Valentine andava pela pista com cada vez mais velocidade. Seus pés iam de um lado para o outro conforme ela fazia as manobras, conforme avançava na performance. Orbes dourados focavam as rodas ao longe. Pelo tempo passado, não faltariam muito. Ela só precisava andar mais um pouco. Provavelmente tudo aconteceria antes de ela se preparar para o próximo salto.
A garota estava cada vez mais próxima do lugar em que faria a próxima acrobacia quando sentiu alguma coisa errada. Por causa da velocidade, não conseguiu reagir a tempo. Seu pé virou, fazendo-a cair no chão com um baque surdo. Mão e braço bateram com força no chão e o ar foi expulso com força de seus pulmões. Como se não bastasse a dor do choque, o braço doía por ter sido um tanto prensado pelo restante do corpo.
Os orbes dourados e distantes se arregalaram em leve surpresa, como se não acreditassem que fosse realmente funcionar. Então eles deixaram de focar a garota para fitarem a rodinha que girava a poucos metros. Então o público, os demais competidores, os jurados. O silêncio era total. Ninguém conseguia acreditar que a competidora que tinha tido um dos melhores desempenhos no dia anterior tinha cometido um erro tão banal.
Hikaru acordou assustado, sentando-se de imediato na cama. Ele suava frio e arfava, levando uma mão ao peito e a fechando com força sobre o pijama, como se aquilo pudesse desacelerar seu coração. Por mais que não quisesse que Valentine continuasse na competição – por um motivo egoísta, ele sabia –, não se via capaz de realmente prejudicá-la. Ela provavelmente tinha sonhado com aquela competição e ele não era suficientemente cruel a ponto de destruir os sonhos dos outros daquela forma.
Então por que tinha sonhado com aquilo?
O ruivo respirou fundo e tateou a parede atrás do interruptor. A casa estava quieta, indicando que Kaoru ainda dormia no outro quarto. O mais velho se levantou, jogando as cobertas no chão, e foi até a cozinha atrás de um copo de água. Depois iria ao quarto do irmão. Não conseguiria passar o resto da noite sozinho. "Foi uma péssima ideia começarmos a dormir separados esporadicamente. Logo hoje…", ele suspirou.
Kaoru abriu os olhos calmamente, fitando a negrura a sua frente. Não sabia o motivo de ter acordado no meio da noite, mas sentia que algo não estava certo. Era um mau pressentimento que não tinha há meses, talvez anos. Uma sensação que só vinha quando havia algo de errado com algum deles. O rapaz se sentou na cama e se virou para a porta, sentindo o chão gelado sob os pés.
Não demorou muito para que soassem três batidas na madeira do lado de fora do cômodo. A voz de Hikaru saía fraca, chamando pelo irmão com um ar receoso. Kaoru sorriu de canto e se levantou, indo abrir a porta. O mais velho tinha uma expressão incomodada no rosto, mantendo-se em silêncio o tempo todo. Kaoru apenas sorriu de canto e deu espaço para o irmão passar.
- Bom dia! – Valentine sorriu para o grupo quando os encontrou no portão da escola.
As garotas se viraram, respondendo quase com a mesma empolgação, enquanto os rapazes acenaram. Hikaru foi o único que recuou, falando com um tom murcho. A visitante estranhou, mas achou melhor não perguntar. Se tivesse acontecido alguma coisa, não era da conta dela. Afinal, eles mal se conheciam, então o que ela poderia fazer? Kaoru olhou para o irmão e suspirou, puxando-o pelo braço quando o grupo tinha voltado a conversar e se dirigia para o jardim principal da escola.
- Trate de melhorar esse humor, Hikaru. – o gêmeo mais novo tinha um ar repreendedor.
- Eu sei, droga. – Hikaru coçou a nuca – E eu sei que foi só uma droga de sonho, mas eu me sinto culpado. – ele suspirou.
Kaoru revirou os olhos.
- É por causa da conversa de ontem?
- Bom… Acho que sim. – o mais velho afundou as mãos nos bolsos e fitou o chão – Eu realmente não gosto de não poder ficar com a Cat quando não estamos em aula porque a Valentine a fica arrastando por todos os lados. Eu me sinto… Sobrando.
Kaoru pareceu levemente surpreso pela sinceridade do irmão, mas logo acabou rindo.
- K-Kaoru…! Não ria…! – Hikaru sentiu as bochechas ficarem vermelhas e olhava constrangido para o irmão.
- Desculpe, desculpe. – o mais novo sorriu – Mas é bom ver você assim, Hikaru. Você amadureceu. – ele fez uma pausa. Quando o outro não falou nada, ele achou melhor continuar – Por que não fala com a Cat sobre isso? Seja sincero com ela como você acabou de ser comigo.
- Não é tão fácil assim.
- Por quê? Só porque eu sou seu irmão, mas ela é sua namorada?
Como sempre acontecia, Hikaru ficou vermelho ao ouvir o termo. Kaoru riu novamente.
- Onde estão aqueles dois…? – Haruhi suspirou – A aula é daqui a pouco…
A conversa no grupo diminuiu com o comentário. Alguns tinham notado a ausência dos gêmeos no começo, mas era realmente estranho que eles ainda não tivessem voltado. Não faltava muito para o sinal do colégio bater. Hana estava a ponto de sugerir que eles se separassem para procurá-los quando um Kaoru se desculpando se aproximou correndo. Hikaru vinha logo atrás.
- Ah, Haruhi, não nos olhe assim! – o mais novo afagou as mechas castanhas da amiga – Ficou preocupada?
- Kaoru, pare com isso. – ela afastou a mão do amigo, falando com um tom aliviado – Eu achei que vocês estivessem se escondendo para matar aula e poder ver a competição.
Os gêmeos se entreolharam e então fitaram Anastácia e Catarina.
- Nós não faríamos isso. – a resposta veio do gêmeo mais velho.
- Eu ainda prezo pela minha vida, Haruhi. – o mais novo sorriu para a amiga – Bom, nós já vamos! – ele então se despediu dos amigos e tornou a puxar o irmão pelo braço, afastando-se em direção ao prédio em que tinham aula.
- Oe, Kaoru! Pare de me puxar! – Hikaru protestava sem tentar se livrar da mão do outro. Sabia que, se fosse deixado por conta própria, acabaria dando meia-volta.
Haruhi foi atrás achando certa graça da cena.
Hikaru estava tentando não dormir na aula de História dos Estados Unidos quando seu celular vibrou. O rapaz tirou o aparelho do bolso e se apoiou no encosto da cadeira em vez de continuar debruçado sobre a mesa. Na tela, o aviso de que ele tinha uma nova mensagem piscava. Os orbes dourados desceram até o nome do remetente, fazendo-o sorrir inconscientemente de canto. Então decidiu ver do que se tratava.
Kaoru estranhou quando o irmão se levantou repentinamente, saindo da sala em passos largos, mas decidiu não ir atrás. Era melhor daquele jeito. Ele não poderia ficar de babá do irmão para sempre, então era melhor deixá-lo resolver sozinho os próprios problemas. "Mas eu não tenho certeza de que vai ficar tudo bem…", ele suspirou. Qual o pior que poderia acontecer? "Isso depende do que o fez sair da sala… Ele estava com o celular na mão, não estava? Será que…", os orbes do mais novo se arregalaram. "Droga!", ele se levantou e saiu com a mesma pressa do irmão.
A professora suspirou ao ver o segundo ruivo sair, mas achou melhor não interromper a aula por aquilo. Os dois geralmente se comportavam, apesar da visível falta de interesse, e iam melhor nas provas do que a maioria dos alunos. Desde que eles não se envolvessem em problemas, estaria tudo bem. Haruhi, por outro lado, parecia pensar diferente. Ela não conseguia acreditar que os amigos tinham simplesmente se retirado, independentemente do que tinha acontecido.
- Hikaru…! Hikaru! – Kaoru apertou o passo até onde o irmão estava, segurando-o pelo pulso.
- O que é?! – o mais velho se virou com uma expressão irritada.
Kaoru respirou fundo antes de continuar.
- O que aconteceu? O que você recebeu no celular que te deixou tão alterado?
Hikaru desviou o olhar para o chão, pegando o aparelho no bolso com a mão livre e estendendo ao irmão. Kaoru, sem soltar o outro, pegou o celular e leu a mensagem mais recente, franzindo o cenho. Era apenas uma mensagem normal de Catarina dizendo que não poderia ficar muito tempo no almoço. "Ah, espera, tem mais coisa aqui…", ele rolou a mensagem para baixo, vendo que faltava um pedaço. Era justamente a parte da justificativa e parecia que alguém tinha tomado o aparelho da garota e terminado a mensagem por ela, porque o tom mudava completamente.
Hikaru, desculpa por ontem! E também porque não vou ter muito tempo no almoço… Acontece que eu preciso… Não sei por que ela está se desculpando tanto com você. Não é como se vocês quase não se vissem. Trate de ser um bom menino e assistir às aulas direitinho. Mandamos a Cat pra você assim que ela estiver livre!
Kaoru suspirou. Não tinham muitas opções em relação a quem podia ter feito aquilo.
- Hikaru, se acalme, ok? – ele devolveu o aparelho ao irmão – Ela provavelmente tem que resolver alguma coisa com o professor responsável pela pista da competição. Ou então a Valentine vai querer treinar e vai arrastar a Cat e as meninas junto.
O mais velho cerrou os punhos com força depois de afundar o celular no bolso.
- Esse é o problema. Ela tem tudo para fazer, menos ficar comigo. Eu sei que a gente se vê todo dia, droga. Eu sei disso. – ele respirou fundo para se acalmar. Se não o fizesse, acabaria gritando – Mesmo assim, é pedir muito querer pelo menos poder almoçar com todo mundo junto? Poder…
- Poder almoçar com ela. – o mais novo completou, sorrindo ao terminar de falar.
Os dois se fitaram por alguns segundos que pareceram longos demais para o mais velho. Então Kaoru soltou o pulso do outro, colocando as mãos nos bolsos. Hikaru hesitou, mas logo tinha se virado e começado a correr. O mais novo apenas ficou olhando até perder o irmão de vista. Então se virou e voltou tranquilamente para a sala. Não havia mais nada que ele pudesse fazer além de deixar que o irmão cuidasse de tudo.
Hikaru parou diante do prédio em que Catarina tinha aula, chegando lá sem pensar muito a respeito. "Ah, eles estão dispensados das aulas durante essa semana, não é…?", ele suspirou. "Eu me matei pra chegar aqui e ainda errei o caminho…", o rapaz afundou as mãos nos bolsos e deu meia-volta. Se fosse correndo até a área da competição, não conseguiria falar com a garota quando chegasse, de forma que ele decidiu apenas caminhar. Seria bom para relaxar um pouco também.
"Será que não é melhor eu esperar na cantina? Não falta tanto tempo assim para o almoço, não é?", ele conferiu o horário no celular, parando no meio do caminho. Era realmente a melhor ideia, de forma que o rapaz alterou a rota que seguia. Quando chegou, não foi surpresa ver o lugar vazio, mas não estava deserto como ele esperava. Alguns alunos, que ele supôs serem de outras escolas, estavam espalhados pelas mesas, conversando sobre os mais diversos assuntos.
O ruivo caminhou sem pressa até a mesa mais ao fundo, encontrando um Daniel adormecido. O mais novo franziu o cenho, estranhando. Ele era tão entusiasmado quando se tratava da irmã que era estranho que não estivesse vendo a competição. Mas não era importante naquele momento, de forma que Hikaru apenas puxou uma cadeira e se sentou, mandando uma mensagem para Kaoru dizendo o que tinha decidido fazer. Não demorou muito para receber a resposta com um tom de suporte que o fez sorrir.
Quando a parte universitária do grupo chegou à cantina, apenas Daniel estava à mesa, ainda adormecido. Valentine sorriu de canto e foi até o irmão, acordando-o gentilmente. Catarina olhou ao redor, parecendo levemente decepcionada por não encontrar Hikaru. Hana e Anastácia, notando o ar distraído da loira, apoiaram cada uma em um ombro da menor, sorrindo ao falarem.
- Não fique assim, cat.
- O seu amado com certeza vai aparecer.
- Então trate de procurar algo para o almoço.
- Afinal, saco vazio não para em pé.
A loira olhava de uma para a outra conforme falavam, pensando em quanto aquilo parecia com a atitude dos gêmeos. Então as duas morenas se endireitaram, dizendo que iam comprar comida. Catarina logo fez o mesmo, surpreendendo-se ao ser puxada pelo braço quando passou diante da loja de massas a poucos metros da mesa que usavam. Uma mão lhe cobriu a boca, impedindo-a de gritar, e seus orbes azuis se arregalaram em desespero, vasculhando toda a área que conseguiam atrás de algo ou alguém que pudesse ser útil.
- Pare de se debater, droga! – a voz de Hikaru chegou sussurrada à orelha da garota, fazendo-a olhar para cima.
Um ruivo com as bochechas rosadas a olhava de volta, parecendo incomodado com algo. Catarina imediatamente ficou quieta, de forma que ele abaixou a mão. Quando ela fez menção de falar, ele levou os dedos aos lábios, indicando que ela se mantivesse em silêncio. Então indicou a saída com a cabeça e, segurando-a pela mão com estranha gentileza, começou a caminhar. A garota apenas se deixou ser arrastada, olhando confusa para as costas do rapaz.
- Hikaru… O que houve…? – ela falou assim que os dois pisaram fora da cantina.
- Nada, eu só… Eu queria ficar sozinho com você, só isso. – ele não se virou ao responder, mas não tinha o tom agressivo de sempre, o que a fez franzir o cenho.
- Aconteceu alguma coisa, sim. – ela apertou um pouco a mão na dele – É por causa de ontem? Ou por causa da mensagem? Você sabe que aquilo…
Ele não a deixou terminar.
- Eu sei, não era você. – ele parou diante de um banco e se sentou, puxando-a para perto pela mão – Mas… – ele parou de falar, desviando o foco dos orbes dourados para um ponto qualquer ao lado.
- Mas o que? – ela tinha o tom hesitante, ficando em pé diante do rapaz sem saber o que fazer.
- Eu sei que é idiota, que é infantil, mas… Eu… – ele fitou os orbes azuis, engolindo em seco antes de continuar – Eu não quero que você fique mais com a Valentine.
Catarina franziu o cenho. Seria possível que ele estivesse com ciúme?
- Por quê? – as palavras saíram antes que ela pudesse impedir, mas era tarde demais para voltar atrás.
- Porque ela não tem esse direito de ficar te alugando com exclusividade o tempo todo…! – ele pareceu ofendido com a pergunta – Vocês têm passado o tempo todo juntas…! Enquanto isso, eu…! Eu…! – ele cerrou os dentes, sem conseguir terminar.
Catarina não respondeu, apenas passando a mão livre pela bochecha do rapaz. Hikaru apenas virou o rosto, como se dissesse que ela não fizesse aquilo. Ele sabia que estava agindo de forma infantil, mas não conseguia evitar. Estava realmente incomodado com a situação, realmente se sentia esquecido pela loira. Tudo por causa de uma garota que tinha aparecido do nada e que não passaria mais que aquela semana com eles. Ficaram alguns segundos em silêncio, mas logo Catarina soltou um risinho que atraiu a atenção do ruivo.
- O que foi…? – ele franziu o cenho, sem entender.
- Nada, nada. É só que você fica estranhamente fofo com esse ciúme infantil. – ela sorriu, cobrindo a boca com a mão para tentar se controlar.
Hikaru pareceu se surpreender, mas logo acabou rindo também.
- Sua idiota. Isso é coisa que se diga? Eu estou tentando ficar bravo com você aqui. – ele soltou a mão da loira para passar os braços ao redor de sua cintura, puxando-a para si.
- Está, é? – ela sorriu de forma marota – Desculpe por estragar seus planos tão bem calculados. – ela tinha um ar zombeteiro que fez o rapaz rir novamente.
Os dois se fitaram por algum tempo antes de Hikaru se levantar, surpreendendo Catarina. Quando ela ia perguntar o que tinha acontecido, ele apenas se projetou suficientemente para frente para conseguir tocar os lábios da garota com os próprios. A loira sentiu o rosto esquentar com o gesto inesperado, mas retribuiu ao beijo. Hikaru também sentia as bochechas vermelhas, mas não queria interromper aquele momento.
- E aí, quem aposta que o Hikaru e a Cat vão matar os compromissos que têm depois do almoço para passarem um tempo sozinhos? – Hana fechou o celular e o jogou dentro da bolsa. Já fazia um tempo considerável desde que a loira tinha saído.
- Deixe os dois, Hana. Eles merecem. – Anastácia sorria ao falar – Aposto que foi super bonitinha a cena de reconciliação daqueles dois. Não que eles estivessem de fato brigados, mas o Hikaru é idiota a esse ponto. – ela riu e logo foi acompanhada das amigas.
- Realmente, ele é muito esquentadinho. – Kaoru suspirou, mas tinha um ar satisfeito.
- Vocês deviam parar de fofocar sobre a vida alheia. – Kyouya ajeitou os óculos.
- Por que, meu amor? Preocupado que comentem sobre nós também? – Hana estalou a língua, falando com um tom gozador e rindo quando o rapaz a olhou torto – Não me olhe assim, você sabe que eu estou certa.
Kyouya não respondeu.
- Ah, mas… Por que eles precisavam se reconciliar? – a pergunta veio de Mei, com seu tom inocente de sempre.
O grupo se entreolhou, rindo com a pergunta.
- Nada, nada. Esqueça isso, Mei. – Jenna afagou as mechas negras da amiga, que olhou para Mori ainda sem entender.
O moreno apenas sorriu de volta.
- Eu acho que devíamos comprar um bolo para comemorar! – Hani tinha levantado os braços ao falar.
- Nada disso, Hani-senpai. Não é esse tipo de comemoração. – Haruhi olhou para o loiro ao falar – E acho que eles iam preferir que não tocássemos no assunto.
- Ah, Haruhi! Tão perceptiva como sempre! – Tamaki tomou as mãos da garota com as próprias – É por isso que você é tão encantadora!
Hana e Anastácia se entreolharam.
- Arranjem um quarto! – elas falaram em uníssono, rindo ao ver o casal corando.
- Bom, eles não devem voltar tão cedo e logo mais o horário de almoço acaba, então acho que eu já vou indo. – Jenna se levantou, falando com um tom suave.
- Ora, mas já? Achei que o combinado fosse você ser uma boa aluna no território da escola. – Anny tinha um tom provocativo que fez Jenna, Kaoru e Hana rirem.
- Ele continua valendo, fofa. – a descendente de coreanos sorriu de forma marota – Para todo o território da escola. – então se virou e saiu, acenando de costas para os amigos.
- Muito espertinhos esses dois. – Kaoru tinha um ar estranhamente satisfeito.
