Ele estava impaciente. Andava pelo parque a passos largos, olhando em volta com cara de poucos amigos. As mãos estavam afundadas nos bolsos do jeans surrado e, apesar do sol e do calor, ele usava uma jaqueta de couro preta. Havia uma brisa suave agitando as folhas das árvores e o quadro se completava com as crianças correndo e os pássaros cantando. "Que inferno…", ele tirou uma das mãos dos bolsos e a abriu, fitando o isqueiro velho em sua palma. "Se ao menos eu tivesse um cigarro…", ele suspirou e tornou a por a mão no bolso.

Andava em direção à clareira indicada por Arthur alguns dias antes, sem olhar em volta, quando sentiu que algo lhe bateu na coxa. Ao abaixar os olhos, viu um disco plástico a seus pés. Ao longe, a voz de um garotinho soltava um pedido de desculpa. O rapaz suspirou e pegou o disco, pensando seriamente e lançá-lo longe só para ver o menor sentir-se decepcionado e voltar a correr atrás do brinquedo. O que decidiu fazer, no entanto, foi apenas esperar para devolver o disco nas mãos pequenas enquanto lançava um olhar gélido para o mais novo.

O garotinho engoliu em seco e se afastou tão rápido quanto podia.

"Isso, corra, seu miserável", o rapaz se virou e voltou a andar. "Eu odeio essa alegria toda", seus punhos se fecharam com força e ele franziu o cenho. Sabia que não podia culpar ninguém pelo resultado de sua vida, mas não conseguia evitar jogar a culpa no quinteto de garotas. "Afinal, tínhamos um plano tão bom. Fazíamos tanto dinheiro. E aquelas imbecis vagabundas quiseram cair fora. Como se elas pudessem se livrar disso para sempre…", ele trincou os dentes. Ele tinha a vida arruinada e ainda não sabia como consertar.

Mas sabia que aquele dia era uma oportunidade única.

Quando chegou à clareira, ainda era cedo demais para o encontro marcado. Alexei tinha lhe assegurado de que as garotas estariam lá e, como o loiro não tinha lhe dado motivos para desconfiar, ele aceitou aquilo como fato sem muitas perguntas. A ansiedade, no entanto, o consumia e ele não conseguia ficar parado. Deu algumas voltas pelo lugar, vendo como as árvores ao redor lhe davam a cobertura perfeita. Aquilo o fez sorrir de canto. Não podia haver um lugar melhor.

Tão calmamente quanto possível, ele foi até o meio da clareira e se sentou, deixando as pernas dobradas com os joelhos levantados diante do corpo. Então jogou as mãos para trás para se apoiar e respirou fundo. Há quanto tempo ele esperava por aquilo? Há quanto tempo tudo que ele tinha eram seus vícios e companhias que não o levariam a lugar nenhum? Seus olhos eram vazios e gelados ao fitar o céu enquanto ele se perguntava se elas o reconheceriam. Imaginou que tipo de perguntas fariam, que tipo de coisas pensariam ao vê-lo.

"Vamos ver como elas ficaram…", ele sorriu com uma estranha satisfação e deixou o corpo cair sobre a grama. Ficou daquele jeito por um tempo que não saberia estimar, sentando-se apenas ao ouvir passos se aproximando. Quando tornou a se sentar, viu um grupo de garotas entrando na clareira. As duas que iam mais à frente eram provavelmente Hana e Anastácia, mas ele não sabia dizer com precisão. As lembranças que tinha não eram de todo condizentes com o que via e ele tinha ignorado as fotos que Arthur lhe enviara.

- Por que nós estamos aqui mesmo? – Jenna sentia o estômago revirando.

- Porque nós temos de esclarecer isso de uma vez por todas. – Hana deu de ombros, parando ao ver o homem no centro da clareira.

Anastácia, ao seguir o olhar da amiga, recuou instintivamente, o que fez o resto do grupo parar. O rapaz apenas esperava, sentado sobre a grama e olhando sem interesse aparente para o quinteto. Sua mente, por outro lado, estava agitada ao montar os mais diversos desenrolares para aquela situação. O silêncio era total, sendo quebrado apenas pelos barulhos do restante do parque. Então Jenna achou melhor fazer alguma coisa, por mais incomodada que estivesse com tudo aquilo.

- Quem é você? – ela soava mais confiante do que se sentia e deu um passo à frente ao falar.

O outro riu.

- Sua amiga ali sabe. – ele sorriu para Anastácia com um misto de escárnio e divertimento.

A morena sentiu os olhares das amigas sobre si, engolindo em seco ao devolver o olhar do rapaz. Ele estava mesmo diferente de antes, como ela tinha constatado alguns dias antes. Mas não era aquele o problema. Se ele estava lá, o que impedia os outros dois de estarem também? Sem pressa, deixou os olhos passearem ao redor, captando todos os detalhes que conseguia. Aquilo fez o rapaz rir, atraindo a atenção do grupo.

- Eu estou sozinho, se é o que você quer saber.

- Por que você está aqui? – a pergunta veio de Hana, que tinha segurado a amiga pela mão e se posto ao seu lado de forma protetora. Anastácia rapidamente se soltou, com uma sensação estranha no peito.

"Foi assim na outra vez" foi tudo que sua mente conseguiu processar. Hana não se virou para ver o que tinha acontecido, mas não se moveu de onde estava. Anny sentia certa urgência em tirá-la de lá, mas sabia que não havia nada de racional naquilo. "Não tem nada acontecendo. Respire fundo e se acalme", ela trincou os dentes. Seus orbes castanhos tornaram a fitar o rapaz enquanto esperavam por uma resposta.

- Ora, pelo mesmo motivo que trouxe vocês aqui. – ele se levantou, o que fez com que as cinco automaticamente se aproximassem mais.

- Isso não é exatamente uma resposta. – Catarina manteve a voz firme, mas se perguntava se as coisas seriam como foram na última vez.

- Eu fui chamado. – ele franziu o cenho e falou com desgosto – Satisfeita?

- Por quem? – Hana o olhou torto, sabendo qual era a resposta.

O homem riu.

- Como se você não soubesse…

O farfalhar das folhas fez com que os seis presentes na clareira se virassem na direção do som. Um homem com o uniforme da polícia e arma em mãos logo apareceu, olhando fixamente para o único rapaz presente enquanto o mandava levantar as mãos. As garotas se entreolharam, sem saber dizer o que estava acontecendo, como o policial tinha chegado até ali. Logo quatro companheiros de ofício apareceram, cercando o lugar. Não havia sirenes, o que levava a crer que o "alvo" tinha um histórico de fuga significativo.

- Eu mandei colocar as mãos para cima! – o primeiro policial que apareceu era loiro, de olhos azuis e pele bem branca. Apesar das marcas da idade, ainda era bastante atraente, mas não era isso que passava pela mente das garotas.

Enquanto o rapaz fazia o que o policial lhe ordenava, Catarina se virou para as amigas.

- É impressão minha ou ele se parece muito com o Alexei…? – seu tom era sussurrado e hesitante.

Anny e Hana se entreolharam.

- Não é impressão sua. Ele é basicamente a versão mais velha do Alexei. – a estudante de moda respondeu também em um sussurro.

- Mas o que ele está fazendo aqui? Digo, como ele sabia que…? – a pergunta veio de Jenna, mas foi interrompida por um grito revoltado do rapaz.

- Vocês me pagam por isso! Todos vocês! – ele olhou com ódio para as garotas depois de esbravejar mais um pouco com os policiais que o algemavam – Vocês vão pagar caro por tudo isso…

Anastácia recuou para mais perto das amigas, o que deixou Hana mais à frente. Catarina logo se pôs ao lado da amiga de saia longa, apertando-lhe a mão como se dissesse que ela não devia fazer nenhuma estupidez. Hana riu por dentro. Nos últimos dias, aquilo era mais difícil que o normal, porque seu sangue estava constantemente fervendo e tudo que resolvia, mesmo que temporariamente, era comprar alguma briga. Mas, ali, ela sabia que o melhor era deixar os profissionais continuassem cuidando da situação.

- Eu não sei o que vocês vieram fazer aqui, garotas – o policial que podia ser pai de Alexei se aproximou das cinco, apoiando a mão no coldre que guardava a arma em um gesto automático –, mas deviam tomar mais cuidado com as companhias.

Hana precisou se segurar para não rir, enquanto as outras se entreolharam. Alexei não era uma companhia muito melhor e elas vinham tentando evitar ambos desde o começo, mas o destino não parecia concordar. Então Mei se adiantou, agradecendo ao homem pelo conselho. Jenna não resistiu e emendou a pergunta que todas elas queriam fazer sobre aquilo tudo. Como eles sabiam onde encontrar o rapaz?

- Recebemos uma denúncia anônima… – o homem suspirou – É um pouco vergonhoso isso. Não conseguir encontrar o cara por anos e precisar de uma denúncia anônima para finalmente conseguir capturá-lo.

- Eu não vejo nada de vergonhoso nisso. – Catarina sorriu – O importante é que agora ele será preso. – então olhou de soslaio para Anastácia por um breve instante. Foi o suficiente para ver o alívio no rosto da amiga.

O homem riu.

- Tem razão, minha jovem. Tem toda a razão.

Quando ele se afastou, Hana se virou para a estudante de enfermagem, abraçando-a com força e lhe dando um largo sorriso. Aquele pesadelo estaria oficialmente acabado em pouco tempo. Aquilo, esperavam elas, encerraria de vez qualquer contato com Alexei, fora a infeliz companhia na sala de aula que Catarina ainda teria de aguentar. Mas esse era um detalhe menor e a loira podia facilmente superá-lo. O importante era que estava tudo bem.

- O que me dizem de irmos para casa? – Catarina sorriu.

- Na verdade, eu gostaria muito de… – Jenna novamente não conseguiu terminar a frase, dessa vez porque seu telefone tinha começado a tocar – Falando nele… – ela sorriu e se afastou alguns passos para atender a chamada.

- Ela queria uma carona para ver o Nathan. – Anny riu – Acho que não vai precisar mais.

As amigas concordaram.

- Acho que a gente merece um pouco de amor assim também. – Catarina fez um muxoxo, mas era perceptível que aquilo não passava de um leve drama, porque ela logo ria – Acham que eles vão estar muito ansiosos quando chegarmos?

- Acho que podíamos não avisar que estamos voltando só para descobrir. – Hana sorriu de forma marota, fazendo Anastácia revirar os olhos, apesar de não se manifestar contra.

Jenna voltou para junto do grupo poucos segundos depois.

- Bom, eu ia pedir uma carona para a casa do Nathan, mas nós combinamos de nos encontrar em uma padaria aqui perto, então não vou precisar mais.

- Chocada. – Hana estalou a língua e as outras riram.

- Jen, isso estava estampado no seu rosto antes de você atender ao telefone. – Anastácia tinha um tom zombeteiro.

Jenna riu, sentindo-se levemente embaraçada.

- É, bem… Mas todas nós merecemos um bom descanso agora. – ela deu de ombros.

- Não vejo você descansando exatamente. Não na presença do seu tão sedutor namorado. – Hana riu e tinha um tom de malícia na voz – Quantas horas vocês efetivamente dormem por noite mesmo?

As outras riram, à exceção de Mei, que, como sempre, não tinha entendido a pergunta. Àquela altura, no entanto, ela já tinha aprendido a identificar quando havia um segundo sentido nas frases das amigas, apesar de nem sempre perceber na hora. Ao vê-las rindo, ela entendeu que, se quisesse mesmo saber o que era, teria de pensar a respeito. Mas ela não queria. Tudo em que conseguia pensar, na verdade, era em afundar a cabeça no peito de Mori e deixar que o silêncio agradável de sempre os envolvesse enquanto ele lhe fazia um bom cafuné.


Ao voltarem para o apartamento, encontraram todos os integrantes do Host Club exatamente onde os tinham deixado. À exceção de Tamaki, estavam todos sentados na sala, com uma tensão intensa e desagradável que parecia engoli-los. O loiro, por sua vez, estava encolhido em um canto do cômodo, com um ar depressivo ao redor. Haruhi se abaixou ao seu lado assim que as donas da casa apareceram na porta, dizendo em um tom tranquilizador que elas tinham voltado e que estava tudo bem.

Como mágica, o loiro se levantou, rindo alegremente e indo até as quatro para abraçá-las. Ele se preocupava verdadeiramente com elas, assim como era com todos seus amigos, só não sabia demonstrar aquilo sem ser… Irritante. Todos tinham consciência disso, de forma que, naquela vez, deixaram que o rapaz as envolvesse naquela empolgação toda. Era bom, depois de todos os problemas, terem alguém que conseguia ser tão alegre e descontraído como ele era.

- Tudo bem, tudo bem. Já chega. – Kaoru e Hikaru se levantaram após alguns minutos e foram até o mais velho, afastando-o das garotas – Você já as alugou demais.

Catarina abraçou o ruivo mais velho com força, quase pulando sobre ele ao fazê-lo. O grupo riu com a cena. Anastácia ainda estava distraída com a cena quando o ruivo mais novo lhe acariciou as mechas morenas, atraindo sua atenção. Hana trancava a porta enquanto os outros iam se acomodar, conversando como se nada importante tivesse acontecido. Ela sorriu de canto. Gostava daquele ambiente mais descontraído, especialmente depois de tudo que passaram. Era bom poder sentir a leveza que começava a envolvê-los.

Kyouya parou ao lado da garota, envolvendo-a em um abraço carinhoso, apesar de um tanto hesitante. Mesmo depois de todo aquele tempo, ela ainda sentia o desconforto que vinha dele com demonstrações públicas – ou quase isso – de afeto. Ela sorriu, retribuindo o gesto. Achou ter visto um sorriso querer aparecer nos lábios do moreno, mas não teve tempo de confirmar, porque ele logo tinha apertado o abraço de forma a impedi-la de ver seu rosto.

- Kyouya…? – ela deixou o rosto apoiado no peito do rapaz, chamando baixo.

Ele não respondeu.

- O que foi…? Fala comigo… – ela tentou se afastar, mas os braços dele estavam firmes, rijos como duas barras de metal – Kyouya…

- Eu… – ele respirou fundo e ela conseguiu perceber a tensão em sua voz. Houve um momento de silêncio antes que ele voltasse a falar – Eu não saberia o que fazer se algo te acontecesse…

Hana sentiu-se corar. Não apenas pelo que aquela frase significava como pela dificuldade que ela sabia que era para o outro dizer aquele tipo de coisa. Ela tinha se acostumado a não esperar nada exatamente carinhoso ou fofo de Kyouya, especialmente quando estavam na frente de outras pessoas, mas não se incomodava. Era o jeito dele e não cabia a ela forçá-lo a mudar. Na verdade, justamente por ele ser assim que momentos como aquele se tornavam algo ainda mais significativo, mexendo mais que o normal com ela.

- Desculpa, eu não quis te assustar desse jeito. – ela sorria de canto ao falar, apertando os braços ao redor da cintura do outro – Eu sei que sou uma idiota imprudente. Desculpa.

Kyouya riu e afastou o rosto, deixando a testa apoiada na da garota.

- Sim, você é.

Hana ainda sentia as bochechas arderem, mas riu da resposta.

Nenhum deles percebeu o silêncio que tinha se instalado na sala.

- Não precisava concordar. – ela ficou com uma expressão emburrada levemente infantil, mas logo ria de novo.

Kyouya sorriu de canto sem tentar esconder dessa vez.

- Meu deus, ele realmente sorri quando está com a Hana. – o comentário veio de Anastácia, fazendo o casal se virar.

Hana estava visivelmente sem jeito, ainda vermelha e gaguejando ao tentar encontrar uma resposta, enquanto o moreno apenas lhe segurou pela mão e virou o rosto, ajeitando os óculos. "Como eu pude esquecer que eles… Que ela estava aqui ainda…?", ele afundou a mão no bolso e suspirou. O restante do grupo ria e Anastácia continuava a provocar, dizendo o quanto aquele momento era raro e devia valer o peso dos dois em ouro.

- Deixe de ser idiota. – o tom de Kyouya era indiferente, mas não frio, o que fez a estudante de enfermagem arquear uma sobrancelha, ainda com um ar de zombaria e um sorriso nos lábios.

- Você sabe que eu tenho razão. – ela tinha um ar satisfeito.

Hana suspirou antes de se intrometer na conversa.

- Vocês deviam se amar menos ou as pessoas vão ter a impressão errada. – ela riu, levantando a mão livre na altura do peito como se estivesse se inocentando quando o moreno olhou torto em sua direção.

- Parem de ser chatos e venham sentar com a gente. – Catarina bateu no espaço livre no sofá ao seu lado e sorriu para o casal ainda em pé.

Em pouco tempo, o grupo tinha voltado a conversar como antes. No entanto, em nenhum momento, como Anastácia e a loira não puderam deixar de reparar, Kyouya deixou de abraçar Hana, um gesto que deixava bem claro o quanto ele estivera preocupado. Não que alguém duvidasse, mas o rapaz era normalmente tão distante ou indiferente – não que Hana fosse a melhor quanto se tratava de demonstrar o que sentia – que não seria exatamente surpreendente se ouvissem que não havia mais nada entre o casal.

O fim oficial de todo aquele tormento veio quando ligaram a televisão no noticiário e viram, logo no início, o anúncio da prisão do ex-integrante da antiga banda das garotas e um até então procurado pela polícia por crimes diversos, nos mais variados graus de violência. Não era inesperado, porque os três rapazes já tinham se mostrado violentos no tempo em que trabalharam juntos, mas ainda era desagradável ver uma ficha criminal como aquela para um conhecido.

- Sabe o que eu me pergunto? – Hana se virou para os outros, que apenas olharam com estranhamento para ela. Como poderiam saber? – O que será que aconteceu com os outros dois?

Anastácia deu de ombros. Não queria saber, desde que nunca mais cruzassem com algum deles de novo. Catarina e Mei, no entanto, pareciam ter ficado curiosas e logo a loira tinha ido buscar o notebook para procurar. Provavelmente seria fácil achar alguma coisa, já que não eram poucas as chances de os três terem seguido pelo mesmo caminho destrutivo. Ela só não esperava encontrar o tipo de matéria que encontrou.

- Um deles morreu de overdose pouco depois de terminarmos a banda. O outro… – ela fez uma pausa enquanto olhava algo no computador – Foi preso no começo do ano, na Alemanha.

- Alemanha? – Mei franziu o cenho.

- É. – a loira olhou mais alguns dados antes de completar – Parece que ele andou aprontando por todos os lugares em que passou. E não foram poucos.

- Se não tivéssemos terminado a parceria, nós podíamos ter ido pelo mesmo caminho. – Anastácia franziu o cenho.

Os rapazes se entreolharam. Era difícil para eles imaginarem aquela situação.

- O importante é que acabou. – Hana sorriu – Vamos aproveitar e esquecer sobre isso.

O grupo logo concordou.