Albus respirou fundo, molhando pela o rosto pela ultima vez antes de tomar coragem de se olhar pelo espelho, mas o que viu apenas o fez ferver de orgulho.
Ali, o encarando de volta não estava o menino medroso que ele se sentia quando em constante presença com a família, mas o sonserino malvado que tinha imposto aos outros o respeito por ele. Sorriu e o sorriso que viu no espelho era tão sarcástico que poderia se comparar ao próprio Salazar, ah como era bom estar de volta.
Saiu do quarto e a visão que lhe esperava quase o fez perder o fôlego.
Scorpius estava perfeito, o cabelo que agora já batia nos ombros estava parcialmente preso por um presilha de diamantes no topo da cabeça, o uniforme corretamente vestido por exceção da capa, que jazia largada em um dos ombros, ele sorriu pra mim e eu soube que ele estava pronto pra mostrar a escola que nos ainda éramos seus príncipes.
Saíram do quarto juntos e juntos encontramos a já preparada comitiva sonserina os esperando, por algum motivo, desde que entraram no colégio criara-se o habito de que os mais novos nunca chegavam no grande salão sem um dos mais velhos para guiá-los. Sorrindo, enlaçou Gwen pela cintura e após dar lhe um beijo de bom dia marchou para o desjejum.
Esse ano com certeza ia ser interessante.
Quando Teddy tinha chegado na Mansão Potter aquela manha e descoberto que Albus era um Sonserino e as repercussões que isso tinha gerado ele ficara chocado, sabia que Albus era diferente, e imaginava ele indo para uma casa diferente, Corvinal talvez, mas depois tinha percebido que a Sonserina realmente era a melhor casa para Albus.
Mas nem mesmo isso o preparou para ver o garoto entrar lado a lado no salão principal com o filho de Draco Malfoy, o nariz empinado, olhando por cima, como se todos os outros fossem inferior a ele, o braço enlaçando possessivamente uma das mais belas alunas de Hogwarts, enquanto o resto da Sonserina entrava logo atrás deles, como numa comitiva real.
Aquele sem duvida não era o garotinho quieto com quem ele costumava brincar.
Não era o pequeno irmão de seu melhor amigo, com quem sempre fugia para brincar quando queria um pouco de tranqüilidade ou quando James tornava-se um pouquinho mais chato com o pequeno Al.
Mas aquele não era o pequeno Al, aquele ali era Albus, um sonserino arrogante, irônico e orgulhoso, um príncipe entre eles.
Mas quando o olhar verde do garoto subiu em sua direção ele viu que o garoto não tinha mudado tanto assim, porque mesmo que seu rosto não tivesse mudado de expressão seus olhos brilharam quando lhe viram e como num reflexo Teddy sentiu seus cabelos crescerem e ficarem verdes escuros.
Eu ouvi as exclamações surpresas com isso, metamorfomagos eram realmente raros, mas ignorou, pegando uma ponta dos seus cabelos e brincando com eles enquanto ria para Albus.
E o menino riu de volta, antes de retomar a mascara em branco, sentando no centro da mesa da sonserina, e foi só ai que caiu a ficha.
O inocente Albus era um sonserino.
- Vai me contar o que esta acontecendo agora James?
James suspirou, sabia que isso ia acontecer no momento em que viu Teddy sentado na mesa dos professores.
O menino de cabelos inconstantes era seu melhor amigo, embora soubesse que Albus costumava pensar a mesma coisa há alguns anos, e conseguia entender ele com apenas um olhar, quando James entrou para o segundo ano e Albus ingressou em Hogwarts Teddy tinha viajado e James se viu sem a presença de seu melhor amigo, precisando lidar com o fato de que seu irmão era um sonserino.
E agora Teddy voltava e ele sabia que seria questionado sobre suas atitudes.
- Não temos nada a falar professor Lupin.
- Isso não combina nem um pouco com você Jay, agora vai me falar qual é a da sua atitude imbecil com o Albus?
- Não, não você também Teddy, porque todo mundo o defende?
- Todo mundo? Se toca James, toda a família estava contra ele até as férias, e a maioria ainda está, ninguém o defende, porque todos estão no lado oposto ao de seu irmão, até você!
- E para que ele precisa de mim? Ele tem o amiguinho loiro dele não tem? E o papai! – o ruivo disse, virando o rosto, incapaz de olhar para o professor.
- Por favor, não me diga que isso é ciúmes do padrinho!
- Claro que não é! – e embora sua voz fosse firme, ele não pode evitar corar.
- Oh meu Deus James, isso é ridículo!
- Não, não é! Porque ele não pode me olhar como olha para o Albus? Sempre, sempre assim! Ele achava que eu não percebia? Albus sempre foi seu filho favorito e eu pensei que isso ia mudar quando eu entrei em Hogwarts e fui para a Grifinoria, mas não mudou não é, porque enquanto eu estava aqui, ele estava lá, e quando no segundo ano eu consegui o cargo de apanhador da grifinoria ele estava preocupado demais sobre a situação nova de Albus! Albus joga melhor que eu, tira notas mais altas e é monitor! Eu não sou nada além do filho mais velho!
- James, o padrinho ama você do mesmo jeito que ama o Al!
- Claro Teddy, conta isso para outro.
E Teddy suspirou quando o ruivo saiu tempestuosamente da sua sala, as coisas com certeza não estavam melhorando.
Albus sabia que não conseguiria estudar quando leu, pela sexta vez consecutiva, o mesmo parágrafo do livro de feitiços, não importava quantos livros ele começava a ler ou quantos outros mais já tinha descartado, as imagens em sua mente continuavam voltando, como se gravados a ferro em sua retina.
Primeiro o beijo com Scorpius na piscina de sua casa e depois o beijo a pouca horas presenciado de Scorpius com a detestável Nott. Vê-los ali, se agarrando em um dos corredores desertos da escola tinha sido uma bizarra repetição da semelhante cena presenciada quando estavam no quarto ano, só que dessa vez ele não tinha saído correndo para os braços de Gwen, ah não, dessa vez ele tinha passado direito por eles, no seu maior e melhor estilo sonserino, cutucado o ombro do amigo e falado da forma mais fria que conseguiu:
- Arranjem um quarto
- Albus! – o fato do loiro não parecer nem mesmo envergonhado de ter sido pego em flagrantes só serviu para o irritar ainda mais.
- Fomos escolhidos para portar esses distintivos por alguma razão, somos monitores Malfoy, comporte-se como tal.
- Vai dizer que nunca se agarrou desse jeito com a Zabini, Potter? – o som da voz daquela piranha quase o fez perder o controle.
- Apenas no conforto de um quarto Nott, porque minha namorada, diferente de você, se dá ao respeito.
E então ele tinha saído, carregando consigo o sabor amargo da vitoria perante o olhar exasperado daquela vadia.
- Albus
A voz hesitante de Scorpius o trouxe de volta ao presente, apenas para encarar o loirinho parado em frente à porta, como se estivesse com medo de se aproximar mais.
- Agora não, Malfoy, estou tentando estudar – não era mentira, ele realmente estava tentando.
- Sobre hoje mais cedo.
- Não há necessidade de explicação Malfoy – o modo com o outro parecia se encolher a cada vez que pronunciava seu sobrenome quase o fez sorrir – pouco me interessa quais são as pernas em que você anda se enfiando, só não o faço pelos corredores, da próxima vez serei forçado a lhe punir.
- Não fale assim da minha namorada Potter!
O barulho oco que o livro fez quando foi fechado bruscamente parecia ter sido produzido pelo seu próprio coração acelerado?
Namorada?
- O que?
- Eu e a Alicia estamos namorando faz quase uma semana agora.
- E quando você pretendia me contar?
- Eu não sei, eu não tive tempo.
- Tempo? Tempo? – o fato de ele estar elevando a voz parecia insignificante para Albus agora – por Deus, eu durmo na cama ao lado, não ia durar mais do que cinco minutos você virar pra mim e contar! A questão não é tempo Malfoy, mas sim confiança, algo que você acaba de mostrar não ter por mim.
- Não seja dramático Al!
- Não é drama Scorpius, é a verdade, algo que você deveria ter me dito há sete dias atrás!
E dito isso ele saiu no quarto, pouco se importando se a fechada brusca de porta quebrara ou não o nariz do loiro logo atrás.
Eu me dou o direito de ficar calada sobre a obvia demora para postar.
o proximo nao demora eu juro, já esta ate pronto, so falta passar pro pc
minha irmã disse que o Albus ficou parecido com o Snape nesse capitulo, alguem concorda? e já sabem né?
R E V I E W
