ME DESCULPEM! ME DESCULPEM! depois de tantos meses aparecer assim chega a ser cara de pau, mas a faculdade tá apertada e eu que já atualizo rápido me enbananei mais ainda! Graças a Deus o recesso da copa chegou e eu pude parar pra escrever, e respirar! Espero que me perdoem, de qualquer forma, o cap 15 está aqui para o caso de alguém ainda acompanhar a fic...
Cap 15
- Uau, Sra. Malfoy, você está linda!
- Albus, você é um cavalheiro, mas eu sei que eu estou gorda! – Astoria respondeu sorrindo, as mãos alisando a barriga de quase 7 meses de gravidez.
- Ela vem falando isso desde que fez 4 meses, ainda não entendeu que não esta gorda, ma sim radiante – Draco comentou, no seu usual tom arrastado, tão parecido com o do próprio filho, que fazia seu elogio parecer apenas outra constatação normal.
- Papai e Albus tem razão mamãe, você está maravilhosa!
- Com tantos cavalheiros me elogiando, começo a achar que posso estar sendo um pouquinho dramática demais! – Astoria riu, feliz em ser o alvo de tanto galanteio.
- Albus! – a voz estridente de sua mãe chegou-lhe aos ouvidos e ele rodou os olhos, preparando-se para a sessão de enaltecimento que ainda não lhe parecia muito sincera.
- Socorro! – ele implorou movendo apenas os lábios quando Gina e grande parte da família Weasley chegou atrás dele, como se estivessem protegendo-o de alguma coisa, talvez dos grandes e malvados Malfoy! Seu pai, um pouco mais afastado mantinha um sorrisinho de meia boca, como se estivesse se divertindo com toda a situação e Albus se perguntou porque ele não tinha ido parar na Sonserina, ah é, porque o idiota tinha implorado para ir pra casa dos leões, era um besta mesmo!
- Sra. Weasley, é sempre um prazer revê-la! – Astoria comentou, com um sorriso simpático e Gina parou como se estivesse chocada por ter a palavra dirigida a ela.
- É claro, é um prazer revê-la também...e a seu marido – ui, aquilo tinha sido tão não sincero!
- Mesmo? – Draco perguntou, soando obviamente irônico. – Segure sua mulher Potter, ela adora me ver!
- Oh, mas ela adora me ver ainda mais, não se preocupe Draco – Harry respondeu, divertido.
- Que bom, odiaria ter uma mulher casada como admiradora secreta!
- Minha irmã nunca te admiraria fuinha – Ron interrompeu soando raivoso.
- Talvez não ela, mas eu tenho quase certeza que foi a Granger que me mandou uma carta falando sobre meus olhos na ultima segunda, a letra definitivamente era a dela.
Albus viu as orelhas de seu tio tornarem-se vermelha, e por um momento ele pensou que Ronald fosse avançar em Draco quando uma risada interrompeu o momento.
- Você nunca muda não é Draco? – Blaise Zabine perguntou, vindo em direção a eles, sendo seguido de perto de Gwen.
- Oh, para que? Se é mais divertido assim! E não fique se gabando assim, tenho certeza que Nina também me enviou uma carta!
- Não duvido papai! Você bem sabe que mamãe sempre teve uma quedinha pelo tio Draco – Gwen concordou, vindo na sua direção e se apoiando confortavelmente nele.
- Bela filha fui arranjar, você deveria estar no meu lado Gwen!
- Porque se o tio Draco é mais bonito? Até eu tenho uma quedinha por ele, mas eu desconto tendo um caso secreto com o Scorpius – Albus não precisou ver para saber que seus familiares estavam de boca aberta e que Scorpius tinha piscado sedutoramente para a amiga.
- Nossa, acho melhor amarrar meu homem em casa, todas querem ele. – Astoria entrou na brincadeira, soando divertida.
- Então faça o favor de me amarrar na cama amor – Draco piscou para a mulher num gesto idêntico ao dofilho e todos os sonserinos e Harry riram, enquanto os grifinorios presentes pareciam muito escandalizados com toda a situação.
- Falando nisso, Albus, soube que terminou com minha filha! – Blaise mais afirmou que perguntou, embora não soasse em nada ameaçador ou rancoroso com a constatação.
- Ela meio que terminou comigo Sr. Zabine!
- Verdade papai, Albus estava ficando muito monotomo, então no momento estou me divertindo tentando seduzir o James! – o citado arregalou os olhos e corou, obviamente sem graça.
- Ui, não tava sabendo disso, diga-me irmãozinho, não é uma tarefa fácil resistir a essa deusa de ébano não é? – Albus zoou e James mostrou os dentes para ele, fazendo novamente os sonserinos presentes rirem.
- Falando nisso Albus, você estará presente na nossa festa de Natal certo? – Gwen perguntou antes de olhar para o resto da família Weasley – é claro que o convite se estende para toda sua família.
- Estaremos lá querida – Harry respondeu, interrompendo Rony que parecia perto de falar alguma besteira.
- Ótimo, então até o Natal!
Dito isso Gwen deu um selinho em Albus e saiu da estação arrastando Scorpius pela mão, sem antes mandar uma piscadela para James.
- Então, quando você terminou com a menina Zabini? – Albus quase sorriu quando depois de três dias se controlando fervorosamente sua avô perguntou o que todos queriam saber.
- Tenho certeza que James mandou uma coruja para vocês no dia que descobriu, então porque estão tão curiosos?
- Queremos ouvir da sua própria boca.
- Hey, não fale como se eu fosse fofoqueiro! – seu irmão recrutou.
- Uau, você falou comigo sem gritar ou tentar avançar em cima de mim, que avanço James, que avanço! – Albus zoou, buscando encontrar uma reação diferente no irmão agora que sabia que ele estava vendo a ex namorada, sendo assim não ficou surpreso quando o ruivo fez uma careta de desgosto, mas se recostou na cadeira, quieto. – quanto a sua questão vovó, eu terminei com ela há uns dois meses.
- Porque Al, quero dizer, vocês formavam um casal lindo e realmente pareciam se gostar – dessa vez foi Harry quem perguntou, a curiosidade grifinoria típica aflorando nele também.
- Porque eu a amo pai, amo de forma intensa, imensa e infinita, mas não era apaixonado por ela e quando ela percebeu isso, ela terminou comigo.
- E foi assim que você se tornou o promiscuo Potter – James retornou a conversa, mas mesmo que a frase pudesse ser tomada como ofensa, o mais velho mantinha um sorriso no rosto que impediu Albus de recrutar. – mas você está apaixonado certo, você disse que tá afim de alguém, ou isso é só papo para pegar mais garotas.
- Irmãozinho, isso que eu vejo em seus olhos é interesse pela minha vida, uau, você está ainda pior do que eu esperava, se continuar assim, dentro de alguns ano até mesmo poderemos fingir que somos irmãos normais.
O olhar arregalado e o rosto anormalmente pálido não só de James, mas como de todos as pessoas na sala mostrou que ele tinha atingido o alvo em cheio, relembrando o todos que a relação entre a família podia até mesmo ter melhorado, mas que a mágoa guardada ainda estava ali, presente no coração do principal atingido.
Albus não precisou abrir os olhos para saber quem tinha entrado no seu quarto de mansinho, tentando a todo custo não fazer barulho.
- Sabe, se você queria me enganar, era melhor ter fingido ser o papai, ou a mamãe! Entrar de mansinho nunca funciona! – ele sussurrou, ainda de olhos fechados, ainda deitado confortavelmente em sua cama.
- Droga! – Teddy xingou, revoltado – porque você sempre sabe que sou eu?
- Sempre fui observador Teddy Bear, entrar na sonserina apenas ressaltou esse lado meu – eu disse, erguendo meu tronco e sentando na cama, para poder conversar mais tranquilamente com meu "primo" – somos leais uns aos outros, mas também somos gananciosos, e ser um Potter numa casa como aquela me ensinou a nunca abaixar a guarda.
- Você realmente está mudado, o Albus de antigamente nunca daria aquela alfineta lá na sala, você deixou os coroas sem chão! – Teddy disse, rindo.
- Então você ouviu.
- Cheguei bem na hora.
- Desculpa por isso! – eu pedi, sem ficar realmente envergonhado, já que tinha a impressão que Teddy era o único naquela casa, além do papai que me entendia.
- Não precisa, gosto de te ver lutando Albus, mesmo que seja com suas próprias armas, e elas machuquem mais do que o normal.
- Machucam? Não acho que eles se machucaram tanto quando eu fui machucado durante esse anos.
- Estamos em um mundo onde as diferenças estão sendo valorizadas e exaltadas, mas a maioria das pessoas que os fazem não sabem como é se sentir diferente, temos que matar um leão a cada dia, vencer uma batalha a cada por do sol, é complicado, é triste e na maior parte das vezes é solitário.
Albus olhou como os cabelos castanhos de seu primo pareceram desbotar, ele sabia que Teddy tinha passado por sérios problemas na adolescência também, mesmo que não fosse um adolescente ser filho de um causou mais preconceito do que ele gostaria de sequer imaginar, entretanto o outro sempre fora uma pessoa alegre e estava sempre sorrindo sem parecer se importar, ele nunca imaginou que aquilo fosse uma fachada e o metamorfomago ainda se ressentisse com isso, o que era um grande erro, afinal o próprio Albus era um mestre em vestir máscaras.
- No meu caso eu tenho vários leões para vencer – ele brincou, tentando descontrair o clima.
Teddy sorriu e se sentou no espaço vazio em sua cama, procurando e segurando uma de suas mãos.
- E não precisa ser um caminho solitário – ele disse, o sorriso leve ainda ornamentando o rosto bonito.
E então antes que Albus se desse conta os lábios dos primos estavam sobre o seus e eles estavam se beijando.
