pra Darklady sly: a resposta pra sua pergunta tá respondida, alguma de suas teorias tava certa? Bjos tchuca!


Slytherin Love 19

- O que está acontecendo entre aqueles dois? – James perguntou enquanto brincava com seus dedos carinhosamente, tentando parecer distraído mesmo que Gwen conseguisse ver claramente o brilho de interesse nos olhos do, namorado? Amigo colorido? Ficante? O que diabos ela e o ruivo eram afinal de contas, não que ela fosse perguntar isso a ele, e definitivamente não agora.

- E essa é a pergunta de um milhão de galeões – ela respondeu, imediatamente se sentindo abatida.

- Você também não sabe?

- Scorpius parece achar que eu vou defender o Albus e o Albus...bom, ele não está falando muito esse dias, tudo que eu sei é que aconteceu alguma coisa no natal – ela explicou.

Ela não estava mentindo, alguma coisa realmente tinha acontecido no natal, algo entre o intervalo de tempo que ela os deixara sozinhos na varanda e o momento que eles se uniram aos outros para a troca de presentes, porque quando eles o fizeram Albus estava com um olhar perdido, focado em algum ponto invisível da lareira e Scorpius tinha assumido a mascara Malfoy que ela tinha passado a associar com raiva e/ou angustia disfarçadas.

Se ela tivesse que chutar ela diria que algo tinha acontecido entre eles dois e o lobisomem dos cabelos castanhos que entrara na sala logo atrás deles.

E é claro ela não iria contar isso para James, por que embora Albus e Scorpius realmente estivessem fechados e nenhum dos dois tinha vindo até ela para contar a versão completa da historia ou simplesmente em busca de conselhos, ela não poderia simplesmente abrir a boca para falar sobre o que ela teorizava ter se tornado um triangulo amoroso muito mais complicado do que ela jamais imaginara quando Al tinha contado sobre seu beijo com o primo.

Não, James definitivamente não podia saber disso ainda, não enquanto ela não tivesse a certeza de onde a lealdade do ruivo descansava. Com o irmão ou com a família de malucos dele, porque embora ela tivesse notado repetidamente que o ficante/amigo colorido/namorado vinha se mostrando cada vez mais preocupado com o irmão mais novo, evitando discutir com ele e ate mesmo intervindo em algumas brigas que Albus arranjava com os grifinorios do sétimo ano ela não tinha certeza se aquilo era uma mudança definitiva ou se ele voltaria a ser o bullie rabugento que tinha sido pelos últimos 5 anos. Não, primeiro ela iria descobrir os verdadeiros sentimentos do ficante/amigo colorido/namorado/grande incógnita da vida dela sobre seu melhor amigo e o que ele pensava sobre homossexualidade antes de cogitar comentar o assunto com ele.

Enquanto isso não acontecia ela iria se ocupar tentando descobrir o que diabos tinha acontecido naquela noite de Natal e tomar as medidas necessárias para consertar toda a situação, afinal aqueles dois malucos que eram popularmente conhecidos como os melhores alunos da Sonserina não faziam nada certo sem sua ajuda.

Oh, e é claro, beijando James. Ela completou quando sentiu a boca carnuda do ruivo tomar de forma autoritária.

Aquilo era algo que ela podia fazer que não exigia maiores pensamentos e nenhuma dor de cabeça. Aliás, aquilo era algo que nublava todos os seus pensamentos.

Aquilo era algo que simplesm...

Ah, deixa para lá.


Scorpius estava irritado. Irritado não, ele estava possesso, irado, soltando fogo pelas ventas, com vontade de matar a lula gigante ou coisas piores, afinal, a bronca que tinha tomado do professor de Runas por estar desatento na sala ainda ressonava em seus ouvidos como num lembrete irritante que ele, ultimamente, não andava com a cabeça no lugar.

Se deixando ser repreendido em publico, logo, ele, um Malfoy, e a culpa era de Albus, claro, de quem mais seria?

Dele e do professor pedofilo que tinham conseguido estragar sua noite de natal e o tornado constantemente distraído já que não conseguia tirar a droga da cena protagonizada por eles da cabeça.

- Albus?

O garoto moreno deu um passo para trás e virou-se na direção do chamado. Scorpius cerrou os punhos e abaixou a cabeça, fechando os olhos com força a fim de esconder sua expressão de pura raiva.

Se ele encarasse aquele metamorfomago dos infernos naquele instante, tinha certeza que acabaria perdendo o controle da sua magia e a coisa ficaria bem feia. O clima de romance havia sido quebrado e ele poderia gritar de frustração! Al também não parecia muito feliz, sua expressão estava fechada e os olhos antes incendiados de desejo agora demonstravam neutralidade, mas a tensão nos ombros dele era evidente para aqueles que o conheciam bem.

Me desculpe, eu interrompi alguma coisa? – ou aquele maldito era tapado ou tava se fazendo de, ou pior, tava provocando descaradamente, uma opção que ele achava mais fácil, levando em conta o olhar vitorioso que lhe foi direcionado.

Oh, porque você acha isso? – Scorpius perguntou entre dentes, tentando conter a furia que ameaçava engolir seu corpo.

O que você quer Ted? – Albus interrompeu, antes que o lobo maldito tivesse a chance de responder.

As famíias estão reunidas em torno da árvore de Natal, vai começar a distribuição dos presentes. - Disse ele dando meia volta, mas parando na batente da porta por um segundo – meu presente eu dou mais tarde Albus, espero que ele ajude você a considerar minha oferta - e com uma piscadela sedutora Ted se adiantou, saindo do campo de visão dois.

Albus soltou um suspiro e sacudiu os ombros para relaxar, notando que o loiro ainda estava de cabeça baixa, olhos fechados e punhos cerrados.

- Scorp, está tudo bem com você?

Abrindo e fechando as mãos várias vezes e soltando um bufo irritado, o garoto respondeu: - Tudo maravilhoso! Estou incrivelmente feliz por termos sido, mais uma vez, interrompidos. É Natal em família! E o que diabos ele quis dizer com oferta?

Não é nada demais , Ted está apenas brincando.

Pareceu bem sério, levando em conta que merece até um presente especial.

Você está exagerando.

Espero que sim Albus, espero que sim. E por Modred, o que aquela criatura está fazendo aqui?

- Ele é afilhado do meu pai, então para nós é da família; e não esqueça que ele é seu primo em segundo grau, neto da irmã da sua avó Narcissa.

Scorpius fez cara de nojo falou: - Humpf! Por favor, não mencione mais isto. Eu faço o possivel não lembrar do meu parentesco com o professor Ped!

Albus balançou a cabeça desconsolado por conta da atitude implicante do loiro.

- Scorp, estamos fora da escola, então qual a razão de chamá-lo de professor? E o nome dele é Ted e não Ped.

Com uma expressão azeda o loirinho respondeu: - Usar o título de professor cria uma bem vinda distância entre nós, e Ped é de pedófilo!

- Credo Scorp, nada a ver. O Teddy é gente boa!

- Oh sim! Gente muito boa! Você acha que eu não vejo os olhares compridos, aqueles sorrisos cheios de dentes e as desculpas bestas para te chamar para conversar? Um adulto amiguinho demais, do tipo que vai comendo o mingau pela beirinha do prato até estar no ponto de dar o bote! Por acaso ele tentou alguma gracinha com você? Ele tentou não é? Por isso a "oferta"?

Albus olhava espantado para o melhor amigo. Teddy esteve presente durante sua vida inteira, era quase como um irmão mais velho; um conselheiro, se bem que nos últimos meses as coisas andaram mudando de rumo. E a lembrança do beijo trocado com rapaz mais velho o atingiram em cheio, fazendo suas bochechas avermelharem.

O loiro que o observava com olhos de águia, seguia as mudanças de expressão com interesse, mas na hora que ele viu Al corar, sua vontade era de arrancar as bolas daquele pulguento safado e depois atirar o resto num mar infestado de tubarões. Um Avada Kedavra seria uma morte muito rápida e pouco dolorosa.

Albus notando a expressão homicida do outro tratou de remediar a situação: - Não fique imaginando coisas Scorp, nós conversamos sobre sexo entre homens, só isso.

De sobrancelhas erguidas quase na linha da franja e uma expressão feroz, Scorpius perguntou entredentes: - E ele não te convidou para uma aulinha prática?

Saindo pela tangente como um bom sonserino, Albus buscou outra linha de pensamento, antes que a coisa piorasse ainda mais: - O que há com você? Por acaso está com ciúme?

A resposta veio rápida e de forma altiva: - Malfoys não se sujeitam à emoções baixas como ciúme, nós simplesmente zelamos por aqueles que queremos bem.

- Tudo certo Scorp, eu agradeço pela preocupação, mas já sou grandinho e sei me cuidar. - Comentou o moreno, avaliando o outro que parecia estar finalmente se acalmando um pouco.

Passando um dos braços pelos ombros de Al, Scorpius revidou: - Eu não engoli esta história Albus. Nós ainda vamos voltar à este assunto e você sabe que eu vou desencavar até o último pedacinho. Mas por hora, vamos comemorar o Natal, e espero que você tenha comprado um presente maravilhoso para mim!

Não tem historia para contar Scorpius.

Melhor não estar mentindo Al, porque se eu descobrir que isso entre nós – Scorpius disse fazendo um gesto expansivo com as mãos, que abraçou o ar entre eles e os uniu num link invisivel – seja lá o que for, não for nada além de outras de suas brincadeiras, que eu seja outra de suas conquistas, e uma que vale tão pouco que você precisa de outra, de um professor, então nesse dia Albus, as coisas não vão acabar bem

Os dois seguiram até a sala onde as famílias estavam reunidas e Albus tratou de sentar-se ao lado de Scorpius, de modo que o loiro não tivesse contato visual com Teddy. Um dia ele acabaria contando sobre beijo com o metamorfomago, mas antes disso planejava estar namorando firme e ter demonstrado a sinceridade e profundidade de seus sentimentos para o "não ciumento" herdeiro Malfoy. Namoro que teria ter o inicio adiado por mais um noite, pra infelicidade do moreno.

É claro que depois disso falar com Albus se tornou uma missão quase impossível, o resto do recesso de Natal tinha sido passado com suas respectivas familias, e desde que voltaram a Hogwarts o mundo parecia conspirar em mantê-los afastados. Até mesmo as horas de ronda não lhes dava a oportunidade de conversar, já que parecia que todos os alunos tinham decidido menosprezar o toque de recolher e todos os casais decidido se agarrar nos armários de vassouras no turno deles, o que significava que os poucos minutos por dia que eles passavam no quarto juntos Albus estava tão cansado que nem olhava duas vezes para ele antes de cair no sono, o que vinha gerando um clima desconfortável entre os dois toda vez que eles ficavam lado a lado por mais que 5 minutos.

Gwen já o tinha questionado mais de uma vez, mas ele não pretendia falar nada com ela enquanto não soubesse que o quanto ela tava metida na confusão e de que lado ia ficar.

Uma coisa era certa. Scorpius estava cansado de viver na duvida que a noite de Natal tinha exposto a sua vida e ele pretendia resolver a situação logo.

E ele não tinha mentido quando dissera que não queria ser só mais uma conquista. Um Malfoy não merecia nada menos do que o primeiro lugar, no mundo social, político e econômico ou no coração daquele que almejava.

E Scorpius nunca ficava em segundo lugar.


Uma palavra: MEDICINA!

Gente, eu não tenho tempo pra nada. mas a universidade entrou em greve e eu aproveitei pra acabar logo o cap.

Espero que gostem, já vou pedindo desculpas pelos provaveis e muitos erros ortograficos, mas e que eu ainda to sem beta, problema que espero resolver logo!

E NÃO, AINDA NÃO FOI DESSA VEZ QUE ELES DOIS FICAM JUNTOS.. muahahhahaha, mas não vai mais demorar muito, eu prometo!