Complexo
Resumo: Lily sempre foi apaixonada por James Potter. E mesmo que ele a esnobasse ela continuaria tentando. Ou era isso o que o rapaz achava que ia continuar acontecendo.
+ Tudo isso (a história) é culpa de muitas das minhas histerias e da minha imaginação.
+ Como sempre, HP e Cia pertencem a JK Rowling
+ Por favor, aproveitem.
+ Próximo capítulo em breve.
Final do Nono Ano – Feliz Ano Novo
"Deveria ser uma noite feliz" ela pensou, enquanto apoiava seus braços no peitoril da janela. Era noite de ano novo e muitos alunos estavam lá fora brindando e festejando. Mas para ela, aquele dia estava se tornando um tremendo desastre, tudo por culpa da Petúnia Perfeita Evans.
Lily bufou e pensou se não deveria ter ido ao casamento dela. Mesmo sem ter recebido o convite.
Ela não percebeu quando a porta do dormitório se abriu e por ela entrou James.
— Lily? O que faz aqui. Achei que você estava com as garotas. – Ele falou meio grogue.
Ela continuou olhando para fora, se não o fizesse, o garoto ia saber que ela havia chorado antes.
— Eu só não estou bem.
— Mas você sempre adorou o ano novo. Não deveria ficar aqui dentro sozinha.
Lily limpou o rosto com a manga do casaco e o encarou.
— Tá tudo bem James, eu só não me sinto bem.
James encarou a garota por uns minutos, depois, diminuiu a distância entre eles. Lily precisou encostar-se na poltrona para não encostar sua testa com a de James.
— James...
— Você está mentindo. Está assim por causa da sua irmã, não é?
Ela foi pega de surpresa. Não podia acreditar que ele sabia daquele assunto, mas, como?
— Como? O que?
James deu um sorriso e continuou encarando-a.
— Digamos que um passarinho me contou, bom, dois passarinhos. – Ele falou aquilo animado demais. – Você não estava descendo, então, perguntei pras garotas onde você estava.
Lily estava surpresa com isso. James não era do tipo que se importava com ela, ou era isso que ela pensava. Havia algo nele que estava diferente, ela pensou. Talvez fosse o ponche batizado que estava sendo servido no grande salão (que os professores nem desconfiavam) que o fez tomar aquela atitude.
Ela decidiu falar depois de alguns minutos de silêncio.
— Você deveria descer. Não quero estragar sua noite de ano novo. A Mary...
— O que tem ela? – Ele perguntou com pouca vontade.
— Achei que você ia passar a noite com ela. Bom... foi o que ela disse. – Lily tentava não encarar o rosto dele.
— Hm. Não sei da onde ouviu isso, mas está errada. Eu e Mary terminamos a algumas semanas atrás.
James, finalmente, sentou-se na poltrona ao lado dela. Por algum motivo, ele puxou a poltrona dela perto dele e pousou a cabeça no encosto.
— Sinto muito.
— Pelo quê? – Ele perguntou sem olhá-la.
— Por você e por Mary.
James sorriu fraco, seus olhos estavam
Ele não estava querendo falar sobre o relacionamento com sua antiga namorada. Ele não precisava falar agora para Lily que encontrou Mary aos amassos com Malfoy e que por isso deixou o salão...
Lily, já com sono se encostou na poltrona dele e começou a brincar com o cabeço de James. O coração dela parecia dar pulinhos de alegria. "Por sorte, ele não vai se importar" ela pensou.
James se surpreendeu com o toque dela, mas não obrigou a parar. Ao invés disso decidiu que começaria aquele primeiro ano do ensino médio sem se arrepender das suas escolhas, e isso incluía o fato dele se aproveitar da bondade de Lily Evans.
Depois do episódio na biblioteca, muitos outros vieram e por algum motivo até então desconhecido para ele, James sentia-se impotente na frente dela e perdia a cabeça a qualquer menção do nome dela.
James passou o mês de outubro, novembro e o começo de dezembro tentando esquecê-la, mas a cada passo parecia que ela se adiantava e fazia questão de lembra-lo o quanto ele havia ferido seus sentimentos.
Ele não podia dizer o mesmo, já que até então, ele não havia se permitido dar esse tipo de atenção. Desde o episódio com Mary, James decidiu que nenhuma outra garota o faria de trouxa, e ponto final.
Ele deixou a carta de seus pais caírem ao seu lado na cama e soltou um suspiro.
"Querido filho,
Esperamos você para passar esse final de ano conosco na mansão, pois como havíamos conversado no último ano sua noiva virá para te conhecer. Não esqueça de ser pontual pelo menos dessa vez. Traga alguns amigos se preferir.
Com carinho, mamãe"
— James? James?
O moreno despertou dos seus pensamentos e encontrou Sirius de pé em frente a cama dele.
— Hm, o que foi? – Ele perguntou ainda confuso.
— Eu 'tô te chamando há algum tempo, desde quando você perde os treinos de futebol pra ficar no quarto suspirando?
James deu um olhar frio para o amigo. Ele estendeu a carta para Sirius, que ainda ensopado de suor leu a carta com designação.
— Você bem que tentou fingir todo esse tempo que não chegaria esse dia. – Sirius devolveu-a e foi em direção ao seu armário, pegando a toalha. – Então. O que você vai fazer?
— Eu já respondi.
Sirius encarou surpreso.
— Você concordou com isso? – Ele perguntou surpreso ao ver a expressão de James.
— Sim, afinal, não quero ficar me preocupando com isso. - Ele cruzou o braço por trás da cabeça e encostou-se na cama.
— Cara, não, não, você não tá vendo o mistake que você tá fazendo? – Ele perguntou, suplicando. – Primeiro tivemos o episódio com a Lily, agora mais esse?
— Sirius, é só um casamento de negócios. – James falou. – Eu não preciso me envolver.
— E desde quando casar não envolve se envolver, se você precisa se envolver porque precisa ter filhos, esqueceu? E cara, você só tem dezenove anos, você não tem vinte e seis.
James ficou confuso.
— Desde quando minha idade importa? Eu não vou me casar no final de semana. Eu só vou conhecer a garota.
A porta do dormitório se abriu, Remus e Peter vinham conversando sobre a aula de física mais cedo.
— Escuta essa caras. James vai conhecer a noiva dele final de semana.
— Sirius! – Gritou James em resposta se pondo de pé, querendo fazê-lo ficar de boca fechada.
— James! – Repreendeu Remus.
— Peter! – O menino baixinho e gordinho gritou seu nome, depois deixou o dormitório rindo da cara de surpresa deles.
Remus maneou a cabeça e largou a mochila na sua cama.
— James achei que tivesse desistido dessa ideia idiota. - Remus falou.
— Foi o que eu pensei também. Achei que tínhamos feito um pacto de ficar solteiro até os vinte e seis!
— Sirius, isso foi quando a gente tinha doze anos, e você fez a promessa sozinho. – Lembrou James.
James sentou novamente na cama e Sirius seguiu para o banheiro.
Ele sentiu o olhar do rapaz loiro sobre ele.
— O que foi agora Remus, não vai me repreender?
— Não. Mas e aí, você vai mesmo? E a Lily?
A menção do nome dela fez as emoções dele se embaralharem. James respirou fundo duas vezes antes de responder.
— Tem certeza de que vai deixar as coisas com ela assim e ficar noivo? – Perguntou Remus.
— Remus, o que ela tem logo vai passar. Só mais esse ano e depois não vou mais vê-la. – James saiu do quarto batendo a porta com força.
— Lily, que cara é essa?
A garota estava largada na sua cama e ela sabia que seu rosto estava horrível, mas não tanto quanto seu orgulho. Havia chorado desde que chegou no dormitório depois do almoço sem que elas soubessem do seu pradeiro.
— Lily...
Dorcas e Marlene se aproximaram dela e a abraçaram sem fazer perguntas. Lily chorou por um bom tempo.
Em cima da sua cabeceira estava uma carta endereçada a ela per sua mãe.
"Lílian,
Não nos faça passar mais vergonha. Seu pai já arranjou seu casamento há anos! Não vamos mudar só porque você quer fazer outro de seus caprichos. Sua irmã não é assim, porque você faz questão de nos envergonhar?
O motorista vai passar hoje a noite para te buscar, amanhã teremos um jantar na casa da família do seu noivo."
— Seus pais devem estar loucos! – Resmungou Marlene, depois que Lily se acalmou e mostrou a carta a elas.
— Isso não se faz. Diga que você não quer, que você já gosta do James e que você vai...
— Não adianta. – Ela interrompeu Dorcas. Ela enxugou as lágrimas e tentou respirar. – Não adianta nada eu falar.
As duas trocaram olhares e Lily percebeu que recomeçou a chorar.
— Não adianta eu falar, porque... porque... ele é o noivo que meus pais escolheram pra mim.
Continua...
