muito difícil lidar com as pessoas de manhã.
Anastácia voltou para o quarto enquanto terminava de comer o pedaço de bolo de banana que tinha cortado. Kaoru ainda dormia profundamente, o que fez a garota revirar os olhos. "Como ele consegue dormir tanto?", ela se aproximou da cama e afastou uma mecha ruiva do rosto do rapaz. "Assim até parece um santo", ela sorriu de canto, achando graça da ideia. Quando os gêmeos fossem santos, seria o fim do mundo. Então ela chacoalhou suavemente o ombro de Kaoru, chamando-o.
Quando Catarina voltou para o quarto, de banho tomado, roupa limpa e esfregando uma toalha nos cachos molhados, encontrou um Hikaru esparramado na cama. O rapaz parecia estar em um sono profundo e confortável, o que a fez sorrir de canto. Então uma ideia ocorreu à garota, alargando seu sorriso de forma maliciosa. Ela enrolou o cabelo com a toalha e foi silenciosamente até a janela, abrindo as cortinas de súbito. A luz do sol se espalhou pelo quarto, banhando a cama em toda sua extensão. Hikaru se encolheu e puxou as cobertas para cobrir o rosto. Catarina, impiedosa, puxou o cobertor, expondo um ruivo resmungando.
- Anda, levanta. Já esqueceu que dia é hoje, Hikaru? – ela parecia se divertir com as reações do rapaz.
- Ah, para de encher, Cat… – Hikaru se virou e afundou o rosto no travesseiro.
Catarina pegou o outro travesseiro e começou a bater suavemente nas costas do ruivo.
- Levanta. Le-van-ta.
Mei se espreguiçou na cama, olhando ao redor. Apesar da sensação de descanso, não tinha dormido muito mais. Mori ainda não tinha voltado, de forma que a morena levantou e foi pegar o bilhete do rapaz, que dizia onde o mais alto estava. Mei sorriu de canto. Era fofa a preocupação dele. Então, após deixar o papel onde estava antes, ela pegou roupas limpas e decidiu tomar um banho. Sentia que só assim acordaria plenamente, da mesma forma que tinha sido nos dias anteriores. Uma vez que tudo estivesse resolvido, ela iria encontrar o rapaz.
- Jenna, já ta na hora de levantar. – a voz suave de Nathan soou na cabeça da garota, fazendo-a abrir os olhos.
A morena piscou algumas vezes, sorrindo inconscientemente ao ver o mais velho sorrir. Batidas soavam da porta, seguidas da voz infantil de Mitsukuni perguntando se eles já tinham levantado. Jenna suspirou e indicou ao professor que fosse falar com o menor. Nathan soltou uma risadinha e saltou da cama. A estudante ouviu os dois trocarem algumas palavras, mas não as processou. Não importava, de qualquer forma. Nathan então pegou algumas roupas da garota e as jogou sobre a cama. Jenna resmungou ao se levantar.
O telefone de Kyouya já tinha tocado algumas vezes e continuava a tocar insistentemente. Hana estava no banho, de forma que não podia ouvir os toques. O moreno se virou na cama, fitando o aparelho com irritação. Sem olhar que era – Kyouya já imaginava a voz que ouviria do outro lado –, ele atendeu. Podia não ser tão cedo, mas seu tom ainda era pouco simpático.
- Ah, Kyouya! Que bom que está acordado! Achei que perderia esse glorioso dia!
- Você me ligou só para isso? – o moreno franziu o cenho. Aquilo não podia ser sério.
- E para dar meus cumprimentos à senhorita Hana por estar aguentando bem os dias na gloriosa presença da família Ootori!
"Desde quando esse idiota sabe usar ironia…? Até parece que ele acha tudo isso", Kyouya encarou o aparelho por alguns segundos, pensando se era melhor só desligar. Então tornou a aproximar o celular do ouvido, dizendo que Hana estava no banho. Tamaki riu e disse que ligaria depois então, mas que aquilo não significava que o moreno podia voltar a dormir.
- Morra. – Kyouya desligou e jogou o aparelho do outro lado da cama.
Hana voltou para o quarto a tempo de ver o moreno se ajeitando para voltar a dormir. Ela jogou a blusa do pijama sobre a cabeça do rapaz ao falar, com um tom divertido na voz.
- Levanta, Bela Adormecida. Ou você quer chegar atrasado?
Kyouya resmungou alguma coisa e se levantou.
Catarina e Anastácia conversavam animadas na sala enquanto os gêmeos terminavam de se arrumar. A loira contava sobre as reações de Hikaru quando ela o acordou, divertindo a amiga. As duas riam do ocorrido quando os irmãos apareceram. Kaoru sorriu com a cena, mas Hikaru imaginou o assunto e decidiu provocar um pouco, entrando na brincadeira.
- Como você é cruel, Cat…! – ele tinha uma expressão e um tom chorosos que fizeram o mais novo franzir o cenho. As garotas, por sua vez, se divertiam.
- Ora, ora, que gracinha, Hikaru. – Anny tinha um tom zombeteiro na voz.
- Quanto drama, Hika-chan. – Catarina riu, também zombando do rapaz.
Hikaru revirou os olhos, mas estava visivelmente se divertindo. Kaoru, apesar de não entender o que se passava, também se divertia e logo perguntou se estavam todos prontos, ganhando uma confirmação em uníssono. Então saíram.
Mei tinha fechado o último pote quando Mori entrou na cozinha, sorrindo ao ver a cena. Não tinha se surpreendido pelo gesto, mas pela quantidade e rapidez da garota. Mei sorriu para o mais alto e estendeu-lhe um prato com uma grande diversidade de comidas, mas em pouca quantidade. O rapaz se sentou à mesa, agradecendo com um aceno de cabeça antes de começar a comer. A garota então tirou o avental, que deixou pendurado próximo à porta, e se retirou, dizendo que iria se aprontar para saírem.
Uma vez no quarto, ela trocou a roupa simples e "caseira" (como ela mesma definia) por um vestido de meia manga comprido, mas leve. Calçou as botas e saiu, indo separar as coisas que levaria. Mori já tinha acertado onde poderiam deixar tudo guardado até que fosse preciso. A garota terminava de carregar o carro com a ajuda dos empregados (que, apesar de não ser necessária, não foi dispensada por educação) quando Mori saiu da casa. Era hora de sair.
- Ta, de novo. Onde vamos nos encontrar? – Jenna terminava de ajustar o vestido, olhando para Nathan pelo espelho.
- No portão, pelo que eu entendi. – o homem terminou de calçar os tênis e se levantou, expondo o peito descoberto.
"Ele e essa mania de vestir a camiseta por último", Jenna sorriu de canto, se virando para o mais velho ao dizer – quase ordenar – que ele terminasse logo de se vestir antes que ela tivesse ideias e eles se atrasassem. Nathan riu, pegando a camiseta separada para acabar de se aprontar. Então os dois saíram, despedindo-se de Yorihisa antes de encontrarem um Mitsukuni pronto esperando ao lado do carro.
Hana e Kyouya foram os últimos a chegar no ponto de encontro. A garota assobiou ao ver a estrutura imponente tão de perto. No portão, o grupo os aguardava em meio a risadas e conversas. Kyouya, de visível mau humor, se manteve atrás da estrangeira ao se aproximarem. "Por que tão cedo…?", ele passou a mão nos cabelos para ajeitá-los e suspirou. Imaginava que não poderia fugir daquele passeio, mas não esperava que fosse logo na primeira semana da viagem. "Tinha que ser ideia daquele idiota", ele olhou para Tamaki.
- Bom, já que estamos todos aqui, vamos entrar! – os gêmeos falavam em uníssono.
Hani, que saltitou alguns passos à frente do grupo, se virou para os amigos e abriu os braços, falando com um enorme sorriso no rosto.
- Benvindos ao Colégio Ouran!
N/A: pequeno, mas não ligo. Esse era o melhor final pro capítulo. Se não gostou, me processe! Hunf. Enfim… Que aventuras mágicas (de onde saiu isso, meu deus?) aguardam nossos queridos personagens nesse mundo tão distante do nosso? Que tipo de pessoas eles encontrarão? Que tipo de clubes os atrairá? Será que alguma delas não aguentará essa outra dimensão que é o mundo dos ricos? Aguardem! Isso e mais um pouco será revelado no próximo capítulo de… (música dramática, por favor) "O ano de nossas vidas"! (ok, chega de parecer louca na nota final, hahahaha)
