Slytherin 18 –
Scorpius estava uma bagunça!
Não uma bagunça visual, é claro, seus sapatos estavam brilhando, sua roupa perfeitamente engomada e seus cabelos maravilhosamente penteados, muito obrigada. Um Malfoy nunca se permitiria menos que isso para aparecer em publico afinal.
Mas sua mente...
Bem, vamos apenas dizer que ele não conseguiria distinguir uma maça de um hipogrifo agora.
Oh sim, uma bagunça!
Como poderia estar de outro jeito quando o gosto dos lábios de Albus ainda estava lhe atormentando, mesmo que ele os tivesse provado por meros segundos e de maneira tão superficial? O modo como o garoto agiu, como praticamente ronronou em cima dele, se oferecendo em nada mais que um laço poderia ser descrito como pecaminoso, o olhar dos olhos verdes que parecia conter tanto desejo por ele quando ele tinha pelo moreno. Era como, se de alguma forma ele estivesse sendo correspondido, mas o modo como Albus vinha agindo nas ultimas semanas, se pegando com toda e qualquer vadia que usasse a saia curta demais fazia ele questionar isso. Ele realmente esperava que não fosse apenas outra conquista.
Fosse o que fosse, o desejo que ele vira naqueles olhos verdes tinha sido real e ele não planejava desperdiçar isso. Por Salazar, apenas relembrar a cena fazia seu pênis pulsar. Respirando fundo ele tentou focar em outra coisa, afinal, chegar com uma ereção pro jantar podia não ser muito apropriado.
- Olha só quem acordou – a voz de sua mãe lhe chamou a atenção e ele suspendeu os olhos para encontrar a mulher sorrindo pra ele, ele retribuiu rapidamente e viu como Albus apertou levemente seu ombro antes de rumar em direção a sua família, sentando entre seu pai e...O QUE AQUELE LOBISOMEM DOS INFERNO TAVA FAZENDO NA SUA CASA?
- Desculpem por isso, eu acho que estava mais doente do que eu pensava – ele respondou, se inclinando suavemente em direção aos convidados, saudando-os – é um prazer vê-los Sr e Sra. Potter, Weasleys.
- Hey Scorpius – Harry saudou, alegremente.
- Hey tio Harry – respondeu com um sorriso, se sentando, de frente a Albus e entre mamãe e Gwen.
- Tio Harry, meu filho, chamando um Potter de tio Harry, eu devo ter parado na ala psiquiátrica do st. Mungus e nem reparei – papai falou, com a voz arrastada adotando um tom quase trágico.
- Estamos quites então Malfoy, ou você se esqueceu que meu filho chama você de...
- Tio Dray – Albus falou alegremente, obviamente pirraçando o sogro. Porque papai era o sogro dele, ele apenas não sabia ainda.
- Eu não te mato agora por isso pirralho porque meu filho gosta de você! – papai vociferou, e ele quase soou verdadeiro se não fosse pelo sorrisinho de lado que ele não conseguiu esconder.
- Eu realmente gosto do Albus pai, então deixe-o inteiro! – confirmei, procurando os olhos verdes a minha frente.
- Fazer o que? Sou irresistível! – ele respondeu de volta, me encarando de volta, com um sorriso de meio canto que fazia cada palavra suar transbordar em duplos significados – não se preocupe Scorp, eu gosto de você também.
Aquilo enviou ondas pelo seu corpo, fazendo seus pelos da nuca se arrepiarem e seu pênis voltar a mostrar sinais de vida, o que diabos Albus queria dizer com isso? Seja o que fosse ele planejava lhe prensar na parede e lhe beijar até ter sua resposta.
- É, todo mundo já percebeu que vocês dois se amam, podemos comer agora? – Gwen comentou num tom brincalhão, mas que fez Albus olhar para ela com um sorrisinho de canto e Scorpius se questionar o que exatamente ela quis dizer com aquilo. Gwen sabia mais do que parecia?
- Tenha modos Gwenevere! – tio Zas reclamou embora eu pudesse ver a diversão em seus olhos – não aja como um lufa lufa esfomeado.
- Ou pior, um Weasley esfomeado! – Albus completou risonho, fazendo Rony atirar facas com o olhar em sua direção e Harry, George e surpreendentemente James segurarem o riso.
- Ah por Salazar, dois anos namorando um quase Weasley e minha sobrinha querida já foi afetada por suas faltas de modo à mesa, ainda bem que você terminou a tempo Gwen querida – papai atacou mais uma vez, dessa vez até mesmo levando a mão a testa numa pose dramática.
- Vá se fuder Fuinha – Harry falou rindo, se divertindo mais do que ninguém com a situação toda.
- Só se você vier comigo Cicatriz.
- Controlem os hormônios queridos! – mamãe interviu, rindo, como se papai e tio Harry tivessem no meio de uma briga recheada com tensão sexual, o que fez os dois rirem, soltarem beijinhos e mostrarem o dedo do meio um para o outro.
- É tio Draco, não compre briga pelos meus modos, não e com eles que você devia estar preocupado! – Gwen comentou me lançando um olhar de quem sabia demais o que fez Albus rir do outro lado da mesa enquanto se servia tranquilamente de um pouco de torta de bacalhau.
A ceia por incrível que pareça se passou nesse clima ameno, com piadinhas e alfinetas vindo dos dois lados, com o clima se tornando um pouco mais tenso quando Ronald perdia o temperamento, nada que não fosse controlada por um olhar duro de Hermione – ela era assustadora – ou quando Teddy maldito Lupin chegava perto demais de meu Albus.
Ele realmente achou que eu não notaria todas suas piadinha imorais envolvendo o peru? Se ele continuasse assim logo ele ficaria sem o dele. O peru, quero dizer, e não no sentido literal da palavra.
Quando estávamos na sobremesa – petit gateou, com uma generosa porção de sorvete e calda de chocolate – Mathew já estava pulando na cadeira, ansioso pela, cada vez mais próxima, hora de trocar os presentes. Afinal, neutros ou não, novos ou não, Zabines eram sonserinos e nós gostávamos de mimos e luxos. Mas eu nem mesmo conseguia prestar atenção na euforia do menininho, não quando Albus fazia do gesto simples de saborear o sorvete uma verdadeira arte, o modo como levava a colher a boca lentamente, fechando os olhos e soltando um suave gemido a cada vez que o sorvete frio entrava em contato com o chocolate quente, o modo como lambia a colher, como que para ter certeza que nada lhe escapara, e como, pelos deuses, limpava o conto da boca onde, para minha completa insanidade, o sorvete sempre parecia se acumular, da ultima vez olhando diretamente pra mim, um sorriso maldoso curvando-lhe os lábios.
Aquele garoto era um pecado e pelos deuses, eu queria ser um pecador!
- Então, quando você ia me contar que está pegando meu irmão? – só foi preciso uma pequena oportunidade logo após o fim do jantar e antes da troca de presentes começar oficialmente para que Albus nos arrastasse até a varanda e pudesse interrogar a garota com as sobrancelhas arqueadas e o tom malicioso que a fez corar.
- Eu não estou! – você vai precisar ser mais convincente que isso se quiser nos convencer, minha querida amiga.
- E eu sou virgem! – Albus contestou, se possível levantando ainda mais a sobrancelha. Seu tempo comigo tinha tido efeitos perturbadores sobre o garoto.
Sua declaração é claro foi ignorada, afinal lembrar que Albus já tinha deitado com metade da população feminina de Hogwarts me fazia ter desejos homicidas e ele não queria ser mandado para Azkaban por homicídio qualificado, não quando eu ainda não tinha completado a maior idade pelo menos.
- Tá, talvez esteja rolando algo a mais entre nós dois! – Gwen admitiu finalmente, percebendo que negar o obvio não ia adiantar mais.
- Isso a gente sabe, o que estamos perguntando é quanto a mais já rolou, e desde quando! – ele se meteu na conversa fazendo Albus acenar vigorosamente em concordância e Gwen revirar os olhos.
- Não acho que isso é da conta de vocês!
- Claro que é – Albus começou.
- Você é nossa melhor amiga - Scorpius continuou
- E minha ex namorada –
- E James é o irmão do Al-
- Mesmo que eu não goste muito dele!
- Temos todo direito de saber! – concluíram juntos, fazendo Gwen nos olhar de queixo caído e olhar arregalado.
- Vocês são inacreditáveis! Juntando forcas contra mim!
- Sempre! – Disseram em uníssono de novo.
- Tá bom, eu conto ok! Mas a historia é longa e mamãe deve estar querendo minha ajuda para separar os presentes.
- Não pense que vai escapar de nós Gwenvere Zabini! – Albus gritou quando Gwen deu as costas e saiu apressada em direção a sala de estar.
- Seu irmão? – ele perguntou assim que eles ficaram sozinhos na varanda, um sorriso mal contido no canto da boca, o que fez Albus rir e dar de ombros.
- Parece que Gwen tem uma coisa pelos garotos Potter.
- Cuidado Al, se continuar assim Gwen pode acabar se tornando sua cunhada, ou pior, sua madrasta!
- Por Salazar, não. Se isso acontecesse Gwen me transformaria na cinderala, afinal eu sou o filho mais bonito da casa – Albus caiu na brincadeira,o empurrando com seu ombro e o oferecendo aquele sorriso bonito que sempre fazia Scorpius tremer.
- Tem razão, Gwen abriu mão do melhor irmão – Scorpius confirmou, numa voz que não passava de um sussurro rouco, encarando diretamente os olhos incrivelmente verdes do amigo que pareciam brilhar e o encaravam de volta.
- Scorpius? – ele perguntou, engolindo em seco, mas sem se afastar do loiro que se aproximava cada vez mais.
- Péssima troca – a voz de Scorpius quase não saiu, mas ele tinha certeza que Albus ouvira o que dissera pelo modo como o olhar verde desceu em direção a sua boca e ele mordeu seus próprios lábios, ansiosamente.
Scorpius estava a apenas um fio de cabelo da fonte de seu desejo – os deliciosos e avermelhados lábios de seu melhor amigo - quando uma voz surpresa falou do lado oposto ao deles:
- Albus?
Eu juro que eu não faço de proposito *se esconde*
Não me matem ok amores? Nem pela demora nem pelo final do cap *risada de bruxa da Disney*
Eu amo vocês, por isso que faço vocês sofrerem!
Review?
