Capítulo 12:

Scully gargalhou, sentando-se no sofá e não podia dizer que estava surpresa, pois era Mulder, e ele conseguia ver pornografia em qualquer coisa. Ele aproveitou para sentar-se ao lado dela e começou a beija-la, mas antes que o beijo se prolongasse a campainha tocou.

- Deixa que eu abro. Ele se levantou. Era Skinner, segurando uma sacola com um pacote de presente.

- Vim dar os parabéns. Ele explicou, entregando a ela o pacote.

- Obrigada, mas não era necessário trazer um presente. – Ela agradeceu e começou a retirar o pacote, vendo que tinha outro menor.

- Este é para você, Mulder. Não me esqueci de você também. – Mulder abriu com rapidez o pequeno pacote e com um sorriso disse:

- Que generosidade, Skinner. Charutos.

- Cubanos originais.

- Vamos acender? – Mulder perguntou empolgado.

- Nada de fumo aqui dentro. Tem um bebê dormindo logo ali. – Scully reclamou, abrindo seu próprio pacote e agradecendo pela roupinha que ele havia dado.

- Vamos lá no corredor. - Mulder pegou dois charutos e um isqueiro e saiu porta afora.

- Sabe eu apostei em você, o tempo todo. – Skinner disse entre uma baforada e outra.

- A respeito de que? – Mulder perguntou intrigado.

- A aposta sobre quem seria o pai do bebê de Scully. Apostei em você. Curiosamente fui único porque sempre pareceu tão óbvio para mim.

- Porque? Eu não sabia! Como poderia ser óbvio para você? – Mulder parecia intrigado. – Ah não ser que você soubesse que nós dois já tínhamos... Você sabe.

- Não, mas eu desconfiava. Quer dizer, todos esses anos de amizade, vocês dois sempre tão juntos, eu achava difícil de acreditar que nunca tivesse acontecido nada. Afinal, Scully é uma mulher atraente.

- Vê como fala da mãe do meu filho. – Mulder disse com um ar divertido. – Mas não vem acontecendo há tanto tempo quanto você deve ter imaginado. Foi só o ano passado mesmo. – Ele garantiu.

- Você está me dizendo que vocês demoraram realmente todos esses anos para perceber? – Ele parecia chocado.

- Sinto desapontá-lo. – Ele deu de ombros. – Sempre fomos muito profissionais.

- Chocante.

- Mas já que você ganhou dinheiro às nossas custas, deveríamos ficar com uma parte, não acha? Somos pais agora, os gastos aumentam e tal... – Mulder brincou.

- Esse dinheiro é meu, você não entrou na aposta. – Skinner o lembrou. - Mas então, como vão chamar o bebê?

- William. Como meu pai. Como o pai dela. – Ele explicou.

- William. Bom nome e bela homenagem. – Skinner ponderou.

- Scully escolheu. Foi assim que ela me contou que o bebê era meu. Como eu disse, até mesmo eu fiquei surpreso com essa paternidade, embora eu já me sentisse como pai desse moleque desde que a vi grávida pela primeira vez.

- Tenho certeza que você será um ótimo pai. – Skinner deu uns tapinhas nas costas dele.

- Espero que você esteja certo. – Mulder disse com insegurança e depois de mais conversas irrelevantes Skinner olhou para o relógio e disse que precisava ir.

- Diga para Scully ficar em casa o tempo que precisar. E você, se cuide. Vamos resolver esta confusão toda.

- Obrigado novamente Skinner. – Os dois apertaram as mãos e Mulder apagou o charuto, entrando novamente.

Scully estava sentada no sofá amamentando William mas virou-se fazendo uma careta.

- Nossa, eu acho que ainda estou grávida. Esse cheiro de charutos está me deixando enojada.

- Tudo bem, eu já ia tomar um banho mesmo, já que agora eu tenho roupas. – Ele explicou sem ligar para o mal humor dela. – Sabia que havia uma aposta no FBI sobre quem seria o pai do seu bebê? – Ele perguntou enquanto ia tirando as roupas a caminho do banheiro.

- Sabia. Alguém acertou? – Ela quis saber com interesse.

- Skinner.

- Como ele sabia? – Ela perguntou chocada.

- Ele não sabia. Deduziu. Aparentemente fomos discretos à toa. Segundo Skinner todos no FBI pensam que fazemos sexo há anos. Você vai ter que me compensar por todos esses anos. Ele brincou.

- Te compensar? – Ela se levantou após terminar de amamentar William o levou para o berço, ainda falando com Mulder, que aquecia a água do chuveiro. – Você nunca tentou nada antes, porque eu deveria compensá-lo?

- Porque você escondeu todos esses meses que aquele bebê ali era meu. – Ele apontou para William no berço.

- Porque eu não tinha certeza se ele seria normal e também porque se eu contasse que era seu, nós íamos nos tornar uma família e isso me assustava. – Ela confessou.

- Porque?

- Porque? Porque eu tenho 38 anos e nunca tive um relacionamento que deu certo. Eu não quero perder você.

- Você nunca, vai me perder. – Mulder segurou o rosto dela com as duas mãos e a fitou profundamente. Scully colocou as mãos sobre as dele acariciando-as, sentindo seu rosto se aquecer com o toque dele. Mulder inclinou-se para beija-la e ela o recebeu com desejo e com uma vontade muito maior do que ele esperava.

- Pensei que meu cheiro de charuto estava enojando você. – Ele comentou surpreso, quando ela descolou os lábios dos dele.

- Culpe os hormônios. Eles estão me enlouquecendo. Eu também disse que não estou pronta para intimidade, mas...

- Mas? - Ele perguntou interessado. Mas ela não respondeu, simplesmente lhe deu um sorriso misterioso e começou a se despir. Mulder empolgado, tirou a cueca, única peça de roupa que lhe restava e mal terminou de fazer isso, Scully nua o empurrou para dentro do box e o beijou. A água quente saia sobre eles com força e ela se sentiu renovada e não se importou com o fato de seus seios estarem pesados e sua barriga não estar do tamanho que costumava ser.

- Ah Dana, eu estaria mentindo se dissesse que nunca tive essa fantasia antes.

- Eu também. – Ela concordou um pouco acanhada e ele não soube dizer se ela ficou corada pelo calor da água quente ou por causa do comentário.

- Na sua fantasia, eu fazia isso? – Ele encheu a mão de shampoo e começou a esfregar a cabeça dela, de costas para ela, fazendo-a apoiar-se em seu peito.

- Você fazia muito mais que isso, mas isto está maravilhoso. Ela suspirou virando-se para beija-lo novamente. – Me toque, Mulder. – Ela sussurrou no ouvido dele. - Faça com que eu me sinta desejada de novo.

- Você é desejada, Dana. Você não faz ideia do quanto. – Ele então beijou-lhe os lábios, seu queixo sua garganta, e foi se ajoelhando enquanto ensaboava todo o corpo dela. Scully lavou os cabelos dele enquanto ele esfregava suas coxas e pensava se devia ou não ir além disso. E como se lesse seus pensamentos Scully o fez levantar-se e beijou-o levando-o para baixo da ducha, deixando todo o sabonete e shampoo sair de seus corpos ao mesmo tempo em que ela pegava a mão dele e colocava sobre o seu seio.

- Eu disse que não estou pronta para ser penetrada. O que não quer dizer que não podemos fazer nada. – Ela sussurrou novamente, dando-lhe uma mordida no lábio inferior e ele sentiu sua ereção despontar. Mulder então beijou-a com intensidade, mordendo-lhe os lábios, o queixo o ombro e escorregou suas mãos e seu corpo até os seios dela, ficando de joelhos novamente.

- Posso? – Ele se referiu sobre experimentar o leite que vazava de seus seios, por terem sido espremidos.

- Isso é com você. Acho que ainda tem bastante para William. – Ela brincou. – Então ele tomou o seio dela em seus lábios e sugou-o suavemente pois havia lido que a amamentação os deixava mais sensíveis e Scully titubeou dando um gemido. O gosto era diferente do leite comum, mas não era desagradável e ele prosseguiu com suas carícias, deixando a língua percorrer a barriga dela até o umbigo e não se deteve até a virilha. Mulder sugou os dois lados da virilha dela provocando-a e ela poderia sentir-se queimar por dentro. Era uma sensação que se assimilava a dor, a uma perda de algo que fazia falta dentro dela: ele. Os lábios dele, tocaram seu clitóris e aos poucos sua língua introduziu-se na umidade quente da vagina dela que parecia estar exatamente como ele lembrava. Scully estava feliz em saber que seu corpo ainda reagia a estímulos e ficou com ainda mais vontade de terminar aquilo, mas sabia que era muito cedo. Mulder não parecia se importar, parecia disposto a fazê-la chegar ao êxtase daquela maneira. Mas era difícil se manter em pé e se concentrar em ter um orgasmo ao mesmo tempo.

- Você está me matando. – Ela resmungou entre um gemido e outro.

- Não, você que está me matando. Se você soubesse como você está quente e úmida...-É doloroso não poder estar dentro de você. Ele beijou o umbigo dela, agarrado em suas nádegas.

- Eu sei, é doloroso para mim também. – Ela beijou-lhe o topo da cabeça e disse:

- Levante-se. – Sem contestar ou perguntar porque, ele obedeceu. – Não há razão para isto ser frustrante para nós dois. – Com um sorriso ela ajoelhou-se e imitou os movimentos dele sugando os lados de sua virilha. Surpreso, ele jogou a cabeça para trás e soltou um gemido rouco que a deixou ainda mais excitada. E quando ela o pôs em sua boca, pode sentir as veias se tornando mais largas com o sangue que irradiava aumentando ainda mais aquela ereção. Ela podia senti-lo latejando contra seus lábios o que a excitou ainda mais ao olhar para cima e ver o olhar compenetrado dele. Durante todo o tempo eles mantiveram o olhar fixo um no outro e então ele disse:

- Eu não vou aguentar.

- Você não deve aguentar. – Ela disse num tom de falsa autoridade. Mulder achou engraçado e finalmente cedeu, quase caindo. Scully sentiu as pernas dele estremecerem enquanto toda aquela excitação jorrava em sua garganta na forma de um líquido quente e pegajoso. Era a primeira vez que ela permitia que ele fizesse aquilo e talvez ela estivesse realmente muito apaixonada, porque era a primeira vez que ela achava que esperma tinha um gosto agradável. Após o alivio de Mulder, eles terminaram o banho e foram conferir William, que ainda dormia pesadamente.

- Sabe depois de experimentar esse seu leite, entendi porque ele dorme tão tranquilo. Eu também dormiria bem, se dormisse agarrado no seu peito, ainda mais que agora tem recheio.- Mulder disse em tom de brincadeira, beijando o pescoço dela.

- Você ainda não se acalmou? – Ela sorriu.

- Não, eu tenho que recompensar aquele banho. Venha cá. – Ele sentou-se na cama, chamando-a. – Deite aqui.

- Aqui não. – O bebê. – Ela o repreendeu.

- Está bem. Mulder a carregou, ainda de toalha e a levou para a sala. Ele então tirou a mesa de centro do lugar e a fez deitar sobre o tapete felpudo.

- Porque eu preciso deitar no tapete? -Ela perguntou curiosa.

- Porque tem mais espaço e isto pode demorar. – Sem mais perguntas, mas morrendo de curiosidade, ela se deitou no tapete e Mulder desenrolou-a da toalha beijando demoradamente cada milímetro do corpo dela.- Vou fazer com que você se sinta a mulher mais desejada deste planeta. – Ele garantiu. E assim o fez. Sem pressa alguma ele beijou seus seios, seus ombros, seu ventre ainda arredondado, lambeu-lhe a virilha, mordeu suavemente suas coxas, evitando aquela parte tão sensível entre suas pernas que já estava prestes a entrar em ebulição por ter sido propositalmente negligenciada. Quando finalmente a cabeça dele ficou entre as pernas dela, ela soltou um suspiro aliviado, prendendo-o com força, temendo inclusive afoga-lo, mas o que ele não sabia é que a força dos músculos de suas pernas o excitavam ainda mais e faziam com que ele tornasse os movimentos com sua língua ainda mais enérgicos. Ela não sabia explicar o que ele estava fazendo com a língua e os dedos, mas ela sabia que sentia como se todas as zonas erógenas de seu corpo estivessem sendo estimuladas ao mesmo tempo. O orgasmo demorou a chegar, mas quando chegou foi mais poderoso do que qualquer um que ela pudesse lembrar e ela não sentia mais dor, ela só sentia prazer e contava os minutos para poder terminar aquilo com ele dentro dela. Mas por hora, ela teria que contentar com aquilo.