Nota da autora: Os personagens aqui mencionados não me pertencem, mas sim a nossa ilustre e maravilhosa J.K Rowling. Existe a história original deste livro, por isso, não é plagio, e sim uma adaptação da trama para o mundo Potteriano, como Universo Alternativo. Então, façam uma boa leitura.


Para Sempre

Os jantares que se realizavam uma vez por mês no apartamento de Minerva McGonagall em geral eram acontecimentos alegres, que Ginny, Luna, Parvati e Padma apreciavam muito. As cinco amigas sempre conversavam sobre tudo o que estava acontecendo em suas vidas, no trabalho e em particular.

Entretanto, nessa ocasião, o ambiente estava carregado. Ginny é claro ainda remoía a conversa que tivera com Harry na véspera, e tentava raciocinar em meio as fortes emoções, e decidir o que sentia de verdade. Porém, só conseguia ficar quieta num canto, como em uma espécie de estado de choque, que talvez demorasse muito a passar.

Até aquele momento, só contara a Ron e Hermione que teve uma briga com o marido, e por isso saiu correndo da mansão dos Potter, deixando todos atônitos. Imaginava que Harry, havia contado uma história semelhante a sua para os pais, pois não retornou para o apartamento de Ginny.

Desde então, não se viram, mas Ginny deixara-lhe uma mensagem no escritório para que ele viesse e pegasse seus pertences na noite de segunda-feira, enquanto ela estivesse jantando com suas amigas. No fundo, esperava que Harry concordasse. Não conseguia garantir que teria forças para vê-lo frente a frente outra vez.

Acabou por concluir que contar sobre a discussão do casal para o irmão e a cunhada foi bastante conveniente, afinal. Nos meses seguintes, quando falasse com eles, sempre poderia dizer que ela e Harry estavam tendo problemas no relacionamento e que as coisas não iam bem entre o casal. Daria a desculpa de que um casamento tão precipitado e impulsivo acabou sendo uma péssima ideia, e que nem ela e nem o marido estavam preparados para as enormes mudanças, que uma união do tipo acarretaria.

Sim, decidiu, ao poucos que sua família seria preparada para o inevitável. E, quem sabe, o impacto no final não fosse tão traumático?

Portanto, nesse jantar, com tanto em que pensar, era claro que Ginny estava muito silenciosa e meio catatônica. Por outro lado, três de suas amigas mostravam-se também apáticas, porque a situação na Joalheira Colette era de incerteza. Havia mesmo um investidor que estava se esforçando para adquirir as ações da empresa e forçar uma fusão. Contudo, até o momento, não tinham muitos detalhes.

Mas, a opinião geral dos funcionários da Joalheria era de que a situação não era nada boa. Como resultado disso, Luna, Parvati e Padma sentiam-se tão miseráveis como Ginny, mas por motivos bem diferentes.

─ Gostaria que alguém falasse sobre os detalhes dessa compra hostil ─ disse Padma, sentada diante de Ginny, do outro lado da mesa. Como as demais, vestia-se com informalidade, com calça esporte e uma blusa de crochê amarela.

─ Será que ninguém não sabe de alguma coisa? ─ Minerva parecia muito curiosa sobre as negociações da Colette.

─ Ninguém diz nada ─ explicou Ginny. ─ Apenas que, sem duvida alguma, alguém está comprando as ações, mas não se sabe quem ou por quê.

─ Até algumas vagas referências sobre essa pessoa ou pessoas envolvidas ajudariam... ─ falou Parvati, ela trajava as habituais peças largas de cores neutras. ─ Parece que é um mistério insondável para todos.

Ginny deu uma pequena pancada com a cabeça do dedo indicador, que, momentaneamente apoiados ao polegar, dele se soltam com força em um farelo de pão na manga curta de sua blusa branca de algodão. O farelo caiu sobre sua calça jeans, e ela apressou-se a retirá-lo. E então dizendo:

─ E você, Luna? Seu cargo é o mais importante entre todas nós. Escutou algo diferente de seu chefe?

Luna, ainda com seus trajes elegantes de trabalho, um conjunto de saia bege e blusa preta, indagou:

─ Neville, Ginny?

─ Não, Papai Noel! ─ disse Padma com sarcasmo. ─ Logico que estamos nos referindo a Neville Longbottom! Lembra-se dele? O vice-presidente bonitão para quem você trabalha...

─ É, ele é bonito mesmo... ─ constatou Parvati dando uma risadinha.

─ Demais até ─ corroborou Ginny, com um sorriso, apesar da melancolia.

Todas riram. Menos Luna, que reagiu derramando o vinho sobre a toalha de mesa, levantando-se com um gesto brusco, derrubando o prato no chão.

As amigas a olharam espantadas, e a jovem apressou-se a limpar a bagunça que fizera, enquanto Parvati, Padma e Ginny entreolhavam-se em mudo entendimento.

─ Luna ─ falou Parvati a qual trazia uma expressão de quem descobriu um grande segredo. ─ O que há de errado? Foi algo que nós dissemos? Algo como... Não sei... Sobre Neville Longbottom ser bonitão?

Luna tentava colocar o copo de vinho em pé, quando a amiga fez o comentário, e ante a nova menção do nome do chefe, o copo voltou a cair, dessa vez rolando pela mesa na direção de Padma, que o segurou e o pôs no seu lugar sem maiores incidentes.

─ Ora, ora, ora. ─ Padma gargalhou. ─ Parece que nossa amiguinha fica um tanto agitada quando seu chefe é mencionado. Por que, querida?

Luna ergueu a mão para afastar alguns fios de cabelo do rosto, e Ginny percebeu que tremia um pouco.

─ Não fico agitada quando vocês, dizem, o nome dele. ─ disse Luna, com precaução em cada palavra.

─ Nome de quem? ─ provocou-a Parvati com tom de falsa inocência, acompanhando o riso de Padma. E esperou de proposito que Luna pegasse o prato que havia caído sobre a mesa, para falar. ─ Neville Longbottom?

Então o prato voltou a cair. Resmungando aborrecida, Luna nem se deu ao trabalho de tentar recolhê-lo novamente.

─ Deixem ela em paz. ─ exclamou Ginny, tomando as dores da amiga. Sabia que não era brincadeira amar uma pessoa e não ser correspondida. ─ Parem de amolar Luna sobre, Neville Longbottom!

Dessa vez, Luna, que por fim havia se abaixado para pegar o prato, bateu com a cabeça com força na mesa. E soltou um grito de dor.

─ Ai!

─ Nossa! ─ Ginny se assustou. ─ Desculpe Luna. Não pretendia mencionar... Você-sabe-quem.

─ Neville Longbottom? ─ disse Padma também fingindo inocência.

Mas, desta vez Luna estava preparada, e apenas estremeceu de leve.

─ Oh, Luna! ─ Parvati ficara entusiasmada com a descoberta. ─ Está apaixonada por seu chefe!

─ Não, não estou. ─ protestou Luna, com firmeza. ─ Não sinto nada por... Vocês-sabem-quem.

Ginny observou a amiga por um instante, pensativa, sem acreditar em uma só palavra que ela acabou de dizer. Sim, Luna estava apaixonara pelo chefe. Parecia que os próximos meses iam ser de expectativas e novidades, tanto na Colette como na Amber Court.

Minerva abriu a boca para fazer um comentário, porém, calou-se ante insistentes batidas na porta. Pediu licenças as quatro, enquanto Parvati e Padma continuavam a alfinetar Luna sem dó, e nem piedade, a respeito de um certo vice-presidente da Joalheria Colette.

Mas, logo Minerva retornou à sala com um sorriso misterioso nos lábios, logo dizendo:

─ Alguém a sua procura, Ginny.

─ A mim?

Minerva aquiesceu.

─ É seu marido.

Ginny arqueou as sobrancelhas, atônita. Assim como para sua família, contou a mesma história para as amigas sobre ela e Harry estarem brigando muito e que não estavam se dando bem. Não mencionou, contudo, que pediu para o marido deixar o apartamento, mas tinha certeza de que a mentira que contou havia armado o cenário, e que poderia explicar sua ausência de outro modo nos dias seguintes, até anunciarem em definitivo a separação.

─ Acho que Harry quer se desculpar pelas brigas que vocês dois têm tido.

─ Mas, mas, eu... ─ gaguejou Ginny e então se calou. A desordem em seu cérebro não a deixava raciocinar com clareza.

Minerva abriu um grande sorriso.

─ Seja como for, minha querida, ele está com jeito de quem quer pedir desculpas.

─ Mas...

─ Acho que você deveria ir conversar com ele.

─ Mas...

─ Tenho a impressão, de que ele está um tanto ansioso.

Por mais que tentasse ignorar os fatos, Ginny não conseguiria imaginar uma desculpa plausível para recusar-se a falar com Harry. Então, com as outras quatro a encarando, curiosas, resmungou uma desculpa e disse:

─ Podem me dar licença, por um momento?

E foi se encontrar com o seu marido.

Seu marido. Que piada!

E riu, consigo mesma com ironia.


Harry parecia mesmo ansioso, observou Ginny quando passou a cabeça pelo vão da porta, olhando para o corredor. Ele mantinha as mãos enfiadas nos bolos da calça marrom-escura, e os botões da camisa cor creme estavam mal abotoados, como se tivesse se vestido com o pressa e o pensamento longe. A gravata estava torta, com desleixo, era uma aparência contrária, a sua habitual fisionomia elegante.

Harry sempre parecia ter saído de uma revista de moda masculina, mas no momento sua aparência não era nada boa.

─ Olá ─ ele cumprimentou-a com suavidade ao vê-la.

Devagar, Ginny esgueirou-se pela parede do corredor e posicionou-se diante dele. Notou então, que não eram apenas as roupas que estavam amarrotadas e mal arrumadas. Harry também parecia não ter prestado atenção ao fazer a barba nessa manhã, por que havia tufos escuros no queixo e nas maças do rosto. Além disso, olheiras profundas circundavam lhe os olhos, como se ele não houvesse dormido a noite. Por tudo isso, quem o visse, acharia que era um homem com um grande problema.

─ Olá, Harry.

─ Recebi seu recado.

Ginny maneou a cabeça, como se ratificasse sua intenção, e cruzou os braços sobre seu peito, na defensiva.

─ Ótimo.

Como Harry não disse mais nada, Ginny continuou:

─ Se não se importa, eu... Eu vou esperar aqui, enquanto você retira as suas coisas.

Ele a observou por um momento que pareceu eterno, os olhos verdes contendo um vulcão de emoções.

─ Não, Ginny... Me importo, sim ─ ele falou, mas então, antes que ela tivesse tempo de replicar, falou apressado. ─ Ginny, nós precisamos conversar.

─ Acredito que já dissemos tudo, o que havia para ser dito.

─ Não, de jeito nenhum! Ainda não resolvemos nem um terço do que precisa ser revolvido.

─ Sobre o que, você está falando?

Harry olhou acima da cabeça de Ginny, para o corredor vazio, ouvindo risadas e comentários de vozes femininas, e voltou a encará-la.

─ Podemos ir para lá?

─ Para o meu apartamento?

─ Não. Para o nosso apartamento ─ ele disse, corrigindo-a.

─ Já não é mais assim... ─ Ginny falou, sentindo sua voz cada vez mais fraca.

Harry não retrucou o comentário. Apenas fitou-a com as pupilas brilhantes, ferozes, fazendo-a decidir que era melhor não discutir.

─ Podemos ir para lá? ─ ele repetiu.

Ginny aquiesceu e se pôs a caminhar na direção do seu apartamento, fechando a porta da residência de Minerva antes. Quando chegaram em frente a porta do seu apartamento, ela estava para procurar a chave no bolso da blusa, porém Harry já havia pegado a sua, e abriu rápido, fazendo um gesto para que a esposa entrasse.

Ginny o obedeceu, e logo que entrou, fingiu procurar Bichento com maneiras exageradas, para ganhar tempo, esperando com sinceridade que o gato não pulasse em suas pernas, fazendo-a tropeçar, como sempre acontecia. Não poderia haver nada de mais humilhante do que ser atropelada por um felino desengonçado e mal-humorado, quando estava para ter...

O quê? O que é que iria acontecer em seguida com ela e Harry? Será que o marido desejava conversar sobre os detalhes da separação, do mesmo modo como discutira com Ginny as minúcias do contrato de casamento? Queria enfatizar que ela não poderia pedir o divórcio antes de passar os doze meses previstos, caso contrário ele perderia sessenta milhões de libras? Aborrecida, Ginny se deu conta de que ela perderia anos de sacrifício para manter o emprego.

Como se precisasse ser lembrada dessas coisas! O único fato pior do que abandonar Harry era saber que continuaria ligada a ele por doze meses até que o fim do matrimônio pudesse ser oficializado.

Harry a seguiu para dentro do apartamento e fechou a porta a suas costas, acompanhando-a até a sala de visitas.

De caso pensado, Ginny sentou-se no sofá de dois lugares, certa de que Harry se acomodaria no maior. No entanto, ele veio a seu encontro e se acomodou bem junto dela, de modo que, um fio de cabelo teria dificuldade em passar entre eles.

Ginny estava para fazer uma objeção, ou levantar-se do sofá estreito, mas Harry tomou-lhe a mão com delicadeza e começou a falar:

─ Você não pode dizer a um homem que o ama e sair correndo, como fez ontem.

Ginny olhou para as mãos entrelaçadas, os dedos longos de Harry unidos aos seus, como se ele nem tivesse pensado no que fazia e fosse à coisa mais normal do mundo.

─ Por que não?

Por um momento Harry não respondeu, até que Ginny ergueu o olhar e o encarou.

─ Por que se a mulher foge, o homem não tem chance de responder.

Algo intenso e ardente brilhou nos olhos verdes, causando reação semelhante a uma descarga elétrica por toda a espinha de Ginny, que temeu sonhar com o impossível e perguntar o que tanto desejava saber. Tomou coragem, porém, e o questionou:

─ E como pretendia responder? ─ e o tom saiu rouco e estranho aos seus próprios ouvidos.

─ Para ser sincero, a princípio, não saberia direto o que lhe dizer. Mas, depois de passar a noite de ontem sem você, após pensar nas semanas e meses que virão em que não a terei, junto de mim, depois de visualizar a minha vida sem você, agora eu...

─ Agora o quê? ─ Ginny encorajou-o.

─ Percebo que... Não quero viver sozinho.

Ginny prendeu a respiração, sustentando o olhar de Harry e forçando-se a não fazer castelos de areia. Porque, afinal, o marido ainda não disse às palavras que ela tanto queria escutar.

─ Depois de pensar sobre todas essas coisas, uma a uma... ─ ele prosseguiu, após um longo instante ─ Eu sei a resposta para tudo isso.

Entretanto, ele não concluiu o raciocínio, apenas continuou a olha-la, quieto, como se custasse a acreditar que estava ao lado dela, sentado em seu pequeno sofá da sala de visitas.

─ Então diga, por favor... ─ pediu Ginny.

Harry sorriu, e Ginny temeu ter insistido demais.

─ Amo você Ginny... ─ acabou dizendo, com toda a simplicidade. ─ Só percebi isso, quando me disse que não poderia continuar mais casada comigo, e senti que iria perdê-la. As últimas semanas, foram as melhores que já tive em toda a minha vida. Jamais imaginei que poderia nutrir um sentimento tão profundo, verdadeiro e intenso por alguém.

─ Harry, eu...

─ Nunca acreditei que existisse essa... Qualidade dentro de mim.

─ Harry, eu...

─ E essa enorme felicidade por saber que está tudo certo e perfeito quando estou com você. Adoro essa sensação, meu amor. E fico muito feliz, em saber que sempre será assim.

─ Harry, eu...

─ Não sabe, dizer outra coisa? ─ ele disse rindo, olhando para ela com um sorriso malicioso.

Ginny riu também. Então, ele quis saber:

─ Me diga, me conte como. ─ disse dando de ombros. ─ Você sabe...

─ Como sei que te amo? ─ ela concluiu.

Harry balançou a cabeça, assentindo.

─ Isso mesmo...

─ Eu amo e pronto, só isso.

─ Para sempre?

─ Sim.

─ E não vai ir mais embora? Nunca mais vai me deixar sozinho?

Foi à vez de Ginny balançar a cabeça, num gesto solene.

─ Nunca mais, Harry. Estamos presos um ao outro.

─ Mesmo depois que os doze meses acabarem?

─ Sim, mesmo assim, porque depois teremos o resto de nossas vidas pela frente.

─ E mesmo depois que Ron e Hermione, saírem do quarto de hóspedes?

─ Sim ─ disse Ginny achando graça da brincadeira.

Harry voltou a sorrir, parecendo menos ansioso. Em seguida, soltou Ginny, dizendo:

─ Tenho duas coisas para você. A primeira é que procurei informações na joalheria e descobri quem está comprando ações da Colette. Avise suas amigas para ficarem tranquilas, porque os investidores querem apenas ampliar os negócios no exterior, e manterão todos os funcionários e diretores.

─ O que? Harry, por que fez isso?

─ Eu sei, o quanto esse emprego é importante para suas amigas, e, afinal, elas me proporcionaram uma incrível lua-de-mel com você ─ e prosseguiu fitando-a, muito sério. ─, agora a segunda coisa.

Colocou a mão no bolso da calça, retirando uma pequena caixa quadrada. Abriu-a e mostrou o anel de noivado e de casamento que lhe dera. Em silêncio, retiro-os do veludo branco e, enquanto Ginny o observava, em estado de graça, tomou-lhe a mão esquerda e colocou primeiro uma depois a outra joia.

─ É aqui que eles devem ficar. Eu te amo, de verdade Ginny ─ repetiu, apertando-lhe os dedos com gentileza.

─ Jamais vou me cansar de ouvir isso.

─ Nem eu, e espero que faça o mesmo comigo.

Ginny sorriu.

─ Eu te amo, Harry.

─ Que seja assim, para sempre, e sempre meu amor.

Harry inclinou-se e beijou-a na boca, com carinho e doçura. Não era o momento para paixão, mas sim, para uma promessa de amor. Ambos sabiam que a paixão viria mais tarde... Dali a uma ou duas horas. Aliás, quinze minutos, se continuassem a ficarem tão próximos um do outro e beijando-se daquela forma, pensou Ginny.

Porém, naquele instante, só desejava dizer ao marido, de mil maneiras diferentes, o quanto o amava. E queria ouvir dele todas as palavras de amor pelas quais tanto ansiara.

Ficaram por muito tempo sentados no sofá estreito, mão na mão, braços nos braços, beijando-se, acariciando-se e fazendo promessas um ao outro. Depois, Harry se afastou, e deslizou um dedo pelo braço de Ginny, chegando ao ombro, até a gola da blusa, e descendo em direção ao seio. Ao passar os dedos pelo tecido, tocou o broche de âmbar que Minerva emprestara a ela meses antes, e que Ginny sempre trazia consigo.

Foi então que Ginny lembrou-se de que tivera a intenção de devolve-lo a dona durante o jantar daquela noite. De um salto, ergueu-se e começou a abrir o fecho.

─ O que está fazendo, querida? Logo agora que estávamos chegando a melhor parte.

Harry soltou uma risada e pôs a mão em sua cintura, no assento do sofá, atraindo-a de volta.

─ Posso fazê-la se esquecer de tudo. Apenas me dê mais um minuto ou dois.

─ Esse é o problema. Preciso devolver a joia para Minerva, antes que você me faça esquecer ─ acabou de abrir o fecho e segurou o boche. ─ Você tem planos para nós dois, para noite toda, não é?

─ Pode contar com isso, meu amor.

Gina tornou a sorrir.

─ Então, vou ir correndo!

─ E volte logo.

A gargalhada sedutora de Harry a seguiu, quando Ginny saiu correndo do apartamento, indo pelo corredor e chegou à porta do apartamento de Minerva, onde bateu três vezes.

─ Minerva ─ disse, assim que a viu ─ Vim lhe devolver isto hoje ─ estendeu o broche de âmbar, que ainda mantinha o calor de seu corpo. ─, lamento. Não deveria ter ficado tanto tempo com ele.

Minerva sorriu, aceitando a joia de volta, segurando-a com cuidado, como se tivesse um valor inestimável. Com muita delicadeza passou a ponta do dedo indicador em cada canto da joia, demonstrando até certa reverência.

─ Tudo bem, querida. Agora posso contar. Este broche foi desenhado e feito pelo meu falecido marido. Na época do nosso casamento, alguns meses depois, ele me ofereceu como presente de núpcias. Fomos muito felizes naquele tempo. – Olhou para ela com carinho. ─ Planejei que o usasse o quanto fosse necessário. Achei que iria trazer sorte a você.

Ginny brindou-a com um grande sorriso.

─ E trouxe mesmo, Minerva... ─ Olhou por sobre o ombro, para Harry, que a aguardava, parado na soleira da porta do seu apartamento, como se não desejasse perdê-la de vista um só instante. Deu uma piscada marota para Ginny. ─ Acho que o broche me trouxe, mais do que sorte.

Esperava que a senhora, ficasse surpresa e curiosa, mas Minerva fez um gesto de assentimento, como se compreendesse muito bem.

─ Talvez eu devesse emprestar o broche a Luna, agora. Depois que descobrimos seu interesse em Neville Longbottom, creio que ela irá fazer bom uso dele também. ─ os olhos castanhos de Minerva brilharam. ─ Poderá trazer-lhe o amor, assim como fez a você.

E Ginny mais uma vez sorriu, e então recordou:

─ Ah sim, já ia quase me esquecendo. Avise as meninas de que elas não têm, com o que se preocupar sobre a venda da Colette. Harry me tranquilizou a esse respeito, mas depois darei os detalhes.

As duas mulheres olharam-se por um longo momento sem nada dizer, mas entendendo-se muito bem. Por fim, Ginny falou:

─ Obrigada, Minerva. Por tudo.

─ Agradeço também! ─ gritou Harry, da outra ponta do corredor, tendo ouvido apenas o final da conversa. ─ Obrigado por, seja lá o que for.

Minerva observou o broche, que segurava, e com a outra mão acenou para Ginny, que já saia na direção do marido. Depois fechou a porta, deixando os recém-casados a sós.

─ Então, o que me diz? ─ perguntou Ginny assim que entrou em casa de novo, enlaçando o pescoço de Harry. ─ Já que estamos recomeçando nosso casamento, você acha que devemos ter uma segunda lua-de-mel?

Harry fez que sim, com veemência.

─ Sem duvida, pode apostar. Mas desta vez vamos fazer do jeito certo.

Ginny arqueou as sobrancelhas, curiosa.

─ Verdade? Achei que tudo correu muito bem da primeira vez.

─ Só que agora será ainda melhor.

─ Espero que cumpra essa promessa. ─ disse Ginny esboçando um sorriso radiante.

Harry também e, de súbito, tomou-a nos braços, erguendo-a do chão. Ginny adorou a surpresa, e agarrou-o com força, rindo.

─ Não a carreguei no colo naquela ocasião.

Ginny pareceu pensar a respeito.

─ É verdade. Não, mesmo.

─ Portanto, darei início a nossa lua-de-mel com esse ato.

─ Mas, já estamos dentro de casa.

─ Não tem importância, afinal, não vamos ficar.

─ Não?

O rosto de Harry adquiriu um ar solene.

─ Temos lugares a visitar, coisas a fazer, gente para conhecer... Temos muito tempo pela frente, meu amor.

Ginny pareceu ponderar um instante, e percebeu que estava ansiosa para começar.

─ Tem razão, querido.

─ Então, o que me diz Ginny? Casa comigo de novo? Da maneira certa, agora? Pelos motivos certos?

─ Sim, sim, sim. ─ apressou-se a afirmar.

─ Pois eu digo o mesmo. Assim que chegarmos aonde temos de ir.

─ E para onde vamos?

─ Ainda não sei. Mas vai ser maravilhoso saímos pelo mundo juntos.

─ Com certeza, meu amor.

E eles beijaram-se, e Harry a carregou para fora do apartamento em direção a uma nova vida, plena de amor. Tudo estava bem. Agora, e para sempre.

FIM


Nota da autora: Gostaria de agradecer principalmente, pelo apoio, e também por todos os comentários, da Aninha E. Potter e a Maria. Rita123, vocês são incríveis meninas! Fiquei muito feliz, por não terem desistido de ler a Fic, e por terem gostado da minha primeira adaptação... Obrigada mesmo! E Próxima Adaptação em Breve!

Maria. Rita123 ─ Pois é Maria, a Gin sofreu, mas é uma sina, uma hora ou outra, ela sempre sofre pelo Harry, fazer o que... Sim, nesse ultimo capitulo, temos a prova de que foi corretíssimo ela ter se declarado para ele, mesmo correndo depois ahahha Já o Harry, como eu disse antes, ele é meio lerdo, é da natureza dele, mas acabou fazer o certo no final, e é como dizem... Antes tarde do que nunca! Hahaha Ah, e sobre a próxima adaptação, eu estou com um livro em mente, muito bom, que li a alguns dias atrás... Não sei quando vou postar, mas vai ser em breve! Obrigada MA! Beijos

Aninha E. Potter ─ A Gin estava sempre pensado na família dela, sempre... Mas, dessa vez, ela foi "egoísta" e penso apensas em si mesma... E mesmo sofrendo, tem que ser de cabeça erguida! ahahaha Então, o Harry, sim aprendeu a lição, ainda bem! Afinal, ninguém vive sem amor, nosso tio Vold que o diga, não? HAHAHA Obrigada por tudo ANA! Beijos