Mesmo estando longe do tal riacho eu ainda conseguia ouvir a discussão:
-a sua namoradinha não quer mais saber de você
-do que você está falando?
-é, ela saiu correndo.
-ela pode estar em qualquer lugar! E a culpa é toda sua!
Ludwig entrou na floresta gritando:
-Deborah! Deborah! Aonde você está?
De repente o príncipe koopa correu até mim e disse:
-Deborah, que bom que você está aqui!
Então eu falei de forma seca:
-oi!
-não precisa falar assim comigo, eu não tenho culpa daquela garota ser louca.
-eu sei disso, mas...
Ludwig me interrompeu:
-eu posso sentar ao seu lado?
-pode.
Então o koopaling sentou ao meu lado, pôs seu braço sobre meu ombro, me empurrou contra seu peito e eu disse:
-Ludwig!
-o que aconteceu? Eu te machuquei? Está desconfortável?
-não, não foi isso.
-então o que aconteceu?
- eu não esperava que você fosse fazer isso comigo.
-fique calma, como eu já disse: não precisa ter medo de mim.
- eu sei, mas você é assustador.
-como assim?
-você tem cara de ser muito malvado.
-eu sou malvado só com quem merece.
-Ai!
- o que houve?
-meu braço está doendo por que ontem você o puxou com força.
-me desculpe por te machucar, você quer uma massagem?
-que?!
-não precisa se assustar, é apenas uma massagem.
-tudo bem
Quando Ludwig começou a levantar minha camiseta eu gritei:
-o que você está fazendo?
-como você quer que eu faça massagem em você?
-tudo bem.
Ludwig tirou minha camiseta e começou a massagear meu ombro. Sua mão massageava lentamente, de repente o koopa encostou seu queixo em meu outro ombro, me abraçou com um braço, continuou massageando com o outro e sussurrou:
-está gostoso?
Estava tão nervosa que só consegui balançar a minha cabeça positivamente. Depois de vinte minutos de massagem o koopaling me soltou e disse:
-pode por sua roupa, eu já terminei.
-obrigada.
-não precisa agradecer.
Então o príncipe me levou de volta para o riacho e perguntou:
-Deborah você está com fome?
-um pouco.
Rapidamente Ludwig pegou algumas maçãs, me entregou duas
-Ludwig, isso aqui não é comida dos Yoshis?
-eles gostam muito, mas qualquer um pode comer... até que para uma humana do mundo real você sabe bastante sobre o mundo do cogumelo.
-é, mas eu não sei tanto assim.
-bom, eu posso te explicar algumas coisas... o que você sabe sobre nós koopas?
-eu sei que vocês dominam magia negra, tem vários poderes como cuspir fogo, criar clones, e sei que vocês podem tirar o casco.
-sim, o nosso casco serve apenas como proteção. Você esqueceu de falar dos outros poderes e da nossa resistência a fogo e lava.
-Ludwig, porque os koopas gostam tanto de fogo e lava?
- o fogo e a lava são quentes, nos aquecem e queimam nossos inimigos como Mario.
-mais uma dúvida.
-pode perguntar.
-o ódio que vocês têm do Mario é por causa da Princesa Peach ou tem outro motivo?
-na verdade sim, existem outros motivos, primeiro: o Mario pisa nas nossas cabeças e isso dói muito; segundo: o pai daquele encanador matou meus avôs, nós só nos vingamos; terceiro: ele destrói nossos castelos e destrói nossos planos.
Então Goomberto disse:
-com todo o respeito, Príncipe Ludwig, o senhor se esqueceu de que ele mata famílias inteiras de goombas, koopas, cheep cheeps e tantas outras espécies.
-verdade aquele encanador maldito precisa morrer.
Quando eu percebi que estava saindo fumaça pelas narinas do koopa, preocupada falei:
-calma Ludwig, eu posso te ajudar a derrotar o Mario.
-não, você não pode me ajudar.
-por que não?
- você pode ter pena dele.
Ludwig sentou-se ao meu lado de baixo da tal árvore, colocou seu braço por cima dos meus ombros e me puxou um pouco. Nesse momento senti seu coração, fechei meus olhos.
De repente o koopaling me acordou:
-Deborah, você está bem.
-sim, é que eu fiquei acordada até muito tarde.
-você só conseguiu dormir depois que coloquei as cobertas em você.
- sim, obrigada por isso.
-de nada. Agora nós precisamos voltar para o castelo koopa.
-que horas são?
-não sei, Mas já está anoitecendo.
-então vamos.
Quando nós saímos da floresta o sol estava se pondo, o koopaling pegou em minha mão e perguntou:
-Deborah, você não se importa de ter pego sua mão?
-não, você já fez coisas piores comigo.
-hehe verdade.
Então o príncipe me agarrou com muita força e novamente encostou seus lábios nos meus, mas dessa vez foi diferente por que eu correspondi ao beijo. A língua do músico entrou na minha boca, nesse momento eu soltei um gemido, isso não interrompeu o beijo. Ludwig começou a acariciar minhas costas e eu comecei a mexer em seus cabelos, eles eram macios.
De repente alguém falou:
-eu sabia! Ludwig, você está me traindo!
Era a yoshi novamente:
-Karma, me deixe em paz, eu nunca te amei, você só pode ser doente.
-eu estou doente. Doente de amores por você, Ludwig.
Ludwig olhou para mim e disse:
-Deborah, vamos para o castelo. Ficar aqui é perda de tempo.
O koopa colocou a mão em minha cintura e nós saímos andando tranquilamente.
