Slytherin 17 –

Eu entrei na sala de estar hesitante, esperando achar pelo menos um corpo e algumas dúzias de feridos.

Por isso minha surpresa quando encontrei todos vivos e inteiros sentados tensos em seus respectivos lugares, exceto pelos meus pais, os Malfoy e Harry Potter, que eu tinha certeza era tão sonserino quando qualquer um de nós.

Eu sorri com a anormalidade da situação, quem um dia imaginaria que teríamos uma ceia de Natal composta por Weasleys, Potter's, Malfoys e Zabini? Uma pessoa que com certeza procuraria a sessão de doenças mentais do St. Mungus por conta própria, e ainda assim, lá estavam eles, conversando de forma civilizada.

- Querida, você desceu, onde estão os meninos? – mamãe, a primeira a me notar, perguntou educada, chamando a atenção de todos para mim.

- Lá em cima, deixei para Albus a missão de acordar o Scorpius, não queria correr o risco.

- Deixe de ser exagerada Gwen, Scorpius não é assim tão difícil de acordar. – Tia Astoria partiu em defesa do filho, mesmo que o sorriso em seu rosto denunciasse que nem mesmo ela acreditava em suas palavras

- Ele é pior! – Tio Draco comentou, rindo.

- Albus está seguro, é claro, diferente de mim que provavelmente perderia um braço por ousar acorda-lo, Albus no máximo receberá um muxoxo e um biquinho de birra, mas escapará da situação inteiro e rindo. Scorpius simplesmente não resiste aqueles olhos verdes – eu expliquei tranquilamente, dando de ombros fazendo com que Astoria e mamãe sorrissem.

- Um Malfoy controlado por um Potter, absurdo! – Tio Draco resmungou, fazendo Harry rir baixinho e eu percebi como a maioria dos Weasley me olhavam, interessados na revelação da amizade dos meus melhores amigos. Obviamente eu não iria falar mais nada.

- Os mais jovens estão na sala de jogos querida, porque não vai ficar com eles?

Eu acenei afirmativamente e me retirei depois de um educado pedido de licença, indo na direção onde meus pais tinham enfiado os rebentos de todos.

James foi o primeiro a me ver e se levantou rápido do lugar onde estava sentado.

- Eles não se mataram não é? – ele perguntou, assustado. Eu ri, e neguei com a cabeça, e me aproximei dele, tocando seu ombro suavemente, num gesto tranquilizador.

- Não se preocupe ruivinho, meus pais estão vivos, você ainda poderá pedir permissão para me namorar a eles – aquilo fez o ruivo se tingir de vermelho, o que me divertiu.

- Quem disse que eu quero te namorar? – ele perguntou, tentando manter a dignidade.

- Você não quer? Então apenas quer me usar e jogar fora? Fique sabendo que não sou esse tipo de menina Potter! – eu respondi, cruzando os braços numa chacota que deixou James ainda mais embaraçado.

- Ora, cale a boca! – ele respondeu com um biquinho que o fazia parecer adorável, eu estava prestes a responder mais alguma coisa quando meu irmão se jogou nos meus braços, resmungando alguma coisa sobre Hugo Weasley, sendo assim eu apenas olhei para James, piscando um olho, recebendo de volta um sorriso cheio de promessas.


O sorriso que surgiu nos meus lábios quando eu entrei no quarto que normalmente era destinado a Scorpius foi instintivo e natural.

O loiro estava esparramado na cama, os lençóis negros malmente enrolando suas pernas, o tom escuro contrastando com a cor clara de sua pele, os cabelos loiros caindo em ondas por seu rosto, a boca meio aberta em uma respiração calma, as bochechas rosadas por um sonho bom ou por uma febre baixa porque eu não via outro motivo pra Scorpius estar dormindo no inicio da noite numa ocasião tão especial que não uma doença.

Ainda sorrindo me aproximei da cama e meio que sentei/deitei ao seu lado, uma das minhas mãos indo até seus cabelos, que eu afastei de seu rosto, apenas para começar um carinho ritmado em suas medeixas claras, a vontade de acorda-lo subitamente sumindo.

Corps por outro lado não parecia estar querendo seguir meus planos porque abriu seus olhos lentamente, focando-os em mim, com um sorriso preguiçoso.

- Você chegou! – ele sussurrou, ainda sem se levantar, apenas se ajeitando melhor na cama.

- Vim te chamar para descer comigo dorminhoco – eu confirmei, rindo da obvia preguiça do amigo.

- E porque você não pode ficar aqui em cima comigo? – ele perguntou, fazendo um biquinho fofo.

- Porque é natal, nossas famílias estão lá embaixo e porque a vovó provavelmente iria subir desesperada atrás de mim se eu demorasse demais aqui. – eu respondi rindo, minhas mãos ainda ocupadas em lhe fazer carinho nos cabelos.

- Para ter certeza que o Malfoy malvado não machucou seu netinho – ele completou, virando-se na cama e escondendo seu rosto na curva do meu pescoço, o corpo grudando-se ao meu causando um arrepio.

- Exatamente!

- Eu não me importo – ele falou, balançando a cabeça fazendo charminho, como uma criança pequena.

- Eu me importo! – eu disse rindo – ou você quer que ela suba e nos encontre assim? – eu perguntei, fazendo referencia a nossa posição bastante constrangedora.

- Eu sempre posso piorar tudo se você quiser! – ele comentou, entrelaçando suas pernas na minha e rolando, até me ter como seu travesseiro particular.

- Você está doente – eu brinquei, tentando disfarçar o tremor de lhe ter tão perto.

- Um pouco de febre, sim, mas nada que me tire do meu estado mental – ele concordou.

- Pois não parece! – aquilo fez o loiro rir.

- Não brigue comigo, eu estou doente!

- Sua doença se chama dengo Malfoy!

- Está funcionando para manter você aqui comigo! – ele respondeu, num biquinho fofo que me deu vontade de mordê-lo.

- Se gosta tanto assim acho que vou trocar meu presente de natal por um travesseiro em tamanho real de Albus Potter, o que acha?

- Não quero! – ele disse, se apoiando em um dos cotovelos pra me olhar nos olhos – aposto que ele não vai ser quentinho e resmungão que nem você, então a não ser que você se embrulhe pra presente nada feito! – ele completou, voltando a se deitar em cima de mim, mas diferente dos outros comentários aquele não gerou um sorriso doce em mim, mas um que James costumava dizer pertencer ao Albus sonserino.

Por isso num impulso eu reverti nossas posições, prendendo Scorpius contra a cama e me posicionando de quatro em cima dele, nossos corpos separados por míseros centímetros, minha boca praticamente roçando na sua.

- Devo colocar um laço vermelho ou verde Corps? – perguntei e sorri satisfeito quando vi seu corpo seu tomado por um arrepio que nada tinha a ver com a febre.

- Verde, é claro – ele respondeu, tentando manter a compostura diante da situação.

- Vou providenciar!

- E se eu disser que te quero só de laço? – ele perguntou, o olhar descendo pra minha boca de forma inconsciente fazendo meu corpo lentamente começar a reagir ao seu.

- Então assim você me teria! – eu respondi, subindo uma de minhas pernas, abrindo as suas com meu joelho, o fazendo gemer baixinho.

- Pare de brincar Albus! – ele gemeu contra mim e eu precisei de toda minha força mental para não agarra-lo.

- Quem disse que eu estou brincando? – eu perguntei, eu mesmo descendo meus olhos em direção a sua boca, que no momento estavam entreabertas, como se esperassem por alguma coisa, minhas mãos deslizando por seus braços.

- Albus – ele arfou, se arrepiando com meu toque.

- Sim? – eu provoquei, mas ele não respondeu, apenas me encarando diretamente nos olhos, me desafiando a fazer o que nos dois queríamos. Eu sorri, e me aproximei ainda mais nele, mas quando meus lábios roçaram nos seus um barulho no andar de baixo fez eu me afastar com um pulo, o coração batendo a mil, tanto pelo susto quando pela decepção. Scorpius não parecia melhor do que eu.

- Acho melhor descermos – ele finalmente se pronunciou.

- Oh, vai me obedecer agora? – eu perguntei, irônico, suspendendo uma sobrancelha.

- Ora, cale a boca! – ele ordenou, levantando da cama e ajeitando as roupas meticulosamente o que me fez rir.

- É claro majestade! – eu disse, levantando da cama eu mesmo e seguindo até a porta, após uma irônica reverencia.

- Albus? – a voz de Scorpius me parou antes que eu alcançasse a maçaneta.

- Sim? – eu perguntei, me virando pra ele.

-Essa conversa, ela não acabou aqui! – ele declarou, o olhar fixo no meu, brilhando determinado.

- Estarei esperando pelo seu final então. Ansiosamente – eu respondi, lhe oferecendo um aceno com a cabeça, antes de deixar o quarto, afinal, eu tinha medo que se ficasse mais um segundo ali dentro com ele eu não conseguiria controlar o imenso sorriso bobo que teimava em fugir dos meus lábios.


Eu juro que não ia aparecer aqui! Que ia postar o cap na surdina e nao dar as caras, afinal, tem 4 meses que eu nao posto! MAAAAAAAAAS...eu nao resisti de vir aqui perguntar o que vocês acharam desse final de cap!

MUAHAHAHAHAHAHAHAAHHA!

E depois disso tudo na cama, como vocês acham que vai desenrolar o encontro Scorpius/Teddy? Briga de gigantess! Adoro!

Bjos cheirosos, até prox cap.