.Disclaimer: Essa história não é de minha autoria, mas sim da autora GeekChic12. Eu apenas a traduzo.
Existem regras. Ignore-as e você se fode. E não é no bom sentido.
Capítulo 1 – Prostituta?
Bella
Em uma mesa chique de um restaurante moderno de Seattle, o marido da Dra. Cullen, Emmett, estava nos matando de rir com seu jeito único de viver a vida como um pai-dono-de-casa – desde coisas como recusar as investidas das mamães solteiras no playground até colocar seu vizinho de 3 anos de idade na imensa lista de garotos que nunca poderiam namorar suas filhas.
"- Outro dia a Lily foi..."
Eu não registrei mais nada que Emmett disse depois de olhar para a porta e vê-lo.
Notei seu jeito de andar antes mesmo de ver seu rosto. Era tão sexy que eu nem conseguia achar uma comparação equivalente. Como ele conseguia andar assim tão casualmente, no meio de um restaurante cheio? E o mais importante, que porra ele estava fazendo aqui?
Ele pensaria que isso era uma quebra do nosso acordo se ele me visse em um encontro?
Olhei para baixo e para o outro lado, tentando me esconder atrás do meu cabelo. Talvez ele não me notasse. Dei uma olhadela novamente, e Rosalie e Emmett trocaram um olhar confuso antes de olhar para trás. Ele estava vindo diretamente para nossa mesa.
Eu silenciosamente rezava, "Vire. Vire. Vire" na minha cabeça.
Rosalie olhou de volta para mim por um segundo com um sorriso animado, antes de se voltar para ele, se levantando para abraçá-lo. Seus olhos se arregalaram quando ele me viu, um pouco antes dos braços dela o apertarem. "Edward, estou tão feliz que você conseguiu vir", ela disse. "Eu estava ficando um pouco preocupada."
Mas é claro que sim. Só tem mais ou menos 4 milhões de pessoas morando na área metropolitana de Seattle, e metade desses são homens. Porque 'E.', o barman que eu tinha conhecido há alguns meses atrás, não seria também o irmão da Dra. Cullen, dono de um restaurante?
E meu encontro às escuras.
Fui puxada dos meus devaneios quando Rosalie disse meu nome. "Isabella, esse é o meu irmão, Edward Cullen, famoso dono do restauran-"
Edward cortou-a, coçando a nuca. "É um bar, não um restaurante, Rose. E eu não sou famoso."
"Você serve comida,", ela argumentou antes de se voltar para mim. "Ele está sendo modesto. A Seattle Magazine escreveu um artigo de página inteira sobre o bar dele. Eles elogiaram muito o ambiente, os funcionários e a comida."
Seus olhos brilharam com orgulho enquanto ela se voltava para Edward. "Eu estou tão orgulhosa de você, então me deixe fazer um pouco de alarde sobre meu irmãozinho.
Ela olhou pra mim, dizendo, "Meu irmãozinho solteiro." E piscou. A piscadela, estranhamente familiar, era a única semelhança entre os dois que eu conseguia ver.
Rosalie sorriu enquanto me apresentava com um gesto. "Edward, essa é a Doutora Isabella Swan. Ela é uma cirurgiã residente há dois anos, e minha nova aprendiz."
"É ótimo te conhecer, Isabella". – ele disse.
Meus olhos se estreitaram à sua ênfase na última parte do meu nome. "Também é bom te conhecer, Edward."
Ele me deu um sorrisinho antes de sentar ao meu lado na mesa.
Nós dois sentamos em um silêncio estranho, até a garçonete chegar para recolher nossos pedidos. Felizmente, Emmett foi rápido em preencher o silêncio com mais detalhes da sua vida com as três garotinhas.
Sentar ao lado de Edward era uma tortura. Meu corpo conhecia o dele tão bem – seu toque, seu cheiro, seu gosto. E como era quando ele provava o meu gosto. Mas a minha mente rodava. Nós não saíamos em público juntos. Nós tínhamos um sistema. Começava com uma mensagem. Poderia ser algo direto como Preciso de uma transa, ou mais explícito Quero ouvir seus dedos te masturbando enquanto você me chupa, com uma data e um endereço.
A gente se encontrava. Transava. E ia para casa. Não éramos amantes. Éramos "amigos" com benefícios. Funcionava. Para manter nosso acordo, nós tínhamos regras. E essa porra de encontro certamente estava violando-as.
Eu precisava pensar. E eu não conseguia pensar com ele sentado do meu lado. Seu cheiro característico – perfume misturado com conhaque doce e um cheiro fraco de cigarros, do bar dele – pairava no ar entre nós, invadindo meu espaço. Eu podia sentir o calor do seu corpo a meros centímetros de mim. E eu sabia perfeitamente o que estava escondido por baixo de sua calça social ajustada.
Tirei os pensamentos da minha cabeça e pedi licença para usar o banheiro.
Depois de molhar uma toalha de papel, pressionei-a na minha testa e nuca. Me senti melhor depois de um tempo, e meu rosto flamejante estava voltando à sua cor natural. Abri a porta para voltar para a nossa mesa, e o encontrei ali parado, sua longa silhueta encostada na parede oposta, os tornozelos cruzados. A luz fraca do corredor fazia a pequena argola que ele tinha no canto da sobrancelha brilhar.
A porra da argola, sexy pra caralho.
Imbecil.
"Que infernos você está fazendo aqui?" – eu sussurrei gritando entredentes.
"Você planejou isso, não foi?" – ele respondeu com os olhos semicerrados.
"Planejei? Como eu poderia ter planejado essa porra? Eu nem sabia que você tinha uma irmã!"
"Ah, por favor. Quantos Edward Cullens você acha que existem?"
Minhas mãos se fecharam em punhos. "Eu não sabia o seu sobrenome! Eu nem sabia o seu nome. Você se apresentou como 'E', e é o único nome pelo qual eu chamo você."
Ele sorriu de canto. "Você costuma ir para a cama com pessoas que você só sabe a primeira inicial do nome?"
"Não!" – eu respondi indignada. "Você sabe que essa é a primeira vez que eu tenho... o que quer que esse acordo seja chamado. Mas e você? Nunca te ocorreu que Bella era apelido de Isabella?"
Edward deu de ombros. "Eu nunca pensei sobre isso, para ser honesto. Porque ela não te chama de Bella, de qualquer maneira?"
"Ela só me chama de Swan ou de Dra. Swan no hospital." Um pensamento me ocorreu, e eu não gostei das sensações que ele me trouxe. "Então, você está saindo em encontros agora? O que aconteceu com a exclusividade?"
"Eu poderia lhe perguntar a mesma coisa." – Sua expressão não me dizia nada. Só de olhar para ele você poderia dizer que estávamos discutindo o tempo.
Eu, por outro lado, senti o rubor subindo pelo meu rosto novamente. "Eu só estava fazendo um favor a Rose, e só porque eu saio com alguém não significa que eu vou transar com ele."
"Bom, é o mesmo aqui, querida. Para ambas as coisas." – ele desdenhou.
Franzi a testa para ele. "Filho da puta."
Edward ignorou meu xingamento. "Então, você é médica, hm? Como é que eu nunca fiquei sabendo disso?"
"Não sei. Como é que eu nunca fiquei sabendo que você é dono daquele bar, hein? Eu pensava que você era só o bartender."
"Então você achou que estava 'se rebaixando', transando com um mero funcionário?" – ele perguntou, fazendo aspas com as mãos.
"Não foi o que eu disse."
"Sabe," – ele disse, me analisando com uma sobrancelha levantada, "Eu não achei que você era do tipinho doutora. Eu normalmente não saio com médicas."
"O que isso significa? E que 'tipo' você achou que eu fosse?" - eu perguntei, imitando suas aspas.
Ele deu de ombros.
"O que você achou que eu estava fazendo todas aquelas vezes que eu não estava disponível, por estar trabalhando a noite inteira no plantão?"
"Não sei." – ele respondeu, dando de ombros de novo. "Prostituta, talvez?"
"Você achou que eu era uma prostituta?" – Olhei para ele, incrédula. "E porque eu daria meus serviços de graça para você?"
"Bem... você já olhou para mim?" – ele perguntou, com aquele sorriso umedecedor de calcinhas.
Ele tinha um pouco de razão, mas ainda assim...
"Meu Deus. Você é incorrigível."
"Essa é uma palavra terrivelmente grande para uma prostituta."
"Eu não sou uma prostituta!" – Minhas mãos estavam apertadas em punhos, e eu bati meu pé como uma criança. Minhas bochechas queimaram quando uma mulher saiu do banheiro feminino e me deu um olhar antes de sair.
Edward riu, o som rouco me deixando excitada.
Porra, eu queria que ele não me afetasse desse jeito. Mas aí nosso acordo não seria nem um terço tão bom quanto era.
"Vamos só...voltar para a nossa mesa." – eu disse, olhando para ele com raiva.
"Vai primeiro. Eu odiaria que eles pensassem que nós viemos para cá para uma 'conversa particular'. – ele disse, parecendo entediado. "Mesmo que minha irmã provavelmente adoraria isso. Ela não pode esperar a hora de ter sobrinhos."
O jeito que seu tom de voz suavizou no final da frase me pegou de surpresa. Nós nunca falávamos sobre nossas vidas pessoais. – nossos desejos e ambições. Mas a vulnerabilidade na sua voz que realmente me chocou. Ele sempre era tão seguro de si mesmo. Metido, até. O que era ótimo na nossa situação.
Edward tinha toda a razão em ser metido sobre suas habilidades na cama.
Quando eu sentei de volta na mesa, Rosalie me olhou com seus olhos azuis preocupados. "Está tudo bem?"
"Ah." – Eu fiz um gesto com a mão de uma maneira indiferente. "Claro, tudo bem. Eu tinha alguma coisa no meu olho, e demorou um pouco para sair. Desculpa."
Edward voltou para a mesa e se sentou ao meu lado de novo, deliberadamente pressionando toda a extensão de sua perna contra a minha coxa.
Puta merda.
Regra #5 de Amigos com Benefícios: Nada de conhecer a família ou os amigos um do outro. – nada de bom nisso.
Status da regra: Dobrada.
...
N/T: Oi! Estou de volta com mais uma tradução,da mega talentosa GeekChic12!
É uma longfic, com
Espero que gostem, reviews são sempre boas se vocês quiserem dar sugestões,ou simplesmente dizer o que acharam do capítulo.
Beijos e até o próximo capítulo!
