Disclaimer: Essa história não é de minha autoria, mas sim da autora GeekChic12. Eu apenas a traduzo.
Existem regras. Ignore-as e você se fode. E não é no bom sentido.
Capítulo 3 - Cream Cheese
Bella
Biip!
Tá brincando.
Biip!
Afundei meu rosto no travesseiro e grunhi.
Biiip!
Bufando, peguei meu travesseiro e coloquei-o em cima da cabeça, pressionando para cobrir meus ouvidos.
Biiiiip!
Com uma carranca, peguei meu telefone para descobrir quem eu ia ter que socar por me acordar as oito horas da porra da manhã quando eu teria que trabalhar no hospital de noite.
'E'.
Que porra...?
"O que é?" - atendi o telefone de maneira ríspida.
"Bom dia para você também, raio de sol." - sua voz suave respondeu.
Tinha passado em torno de uma semana desde o desastre no restaurante, e eu tinha lembrado Edward sobre nossas regras. Algumas vezes.
"Por que raios você está me ligando? Você conhece as re-"
"Sim, sim. Eu conheço as regras. Escuta, eu deixei minha carteira aí ontem?"
Sempre tão indiferente.
Fechei os olhos e passei a mão no rosto. "Por que você teria deixado a porra da sua carteira aqui?"
Escutei uma risada sarcástica. "Bom, amor, eu lembro perfeitamente de você quase arrancar minhas calças fora para chegar ao pote dourado."
Revirei os olhos mas ao mesmo tempo alonguei meus músculos tensos, tremendo um pouco com as memórias da noite anterior.
Edward era muito bom.
Ele era sempre muito bom.
"Tá, tá. Só um segundo."
Cobri meu corpo nu com meu robe favorito, coloquei meu celular no bolso e mexi nas roupas ainda espalhadas pelo chão do meu quarto.
Sem achar nada, fui para a sala. "É cedo demais pra isso, caralho." - grunhi.
"Eu ouvi isso!" - ouvi seu grito pelo aparelho.
"Bom, eu disse em voz alta!"
Edward riu de novo.
Merdinha.
Procurando pelas almofadas do meu sofá, tive resultados. Puxei a carteira de couro preto macio e abri-a.
Até sua foto da carteira de motorista exalava sexo. Cabelo bagunçado, olhar intenso, sorrisinho.
Ridículo.
Coloquei o telefone na orelha de novo. "Achei."
"Perfeito. Estou chegando aí."
Meu estômago deu uma reviravolta. Que porra é essa? "Você já estava vindo para cá?"
"Sim. Eu tinha quase certeza de que minha carteira estava ai, e não quis que você perdesse tempo me esperando, sendo que tem plantão no hospital hoje."
Tirei o telefone do ouvido, em boa parte para checar o nome na chamada. Isso era muito legal da parte dele, na verdade.
Não que ele não fosse legal.
Às vezes.
Menos de um minuto depois, Edward estava na minha porta. Eu ainda estava com o celular na mão, vestida com o meu robe... fino... e de seda.
Merda.
Abri a porta com a carteira na mão, esperando que ele a pegasse e fosse embora. Edward, contudo, ignorou minha mão estendida e passou por mim.
"O que você está fa-"
"Te trouxe croissants. Você tem cream cheese?"
"Uh..."
Como ele conseguia me deixar sem palavras desse jeito?
Ah, sim. O caminhar sexy.
Imbecil.
Me distrai com suas pernas longas naquele jeans tão bem ajustado, enquanto ele andava pela minha cozinha. Seu suéter preto se moldava ao seu peito, e a droga dos meus mamilos responderam a isso.
Puta que pariu, ele me deixava furiosa.
E tão excitada.
Edward levantou as sobrancelhas grossas para mim, abrindo a porta da minha geladeira. "Cream cheese?"
"Hm. Sim, sim. Primeira prateleira."
Ele tirou o cream cheese, largando os croissants na bancada. Eu obviamente o tinha encarado por tempo demais.
Ele achou uma faca, puxou suas mangas e começou a espalhar o cream cheese.
"Eu tenho croissants aqui também, sabe?" - Andei até a ponta da cozinha, me mantendo a uma boa distância dele.
"É, bem, eu achei que fosse o mínimo que eu podia fazer por ter te acordado tão cedo. Eu tenho uma reunião em uma hora, e eu realmente precisava da minha carteira."
Assisti-o trabalhando e comecei a salivar. Tanto pela comida - o cheiro de canela subia pelo ar até mim - quanto pelo jeito que os tendões e músculos dos braços de Edward se mexiam, intrincados com tatuagens coloridas.
"Hmhm." - Eu mal tinha ouvido.
Edward olhou para mim então. Seus olhos me percorreram, na verdade. Eles pararam no meu peito, depois se detiveram nas minhas pernas descobertas.
Seus olhos encontraram os meus e ele colocou a ponta do dedão na boca, lambendo o pouco de cream cheese que tinha ali.
Então ele levantou a porra da sobrancelha com piercing.
Desafio aceito.
Me joguei nele, enquanto ele se virava para me pegar. Ele me segurou pela bunda enquanto meus braços e pernas se enrolavam no seu torso, e ataquei a pele do seu pescoço com os meus lábios.
Edward nos virou e me sentou na bancada. Seus dedos fizeram um rápido trabalho do nó do meu robe, abrindo-o e incendiando minha pele com o seu olhar quente. Descansei meu peso nas minhas mãos enquanto ele apertava meus seios, colocando um na boca.
Seu quadril, coberto pelo jeans, esfregava na minha pele nua, incitando um longo gemido meu enquanto ele continuava lambendo e sugando.
"Merda"- engasguei quando ele me mordeu, o momento rápido de dor me fazendo ter vontade de ser preenchida.
Edward ajudou minhas mãos frenéticas a tirarem seu suéter. Ele então desabotoou seu jeans e colocou a mão no bolso de trás por hábito. Ele procurou seus bolsos desesperadamente.
"Procurando por isso?" - perguntei sorrindo, segurando sua carteira.
Ele realmente estendeu as mãos, tentando pegá-la, e eu dei risada.
Dois longos dedos entrando em mim me calaram. Minha cabeça caiu para trás, batendo no armário, e eu deixei a carteira cair. Edward pegou-a do chão, tirando uma camisinha com uma mão enquanto a outra me fodia.
Meu olhar parou nos músculos do seu torso e ombros, enquanto seus braços trabalhavam furiosamente nas suas tarefas.
Gemi alto com a perda dos seus dedos.
"Preciso...estar dentro de você." - ele balbuciou, abrindo o pacote e desenrolando a camisinha.
Gemi um 'por favor', enquanto ele se alinhava na minha entrada, passando minha umidade na ponta do seu pênis por um segundo, antes de entrar em mim de uma vez só.
"Ah, Deus." - suspirei com a sensação dele se mexendo dentro de mim. Era o mais esplêndido espécime que eu já tinha tido o prazer de conhecer - longo e grosso de um jeito que passava pelos meus pontos mais sensíveis, nunca me deixando insatisfeita.
Uma raridade para mim.
Minhas pernas voltaram a apertá-lo, e eu levei uma mão até sua nuca, agarrando os cabelos ali e puxando-o de volta para mim cada vez que ele saia, ansiosa para assisti-lo saindo e entrando de mim mais uma vez.
Edward grunhiu, seus quadris repetindo o movimento de novo e de novo, até que de repente ele me levantou da bancada, sustentando meu peso totalmente. Gritei quando ele me preencheu completamente, a pontada de dor fazendo meus olhos se fecharem com força.
Apertei-o repetidamente enquanto ele nos levava para fora da cozinha. "Puta merda, isso é bom." - Edward gemeu.
Só conseguimos chegar até a mesa da sala.
Ele me deitou nela, a madeira fria em contraste com a minha pele quente, e me fodeu até que eu não visse mais nada.
Coloquei meu robe de volta e ele se vestiu.
Nenhum de nós disse palavra.
Não fizemos contato visual.
A atmosfera de desejo tinha evaporado, e era estranhamente desconfortável.
A espontaneidade e a pura intensidade do nosso sexo tinha me chocado. E tinha chocado Edward também, a julgar pelo jeito que ele ficava limpando a garganta e olhando para o chão.
Nós realmente não conseguíamos ficar juntos por mais de 10 minutos sem arrancar as roupas um do outro?
Deus, nós dois éramos animais.
"Eu vou, hm, é" - ele pegou a carteira da bancada e limpou a garganta de novo. - "Obrigada." - ele disse, segurando-a no ar por um segundo antes de guardá-la.
"É. A gente se vê." - eu disse, enquanto ele andava até a porta. - "E obrigada pelos croissants!" - falei enquanto a porta se fechava atrás dele.
Fiquei ali parada em um estupor, encarando minha mesa de jantar e mordendo a unha do dedão.
Isso não era nada bom.
Obviamente, tínhamos transado várias vezes antes, mas eu sempre sentia que era nos meus termos, de um jeito ou de outro. Contudo, dessa vez, eu não senti controle nenhum. Meu corpo tomou conta, e esqueci todo o resto.
Coisas como as regras, que pareciam, cada vez mais, estarem se quebrando.
Eu sabia que nenhum de nós tinha culpa por quebrar a regra do "nada de conhecer amigos ou família", e que ele tinha tido uma boa razão para me ligar hoje de manhã. Ainda assim, eu não podia deixar isso escapar das minhas mãos.
As regras existiam por uma razão.
Fui para o banho e tentei me focar na coisa mais importante na minha vida - meu trabalho.
Ser uma cirurgiã era um trabalho difícil. Eu não tinha tempo para relacionamentos, e mesmo se tivesse, eu já tinha tentado antes. Não servia para a minha vida nesse momento.
Agora, isso era o que funcionava para mim, e eu tinha que fazer tudo no meu poder para que continuasse assim. Eu não podia deixar que outra regra fosse quebrada ou ignorada.
Isso seria um erro fudido, e um dos piores.
Regra #5 dos Amigos com Benefícios: Nada de ligar no dia seguinte. A não ser que seja para marcar o próximo encontro.
Status da regra: Detonada
Resolvi postar esse capítulo hoje para compensar a demora do último!
Obrigada por ler!
Beijos e até o próximo.
