Disclaimer: Essa história não é de minha autoria, mas sim da autora GeekChic12. Eu apenas a traduzo.


Existem regras. Ignore-as e você se fode. E não é no bom sentido.


BPOV

Caminhando até o meu carro depois de um insanamente longo plantão no hospital, tudo que eu queria era ir para casa e dormir. Mas eu sabia que estava tensa demais para isso.

Eu era a candidata perfeita para realizar aquela cirurgia de remoção de vesícula, mas o escolhido tinha sido o filho da puta do Dr. Sanders. Ele obviamente puxava mais saco do que eu.

Eu realmente precisava ter mais experiência com a droga do laparoscópio.

"Puta merda." Bati com as mãos no volante, exalando forte. Teriam outras oportunidades, eu sabia disso. Mas eu era competitiva - especialmente com os homens da minha equipe.

Medicina ainda era um espaço predominantemente masculino, e sempre parecia que eu tinha que trabalhar duas vezes mais para ser levada a sério. Era algo do tipo "Errou, cai fora" nesse tipo de ambiente. Até meu próprio namorado da faculdade tinha me passado a perna para sair na frente.

Nós dois estávamos no mesmo programa de iniciação científica, e tinham me dito que a vaga seria minha. Mas ele conseguiu roubá-la debaixo do meu nariz, de alguma forma. Eu ainda não sabia como, mas eu tinha ouvido rumores de que ele tinha falado mal de mim para alguns dos médicos da banca avaliadora. Um deles chegou a dar em cima de mim poucos dias antes do resultado final ser divulgado.

Eu não queria nem saber o que Riley tinha dito sobre mim para ele.

Riley tinha sido meu primeiro e único namorado sério e, naquela época, eu achava que estava apaixonada por ele.

Engraçado como as coisas parecem diferentes quando são colocadas em perspectiva.

Lembro de dar risada e deixar passar quando ele disse que de qualquer maneira eu não precisaria do meu diploma, já que eu não trabalharia quando tivéssemos filhos.

Agora, eu provavelmente arrancaria as bolas fora de qualquer homem que ousasse me dizer algo assim.

Riley sempre falava sobre como ele seria um cirurgião excelente - como o programa de iniciação científica só ajudaria com isso, basicamente sugerindo que eu deveria retirar minha aplicação e deixar que ele ficasse com o cargo.

"Bella, querida" ele dizia (eu odiava ser chamada de 'querida'- era tão condescendente.) "Você sabe que esse cargo é perfeito para mim. O Dr. Brighton vai poder me guiar para grandes coisas."

E a porra das minhas grandes coisas?

Exalei novamente, frustrada, e peguei meu telefone.

Eu sabia do que precisava. De quem eu precisava.

Você está livre? ~ B

Mordisquei a ponta do lábio superior enquanto esperava sua resposta. Um minuto se passou. Dois. Liguei o aquecedor e esfreguei as mãos, ainda sentada no estacionamento do hospital.

Oi. Sim, posso estar livre. E aí? ~ E

Me encontra em meia hora? Meu apartamento? ~ B

Outro minuto.

Sim. Ok. Te vejo daqui a pouco. ~ E

Graças a Deus.

Eu precisava que ele fodesse aquele dia pra fora de mim.

Não tinha ajudado em nada que, em cima de toda a merda despejada em mim hoje, minha mãe também havia ligado durante um dos meus intervalos. "Só para saber como você está" e para lembrar que eu não seria jovem para sempre. Hora de achar um médico bonito e se aquietar, parir um ou dois bebês - esqueça o fato de que eu era médica também. E "Que pena que as coisas não deram certo com aquele Riley. Ele era um ótimo partido."

Ugh. Ela obviamente tinha tomado um shot extra de delírio na sua décima vodca tônica do dia.

Depois de dirigir para casa, pulei no chuveiro e me deixei o mais apresentável possível em dez minutos. Ouvi Edward bater na porta bem quando eu estava enrolando meu cabelo em uma pequena toalha.

Me enrolei em outra toalha, cruzei minha sala de estar e abri a porta para deixá-lo entrar.

Inconscientemente, lambi meus lábios quando ele entrou, notando sua camiseta fina que marcava os músculos, a cor branca deixando aparecer os pedaços de tinta escura das suas tatuagens.

Porra.

Eu nem ao menos disse oi.

Tranquei minha porta e empurrei-o contra ela, tirando sua camiseta do caminho para morder um mamilo.

Edward exalou forte e tomou o controle, tirando sua camiseta por inteiro.

Meu nariz foi empurrado para aquele espaço bem embaixo de onde o pescoço se encontra com o maxilar assim que seus braços se abaixaram novamente. Eu não conseguia resistir ao seu cheiro. Não fazia ideia de que tipo de perfume ou creme pós barba ele usava.

Eu não dava a mínima, desde que ele continuasse a usá-lo comigo.

As mãos largas de Edward apertaram-se ao redor da minha bunda, me levantando contra o seu corpo. Ele grunhiu quando eu mordi seu lóbulo da orelha.

Parecia que eu estava com vontade de morder hoje.

Minha toalha foi jogada para o lado sem muito esforço. Soltei meu cabelo e me livrei da outra também.

Edward lambeu seus lábios enquanto seus olhos percorriam meu corpo nu, e eu dei um passo para dar um puxão forte no seu cinto.

"Merda, Bella. Aqui, deixa que eu faço." Ele abriu sua calça, eu tirei sua boxer. Nem hesitei ao colocar os dedos ao redor de seu pênis longo, puxando-o até o quarto. "Porra." ele xingou de novo. "Tá tudo bem com você?"

"Cala a boca."

Empurrei-o na cama e subi nele imediatamente. Eu tinha deixado umas camisinhas embaixo do meu travesseiro, então puxei uma, abri e rolei-a nele.

Edward arqueou o pescoço e fechou os olhos quando eu desci nele. Eu sempre tinha vontade de lamber aquela veia que saltava no seu pescoço quando ele fazia isso. Me inclinei e corri minha língua por ela, até a parte inferior da sua mandíbula, e ele soltou um gemido desesperado.

Segurando suas mãos, levantei-as acima da sua cabeça e apertei-as no colchão para me ajudar a subir e descer mais rápido de volta.

"Porra!" ele soltou.

Cavalguei-o forte e rápido. Ele prendia um dos meus mamilos na sua boca quando conseguia, mas eu nunca soltei suas mãos, mantendo-as presas.

Eu estava no controle hoje.

Quando senti meu orgasmo se aproximando, encostei minha cabeça no seu peito e friccionei meu clitóris contra ele enquanto meus quadris continuavam a girar. Senti-o estocar para cima em mim, e isso só aumentou a pressão. O prazer.

"Meu Deus," gemi contra a tinta na pele do seu peito. Eu já a tinha notado antes, claro - uma data marcada ali, logo em cima do seu coração, com um pequeno 'J' do lado.

Pensar nisso me deixava nervosa. Eu não queria saber o significado por trás daquilo.

Meus braços enfraqueceram com a força do meu clímax, e Edward me empurrou para cima, segurando meus quadris e entrando em mim com força, por baixo.

Deixando as mãos no seu peito, deslizei-o para fora de mim. Ele fez um choramingo de protesto, mas eu me virei, olhando de volta para ele por cima do meu ombro. Ele me deu um sorrisinho conhecido quando se deu conta das minhas intenções.

Montando-o por trás, alcancei e coloquei ele de volta dentro de mim.

"Puta que o pariu." ele sussurrou enquanto eu lhe dava um pequeno apertão antes de começar a mover meu quadril novamente.

Minhas pernas estavam do lado de fora das dele, e eu busquei suas bolas, massageando um ponto atrás delas. Enquanto eu fazia isso, Edward começou a xingar e gemer constantemente, me incentivando a fodê-lo com ainda mais força. Suas mãos estavam ao redor da minha cintura, de vez em quando acariciando minhas costas, alcançando um seio ou até mais para baixo, alongando-se pelos meus quadris e bunda.

Nossos gemidos se misturaram pelo quarto, e eu continuei tocando-o com uma das mãos, trazendo a outra para o meu clitóris, esfregando e apertando, tentando chegar lá de novo.

Eu precisava disso.

Usei somente a força das minhas pernas e abdômen para continuar o movimento da transa, e eu podia ver seus músculos da coxa se retesando, tentando estocar por baixo.

Quando ele se sentou abruptamente, caí para frente, minhas mãos nos seus joelhos. Seus dedos se enterraram na minha pele quando ele começou a me balançar vigorosamente no seu pau, me fazendo gritar.

"Porra, porra, porra!" Edward disse, entredentes. "Isso é tão bom, porra."

"Oh Deus. Oh, porra." Sussurrei. "Vai, me fode, vai!

"Vou gozar." ele anunciou de repente. "Merda."

Suas mãos se apertaram com força ao redor da minha cintura, me puxando com força enquanto ele descarregava, e eu tinha espasmos ao redor dele. Acho que gritei. Não tenho certeza.

Nós dois nos atiramos na cama, suados e resfolegando.

Minhas pálpebras se tornaram pesadas instantaneamente, e a última coisa que eu senti foram os braços de Edward se apertando ao meu redor antes de apagar.

"Hmmmm." Eu estava tão confortável, não queria nem ao menos me mexer.

Eu estava tão quentinha.

Minhas costas nuas estavam pressionadas contra o seu torso nu, e minhas pálpebras semiabertas começaram a se fechar novamente.

Contudo, quando a realidade voltou a se instalar, meus olhos se abriram arregalados, e meu corpo tensionou. Edward e eu estávamos deitados...de conchinha.

"Puta merda." Tentei me soltar do seu aperto, mas ele não queria me largar.

Virando a cabeça para olhar para ele sobre o meu ombro, percebi que ele estava dormindo. O relógio da minha cabeceira lia 2:14 da manhã.

Ok. Isso não era a pior coisa que podia acontecer. Não era como se ele tivesse passado a noite aqui. Ele nem tinha chegado até a meia noite e meia, de qualquer maneira. Havia maneiras de reverter esse acontecimento.

O problema era que quanto mais eu passava deitada ali, mais eu percebia que estava gostando.

Porra.

Me virei nos seus braços e encarei-o por um minuto. Suas sobrancelhas grossas, sempre tão expressivas, tão...vivas no seu rosto, estavam relaxadas por cima dos seus olhos.

O pequeno piercing no canto da sua sobrancelha esquerda tinha uma bolinha preta nele. Eu não sei porque a vontade me surgiu naquela hora, mas toquei-a de leve.

Seu nariz era longo e reto, um pouquinho torto no final, como se não fosse totalmente simétrico. O que era bom, porque do contrário ele seria perfeito demais.

Seus cílios se espalhavam pelas suas maças do rosto, tão longas que elas realmente alcançavam-nas. Eu sempre tinha inveja desses cílios incríveis.

Encarei a covinha no seu queixo, e depois foquei na barba rala que cobria seu maxilar. Provavelmente era de uns dois dias sem se barbear. Tão fodidamente sedutor.

Quando meus olhos encontraram seus lábios, uma sensação que eu não consegui explicar tomou conta de mim. Desejo misturado com medo, talvez? Os lábios de Edward eram tão bonitos - rosa-escuros e apenas cheios o bastante ao ponto de não parecerem femininos.

Bem de leve, tracei meu dedo pelo seu lábio inferior, até que de repente uma mão morna se enrolou ao redor do meu pulso.

Meus olhos saltaram para os dele, e Edward estava me observando, verde escuro procurando o marrom. Nos encaramos por um minuto inteiro até que a intimidade do momento me chocou para dentro da realidade, e eu dei um passo para trás, para fora do seu aperto.

Dessa vez, ele me deixou.

E pareceu tão errado.

Eu tinha quase certeza de que queria beijá-lo.

Não.

Nada de beijos.

Porra. Eu precisava que ele saísse daqui.

"Bella?" ele perguntou enquanto eu saltava para fora da cama, me enrolando em um roupão.

"Você precisa ir." Eu não conseguia olhar para ele.

Edward limpou a garganta. "Me desculpa, eu caí no sono. Tudo bem com você?"

Aquela voz rouca e sonolenta dele despertou arrepios por mim, e eu abanei a mão por cima do ombro para ele. "Ah sim, sem problemas. Te vejo depois. E obrigada."

Houve um pequeno momento de silêncio absoluto, então ouvi-o suspirar, antes de ouvir o barulho dos lençóis com o seu movimento.

Arriscando uma rápida olhada, vi que ele estava se levantando da minha cama, e notei pela primeira vez que ele estava de boxer. Meu coração começou a palpitar mais forte contra as minhas costelas.

Ele realmente tinha se ajeitado e voltado para a cama?

Ele tinha dormido comigo daquela maneira de propósito?

Talvez ele só soubesse que eu estava estressada, e estava tentando me oferecer conforto?

Ainda assim. Ele não deveria nem ter esse tipo de vontade relacionada a mim.

Assim como eu não deveria ter vontade de pressionar meus lábios contra os dele e enrolar nossas línguas juntas.

Quando a porta do apartamento bateu, andei até ela e coloquei a tranca, passando a corrente. Me virei e encostei as costas contra a madeira, ainda tentando entender que porra tinha acontecido.


Regra #3 dos Amigos com Benefícios: Nada de dormir agarradinho! Conchinha? Perdeu.

Status da regra: Demolida


Voltei mas continuo demorando com os caps. Heh. Prometo que vou tentar melhorar.

Adorei as reviews, bom saber que ainda tem gente que acompanha a fic!

Beijão e boa semana para todos!