Nota da autora: Os personagens aqui mencionados não me pertencem, mas sim a nossa ilustre e maravilhosa J.K Rowling. Existe a história original deste livro, por isso, não é plagio, e sim uma adaptação da trama para o mundo Potteriano, como Universo Alternativo. Então, façam uma boa leitura.


O Pedido

Ginny chegou a Joalheria Colette, na Rua Hammond, ensopada até os ossos.

Tinha corrido apenas dois quarteirões quando a chuva voltou a cair, torrencialmente, e naquele ponto não havia marquises largas onde pudesse se proteger. Isso a fizera perder as esperanças otimistas para o dia.

Além de ter saído com uma combinação de cores perfeita para o carnaval, estava molhada e com os cabelos escorridos. E também sentia muito frio, pois o ar-condicionado da loja era implacável.

— Acalme-se Ginny — murmurou para si mesma, por entre os dentes cerrados — O lado bom disso tudo é que as coisas não podem piorar.

Oh, claro, ledo engano!

Ao correr pelas ruas sob pingos grossos, ainda tivera a tênue alegria ao pensar que, àquele horário, a Joalheria ainda estaria vazia, o que lhe conferiria tempo, para ir ao banheiro e tentar dar um jeito na aparência.

Entretanto, aquele era o dia dos descontos, e suas colegas já atendiam alguns clientes. Todos que trabalhavam no prédio e que desejavam fazer compras já se encontravam ali.

A Colette Incorporações situava-se em um edifício de oito andares no centro de Londres. A Joalheria Colette ocupava todo o primeiro andar, e a parte administrativa. A decoração e o mobiliário eram luxuosos. Pedras preciosas ornavam vitrines para exposição e obras de arte forravam as paredes. Tapetes orientais importados cobriam as tábuas do assoalho, e esculturas preenchiam todos os espaços em que não se viam jóias expostas. As luzes eram fortes e ressaltavam o brilho das gemas coloridas. Existia também no prédio um restaurante para os executivos e outro para os funcionários.

Ginny jamais entrará no primeiro, mas sempre almoçava no segundo, que, já sendo muito requintado, a fazia imaginar o luxo do primeiro destinado aos funcionários mais graduados. Porém, seu local preferido na empresa era o segundo andar, aonde fora em duas ocasiões para falar com alguns colegas de trabalho.

No saguão ficava a joia mais deslumbrante que ela já vira. Era uma rosa de rubis, brilhantes e esmeralda. Não conhecia sua história, e jamais perguntou a alguém. Entretanto, sempre prendia a respiração ao vê-la, pois adorava objetos bonitos. E esse era um dos motivos para sentir-se mal naquele momento.

Os companheiros que passavam a seu redor riam e cochichavam entre si, examinando-a de cima a baixo. Ginny desistiu de esperar pelo melhor, aceitando seu destino com resignação. Ficou aliviada ao ver que as três moças junto ao balcão dos lançamentos eram suas amigas. Moravam no mesmo prédio que ela, por certo não tinham se atrasado, pois estavam com roupas normais e... Secas.

Luna Lovegood residia no terceiro andar do prédio da Amber Court. Era assistente-administrativa de Neville Longbottom, um dos vice-presidentes da empresa, encarregado dos negócios no exterior. Luna trajava-se como sempre, muito bem. Os cabelos loiros e longos brilhavam sob a intensa luminosidade, realçando-lhe os olhos azuis. Seu conjunto preto punha em evidencia suas curvas, mas, com elegância. Ela conversava em voz baixa com outras duas funcionárias, Parvati Patil estilista de jóias, e sua irmã Padma Patil gerente de marketing.

Parvati apresentava-se com as habituais roupas, usando saia bege e blusão folgado, que encobriam o corpo bonito. O rosto sem maquiagem não valorizava suas feições bonitas, concluiu Ginny. Os cabelos longos e negros estavam presos e puxados para traz, encobertos por um lenço de ceda.

Embora Ginny só conhecesse Parvati fazia um mês, tinha certeza de que a colega possuía baixa auto-estima, e fazia de tudo para passar despercebida, coisa que era difícil, pois desenhava as jóias mais espetaculares que já virá. Por certo iria longe na carreira. E isso era uma preocupação, por que as pessoas começariam a reparar em Parvati, e em sua aparência…

Bem, decidiu Ginny, naquela manhã não tinha o direito de criticar à outra, pois pelo menos as roupas da estilista combinavam entre si e estavam secas! Relanceando um olhar para si mesma, desejou poder ficar invisível. "Céus eu estou um Horror!"

Por outro lado.

Padma apesar de conversar em voz baixa e com gestos comedidos apresentava seu habitual ar agressivo. Tinha uma expressão atenta e alerta, como se fosse entrar em guerra a qualquer minuto. Os cabelos também negros, estavam presos na nuca, e os olhos castanhos cintilavam. Somando-se isso ao tailleur vermelho, inspirava um grande vigor.

Tomando cuidado para que os sapatos encharcados não rangessem. Ginny aproximou-se do grupo. Mas as três estavam tão concentradas na conversa que nem notaram sua presença.

— Bom dia — disse Ginny estremecendo, enquanto batia os dentes. — Linda manhã, não?

As três abriram a boca para responder, porém ao vêm-la, hesitaram. Por um instante nada foi dito. Em seguida, Luna, Parvati e Padma suspiraram.

— Ginny, se soubesse que viria a pé, tinha lhe dado uma carona — disse Padma.

— Ainda bem que eu olhei pela janela antes de sair — Parvati arqueou uma sobrancelha.

— Você poderia ter pegado o ônibus comigo — complementou Luna.

Ginny ergueu a mão, pedindo silêncio.

Não queria ser lembrada de suas tragédias.

— Dormi demais e perdi o ônibus. Obrigada pela oferta da carona Padma, mas também não a teria encontrado. Quando sai de casa chuviscava. Achei que as marquises dos prédios me protegeriam, mas... Creio que este será um daqueles dias!

Num gesto automático segurou o broche de Minerva.

— Encontrei Minerva quando saia, e ela me emprestou esta joia — sorriu enquanto as amigas aproximavam-se para ver o broche de perto. — Ela falou que me traria boa sorte, mas acho que nada vai melhorar está segunda-feira! A tendência é de tudo piorar, escrevam o que eu digo.

No intimo pensara, que dizendo isso, espantaria a má sorte. Então, as três colegas se entreolharam, ansiosas, compartilhando algo que Ginny desconhecia.

— O que houve? — Ginny sentiu um frio no estômago.

Por um momento acreditou que nenhuma iria responder, mas Luna se adiantou um passo.

— É apenas um boato…

Como por encanto, as preocupações com a aparência desapareceram, e Ginny sentiu um grande medo.

— Do que se trata?

— É sobre a Colette — respondeu Padma lacônica. — Mas é só um rumor…

Ginny olhava de uma para outra, com expressão alarmante.

— Mas o que é afinal? Parecem que vocês estão esperando o fim do mundo!

— Tudo leva a crer que fizeram uma oferta hostil pela empresa.

— Por que alguém seria hostil com uma empresa tão simpática, Parvati?

— Por isso mesmo Ginny. Dizem que alguém esta comprando ações sem parar, para assumir o controle.

— Mas isso não nos afeta, certo? — Ginny sabia que a indagação soava ingênua.

— Bem… — Padma baixou os cílios ao responder. — As compras de controle de companhias, em geral, acabam com demissões de funcionários. Mas, não precisamos nos desesperar.

— É apenas um boato — repetiu Luna.

"Porém onde há fumaça a fogo" pensou Ginny com nervosismo.

— O que acontecera se a Colette for comprada, meninas? O que será de nós? — Ginny não entendia nada de negócios corporativos.

Apesar de gostar muito de seu trabalho de vendedora, desconhecia sobre o resto do andamento da Colette, sabendo apenas o que era voz em Londres e o que aprendera em vídeos que o departamento de pessoal lhe mostrara no primeiro dia de trabalho.

Richard Colette, cuja família era do ramo joalheiro na França, iniciou o negócio no começo do século XX. Se casou com uma moça da cidade, Teresa, e logo sua loja se tornou famosa devido à qualidade das peças. Mesmo na época da Depressão a Joalheria Colette progrediu, graças a Alfred Colette, filho de Richard e Teresa, que tivera a visão de conseguir investidores.

Com o passar dos anos, a empresa adquiriu fama em todo o país e até no mundo, devido a jóias originais e as criações de artistas consagrados. Portanto, na visão de Ginny, isso não explicava muito bem a tal compra hostil.

— O que acontecerá conosco se alguém adquirir a empresa? — insistiu. — Não posso perder este emprego. Tive sorte em consegui-lo, por intermédio de Minerva. Não tenho experiência em nada, e nos pagam muito bem. Preciso das comissões... — Interrompeu-se. — Não quero ter que pedir mesada aos meus pais. Eles mal conseguem pagar a conta de luz e, olha que eles nem usam energia elétrica... Além do mais eu não quero incomodá-los, por que quero ter meu próprio salário, mas sem esse emprego, não sei o que será de mim...

— Vocês todas, acalmem-se. Tudo não passa de rumores, certo? Não há necessidade de entrarmos em pânico. Tudo acabará bem! — Luna relanceou o olhar para o relógio do pulso — A loja abre para o público dentro de meia hora. E já temos muitos funcionários fazendo compras, vamos Ginny. Vamos atender logo.

— Claro. — Ginny resolveu tentar esquecer, pelo menos por enquanto, o problema da compra da companhia.

O que mais precisava naquele instante era trabalhar bastante para esquecer a manhã horrorosa e o mês que estava na metade para o fim. Dessa vez não se preocupou com o azar, por que uma onda de confiança a invadiu.

Tudo precisava melhorar, e ponto final.


No meio da tarde, Harry já não se sentia tão otimista a respeito de seus propósitos matrimoniais. Para começar, o clima chuvoso e cinzento, afetou seu bom-humor. E nenhuma das três mulheres a quem propusera matrimonio havia aceitado.

Nenhuma!

A primeira fora Mariane, amiga de sua irmã, que passava alguns dias na casa dos Potter antes de voltar à faculdade para se formar. Harry a conhecia fazia anos, e gostava muito dela, embora nunca tivessem conversado muito. Contente com a proposta de casamento temporário, por que Helen lhe confidenciará que a jovem estava apaixona por ele.

Bem, ponderou Harry, essa confidência fora feita muito tempo atrás, talvez dez anos antes, quando Mariane tinha onze anos, mais isso não tinha importância. Ficou surpreso, de qualquer maneira, quando ela recusou a proposta e manifestou o desejo de continuar os estudos. Mariane também era milionária, e o dinheiro não a deslumbrava.

Então, Harry partiu para o plano B: Diana a filha da governanta dos Potter, a Srta. Martin, Harry conhecia a moça também fazia anos. Já que os pais dela vieram trabalhar para os Potter quando ele ainda estava no ginásio.

Contudo, Diana pareceu levar a questão de casamento na brincadeira, pois riu tanto, que até viera a enxugar às lágrimas cada vez que ele afirmava estar falando sério. Agradecera e lhe dera as costas. Harry continuou ouvindo suas gargalhadas até ela sumir no corredor.

A última rejeição aconteceu há poucos momentos, no Crystal's, o melhor restaurante de comida Indiana, que ele conhecia. A gerente, a quem pedira a mão em casamento, pareceu levar a sério o pedido, entretanto explicou que estava namorando o filho do dono do Crystal's, e pretendia se casar no mês seguinte.

Harry continuava como plena convicção de que sua busca por uma esposa terminaria naquele mesmo dia. Estava tão seguro que até vestiu um elegante terno Hugo Boss cinza-escuro e uma gravata Valentino, com desenhos geométricos. Ao aproximar-se da Joalheria Colette sentiu-se otimista outra vez.

Vou encontrar uma noiva para compartilhar a existência do matrimonio por um ano, ou não me chamo Harry Potter!

O pensamento o fez sorrir ao abrir a porta envidraçada.

Já entrou ali muitas vezes, lógico, para adquirir presentinhos para suas namoradas eventuais. Entretanto, em vez de virar para esquerda, onde ficava as peças mais simples, dirigiu-se resoluto, para o setor de alianças e anéis de noivado. Ouviu duas vendedoras conversando, ao arrumarem um novo mostruário.

Perfeito, concluiu Harry. Fosse o que estivessem colocando ali, era o que ele queria. Era conhecido por ser um homem de decisões rápidas e curioso por novidades. Portanto, se havia jóias novas no setor de anéis de noivado, queria vê-las.

As vendedoras estavam de costas para ele com as cabeças unidas, conversando em voz baixa, e nem notarão sua aproximação. Intrigado, com a estranha atitude, pois em geral a Colette sempre atendia muito bem, Harry estava para lhes chamar a atenção, quando um comentário que ouviu o fez parar.

— Não sei o que farei se houver mesmo uma oferta hostil pela Colette, Luna. Se uma concorrente a comprar, poderei ser despedida, e sem este emprego eu não vou ter dinheiro nem para ir à padaria.

— É preocupante, mas não passa de um boato Ginny. Relaxe!

— Não consigo Luna. Fico pensando no que será do meu futuro. Pedindo esmolas nas ruas… Mal consigo pagar minhas contas.

Sempre de costas para Harry, Luna sugeriu, em tom de brincadeira:

— Que tal você participar do O céu é o Limite? Você é boa em conhecimentos gerais e poderá ganhar uma pequena, fortuna. Ou quem sabe, aparecer em um novo programa do tipo Casa-se com um milionário

Ginny deu uma risada abafada.

— Oh sim! Se existisse um programa desse tipo, bem que me candidataria. Seria uma ótima solução para meus problemas — Ginny fez uma ligeira pausa, e falou. — Vou sair e encontrar um sujeito rico que queira se casar comigo, e pelo menos, se não der certo, poderei ficar com os presentes de casamento!

Harry permaneceu calado e imóvel, e Ginny voltou a rir. Mas a sua risada era musical e agradável aos ouvidos dele. Ela não virou seu rosto, mais o modo como ria era maravilhoso, e tocou seu coração.

Ginny voltou-se e deu de frente com Harry que a observava e, ele reparou que ela também era muito graciosa ao corar. Ora, para o dia que começara feio e chuvoso, as coisas estavam melhorando…

— Boa tarde — ela o cumprimentou com um sorriso e a voz tão musical quanto à risada. — Como posso ajudá-lo?

Harry sorriu, pensado que ela nem imaginava o quanto poderia lhe ajudar…

Fez um calculo mental sobre os requisitos necessários para sua futura noiva. Sim, precisava ser bonita. De relance, observou Ginny por detrás do balcão, seus olhos grandes, a pele clara, as pequenas sardas no nariz e... Suas estranhas roupas que pareciam... Úmidas. Era bonitinha e fazia um gênero meio hippie e desleixado.

— Na verdade, senhorita...

— Weasley.

— Sim pode me ajudar Srta. Weasley, procuro por algo especial.

Ginny sorriu, e Harry concluiu que gostava muito de seu sorriso. Isso ajudaria durante o ano em que estivessem casados.

— Então, veio ao lugar certo senhor.

— Tenho absoluta certeza disso.

Assim dizendo, Harry recordou da terceira qualidade exigida para sua futura mulher: certa dose de inteligência e traquejo. A garota a sua frente parecia ter essas características, apesar de ela ter só dito algumas palavras até o momento.

Porém, Harry também desejava uma esposa que estivesse instruída sobre a moda, e por mais benevolente que pudesse ser Ginny, com aqueles trajes horríveis… Não havia desculpas nesse sentido, havia? A não ser que ela estivesse, adiante, das tendências que ele desconhecia.

Era uma possibilidade. Talvez dentro de um mês as mulheres de Londres estivessem misturando roxo com laranja e acessórios verdes. Quem sabe? Repensou bem depressa as demais qualidades exigidas: temperamento dócil.

Ginny parecia ser assim. Idéias próprias. Pelo que via de sua vestimenta, tinha forte personalidade. Quanto ao trajeto social, isso Harry poderia lhe ensinar. Afinal, ninguém era perfeito. Passariam doze meses lado a lado, e o treinamento poderia preencher seus dias.

Encarou Ginny e concluiu que possuía a maior parte das características que desejava. Era a moça certa. E ela já deixou claro para a colega que um casamento temporário com um milionário resolveria seus problemas.

Ele precisava de uma esposa. E ela de dinheiro. O encontro dessa tarde foi programado pelo destino, pensou consigo mesmo.

Além disso, tudo o que teria de fazer seria convencer Ginny... Qual era mesmo sobrenome? Esquecerá. Mas, os dois por certo eram feitos um para o outro.

— Lamento que o tenha feito esperar. — Ginny notou que o silêncio do cliente se prolongou muito, e interpretou-o como uma censura. — Não queríamos ignorá-lo. É que não o vimos chegar...

— Oh não, tubo bem. Aliais, achei a conversa de vocês duas muito interessante.

Ginny arregalou os olhos, consternada, e gaguejou:

— Que... Quer dizer... Sobre a compra da empresa? Oh não! São apenas comentários.

— Isso mesmo! — Luna se apressou a corroborar. — Tudo falso. Estávamos só brincando de faz-de-conta.

Ginny balançou a cabeça, assentindo.

— Afinal quem faria uma oferta hostil pela Colette, não é mesmo? É inimaginável.

— Isso pouco me importa — redarguiu Harry, sem cerimônia. — Foi a outra parte da conversa que me interessou.

As duas colegas trocaram olhares, e Ginny suspirou.

— Ah...

Harry voltou-se para Luna.

— Importa-se? Acho que a senhorita...

— Weasley — repetiu Ginny.

— A Srta. Weasley pode me atender.

Luna empertigou-se ante a despedida abrupta, mas acenou e dirigiu-se para o outro balcão. Porém, Harry notou que ela não se afastou muito, e isso era compreensivo, afinal, nunca se sabe o tipo de maluco que poderia entrar na loja, fazendo sugestões estranhas e bizarras.

Ele voltou a fitar Ginny e tratou de brindá-la com seu sorriso mais encantador.

— Achei interessante saber que gostaria de se casar com um homem muito rico...

A expressão de Ginny não se modificou, exceto por erguer as sobrancelhas. E Harry tratou de continuar:

— Por que acontece que sou um bilionário. Ou pelo menos serei um. Mas para que isso aconteça, preciso me casar.

A expressão de Ginny pareceu ficar menos tensa, e Harry interpretou isso como um bom sinal.

— Então veio comprar um anel de noivado para sua futura esposa.

— Sim, Srta. Weasley, uma noiva espera um anel, não? Na verdade, dois. Um como presente de noivado e outro de casamento. Isso, se pensar bem, é maravilhoso, considerando que ficarei casado apenas por um ano.

Ginny parou de sorrir de repente.

— Um ano?

— Esse é o tempo necessário. Quero dizer, tenho outros interesses também.

Ginny abriu a boca, mas não emitiu nenhum som, e Harry prosseguiu:

— Porém, minha futura mulher não terá com o que se preocupar. Evidente, que depois que nos separarmos ela vai ficar — ele encarou-a de modo significativo —, com ótimos presentes.

Ginny teve certeza de que se via frente a frente com um louco foragido do hospício, e Harry notou isso. O que o fez crer que não fora bastante claro, e que precisava entrar em sintonia com ela. Empertigou-se, parecendo mais alto do que os seus um metro e oitenta e cinco, inclinou a cabeça para o lado, do modo como às mulheres diziam que ficava irresistível, afastou uma mecha negra da testa e a encarou.

— O que estou querendo dizer, Srta. Weasley… O que desejo saber é... Quer se casar comigo?


N/A: Pois é nada de reviews, por aqui... Estou começando a ficar triste... Por favor, digam se gostaram! Ou se não gostaram também, aceito elogios e criticas, mas por favor digam alguma coisa! Preciso saber, o que vocês acharam pessoal!