Nota da autora: Os personagens aqui mencionados não me pertencem, mas sim a nossa ilustre e maravilhosa J.K Rowling. Existe a história original deste livro, por isso, não é plagio, e sim uma adaptação da trama para o mundo Potteriano, como Universo Alternativo. Então, façam uma boa leitura.


A Noite de Núpcias

As fantasias voltaram a assaltar Ginny, quando horas mais tarde saiu do pequeno banheiro da suíte, vestindo a camisola vermelha. Bastante transparente, diga-se de passagem.

Harry estava usando um dos shorts de seda com que Luna, Parvati e Padma o haviam presenteado. Mas, para o alívio de Ginny, as três amigas demonstraram um pouco de bom senso e incluíram na bagagem um roupão de seda, que o marido também vestia naquele momento.

O único problema, era que ele não se dera ao trabalho de amarrar o cinto, constatou Ginny, evitando encará-lo.

Um calor intenso a invadiu. O que era muito estranho, visto que o ar-condicionado funcionava muito bem na suíte Sunset Inn.

Deu mais uma olhada no aparelho — que já havia regulado —, e percebeu que proporcionava uma temperatura amena e agradável.

Oh, sim. Todo aquele calor excessivo, provinha dela mesma e da presença do seu marido.

Observou quando ele tirava a rolha da garrafa de vinho, os músculos firmes no tórax que surgia sob o roupão, os dedos hábeis manejando o gargalo com delicadeza, como se fosse algo muito delicado que mantivesse entre as mãos. Como uma joia, ou, o corpo de uma mulher.

Ginny estremeceu.

Oras, que idéias absurdas! Concluiu, censurando-se.

No que estava pensando mesmo, quando sua mente fora desviada para os músculos e gestos de Harry? Ah sim. No calor que sentia.

Devia ser por causa do banho quente. Sem dúvida, esse era o verdadeiro motivo. Respirou fundo e tentou não dar importância a Harry. Mas, a sua presença ali, tão perto, era difícil de passar despercebida. Sentia-se muito atraída por sua beleza viril para conseguir parar de admirá-lo.

Não deveria ter tirado o conjunto que usou no casamento, decidiu, passando os braços em torno de si, num gesto tolo de autoproteção.

Porém, era evidente que não poderia permanecer vestida assim durante todo o fim de semana. Acabaria amarrotada e com uma aparência terrível. Era melhor guardar a roupa para quando voltassem para casa, no domingo. Isso significava que por, quarenta e oito horas, teriam de permanecer muito tempo no quarto, com aqueles trajes exíguos.

— Quer um copo de vinho?

Ginny aceitou com entusiasmo. Talvez a bebida a ajudasse a acalmar os nervos e dormir bem.

— Obrigada.

— Suas amigas também têm bom gosto para vinhos.

— Sim, elas sabem reconhecer as coisas de qualidade, eu acho.

Harry pareceu hesitar um instante, rodou o copo entre as mãos, e acabou indagando:

— Então... Qual a opinião delas a meu respeito?

A pergunta a pegou de surpresa, em especial por causa da genuína curiosidade do marido. Por que Harry queria saber aquilo? Afinal, o que importava para ele descobrir o que suas amigas achavam a respeito dele? Afinal de contas, ele teria pouco contato com elas durante o ano em que estivessem casados, morando em seu apartamento. E nunca mais voltaria a vê-las quando o contrato terminasse. Entretanto, apesar de tudo isso — que afinal, Harry já sabia muito bem — ele queria saber a opinião delas, à seu respeito. Ginny achou aquilo muito esquisito.

— Elas gostam de você. É claro que ficaram muito surpresas quando contei que meu noivo era o famoso Harry Potter.

— Famoso — repetiu ele, rindo. — Gostei do som dessa palavra.

Ginny sorriu.

— Mas estou certa de que, assim que ouviram, perceberam o motivo de eu ter me apaixonado tão depressa. Elas concluíram isso, é lógico. Afinal, você é um homem muito interessante.

— Acha mesmo? — ele indagou, com um brilho no olhar.

Ginny enrubesceu até a raiz dos cabelos. Talvez não devesse ter dito aquilo. O sorriso de Harry parecia ter significados ocultos. Percebendo isso, Harry disse:

— Foi assim mesmo que minha família reagiu sobre você, Ginny. Até a noite em que você foi jantar em nossa casa, eles pensavam que eu tinha escolhido a primeira garota que encontrei pela frente.

Dessa vez foi Ginny quem sorriu.

— E não foi isso mesmo que aconteceu?

— De jeito nenhum. Você foi a quarta que eu pedi em casamento.

Ginny arregalou os olhos.

— A quarta? Acabei em quarto lugar? — quis saber, achando graça, mas com certa irritação.

— Devo esclarecer que ainda não a conhecia, quando propus casamento às outras três. E sou capaz de jurar que, se a conhecesse, você seria a minha primeira escolha.

Ginny cruzou os braços, fechou os olhos com força, desviando o rosto e ergueu o queixo, fingindo indignação. E disse:

— Aposto que você diz isso para todas as garotas que acabaram em, quarto lugar.

Ouviu-se o ruído da seda do roupão, quando Harry levantou-se da cama e se pôs a atravessar o cômodo, dirigindo-se até Ginny. Que sentiu um braço roçando seu corpo e o perfume másculo penetrando suas narinas.

Sândalo, reconheceu aspirando com prazer. As amigas haviam incluído um sabonete com esse aroma na bagagem dos dois. A fragrância do marido a envolveu, como em um abraço muito apertado, deixando-a tonta por um instante.

Tratou de recompor-se, afirmando que tudo não passava de sua imaginação pelos últimos acontecimentos vertiginosos. Porém, uma sensação deliciosa começou a crescer em seu intimo, como se antecipasse os braços de Harry ao seu redor.

Voltou o rosto para ele. Encarando-o, e murmurou de novo, em tom de brincadeira, mas aparentando estar ultrajada:

— Quarto lugar?

Harry continuou a sorrir, oferecendo-lhe o vinho.

— Ora, deixe disso, Ginny. Não fique assim. Não precisamos ter a nossa primeira briga, logo na noite de núpcias.

Ela pegou o copo, que ele lhe oferecia.

— Acontece que estou me sentindo um pouco, tensa.

O sorriso de Harry adquiriu um ar irônico.

— Então, acho que preciso fazer alguma coisa para acabar com essa tensão.

Meu deus. Dissera de novo as palavras erradas. O que estava fazendo? Flertando com Harry Potter? E vestindo uma camisola escandalosa. O que ele achava? Que poderiam ter uma noite romântica? Estaria de modo inconsciente, tentando seduzi-lo?

Bem, ponderou, tratava-se do seu marido, afinal,e se ela decidisse conquistá-lo, seria perfeitamente...

"Pare com isso!" Não haveria sedução nenhuma, nem agora, nem nunca. Não sabia seduzir, portanto, a quem desejava enganar?

Mas, afinal, isso não teria a menor importância, por que Harry devia conhecer a arte da fascinação de trás para frente, e poderia convencê-la a fazer qualquer coisa que...

"De jeito nenhum!" Ninguém seduziria ninguém naquele casamento, e ponto final!

Pelo menos, era provável que assim fosse.

— Então, aqui estou eu pensando... — Harry falava com uma voz aveludada, erguendo os dedos e deslizando o indicador, com toda suavidade, no ombro nu de Ginny. — O que fazer, para deixar minha esposa relaxada?

Um frenesi a percorreu ao sentir na pele, o toque dele. Um fogo lento e intenso parecia acariciá-la da cabeça aos pés. Jamais experimentara algo semelhante. Recordou-se de que, ao longo da semana, ela o surpreendera fitando-a com intensidade, e não compreendera o por quê.

Mas, naquele momento estavam a sós em um quarto de hotel, e começava a ter sensações muito violentas. E não sabia o que fazer.

Com um gesto nervoso e apenas para se ocupar com alguma coisa. Ginny levou o copo aos lábios, mas acabou derramando vinho nas mãos.

Embaraçada tentou enxugá-las, porém, muito rápido, Harry segurou-lhe o pulso, firme e calmamente.

— Permita-me.

E antes que Ginny percebesse o que ele pretendia fazer, levou a mão dela aos lábios e começou a sugar a bebida, deslizando a ponta da língua na pele sensível.

Um gesto simples, porém muito sensual e íntimo, que provocou uma espécie de vertigem em Ginny. Ela ficou imóvel, observando-o virar a palma para cima e passar a língua entre os dedos.

Sem querer, ela cerrou as pálpebras e respirou fundo, na esperança de acalmar as batidas violentas do coração. Quando tornou a encarar Harry, viu-o deslizar a boca para o seu pulso. Subir até o meio do braço e do ombro, sempre de maneira gentil e sem pressa.

— O que está fazendo, Harry? — indagou ela, num murmuro.

— Tentando, acalmá-la. Está dando certo?

Oh sim, estava. Ginny jamais se sentira tão relaxada.

— Sim. Devo dizer que funciona muito bem.

— Ótimo. — comentou Harry, sem parar com o "tratamento" nem por um segundo.

Ginny tentou forçar-se a impedi-lo de continuar com aquilo, dizendo que estava menos tensa e que poderiam passar o resto da noite jogando cartas ou Banco Imobiliário.

Todavia, as palavras não saíram, pois não conseguia controlar o próprio cérebro.

Ficou ali parada, cada vez mais presa em um estranho estado hipnótico, sempre mais excitada.

Ao contrario dela, Harry parecia muito senhor de si.

— Você tem gosto melhor que vinho, Ginny. Sabia disso?

Ela tentou explicar o que sentia, mas tudo o que conseguiu foi murmurar:

— Harry...

Com a ponta do nariz, ele acariciou-lhe o ombro, e fez a tira fina da camisola escorregar.

— E também é muito mais inebriante.

— Harry...

O marido tirou-lhe o copo da outra mão antes que ela o deixasse cair. Colocou-o junto sobre a mesinha de cabeceira e, a fez voltar-se a encará-lo. A expressão não deixava dúvidas sobre suas intenções, e Ginny sentia-se despreparada.

— Quero fazer amor com você, Ginny.

Todas as boas resoluções pareceram recuar, ela começou a achar que um jogo de baralho não seria nada interessante, quando havia tanta coisa para se fazer.

Mas era impossível. Jamais fora para a cama com um homem, e prometera a si mesma, desde criança, que só o faria com quem amasse. Mas, na realidade, sua inocência fora esmagada com a morte prematura e trágica de seus queridos irmãos e, com a necessidade de se tornar independente. O mundo em que vivia já não era o mesmo desde a época da feliz infância, e Harry a deixava em um estado de completa excitação.

Eram casados. Por certo que tudo não passava de um acordo legal, mas ficariam juntos como marido e mulher por um ano. Viveriam sob o mesmo teto, dia e noite. E se era assim que iria se sentir toda vez que Harry a olhasse ou tocasse, então uma intimidade seria inevitável. Era apenas uma questão de tempo, portanto, por que não ser nesse exato momento?

Mas... Desejava mesmo que Harry fosse o primeiro? Apesar da atração que ele lhe despertava, só o conhecia havia poucos dias. Bem, algumas mulheres iam para a cama com homens que mal conheciam. Era apenas uma questão de desejo físico, afirmou para si mesma, e, afinal, aquele era seu marido.

Enquanto se debatia em duvidas, Harry interpretou seu silêncio como consentimento. Por isso, inclinou a cabeça e beijou-a na boca.

O beijo rápido que recebera na cerimônia não a preparou para aquilo. Um arrepio de intensa paixão e volúpia a acometeu ao ter a boca macia e ardente de Harry sobre a sua.

Então, Ginny aceitou os fatos, pelo menos naquele momento. Desejava-o com todas as fibras de seu ser. Não precisavam ir até o fim. Poderia apenas aproveitar algumas sensações novas. Se as coisas ficassem muito apavorantes, tinha o direito de fazê-lo parar. Harry entenderia em especial se explicasse que era a sua primeira vez. Sabia que ele era um cavalheiro. Por tanto, pararia, se assim lhe pedisse.

Porém, não levou em consideração se poderiam interromper o andamento do beijo com tanta facilidade.

Ginny entregou-se a caricia, colocando-se entre o tórax largo e viril, e tocando-o com seus dedos leves. Sentiu a pele rija e quente sob o roupão de ceda.

Esse era todo o encorajamento de que Harry precisava. Apertou-a de encontro a si, acariciando-lhe as costas e fazendo-a sentir o vigor de sua sensualidade.

O gesto decidido à fez perceber o quanto ele a desejava também. O marido a queria do modo mais básico possível. Essa constatação a deixou tonta de emoção. Jamais antes experimentou a excitação de um homem, em seu próprio poder como mulher. Esse conhecimento a fazia sentir-se muito confiante.

E ousada também. Embora trêmula, fez o roupão deslizar pelos braços fortes dele, e sentiu que caiu no chão com um ruído abafado.

Abraçaram-se com mais força, acariciando-se sem parar. Ginny tateou o físico do marido, descobrindo novas sensações fantásticas.

Queria continuar com a experiência. Já havia beijado rapazes algumas vezes, mas nada se comparava ao que sentia nos braços de Harry.

Como se lesse seus pensamentos, ele prosseguiu, cada vez mais seguro e ardente. Tomou-lhe um dos seios com uma das mãos e o acariciou por cima da camisola.

Ginny soltou um gemido abafado, e Harry a beijou com mais intensidade. A dupla sensação do beijo na boca e do afago no seio túmido quase a fez desmaiar. Com esforço manteve-se em pé, pois suas pernas fraquejavam.

Tentou dizer algo que exprimisse seus sentimentos, mas a camisola começou a deslizar para baixo, enquanto Harry acariciava-lhe as coxas, fazendo-a desejar intensamente por uma satisfação vaga, que não compreendia.

Com gesto lento mais firme, Harry baixou-lhe a calcinha de renda, e acariciou-a, com total intimidade, fazendo-a estremecer de antecipação.

Dessa vez os joelhos de Ginny cederam, e Harry a segurou com firmeza para que não caísse. Os dedos experientes exploraram a parte interna das coxas, enquanto continuava a beijá-la, quase a imobilizando.

Ginny jamais havia experimentado nada tão forte, e a excitação era quase insuportável.

Os lábios do marido deixaram sua boca e sussurraram palavras indecorosas a seu ouvido. O êxtase era indescritível, porém, ainda não completo.

Harry levantou-a e carregou-a para a cama, a colocando sobre os lençóis macios. Deitou-se ao seu lado, passeando o olhar pelas formas despidas, e as curvas suaves.

Por um tempo que pareceu infindável, a Ginny, beijou-lhe os seios até fazê-la gritar. Com a língua, que parecia uma serpente, envolveu os mamilos intumescidos, quase a desesperando.

Ginny acariciou os cabelos negros e espessos do marido, e arqueou-se permitindo que voltasse a explorar a parte interna das pernas semi-abertas.

Quando pensava que não iria suportar mais, viu-o afastar-se um pouco e sorrir.

— Não se preocupe — Harry sussurrou com delicadeza.

E, para seu espanto, Ginny percebeu que estava tranquila e confiante. Conhecia Harry e, gostava dele. Muito. O que estavam para fazer parecia normal e certo. Que bom que seria ele o primeiro. Harry a estimava e seria gentil.

— Ainda não terminamos. Só quero... Tomar algumas precauções. Suas atenciosas amigas não se esqueceram disso também.

Por um instante, Ginny não entendeu sobre o que ele estava falando, apenas ansiando pela volta dos beijos e das carícias.

Harry se inclinou para a maleta e retirou algumas embalagens pequenas de plástico. Eram preservativos.

Então compreendeu, e ficou contente por ele ter lembrado.

— Depressa! — Ginny pediu, admirada com a própria ousadia.

Harry obedeceu sem pestanejar e voltou a deitar-se. Ficando de lado, frente a frente. Ginny passou as pernas pelos quadris de Harry, que a segurou com firmeza, fazendo-a girar.

Surpresa com o gesto brusco, Ginny viu-se sobre o tórax forte, a cabeça inclinada, os cabelos ruivos cascateando pelos ombros, braços e seios. Segurou-o firme, uma pergunta muda no olhar brilhante.

Por algum motivo secreto não desejava que Harry soubesse o quanto se sentia insegura. Desejava que a considerasse sexy, experiente e sedutora. E naquele momento não entendia muito bem o que o marido queria que ela fizesse. Assim, apenas o fitou, a respiração entrecortada, esperando por uma deixa.

— Quero que estabeleça seu próprio ritmo. — Harry entendeu a situação. — Em nossa primeira vez, desejo que esteja no controle.

Bem, isso era reconfortante. Ele se referia a "nossa primeira vez". Então, Harry esperava que houvesse outras... De qualquer modo, porém, Ginny continuava sem saber o que fazer.

Mas Harry a guiou e quando, por fim, seus corpos se fundiram por completo, Ginny deixou encapar um grito num misto de dor e prazer. Duas lagrimas escorreram-lhe pelas faces.

Com um gesto brusco, Harry afastou-se, mas viu-se preso entre os braços macios outra vez.

— Não! — exclamou Ginny.

Harry a apertou, fazendo-a sentir o contanto de sua rigidez, mas dessa vez não tentou penetrá-la.

— Ginny, por que não me disse que era virgem? Precisava ter me contado.

— Não pensei... Não sabia... Não sabia que...

— Ginny — Harry tirou-lhe uma mecha ruiva do rosto banhado de pranto e suor e deu-lhe um beijo carinhoso e escaldante. — Não pretendia machucá-la... Me desculpe.

— Tudo bem. Não pare, por favor! Faça amor comigo.

— Mas... Você está sentindo muita dor...

— Só um pouco, vai melhorar. Agora será mais fácil, não é?

Harry sorriu, mas algo em sua expressão não a agradou. Parecia... Remorso.

Bem, não era momento para pensar nessas coisas. Poderiam conversar mais tarde. Tinham um ano pela frente.

— Não sei se será mais fácil, Ginny. Nunca fui para cama com uma virgem antes.

Ginny achou isso engraçado.

— Então, é sua primeira vez também.

De novo o sorriso entranho do marido a preocupou.

— Creio que sim, de certo modo.

— Vamos fazer amor Harry. Será a primeira vez para nós dois.

Pareceu-lhe que ele desejava falar alguma coisa, e teve certeza de que seria uma negativa. Entretanto, Harry apenas ficou em silêncio por um instante, olhando-a, como se não soubesse que atitude tomar.

E, de repente, quando Ginny já pensava que Harry iria afastar-se, ele se posicionou sobre ela, e a beijou. E com muita gentileza, tornou a penetrá-la.

Seguindo os instintos, Ginny facilitou-lhe os movimentos, ouvindo-o gemer de satisfação. A dor foi diminuindo a cada minuto e, de repente, estavam fazendo amor no mesmo ritmo.

Pouco a pouco a intensidade foi aumentando, à medida que Ginny sentia-se invadida por uma ânsia desvairada de completa realização. Sim, pensou, em meio à emoção, jamais voltaria a ser a mesma depois dessa noite.

E então parou de raciocinar, deixando-se ser levada apenas pelo sabor do momento, alcançando o clímax com tamanha felicidade que jamais sonhou existir.

Parecia que ela toda ardia em chamas para, segundos depois, diluir-se em cinzas. Quando tudo terminou, continuou trêmula, com Harry a segurando com firmeza. Incapaz de pronunciar uma palavra sequer deixou-se ficar, aninhada nos braços fortes, com suas penas entrelaçada às dele.

Permaneceram assim, em absoluta quietude, por muito tempo. Ginny suspeitava que o silêncio de Harry se devia ao fato de não saber o que dizer. Sentiu o tórax largo, ir devagar, recuperando o ritmo normal da respiração, enquanto seu próprio coração voltava a bater compassado.

Pressentiu, mesmo sem ver, que Harry adormecera. Deu uma breve olhada em seu rosto e percebeu que, mesmo no sono, sua expressão mostrava recuperação.

Sentiu um nó no estômago, pois havia algo que não conseguia entender.

Por fim, também foi vencida pelo sono. Não foi assim que havia planejado sua noite de núpcias, lembrou, antes de mergulhar no esquecimento. E também, não havia se decidido se o inicio da vida com Harry fora algo bom ou ruim.


Harry acordou aos poucos, sentido que havia experimentado sensações novas e excitantes. Procurou adiar ao máximo o momento de enfrentar a realidade e esforçou-se para permanecer naquela doce semi-consciência o maior tempo possível.

À medida que a luz do sol penetrava pelas cortinas entreabertas, percebeu, de modo vago, que se encontrava numa cama estranha, muito mais estreita que a king-size onde dormia em casa, e que... Não estava sozinho.

Ainda tonto e com sono, sentiu um corpo macio e delicado aninhado em seus braços, vislumbrou os cabelos ruivos cobrindo-lhe o peito como um suave cobertor. Fosse lá quem fosse à mulher, exalava a lavanda e sândalo, e outro aroma que não conseguia identificar. Por instinto, deslizou os dedos pelo seio redondo e firme, e ela suspirou contente. Quem seria? A pergunta surgiu em seu cérebro entorpecido. Embora tivesse tido sonhos maravilhosos, não se lembrava de nada.

Onde esteve? Onde encontrou aquela criatura? Talvez fosse alguma debutante que encontrara em alguma festa. Ou quem sabe, uma artista plástica a quem fora apresentado em alguma galeria de arte, no dia anterior. Ou uma dançarina. Ou vendedora da Chasan's, sua loja preferida. Garçonete? Cantora? Ou...

SUA ESPOSA!

De repente, abriu os olhos, já totalmente desperto. Sim. Tudo voltara à memória. Casara-se na manhã anterior e viera com Ginny Weasley passar uma falsa lua-de-mel naquela pousada escondida. E recordou que o casamento deveria ser somente de aparências, como pensaram a princípio.

Oh, Deus. As coisas não iam nada bem. Essa união de conveniência parecia que iria tornar-se bastante inconveniente, afinal. Sabia que não conseguiria manter as mãos afastadas da sua esposa, desse dia em diante, pois ele havia gostado demais do que acontecera entre os dois, naquela cama estreita. E sabia também que fora o primeiro homem de uma virgem, portanto...

Era responsável por ela.

As garotas inexperientes costumavam dar um valor muito grande ao sexo e confundi-los com sentimentos sérios. Tinham também o lamentável hábito de considerar especial o homem com quem dormiram pela primeira vez.

E Harry temia que Ginny fosse levar a união a serio também, e imaginar que era algo... Único e inesquecível. Isso não era nada bom. Jamais em sua movimentada vida sexual deflorara uma moça. Se soubesse que Ginny era tão inexperiente, não teria tentado nada.

Se bem que ela não se mostrou nenhum pouco relutante, lembrou, sorrindo com ironia. E nenhum dos dois poderia ter imaginado que seria tão espetacular. Aliás, concluiu Harry, com relutância, não aconteceu apenas uma vez, por que durante a madrugada haviam acordado e...

DUAS VEZES?!

Se Ginny fosse uma mulher com certo conhecimento sexual, não se importaria de ter consumado o casamento. Tudo ficaria mais prático, e Harry poderia ir para a cama com ela por doze meses, sem problemas. Ambos se sentiriam satisfeitos e depois do período estabelecido, diriam adeus sem remorsos.

Mas isso não aconteceria, visto que Ginny fora experimentar com ele os primeiros prazeres da carne. As virgens ficavam repassando sem parar a primeira experiência como se fosse algo sagrado, o que para ele, era uma enorme bobagem.

E Ginny Weasley, sem dúvida, era do tipo de mulher que colocaria uma ênfase de propósito em certos detalhes. Pensaria que, o que acontecera entre os dois era importante, enquanto para Harry...

O que significou para ele, Harry Potter, o ato sexual que desfrutou?

Bem, um episódio qualquer, é claro, mas... Com certo significado. Foi a primeira vez para sua esposa. Algo sério para ele? Evidentemente, que não. Porém, seria para ela.

Ginny espreguiçou-se ao seu lado, murmurando palavras sem sentido, típicas de uma mulher que passou a noite com um homem que a satisfizera. A preocupação de Harry misturou-se a um absurdo senso de orgulho, e mais alguma coisa que não conseguiu identificar.

Pelo menos fizera com que Ginny vivesse uma primeira noite inesquecível. Pior seria se tivesse perdido a virgindade com um bruto qualquer, egoísta e insensível.

Nossa, isso seria era ainda pior, decidiu Harry, entrando em desespero. Agora sim, a primeira experiência iria se tornar em algo a mais para Ginny, um acontecimento para se relembrar para sempre. E justo ele fora o causador disso.

Então, a ideia de que Ginny pudesse ter dormido com um devasso qualquer, sem rosto e sem princípios fez surgir um monstro em seu peito, que urrava de raiva e ciúme. Não tolerava imaginá-la ao lado de outro, por mais absurda e estranha que fosse a sensação.

"Pare com isso, Potter!" ordenou a si mesmo, preparando-se para vê-la despertar. "Ginny pode ser meiga, amorosa e linda, mas não passa de mais uma em sua cama. Nem melhor, nem pior que as outras. Não precisa ficar sentimental."

Observou-a esticar os braços e as pernas, parecendo uma gatinha manhosa, com um sorriso satisfeito nos lábios. Afastou da testa uma mecha ruiva. Os olhos castanhos se abriram aos poucos, pesados de sono e sem enxergar nada de verdade, como aconteceu com ele mesmo a alguns minutos atrás.

Ginny sorriu para ele, e Harry admirou a pele do rosto dela, macia e rosada, e desejou possuí-la outra vez, com uma intensidade absurda.

"Não se deixe dominar assim pela luxúria, Potter!"

— Bom dia — Ginny murmurou, se espreguiçando e o fazendo recordar tudo o que acontecera entre os dois há poucas horas atrás.

"Esqueça Potter!"

— Bom dia, Ginny. Como se sente?

Ginny soltou um longo suspiro profundo e relaxado, que falava por si só.

— Fantástica... Um pouco dolorida aqui e ali, mas muito feliz.

Em seguida enrubesceu num tom muito próximo a cor dos cabelos, como se percebesse o que aquelas palavras implicavam. Harry nunca havia acordado ao lado de uma mulher recatada. Sempre tivera garotas experientes que não tinham intenções românticas a respeito do sexo, e que demonstravam sua satisfação de maneira bem... Explícita.

Entretanto, o modo como Ginny corou e baixou os cílios, despertou algo em seu íntimo que jamais julgara possuir. Naquele momento, compreendeu o que os poetas queriam dizer com união de almas. Percebeu que nenhuma das moças vividas e experimentadas na arte da sedução que conheceu, tinham conseguido excitá-lo como uma Ginny ruborizada, nua e inocente, ali ao seu lado.

— Sabem o que dizem quando ficamos com o corpo dolorido? — perguntou, em tom de brincadeira.

Ginny maneou a cabeça em negativa, cada vez mais vermelha, e cada vez excitando-o mais.

— Que deve-se subir na sela do cavalo em seguida.

Ginny soltou uma risada abafada, porém Harry sabia que ambos não se sentiam muito à vontade, cada qual com seus motivos.

— Está bem de verdade, Ginny?

Ela hesitou um instante, antes de dizer:

— Acho que sim.

— Mas, não tem certeza...

— Não sei como devo me sentir, ou o que fazer. Também não sei o que devo lhe falar. É tudo muito confuso.

Foi à vez de Harry hesitar um momento, e depois indagou:

— Por que não me disse ontem, que nunca dormiu com um homem antes?

Ginny deu de ombros, mas havia de descuidado em seu gesto. E puxou o lençol até o queixo como se só então tivesse notado a própria nudez e isso a perturbasse. Mas, por mais estranho que parecesse, Harry sentiu que o que a incomodava não era estar nua, mas a nova situação.

— Não sei por que não lhe contei Harry. Quis que você pensasse que eu era experiente. Tive medo de que não me quisesse, se soubesse que era virgem.

— Ginny...

O coração de Harry lhe dizia que a teria possuído de qualquer jeito. Saber que foi o primeiro e que ninguém antes a tocou, tornava tudo mais... Especial. E isso, de maneira menos aparente, o deixava ainda mais amedrontado. Quando o silêncio perdurou, Ginny insistiu:

— Teria continuado? Quero dizer, continuaria a me querer?

Harry respirou fundo e deitou-se de lado, apoiando o cotovelo no colchão e encarando-a. Depois, inclinou-se e beijou-a na testa com meiguice. Ginny o observou fazer isso, curiosa.

— Creio que não teria resistido Ginny, não importa o que fosse.

E isso era ainda mais apavorante.

Porém, Ginny pareceu não perceber sua aflição, porque sorriu ante a declaração. E nada mais disseram, permanecendo bem juntinhos.

E Harry descobriu outra coisa, naqueles momentos de aconchego junto a Ginny. Sempre, depois que passava uma noite com uma mulher, levantava primeiro, e enquanto ela ainda se espreguiçava semi-adormecida, vestia-se, escrevia um bilhete amável de despedida e ia embora. Sem remorsos, adeus ou recriminações. Simplesmente ia embora. Mas naquela manhã...

Não poderia partir deixando uma nota na mesinha de cabeceira. E dessa vez havia motivos para remorso. Não pelo que fizeram na véspera, mas porque daquele momento em diante as coisas iriam se complicar. Viveriam um ano como marido e mulher, mesmo se a união estivesse baseada em interesses financeiros e não em emoções, mas... Tudo parecia ter mudado.

Harry não fazia ideia de como começar a agir. Sob seu ponto de vista, tudo devia continuar como o planejado. Uma convivência durante alguns meses, divertindo-se com sexo, e depois uma despedida amigável, cada qual usufruindo de sua parte no plano.

Só esperava que, depois do que aconteceu, Ginny pensasse como ele. Caso contrário alguém sairia magoado nessa história. E isso era a última coisa que ele queria.

— Harry?

A voz de Ginny, apesar de suave e baixa, o fez estremecer assustado. Oras, teriam doze meses para resolver tudo.

— Sim?

— Acho que não devemos mais fazer... Isso.

— Fazer o quê?

— O que fizemos.

Harry achou aquilo um absurdo. Foi uma noite de prazer e tanto. Por que deveriam renunciar a essas alegrias? Como Ginny podia imaginar uma coisa dessas?

— Por que não? — quis saber atônito.

Ginny aconchegou-se ainda mais, porém respondeu:

— Creio que não seria conveniente.

Harry ficou em silêncio, tentando compreender o sentindo exato daquilo. Será que a esposa estava apenas se referindo a ficarem deitados na cama pela manhã? Ou era contra dormirem nus, ou...

Mas Ginny esclareceu suas duvidas, explicando a seguir:

— Não devemos mais fazer amor.

— E por que não? — Harry tentou controlar o pavor absurdo que o acometeu. — Foi tão ruim assim, para você?

A segunda pergunta tentou soar como uma piada, mas não surtiu o efeito desejado.

— Não, foi sensacional Harry. Mas não é essa a questão.

— Então qual é?

— Apenas que não é uma boa ideia.

— Poderia ser mais explícita? — Harry começara a perder a paciência.

Dessa vez, Ginny se afastou e sentou-se, apertando o lençol de encontro aos seios, sem perceber que o tecido retesado delineava muito bem suas formas graciosas, deixando Harry louco de paixão.

— Nosso casamento é de conveniência.

— E não acha muito conveniente nos sentirmos atraídos? Ginny, somos casados e gostamos da companhia um do outro.

— No entanto, acidentes acontecem. E se eu ficar grávida?

— Tomarei muito cuidado para que isso não aconteça.

— De qualquer modo, ninguém pode garantir que não venha acontecer.

Então Harry percebeu que Ginny não estava preocupada apenas com a gravidez, mas com algo bem diferente, só que não conseguia atinar o quê.

— Não teremos total segurança — Ginny continuava. — Só a abstinência. Não quero ter um filho sabendo que ficarei sozinha em breve. Por isso, acho que devemos nos manter distantes.

Harry exasperou-se.

— Se ficar grávida, coisa que duvido, aceitarei a responsabilidade, e vou cuidar de você e da criança. Não deixarei faltar nada.

Ginny riu. E ele indignado continuou:

— Duvida? Darei tudo de bom e do melhor para você e o bebê.

Ginny arregalou os olhos como se não acreditasse no que ouvia.

— Então acha que as coisas são assim tão simples?

— Claro que são!

— E o que você me diz, do que o dinheiro não pode comprar?

Dessa vez foi Harry quem pareceu não acreditar no que estava ouvindo.

— Do que você está falando? O dinheiro compra tudo.

— Harry, se nosso filho nascer depois que nós nos divorciarmos, você estará por perto às duas da manhã quando ele chorar? Vai alimentá-lo, trocar suas fraldas? Tomará conta dele quando eu estiver no trabalho? Estará lá quando ele crescer e for para escola, e desenhar um cartaz para o dia dos pais?

Algo no ultimo comentário fez Harry sorrir. Jamais haveria um menino ou menina preparando um presente para ele nos dias dos pais.

Era um absurdo. Na verdade, nunca quisera ser pai. Contudo, por um estranho motivo esse pensamento o entristeceu. Ginny tinha o poder de fazê-lo sentir coisas tão esquisitas...

— Acho que está exagerando e imaginando coisas demais, Ginny.

— Mas se isso acontecesse, estaria lá, ao meu lado?

— Não vai acontecer.

— E se acontecesse?

Harry a fitou, resignado.

— Muito bem. Não teremos mais intimidades sexuais. Está contente? De agora em diante, cada um dormirá em seu canto, certo?

Qualquer coisa para terminar com aquela discussão. Poderiam conversar com mais calma em outra ocasião. Ginny balançou a cabeça com tanta força que o lençol deslizou para baixo, revelando os seios perfeitos. Harry desejou derrubá-la sobre o colchão, beijar-lhe os mamilos rosados e possuí-la de novo, e...

— Não. Cada um ficará em seu quarto, Harry. Conforme planejamos no início.

Ele ficou pasmo.

Depois das delicias inomináveis que haviam compartilhado? Que absurdo!

— Quando voltarmos amanhã, cada qual ocupará um dormitório no apartamento.

— E até lá? Ainda temos uma noite aqui... — comentou Harry, com malicia, embora se sentisse confuso. Jamais uma garota o colocou para fora da cama. E tratava-se de sua esposa. — Onde vamos passar o resto do fim de semana? Caso não tenha percebido, este quarto é pequeno, não temos muita bagagem e viemos com a limusine alugada por suas amigas. A menos que queira pegar um táxi, voltar para casa e deixá-las com suspeitas de que existe algo de errado conosco.

Ginny tornou a dar de ombros, revelando ainda mais o corpo, e fazendo-o cerrar as pálpebras, para evitar a visão tentadora que lhe era negada.

— Pode ficar com a cama Harry. Dormirei no sofá. Há um quiosque de revistas no saguão do hotel, e poderemos comprar livros. Além do mais, existem jogos e um salão de ginástica. Não vai faltar distração.


Ginny fechou a porta do banheiro e encheu de água a banheira, jogando sais perfumados. Pois, precisava relaxar. Mas, em vez de entrar no banho, sentou-se no chão e chorou.

Como pudera deixar as coisas chegarem aquele ponto? Cometera um erro. Como pudera agir daquele jeito? No que estava pensando? Bem, esse foi o problema. Não pensara. Deixou-se dominar pelos sentidos. Sua reação ao marido fora algo súbito e básico, que não conseguiu controlar. Porém, naquele instante, não sabia o que fazer. Havia se tornado uma pessoa diferente, física e mentalmente, e tudo por causa do que aconteceu.

Jamais presumiu que as coisas pudessem tomar aquele rumo entre um homem e uma mulher, e que duas pessoas pudessem desejar tanto uma à outra. E que esse desejo criava um vínculo tão forte. Quem diria que iria se ver tão ligada e ansiosa por Harry Potter?

Era por isso que dissera que não deveriam fazer amor outra vez. Não temia ficar grávida, embora isso também fosse uma fonte de preocupação. O que a fazia estremecer de medo, na realidade, era entender que se continuassem a ter intimidades, ficaria presa ao marido para sempre, amando-o cada vez mais. E quando chegasse a hora de dizer adeus...

Mas Ginny enrijeceu ante o que lhe ocorreu com tamanha espontaneidade "amando-o cada vez mais". Não. Era impossível. Não amava Harry. Mas será que isso já acontecera? Ponderou, abismada. Se entregou a ele porque estaria apaixonara? Sempre prometera a si mesma que só se entregaria ao homem à quem amasse.

Não. Só porque o considerava charmoso, lindo, gentil, generoso e simpático não era motivo para achar que o amava. Mas sentia-se tão bem com ele. Harry a tornava feliz e com o coração aquecido.

A banheira já estava quase cheia. Ginny fechou a torneira, apanhou uma toalha e enterrou o rosto nela. Não queria Harry a ouvisse soluçar. Poderia concluir que chorava por sua causa, e isso a irritava. Afinal, tinham feito um acordo comercial.

Mas, não conseguia esconder o pranto escorrer sem cessar, fazendo-a estremecer a cada soluço abafado. Nunca fora de chorar com facilidade, mas o medo de estar amando Harry deixava-a confusa e desolada. O marido deixara muito claro que jamais se comprometeria com ninguém para sempre. Assim, perdera-o antes mesmo de tentar conquistá-lo.

Não podia permitir-se sentir nenhum sentimento profundo por Harry Potter. Não deveria amar alguém que a abandonaria dentro de alguns meses e que fora honesto o suficiente para deixar o pormenor escrito e assinado.

Harry esclarecera que só se casou por causa dos milhões do avô, e que jamais o faria por toda a vida.

"Não posso gastar lágrimas com um sujeito como esse!"

Ginny rezou para conseguir superar o que lhe doía no peito.

Cada vez que olhava para Harry, seu ritmo cardíaco acelerava. Precisava controlar-se e abafar o que sentia, pois em breve tudo estaria acabado.

Desse modo, enxugou as lagrimas e entrou na banheira.


N/A: Vai, eu sei, podem dizer... Sim, eu sei que sou muito boazinha, por estar postando mais um capitulo... Bom, as coisas começaram a ficar complicadas, para o lado da nossa "recatada Ginny"... Já o Harry, bem todo mundo já está careca de saber, que ele é lerdo, no quesito dos próprios sentimentos, e quando eu digo lerdo, estou dizendo que até uma tartaruga apostando corrida com ele, vai conseguir vencer... Enfim, aguardem os próximos capítulos, haverá algumas pessoas importantes que iram aparecer, e que podem complicar as coisas ainda mais, ou então, ajudar a dar um empurrãozinho, para esses dois se entenderem... É o que vamos ver, no que virá a seguir...

Aninha E. Potter — Siiim, Ana você ainda vai se emocionar muito com esses dois, talvez, não tanto quanto eles próprios ahahaha... Mas, quanto ao Harry respeitar a Ginny, bem ele tentou fazer isso, mas digamos que o "libido" dele foi mais forte, e digamos também que ela não foi muito resistente, não é mesmo? Mas, quanto a isso, não podemos culpa-la... Ah, sim, esses dois foram feitos um pro outro, não canso de dizer isso! hahahaha... Então, sobre a Fanfic Inesperado, eu estou lendo, ainda não terminei, mas gostei bastante também... E se tiver outras ai, para sugerir, pode mandar ver! E obrigada, mais uma vez pelos Review's Ana!

Maria. Rita 123 — Seja bem-vinda Maria! Ah, que maravilhoso, fico muito feliz, que você tenha gostado Ma... Sim, os sentimentos deles estão mudando, mas eles ainda estão um pouco confusos e resolutos, algumas coisas ainda vão ter que rolar, pra eles derrubarem essas barreiras, principalmente o Harry... Mas, continue por aqui, e me mande mais reviews, adoro saber que você estão gostando... E muito obrigada!